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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Cultura Não acabo amizade por causa de política.

 

Ilustração: Laerte

Texto de autor desconhecido em circulação no Facebook.


Se você concorda que os portugueses não pisaram na África e que os próprios negros enviaram seus irmãos para nos servir, acabo a amizade pelo desconhecimento da História.

Se você concorda que de 170 projetos, apenas 2 aprovados, é o mesmo que 500, acabo a amizade por causa da Matemática.

Se você concorda que o alto índice de mortalidade infantil tem a ver com o número de nascimentos prematuros, acabo a amizade por causa da Ciência.

Se você concorda que é só ter carta branca para que a PM e a Civil matem quem julgarem merecer, acabo a amizade por causa do Direito.

Se você concorda que não há evidências de uso indevido do dinheiro público, mas acha que é mito quem usa apartamento funcional "pra comer gente", acabo a amizade pela Moral.

Se você concorda que Carlos Brilhante Ustra não foi torturador e que merece ter suas práticas exaltadas, acabo a amizade por falta de Caráter.

Se você concorda que o Bolsonaro participou, aos 16 anos, da perseguição ao Lamarca, acabo a amizade por falta de Verossimilhança.

Se você concorda que não temos dívida social com um povo que foi arrancado do seu mundo pra servir a outro e que diferenças de tratamento étnico-racial é historinha, acabo a amizade por Racismo.

Se você concorda que as mulheres devem ganhar menos por gerar vidas e que são frutos de fraquejadas, merecendo serem estupradas ou não, de acordo com a sua aparência, acabo a amizade por Misoginia.

Se você concorda que não há possibilidade das pessoas viverem sua sexualidade livremente, com direitos e deveres como qualquer cidadão ou cidadã, mas que devam apanhar para aprender o que é certo, acabo a amizade por Homofobia.

Como vocês podem ver, não acabo a amizade por causa de política.

Acabo pela ignorância, truculência e pelo desrespeito que acompanha quem diz que não se acaba amizade por causa de política.

O fascismo não se discute, se combate.

Fonte: Portal Vermelho

ANDES NACIONAL: #ELENÃO

Docentes se posicionam contra o projeto fascista e contra o voto branco e nulo
"O ANDES-SN reafirma a sua luta histórica contra o projeto fascista e de extrema direita, o projeto ultraliberal e as ações de ódio que estão sendo difundidas pelo Brasil. Este sindicato se integra às frentes antifascistas suprapartidárias, criadas nos estados e nas instituições públicas de ensino superior, e se posiciona contra o voto nulo e em branco no segundo turno das eleições, indicando a participação ativa nos atos e mobilizações em defesa da democracia e contra o fascismo, bem como nas atividades do movimento #EleNão”.
Reunião conjunta dos Setores do ANDES-SN reforça luta contra fascismo
Há um clima de insegurança instaurado nas instituições de ensino superior. Pessoas armadas, casos de violências verbal e física, intimidações a docentes em salas de aula, pichações racistas, machistas e lgbtfóbicas passaram a compor o cenário universitário brasileiro.
Seções Sindicais se posicionam contra o fascismo e pelas liberdades democráticas
Seguindo a orientação da reunião conjunta dos Setores das Instituições Federais (Ifes) e Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes), as seções sindicais do ANDES-SN estão realizando assembleias desde o último dia 10, para discutir a conjuntura eleitoral brasileira. Docentes de diversas instituições estão se posicionando contra a ultra direita.
17 de outubro: Dia de Combate aos assédios sexual e moral
17 de outubro é dia de combate aos assédios sexual e moral nas instituições de ensino superior. Definida no Congresso do ANDES-SN, a data foi incorporada pela Csp-Conlutas e pelo Fonasefe em seus calendários de lutas. Caroline Lima, da direção do ANDES-SN, explica que as instituições de ensino superior têm sido negligentes com as denúncias de casos de assédio sexual e moral. “Nossa ideia, com a data, era abrir um espaço para debater os casos de assédio moral e sexual, que na maior parte das vezes são jogados para debaixo do tapete”, diz.
Agressões e cerceamento ao debate: cresce a onda de ódio
Novos casos de agressão e de cerceamento do debate político surgiram no Brasil na última semana. As universidades e demais instituições de ensino têm sido palco desses ataques de ódio motivados por questões políticas, em especial após os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.
Saudando o Dia d@s Professor@s, ANDES-SN resgata a educação emancipatória de Paulo Freire
Paulo Freire foi pedagogo, filósofo e é um dos grandes nomes da educação mundial. Nascido em 1921, em Recife (PE), ficou conhecido internacionalmente pela sua teoria de que a educação é o caminho para a emancipação e para o empoderamento de sujeitos para que transformem sua realidade por meio da reflexão crítica. O seu trabalho de alfabetização de adultos é reconhecido mundialmente. Entre as inúmeras obras publicadas está a trilogia: “Pedagogia do Oprimido”, “Pedagogia da Esperança”, “Pedagogia da autonomia”.

Fonte: ANDES SN

Bolsolão: MPE vai apurar suspeita de doações ilegais à campanha de Bolsonaro


Esquema de fake news no WhatsApp pode resultar na cassação da chapa bolsonarista

Da EBC:
O Ministério Público Eleitoral (MPE) vai apurar a suspeita de que empresas privadas estejam fazendo doações ilegais para a campanha do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos dois pedidos de investigação já foram protocolados hoje (18) na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A expectativa é que outras representações sejam apresentadas diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com reportagem publicada hoje (18) pelo jornal Folha de S.Paulo, empresas que apoiam Jair Bolsonaro estariam pagando pelo serviço de disparo de mensagens pelo WhatsApp a fim de favorecer o candidato Jair Bolsonaro. Procurado para comentar a denúncia publicada pelo jornal, o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros informou, por meio da assessoria do MPE, que não concederá entrevistas, pois o órgão não pode antecipar qualquer posicionamento sobre casos em análise. A atuação dos pedidos de investigação apresentados ao órgão será feita no âmbito das demais representações que forem encaminhadas ao TSE.
A reportagem diz ter apurado que alguns contratos podem chegar a R$ 12 milhões. A prática, conforme lembra o jornal, é ilegal, pois, se confirmada, trata-se de doação de campanha vedada por lei e, evidentemente, não declarada à Justiça Eleitoral.
Ainda segundo o jornal, as empresas de marketing digital se valem da utilização de números no exterior para enviar centenas de milhões de mensagens, burlando as restrições que o WhatsApp impõe a usuários brasileiros. As atividades envolvem o uso de cadastros vendidos de forma irregular. A legislação eleitoral só permite o uso de listas elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento empresarial de campanha também é proibido.
Bolsonaro defendeu-se da acusação por meio de sua conta no Twitter. “O PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela verdade. Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu o candidato, alegando que o PT “desconhece e não aceita apoio voluntário”.
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), em representação na Procuradoria-Geral Eleitoral, classifica o resultado da apuração do jornal como uma “grave denúncia” envolvendo a “ocorrência de ao menos três atos ilícitos de gravidade avassaladora, uma vez que podem viciar a vontade do eleitor e, assim, fraudar o resultado da eleição”.
O PDT também anunciou que ingressará ainda esta semana com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a candidatura de Bolsonaro. A decisão foi tomada no início da tarde de hoje, durante reunião do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, com a assessoria jurídica e outros integrantes da sigla. O PDT, que declarou “apoio crítico” a Haddad no segundo turno, definiu a suspeita de que um dos candidatos esteja sendo favorecido pela suposta compra de pacotes de divulgação em massa de notícias falsas como crime de abuso do poder econômico.
Mais cedo, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, defendeu que, diante da gravidade das suspeitas, o correto seria que a candidatura de Bolsonaro fosse impugnada e que o candidato Ciro Gomes (PDT), que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, disputasse com ele o cargo. Ciro obteve 12,47% dos votos válidos, terminando atrás de Haddad.
*Colaboraram André Richter e Paulo Victor Chagas
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

Capela Santa Maria em Ctba recebe feira de troca de roupas, livros e CDs

Destinada a servidores da prefeitura e a comunidade em geral, nesta sexta-feira (19/10), das 14h30 às 17h, a Capela Santa Maria recebe a abertura da edição 2018 da Semana Lixo Zero. No mesmo período o local também vai promover a Sustentroca, que é uma feira de trocas de roupas, acessórios, livros, CDs, objetos decorativos, etc. Os organizadores pedem para que os participantes tragam itens que não usem mais, em bom estado, para troca. Para participar os interessados precisam fazer inscrição – informações abaixo.
O objetivo da ação é dar visibilidade às boas práticas de consumo e empoderar a sociedade rumo ao Lixo Zero, por meio de sensibilização, educação, redução, reuso, reciclagem, compostagem e design.
A programação conta com palestra de Jessica Pertile, bióloga pela PUC-PR e pós-graduada em Gestão Ambiental pela UFPR. Ela é uma das fundadoras do Coletivo Lixo Zero e também atua na empresa Beegreen – Sustentabilidade Urbana. Na apresentação, a bióloga vai explanar o conceito e os objetivos do Lixo Zero e mostrar as ações realizadas em Curitiba pelo coletivo.
O evento terá ainda exposição e comercialização de produtos agroecológicos, orgânicos e artesanais dos seguintes grupos: Alimentos da Graciosa, Floresta Orgânica, Raízes Gaúcha, Ilha do Sapo, Porto de Cima, Terra Graciosa e Mago Jardineiro. A feira ficará montada até às 20h – horário de início de um concerto no local.
A abertura da Semana Lixo Zero 2018 faz parte do programa de formação continuada em conscientização ambiental “Nós e o Meio Ambiente”, desenvolvido pela Fundação Cultural.
Inscrições:
Para participar os interessados devem realizar a inscrição, nas opções abaixo:
Acessando o link:
via e-mail: cursosfcc@fcc.curitiba.pr.gov.br , com os seguintes dados:
– servidores municipais: nome, matrícula e órgão
-membros da comunidade: nome, CPF, e-mail, data de nascimento e telefone.
Serviço:
Abertura da Semana Lixo Zero 2018 e Sustentroca
Local: Espaço Cultural Capela Santa Maria (Rua Conselheiro Laurindo, 273) Curitiba
Data: 19 de outubro de 2018
Horário: das 14h30 às 17h
Até as 20h – feira de orgânicos
Evento gratuito
Vagas limitadas

Crime eleitoral da campanha de Bolsonaro não pode ficar impune

Não há como negar que as ações de campanha da extrema direita, pautadas por ilegalidades, violências e coações abusivas, afrontam os mais elementares princípios democráticos.
A revelação, pela Folha de S. Paulo, de um esquema criminoso contratado por empresários que apoiam Jair Bolsonaro para atacar a chapa Fernando Haddad-Manuela d’Ávila é apenas a ponta de um enorme iceberg, que precisa ser revelado na sua inteireza. Especialistas afirmaram que a fraude bolsonarista das notícias falsas nas redes sociais impactam o resultado das pesquisas eleitorais e, decisivamente, o resultado das votações.
Ao se passar esse processo a limpo com rigor, certamente emergirá que desde o primeiro turno a campanha de Bolsonaro contaminou a disputa com fraudes e ações que pisoteiam as leis. A votação obtida pelo candidatodo PSL,portanto, está contaminada por ilícitos. E tem mais. A citada reportagem denunciou que há uma grande operação criminosa de disseminação de fakes para a última semana da campanha. … Essa prática de gangsterismo eleitoral, é bom que se diga, se coaduna com a verborragia protofascista dos candidatos da chapa da extrema direita, Bolsonaro e Mourão, que nada têm a oferecer ao país senão desesperança, miséria, rapinagem por grandes grupos econômicos e violência contra o povo.
É evidente que esses métodos ilegais influenciaram a preferência de grande parcela do eleitorado. Ninguém minimamente informado embarcaria nessa canoa furada, cujo destino é tão previsível quanto um dia depois do outro. Além do crime propriamente dito, Bolsonaro e seus apaniguados incorrem em outro delito eleitoral ao promover, cinicamente, o que não vão entregar, com a grave consequência de que com esses dois métodos de charlatanismo eles pretendem praticar um dos maiores assaltos ao país e ao povo da história.
Esse submundo da campanha de Bolsonaro que começa a emergir, tem provocado grande sentimento indignação em todos os segmentos democráticos e progressistas, merece, além de ser denunciado por todos os meios possíveis para que seja punido com os rigores da lei, ser enfrentado com uma campanha de massas nessa reta de chegada da campanha eleitoral. Esse dado agora revelado pode ser mais uma importante ferramenta para que a militância democrática e progressista fure a barreira das fakes news bolsonaristas e diga ao povo, com dados e fatos, quais são as reais intenções desses candidatos neofascistas.
O Brasil tem experiência com esse tipo de gangsterismo político. Na história da República, pode ser lembrado, entre outros, o caso do “Plano Cohen”, um documento forjado pelo capitão integralista (fascista) Olímpio Mourão Filho, simulando a iminência de uma “revolução comunista”, pretexto para o golpe do Estado Novo em 1937. O mesmo expediente, com novas formas, se repetiu em 1964, quando foi instaurada a ditadura militar. Em 1982, tentaram impedir a eleição do histórico líder trabalhista Leonel Brizola no que ficou conhecido como Escândalo da Proconsult. Outros episódios da história, marcados pela embuste e a fraude, também serviram de instrumentos para afrontar a democracia e a soberania popular, como ocorreu com o golpe de 2016.
Esses métodos da chapa da extrema direita, agora expostos como esgoto a céu aberto, são, sem dúvida, um dos mais graves dessa galeria histórica de crimes políticos e revelam prática de corrupção através de “caixa dois” com a evidente intenção de fraudar a eleição. A campanha Bolsonaro, simulando atuar nos marcos da democracia constitucional, na verdade tramam para pôr abaixo o que resta de Estado Democrático de Direito e assim abrir as portas da nação para a rapinagem e a exploração dos trabalhadores pelos monopólios econômicos internacionais, domados pelos interesses do parasitismo financeiro, que estão por trás dessas candidaturas.
Diante dessa fato novo de grande significado, a conclamação às manifestações do dia 20 pelo movimento #todospeloBrasil redobra a sua importância.
Fontes: Portal Vermelho e Brasil Cultura

Escritores, editores e livreiros declaram apoio a Haddad

Escritores, editores, livreiros e trabalhadores do mercado editorial declaram apoio a Fernando Haddad (PT) para a presidência da República. Entre os apoiadores do presidenciável, destacam-se intelectuais como Angela Davis, Arnaldo Antunes Augusto de Campos, Chico Buarque, Conceição Evaristo, David Harvey, Fernando Morais, Lilia Schwarcz, Leonardo Padura, Lira Neto, Luiz Schwarcz, Luís Fernando vVríssimo, Marilena Chauí, Milton Hatoum e Noam Chomsky.
Divulgação/Boitempo Intelectuais brasileiros e estrangeiros declaram apoio a Haddad em defesa da democracia e da educação Intelectuais brasileiros e estrangeiros declaram apoio a Haddad em defesa da democracia e da educação
Intitulado “Manifesto do Livro” o documento destaca a atuação de Haddad como acadêmico e político. “Professor, pesquisador, ministro da Educação e prefeito de São Paulo, Haddad demonstrou compromisso claro com valores que são essenciais para a vida intelectual e literária de um país democrático: a promoção do letramento e da democratização da vida escolar, a defesa intransigente da liberdade de opinião e a busca pela igualdade de vozes no debate político, cultural e pedagógico”.
Ao mesmo tempo, os intelectuais acreditam que Jair Bolsonaro (PSL) represente “risco de retrocessos” por “apoiar projetos como o Escola sem Partido, que, a pretexto de instituir uma educação “neutra” – ficção em qualquer país do mundo -, visa a doutrinar os alunos com o que há de mais retrógrado e a introduzir a delação na atividade docente”.
O manifesto também rechaça a “difusão incessante” de “mentiras sobre Fernando Haddad e Manuela D’Ávila e a defesa da censura de livros e das restrições à liberdade de pensamento”.
Para os intelectuais a atuação política de Haddad se traduziu “em avanço na escolarização, na diversidade nas escolas – como a inclusão de pessoas com deficiência – e na ampliação do acesso à universidade. Seu programa de governo promete aprofundar essas mudanças essenciais para a democracia e a bibliodiversidade”.
“Sendo assim, em favor da democracia duramente conquistada e de um país melhor e menos desigual, nosso voto não poderia ser outro”, afirmam.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ele não defende a educação: 5 motivos


Educação a distância para crianças, ensino superior para poucos e junção de ministérios - conheça as ideias dele para a escola pública.

Nem todo mundo sabe quais propostas estão em jogo nesta eleição presidencial de 28 de outubro, principalmente porque um dos candidatos prefere disseminar notícias falsas via WhatsApp do que participar de debates de ideias.
No plano de governo e em falas, ele sugere educação a distância inclusive para crianças do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano. Tanto que o nome mais cogitado para o ministério da Educação, da Cultura e do Esporte é o do vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Stavros Xanthopoylos. E sim, ele pretende unir os três ministérios.
Veja estes e outros problemas das ideias do capitão reformado para a educação brasileira:

 1) Ele não apoia criança na escola e prefere educação a distância

Ele defende Educação a Distância para todos os níveis do ensino, inclusive ensino fundamental, e seu plano de governo indica esta solução, principalmente para áreas rurais. Como os pais ou responsáveis vão poder trabalhar e fazer suas atividades com os filhos em casa o dia todo?
O convívio é essencial para aprendizagens de crianças e jovens. Educação a Distância é apenas um projeto de esvaziamento e economia com a escola pública não recomendado por nenhuma lei para a área.
Por exemplo, o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014) exige que o governo assegure a todos estudantes do campo transporte gratuito até a escola e, a todas as escolas do país, presença de energia elétrica, esgotamento e bens culturais.
Mas ele é tão ligado aos interesses da educação a distância que o nome cogitado para o Ministério da Educação, Cultura e Esporte é justamente do vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Stavros Xanthopoylos.

2) Ele não defende verba para a escola pública

Para começar, ele quer unir o Ministério da Educação com Cultura e Esporte.
No plano de governo, não se compromete a financiar a educação e afirma que o governo federal não colocará um centavo a mais no ensino público. Com as verbas de hoje, o Brasil investe por aluno APENAS METADE do valor dos países desenvolvidos, incluindo países citados por ele como modelo, como Coreia do Sul e Estados Unidos:
Dessa forma, é IMPOSSÍVEL corrigir problemas estruturais graves da escola pública, pois hoje apenas 4,5% possuem estrutura completa, como quadra, laboratório e saneamento:
É preciso MAIS investimento para cumprir esta e outras metas do Plano Nacional de Educação, como ampliação de vagas em creches, equiparação do salário do professor a outras profissões de nível superior, aumento de oferta de período integral, erradicação do analfabetismo.
Ele gosta de falar em falsos problemas, como ideologias e erotização precoce, talvez porque desconheça, ignore e não tenha planos para os PROBLEMAS REAIS da escola pública.

3) Ele é contra a formação de cidadãos

Ele costuma dizer, sempre que tem oportunidade, que a juventude não deve desenvolver senso crítico na escola, nem aprender a pensar ou questionar. Na sua visão, tudo isso é bobagem e a escola deve servir apenas para passar conteúdos. “Ninguém quer saber de jovem com senso crítico”, disse, em atividade de campanha.
Já a Constituição Brasileira descreve educação como direito que visa não só a “qualificação para o trabalho”, mas também “o pleno desenvolvimento da pessoa” e “seu preparo para o exercício da cidadania”.
Exercer cidadania é saber reivindicar direitos, colocar opiniões e participar da democracia. Por que será que ele não quer que isso seja aprendido na escola?

4) Ele não defende os professores

Causa revolta a falta de menção nos planos de Bolsonaro pela melhora dos ganhos dos professores. Ele é contra o aumento da verba para a área da educação e, no plano de governo, não se compromete com melhorar o investimento para a área, pelo contrário: diz que não serão alterados.
Hoje, professores das redes públicas ganham 25% menos do que outros profissionais assalariados com o mesmo nível de ensino. O cálculo é do próprio Ministério da Educação, feito este ano
A cada quatro professores brasileiros do ensino básico, um faz “bicos” para complementar a renda.
O salário de professores nunca foi tema de críticas dele, que prefere criar problemas fantasiosos para a educação, como livros eróticos que nunca existiram e uma suposta “doutrinação” que, se fosse real nas escolas brasileiras, não teria permitido que estivesse no segundo turno das eleições
Para o general da reserva Aléssio Ribeira Souto, que faz parte do grupo de Bolsonaro para definir políticas da educação, o salário não é prioridade. “Há outras questões antes do salário. O salário é o quinto ou sexto ponto”, disse, em entrevista.
Equiparar o rendimento de professores em relação aos demais profissionais é uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), jamais citado por ele.

5) Ele não quer ensino superior para todos

Em entrevista a um canal de TV, ele chamou o sonho de muitos brasileiros em cursar uma universidade como “TARA por ensino superior”, algo que “não pode existir”:
O ensino superior público deve ser plural e acessível para quem optar por ele, independente da classe social. Não se pode aceitar que apenas uma classe social tenha acesso à formação intelectual e outra seja levada a se formar como mão de obra.
Ele também já afirmou ser contra as cotas raciais, que reparam uma dívida histórica e colaboraram para o acesso de mais de 150 mil negros e negras ao ensino superior. Ele pode não ter escravizado ninguém, como afirmou, mas, se os bisavós de outras pessoas foram escravizados, as famílias nunca partiram de condições iguais:
Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de negros e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017.
Fonte: UBES

Brasil - Centrais Sindicais orientam voto em quem defende os trabalhadores

 

As sete principais centrais sindicais brasileiras elaboraram e começam a distribuir nas portas de fábrica e em locais públicos o jornal "Trabalhadores, que futuro terá seus direitos?". No material, as centrais explicam que estão em jogo nessas eleições dois projetos distintos. Sem citar nomes, as entidades afirmam que um dos projetos tem compromisso com trabalhadores, enquanto o outro quer voltar a um tempo "em que o trabalhador nao tinha nenhum direito".


O segundo turno das eleições acontecerá no dia 28 de outubro entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). No primeiro turno, Bolsonaro não contou com apoio de nenhum das centrais de trabalhadores. O vice na chapa do PSL, General Hamilton Mourão, defendeu em duas ocasiões que o 13º salário e o adicional de férias são muito custosos para o empresário pagar. 

Fernando Haddad e a vice Manuela d'Ávila defendem a retomada das obras no país que voltariam a gerar empregos. Ambos também defendem a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos, medidas que impactaram nos direitos trabalhistas e congelaram por 20 anos recursos para educação e saúde. Jair Bolsonaro votou a favor das duas medidas que, de acordo com sindicalistas, resultaram em precarização nas relações de trabalho e desmonte das políticas sociais para a população mais pobre.

Confira AQUI o jornal das centrais sindicais. Assinaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT),  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (CST) e Intersindical. 


Do Portal Vermelho com informações da CUT

Pela democracia, dono da Companhia das Letras pede voto em Haddad

Em e-mail enviado a um grupo de autores, editores e livreiros, o fundador da Companhias das Letras, Luiz Schwarcz, se posicionou a favor da candidatura de Fernando Haddad (PT), em nome da liberdade de expressão e contra o discurso autoritário de Jair Bolsonaro (PSL). A autenticidade do depoimento, que circula em grupos de WhatApp, foi confirmada à RBA pela assessoria da editora.
Apesar de crítico das gestões petistas de Lula e Dilma na Presidência da República, Schwarcz diz preferir acreditar que Haddad possa renovar o PT e a esquerda, enquanto a candidatura de Bolsonaro representa o retorno a “tempos tenebrosos”.
“Por acreditar na possibilidade de que um PT renovado se apresente numa nova gestão nacional, se comprometendo, por exemplo, com políticas de equilíbrio fiscal, sugiro a todos os colegas editores que prezam a liberdade de expressão que votem em Fernando Haddad, se posicionando contra o discurso difusamente preconceituoso, contra o autoritarismo e a intolerância, símbolos do outro polo que se anuncia como alternativa no segundo turno desta eleição. A candidatura de Bolsonaro é falsamente nova e é irmã de tempos tenebrosos de nossa vida política e cultural”, diz o fundador da Companhia das Letras.
No texto, Schwarcz recorda as políticas de incentivo à leitura desenvolvidas nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, elogia Haddad durante sua passagem no Ministério da Educação e seu compromisso com a educação.
“Fernando Haddad se destacou nessa área como ministro, o que também o qualifica para contar com o voto da classe editorial. Além disso, ele coloca a educação entre as prioridades do país, e não podemos aceitar menos que isso de nenhum candidato. Seu perfil moderado dentro do partido nos permite viver a esperança de que os inúmeros equívocos do PT, em várias áreas, não se repitam e que o partido volte aos compromissos que marcaram sua origem”, avalia Schwarcz, que encerra afirmando que os “futuros danos à democracia têm sido verbalizados pelos seguidores do PSL continuamente e são graves”.
Abaixo, a íntegra do e-mail:
“Carta aos autores, editores e livreiros
Não costumo me manifestar publicamente e nunca pedi voto ou sugeri votar em qualquer candidato. Posicionei a linha editorial do Grupo Companhia das Letras com independência em relação às minhas opções políticas, mas com ênfase clara em causas justas, publicando livros de apoio a minorias, que refletem a pluralidade e são contra a discriminação racial e a favor da liberdade de expressão.
Tenho uma visão pouco positiva sobre parte importante do legado dos anos do PT no poder, e espero que Fernando Haddad ainda mostre que a esquerda é capaz de fazer autocrítica, que a volta do partido ao poder seria embasada no reconhecimento de erros pregressos, oriundos da associação a formas viciadas e incorretas da prática política no Brasil, em proporções inimagináveis e contrárias à origem e vocação de um verdadeiro partido dos trabalhadores.
Por acreditar na possibilidade de que um PT renovado se apresente numa nova gestão nacional, se comprometendo, por exemplo, com políticas de equilíbrio fiscal, sugiro a todos os colegas editores que prezam a liberdade de expressão que votem em Fernando Haddad, se posicionando contra o discurso difusamente preconceituoso, contra o autoritarismo e a intolerância, símbolos do outro polo que se anuncia como alternativa no segundo turno desta eleição. A candidatura de Bolsonaro é falsamente nova e é irmã de tempos tenebrosos de nossa vida política e cultural.
Construímos nas últimas décadas um mercado editorial vigoroso, tivemos governos comprometidos com a educação e especificamente com a formação de leitores e de bibliotecas públicas, que levaram o livro a quem não pode comprá-lo devido ao histórico fosso social de nosso país. Isso foi feito de maneira criativa e inédita por governos como o de Fernando Henrique Cardoso e o de Lula, que acreditavam na educação. Fernando Haddad se destacou nessa área como ministro, o que também o qualifica para contar com o voto da classe editorial. Além disso, ele coloca a educação entre as prioridades do país, e não podemos aceitar menos que isso de nenhum candidato. Seu perfil moderado dentro do partido nos permite viver a esperança de que os inúmeros equívocos do PT, em várias áreas, não se repitam e que o partido volte aos compromissos que marcaram sua origem.
Autores, editores e livreiros têm força para pedir a todos que prezam a democracia que contribuam, criticamente, se unindo em favor da tolerância e da liberdade de expressão, que estão ameaçadas. Falta um gesto mais claro do PT em busca de um governo de coalização, mas os futuros danos à democracia têm sido verbalizados pelos seguidores do PSL continuamente e são graves.
Temos que afastar o grande risco de retroceder décadas em aspectos fundamentais da nossa vida pessoal e profissional.
Desejo um bom voto a todos.
Fonte: Brasil Cultura

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Nota do PT, PSB, PSOL, PCdoB, PCB e PROS pede união em torno de Haddad presidente

Partidos se uniram em defesa da democracia no Brasil e contra o ódio e violência “plantadas pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas”. A nota reafirma a necessidade da mobilização urgente das forças democráticas para barrar “a sombra do fascismo”. Confira.
“O Brasil vive um momento histórico que exige resposta firme de todos e todas que defendem a democracia, a liberdade, a soberania nacional, os direitos do povo e a justiça social.
As sementes do ódio e da violência, plantadas nos últimos anos pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas, deram vida a uma candidatura que é o oposto desses valores; que rompe o pacto democrático da Constituição de 1988 e lança sobre o país a sombra do fascismo.
Votar em Fernando Haddad é a resposta a esta ameaça, porque sua candidatura representa os valores da civilização contra a barbárie, representa um projeto de país em que todos têm oportunidades, não apenas os privilegiados de sempre.
Votar em Fernando Haddad é a resposta às fábricas de mentiras e à violência que se espalha pelo país; o prenúncio de um estado autoritário, contra a vida, contra os direitos das pessoas, contra a liberdade e a justiça.
Acima de todas as diferenças, estamos conclamando brasileiras e brasileiras a votar, neste segundo turno, pela democracia e pelo futuro do nosso Brasil. É hora de união e de luta, sem vacilações”.


PT, PCdoB, PCB, PSB, PSOL e PROS.

O Mundo do Sertão

Cais do Sertao - Territorio Ocupar
“O Mundo do Sertão” é a exposição de longa duração que foi inaugurada em abril de 2014. Ela propõe expandir os horizontes de possibilidade de interpretações desse sertão. A exposição está situada nos 2.500 metros², do módulo 1, onde o espaço museal está distribuído da seguinte forma:
No térreo, um “Rio São Francisco” com as suas águas e peixes e, de forma inesperada, as variadas instalações. Objetos reais misturam-se a projeções; chapéus, gibões e sanfonas dialogam com karaokês sertanejos nos estúdios de gravação e na sala de música brotam velhos e novos baiões; instrumentos de trabalho e antenas parabólicas complementam estações interativas; objetos de arte e religiosos dividem espaço com um imenso acervo de canções.
A exposição está dividida em sete territórios temáticos: Ocupar, Viver, TrabalharCantar, Criar, Crer e Migrar. Cada ambiente desses remete aos principais aspectos do dia a dia do sertanejo, oferecendo ao visitante a oportunidade de se locomover pelo espaço e interagir com os artefatos expositivos.
Av. Alfredo Lisboa, S/N.
Recife Antigo.
(81) 4042-0484
contato@caisdosertao.org.br

Ansef se reúne com Presidente da Funai e enfatiza a importância do Plano de Carreira Indigenista

reuniao ansef b ed
Presidente da Funai, Wallace Bastos, conversa com representantes da Ansef: as servidoras Cláudia Bandeira [blusa azul], Eliane Silva, Hilda Azevedo e o servidor Rogério Eustáquio (foto: acervo/Funai)

Criar um vínculo e trabalhar em parceria com a Funai, visando ao bem-estar dos associados, servidores e indígenas foi o objetivo da reunião da Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef) com o Presidente da Funai, Wallace Bastos, na última segunda-feira (15), na Sede da Fundação, em Brasília, Distrito Federal.

Fundada há 34 anos, a Ansef é uma entidade de proteção de direitos dos servidores, com o intuito de promover assistência social, jurídica e bem-estar, de caráter reivindicativo, cultural, recreativo, assistencial e político, que tem por objetivo o apoio e a orientação de seus associados, em todo território nacional, na execução de objetivos e metas comuns.

Para Claudia Bandeira, Presidente da Associação, "ao longo dos anos, o caráter mais recreativo da Ansef foi se modificando em função das necessidades que foram surgindo. A gente criou um Departamento Jurídico de apoio aos servidores, entendendo que eles precisam ter esse respaldo e isso tem sido interessante, pois a maioria dessas pessoas não sabia a quem recorrer". Claudia falou sobre o número de associados, superior a mil servidores, dentre os quais muitos estão se aposentando, e chamou a atenção para a importância do acolhimento e reconhecimento do trabalho destas pessoas, cujos registros históricos nenhuma instituição se propõe a acolher.

Um dos objetivos da reunião foi falar sobre a realização de um Seminário com a temática de Política Indigenista. Além disso, a Associação reafirmou a importância da implementação do Plano de Carreira Indigenista e do estreitamento da relação com a Funai nos diversos assuntos que sejam de interesse comum da Fundação e de seus servidores.

Rogério Oliveira, Diretor de Assuntos Jurídicos da Ansef, enfatizou a importância do diálogo dos servidores da Funai com os Povos Indígenas. "O melhor servidor da Funai é aquele que vivencia as dinâmicas dos povos indígenas e é capaz de se antecipar às suas demandas", destacou. Para Bastos, deve-se diminuir o hiato geracional entre os servidores da Funai que estão prestes a se aposentar e os novos servidores, de forma que haja uma troca de experiências cada vez mais intensa.

Hilda Azevedo, vice-Presidente da Ansef, expôs as dificuldades enfrentadas pela Funai, mas afirmou que "a gente tem tentado esse diálogo, pois a Ansef vai ficar para esses servidores que estão chegando. A Associação é dos servidores e para os servidores".

Bastos foi receptivo a todas as demandas e afirmou que o Plano de Carreira será prioridade em sua gestão. "A gente tem que batalhar pelo Plano de Carreira incessantemente para conseguir reestruturar a Funai de novo", afirmou.

Ana Carolina VilelaAssessoria de Comunicação Social/Funai

Fundação de Cultura abre edital para seleção de projetos sobre cultura afro

Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e o Conselho Municipal de Política Cultural abriram um novo edital público que selecionará propostas de diferentes segmentos ligadas à cultura afro-brasileira, que integrarão a programação do 1º Festival Expressão Afro de Ponta Grossa, no mês de novembro. As inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira, 19 de outubro, pelo site da Prefeitura de Ponta Grossa (www.pontagrossa.pr.gov.br/cultura)
Podem se inscrevem pessoas físicas, maiores de 18 anos e que morem em Ponta Grossa. Cada proponente pode submeter até dois projetos. As atividades aprovadas deverão ser realizadas entre os dias 20 a 24 de novembro, em locais como escolas, ONGs, praças, associações comunitárias, centros assistenciais, entre outros. Serão selecionados sete projetos com premiações de R$ 2 mil até R$ 4 mil, pagos em parcela única após a comprovação das atividades, com recursos do Fundo Municipal de Cultura.
O edital completo está disponível no site da Prefeitura de Ponta Grossa. Possíveis dúvidas após a leitura do edital podem ser atendidas pelo telefone (42) 3222-3219.
Fonte: Brasil Cultura