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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 12 de agosto de 2018

Uma arte plural, diversa e militante

Histórias Afro-Atlânticas é o tema que compõe duas importantes exposições que acontecem em São Paulo, no MASP e no Instituto Tomie Ohtake; a discussão é sobre a comemoração dos 130 anos da abolição da escravidão
Rodolpho Lindemann Rodolpho Lindemann, c., Retrato de ama negra com criança branca presa às costas, 1880. Cartão postal [carte de visite], Salvador. Coleção Apparecido Jannir Salatini. 10 x 6 cm aprox. Rodolpho Lindemann, c., Retrato de ama negra com criança branca presa às costas, 1880. Cartão postal [carte de visite], Salvador. Coleção Apparecido Jannir Salatini. 10 x 6 cm aprox.
Neste ano comemora-se os 130 anos da Abolição no Brasil, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. E, no entanto, são vivas e profundas as marcas da escravidão no País. Diariamente somos confrontados com as provas concretas da desigualdade racial, seja por meio de aterradores dados estatísticos ou através de dramas reais, como o assassinato de Marielle Franco, que relembram quão profundo e arraigado é o racismo no país. Apesar da sensação de que pouco avançamos para combater tal situação, a denúncia dessa segregação persistente parece pouco a pouco esgarçar o manto da invisibilidade que recobre a questão.
Nesse processo de denúncia, reflexão e combate, a arte desempenha um papel fundamental e amplificador, apesar de insuficiente para reverter um quadro de exploração que se perpetua há séculos. Se até há pouco eram raras as exposições de artistas afro-brasileiros e africanos, ou em torno de questões vinculadas ao passado escravista e ao presente racista – e o Museu Afro Brasil (ver ao lado) parecia ser um foco essencial, mas isolado, de resistência –, vimos nos últimos tempos um florescimento de manifestações neste sentido. Somam-se a mostras históricas realizadas nos últimos anos, como Histórias Mestiças, no Instituto Tomie Ohtake (2014); Territórios: Artistas Afrodescendentes no Acervo da Pinacoteca (2015/2016); Diálogos Ausentes, no Itaú Cultural, e SomxsTodxsNegrxs, no Videobrasil (ambas em 2017), uma quantidade considerável de exposições, eventos e reflexões poéticas sobre a situação do negro no Brasil e do mundo.
Neste momento, estão em cartaz simultaneamente na cidade de São Paulo as exposições Ex-África (CCBB), que traz a obra de 18 artistas contemporâneos africanos e de dois brasileiros, e a mostra de longa duração É Coisa de Preto, organizada pelo Museu Afro Brasil, que contempla um amplo número de núcleos expositivos.
No próximo dia 29 de junho, começa uma grande exposição, intitulada Histórias Afro-atlânticas, concebida por uma parceria entre o Masp e o Instituto Tomie Ohtake, que reunirá aproximadamente 400 obras realizadas por mais de 200 artistas da África, do Caribe e das Américas. Além dessa mostra gigantesca, que ocupa todos os espaços expositivos temporários do museu, o Masp tem dedicado toda sua programação de 2018 à discussão de questões relativas à arte africana e afro-brasileira. Além de um conjunto alentado de mostras de autores negros, como as atuais exposições de Aleijadinho, Emanoel Araújo e Ayrson Heráclito, uma pequena, mas significativa mudança foi feita em sua exposição permanente, colocando nessa coleção fortemente eurocêntrica uma nova tônica e dando destaque – a partir do segmento dedicado à arte moderna – à representação dos negros e à produção de artistas afro-brasileiros.
Histórias Afro-atlânticas terá oito diferentes núcleos. O primeiro deles, Mapas e Margens já sinaliza, segundo a curadora Lilia Schwartz, a perspectiva múltipla, plural, adotada pela equipe curatorial. “Nesse rio chamado Atlântico circularam símbolos, religiões, formas de produzir e sobretudo pessoas”, destaca ela, relembrando a importância de autores como Pierre Verger e Alberto da Costa e Silva (autor da metáfora do Atlântico como um rio) para o desenvolvimento deste projeto, que envolveu três anos de pesquisa e dois seminários internacionais.
mostra combina em seus diferentes núcleos abordagens históricas e contemporâneas, antropológicas e estéticas, aspectos que serão aprofundados tanto no catálogo como no livro de ensaios que serão lançados simultaneamente. Em termos internacionais, a produção africana, muito pouco conhecida por aqui, ganha destaque, bem como uma ampla produção de afrodescendentes do lado de cá do Atlântico (com uma forte presença da atual produção norte-americana). A seleção brasileira – ou produzida no Brasil – também é ampla, indo desde marcos históricos como as telas Negro Woman with Child e Negro Man, de Albert Eckhout, a uma série de trabalhos comissionados especialmente para a exposição.
Desde o final da década de 1980, com as celebrações em torno do centenário da abolição e a promulgação da Constituição cidadã, nota-se um crescente interesse por parte dos artistas brasileiros afrodescendentes de refletir sobre um passado que não acabou, substituindo pouco a pouco o modelo anterior que associava a arte brasileira de matriz africana essencialmente a um universo vinculado aos motivos religiosos e a arte popular.
Histórias Afro-atlânticas não apenas dá espaço para os artistas responsáveis por essa virada, dentre os quais se destacam nomes incontornáveis como os de Rosana Paulino, Eustáquio Neves, Sidney Amaral e Dalton Paula, que estiveram presentes em praticamente todas as mostras anteriores já citadas. A mostra procura também abrir espaço para identificar novos atores neste segmento. Apesar do lastro histórico importante, há também uma aposta em novos nomes dessa produção, tanto no Brasil (No Martins, Rafael RG…) como no exterior (TitusKaphar, Nina Chanel Abney…), afirma Hélio Menezes, um dos curadores da exposição ao lado de Lilia Schwartz, Tomás Toledo, Adriano Pedrosa e Ayrson Heráclito.
Estudioso da produção afro-brasileira contemporânea, Menezes diz não se iludir com o atual interesse que o mercado de arte vem dedicando a essa produção, que durante anos ficou ignorada. Mas, segundo ele, não há dúvida de que esses artistas vieram para ficar: “Estão se tornando incontornáveis ao debate”. Outro aspecto interessante que ele destaca na pesquisa é a diversidade. Apesar da ênfase em poéticas mais vinculadas à luta política, é preciso contemplar a ampla gama de linguagens e temas trabalhados por esses artistas. O curador exemplifica que o núcleo Modernismos Afro-atlânticos concentra-se na produção de artistas negros da África e da diáspora africana, cujos trabalhos são mais voltados para diálogos internos da história da arte.
Como diz Menezes, “cada exposição é um mundo”. O interessante é que, tanto pela dimensão grandiosa como pela fricção que promove entre a produção internacional e a cena nacional, Histórias Afro-atlânticas promete ampliar o conhecimento e o debate em torno da produção africana num país contraditório como o Brasil que, apesar – ou talvez por isso – de ter sido o primeiro país a trazer escravos, ter recebido a larga maioria da população africana escravizada ao longo de mais três séculos (calcula-se que 40% dos negros vendidos como escravos tenham aportado por aqui) e de ter sido a última nação ocidental a abolir tal prática, ainda desconhece enormemente sua história e os laços que o une à cultura negra.
Fonte: Página B!

Camila de Moraes lança documentário e renova cinema brasileiro

Após 34 anos, o Brasil voltou a ter um filme dirgido por uma cineasta negra: o documentário “O Caso do Homem Errado”, de Camila de Moraes, entra em cartaz
O primeiro longa-metragem de uma cineasta brasileira negra a entrar em cartaz no circuito comercial foi “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio, lançado em agosto de 1984- e que, na época, não teve notoriedade, sendo reconhecido apenas depois de algum tempo.
“O Caso do Homem Errado” veio para relembrar a diversidade daqueles que produzem bons filmes para o cinema no país. Estreou em Porto Alegre (cidade natal da diretora), passando em seguida para Salvador, Acaraju e Rio Branco; em São Paulo, entra em cartaz nessa semana.
Como conta a Folha de São Paulo, Moraes revive no longa um episódio trágico ocorrido em Porto Alegre em 1987, ano em que ela nasceu. O operário negro Júlio César de Melo Pinto foi confundido com ladrões pela polícia e, quando foi levado à viatura, tinha só um ferimento na boca. Minutos depois, chegando no hospital, estava morto: levou dois tiros no trajeto.
A polícia não quis participar do filme. Em 76 minutos, Moraes ouviu familiares, advogados e ativistas dos direitos humanos, que comentam o crime. A diretora disse à Folha que, apesar de já ter assistido ao longa dezenas de vezes, ainda se emociona nas sessões.
Camila de Moraes, diretora do longa “O Caso do Homem Errado”
O longa foi feito com um orçamento de 100 mil reais, valor modesto para um longa, mesmo que no geral documentários tenham custos mais baixos do que obras de ficção. O projeto foi possível graças a doações de representantes do movimento negro, e 20 pessoas participaram da equipe- todos voluntários.
“Eu era sempre a única pessoa negra nos festivais. Precisamos ocupar mais esses espaços”, disse Moraes à Folha. Segundo a diretora, há cada vez mais espectadores dispostos a refletir sobre as questões raciais. Ainda que lentamente, o cenário tem mudado.
Cerca de cinco longas de cineastas negras estão em produção no país. Um deles é “Um Dia de Jerusa”, de Viviane Ferreira, que deve ser lançado em 2019. O filme foi possível graças a um edital do Ministério da Cultura para longas de ficção voltados às ações afirmativas; Viviane crítica o fim do programa de apoio.
Do Portal Vermelho

sábado, 11 de agosto de 2018

11 de Agosto Dia do Advogado

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O Direito é a ciência das normas que regulam as relações entre os indivíduos na sociedade. Quando essas relações não funcionam dentro das normas estabelecidas, entra o trabalho do advogado, que é o de nortear e representar clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel em Direito. A outra é a carreira Jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas ou de instituições, privadas ou públicas. Pode especializar-se em Direito Administrativo, Civil, Comercial, da Criança e do Adolescente, Ambiental, Internacional, Penal ou Criminal, Trabalhista ou Previdenciário e Tributário.
O dia 11 de agosto é a data da lei de criação dos cursos jurídicos no Brasil e é também o Dia do Advogado. Esse dia é também conhecido como o “Dia do Pendura”, uma tradição do início do século 20, quando comerciantes costumavam homenagear os estudantes de Direito deixando-os comer de graça. O dia é até hoje temido nos restaurantes, pois dizem que a tradição de comer sem pagar continuou a ser seguida.
COMO O CURSO SURGIU NO BRASIL
Logo após a Independência do Brasil, já se realizavam debates na Assembléia Constituinte, e depois na Assembléia Legislativa, em prol da criação dos cursos jurídicos. Em 11 de agosto de 1827 foram criados os dois primeiros cursos, um em São Paulo, outro em Pernambuco (Olinda).
Também havia o desejo de criar uma instituição que acolhesse e orientasse os advogados, o que aconteceu em 1843, com a criação do Instituto dos Advogados Brasileiros. Esse instituto tinha como principal objetivo constituir uma Ordem dos Advogados do Império.
Mesmo com o projeto de criação apresentado ao Senado, em 1851, depois detido na Câmara dos Deputados e discutido exaustivamente, a Ordem dos Advogados, durante o período do Brasil Império, nunca conseguiu se constituir.
Somente após a Revolução de 1930, instalado o Governo Provisório, em 18 de novembro de 1930, foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, numa época em que advogados e juristas já participavam ativamente da movimentação em torno da renovação e das mudanças na política do país (era a época da chamada República Velha).
PARA EXERCER A PROFISSÃO
A Ordem tem a missão de zelar pela ordem jurídica das instituições, pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas e pela ampliação dos direitos da sociedade, em geral.
Para poder advogar profissionalmente, o graduando precisa prestar exames na OAB.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Pode atuar, entre outras áreas, na área do Direito Internacional, (resolvendo questões comerciais, de impostos, por exemplo, entre organizações de nações diferentes); na área Ambiental (nas questões entre o homem e o ambiente); na área de Direito do Consumidor (estuda e aplica as normas para defender os direitos dos cidadãos perante empresas, públicas ou privadas, que forneçam bens ou serviços, e vice-versa). Já atuando em Direito Penal ou Criminal, o advogado apresenta a tese de defesa ou acusação de crimes contra pessoas (física ou jurídica). Em Direito Civil, o advogado representa os direitos individuais e privados em situações referentes à posse e propriedade de bens e em situações familiares como separações e heranças, por exemplo.
Pode, seguindo a carreira jurídica, atuar como advogado público, promotor de justiça ou delegado de polícia e juiz. Em todas essas escolhas, é preciso prestar concurso público.
O advogado público representa interesses do município, do estado ou da União em todas as áreas do Direto, zelando pela legalidade dos atos do Poder Executivo, por exemplo, nas licitações e concorrências públicas. Pode também atuar nas defensorias públicas, representando cidadãos que não tenham como assumir despesas com processos judiciais.
Como delegado de polícia, prepara inquéritos e chefia investigadores.
Como juiz, decide conflitos entre pessoas físicas, jurídicas e o poder público, além de cuidar de tributos, encargos judiciários e de ações cíveis (referentes ao direito civil) e comerciais.
Como promotor e procurador de Justiça, promove ações penais, defende a ordem pública em juízo (os promotores) ou nos tribunais (os procuradores). Também é quem fiscaliza o cumprimento das leis, defende os interesses dos cidadãos e do patrimônio público.
O CURSO
O curso de graduação em Direito dura, em média, cinco anos, com os três primeiros anos bem teóricos onde se aprende português, sociologia, economia, teoria do Estado e as matérias específicas com direito civil, processual penal, comercial, constitucional, medicina legal.
Em todos os estados brasileiros existe pelo menos uma instituição que oferece o curso.

MinC e Ancine investirão R$ 90 milhões em projetos audiovisuais em parceria com estados e municípios

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), abriu nesta quarta-feira (8) as inscrições para chamada pública de coinvestimentos regionais, que serão feitos em parceria com órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta estadual, municipal e do Distrito Federal. O objetivo é desenvolver o setor audiovisual a partir do lançamento de ações locais conjuntas. Ao todo, serão investidos R$ 90 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Esta é a quinta edição da linha, que traz uma importante novidade: a proporção de investimento do FSA aumentou. Caso as entidades e entidades selecionadas na chamada pública sejam das regiões Norte e Nordeste, receberão do MinC/Ancine até cinco vezes o valor aportado como contrapartida. Na Região Sul e nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, a proporção é de até quatro vezes e, para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, de até três vezes. No caso de municípios que não sejam capitais das Unidades da Federação, a proporção poderá ser incrementada em até uma vez 
Os investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) poderão ser aplicados em desenvolvimento de projetos, produção e comercialização de obras audiovisuais, produção de jogos eletrônicos, produção de festivais e ações de capacitação.
Para os entes locais que já tenham estabelecido parcerias com o MinC/Ancine, a apresentação de uma nova proposta só poderá ser realizada após a conclusão do processo seletivo anterior (resultado final) e o desembolso integral dos recursos de contrapartida do órgão.
A continuidade da Linha de Coinvestimentos Regionais visa estimular a estruturação de políticas públicas locais de apoio ao setor audiovisual, além das parcerias realizadas por meio das outras Linhas do Fundo Setorial do Audiovisual. Na totalidade dessa Linha, foram apresentadas, até o momento, propostas de parceria com mais de 38 órgãos e entidades locais, mobilizando mais de R$ 422 milhões em recursos para projetos audiovisuais de diferentes tipologias, gêneros e formatos.
Como participar
Os órgãos e entidades interessados em contar com os recursos complementares oferecidos pelo Programa deverão enviar as propostas de complementação, incluindo os formulários e documentos obrigatórios, para o Escritório Central da Ancine, por serviço de encomenda expressa com aviso de recebimento (AR), ou entregues por portador, em envelope lacrado, seguindo as orientações dispostas no edital. Mais informações pelo e-mail cai@ancine.gov.br

MinC e Caixa divulgam museus brasileiros

Casa da Hera, Museu da Abolição, Museu das Bandeiras, Museu de Arte Sacra de Paraty, Museu Solar Monjardim, Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, Museu da Inconfidência, Museu das Missões, Museu Regional Casa dos Ottoni e Palácio Rio Negro. Todos esses espaços culturais estiveram estampados nos bilhetes da extração da Loteria Federal da Caixa Econômica Federal (CEF). E, conforme termo de cooperação publicado neste início de agosto no Diário Oficial da União, mais dez museus ganharão esse tipo de divulgação em outubro.
A ação é fruto de parceria entre a Caixa e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), para divulgar os museus do país e alcançar uma parcela da população que nunca visitou ou vai pouco a um museu. O acordo de cooperação entre as entidades tem duração de três anos.
“A visão da Caixa de que ‘a cultura contribui para o processo de inclusão social, desenvolvimento do pensamento crítico e criativo das pessoas’, alicerçada pelo diálogo constante com arte e cultura brasileira, produz um efeito bastante estimulante para a inserção dos museus brasileiros no contexto de suas ações comunicacionais e, para nós, é uma excelente oportunidade de promoção dos seus museus, em larga escala”, avalia o presidente do Ibram, Marcelo Araujo.
A Loteria Federal é o produto mais tradicional das Loterias Caixa, presente há mais de 50 anos no mercado, com produção e comercialização de mais de mais de 1 milhão de bilhetes/mês, distribuídos em todo o País.
“Os bilhetes da Loteria Federal são ilustrados com temas que valorizam a cultura de uma forma geral, comumente estampando obras de arte, pontos turísticos, homenagens a museus, artistas e personalidades, profissões, esportes, datas comemorativas, fauna e flora, dentre outros de cunho cultural e social. Sendo assim, a parceria com o Ibram atende ao ensejo de valorização da cultura nacional por meio das imagens veiculadas nos bilhetes”, aponta a gerente executiva da Gerência de Loterias da CEF, Maria Thereza Assunção.
O Ibram
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é o órgão responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros.  Também é responsável pela administração direta de 30 museus.
Fonte: Brasil Cultura

HOJE (11/08) DIA DO ESTUDANTE, TEMOS ALGO PARA COMEMORARMOS?

Cartaz do CPC/RN
Hoje (11) comemorado o DIA DO ESTUDANTE, apesar de não termos muita coisa para comemorar, pois a realidade atual nos deixam muito preocupados pelo fato das políticas adotadas pelo governo federal não muito a favor dos estudantes brasileiros, pois sérias as ameaças de tiradas de DIREITOS GARANTIDOS COM MUITO LUTA E DETERMINAÇÃO, como o FIES, as ameaças com a "implantação da Escola sem Partido", cortes nas vagas nas universidades via o FIES, entre tantas outras mazelas vinda do desgoverno Temer, além disso temos aqui no Rio Grande do Norte o fechamento do Núcleo da UERN em Nova Cruz, região do Agreste Potiguar, previsto para o final de setembro próximo. E isso tudo acontecendo e "EU AQUI NA PRAÇA DANDO MILHOS AOS POMBOS", portanto ou vamos para as ruas para garantimos nossos direitos ou aos poucos os perderemos. Portanto que hoje sej um dia de REFLEXÃO para podermos amadurecermos as idéias e IRMOS PARA A LUTA! Façamos a nossa parte! Lutemos! Abraço do Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN.

Dia do Estudante. O Dia do Estudante é uma data especial, pois é uma homenagem a todas as pessoas que valorizam o conhecimento e o crescimento pessoal. É comemorado em 11 de agosto porque esta é a data em que foram criados os dois primeiros cursos de nível superior no país: ciências jurídicas e ciências sociais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A poesia vive?

Antiga, a poesia continua uma criança, com sua capacidade de nos transportar para além dos limites cotidianos. Qual seu segredo?
A poesia parece que tem renascido nos últimos tempos. Mas ela sempre esteve presente em nossa cultura como tradução daquilo que não encontra vida por outros meios de expressão.
Desde os ancestrais griots africanos, passando pelos escribas egípcios e gregos até os dias de hoje a poesia fascina por sua ligação com as energias mais interiores do ser humano.
As pessoas certamente escrevem mais poesia.
Mais que contos ou romances. Poesia parece mais fácil, basta uma folha, um guardanapo, um celular. Basta um banco de praça, uma mesa de bar, um assento de metrô ou ônibus. Mas é preciso tomar cuidado com essa facilidade. Fácil e simples são coisas diferentes.
Solano Trindade era simples sem ser fácil.
A poesia não pode abrir mão do ritmo, da musicalidade, da harmonia, da inventividade, da surpresa.
Grande parte da responsabilidade pelo renascimento da poesia cabe aos saraus, especialmente periféricos. Mas é bom lembrar que esses saraus foram precedidos pelas rodas de poemas negras nos anos 80, 90, início dos 2000 e que na verdade duram até hoje.
Os saraus e rodas permitiram a leitura de poesia. Às vezes, quando é lida em voz alta, a poesia ganha a melodia que fica adormecida no papel. Mas é sempre importante pensar que, quando num livro, a poesia será lida sem o poeta por perto para ensinar ao leitor as entonações, as ênfases, as pausas.
Escrever boa poesia é uma arte que exige dedicação. Bastante leitura de outros poetas também ajuda.
Se a poesia parece que tem renascido nos últimos tempos, é que na verdade ela nunca morreu.
Fonte: quilombhoje.com.br

Justiça condena jornalista por ofensa a Chico Buarque e família

“As pessoas têm que entender que internet não pode ser terra de ninguém. Tem que ter respeito, não importa onde”, disse o advogado de Chico Buarque, João Tancredo, depois que a Justiça confirmou, terça-feira (7), a condenação contra o antiquário e jornalista João Pedrosa, que atacou o músico e a família em comentário na rede social Instagram. “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”, afirmou o réu em dezembro de 2015.
Reprodução instagran O post de Chico no Instagran com esta foto foi alvo de mensagens de intolerância de um internauta, que foi condenado a indenizar a família O post de Chico no Instagran com esta foto foi alvo de mensagens de intolerância de um internauta, que foi condenado a indenizar a família
O comentário foi publicado após Chico postar uma foto de 1974 com sua ex-mulher, a atriz Marieta Severo, e as filhas Sílvia, Helena e Luísa.
A indenização total, destinada ao compositor, às três filhas e a Marieta, foi fixada em R$ 100 mil . O réu também deverá publicar, em seu perfil do Instagram e em dois grandes jornais, um no Rio e outro em São Paulo, um pedido de desculpas. “A ideia fundamental não é o dinheiro, mas fazer com que alguém, antes de tomar esse tipo de atitude, pense duas vezes, porque pode ter que pagar indenização”, diz Tancredo.
Em fevereiro de 2017, ao saber que seria processado, Pedrosa mandou uma carta para Chico. Entretanto, o entendimento da Justiça foi que não se tratava de uma retratação, e sim uma justificativa por ter ofendido, como explica o advogado. “Ele não pediu desculpas, ele fez uma carta pública dizendo que não queria ofender a família do Chico Buarque, a mulher e as filhas. Na verdade, ele fez aquilo porque ele divergia politicamente do Chico. Ele entendia que as ruas estavam cheias de miseráveis porque o Chico apoiava o Lula.”
Na carta, o réu dizia que seu insulto foi motivado pela “associação de Chico com o PT e o MST”. O agressor continua: “São eles que considero ameaça à nossa dignidade e nossa democracia. Fui motivado pelas mulheres que estão dando à luz nas calçadas”.
O advogado de Chico ironizou o posicionamento do réu: “Então as ruas estão cheias de miseráveis por causa do Lula, não é por causa do capitalismo”. O próprio Pedrosa buscou justificativa ideológica à conduta, argumentando na carta para Chico que “sua via é o socialismo, e a minha, o capitalismo”.
A resposta do Tribunal de Justiça do Rio veio após recurso do réu à segunda instância. Em primeira decisão daquela corte, em fevereiro, a desembargadora Norma Suely Fonseca Quintes afirmou que a fala de Pedrosa “se encontra desprovida de qualquer base probatória ou mesmo de notícia a respeito do tema, configurando ofensa e violação à honra daquela família”.
Fonte: BRASIL CULTURA

Vice de Bolsonaro diz que se referia a herança cultural após polêmica

Um dia depois de afirmar que que o Brasil herdou a “indolência” dos indígenas e a “malandragem” dos africanos, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou que a declaração foi feita quando ele se manifestava sobre a herança cultural do país, sem distinção de cor ou raça.
“O contexto que coloco é da herança cultural, tendo como base estudiosos gabaritados da nossa nacionalidade. Esse contexto trouxe heranças positivas e negativas, sem distinção de cor e raça, para todos os brasileiros”, disse, em nota distribuída pela sua assessoria de imprensa na terça (7).
Segundo a assessoria, a intenção é de esclarecer as falas do general da reserva, cujo conteúdo “está sendo questionado por parte da imprensa e concorrentes à presidência”.
As falas do candidato a vice que provocaram questionamentos foram feitas durante evento da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul (RS).
Ele disse: “Temos uma herança cultural, uma herança que tem muita gente que gosta do privilégio (…) Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem (…) é oriunda do africano”, afirmou. “Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas.”
Mourão foi procurado pela Folha para comentar o conteúdo da declaração e ressaltou que também falou do privilégio dos brancos. “Não tem nada demais, até porque sou descendente de indígenas. Não é acusação para nenhum grupo, isso não existe. Temos uma raça brasileira, a junção de tudo isso aí”, disse.
Ele argumentou, ainda, que suas frases foram retiradas de contexto. “O que acontece é que as pessoas pinçam determinadas frases e querem retirar do contexto em que foram colocadas. Estava falando da herança cultural de forma genérica.”
A presidenciável Marina Silva (Rede) criticou a declaração de Mourão em suas redes sociais. “Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial”, escreveu.
Esta não foi a primeira fala polêmica do general. Em fevereiro, ele afirmou que o coronel Carlos Brilhante Ustra é um herói por ter combatido o terrorismo. Ustra foi reconhecido pelo Poder Judiciário, em ação declaratória, como torturador.
Mourão também já disse que uma intervenção militar poderia ser adotada se o Poder Judiciário não solucionasse o problema político, em referência aos casos de corrupção.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

CONTAG defende a preservação da cultura, dos direitos e denuncia o preconceito contra os povos indígenas

Hoje, 9 de agosto, é o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em dezembro de 1994, numa referência ao dia da primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Populações Indígenas, realizada em Genebra, em 1982. O Grupo foi criado para desenvolver os padrões de direitos humanos que protegeriam os povos indígenas.

Em 1985, esse mesmo Grupo deu início aos preparativos da minuta da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. O Brasil também participou do movimento. Lideranças indígenas brasileiras se envolveram nos debates, impondo suas necessidades, exigindo o respeito às suas culturas e da sua forma de ver o mundo, às distintas línguas e à preservação de seus costumes.

Há cerca de 370 milhões de indígenas em cerca de 90 países, representando aproximadamente 5% da população mundial. São mais de 5 mil grupos diferentes que falam cerca de 7mil línguas. No Brasil, segundo dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, existem 896,9 mil indígenas com presença em todos os estados brasileiros. São 305 etnias, que falam 274 línguas.

Há também um grande número de povos isolados, não contabilizados pelo Censo. Nosso país tem a maior concentração de povos isolados conhecida no mundo. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Estado brasileiro reconhece a existência de 103 registros, sendo 26 confirmados, todos na Amazônia Legal. Não há estimativa sobre número de indivíduos. No entanto, o novo Censo Agropecuário, divulgado no final de julho/2018, informa que 56 mil pessoas entrevistadas se autodeclararam indígenas.

Para a CONTAG, esta é uma importante data para lembrar e reforçar a resistência, a identidade e a cultura dos povos indígenas e originários, bem como combater o extermínio secular, o preconceito e estereótipos atribuídos a esse povo. “A CONTAG destaca a importância dos povos indígenas para a produção de alimentos, preservação ambiental, inclusive das águas, e para a medicina fitoterápica, por exemplo. Essa população passou a sua cultura e costumes a cada geração e estão presentes até hoje”, destacou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.
Um dos produtos mais típicos dos indígenas, a mandioca, também conhecida como aipim e macaxeira, é um dos alimentos mais consumidos no nosso País e a agricultura familiar domina essa cadeia produtiva com 84% da produção (Censo Agropecuário 2006).
O novo Censo Agropecuário ainda não trouxe o recorte específico da agricultura familiar e indígena, mas aponta a grandiosidade dessa cultura em todo o País. Quase 1 milhão de estabelecimentos no Brasil produzem mandioca. Uma produção de 7,8 milhões de toneladas.
Na cultura dos povos indígenas, também é muito forte a produção extrativista. O açaí, por exemplo, é produzido em mais de 65 mil estabelecimentos rurais, numa produção total de 450 mil toneladas.
Além do reconhecimento, a CONTAG é solidária à pauta dos povos indígenas e originários. “Que eles possam permanecer nos seus territórios, que sejam respeitados e suas culturas e seus costumes e modo de vida preservados, que tenham direito à educação, saúde, entre outros direitos e políticas públicas que os permitam ter uma vida digna e de qualidade”, defendeu Aristides.



Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas

A Declaração estabeleceu padrões mínimos universais para a sobrevivência, dignidade e bem-estar dos povos indígenas. O documento histórico é o instrumento internacional mais abrangente sobre os povos indígenas, direitos coletivos, incluindo direitos à autodeterminação, terras tradicionais, territórios e recursos, educação, cultura, saúde e desenvolvimento.

Entre os principais pontos da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, destaca-se, além do pleno direito de desfrutar de todos os direitos humanos e liberdades reconhecidas internacionalmente, o direito à autodeterminação, à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas a seus assuntos internos e locais e o direito a não sofrer assimilação forçada ou a destruição de sua cultura.

De acordo com o documento, os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado.

Os Estados estabelecerão ainda mecanismos eficazes para a prevenção e a reparação de todo ato que tenha por objetivo ou consequência privar os indígenas de sua integridade como povos distintos, ou de seus valores culturais ou de sua identidade étnica e de todo ato que tenha por objetivo ou consequência subtrair-lhes suas terras, territórios ou recursos, entre outros.

Fonte: CONTAG

100 dias na Presidência da Funai

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Foto: Acervo/Funai
Nesta quinta (9), data em que se comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas, Wallace Bastos completa 100 dias como Presidente da Funai. A promoção de uma gestão técnica voltada ao fortalecimento do órgão e à proteção dos direitos dos povos indígenas foi o compromisso assumido por Bastos no ato de sua posse, em 2 de maio, e reiterado, em reunião com os servidores da Fundação, quando afirmou que a Funai é: "mais do que uma causa, é uma missão".

Das 277 demandas pendentes de órgãos de controle, 258 estão sendo monitoradas e 143 já estão em análise na Controladoria Geral da União. Processos de contratação de recursos humanos, investimentos em infraestrutura e apoio técnico na estruturação do Plano de Carreira Indigenista – PCI são outros progressos instituídos. A definição, clara, da missão institucional e a restauração do quadro de pessoal, atualmente deficitário, também foram objetos da atual gestão, que encaminhou o pedido de nomeação de 50% além do número de vagas do último concurso da Funai, de 2016.
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Foto: Acervo/Funai


Integração

A aproximação entre a Funai e os atores envolvidos na questão dos povos indígenas é outra marca impressa nos cem dias. Foram realizadas viagens às Coordenações Regionais espalhadas pelo Brasil, para conhecer, de perto, a realidade dos servidores que atuam nas pontas e das comunidades atendidas, além de reuniões com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef) e Indigenistas Associados (INA), grupos que atuam em prol dos servidores e da causa.

"Minha estratégia de trabalho, nesse primeiro momento, é conhecer de perto os problemas. Sair do escritório, do gabinete, ir até à ponta entender, de fato, o que está acontecendo e descobrir como posso ajudar. Os mais de um milhão de indígenas podem esperar dessa gestão muito trabalho e muita dedicação, sempre em prol do bem-estar deles", informou o presidente.
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Foto: Acervo/Funai

As comunidades do Parque Indígena do Xingu (MT) e Capoto Jarina (MT), terra do Cacique Raoni, há mais de 10 anos não recebiam a visita da Funai. Também foram ouvidas as Coordenações Regionais do Interior Sul e Passo Fundo (RS), Manaus (AM), Baixo Tocantins (PA) e Coordenação Técnica Local em Aracruz; as Terras Indígenas Nonoai (RS), aldeia Pau Brasil (ES) e Waimiri Atroari (AM e RR), e indígenas das mais diversas etnias como os Kaingang, Tupiniquim, Guarani, Waimiri Atroari, Xikrin, Parakanã, Hupd'äh e Kayapó.

Fonte: FUNAI

18 PALAVRAS QUE OS NATALENSES APRENDERAM COM OS AMERICANOS DURANTE A 2ª GUERRA

Na época da Segunda Guerra Mundial, em que os americanos se estabeleceram em Natal, o vocabulário da cidade foi “enriquecido” com várias palavras novas.
Era a nova sensação da sociedade pronunciar as expressões do idioma, e o gosto pelo inglês fez surgir diversos professores e estudantes interessados no seu aprendizado.
Veja algumas delas:

“show”

Talvez pela presença constante de música pelos clubes e bares da cidade, ou quem sabe quando os militares estavam curiosos com algo da terrinha e soltavam um “show me!”. Hoje em dia na linguagem popular quer dizer que algo está ótimo.

“whisky”

Bebida que começou a ser mais consumida justamente com a chegada dos americanos na cidade.
Foto cortesia do museu Negro Leagues Baseball Museum

“Yankees”

Famoso time de baseball de Nova York, talvez em conversas que os nativos tinham com os soldados sobre os esportes mais famosos dos EUA. Na época também os Yankees estavam atraindo a atenção do mundo devido à uma temporada mágica de sucesso que estavam desempenhando.

“boy”

Até hoje muito presente no vocabulário do natalense, tendo até variações próprias como “boyzinha” para as mulheres.
Dançarinos de rock entre os anos 40 e 50

“rock”

Mais uma que supostamente apareceu pela popularidade, por ser o ritmo mais famoso entre os norte-americanos.

“girl”

Garota. Quem sabe proveniente das paquera entre soldados e garotas natalenses, ou pela beleza inédita destas.

“drink”

Bebida (ou beber). O consumo de álcool claramente se tornou maior com os estrangeiros. As bebidas mais comuns eram cervejas, “whisky”, a aguardente brasileira e Martinis, esse último mais consumido pelas mulheres.

“cocktail”

Coquetel. Mistura de duas ou mais bebidas típicas de boates nos EUA e que começava a chegar em Natal como uma nova ideia para a forma de se beber.

“money”

Dinheiro. Algo muito desejado em forma de gorjetas pelos comerciantes que vendiam cigarros, bebidas e outros souvenirs para os militares.

“shorts”

Palavra que chegou e se estabeleceu de vez na cidade em adição à “calção” e “bermuda”. Hoje em dia tem variações como “shorte”.

“boyfriend/girlfriend”

“Namorado / namorada “. Os natalenses já sacavam que o amor havia chegado ao coração de um americano quando ele pronunciava essa palavra.

“golf”

Quem sabe não rolava umas brincadeiras em que os visitantes ensinavam golf aos nativos?

“big”

Que significa “grande”. Adjetivo comum e que provavelmente foi fácil de ser incorporado pelos nativos.
Outras palavras eram mais usadas pela necessidade de uso constante:

“blackout”

Que é “apagão”. Devido à precariedade do sistema elétrico da cidade na década de 40 era comum a ocorrência de apagões.

“relax”

Que significa “relaxe”. Essa deve ter rolado muito nas rodas de conversas.

“all right”

“Tudo bem”. Que deveria ser muito comum nos diálogos pra dizer simplesmente: entendi.

“okay”

Essa dispensa explicações, né? Não sei se você sabe, mas o termo “OK” apareceu pela primeira vez na história em um artigo humorístico do Boston Morning Post em 1839, sendo uma abreviatura da frase “oll korrect” que, por sua vez, significava “all correct” (“tudo certo” ou “tudo bem” em tradução livre) – fonte: Mega Curioso

e “slack”

Slack é uma camisa de seda tipicamente norte-americana, geralmente com estampas floridas.
As informações deste post foram coletadas através de relatos de Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto.
Fonte: curiozzzo.com (Henrique Araújo)