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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Primavera dos Museus já começou

Começou ontem, segunda-feira (17) a 12ª Primavera dos Museus. Com programações até o dia 23 de setembro, a temporada 2018 contará com a participação de 900 instituições, somando 2.787 eventos em todo o país. Com o tema “Celebrando a Educação em Museus”, o evento propõe uma reflexão sobre as principais funções do museu: educar e contribuir no despertar de interesse para diferentes áreas do conhecimento, a vida em sociedade, a importância das memórias e o valor do patrimônio cultural musealizado.
Durante a Primavera, será realizado o lançamento e a divulgação do Caderno da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), no Museu Casa Histórica de Alcântara (MA), no Museu Vitor Meirelles (SC) e no Museu das Missões (RS).
No Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional oferecerá, no dia 17/9, as oficinas “A aplicabilidade da Política Nacional de Educação Museal” e “Baú da História da Educação Museal para profissionais do campo, demonstrando a aplicabilidade dos princípios e diretrizes da PNEM”. Já o Museu da República realizará o seminário ‘A função educacional dos museus 60′. O objetivo é avaliar e discutir sobre o Seminário Regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que ocorreu em 1958 no Rio de Janeiro, e quais serão os desafios nos próximos 60 anos para educação museal.
O Museu da Inconfidência (MG) sediará, de 18 a 21 de setembro, o 1º Seminário de Educação em Museus de Ouro Preto. O evento vai reunir diversos profissionais para debater questões e desafios sobre o tema. Haverá também apresentações das ações educativas dos museus de Ouro Preto e de Minas Gerais. O Museu Regional de São João Del Rei (MG) promove, entre 17 e 18 de setembro, o I Seminário de Educação Museal da Rede de Educadores de Museus Campos das Vertentes.
Fonte: BRASIL CULTURA

Catedral Basílica de Salvador volta ao circuito turístico do Pelourinho

Uma das principais atrações da Bahia volta a abrir as portas no Pelourinho, para o encanto de turistas do Brasil e do mundo. Depois de quase quatro anos de restauração e acesso fechado ao público, a Catedral Basílica de Salvador volta a ser o destino de um dos mais belos passeios no Centro Histórico da capital baiana. A reabertura da catedral, nesta sexta-feira (14), inclui acesso a um bem especialmente valioso: seu altar-mor, igualmente recuperado após longos anos fora do alcance dos visitantes.
“É impossível não se emocionar ao entrar nesta catedral, que foi recuperada em sua plenitude. É muito importante preservar um monumento como este. Temos todos que nos irmanar nesta missão. Um país que não se referencia em seu passado está fadado a repetir erros”, destacou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que visitou a igreja nesta sexta-feira. “Além disso, o investimento na restauração da catedral e de outros patrimônios históricos de Salvador é essencial para atrair turistas e movimentar a economia”, completou.
A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, observou que “a catedral é uma aula de arquitetura”. “Este monumento mostra a força do gênero humano. O povo deve ser o principal guardião do patrimônio cultural brasileiro.”
Construída entre 1652 e 1672 e tombada pelo Iphan, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em 25 de maio de 1938, a catedral é um dos primeiros templos do país e o último remanescente do desaparecido Convento e Escola dos Jesuítas, que foi o maior e mais importante do Brasil Colonial. Os trabalhos de restauração de seu conjunto, que inclui 13 capelas, bens integrados e imagens sacras, duraram três anos e oito meses.
Nesse período, itens do acervo da catedral, considerado um dos mais valiosos do país, também foram recuperados. Telas de autores seiscentistas, móveis em jacarandá e diversos objetos sacros em ouro e prata podem, agora, ser revistos junto a 30 bustos, relicários de virgens e santos mártires que retornam à igreja depois de mais de 15 anos sob a guarda do Museu de Arte Sacra, que os devolveu igualmente restaurados.
Em meio às inúmeras renovações, um espaço que pode ser considerado o coração da Catedral volta a pulsar aos olhos do visitante. Fechado por anos ainda mais longos devido a uma obra anterior inacabada, o altar-mor da basílica foi reaberto depois de ser completamente restaurado.

Profissionais

A atenção recebida pela catedral nesses três anos e meio de restauro sob o comando do Iphan esteve à altura da importância de uma das principais construções sacras do Brasil Colonial. Seus elementos dourados, vistos em diferentes partes da igreja, foram recuperados com folhas de ouro importadas de Florença, na Itália. Esta e as demais atividades foram realizadas por uma equipe multidisciplinar, formada por mais de 120 profissionais, que mesclou a utilização de técnicas e materiais tradicionais e contemporâneos.
O supervisor dos trabalhos foi um dos mais conceituados profissionais do país, o restaurador e professor mineiro Antonio Fernando dos Santos, responsável pela recuperação dos profetas esculpidos por Aleijadinho no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), e dos painéis de Portinari na Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Segurança

As obras na catedral incluíram pinturas nas fachadas e a restauração da fachada principal em cantaria e das torres de azulejos. Os trabalhos, no entanto, não se limitaram à estética e elementos sacros. Houve foco também na segurança de usuários e visitantes. Além da revisão completa da cobertura da basílica, foram promovidos reparos nas instalações elétricas e a recuperação dos forros, dos pisos e das esquadrias.
No decorrer da obra, foram identificadas novas demandas para a conservação do monumento. Em resposta, foram revistos itens de segurança, da iluminação e da sonorização interna e modernizado o sistema de prevenção e combate a incêndio. “Foi feito um investimento significativo em termos de segurança. O sistema de combate à incêndio é o mais avançado em termos de bens tombados no país, com muita tecnologia”, observou Sá Leitão.

Catacumba

Algumas descobertas também surpreenderam os profissionais envolvidos. Debaixo do altar-mor e sob uma lápide de mármore, foi encontrada uma escadaria de acesso a uma antiga catacumba. No interior de uma das capelas, por sua vez, foram descobertas ossadas, incluindo 13 crânios humanos. Pinturas originais nas paredes e peças sacras, que revelaram quadros com imagens de santos jesuítas escurecidos pelo tempo e até purpurina nas áreas revestidas de ouro, foram igualmente encontradas. Na capela do Santíssimo, foram recuperados diversos elementos com folhas de prata, que estavam encobertas por camadas de repintura.
Formalmente denominada Catedral Basílica Primacial de São Salvador, o templo localizado no Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, é propriedade da Arquidiocese de Salvador. Com a saída dos jesuítas do país, a igreja foi abandonada e chegou a ser utilizada como hospital militar. Em 1833, também abrigou a primeira Escola de Medicina do Brasil.
Fonte: BRASIL CULTURA

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Maestro Nunes, frevo e povo

Os dados secos, objetivos, falam que o Maestro Nunes foi batizado com o nome de José Nunes de Souza, nasceu em (Angélica, distrito de Vicência, 22 de julho de 1931 e faleceu em — Paulista- em 14 de setembro de 2016. Ccompositor, arranjador e maestro pernambucano.
Por Urariano Mota*
E mais falam os chamados fatos de arquivo: o maestro Nunes compôs frevos como É de perder os sapatos, É de rasgar a camisa, Cabelo de fogo, Mosquetão, Bala doida, Bomba-relógio, Folhas não caem. Coquinho no frevo, Fubica, Folhas que não caem, Santa, Ecos do Carnaval, Balançando a pança. O clássico Cabelo de Fogo, feito para um amigo, apelidado de Birino, que pintava os cabelos. Entre as músicas premiadas estão: Formigueiro, numa homenagem ao maestro Formiga, ou Ademir Araújo; “É de perder o sapato”, relembrando o fato de um músico ter perdido o sapato enquanto tocava na banda do maestro, durante o desfile da troça carnavalesca mista O cachorro do homem do miúdo; Mosquetão, em referência a um colega que foi baleado durante a ditadura; “É de rasgar a camisa”, dedicado à troça Camisa Velha; “Bomba-Relógio”, em parceria com Mário Orlando, após a explosão de uma bomba, no Recife, durante a ditadura militar.
Comunista desde jovem, quando se filiou ao ao Partido Comunista Brasileiro, e se engajou no Movimento de Cultura Popular (MCP), o que lhe rendeu perseguição política e afastamento da Banda Municipal do Recife, no início da década 60.
Aqui, o grande Nunes fala das circunstâncias em que criou o frevo Mosquetão:
“Eu estava terminando o curso de Belas Artes. Então eu estou lá no Departamento de Desenho… Na turma de desenho, tínhamos filhos de trabalhadores, não é? E na turma de música o que você encontrava era filho de Armando Monteiro, Cid Sampaio, de usineiros, né? Então foi naquela época que o partido comunista se organizou. Eu trabalhava na Banda Musical e vendia o jornal Novos Rumos, do Partido. Mas também era o maestro do MCP. Então foi quando o Doutor Arraes foi deposto em 64. Aí nós fizemos uma passeata, lá da Escola de Belas Artes até o palácio, dando apoio ao governo. Meu amigo, quando chegamos lá estava assim (gesto com as mãos) de soldado do Exército. Aí o coronel Cahu, que estava comandando a PE do Exército, deu ordem pros soldados atirarem com os mosquetões deles. Foi um inferno. Aí eu saí Mataram quatro, os sodados da PE do Exército. Então eu, revoltado, lá em casa fiz o frevo Mosquetão, pra dar uma resposta ao coronel Cahu, que o meu mosquetão não matava ninguém, dava alegria. E fui campeão… Me perguntam por quê mosquetão. É uma homenagem ao colega, que sofreu o que eu sofri. Perdi emprego na prefeitura, passei meses nas matas de Paratibe, escondido, pra não morrer. Porque o cara que me despachava Novos Rumos, assassinaram ele ali na porta”.
Mas o mais importante, e para isso estou aqui, é falar do que é fora do arquivo frio. Eu quero falar de um momento fundamental do documentário Sete Corações, em uma fala do Maestro Nunes, quando ele disse e falou esta maravilha de reflexão, de sabedoria:
“Quando eu componho, eu estou em diálogo com todos os compositores que me antecederam. Eles estão comigo”.
Isso é genial e raras vezes foi expresso com tamanha simplicidade. Todo artista, todo escritor de gênio sente isto: o seu trabalho é um diálogo com os grandes que o antecederam. Isso foi expresso de maneira mais rude por Isaac Newton na frase: “Se pude ver longe foi porque estava sobre os ombros de gigantes”. Mas o maestro, como artista, pôs uma nota mais eloquente: ele está em diálogo permanente. E não só: os seus antepassados de gênio estão com ele. Isto é mais: falam por ele e com ele. Percebem? É uma dimensão que vai além do carnal, do físico puramente material: é uma tradição que se leva com a gente aonde a gente for, como muitos em um só. Que traduz à sua maneira e alma – esta a palavram que muitos ateus têm vergonha e pejo de falar: leva na própria alma as almas das gerações que o antecederam. A sua família espiritual, digamos assim.
É lindo, belo e verdadeiro. Os ateus sectários não entendem: o artista verdadeiro fala com os que vieram antes dele. É um diálogo permanente. O que os espíritas interpretariam como uma reencarnação. E nós ateus entendemos como uma continuação de humanidade, pelo avanço da tradição e pelas formas que se alimentam de antes.
No documentário, Spok, o entrevistador e idealizador do filme, deixa passar essa frase, que me pôs em êxtase. Como uma revelação. Spok não lhe pergunta como é mesmo esse diálogo do Maestro com os seus grandes. Mas teve o bom senso de não cortar a frase na edição do filme.
O maestro negro, o genial músico da família espiritual de Moacir Santos, Bach, Nelson Ferreira, Capiba e Zumba, as suas declaradas admirações. Ele encontrou a sua veia, o seu estilo, o seu gênio no frevo de rua, que o Maestro Duda, de modo tão preciso falou: “Foi o maior compositor de frevo de rua do meio das ruas”. Preciso e modelar, o maestro Duda.
Em 1972, na condição de assessor musical da Federação Carnavalesca de Pernambuco, abriu a Escola Musical do Frevo, aqui no Pátio de Santa Cruz, destinada a crianças de baixa renda e aos filhos dos presidentes das agremiações, e foi a partir desse ano que passou a ser o principal e mais prolífico criador de frevo para os grupos foliões pernambucanos. Em 1984 criou a Banda de Frevos do Nordeste. Foi fundador do Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO)
Um mestre, um maestro, um educador de homens e mulheres, de adultos e pequenos, como todo artista é e deve ser. Assim como outro grande artista e educador comunista, Abelardo da Hora, que formou gerações de artistas em Pernambuco.
Por fim, o maestro faleceu há dois anos no Dia Nacional do Frevo. Aos 85 anos. Numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de Jardim Paulista, em Paulista, Maestro Nunes estava em grave demais de saúde. Ele aguardava transferência para um hospital público onde poderia receber o devido atendimento, mas, devido à falta de leitos, teve que esperar. Um médico havia dado um laudo atestando a gravidade do caso. Mas não havia vaga. Horas depois, Nunes conseguiu a transferência, mas já não pôde resistir à demora.
Na aparência, faleceu há 2 anos. Nesse particular, os artistas são privilegiados. O que outros homens buscam em riquezas materiais, o artista de gênio consegue o sonho dos sonhos: a imortalidade. Um gênero de paraíso na terra entre os seus, na memória e na vida. Cabelo de Fogo é eterno. Assim como o grande maestro Nunes, músico, maestro, amante do povo do Recife. Um comunista no frevo, do frevo para o mundo do povo.
“Quando eu componho, eu estou em diálogo com todos os compositores que me antecederam. Eles estão comigo”.
Quando ouvimos o Cabelo de Fogo nas ruas, o Maestro Nunes está conosco. E na glória também.
*Urariano Mota é jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”.
Fonte: BRASIL CULTURA

A arquitetura de Paulo Mendes da Rocha: Conceito, concreto e cidade

As obras não construídas do arquiteto mais premiado do país, Paulo Mendes da Rocha, são tema de exposição no Itaú Cultural, em São Paulo. Dono de ideias e projetos inovadores, como o Sesc 24 de Maio e o MuBE, o urbanista é dono de uma voz crítica e incisiva em relação ao papel da arquitetura na cidade. Para ele, “a cidade não foi feita para dar lucro para ninguém. E, sim, para desfrutar da possibilidade de conversar e para amparar a imprevisibilidade da vida”. (1)
Por Verônica Lugarini
Prestes a completar 90 anos, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha ultrapassa o terreno sólido da construção e vai para o espaço das palavras e das interpretações das cidades em constante mudança.
Ganhador do Pritzker (2006) – o Nobel da arquitetura – e o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, Mendes da Rocha é formado pela Escola Paulista – encabeçada por João Batista Vilanova Artigas – que valoriza uma arquitetura limpa com concreto armado e estrutura aparentes. Também chamada de “brutalismo paulista”, a escola propõe ainda a responsabilidade social da arquitetura.
Mas sua trajetória começa muito antes. Nos anos 60, junto com Artigas, Mendes da Rocha elevou, estruturou e deu aulas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), conhecida pela formação a partir do ponto de vista social e humanista.

É, talvez, dessa carreira acadêmica que vem o discurso cortante e incisivo do arquiteto. Didáticas, as entrevistas de Mendes da Rocha podem ser vistas como aulas feitas para questionar a arquitetura e não impor. O olhar atento e o pensamento crítico do urbanista sobre a cidade vão muito além da arte pela arte, suas obras prezam pela relação entre o homem e o espaço construído pela arquitetura.
Em seu processo de formalização, não é o apuro no detalhe construtivo ou a expressividade plástica que comandam, mas a monumentalidade da técnica. “Raciocina-se com a engenhosidade possível. Não se pensa com formas autônomas ou independentes de uma visão fabril delas mesmas”, escreve Mendes da Rocha. E completa: “Quando o arquiteto risca no papel uma anotação formal, um croqui, está convocando todo o saber necessário, mecânica dos fluidos, mecânica dos solos, máquinas e cálculos que sabe que existem para fazer aquilo. Não se trata de fantasias, mas uma forma peculiar de mobilizar o conhecimento, o modo arquitetônico”. (2)
Por isso, a Ocupação Itaú Cultural traz uma reflexão sobre o arquiteto e sua obra. Desde quarta-feira (12) estão expostos 11 de seus trabalhos mais experimentais, mas que nunca saíram do papel ou foram expostos no Brasil, todos eles têm como norte o tema da água.
A ligação do autor com água remete aos laços familiares. Seu avô, Francisco Mendes da Rocha, dirigiu o serviço de navegação do Rio São Francisco, conhecido como “Rio da Unidade Nacional”. O pai, engenheiro por formação, tornou-se professor de Naval e Recursos Hídricos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Sesc 24 de Maio
Diante dessa influência, Mendes da Rocha passou a acreditar na capacidade do homem de intervir na natureza de forma criteriosa. Em suas próprias palavras, “a primeira e primordial arquitetura é a geografia”.
Esse elemento, que conecta as obras da Ocupação, atravessa o trabalho do urbanista, desde as propostas de um sistema fluvial para a América Latina até a piscina como ideal de espaço público. Esta última concretizada em 2017 no Sesc 24 de Maio, prédio que tem uma piscina em seu 13º andar.
O arquiteto além da exposição
A exposição é apenas um dos espaços em que o arquiteto está presente na cidade. Suas obras contemporâneas estão espalhadas por São Paulo, lugar que Mendes da Rocha acredita ser uma sucessão de erros instigantes, mas que podem gerar construções imbecilizadas, como os prédios arranha-céus.
“Não temos outro recurso a não ser reconstruir a cidade em cima dela mesma, portanto São Paulo não é um caso perdido. Sabemos fazer muito mais sobre aquilo que aplicamos na cidade, essa é a pura verdade. Toda sabedoria que temos à disposição está impedida pela velocidade com que se entrega tudo ao puro negócio da especulação”.
“O objetivo da arquitetura é evitar o desastre, o que equivale a dizer também que é ter o maior êxito possível. Você pegar cidades que estamos vendo, como Dubai, com essa arquitetura louvada que faz um prédio de cento e tantos andares para dizer que bateu o recorde mundial… é evidente que [isso] é estúpido para um homem trabalhar no octogésimo andar ou morar” e continua:
“Não há regra para dizer onde é razoável, a que distância do chão, mas sabe-se que lá pelas tantas, é absurdo. Coisas assim são mais do senso comum do que estritamente da arquitetura e isso esse tipo de raciocínio você pode por em qualquer campo do conhecimento. Você precisa decidir o que fazer em um outro estatuto ético, não é porque você conhece a energia atômica e a sua matéria que é obrigado a fazer uma bomba atômica”, explicou. (3)
Pensar as obras de Paulo Mendes da Rocha
Trecho do documentário Tudo é Projeto
A foto acima é um trecho do documentário Tudo é Projeto realizado por sua filha, Joana Mendes da Rocha, e expõe muito sobre o arquiteto. Além de ser comum encontrá-lo caminhando com um cigarro na mão Centro de São Paulo, a imagem é também a exposição de características de suas obras.
Filho do “brutalismo paulista”, o arquiteto tem como premissa o uso do concreto aparente em suas construções. Assim, a rua tão nítida na foto nada mais é do que a representação da cor mais usada por Mendes da Rocha em suas obras. O cinza escuro do asfalto não leva ao céu como o cinza dos prédios, ele liga “a cidade que flui no chão”, como sempre afirma Mendes da Rocha.
O crítico italiano Francesco Dal Co, por exemplo, caracteriza as obras do arquiteto como uma combinação ímpar de atributos como a “segura racionalidade”, a “essencialidade das soluções construtivas”, a “intransigência no emprego dos materiais” e o “desprezo pelo supérfluo”.
Dessa forma, pensar as obras de Paulo Mendes da Rocha é pensar na convivência em sociedade.
Capixaba, o arquiteto vive há anos na capital paulista e, por isso, boa parte de seus projetos estão em São Paulo. Entre os mais conhecidos estão o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE), o Edifício Guaimbê e o Sesc 24 de Maio. Além do Clube Athletico Paulistano, a Praça do Patriarca, o Poupatempo Itaquera, o estádio Serra Dourada e as reformas da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu da Língua Portuguesa e do Centro Cultural Fiesp.

Um dos mais notáveis de seus projetos é o MuBE. O prédio chama atenção por sua capacidade convidativa, pois se apresenta como um espaço amplo e sem degraus, não intimidando os possíveis visitantes do museu.
Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE)
“O conceito de espaço para mim, e ouso dizer para a arquitetura, pressupõe público. Não há espaço privado, portanto”.
Sempre crítico em relação ao papel da cidade, Mendes da Rocha não deixa de analisar também a arquitetura em si. “O valor supremo da arquitetura, no caso da casa que é onde você mora e que não é pouco, é o endereço. Se eu começar a descrever a minha casa porque tem um telhado assim, uma chaminé, uma porta.. você pode ficar aborrecido olhando e pensando ‘vamos lá, onde vai chegar isso?’. Agora, se eu te dissesse: ‘eu moro em Ipanema’, isso por si só já é invejável, não é?”. “E dai falamos das cidades, que é a cidade para todos, a cidade que queremos morar. A palavra cidade quer dizer uma qualidade de vida. E nós já decidimos que não vamos voltar para o campo nunca mais porque nós queremos conversar e lá nós não temos como conversar”. (4)
“A cidade tem virtudes incomensuráveis. A cidade não foi feita para dar lucro para ninguém. E, sim, para desfrutar da possibilidade de conversar. Para amparar a imprevisibilidade da vida. Já imaginou o homem solitário?”, questiona o arquiteto. (5)
Serviço
A exposição é gratuita e pode ser vista até 4 de novembro, de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h. Sábado e domingo, das 11h às 20h. Lembrando que além da mostra, de 6 e 27 de outubro serão organizadas visitas, a partir do Itaú Cultural, na Avenida Paulista, para as obras de Paulo Mendes da Rocha na cidade.
Notas
(1) Paulo Mendes da Rocha em entrevista para a Gazeta do Povo em 2015.
(2) ROCHA, Paulo Mendes. Genealogia da imaginação. In: ARTIGAS, Rosa Camargo (org.). op. cit. p. 71.
(3) Entrevista do arquiteto para o curta metragem Paulo Mendes da Rocha de 2013.
(4) Entrevista do arquiteto para o curta metragem Paulo Mendes da Rocha de 2013.
(5) Paulo Mendes da Rocha em entrevista para a Gazeta do Povo em 2015.

Do Portal Vermelho

domingo, 16 de setembro de 2018

CONHEÇAM A HISTÓRIA E LUTA DOS MALÊS! Revolta dos Malês

Fonte: tarcivan.com

Revolta dos Malês foi uma revolta do período regencial. Aconteceu na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1835, em Salvador, na Bahia. Foi uma revolta que se destacou no período por ter motivação religiosa, tendo sido levada a cabo por escravos de religião islâmica, os chamados malês, que diferiam dos escravos tradicionalmente trazidos ao Brasil, que possuáim muitas vezes, diferentes religiões próprias.

Esses escravos tinham como objetivo a libertação de todos os escravos de religião islâmica, a garantia da liberdade de culto e eram, em sua maioria, das etnias hauçá, igbomina e picapó. Suas ações foram baseadas em experiências de combate que trouxeram da África e visavam aplicar num momento propício.
Os revoltosos propunham o fim do catolicismo, o assassinato e o confisco de bens de todos os brancos e mestiços, a implantação de uma monarquia islâmica no Brasil, bem como defendiam também a escravização ou assassinato dos não islâmicos.

O plano dos revoltosos era sair do bairro da Vitória e se dirigir a Itapagibe, conquistando as terras e matando os brancos no trajeto. O objetivo era reunir-se com outros revoltosos e tomar o governo.
Buscavam também divulgar a religião e tomar pra si “direitos” que acreditavam ter, por motivos religiosos. Em seguida, haveria a invasão dos engenhos e libertação dos escravos muçulmanos.

O movimento foi delatado prontamente por alguém cuja identidade as pesqusias ainda não confirmaram. Essa delação foi feita a um Juiz de Paz de Salvador. Avisadas, as autoridades enviaram forças para sufocar a revolta. Os Revoltosos foram então cercados em Água dos Meninos, ainda no caminho para Itapagipe. As forças do governo eram superiores em número e armamento, o que fez com que os revoltosos não tivessem chances.

Ocorreram então violentos confrontos e a morte de 70 escravos revoltosos e 7 soldados. Também foram feitos 200 presos, que foram julgados e condenados a penas variadas, como açoites, morte ou envio de volta à África. O objetivo era coibir qualquer nova iniciativa de revolta.

Na busca pelas motivações da revolta, foram encontrados livros em árabe e orações muçulmanas. Isto despertou nas autoridades o temor de que outras revoltas do tipo ocorressem em solo brasileiro, motivadas por islâmicos. Para prevenir-se desse perigo, foram criadas medidas como a proibição de circulação de muçulmanos no período da noite e da prática de cerimônias da religião islâmica.

A Revolta do Malês, portanto, se insere no contexto das revoltas sociais do Brasil Imperial, demonstrando a insatisfação do povo com a situação política e econômica e, no caso específico, a perseguição e falta de liberdade religiosa no Brasil durante o Império.

Bibliografia:

FREITAS, Décio. A Revolução dos Malês. Porto Alegre: Movimento, 1985. 106p. il.
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/rev_males.html
Arquivado em: Brasil Imperial
A Revolta dos Malês foi um levante de escravos na cidade de Salvador, capital da Bahia, que aconteceu na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835. Foi a revolta de maior importância do estado. O movimento ganhou este nome devido aos negros de origem islâmica que organizaram o levante. Wikipédia
Datajaneiro de 1835
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A Revolta dos Malês teve seu ápice na noite de 24 de janeiro de 1835 na cidade de Salvador-Bahia. Após uma silenciosa e eficaz organização,  protagonizada por negros e negras  pertencentes ao Islamismo,  estima-se que contou com a participação de cerca de mil "malês".

O termo "malê" tem origem na palavra imalê e significa "muçulmano" no idioma Iorubá. Também conhecidos como "nagôs", costumavam registrar grande parte dos acontecimentos e transmitiam bilhetes como estratégia de organizar as reuniões e divisão das tarefas, geralmente registrado na lingua àrabe.
A noite de 24 de janeiro foi escolhida devido ao esvaziamento do centro da cidade, motivado pelos festejos na Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Com isso,  haveria o esvaziamento do centro da cidade, o que facilitaria a dominação. 

Luisa Mahin, Pacífico Licutã, Manuel Calafate e Luis Sanim são as principais lideranças que elaboraram um plano de luta contra o sistema racista da época. Os principais objetivos consistiam em soltar negros escravizados e conseguir liberdade religiosa. A batalha ocorreu no centro de Salvador com os malês atacando subitamente uma patrulha do exército. Porém, uma denúncia "anônima" alertou a polícia sobre os planos revolucionários que emergiram naquela noite. 

 Ilustração de Maurício Pestana - Revista do Olodum

Sempre que falamos sobre a Revolta dos negros e negras Malês nos sentimos mais vivxs e orgulhosxs por essa vitoriosa experiência insuflada na primeira capital brasileira em 1835. Fomos e somos vitoriosxs pois estava em jogo, não só a nossa liberdade, mas a oportunidade de exercitar valores que carregamos até hoje como a 'memória', e o 'cooperativismo'; 

Fomos e somos vitoriosoxs por utilizarmos as armas e estratégias que dispúnhamos,  contra um sistema racista e opressor que negava as nossas religiões, as nossas culturas, negavam a nossa existência como humanos.  Nada disso nos paralisou e fomos pra luta, sem temer o combate;

Fomos e somos vitoriosxs  por instaurar o 'medo' na elite dominante. Afinal, éramos vistos como coisas/mercadorias e passaram a nos enxergar como povos capazes de reivindicar direitos e de unirem - se em torno de uma causa.

Dessa exitosa experiência, herdamos a ousadia de sonhar e a vontade de ir em busca daquilo que é nosso. 
Hoje,  agradecemos às essas mulheres e homens que mostraram ao mundo o que somos capazes.
Temos 1835 motivos para sorrir, embora ainda tenhamos muito a conquistar! 

Revolta dxs Malês, coisa de preto para o Brasil e para o Mundo.

Texto de George Oliveira - ex-aluno, hoje Gestor Administrativo da instituição, Economista e Mestre em Desenvolvimento e Gestão Social (UFBA).

VEREADOR DE PASSA E FICA/RN, EDSON CAZUZA SEMPRE APOIANDO A CULTURA LOCAL

 Banda Filarmônica da Associação dos Jovens da Comunidade do FERNANDO DA PISTA

Vereador EDSON CAZUZA - PASSA E FICA/RN

Passa e Fica tem hoje uma defensor da cultura local, o nome dele é EDSON CAZUZA! Vereador que tem honrado o seu mandato!

Sempre usando a Tribuna da Câmara Municipal para defender a população, cobrando do gestor municipal ações voltadas para a população mais carentes e em todas as áreas!

Projetos aprovados e outros esperando pela aprovação. Todos com finalidades de melhorar a vida do seu povo/população.

Na área da CULTURA nem se fala, é DEFENSOR CONSTANTE pelo resgate da Cultura Popular! Sempre apoiando as iniciativas dos artistas locais e associações.

E por falar em associação, o nobre vereador incentivou e vai incentivar ainda mais a Banda Filarmônica da Associação dos Jovens da Comunidade do FERNANDO DA PISTA. Que por sinal se apresentou ontem (15) nas festividades de Nossa Senhora das Dores.

Exemplo esse que deveria ser seguidos pelos demais políticos que se dizem defensor das comunidades.

O nobre vereador também incentiva os jovens nas áreas de esporte, educação, lazer e também o homem do campo, como também na sua defesa constante ao funcionalismo municipal como um todo, mostrando que mandato é para se honrar.

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN vem de público PARABENIZAR essas iniciativas do nobre vereador e dizer da satisfação te-lo como amigo da cultura, sendo assim amigo do CPC/RN.

Conte conosco nobre amigo, EDSON CAZUZA para divulgarmos a cultura popular e torcemos para que continue assim, sempre voltado na defesa e resgate da nossa CULTURA POPULAR!





LIDERANÇAS RURAIS REÚNE-SE EM MACAÍBA E CONTA UM POUCO DA HISTÓRIA DA LUTA PARA CRIAR A CONTAG!

 Momentos da reunião no STR de Macaíba/RN,  onde as lideranças e seus representantes falaram sobre o nascimento da CONTAG, os STRs e a FETARN
Reunião e entrevista na residencia do líder  sindical aposentado e o primeiro presidente do STR de MACAÍBA/RN,  CESÁRIO BATISTA DA CRUZ - Foto: Cesário e o assessor do STRAF-NOVA CRUZ, radialista e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos
Final da reunião com CESÁRIO  CRUZ - Foto: Jefferson Silva, Geraldo Silva (atual presidente do STR de Macaíba, Damião Gomes da Silva (Fundador e ex presidente do STR/STRAF de Nova Cruz, CESÁRIO BATISTA DA CRUZ (Primeiro presidente do STR/MACAÍBA) e Eduardo Vasconcelos

Na chegada em Macaíba fomos recepcionadoS com um café da manha oferecido pelo assessor do STR de Macaíba, JEFFERSON SILVA


Chegando em Macaíba - RN
 Momentos da reunião no STR de Macaíba/RN,  onde as lideranças e seus representantes falaram sobre o nascimento da CONTAG, os STRs e a FETARN
Reunião e entrevista na residencia do líder  sindical aposentado e o primeiro presidente do STR de MACAÍBA/RN,  CESÁRIO BATISTA DA CRUZ - Foto: Cesário e o assessor do STRAF-NOVA CRUZ, radialista e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos
Final da reunião com CESÁRIO  CRUZ - Foto: Jefferson Silva, Geraldo Silva (atual presidente do STR de Macaíba, Damião Gomes da Silva (Fundador e ex presidente do STR/STRAF de Nova Cruz, CESÁRIO BATISTA DA CRUZ (Primeiro presidente do STR/MACAÍBA) e Eduardo Vasconcelos


Na chegada em Macaíba fomos recepcionadoS com um café da manha oferecido pelo assessor do STR de Macaíba, JEFFERSON SILVA

Chegando em Macaíba - RN

Após o café fomos direto para o STR de Macaíba, juntamos com os líderes sindicais: Jaír Macedo de Lima (filho do saudoso, José Ferreira - STR de Macaíba e FETARN), Geraldo Paulo da Silva, atual presidente do STR de Macaíba, Damião Gomes da Silva, fundador do STR de Nova Cruz e eleito primeiro presidente, Francisco Moacir Soares, dirigente da CTB/RN, Edmilson Gomes da Silva, atual presidente do STRAF de Nova Cruz e Eduardo Vasconcelos, radialista, assessor de comunicação do STRAF de Nova Cruz e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, entre outros observadores.

Eduardo Vasconcelos abriu a reunião explicando os motivos da reunião (ANIVERSÁRIO da CONTAG e DOCUMENTÁRIO), que brevemente a CONTAG irá elaborar sobre o surgimento da mesma, sua importância, suas conquistas, homenagens e reconhecimento das lideranças sindicais/rurais, que ajudaram a construir a CONTAG.

Com a palavra:

Jair Lima (representando seu pai já falecido, (JOSÉ FERREIRA). Jair falou da luta do seu pai no movimento sindical rural, da luta camponesa, da resistência a ditadura militar, que seu pai, juntamente como tantos outros a época, conseguiram de forma eficaz e determinadas, lutar e avançar, criando os sindicatos de Macaíba, Nova Cruz, Riachuelo, Touros, Pendencia e Extremoz e em seguida fundaram a FETARN, contribuindo desta forma para a fundação da CONTAG, que no próximo dia 22 de dezembro de 2018 completará 55 anos de LUTAS, GLÓRIAS, RESISTÊNCIA, CONQUISTAS , SUPERAÇÃO e SEMPRE AO LADO DO HOMEM DO CAMPO!

- Para o fundador e primeiro presidente  do STR de Macaíba, CESÁRIO BATISTA DA CRUZ, agradeceu de inicio o convite de DOM EUGÊNIO SALES, que  na época o convido para criar o sindicato, como outros, em outras cidades através da Liga Camponesa, com o apoio também  do pároco de São José de Mipibu, isso na década de 60.

Cesário também foi tesoureiro na década de 70 da FETARN.

Cesário citou também a força que José Rodrigues deu, incentivando-o a seguir na luta, orientando-o a criar o sindicato em Macaíba, como em outras cidades, juntamente com Damião Gomes da Silva de Nova Cruz.  Ele conclui dizendo que as cidades de Nova Cruz, Macaíba, Touros, Riachuelo, Extremoz, São José de Mipibu, São Paulo do Potengi, Pendências foram fundamentais para a criação da FETARN e em seguida a CONTAG e que José Rodrigues foi o baluarte para a organização do Movimento Rural no Estado.

- O atual presidente do STR de Macaíba, GERALDO PAULO DA SILVA, registra que em 1972 uma das principais bandeira era a REFORMA AGRÁRIA, mas era PROIBIDO de pronunciar essa frase, chegando a sofrer perseguições e muita pressão, mas a força e o crescimento dos sindicatos avançaram fizeram com que surgissem mais sindicatos, fortalecendo a FETARN, ganhando assim mais força pela REFORMA AGRÁRIA. Geraldo registra que muitos companheiros na época foram presos.

Geraldo hoje ainda segura a bandeira do STR de Macaíba, inclusive é candidato único nas eleições deste ano do sindicato.

- JEFFERSON SILVA, filho do atual presidente do STR de Macaíba, prestou seu depoimento elogiando todos aqueles que lutaram e ainda lutam na defesa da classe trabalhadora, incluindo seu pari, Geraldo Silva, atual presidente do STR de Macaíba. Jefferson fez questão de registrar o apreço, admiração e carinha que tinha pelo saudoso José Ferreira e que aprendeu também muito com ele. Um homem ímpar, que dedicou toda a sua vida pela luta e organização do homem do campo e que também aprendeu muito com o seu pai e ainda hoje aprende muito, pela sua energia e dedicação que ele tem por defender os trabalhadores rurais e em especial o de Macaíba.

Lembrando que Jefferson é um dos admiradores do José Ferreira.

DAMIÃO GOMES DA SILVA - Fundador e primeiro presidente do STR de Nova Cruz contou das dificuldades que teve para criar o sindicato, mas com união, determinação e ousadia conseguiu fundar-o, agregando várias outras cidades, chegando na época a ser um dos mais atuantes e fortes sindicato do estado.

Damião fala também da união com outros companheiros, como José Rodrigues (Vale do Assú), Cesário Cruz (Macaíba), JOSÉ FERREIRA e tantos outros, conseguindo com muita determinação e luta a criarem a FETRAN, juntamente com os companheiros pernambucanos, que da mesma forma ajudaram a criar a CONTAG.

Para Damião foi crucial essa luta desencadeada pelos dois estados, ou seja, Rio Grande do Norte e Pernambuco para a FUNDAÇÃO DA CONTAG.

Damião finaliza dizendo que ele e todos os outros que contribuíram para a organização do homem do campo, através de seus sindicatos, federações e a CONTAG se orgulham muito e que isso ninguém tirará deles.

Damião finalizou lembrando que em dezembro deste ano a CONTAG completará 55 anos e será um marco reunir todos aqueles que deram a suas vidas para levantar a bandeira do homem do campo, através da CONTAG, ORGULHO DO BRASIL E EM ESPECIAL AO HOMEM DO CAMPO, concluiu DAMIÃO.

MOACIR SOARES, dirigente da CTB/RN também esteve prestigiando a reunião histórica e contribui também falando da importância e contribuição que esses guerreiros ouvidos pelo o radialista, blogueiro e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, deram e ainda estão dando ao Movimento Sindical e em particular o Movimento dos Trabalhadores Rurais, que ajudaram a criar uma das maiores confederações da América Latina, a CONTAG!

Moacir Soares também destacou a luta do companheiro e saudoso, JOSÉ FERREIRA, homem que plantou idéias, fez amizades, ajudou na construção dos sindicatos, da FETARN e da CONTAG, um HOMEM ÍMPAR! Concluiu, Moacir Soares.

É bom lembrar que todos os ouvidos, sempre fizeram questão de ressaltar a importância da participação do SAUDOSO JOSÉ FERREIRA, que dedicou toda a sua VIDA NA LUTA PELO HOMEM DO CAMPO e da LIBERDADE! 

Lembrando que a direção da CONTAG está desenvolvendo um DOCUMENTÁRIO que conta  o nascimento e as lutas da CONTAG e que no dia 22 de dezembro deste ano a mesma estará completando 55 anos, DE LUTAS, CONQUISTAS, RESISTÊNCIA E DEFESA CONSTANTE EM PROL DO HOMEM DO CAMPO!

Outras reuniões virão!

Após a reunião o STR de Macaíba ofereceu um almoço aos participantes. 

Participaram da reunião: GERALDO PAULO DA SILVA. DAMIÃO GOMES DA SILVA. JAIR SILVA, EDMILSON GOMES DA SILVA, JEFFERSON SILVA, MOACIR SOARES e EDUARDO VASCONCELOS.