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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ele não defende a educação: 5 motivos


Educação a distância para crianças, ensino superior para poucos e junção de ministérios - conheça as ideias dele para a escola pública.

Nem todo mundo sabe quais propostas estão em jogo nesta eleição presidencial de 28 de outubro, principalmente porque um dos candidatos prefere disseminar notícias falsas via WhatsApp do que participar de debates de ideias.
No plano de governo e em falas, ele sugere educação a distância inclusive para crianças do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano. Tanto que o nome mais cogitado para o ministério da Educação, da Cultura e do Esporte é o do vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Stavros Xanthopoylos. E sim, ele pretende unir os três ministérios.
Veja estes e outros problemas das ideias do capitão reformado para a educação brasileira:

 1) Ele não apoia criança na escola e prefere educação a distância

Ele defende Educação a Distância para todos os níveis do ensino, inclusive ensino fundamental, e seu plano de governo indica esta solução, principalmente para áreas rurais. Como os pais ou responsáveis vão poder trabalhar e fazer suas atividades com os filhos em casa o dia todo?
O convívio é essencial para aprendizagens de crianças e jovens. Educação a Distância é apenas um projeto de esvaziamento e economia com a escola pública não recomendado por nenhuma lei para a área.
Por exemplo, o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014) exige que o governo assegure a todos estudantes do campo transporte gratuito até a escola e, a todas as escolas do país, presença de energia elétrica, esgotamento e bens culturais.
Mas ele é tão ligado aos interesses da educação a distância que o nome cogitado para o Ministério da Educação, Cultura e Esporte é justamente do vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Stavros Xanthopoylos.

2) Ele não defende verba para a escola pública

Para começar, ele quer unir o Ministério da Educação com Cultura e Esporte.
No plano de governo, não se compromete a financiar a educação e afirma que o governo federal não colocará um centavo a mais no ensino público. Com as verbas de hoje, o Brasil investe por aluno APENAS METADE do valor dos países desenvolvidos, incluindo países citados por ele como modelo, como Coreia do Sul e Estados Unidos:
Dessa forma, é IMPOSSÍVEL corrigir problemas estruturais graves da escola pública, pois hoje apenas 4,5% possuem estrutura completa, como quadra, laboratório e saneamento:
É preciso MAIS investimento para cumprir esta e outras metas do Plano Nacional de Educação, como ampliação de vagas em creches, equiparação do salário do professor a outras profissões de nível superior, aumento de oferta de período integral, erradicação do analfabetismo.
Ele gosta de falar em falsos problemas, como ideologias e erotização precoce, talvez porque desconheça, ignore e não tenha planos para os PROBLEMAS REAIS da escola pública.

3) Ele é contra a formação de cidadãos

Ele costuma dizer, sempre que tem oportunidade, que a juventude não deve desenvolver senso crítico na escola, nem aprender a pensar ou questionar. Na sua visão, tudo isso é bobagem e a escola deve servir apenas para passar conteúdos. “Ninguém quer saber de jovem com senso crítico”, disse, em atividade de campanha.
Já a Constituição Brasileira descreve educação como direito que visa não só a “qualificação para o trabalho”, mas também “o pleno desenvolvimento da pessoa” e “seu preparo para o exercício da cidadania”.
Exercer cidadania é saber reivindicar direitos, colocar opiniões e participar da democracia. Por que será que ele não quer que isso seja aprendido na escola?

4) Ele não defende os professores

Causa revolta a falta de menção nos planos de Bolsonaro pela melhora dos ganhos dos professores. Ele é contra o aumento da verba para a área da educação e, no plano de governo, não se compromete com melhorar o investimento para a área, pelo contrário: diz que não serão alterados.
Hoje, professores das redes públicas ganham 25% menos do que outros profissionais assalariados com o mesmo nível de ensino. O cálculo é do próprio Ministério da Educação, feito este ano
A cada quatro professores brasileiros do ensino básico, um faz “bicos” para complementar a renda.
O salário de professores nunca foi tema de críticas dele, que prefere criar problemas fantasiosos para a educação, como livros eróticos que nunca existiram e uma suposta “doutrinação” que, se fosse real nas escolas brasileiras, não teria permitido que estivesse no segundo turno das eleições
Para o general da reserva Aléssio Ribeira Souto, que faz parte do grupo de Bolsonaro para definir políticas da educação, o salário não é prioridade. “Há outras questões antes do salário. O salário é o quinto ou sexto ponto”, disse, em entrevista.
Equiparar o rendimento de professores em relação aos demais profissionais é uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), jamais citado por ele.

5) Ele não quer ensino superior para todos

Em entrevista a um canal de TV, ele chamou o sonho de muitos brasileiros em cursar uma universidade como “TARA por ensino superior”, algo que “não pode existir”:
O ensino superior público deve ser plural e acessível para quem optar por ele, independente da classe social. Não se pode aceitar que apenas uma classe social tenha acesso à formação intelectual e outra seja levada a se formar como mão de obra.
Ele também já afirmou ser contra as cotas raciais, que reparam uma dívida histórica e colaboraram para o acesso de mais de 150 mil negros e negras ao ensino superior. Ele pode não ter escravizado ninguém, como afirmou, mas, se os bisavós de outras pessoas foram escravizados, as famílias nunca partiram de condições iguais:
Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de negros e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017.
Fonte: UBES

Brasil - Centrais Sindicais orientam voto em quem defende os trabalhadores

 

As sete principais centrais sindicais brasileiras elaboraram e começam a distribuir nas portas de fábrica e em locais públicos o jornal "Trabalhadores, que futuro terá seus direitos?". No material, as centrais explicam que estão em jogo nessas eleições dois projetos distintos. Sem citar nomes, as entidades afirmam que um dos projetos tem compromisso com trabalhadores, enquanto o outro quer voltar a um tempo "em que o trabalhador nao tinha nenhum direito".


O segundo turno das eleições acontecerá no dia 28 de outubro entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). No primeiro turno, Bolsonaro não contou com apoio de nenhum das centrais de trabalhadores. O vice na chapa do PSL, General Hamilton Mourão, defendeu em duas ocasiões que o 13º salário e o adicional de férias são muito custosos para o empresário pagar. 

Fernando Haddad e a vice Manuela d'Ávila defendem a retomada das obras no país que voltariam a gerar empregos. Ambos também defendem a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos, medidas que impactaram nos direitos trabalhistas e congelaram por 20 anos recursos para educação e saúde. Jair Bolsonaro votou a favor das duas medidas que, de acordo com sindicalistas, resultaram em precarização nas relações de trabalho e desmonte das políticas sociais para a população mais pobre.

Confira AQUI o jornal das centrais sindicais. Assinaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT),  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (CST) e Intersindical. 


Do Portal Vermelho com informações da CUT

Pela democracia, dono da Companhia das Letras pede voto em Haddad

Em e-mail enviado a um grupo de autores, editores e livreiros, o fundador da Companhias das Letras, Luiz Schwarcz, se posicionou a favor da candidatura de Fernando Haddad (PT), em nome da liberdade de expressão e contra o discurso autoritário de Jair Bolsonaro (PSL). A autenticidade do depoimento, que circula em grupos de WhatApp, foi confirmada à RBA pela assessoria da editora.
Apesar de crítico das gestões petistas de Lula e Dilma na Presidência da República, Schwarcz diz preferir acreditar que Haddad possa renovar o PT e a esquerda, enquanto a candidatura de Bolsonaro representa o retorno a “tempos tenebrosos”.
“Por acreditar na possibilidade de que um PT renovado se apresente numa nova gestão nacional, se comprometendo, por exemplo, com políticas de equilíbrio fiscal, sugiro a todos os colegas editores que prezam a liberdade de expressão que votem em Fernando Haddad, se posicionando contra o discurso difusamente preconceituoso, contra o autoritarismo e a intolerância, símbolos do outro polo que se anuncia como alternativa no segundo turno desta eleição. A candidatura de Bolsonaro é falsamente nova e é irmã de tempos tenebrosos de nossa vida política e cultural”, diz o fundador da Companhia das Letras.
No texto, Schwarcz recorda as políticas de incentivo à leitura desenvolvidas nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, elogia Haddad durante sua passagem no Ministério da Educação e seu compromisso com a educação.
“Fernando Haddad se destacou nessa área como ministro, o que também o qualifica para contar com o voto da classe editorial. Além disso, ele coloca a educação entre as prioridades do país, e não podemos aceitar menos que isso de nenhum candidato. Seu perfil moderado dentro do partido nos permite viver a esperança de que os inúmeros equívocos do PT, em várias áreas, não se repitam e que o partido volte aos compromissos que marcaram sua origem”, avalia Schwarcz, que encerra afirmando que os “futuros danos à democracia têm sido verbalizados pelos seguidores do PSL continuamente e são graves”.
Abaixo, a íntegra do e-mail:
“Carta aos autores, editores e livreiros
Não costumo me manifestar publicamente e nunca pedi voto ou sugeri votar em qualquer candidato. Posicionei a linha editorial do Grupo Companhia das Letras com independência em relação às minhas opções políticas, mas com ênfase clara em causas justas, publicando livros de apoio a minorias, que refletem a pluralidade e são contra a discriminação racial e a favor da liberdade de expressão.
Tenho uma visão pouco positiva sobre parte importante do legado dos anos do PT no poder, e espero que Fernando Haddad ainda mostre que a esquerda é capaz de fazer autocrítica, que a volta do partido ao poder seria embasada no reconhecimento de erros pregressos, oriundos da associação a formas viciadas e incorretas da prática política no Brasil, em proporções inimagináveis e contrárias à origem e vocação de um verdadeiro partido dos trabalhadores.
Por acreditar na possibilidade de que um PT renovado se apresente numa nova gestão nacional, se comprometendo, por exemplo, com políticas de equilíbrio fiscal, sugiro a todos os colegas editores que prezam a liberdade de expressão que votem em Fernando Haddad, se posicionando contra o discurso difusamente preconceituoso, contra o autoritarismo e a intolerância, símbolos do outro polo que se anuncia como alternativa no segundo turno desta eleição. A candidatura de Bolsonaro é falsamente nova e é irmã de tempos tenebrosos de nossa vida política e cultural.
Construímos nas últimas décadas um mercado editorial vigoroso, tivemos governos comprometidos com a educação e especificamente com a formação de leitores e de bibliotecas públicas, que levaram o livro a quem não pode comprá-lo devido ao histórico fosso social de nosso país. Isso foi feito de maneira criativa e inédita por governos como o de Fernando Henrique Cardoso e o de Lula, que acreditavam na educação. Fernando Haddad se destacou nessa área como ministro, o que também o qualifica para contar com o voto da classe editorial. Além disso, ele coloca a educação entre as prioridades do país, e não podemos aceitar menos que isso de nenhum candidato. Seu perfil moderado dentro do partido nos permite viver a esperança de que os inúmeros equívocos do PT, em várias áreas, não se repitam e que o partido volte aos compromissos que marcaram sua origem.
Autores, editores e livreiros têm força para pedir a todos que prezam a democracia que contribuam, criticamente, se unindo em favor da tolerância e da liberdade de expressão, que estão ameaçadas. Falta um gesto mais claro do PT em busca de um governo de coalização, mas os futuros danos à democracia têm sido verbalizados pelos seguidores do PSL continuamente e são graves.
Temos que afastar o grande risco de retroceder décadas em aspectos fundamentais da nossa vida pessoal e profissional.
Desejo um bom voto a todos.
Fonte: Brasil Cultura

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Nota do PT, PSB, PSOL, PCdoB, PCB e PROS pede união em torno de Haddad presidente

Partidos se uniram em defesa da democracia no Brasil e contra o ódio e violência “plantadas pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas”. A nota reafirma a necessidade da mobilização urgente das forças democráticas para barrar “a sombra do fascismo”. Confira.
“O Brasil vive um momento histórico que exige resposta firme de todos e todas que defendem a democracia, a liberdade, a soberania nacional, os direitos do povo e a justiça social.
As sementes do ódio e da violência, plantadas nos últimos anos pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas, deram vida a uma candidatura que é o oposto desses valores; que rompe o pacto democrático da Constituição de 1988 e lança sobre o país a sombra do fascismo.
Votar em Fernando Haddad é a resposta a esta ameaça, porque sua candidatura representa os valores da civilização contra a barbárie, representa um projeto de país em que todos têm oportunidades, não apenas os privilegiados de sempre.
Votar em Fernando Haddad é a resposta às fábricas de mentiras e à violência que se espalha pelo país; o prenúncio de um estado autoritário, contra a vida, contra os direitos das pessoas, contra a liberdade e a justiça.
Acima de todas as diferenças, estamos conclamando brasileiras e brasileiras a votar, neste segundo turno, pela democracia e pelo futuro do nosso Brasil. É hora de união e de luta, sem vacilações”.


PT, PCdoB, PCB, PSB, PSOL e PROS.

O Mundo do Sertão

Cais do Sertao - Territorio Ocupar
“O Mundo do Sertão” é a exposição de longa duração que foi inaugurada em abril de 2014. Ela propõe expandir os horizontes de possibilidade de interpretações desse sertão. A exposição está situada nos 2.500 metros², do módulo 1, onde o espaço museal está distribuído da seguinte forma:
No térreo, um “Rio São Francisco” com as suas águas e peixes e, de forma inesperada, as variadas instalações. Objetos reais misturam-se a projeções; chapéus, gibões e sanfonas dialogam com karaokês sertanejos nos estúdios de gravação e na sala de música brotam velhos e novos baiões; instrumentos de trabalho e antenas parabólicas complementam estações interativas; objetos de arte e religiosos dividem espaço com um imenso acervo de canções.
A exposição está dividida em sete territórios temáticos: Ocupar, Viver, TrabalharCantar, Criar, Crer e Migrar. Cada ambiente desses remete aos principais aspectos do dia a dia do sertanejo, oferecendo ao visitante a oportunidade de se locomover pelo espaço e interagir com os artefatos expositivos.
Av. Alfredo Lisboa, S/N.
Recife Antigo.
(81) 4042-0484
contato@caisdosertao.org.br

Ansef se reúne com Presidente da Funai e enfatiza a importância do Plano de Carreira Indigenista

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Presidente da Funai, Wallace Bastos, conversa com representantes da Ansef: as servidoras Cláudia Bandeira [blusa azul], Eliane Silva, Hilda Azevedo e o servidor Rogério Eustáquio (foto: acervo/Funai)

Criar um vínculo e trabalhar em parceria com a Funai, visando ao bem-estar dos associados, servidores e indígenas foi o objetivo da reunião da Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef) com o Presidente da Funai, Wallace Bastos, na última segunda-feira (15), na Sede da Fundação, em Brasília, Distrito Federal.

Fundada há 34 anos, a Ansef é uma entidade de proteção de direitos dos servidores, com o intuito de promover assistência social, jurídica e bem-estar, de caráter reivindicativo, cultural, recreativo, assistencial e político, que tem por objetivo o apoio e a orientação de seus associados, em todo território nacional, na execução de objetivos e metas comuns.

Para Claudia Bandeira, Presidente da Associação, "ao longo dos anos, o caráter mais recreativo da Ansef foi se modificando em função das necessidades que foram surgindo. A gente criou um Departamento Jurídico de apoio aos servidores, entendendo que eles precisam ter esse respaldo e isso tem sido interessante, pois a maioria dessas pessoas não sabia a quem recorrer". Claudia falou sobre o número de associados, superior a mil servidores, dentre os quais muitos estão se aposentando, e chamou a atenção para a importância do acolhimento e reconhecimento do trabalho destas pessoas, cujos registros históricos nenhuma instituição se propõe a acolher.

Um dos objetivos da reunião foi falar sobre a realização de um Seminário com a temática de Política Indigenista. Além disso, a Associação reafirmou a importância da implementação do Plano de Carreira Indigenista e do estreitamento da relação com a Funai nos diversos assuntos que sejam de interesse comum da Fundação e de seus servidores.

Rogério Oliveira, Diretor de Assuntos Jurídicos da Ansef, enfatizou a importância do diálogo dos servidores da Funai com os Povos Indígenas. "O melhor servidor da Funai é aquele que vivencia as dinâmicas dos povos indígenas e é capaz de se antecipar às suas demandas", destacou. Para Bastos, deve-se diminuir o hiato geracional entre os servidores da Funai que estão prestes a se aposentar e os novos servidores, de forma que haja uma troca de experiências cada vez mais intensa.

Hilda Azevedo, vice-Presidente da Ansef, expôs as dificuldades enfrentadas pela Funai, mas afirmou que "a gente tem tentado esse diálogo, pois a Ansef vai ficar para esses servidores que estão chegando. A Associação é dos servidores e para os servidores".

Bastos foi receptivo a todas as demandas e afirmou que o Plano de Carreira será prioridade em sua gestão. "A gente tem que batalhar pelo Plano de Carreira incessantemente para conseguir reestruturar a Funai de novo", afirmou.

Ana Carolina VilelaAssessoria de Comunicação Social/Funai

Fundação de Cultura abre edital para seleção de projetos sobre cultura afro

Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e o Conselho Municipal de Política Cultural abriram um novo edital público que selecionará propostas de diferentes segmentos ligadas à cultura afro-brasileira, que integrarão a programação do 1º Festival Expressão Afro de Ponta Grossa, no mês de novembro. As inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira, 19 de outubro, pelo site da Prefeitura de Ponta Grossa (www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura)
Podem se inscrevem pessoas físicas, maiores de 18 anos e que morem em Ponta Grossa. Cada proponente pode submeter até dois projetos. As atividades aprovadas deverão ser realizadas entre os dias 20 a 24 de novembro, em locais como escolas, ONGs, praças, associações comunitárias, centros assistenciais, entre outros. Serão selecionados sete projetos com premiações de R$ 2 mil até R$ 4 mil, pagos em parcela única após a comprovação das atividades, com recursos do Fundo Municipal de Cultura.
O edital completo está disponível no site da Prefeitura de Ponta Grossa. Possíveis dúvidas após a leitura do edital podem ser atendidas pelo telefone (42) 3222-3219.
Fonte: Brasil Cultura

terça-feira, 16 de outubro de 2018

TIREM SUAS DÚVIDAS! E SAIBAM O QUE É FASCISMO, CAPITALISMO, COMUNISMO, SOCIALISMO E NAZISMO!

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Fascismo
Ideologia política
Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa e teve origem na Itália. Wikipédia
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Capitalismo
substantivo masculino
1.   1.
ECONOMIA
Sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na Irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro.
2.    2.
ECONOMIA•SOCIOLOGIA
Sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou Indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário.
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Comunismo
substantivo masculino
1.    1.
Organização socioeconômica baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.
2.    2.
ECONOMIA•POLÍTICA
Doutrina econômica e política que preconiza tal organização.
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Socialismo
substantivo masculino
1.    1.
POLÍTICA (CIÊNCIA POLÍTICA•IDEOLOGIA)
Doutrina política e econômica que prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição, mediante a supressão da propriedade privada e das classes sociais.
2.    2.
POLÍTICA (CIÊNCIA POLÍTICA•IDEOLOGIA)
Sistema político e econômico que põe em prática essa doutrina.

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Nazismo

Nazifascismo é um termo de conjunção entre o Fascismo italiano, doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini a partir do final da primeira guerra mundial em 1919 e tendo se mobilizado politicamente em 1917 associado ao nazismo alemão, em muitos aspectos emulando a primeira, que, embora tendo nascido em 1920, 

Fonte: Google

Saramago, o comunista que revelou ao Nobel um ideal de democracia

O primeiro e, até agora, único Nobel português da Literatura, nasceu na Azinhaga, no concelho da Golegã, em 16 de Novembro de 1922. Ainda menino foi para Lisboa com a sua família e desde cedo se envolveu com movimentos antifascistas. Em 1948/49 participou ativamente da candidatura de Norton de Matos à presidência da República.
Divulgação “A missão do escritor, se existe alguma, é não se calar” “A missão do escritor, se existe alguma, é não se calar”
Alguns anos mais tarde (1969), se tornou militante do PCP (Partido Comunista Português) e integrou a organização dos intelectuais de Lisboa. Depois do 25 de Abril [episódio conhecido como Revolução dos Cravos], integrou a Célula dos Escritores do Setor Intelectual de Lisboa e, juntamente com outros intelectuais comunistas, participou das jornadas de trabalho da Festa do Avante! [a tradicional festa do jornal do PCP].
Em 1975, data em que foi afastado do cargo de diretor-adjunto do grupo, na sequência do golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro, publicou o livro de poemas O Ano de 1993.
Dois anos mais tarde, lançou o romance Manual de Pintura e Caligrafia e em 1978 o volume de contos Objecto Quase. A partir de então, a sua obra cresce, consolida-se, ganha admiradores e torna-se também alvo de censura.
Em 1992, o escritor que lutava para ensinar a dizer não às injustiças e desigualdades, se vê afastado da candidatura ao prêmio literário europeu graças ao veto do subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva, Sousa Lara. A obra em questão era O Evangelho segundo Jesus Cristo e, por conta disso, Saramago optou por ir viver definitivamente em Lanzarote, no Arquipélago de Canárias, na Espanha.
Felizmente, o episódio não impediu que, em 1998, o país se levantasse em alegria, como afirmou Eduardo Prado Coelho [“É possível, como se viu nesta semana, que um país se levante em alegria porque alguém ganhou um prêmio de literatura”]. Saramago tinha ganho o Nobel da Literatura, o Nobel tinha-se rendido à visão humanista do escritor.
Entretanto, a sua obra saltou para outros domínios artísticos. O compositor Azio Carghi produziu a ópera Blimunda, a partir do Memorial do Convento, o diretor Fernando Meireles levou ao cinema o Ensaio sobre a Cegueira e obras como, por exemplo, a História do Cerco de Lisboa, foram interpretadas no teatro.
“A missão do escritor […] é não se calar”
No dia em que regressou a Lisboa, após a atribuição do prêmio, José Saramago foi recebido com uma homenagem do partido que escolheu para seu até ao fim da vida, no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa. Findada a cerimônia, seguiu em direção à Praça do Comércio, num gesto de solidariedade para com os que lutavam contra mais um pacote anti-laboral disparado pelo governo de Cavaco Silva.
Passados dez anos da atribuição do Prêmio Nobel da Literatura, e sem ter condições de participar da homenagem que lhe foi rendida na Festa do Avante! por motivos de saúde, enviou uma mensagem aos realizadores do evento, que, “com o seu trabalho voluntário, e não pedindo nada em troca, constroem a Festa”; aqueles para os quais “a Festa é indispensável” e que “são também indispensáveis à Festa”.
A atribuição do Nobel levou José Saramago a participar de conferências, seminários, fóruns, e outras iniciativas, a nível nacional e internacional, sobretudo na Espanha e na América do Sul. A reflexão sobre a sua obra, as desigualdades, o conceito de democracia e a atuação das “instituições” europeias foram alguns dos muitos temas sobre os quais manifestou sua opinião. Afinal de contas, admitiu, “a missão do escritor, se existe alguma, é não se calar”.
José Saramago morreu no dia 18 de junho de 2010. Na intervenção proferida na cerimônia fúnebre, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reconheceu: “Podia ter sido só um escritor maior da literatura portuguesa. Foi mais do que isso. Foi um homem que acreditou nos homens, mesmo quando os questionava, que deu expressão concreta à afirmação de Bento de Jesus Caraça da aquisição da cultura como um fator de conquista da liberdade”.
Fonte: Abril Abril
Brasil Cultura

Mentores culturais de Bolsonaro ensaiam perseguição à ‘arte degenerada’

‘Já está feito, já pegou fogo. Quer que eu faça o quê?’, foi a reação do candidato do PSL ao incêndio do Museu Nacional.
A reação, em 4 de setembro, do candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao incêndio no Museu Nacional, fogo que destruiu um dos maiores patrimônios históricos, étnicos e linguísticos do País, já seria um manifesto inequívoco do grau de afeto que esse candidato nutre pela cultura.
Seu programa de governo registrado na Justiça Eleitoral é decisivo sobre o assunto: há apenas uma referência acerca do tema. Ei-la: “Nos últimos 30 anos o marxismo cultural e suas derivações como o gramscismo, se uniu às oligarquias corruptas para minar os valores da Nação e da família brasileira”.
Alerta ao revisor e ao leitor: a concordância anômala e a colocação errada da vírgula na frase não são nossas, estão no texto do programa original do presidenciável registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Provavelmente, isso seria suficiente para preconizar uma idade das trevas da cultura num eventual governo Bolsonaro. Mas a candidatura dele vai ainda mais longe: na sexta-feira, dia 28, o general Aléssio Ribeiro Souto, que formula diretrizes para um eventual governo Bolsonaro, deu uma declaração que se coaduna com a distopia de Fahrenheit 451 (livro de Ray Bradbury transformado em filme por François Truffaut em 1966).
“Os livros de história que não tragam a verdade sobre o regime de 1964 têm que ser eliminados”, disse Souto.
“Eliminar livros” para erradicar ideias divergentes é o tipo de barbárie que só encontra guarida em regimes sanguinários. O nazismo queimou 40 mil livros em praça pública em 10 de maio de 1933 e disseminou o conceito de “arte degenerada” (termo de conotação racial usado pelos nazistas para designar todas as obras de arte e movimentos culturais que não estavam de acordo com o ideal artístico do regime).
Já em 1938 os nazistas, sob a batuta de Joseph Goebbels (chefe da Câmara da Cultura do Reich, posição que lhe dava o comando da literatura, da imprensa, do rádio, do teatro e da música no país), haviam proscrito cerca de 500 autores e 4 mil livros.
No governo Bolsonaro, a cultura, disse o general Souto (um dos que reúnem os atributos para se tornar o equivalente a ministro da Cultura de um eventual governo do PSL, por observar com atenção as pistas de Goebbels), seria transformada num “módulo organizacional” abrigado no Ministério da Educação.
“O ideário de Gramsci tem que ser eliminado na formação dos professores”, disse o general, repetindo a generalidade do tosco programa de governo de Bolsonaro.
Os artistas demonstram compreender com exatidão o que representa o espectro bolsonariano. Nos últimos dias, cresceu o bloco de rejeição ao que ele preconiza.
Atrizes e cantoras como Fernanda Montenegro, Leandra Leal, Renata Sorrah, Sophie Charlotte, Daniela Mercury, Anitta, Marília Mendonça (e até a inglesa Dua Lipa e a americana Madonna e o ator inglês Stephen Fry) fizeram advertências sobre a ameaça desse tipo de pensamento.
A falta de ideias no programa cultural de Bolsonaro preenche uma lacuna, mas ainda se encontra quem deposite expectativas nele. Parece ser o caso da atriz Regina Duarte, que ironizou o movimento espontâneo contra o bolsonarismo batizado de #EleNão, que levou às ruas mais de 2 milhões de pessoas, a maioria mulheres, no sábado 29.
Felizmente, a eleição presidencial chega ao primeiro turno com contrapontos ao deserto de ideias de Bolsonaro na área cultural. Embora a maioria dos candidatos faça apenas menções vagas ao tema, como Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo), ou obscuras, como Alvaro Dias (Podemos), outros postulantes à Presidência da República forneceram subsídios importantes para o debate.
O adversário de Bolsonaro no segundo turno, Fernando Haddad (PT), tem demonstrado disposição em resgatar a cultura do limbo em que os dois anos de administração Temer a colocaram.
No dia 21 de setembro, em Ouro Preto (cidade que tem o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco), Haddad firmou um compromisso público em relação às políticas para a cultura, com destaque para os museus e o patrimônio histórico e artístico material e imaterial.
O candidato petista preconiza a retomada de políticas para patrimônio e museus através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Acontece que o Ibram, criado em 2009, foi extinto em 10 de setembro pela gestão Michel Temer (PMDB), por intermédio da Medida Provisória nº 850.
Temer criou no lugar a Agência Brasileira de Museus (Abram), Serviço Social Autônomo, para “gerir as instituições museológicas, reconstruir o Museu Nacional, bem como assegurar a implementação de políticas públicas para o setor museal”.
A Abram segue inoperante, travada por inconsistências no texto que a criou (como a disposição de retirar seu orçamento da contribuição parafiscal destinada ao Sebrae, que não foi consultado sobre o tema). Por sinal, nenhuma instituição museológica do País foi ouvida sobre o tema, nem especialistas.
Consulta pública realizada no site do Senado Federal mostrava, no dia 2, que mais de 7 mil pessoas rejeitavam a MP de Temer, contra 216 que apoiavam. O eventual governo Haddad pretende cancelar a MP, assim como diversas outras medidas levadas a cabo pelo atual Ministério da Cultura.
No momento, é bastante ventilado o nome de Manoel Rangel (ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema, ligado ao PCdoB) para ocupar o futuro cargo de ministro da área.
O programa do candidato Guilherme Boulos (PSOL) no primeiro turno e agora aliado de Haddad conta com trechos inteiros dedicados à cultura e repele o reformismo em toda a sua extensão. “Desde 2015, a adoção da agenda de ajuste fiscal pela via dos cortes de investimentos e gastos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, ciência e tecnologia, cultura e demais serviram para aprofundar a recessão brasileira e ampliar desigualdades”, diz o texto.
Boulos prega a adoção do Fundo Nacional de Cultura como mecanismo de fomento principal do seu governo e o fim das leis de renúncia fiscal, “em especial a Lei Rouanet, maior exemplo de privatização no campo cultural”.
Ciro Gomes (PDT), que também aliou-se a Haddad no segundo turno – fala em aperfeiçoar os “objetivos e alcance da Lei Rouanet” e criar um sistema federativo de gestão de políticas.
Marina Silva (Rede) – que teve apenas1% dos votos no primeiro turno e declarou-se neutra no segundo – tem um texto alentado em seu programa sobre o tema. “O Brasil tem como grande riqueza sua diversidade cultural. A cultura é direito humano fundamental, ela preserva a memória, transmite conhecimento, aumenta repertório e estimula a criação.
A política cultural deve fomentar a produção e o acesso à cultura e à arte, em suas diversas manifestações e em interface com a educação”, afirma a candidata. O programa de Marina incorpora ao conceito de cultura o conhecimento científico de fundo humanístico: “Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, e visuais de tradições orais e da produção contemporânea; e realizar tombamentos, a preservação e revitalização ambiental”.
A pesquisadora Gisele Jordão, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que coordenou a pesquisa Panorama Setorial da Cultura Brasileira, considera que a política cultural é um potente instrumento para “florescer as diferenças e minimizar as desigualdades”.
E o diálogo, acentua, é requisito essencial dessa aproximação. O fim do diálogo, portanto, representa também o fim da cultura.
Fonte: BRASIL CULTURA