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sábado, 28 de julho de 2018

Festival Lula Livre reúne no Rio gerações e estilos musicais em defesa da democracia

Programação musical terá nomes como Ana Cañas, Beth Carvalho, Noca da Portela, Nelson Sargento, MC Carol e Renegado, além de Chico Buarque, Gilberto Gil, Jards Macalé, Chico César e Odair José
Está chegando a hora. Neste sábado (28), a partir das 14h, no Rio de Janeiro, nos Arcos da Lapa, região central da cidade, o Festival Lula Livre reunirá artistas e intelectuais latino-americanos em ato cultural e político em defesa da democracia e contra a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os mais de 40 nomes da música brasileira confirmados, estão Chico Buarque, Gilberto Gil, Jards Macalé, Ana Cañas, Beth Carvalho, Chico César, Noca da Portela, Nelson Sargento, Odair José, e Manno Góes, assim como artistas da nova geração, como Filippe Catto, Tomaz Miranda, Cecilia Todd, Marcelo Jeneci, Lyza Milhomem, Marcos Lucenna, Maria Rivero e MC Carol.
O cantor Odair José, remanescente da chamada cultura brega dos anos 1970 e que acabou se tornando cult, voltou a se encontrar com o grande público nas edições da Virada Cultural paulistana e, em janeiro deste ano, participou pela primeira vez de um ato político em mais de 40 anos de carreira. Para o show no Rio, os organizadores afirmam que pedirão para que cante outro clássico do seu repertório, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar.
O evento é organizado por um coletivo de artistas e pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, como parte de uma série de atividades que culminarão com o registro da candidatura de Lula à Presidência da República, em 15 de agosto. Diverso, o festival começa à tarde e se estenderá noite adentro, com oficinas, DJs e apresentações teatrais, culminando com um grande ato-show.
A ideia do evento nasceu a partir de um manifesto elaborado por Chico Buarque, Martinho da Vila, Ziraldo, Leonardo Boff e mais de 800 signatários. O documento afirma que “todo o julgamento do presidente Lula foi um erro jurídico sem limites”. Para os signatários, não é possível aceitar que ula, líder em todas as pesquisas, não participe das eleições. “Inadmissível é mantê-lo preso num flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça.”
 Festival Lula Livre
Mesmo preso injustamente, Lula é líder em todas as pesquisas eleitorais. Candidatura será registrada dia 15 de agosto

Eventos simultâneos
De acordo com a organização, o festival será dividido em duas partes. A chamda parte lúdica, que começa às 14h, na praça diante dos Arcos e do Circo Voador, será aberta pela trombonista Ju Storino e o Palhaço Zé Catimba, que farão o anúncio da abertura. Está previsto um cortejo, reunindo poetas, músicos, atores e artistas circenses. Em seguida, cada participante se destinará aos espaços reservados para atividades – música, teatro, poesia, oficinas.
Em seguida, começam as intervenções de rua, como montagem de pipas, oficina literária (com Márcia Tiburi, segundo informa Hildergard Angel em sua coluna no Jornal do Brasil), estêncil, bordados e flores (com as Bordadeiras pela Democracia), fotojornalismo, grafite e pintura em tecidos.
Os organizadores estimam que sejam feitas cerca de 500 pipas na oficina da própria praça, que comporão junto com 10 pipas artísticas gigantes uma espécie de balé. Um ecobalão de 4 metros subirá com uma faixa com a mensagem do festival.
A praça será tomada pelos grupos circenses Tropa de Palhaços, Grande Circo Trapézio, Tá Na Rua, e Mistérios e Novidades, seguidos dos coletivos de dança Passinhos Carioca e Efeito Urbano. Haverá ainda uma revoada das pipas e ecobalões produzidos, tendo ao fundo o som do DJ Rodrigo Penna. Por volta de 17h, a primeira parte do festival será encerrada com samba levado pela Orquestra Voadora, que tem 120 integrantes.
Na sequência, começam as apresentações musicais no palco central. O reencontro de Chico e Gil encerrará o Festival Lula Livre, em defesa da democracia e pela libertação do ex-presidente de sua prisão política.
Fonte: BRASIL CULTURA

Costela fogo de chão

Há várias formas de se preparar uma boa costela. Você pode fazê-la em uma churrasqueira, enrolando a costela em papel alumínio ou celofane e “encostando” a dita cuja na brasa ou no fogo de chão. Não há dúvida de que a costela ficará muito mais saborosa e com uma consistência muito melhor se assada ao fogo de chão.
Finalmente, segue abaixo algumas dicas:
Ingredientes
1 costela de 10 a 15 kg
1 (a 2) kg de sal grosso (pode ser temperado)
1/2 (a 1)L de cachaça
Acessório(s)
1 espeto especial para costela fogo de chão
1,5m2 de lenha
Opcional
2 (a 3) L de álcool combustível
2 sacos de carvão (5 a 7 kg cada)
Modo de preparo – Terreno
Prepare um espaço plano de 2 por 2 metros
No centro, enfie o espeto para demarcar o local da costela.
O carvão opcional, serve para facilitar o início do fogo. Se for utilizá-lo, faça duas carreiras de carvão onde ficarão a parte da frente e de trás da costela, cerca de 1/2 metro de distância do ponto central.
Se não vai utilizar carvão, faça as mesmas carreiras, com as lenhas.
Umedeça com bastante álcool e aguarde uns 5 a 10 minutos para que o álcool penetre nas lenhas (e no carvão).
Modo de preparo – Costela
Prenda a costela no espeto.
Umedeça levemente um lado da costela com cachaça.
Faça uma camada de sal por todo o lado da costela.
Volte a colocar cachaça, misturando-a com o sal, deixando uma camada homogênea com essa “paçoca” de sal e cachaça por todo o lado da costela.
Faça o mesmo do outro lado.
Não precisa ser tão caprichoso no lado dos ossos.
Leve o espeto ao local demarcado e enfie novamente no solo.

Acenda o fogo e mantenha-o sempre ardente, com labaredas. Para isto, vá alimentando com lenhas durante todo o processo.
As labaredas não podem encostar na costela. Devem apenas, fazer muito calor.
Em 4 a 6 horas a costela estará pronta.

“A Biografia da Nação”, uma obra necessária para entender o Brasil

A leitura do livro Biografia da Nação merece entrar para aquela lista de obras preferenciais para toda pessoa que queira compreender de modo mais profundo o que é o Brasil, como foi possível ao povo e às principais forças políticas e econômicas construir uma das maiores nações do mundo, considerando o período histórico iniciado a partir da invasão e ocupação dos portugueses, na esteira do processo de expansão da Europa, singelamente conhecido como “As Grandes Navegações”.
 Por Altair Freitas
 José Carlos Ruy, autor da obra “Biografia da nação – história e luta de classes” José Carlos Ruy, autor da obra “Biografia da nação – história e luta de classes”
Biografia da nação, história e luta de classes, tem a marca registrada do seu autor, o jornalista e pesquisador marxista José Carlos Ruy: o manejo de conceitos e instrumentos fundamentais do marxismo como a Luta de Classes e o Materialismo Histórico e Dialético, não apenas como referenciais teóricos, mas como verdadeiros equipamentos da ciência histórica e social para analisar o desenvolvimento do Brasil à luz do estudo de uma vasta bibliografia que remonta à fantástica carta descritiva de Pero Vaz de Caminha sobre a chegada da esquadra Cabralina em 1500. O livro é, portanto, também, uma deliciosa viagem pela produção literária de gerações a fio de portugueses, estrangeiros e, especialmente, de brasileiros – desde as primeiras gerações de descendentes dos primeiros colonizadores lusitanos que se aventuraram por aqui. Uma viagem que abrange praticamente todos os matizes e variantes ideológicos que nortearam aqueles (as) que escreveram sobre o Brasil. É um livro sobre livros e sobre as variadas interpretações sobre o que foi o Brasil, sobre o que era o nosso país e suas perspectivas futuras quando analisado pelas “penas” dos diversos escritores, historiadores, pensadores, com particular acento no estudo sobre como o pensamento marxista brasileiro buscou compor uma visão sobre o nosso desenvolvimento, contradições, lutas, limites e potencialidades.
Mas o grande mérito do livro não são as referências bibliográficas, uma “biografia da biografia” mas a efetiva compreensão sobre a enorme complexidade envolvida na construção do Brasil como nação. Sendo inicialmente uma colônia clássica do tipo “por exploração”, destinada a ser um anexo da economia portuguesa, fornecedora de produtos agrícolas e ouro para Portugal – processo que nos aproxima de modo profundo às demais nações da América Latina, resultantes do mesmo processo histórico – o Brasil superou Portugal a partir de um determinado momento em pujança econômica. E a partir daí vivenciou-se nestas terras tropicais lutas renhidas, complexas, envolvendo as classes sociais fundamentais – senhores de engenho e escravos e burguesia e proletariado – mas também a profunda dicotomia crescente entre colônia e metrópole, país independente e imperialismo, tudo isso emaranhado às lutas entre facções, segmentos, frações das classes dominantes entre si pelo controle do Estado, colonial e, posteriormente, nacional. Um livro, enfim, para ser lido, relido, estudado.
Fonte: Brasil Cultura

quinta-feira, 26 de julho de 2018

PRESIDENTE DA BIBLIOTECA NACIONAL RECEBE EDUARDO VASCONCELOS EM AUDIÊNCIA







Hoje (26), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, foi recebido em audiência pela presidente da Biblioteca Nacional, sede matriz no Rio de Janeiro, a professora HELENA SEVERO.  Cujo objetivo foi a exposição feita pelo Eduardo sobre o Projeto da Biblioteca, denominada de "Se o estudante não vai a biblioteca, a biblioteca vai ao estudante".

Eduardo Vasconcelos também ouviu da professora, Helena Severo as informações e explicações das ações desenvolvidas pela Biblioteca Nacional e que apesar das dificuldades, irá sim apoiar a ideia do CPC/RN e que após levar ao conhecimento aos demais diretores/coordenadores enviará um acervo de livros e revistas para colaborar com o projeto. O que Eduardo, logo agradeceu.

"Esse projeto está em fase de análise e adequação, pois em uma próxima fase parceiros irão criar uma "arca volante, que após pronta segurá uma agenda para aos poucos chegar aos interiores (escolas), ficarão em exposição uma dia e neste mesmo dia emprestará-os aqueles alunos que se prontificarem a após lê-lo devolvê-lo em prazo de 10 (dez) dias."  Mais detalhes brevemente no lançamento do projeto." Explicou Eduardo Vasconcelos a presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo.

Fotos: Patricia - Biblioteca Nacional



Letícia Sabatella interpreta Edith Piaf e Fernando Alves Pinto é Bertolt Brecht em ‘A Vida em Vermelho’

A atriz paranaense Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto interpretam Edith Piaf (1915-1963) e Bertolt Brecht (1898-1956) em A Vida em Vermelho, espetáculo que faz quatro apresentações gratuitas no Itaú Cultural  de 26 a 29 de julho. Apresentada pela primeira vez em 2016, a peça sugere um encontro entre a cantora francesa e o poeta e dramaturgo alemão, artistas cujas visões de mundo eram tidas como radicalmente opostas.
Enquanto Piaf expunha em suas canções a intensidade e a solidão da alma, o que atraía a atenção de Brecht eram as relações humanas desenvolvidas dentro do sistema capitalista. Inicialmente discordantes, suas visões vão provando que podem coexistir conforme os artistas discutem no palco de um antigo cabaré.
Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto apresentam as principais canções de Piaf e Brecht, além de músicas famosas de suas épocas, ao lado de três outros músicos. Os medos, anseios e realizações de dois dos principais artistas do século 20 servem de inspiração para o espetáculo, cujo texto é assinado pela dramaturgo Aimar Labaki e a direção fica a cargo de Bruno Perillo.
Com 90 minutos, as apresentações gratuitas acontecem às 20h na quinta, sexta e sábado, e às 19h no domingo. Os ingressos são distribuídos uma hora antes da peça, na bilheteria do Itaú Cultural. Indicado para maiores de 12 anos, o espetáculo conta com interpretação em libras.
Brasil Cultura

Parque Nacional do Iguaçu antecipa recorde de visitantes

Parque Nacional do Iguaçu, palco das mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu, superou no último domingo (22) a marca de um milhão de visitantes desde o início do ano. O recorde, impulsionado especialmente pela presença de frequentadores do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e dos Estados Unidos, foi atingido sete dias antes do mesmo número ser alcançado em 2017 (29 de julho).
Referência na conservação da biodiversidade, o parque, situado na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu (Brasil, Argentina e Paraguai), no Paraná, registra uma alta de 6% na procura entre 1º de janeiro e 21 de julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente neste mês, o aumento chegou a 4%, segundo a concessionária que administra a visitação na unidade, totalizando 144.509 pessoas.
O ranking de nacionalidades que mais estiveram no local em 2018 é composto ainda por turistas da França, Alemanha, Espanha, Chile, Japão, Inglaterra, México, Colômbia, Bolívia, China, Peru e Coreia do Sul. Desde o último dia 7, o horário de funcionamento do parque foi ampliado, passando a operar das 8h às 17h, uma hora mais cedo. A mudança será mantida até 29 de julho.
Primeira unidade de conservação ambiental brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, no ano de 1986, o local foi o segundo parque nacional mais visitado em 2017 (1,8 milhão de pessoas). A informação é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pela gestão de parques, florestas, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas no país, entre outras.
A liderança no ano passado coube ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que abriga o Cristo Redentor (3,3 milhões). Já o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que desde o ano passado ganhou um aeroporto para voos diretos, foi o terceiro em número de visitantes (800 mil).
IMPULSO – A fim de aprimorar o atendimento a visitantes e reforçar a geração de emprego e renda, o ICMBio anunciou que sete unidades de conservação nacionais terão serviços delegados a concessionários. O instituto elabora editais envolvendo os parques do Pau Brasil (BA), Chapada dos Veadeiros (GO), Lençóis Maranhenses (MA), Itatiaia (RJ), Caparaó (MG), Jericoacoara (CE) e da Serra da Bodoquena (MS).
Os processos, precedidos da realização de consultas públicas, vão incluir atividades como transporte interno, alimentação, hospedagem, opções de aventura, venda de produtos com a marca da unidade e estacionamento, entre outras. Atualmente, os parques nacionais da Serra dos Órgãos e da Tijuca (RJ), de Fernando de Noronha (PE) e do Iguaçu já contam com serviços administrados por meio de concessões.
Fonte; Brasil cultura

Ariano Suassuna, nacionalista e popular

Na segunda-feira (23), completaram-se quatro anos do falecimento de Ariano Suassuna. E por astúcias da vida, nesta quarta-feira celebra-se o Dia do Escritor. Para os dois dias, é natural que recuperemos este autor universal do Nordeste e do Mundo.
Por Urariano Mota*
Ariano Suassuna, pelo menos em seus últimos 30 anos, esteve sempre em pleno exercício da glória. Contrariando o adágio de que ninguém é profeta em sua terra, Ariano Suassuna é, foi querido em Pernambuco, na Paraíba, no Brasil e no mundo. Sem deixar Pernambuco. Sem deixar o bairro de Casa Forte, onde morava. Em 2014, na semana anterior a seu falecimento, as filas dobravam esquinas, quarteirões, para ouvi-lo no Festival de Inverno de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco.
 Caso raro também de escritor, ele sabia falar, tão bem ou melhor que escrevendo. Ele usava a fala, o dom de contar estórias, como poucos atores já vi até hoje. Os atores de palco, os humoristas de profissão, até mesmo os do gênero que chamam agora de comédia stand-up, um nome que Ariano teria horror, stand-up, fiquem de pé, em pé, por favor, para melhor estudá-lo. E não adiantava fazer dele a caricatura, os traços exteriores, porque o fundamental do escritor, a complexidade do ser, a cultura e vivência são irreproduzíveis.
Ele dizia: “A minha voz é feia, fraca, baixa e rouca, eu tenho essa dificuldade”. E ganhava de imediato o auditório, com um sem se dar importância, como um ótimo ator e estudioso da psicologia humana, do público, que ele mantinha na rédea, à mão. “Eu sou um palhaço frustrado”, ele dizia nas palestras. Insuperável em contar histórias, todas acontecidas. Como a história dos doidos, na inauguração de um hospital para loucos na Paraíba. Ele contava que na inauguração do sanatório, que aplicava a psicoterapia do trabalho, os doidos entraram em fila com os carros de mão. Um deles entrou com o carro invertido, virado. Ao ser recriminado, o louco diferente respondeu:
– Eu sei, doutor, que o meu carro está errado. Mas se eu botar o carro certo, eles botam pedra pra eu carregar.
Ariano dizia que admirava os loucos, porque eles têm um ponto de vista original, como os escritores devem ter.
Noutra, ele contava que o doido oficial de Taperoá, terra natal, ficou uma vez com o ouvido colado num muro da cidade, e as pessoas começaram a imitá-lo, pondo o ouvido no muro também. Até que uma pessoa normal, com o ouvido no muro, reclamou pro doido oficial:
– Eu não estou ouvindo nada.
Ao que o doido respondeu:
– Não é? Desde manhã que tá assim.
Era um sucesso absoluto no auditório. Na homenagem que faço a ele, no Dicionário Amoroso do Recife, escrevi:
“…Tudo o que Chico Anysio, Lima Duarte e Rolando Boldrin tentam fazer na televisão, conversando, há muito Ariano vem fazendo: ele é um humorista narrador de casos, ajeitados à feição de vivíssimos causos. Ele é um showman sem smoking, metido em roupa de caroá, ou em calça e camisa de brim cáqui… (Mas em se tratando de Ariano Suassuna, melhor dizê-lo palhaço sem fantasia na vestimenta)
A gente não sabe se Ariano Suassuna criou o seu personagem, ele próprio, Ariano, ou se o seu personagem criou o narrador de auditório, Ariano. Conversando, ou melhor, somente ele falando, parece que conversa, porque ele narra de um modo que nos mergulha no meio da sua narração. Ele gera a ilusão da conversa pela comunhão, até mesmo pela cumplicidade, com os fatos narrados.
Ariano, ‘conversando’, é ator de picadeiro sem trejeitos ou caretas, que substitui pelos movimentos da voz, pelas inflexões na fala, pela escolha de palavras chãs, pelo rasgo de olhos pícaros que nos fitam, acompanhando o efeito das armadilhas que lança. Ele narra nesse ator – ele próprio – pela ambientação que situa, uma ambientação absolutamente econômica de cenários, cenários só personagens, e, o que reforça a ilusão de conversa, ele aparenta ser também ouvinte, quando na verdade faz pausas de radar, para ver como se refletiram aqueles sinais que lançou”.
Ariano Suassuna foi um nacionalista sem trégua. Amante do povo brasileiro, amante incurável, sem remédio ou subserviência. Dizia ele, lembrando Machado de Assis: “No Brasil existem dois países: o Brasil oficial e o Brasil real. Eu interpreto que o Brasil oficial é o nosso, dos privilegiados. E o país real é o do povo. E Machado dizia: ‘o país real é bom, revela os melhores instintos. Mas o país oficial é caricato e burlesco’”. Falava mais Suassuna: “a classe dirigente do Brasil quer que o Brasil seja uns Estados Unidos de segunda ordem. Eu não quero nem que seja Estados Unidos de primeira. Eu quero que o Brasil seja o Brasil de primeira..”. Amado por todos, até mesmo pela vanguarda, que ele mais de uma vez hostilizou. É verdade, ele era um conservador em matéria de costumes e de arte. Pra se ter uma ideia, nunca aceitou o teatro de Nelson Rodrigues, por achá-lo um amontoado de perversão e perversidade. Mas isso pouco importa agora. O mais importante é destacar que ele era um humanista, um conhecedor de humanismo clássico, um homem cultíssimo, que falava sobre a literatura picaresca na Espanha antes de Cervantes. Um erudito que se disfarçava bem na fala de sertanejo, no sotaque pernambucano, nordestino entranhado.
No seu amor pelo povo, no nacionalismo que buscava o melhor da civilização brasileira, ele foi, é um exemplo a ser seguido por todos escritores brasileiros.
*Urariano Mota é jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha


A população negra corresponde a mais da metade dos brasileiros: 54%, segundo o IBGE. Na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes, de acordo com a Associação Mujeres Afro. Tanto no Brasil quanto fora dele, porém, essa população também é a que mais sofre com a pobreza: por aqui, entre os mais pobres, três em cada quatro são pessoas negras, segundo o IBGE.

A Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que resultou no Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil (2013), constituem o grupo que se encontra no maior número de situações de vulnerabilidade social. São elas que apresentam os menores índices de escolaridade; que recebem os menores salários, embora sejam as que tenham a jornada diária de trabalho mais extensa; se encontram majoritariamente em empregos informais, sem garantia de direitos trabalhistas; entre elas encontra-se o maior percentual de chefia de famílias monoparentais; etc.

Em 2015, foi publicado o Mapa da Violência 2015: homicídios de mulheres no Brasil, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a pedido da ONU Mulheres. Esse estudo revelou que entre 2003 e 2013 o número de mulheres negras mortas violentamente no país subiu 54,2%, enquanto que no mesmo decênio houve um recuo de 9,8% nos assassinatos de mulheres brancas. O documento destacou que, em 2013, “morreram assassinadas, proporcionalmente ao tamanho das respectivas populações, 66,7% mais meninas e mulheres negras do que brancas.”

Esses são dados que, indubitavelmente, decorrem de cerca de 400 anos de colonialismo e de economia escravocrata, que sequestrou e massacrou a população de diversos povos do continente africano e deu início à diáspora negra em direção ao Novo Mundo. Tal origem e a similaridade das opressões vivenciadas pela população negra, mais especificamente pelas mulheres negras ao longo desse período, resulta numa realidade socioeconômica comum às afrodescendentes da transnação latino-americana e caribenha. Noutras palavras, os índices recentemente revelados pelas pesquisas do IPEA e da Flacso/ONU Mulheres sobre as mulheres negras do Brasil possuem extrema semelhança com as condições e perspectivas de vida das mulheres negras de vários outros países da região.

O reconhecimento dessas similitudes implicou na declaração do dia 25 de julho como o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, data estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana). Situadas no cruzamento de vários eixos de poder e desigualdade (gênero, raça, classe e origem) as mulheres negras precisaram se organizar a parte e provocar reflexões críticas tanto no movimento negro quanto no movimento feminista, pois nem um dos dois contemplava suas demandas específicas, já que até meados da década de 1970 se enxergavam como movimentos constituídos por identidades homogêneas.

As razões que levaram, há mais de 30 anos, mulheres negras de toda parte da América Latina e do


Caribe a se articularem continuam, infelizmente, bastante atuais. Enfrentar simultaneamente o racismo, o sexismo, o classismo, a lgbtfobia e a xenofobia foi a estratégia encontrada pelo movimento das mulheres afro-latinas e caribenhas para dar visibilidade a si próprias, suas necessidades, suas lutas e suas conquistas.

Assim como o Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março), o 25 de Julho não tem como objetivo festejar: a ideia é fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta e pressionando o poder público.

A celebração do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha é extremamente relevante por valorizar suas contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais no processo histórico de seus países e do continente. Ademais, foi também graças à articulação das mulheres afro-latinas e caribenhas que os governos da região passaram a constituir acordos e políticas internas e internacionais que vêm permitindo avanços na participação das mulheres negras em espaços como a universidade pública, o mercado formal de trabalho, os veículos mídia e a política partidária.

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra
Em 2 de junho de 2014, a então presidenta Dilma Rousseff instituiu, por meio da Lei nº 12.987, o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza Benguela liderou entre 1750 e 1770, após a morte de seu companheiro, José Piolho, o Quilombo do Quariterê, situado entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá, capita de Mato Grosso. O lugar abrigava mais de 100 pessoas.

Durante seu comando, a Rainha Tereza criou uma espécie de parlamento e reforçou a defesa do Quilombo do Quariterê com armas adquiridas a partir de trocas ou levadas como espólio após conflitos. Nas suas terras eram cultivados milho, feijão, mandioca, banana e algodão, utilizado na fabricação de tecidos.

Tereza de Benguela é, assim como outras heroínas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos, devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolítica brasileira.

Festival Latinidades


No mês do Julho das Pretas alusivo ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha ocorre em atividades finalizando aqui no estado do Rio de Janeiro com a marcha 2018 em Copacabana. Considerado uma das maiores de mulheres negras da América Latina, durante todo mês acontecera debates, shows, publicações, espetáculos, capacitações e economia criativa, estimulando o diálogo entre o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos.

Tema da marcha 2018.Pela vida do povo preto e por mais mulheres negras no poder!

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN FOI RECEBIDO HOJE PELA DIREÇÃO DA FUNARTE NO RIO DE JANEIRO


 Da esquerda para a direita: Paulo Grijó Gualberto, Coordenador Geral, Stepan Nercessian, Presidente, Eduardo Vasconcelos - CPC/RN e Ginaldo de Souza, diretor do Centro de Artes Cênicas da FUNARTE

Hoje (25), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS foi recebido pela base da executiva da FUNARTE no Rio de Janeiro, cujo objetivo foi para relatar os projetos, anseios e apoio para suas realizações.  Após a explanação de Eduardo o presidente se propôs a analisar, mas garantiu diante mão apoiar a iniciativa do CPC/RN, deixando claro que a FUNARTE apoiará, pedindo inclusive que os diretores presentes, Sten Nercessian e Ginaldo de Souza para estudarem formars legais, claro logo após o período eleitora para ajudar e apoiar os referidos projetos, como CINEMA NA PRAÇA/ESCOLA, Biblioteca, entre outros.

Eduardo Vasconcelos se comprometeu a enviar documentos detalhando os projetos para serem analisados pela equipe técnica e apoio. SÃO SONHOS QUE TORNARÃO REALIDADE!

No final, Eduardo Vasconcelos agradeceu, o apoio e solidariedade do nobres diretores. Eduardo adianta que próxima semana se reunirá com artistas e diretores do CPC/RN para repassar detalhadamente o teor da reunião e deliberar os próximo eventos do CPC/RnN previsto parra o final de agosto/setembro.

Amanhã (26) estará será recebido pela presidenta da Biblioteca Nacional, HELENA SEVERO!

Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

Desde 1992 o dia 25 de julho se transformou em um marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. A data foi criada a partir do primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana.
Este dia busca dar visibilidade às situações de desigualdade racial e de gênero, ao mesmo tempo em que viabiliza o fortalecimento das muitas lutas das mulheres negras seja contra o racismo, o sexismo, a discriminação de classe, o preconceito ou mobilizando ações que fortalecem e resgatam organizações e grupos de resistência.
Festa e luta
Para a militante dos movimentos sociais e fundadora do Movimento Nacional dos Quilombos, Givânia Silva, é necessário pensar no dia 25 de julho como um marco referencial e transformador para as mulheres negras. “Existe um enorme déficit entre as demais populações e as mulheres negras, existe um acúmulo de prejuízos causados por um mal que ainda não vencemos, o mal do racismo que se fortalece muito com as ações do machismo. É importante dizer que o racismo é estruturador, ele avassala, elimina, mata, e nós mulheres negras somos o alvo principal dessa ação nefasta. Por isso celebramos o dia de hoje não apenas como festa, mas como reflexão do que tem sido a vida das mulheres não só no Brasil, mas no mundo, principalmente nos países que foram colonizados e sofrem os efeitos dessa ação que ainda se faz muito presente”, constata.
Machismo e violência
Ao falar sobre as urgências que se apresentam como lutas para as mulheres negras no Brasil, Givânia Silva destaca a questão da violência. “Aqui no Brasil nós mulheres negras atuamos em várias frentes, minha atuação tem sido junto às mulheres quilombolas, mas reconheço que existe uma questão que une todas nós mulheres negras que é a questão do machismo e da violência que vem matando mulheres todos os dias, não é possível aceitar que todos os dias morram tantas mulheres em cada lugar desse nosso país vítimas das ações do machismo ou do racismo. A maior parte desses crimes ficam em pune, então mais do que qualquer outra bandeira, que também são importantes para a vida das mulheres, nós precisamos pensar o quanto elas estão sendo vítimas do feminicídio”.
O Mapa da Violência 2015  mostra que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.
Fonte: Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil (Flacso/OPAS-OMS/SPM, 2015) Arte: Tainah Fernandes/Agência Patrícia Galvão
Processo histórico
Ao longo do processo histórico não é difícil constatar que as mulheres negras sofrem de forma mais severa os impactos da cultura machista e da ordem global econômica injusta que continua tratando mulheres negras com discriminação à medida que não discute e não aplica critérios justos no âmbito salarial, nas oportunidades de emprego ou no acesso à educação de qualidade.
No contexto atual que revela a situação de violência que as mulheres, e de modo especial, as mulheres negras enfrentam, grupos, instituições e coletivos seguem trabalhando em um conjunto de ações para divulgar e denunciar essa dura realidade que persiste no decorrer dos séculos em toda América Latina e Caribe, como lembra Givânia Silva: “Nos últimos anos o Brasil, por exemplo, conseguiu diminuir alguns indicadores importantes como os da fome e da miséria, que agora se encontram novamente ameaçados, mas não conseguiu diminuir os indicadores alarmantes do número de mulheres que morrem vítimas da violência doméstica, principalmente”.
Tereza de Benguela: Uma mulher que tornou-se símbolo de liderança, força e luta pela liberdade.
Tereza de Benguela: Uma mulher que tornou-se símbolo de liderança, força e luta pela liberdade.
A partir da lei  Lei nº 12.987/2014, no Brasil celebramos também em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18. Casada com José Piolho, negro que chefiava o quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, assumiu o comando da comunidade revelando-se uma grande  líder após a morte do marido.
Por Jucelene Rocha / Assessoria de Comunicação Cáritas Brasileira

terça-feira, 24 de julho de 2018

‘André ou Receita para se fazer um monstro’, no Teatro Dulcina

Andre ou Receita para se fazer um Monstro_De Joao Monteiro_tambem ator. Teatro Dulcina, de 13.07 a 29.08 2018. Foto divulgacao

Inspirada em personagem de Raduan Nassar, peça analisa a violência e mostra como a sociedade chega a reforçá-la na família.


A Fundação Nacional de Artes recebe, no Teatro Dulcina – centro do Rio de Janeiro – até o dia 29 de agosto, o espetáculo André ou Receita para se fazer um monstrode quarta-feira a domingo, sempre às 19h. Os ingressos têm preços populares. A temporada é breve, com 13 apresentações.
O texto de João Monteiro foi inspirado no livro Receita para se fazer um monstro, de Mário Rodrigues – vencedor do Prêmio Sesc Literatura 2016, na categoria Contos –; e também houve inspiração no personagem André, do livro Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.
Com direção de João Paulo Soares e atuação de João Monteiro, o projeto tem apoio do Piollin Grupo de Teatro, do qual o encenador faz parte.
O monólogo analisa a violência e de que modo ela acaba sendo reforçada pela sociedade, através do campo familiar. André relata suas vivências e conflitos familiares, num processo de construção da identidade e busca por autoconhecimento. Entre devaneios, visões e um comportamento por vezes com características esquizofrênicas, o personagem se redescobre e revela um ato cometido no passado.
O enredo mescla a questão principal da peça, a violência, a outra: a do autoconhecimento – nas esferas social e da família. Traz o questionamento: “do que somos capazes de fazer quando somos nós mesmos?”. A experiência do personagem é como a de um animal, “que começa a entender suas necessidades mais primárias, como matar, amar e sobreviver”, diz João Monteiro. O dramaturgo e ator acrescenta: “Falar sobre violência e autoconhecimento é imprescindível no momento presente. André expõe seus devaneios sobre família, morte e vida, de forma contundente, busca trocar experiências com o espectador fazendo com que ele se identifique nos pequenos gestos, nos detalhes, percebendo como somos conduzidos aos atos agressivos de forma despercebida”.
O projeto tem apoio do Grupo Piollin de Teatro.
Sobre o autor/intérprete
João Monteiro é ator, jornalista e produtor. Nascido em Jaguarão (RS), mora no Rio de Janeiro desde 2009. Foi integrante do Grupo de Teatro Nós do Morro (RJ), da Cia. Guerreiro (RJ) e do Teatro Escola de Pelotas (RS). Participou de diversas produções em teatro, dança e TV, entre elas a novela Poder Paralelo, o longa-metragem Tim Maia (Mauro Lima) e o espetáculo Dante’s Purgatorio, dirigido por Jorge Farjalla, em que foi protagonista. Estudou interpretação para TV, cinema e teatro com nomes como Wolf Maya, Sérgio Penna, Duda Maia, Ariane Mnouchkine (Theatre du Soleil), Jorge Farjalla, Armazém Cia. de Teatro e Grupo Galpão, entre outros.
Sobre o diretor
João Paulo Soares integra o Grupo Piollin de Teatro. É professor de interpretação no Centro Estadual de Artes (Ceartes), em João pessoa (PB). Coordena e dirige leituras, oficinas e cursos de teatro. Recentemente foi diretor dos espetáculos: O reino de Ariano (2015), com o ator Luiz Carlos Vasconcelos; Razão pra ficar (2016), 503 (2016) e Outubros (2016). Foi ainda responsável pela preparação de elenco do filme A ética das hienas, de Rodolpho Barros. Em Londres (ING), estudou cinema no Greenhill College e no Stanmore College. Participou de inúmeras montagens teatrais e trabalhou com encenadores como Enrique Diaz, Pascoal Villaboim, Henrique Antoun e Marcos Fayad. Protagonizou A gaivota, de Anton Tchekhov, do Grupo Piollin, com direção de Haroldo Rêgo – espetáculo que, com estreia em 2007, excursionou por várias cidades brasileiras, tornando o nome do coletivo uma das referências do teatro brasileiro atual.
André ou Receita para se fazer um monstro
De 13 de julho a 29 de agosto
De quarta-feira a domingo, às 19h
Projeto, texto e atuação: João Monteiro
Direção: João Paulo Soares
Apoio: Grupo Piollin de Teatro
Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro
Rio de Janeiro (RJ)
Espaço da Fundação Nacional de Artes – Funarte
Ingressos: R$ 20. Meia-entrada: R$10
Classificação etária: 14 anos

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IBRAM

Instituto Brasileiro de Museus – Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus foi criado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2009, com a assinatura da Lei nº 11.906. A nova autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) sucedeu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos direitos, deveres e obrigações relacionados aos museus federais.
O órgão é responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros. Também é responsável pela administração direta de 30 museus.
Conheça os museus vinculados ao Ibram.

Capacitação de produtores culturais em Salvador sobre fomento

O Ministério da Cultura (MinC) promoveu nesta segunda-feira (23/7), na Sala Walter da Silveira, em Salvador (BA), mais uma edição do seu Seminário de Capacitação, destinado a preparar produtores e gestores culturais para a utilização dos mecanismos de fomento disponibilizados pelo Governo Federal. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, José Martins, abriu o encontro, que se estendeu das 9h30 às 18h.
Ao longo do dia, artistas, empresários, produtores e demais profissionais da área cultural da Bahia interagiram com equipes do MinC em debates sobre Lei Rouanet, Lei do Audiovisual, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outros mecanismos de fomento.
As orientações oferecidas pelo ministério visaram ampliar o alcance da política cultural e dos instrumentos que favorecem o setor. A expectativa é que o maior entendimento da comunidade cultural do estado sobre como apresentar projetos e obter linhas de financiamento gere maior adesão local aos incentivos.
A produtora cultural Iara Nascimento veio ao seminário de capacitação em busca de informações sobre economia criativa. “É algo importante para que os projetos culturais que trabalho tenham mais consistência”, comentou. Gestor cultural da Secretaria de Cultura de Estado da Bahia, José Neto disse que o seminário é uma oportunidade para se atualizar. “É importante saber o que o MinC tem proposto em políticas públicas”, avaliou Neto.
Seminário 
José Neto, gestor cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, busca atualização sobre as políticas públicas do MinC. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)
O encontro teve a duração de um dia. Um técnico da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do MinC responsável pela gestão da Lei Rouanet explicou como funciona o principal mecanismo de fomento à cultura do País, orientando participantes e tirando dúvidas sobre apresentação de projetos.
Técnicos da Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) detalharam os editais e as linhas de financiamento disponíveis para o setor do audiovisual. Durante o seminário também foram dadas orientações a incentivadores sobre as vantagens e as formas de apoiar projetos culturais.
Salvador foi a 25ª das 27 capitais brasileiras que receberão, até o fim de julho, as equipes do MinC com orientações sobre os mecanismos de incentivo. Antes da capital baiana, foram realizados seminários em Macapá (AP), Fortaleza (CE), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Natal (RN), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE), Palmas (TO), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Belém (PA), Manaus (AM), São Luís (MA), Teresina (PI), Cuiabá (MT) e Boa Vista (RR). Na sexta-feira, dia 27, o encontro será sediado em Vitória (ES).
Fonte: BRASIL CULTURA