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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Alunos da EMVL fazem homenagem aos 40 anos do Clube da Esquina 2 no Teatro João Caetano

Escola de Música Villa-Lobos, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura / FUNARJ, homenageia mais uma vez as obras-primas de Milton Nascimento, e celebra o aniversário de um dos álbuns maisemblemáticos de sua carreira, “Clube da Esquina 2”. O espetáculo “Doces Bardos cantam Clube da Esquina 2 – 40 anos”, ocorre no Teatro João Caetano na terça-feira, 06 de novembro, às 19 horas, com ingressos no valor simbólico de R$ 2,00.
A ideia do show surgiu no início deste ano, quando a cantora e compositora Clarisse Grova, professora de canto do Curso Básico da Escola de Música Villa-Lobos, deu início a seleção de alunos para a realização de um projeto mais do que significativo para os amantes da música brasileira: produzir um espetáculo celebrando os 40 anos de lançamento do álbum “Clube da Esquina 2”, de Milton Nascimento, editado em 1978.
“O Clube da Esquina 2 foi um disco muito importante, não apenas para a carreira do Milton, mas para a história da música brasileira, e esta data não poderia passar despercebida. As canções são clássicas, atemporais, e mantiveram sua força e atualidade”, diz Clarisse.
Formou-se, assim, o grupo “Doces Bardos”, com 33 cantores e cantoras, acompanhados por violões e baixos elétricos, além de bateria e percussão, para levar a público dez das 23 canções do álbum original de Milton. Ao longo de aproximadamente uma hora de espetáculo, os “Doces Bardos” cantam e movimentam-se em esquetes teatrais sob a orientação cênica dos consagrados Heloisa Stockler e Emmanuel Souza.
O espetáculo conta com músicos convidados, como Rodrigo Serra, professor de bateria da EMVL; Paulo André Tavares, violonista e professor da Escola de Música de Brasília; e Ivan Machado, contrabaixista. Os arranjos ficaram a cargo de Clarisse Grova, e a iluminação com Adriana Ortiz. A Direção musical é do professor de violão da EMVL, Alfredo Machado. Produção de Glaucia Sundin e Direção Geral de Clarisse Grova.
Serviço:
Doces Bardos cantam Clube da Esquina 2 – 40 anos
Terça-feira, 06 de novembro de 2018
Horário: 19 horas
Local: Teatro João Caetano (Pça. Tiradentes, s/n, Centro. Rio de Janeiro/RJ)
Ingressos 
R$ 2,00
Realização:
Secretaria de Estado de Cultura
FUNARJ
Escola de Música Villa-Lobos
AMAVILLA

Educador negro lapidou Rui Barbosa e Euclides da Cunha

Ernesto Carneiro Ribeiro foi o único estudante negro na sua turma na Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1864, ainda faltavam décadas para o fim da escravidão no Brasil. Se, como aluno, desde o magistério o rapaz não tinha companheiros de sua cor na sala de aula, que dirá quando assumiu a cadeira de professor. Em 1874, fundou o Colégio da Bahia. Depois, aos 45 anos, o Colégio Ernesto Carneiro Ribeiro, que dirigiu por três décadas, até a morte.
Não foram poucas as figuras importantes da Bahia que passaram por lá. Fazem parte da lista o escritor Euclides da Cunha e o jurista Rui Barbosa. Ernesto escreveu a primeira gramática que levava em conta a língua falada pelo povo no Brasil. Com a República, participou da elaboração de um plano de ação educacional. O jornalista Antônio Loureiro de Souza registrou que o baiano de Itaparica, “além de ser mestre da inteligência, foi, ao mesmo tempo, lapidário das almas em formação, com os seus ensinamentos, seu exemplo e a vida toda dedicada à luta pelo ensino”.
Ernesto Carneiro Ribeiro
(Médico e literato brasileiro )
1839 – 1920
Médico e literato brasileiro nascido em Itaparica, Estado da Bahia, filólogo de mérito e educador de amplíssimos conhecimentos, cuidadoso na correção da linguagem, foi pioneiro no Brasil de uma gramática constituída em função da língua falada. Estudou no Liceu Provincial de Salvador e na Faculdade de Medicina da Bahia, onde se doutorou (1864). Fundou o Ginásio Carneiro Ribeiro (1884), o qual dirigiu por 36 anos. A publicação dos oito volumes do Projeto do Código Civil Brasileiro, do jurista e magistrado brasileiro Clóvis Beviláqua (1859-1944), publicado pela Imprensa Nacional (1902), deu origem aos seus famosos debates lingüísticos com o famoso político e jurisconsulto brasileiro Rui Barbosa (1849-1923), em cima do Parecer desse senador sobre a matéria. A Imprensa Nacional editou os oito volumes do Projeto de Clóvis Beviláqua, e, ao mesmo tempo, o Parecer do senador Rui Barbosa sobre a matéria. Envolvido a contragosto na apreciação do projeto, iniciou com Rui Barbosa, seu antigo aluno, a polêmica, destacando certos aspectos do português no Brasil que não eram percebidos pelos gramáticos, tornando-se no país o pioneiro de uma gramática constituída em função da língua falada. Sobre o assunto publicou A redação do projeto do código civil (1902) e A réplica do dr. Rui Barbosa (1905) e faleceu em sua terra natal, em 13 de novembro (1920), com 81 anos.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

"A pedido" - Bolo de Tapioca com Calda de 4 Leites

bolo tapioca
Tapioca é a fécula extraída da mandioca, usualmente preparada em forma granulada. Trata-se do ingrediente principal de algumas iguarias típicas do Brasil, como essa deliciosa receita de Bolo com calda.
20 PORÇÕES
Ingredientes – Calda
1 lata de leite condensado (395 g)
1 vidro de leite de coco (200 ml)
2 colheres (sopa) de leite em pó
1/2 caixinha de creme de leite (100 g)

Modo de Preparo – Calda
Numa tigela, misture bem: 1 lata de leite condensado, 1 vidro de leite de coco, 2 colheres (sopa) de leite em pó, ½ caixinha de creme de leite e reserve.

Ingredientes – Bolo
500g de tapioca granulada
2 xícaras (chá) de açúcar
750ml de leite quente
50g de coco ralado
1 vidro de leite de coco (200 ml)
1 lata de leite condensado (395 g)
1 colher (sopa) de essência de baunilha
Margarina para untar
Coco ralado para polvilhar

Modo de Preparo – Bolo
Em outra tigela, misture 500 g de tapioca granulada, 2 xícaras (chá) de açúcar e, aos poucos, acrescente 750 ml de leite quente. Mexa até começar a ficar cremoso. Em seguida, deixe descansar por 10 minutos.

Depois desse tempo, junte 50 g de coco ralado, 1 vidro de leite de coco, 1 lata de leite condensado, 1 colher (sopa) de essência de baunilha e misture bem.
Logo após, coloque numa forma para pudim (22 cm diâmetro x 8 cm de altura) untada com margarina e leve à geladeira por 1 hora ou até endurecer. Desenforme, regue a calda e sirva gelado.
Portal BRASIL CULTURA

Fátima Bezerra será única mulher a governar um estado brasileiro

 

Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte neste domingo (28). Ela venceu a disputa contra Carlos Eduardo (PDT). O vice-governador será Antenor Roberto (PCdoB). É a primeira vez que a senadora vai ocupar um cargo no Poder Executivo. Até ser eleita, Fátima era senadora. Ela tem 63 anos e é natural de Nova Palmeira (PB).


Professora e sindicalista, Fátima Bezerra está na carreira política desde 1994, quando foi eleita deputada estadual (1995-2003). Em 2004 e 2008 tentou a eleição como prefeita de Natal, mas perdeu. Fátima também foi deputada federal (2003-2015).

A vitória de Fátima consolida a quarta vitória do PT Nordeste, região onde o partido vai governar Bahia, Ceará e Piauí nos próximos quatro anos. Ela será a única mulher a governar um estado brasileiro no próximo período.



 Do Portal Vermelho

Indígena brasileira vence prêmio de direitos humanos das Nações Unidas

premio joenia b ed
Joenia Wapichana e alguns integrantes de sua comunidade em Roraima (foto: Mayra Wapichana)

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, anunciou na quinta-feira (25) os vencedores de 2018 do Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos. Entre eles, está a brasileira Joênia Batista de Carvalho, conhecida por Joênia Wapichana. Defensora dos direitos humanos das comunidades indígenas, ela foi a primeira mulher indígena a se tornar advogada no país e, este ano, foi eleita deputada federal por Roraima.


Em entrevista ao ONU News de Boa Vista, em Roraima, a deputada eleita Joênia Wapichana (REDE-RR) disse acreditar que o prêmio dará mais visibilidade aos povos indígenas. "Vai fazer com que o mundo preste atenção que os povos indígenas são detentores de direitos, que têm seus valores, não somente aquele olhar de cobiça para as terras indígenas", disse a líder indígena.
"São cidadãos, pessoas que querem fazer parte da tomada de decisões de muitos processos que estão sendo discutidos dentro dos países, são defensores de direitos, de conhecimentos, de vários saberes. A gente vai fazer também com que as crianças possam viver este exemplo. E eu entendo que este reconhecimento vai servir também para nos proteger", declarou.
A ativista é da comunidade Wapichana, do leste de Roraima. Após defender um caso de disputa de terras na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Joênia também se tornou a primeira advogada indígena a comparecer perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2013, foi nomeada primeira presidente da Comissão Nacional de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas.

"Quando eu levo a palavra como primeira mulher indígena formada no Brasil, é justamente para dar um incentivo, para que essa minha imagem possa ser reproduzida, multiplicada dentro dos povos indígenas", declarou.

Outros vencedores do Prêmio de Direitos Humanos de 2018 são a ativista de direitos humanos de mulheres e meninas da Tânzania Rebeca Gyumi e a organização irlandesa Front Line Defenders. A quarta premiada foi a advogada de direitos humanos Asma Jahangir, do Paquistão, que recebeu título póstumo. Ela morreu em fevereiro de 2018.

O Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas é concedido a pessoas e organizações pelas suas conquistas em direitos humanos. De acordo com a ONU, o prêmio é uma oportunidade de "enviar uma mensagem clara aos defensores dos direitos humanos em todo o mundo de que a comunidade internacional agradece e apoia seus esforços para promover todos os direitos humanos para todos".

Entre os vencedores do Prêmio de Direitos Humanos das ONU em anos anteriores estão nomes como os de Martin Luther King, Nelson Mandela, Malala Yusafzai, as organizações Anistia Internacional e Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Criado pela Assembleia Geral da ONU em 1966, o prêmio está em sua décima edição, que coincide com o aniversário dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os vencedores são escolhidos por um comitê especial formado pela presidente da Assembleia Geral, o presidente do Conselho Econômico e Social da ONU, o presidente do Conselho de Direitos Humanos, entre outros.

Para o prêmio deste ano, foram recebidas mais de 300 candidaturas de diversas áreas, incluindo Estados-membros, organizações da ONU e da sociedade civil. A entrega do prêmio acontecerá em dezembro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A cerimônia fará parte das comemorações do Dia dos Direitos Humanos.

"Infelizmente, ainda é pouco, são poucas as mulheres que são visualizadas, porque eu acredito que existem muitas delas, igual a mim, que estão se esforçando, que estão defendendo os direitos, que são guerreiras, eu conheço várias delas, que fazem um trabalho brilhante, muito antes de mim até. Mas que não são vistas ainda pela mídia, reconhecidas, e este prêmio da ONU, eu vou até dedicar a todas as mulheres indígenas, que já fazem este trabalho."

Fonte: FUNAI

OS SINOS DOBRAM PELO BRASIL

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"Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra. 

Se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio.

 
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. 


E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".

Fonte:Náufrago da Utopia - Celso Lungaretti

sábado, 27 de outubro de 2018

PRESIDENTE DO CPC/RN PARTICIPA DE PROGRAMAS DE RÁDIOS E FALA SOBRE AS AÇÕES DO CPC/RN E DAS ELEIÇÕES 2018

Eduardo Vasconcelos (esquerda) no estúdios da Rádio Curimataú - 103.5

Hoje (27), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e assessor de comunicação do STRAF de Nova Cruz/RN, participou dos Programas "A Voz do Trabalhador " nos estúdios da Rádio Agreste FM - 103.5 e em seguida participou do Programa "Nação Nova Cruz" na Rádio Agreste FM - 107.5, ambas de Nova Cruz.

Em ambas Eduardo Vasconcelos - CPC/RN agradeceu aos apoios dos sindicatos e aos participantes da Assembléia Geral do CPC/RN, realizada no último sábado (20) na Escola Estadual PAULO FREIRE, na cidade de BAÍA FORMOSA/RN, onde após discussão de vários temas foi reconduzido a presidência do CPC/RN, gestão 2019/2021.

Outro assunto foi as Eleições 2018, onde Eduardo alertou aos ouvintes para o momento importante que são as eleições que sucederão amanhã (28), onde o Rio Grande do Norte elegerá o seu governador e a presidência da república.

Eduardo enfatizou, que a população tem que refletir e votar consciente para não perder o trem da história. Garantindo seus direitos adquiridos com muita luta e determinação.


Eduardo Vasconcelos dos avanços ocorridos recentemente, como na educação, através dos FIES, do SISU, entre outros.  Sem falar nas recentes perdas ocorridas recentemente, como é o caso das reformas trabalhista e previdenciária, elegendo candidato que se comprometa com a revogação das mesmas.

Edmilson Silva, presidente do STRAF de Nova Cruz e Damião Gomes, presidente do Conselho Municipal do Desenvolvimento Sustentável - CMDS - Nova Cruz foram unanimes a endossarem as palavras de Eduardo Vasconcelos, principalmente com relação ao alerta com relação as Eleições de amanhã, como também parabenizou-o pela recente condução ao cargo de presidente do CPC/RN.

Eduardo finalizou dizendo que não gostaria que o Brasil revivesse um passado sombrio que ocorreu nas décadas de 60, 70 e 80, onde várias brasileiros deram suas vidas para termos hoje um Brasil democrático, laico, soberano, voltado com exclusividade para o povo brasileiro.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Estudantes e professores resistem contra a censura em universidades

Bandeira antifascista foi retirada do prédio da UFF; Outros casos vem acontecendo ao redor do país
por Renata Bars.
Na tarde da última quarta-feira (24) estudantes e professores da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, protestaram contra a retirada da ”bandeira antifascista” colocada na frente do prédio de Direito. Fiscais do TRE, escoltados pela polícia militar, retiraram a bandeira alegando ser propaganda eleitoral indevida. A bandeira foi recolocada pelos estudantes.
Para integrantes do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), a bandeira é símbolo da defesa do estado democrático de direito. ”Não se opor ao fascismo crescente é uma afronta ao histórico Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, é ignorar a luta de membros memoráveis, como Fernando Santa Cruz. Não é hora de silêncio. A hora é de voz ativa, diz nota divulgada pelo CAEV.
Outros casos também aconteceram ao redor do país. Também na quarta-feira, três estudantes da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) foram expulsos do campus durante uma plenária pela democracia, novamente por fiscais do TRE.
”Não devemos ter dúvida que a parcialidade do TRE mostra que, cada vez mais, devemos construir a frente democrática em favor de todos no nosso país. Tivemos companheiros ameaçados, com seus dados divulgados de maneira arbitrária, mostrando claramente uma perseguição aberta àqueles que lutam pela democracia”, diz nota assinada por diversos representantes estudantis, inclusive a UNE.
Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), uma aula pública com o tema “Esmagar o Fascismo”, foi suspensa por um por mandado judicial.
Segundo os estudantes, agentes da Policia Federal abordaram integrantes do DCE, coletaram nomes e tiraram fotos da bandeira da organização.
Para o diretor de universidades públicas da UNE Leonardo Guimarães, a justiça eleitoral tem, em todo país, atuado de forma arbitrária. ”Impedem assembleias estudantis e retiram bandeiras que não fazem menção a qualquer candidato ou partido, tentando calar as entidades estudantis e o direito a livre manifestação”, falou.

A UNE TAMB ÉM FOI CENSURADA

Pela primeira vez desde a ditadura militar a UNE também foi censurada. O Tribunal Eleitoral Superior exigiu a retirada de matérias do site da UNE em que os estudantes se posicionavam contra o fascismo e o ódio propagados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL). “O que está em jogo no Brasil é, antes de tudo, nosso direito à vida. Nosso direito à liberdade de pensamento e opinião. Direito de falar o que pensa e vestir a camisa que defende sem sofrer violência. Está em jogo nessas eleições a preservação da democracia e da constituição de 1988, com o conjunto de direitos conquistados após ditadura militar”, afirmou a vice-presidenta da UNE, Jessy Dayane.
A entidade lançou a campanha #EleNãoVaiNosCalar e tem reunido e divulgado depoimentos de estudantes de todo o Brasil em suas redes.
Fonte: UNE

“Ataque muito grave à liberdade de expressão”, diz editora ameaçada por eleitor de Bolsonaro

Ivana Jinkings, responsável pela Boitempo.

Ivana Jinkings, da editora Boitempo, falou à Fórum sobre as ameaças que recebeu de um eleitor de Bolsonaro por telefone; "Precisamos estar firmes e fortes para barrar essas e quaisquer outras tentativas obscurantistas de nos intimidar. A literatura será sempre libertária"
Nesta quarta-feira (24) o alvo das ameaças diárias de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) foi uma editora de livros. Ivana Jinkings, responsável pela Boitempo, recebeu um telefonema intimidatório de um apoiador do capitão da reserva. De acordo com Ivana, ele fez perguntas sobre as tiragens de algumas obras, afirmou que a editora “logo vai acabar” e sugeriu “comprar uma carabina”.
Não é a primeira vez que a editora, conhecida por publicar livros de política e clássicos de esquerda e do marxismo, recebe ataques de direitistas. No final de 2017 a Boitempo recebeu ligações com tom de ameaça e mensagens ofensivas após o anúncio do lançamento de um selo infantil da editora.
Em entrevista à Fórum, Ivana afirmou que as ameaças não a surpreende. “Os fascistas têm se movimentado no país todo para ameaçar intelectuais, artistas, dirigentes e militantes de esquerda, mulheres, negros, homossexuais e transexuais. Há um sentimento de que toda violência está autorizada, a impunidade pra esses crimes de ódio tem sido total. Como a Boitempo se tornou referência em publicações do chamado pensamento crítico, era fatal de que acabaria acontecendo algo assim”, constatou.
Para a editora, esse tipo de atitude configura “um ataque muito grave à liberdade de expressão”. “Mesmo sabendo que essas ameaças vêm de grupelhos isolados, precisamos estar firmes e fortes para barrar essas e quaisquer outras tentativas obscurantistas de nos intimidar. A literatura será sempre libertária, um polo de diversidade e resistência”, pontuou.
Ela, no entanto, não se intimida. Quando denunciou o telefonema intimidatório pelo Facebook, disparou:  “Saibam que não recuaremos um milímetro sequer em nossa linha editorial e nossa atuação. Somos resistência!”. Na mesma postagem, Ivana anunciou ainda um novo esquema de segurança na sede da empresa.
Fonte: REVISTA FÓRUM

Ancine divulga 17 projetos de produção para cinema

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), divulgou a relação dos primeiros projetos habilitados para a etapa de contratação na Modalidade A da Chamada Pública BRDE/FSA Fluxo Contínuo Produção para Cinema 2018. Essa Chamada se destina à seleção de propostas, de forma automatizada, para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em projetos de produção de obras cinematográficas de longa-metragem apresentados por meio de produtoras brasileiras independentes e distribuidoras brasileiras independentes. O valor total disponibilizado é de R$ 180 milhões.

Acesso Rápido

Os projetos habilitados somam aportes que totalizam R$ 51.908.975,07. Um projeto ainda aguarda decisão de reenquadramento do Comitê de Investimento de Cinema, com valor de R$ 3.091.024,93. A lista de projetos habilitados pode ser consultada aqui.
A habilitação ainda é preliminar, uma vez que os valores e projetos ainda podem sofrer alterações, em função dos recursos de inabilitação, da análise do CI e da análise financeira. Foram habilitados 17 projetos, de 15 produtoras e sete distribuidoras. Produtoras de quatro projetos têm classificação de nível 2 ou 3 na ANCINE, o que demonstra a presença de empresas iniciantes.
A partir de 31/10, serão divulgados semanalmente os projetos habilitados nas Modalidades B, C e D da Chamada. Enquanto houver saldo de recursos, novas atualizações serão divulgadas, à medida que projetos retornarem do Comitê de Investimento, quando for o caso.
Fonte: BRASIL CULTURA

Arnaldo Antunes em vídeo: “Sugiro a todos votarem comigo em Haddad”

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o músico, poeta e compositor Arnaldo Antunes alerta que o país está sob ameaça e que as eleições de 28 de outubro, próximo domingo, não se trata apenas de uma escolha entre um candidato ou outro, mas da defesa da democracia e defende o voto em Fernando Haddad.
Por Dayane Santos
“Acho que a questão eleitoral no Brasil já não se trata de uma escolha de um candidato ou de outro, de um partido ou de outro. Acho que se tornou uma coisa muito mais simples, básica e primária de defesa da cidadania, da democracia”, disse Antunes.
Para o músico, o voto contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à presidência da República, é um voto “contra a ameaça de um nazismo crescente que se traduz em destruição do meio ambiente, destruição da cultura, da educação, armamento para a população, maior violência, defesa de ditadura, da tortura, do fechamento do Congresso, da ocupação militar do Brasil”.
“Enfim, tudo que compõe esse cenário apavorante que a gente espera ser revertido nessa eleição do dia 28, através da defesa da democracia, da cidadania, dos direitos humanos, da defesa do meio ambiente, da educação, da cultura, da liberdade”, afirmou.
“É por isso que eu sugiro a todos votarem comigo em Haddad”, concluiu
Fonte: BRASIL CULTURA


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Edital de Feiras Literárias: divulgado o resultado final

10/08/2017- Bahia- Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ)
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Foi divulgado nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União, o resultado final dos projetos classificados no edital Feiras Literárias 2018. O Ministério da Cultura (MinC), por meio do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, anunciou as inscrições em ordem de classificação, além de mostrar a lista com os pedidos de reconsideração deferidos e indeferidos.

Acesso Rápido

O edital dividiu os projetos em três grupos: na categoria 1, de investimento no valor de R$ 125 mil, das 24 iniciativas inscritas, 15 foram classificadas e nove desclassificadas. Na categoria 2, com recurso de R$ 250 mil, foram 10 inscritos, dos quais seis foram classificadas e quatro, desclassificadas. E a categoria 3, com valor de R$ 500 mil, dos 11 proponentes, 10 foram classificadas e um desclassificado.
Caso alguma das propostas selecionadas não possuam capacidade para formalização do Termo de Fomento, os projetos classificados não selecionados poderão passar para a fase de instrução e habilitação no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), respeitando a ordem do resultado final.
Além do resultado final, o MinC também divulgou as atribuições e a lista de membros da Comissão Técnica de Seleção, responsável pela análise e avaliação das iniciativas inscritas no certame.

Estímulo

O objetivo desta ação do MinC é oferecer apoio financeiro a entidades para a realização de feiras e ações literárias existentes no País. Serão selecionados 10 projetos no valor total de R$ 125 mil; quatro projetos no valor total de R$ 250 mil e três projetos no valor total de R$ 500 mil, incluindo a contrapartida de 20% exigida pelo Fundo Nacional da Cultura.
Em cada um das categorias, as entidades que realizam as feiras devem se responsabilizar em arcar com 20% do valor total do evento, ou seja, deverá aportar, respectivamente, R$ 25 mil, R$ 50 mil e R$100 mil. O aporte do MinC para os 17 selecionados, sem a contrapartida, será de R$ 3 milhões.
A seleção faz parte do Programa Leitura Gera Futuro, que inclui outros três editais, voltados à publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil; à criação do conceito de Bibliotecas Digitais em bibliotecas públicas estaduais, municipais ou do Distrito Federal; e à seleção de obras literárias inéditas sobre os 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. No total, os três editais preveem investimentos de R$ 7 milhões.
Brasil Cultura

Filmes nacionais batem recorde de lançamento em 2017, aponta Ancin

Com o objetivo de preservar a memória estatística do cinema brasileiro, a Agência Nacional do Cinema (Ancine), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, publicou o Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro, que apresenta dados de 2017 e um panorama de informações entre 2009 e 2017. No ano passado, o país bateu o recorde de títulos brasileiros lançados nas salas de cinema – foram 160 longas-metragens, sendo 91 longas de ficção, 62 documentários e 7 animações.
Esses títulos venderam mais de 17 milhões de ingressos, o que representou uma participação de público de 9,6%. Em 2016, 142 filmes brasileiros estrearam nas salas de cinema, e em 2009, apenas 84. No geral, ao somar os ingressos de filmes nacionais e estrangeiros, o Brasil continua acima dos 180 milhões de ingressos vendidos por ano, apesar de apresentar uma redução do público em salas de cinema em relação à 2006, que foi de 184,3 milhões.
Ainda assim, a renda bruta auferida em salas de cinema, em valores absolutos, teve um aumento de 4,6% em 2017. O filme de maior público foi Meu Malvado Favorito 3, com quase 9 milhões de ingressos vendidos. Já o longa brasileiro mais visto foi Minha Mãe é Uma Peça 2, com público de mais de 5 milhões em 2017.

Perfil dos lançamentos

No ano passado, 463 longas-metragens chegaram aos cinemas. Os filmes de ficção representaram 76% do total de lançados e 82,6% do público. Entre os títulos lançados, 34,6% eram brasileiros, 27,6% norte-americanos e 37,8%, de outras nacionalidades.
Dentre os lançamentos brasileiros, 53,1% são de diretores ou diretoras estreantes. Quanto ao gênero da direção, apenas 15,6% dos filmes brasileiros que estrearam no ano foram dirigidos exclusivamente por mulheres.
Entre os 463 títulos lançados, 4,1% ocuparam mais de 30% das salas do parque exibidor no lançamento. E esses 4,1% respondem por 57,4% do público dos lançamentos do ano. A maior parte dos filmes (55,5%) foi lançada em menos de 1% das salas do parque exibidor.
A quantidade de títulos lançados em mais de 30% das salas do parque exibidor cresceu impressionantes 216,7% entre 2009 e 2017. Já o público dessa faixa de salas no lançamento cresceu 167,6%.
Em 2017, o título Thor: Ragnarok foi o título que mais ocupou salas em uma semana (2.073 salas simultaneamente), o maior número da série histórica. Já entre os títulos brasileiros Minha Mãe é Uma Peça 2 ocupou o maior número de salas no ano (1.043 salas).

Distribuição  

Ao término do ano de 2017, 55,9% da população brasileira residia em municípios com salas de exibição. Apenas um município com mais de 500 mil habitantes não possuía cinema (Ananindeua/PA). Já entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, 78,1% contava com sala de exibição. O destaque do ano foi o aumento da quantidade de salas em cidades entre 20 mil e 100 mil habitantes, fato que não ocorria desde 2014.
A unidade da federação com maior percentual da sua população residente em municípios com cinema foi o estado do Rio de Janeiro, e o menor percentual foi o Maranhão. A melhor variação do número de habitantes por sala entre os anos de 2009 e 2017 aconteceu em Alagoas, que melhorou seu índice em 81,6%. Já o Distrito Federal piorou seu índice em 23,2%, mas ainda se manteve como a unidade da federação com a melhor relação de habitantes por sala.
O estado no qual os títulos brasileiros tiveram melhor participação de público em 2017 foi o Rio Grande do Norte, com 14,62%, seguido de Alagoas (14,28%) e Pernambuco (14,08%). O Rio de Janeiro foi a unidade da federação com maior número de títulos brasileiros exibidos em 2017, seguido de São Paulo e Rio Grande do Sul. Em 2017 foram acrescidas ao parque exibidor 63 salas, fechando o ano com 3.223 salas de exibição em funcionamento.
Em 2017, dos 160 títulos brasileiros lançados, 22 foram produzidos em regime de coprodução com outros países. Esse número representa um grande aumento em relação a 2016, que registrou 13 coproduções.
Assim como em 2016, a distribuidora com maior renda bruta em 2017 foi a Disney, responsável por 18,6% da renda total do ano, tendo arrecadado quase 520 milhões. As distribuidoras nacionais tiveram participação de 20,1% da renda bruta total.
A distribuidora brasileira com maior renda bruta foi a Paris, que ocupou a sexta colocação no ranking por renda. Analisando apenas os títulos brasileiros exibidos, a primeira colocação ficou com o consórcio Downtown/Paris, com arrecadação superior a 180 milhões. A Imovision é a distribuidora que mais lançou filmes e, se contabilizados todos os títulos lançados desde 2009, a Imovision é a distribuidora com maior quantidade de lançamentos no período.

Sobre o Anuário

O Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro elaborado pela Coordenação do Observatório do Cinema e do Audiovisual (COB) da Superintendência de Análise de Mercado (SAM) chega, esse ano, a sua sexta edição. Mais informações sobre o mercado audiovisual podem ser encontradas no site do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual .

Acesso Rápido


Fonte: Portal Brasil Cultura

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

'Fiz uma opção: derrotar Jair Bolsonaro', diz Haddad em Ato da Virada, no Rio



Ato da Virada
Estimativa de 70 mil pessoas na Lapa pela democracia

por Maurício Thuswohl, para a RBA
"Estou aqui para evitar a cafajestização do homem brasileiro", disse Caetano Veloso. "Não queremos mais mentira e força bruta. Queremos paz, queremos Fernando e Manuela”, disse Chico Buarque.
Rio de Janeiro – Aos gritos de “Ele, não!” e “Lula presente, Haddad presidente”, cerca de 70 mil pessoas estiveram nos Arcos da Lapa, zona central do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira (23) para o “Ato da Virada – Brasil pela Democracia”, realizado em apoio ao candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad.
O ato, que teve a participação de artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso, foi marcado pelo repúdio às recentes declarações do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que ontem (22) ameaçou seus opositores com “a prisão ou o exílio” e afirmou que colocará as forças de segurança do país para “dar no lombo” dos “petralhas” e dos “bandidos do MST e do MTST”.
Haddad, que passou o dia no Rio em atividade na Favela da Maré e em reuniões com representantes das comunidades judaica, evangélica e católica, criticou as afirmações de Bolsonaro: “Ele disse que depois das eleições eu teria dois destinos: a prisão ou o exílio. Eu fiz uma opção: resolvi derrotar Jair Bolsonaro. Eu não o quero preso nem exilado. O que eu quero é que ele viva com saúde para ver os negros na universidade, as mulheres emancipadas e donas do seus destinos, as terras indígenas demarcadas, os nordestinos progredindo com água, comida, trabalho e educação”, disse.
O candidato do PT adotou um tom duro contra o adversário: “Ele disse que quer acabar com o ‘coitadismo’ de mulheres, negros, nordestinos e gays. O meu recado pra ele é: Jair, se olha no espelho, o coitado é você, que não passa de um soldadinho de araque e só fala grosso porque tem gente armada à sua volta. Você não é capaz de enfrentar um debate, não é capaz de enfrentar uma entrevista sem censurar jornalista livre”.
A atividade pública de Bolsonaro também foi criticada: “Foram sete mandatos de nada, com o dinheiro público pagando o teu salário. São 28 anos no Congresso Nacional propagando o ódio, sem apresentar uma ideia, medíocre que fosse. Não sai nada dele que não seja o pior do ser humano. Ele só sabe agredir, difamar e caluniar, e agora se sabe como: através das fake news nas redes sociais bancadas por amigos empresários que apoiam o projeto neoliberal que ele representa”.
Haddad falou também sobre a possibilidade de virar o jogo até o dia da votação e a necessidade de "dar razão às pessoas' para conquistar as pessoas. "Não estou falando dos coxinhas que sempre nos odiaram, mas das pessoas que estão revoltadas porque estão desempregadas ou deixaram a universidade", explicou. "A essas pessoas nós precisamos abraçar e sentar para conversar daqui até o domingo. Vamos dialogar, eles não são nossos inimigos. Vamos fazer um projeto fraterno e avançar do ponto de vista social. Domingo nós vamos ganhar a eleição. Estou sentido no ar uma virada. Nós começamos a crescer e ele começou a cair. Nós temos cinco dias para fazer crescer ainda mais essa onda positiva."

Frente ampla pela democracia

Representantes de todos os partidos do campo progressista usaram o microfone para confirmar o apoio a Haddad e defender a democracia contra a ameaça representada pelas propostas de Bolsonaro: “Esta eleição está ocorrendo sob fraude, crime eleitoral e mentira. Neste momento, o Brasil está correndo o sério risco de legitimar pelo voto uma ditadura no país. Corremos o risco de eleger um ditador corrupto e mentiroso. Queremos defender o direito de discordar e a democracia”, disse a deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB. 
Candidato do Psol no primeiro turno, Guilherme Boulos também mandou um recado a Bolsonaro: “Esse é um momento de luta pela democracia no nosso país. É preciso ter lado, ter coerência. Não cabe ficar em cima do muro, não cabe neutralidade porque neutralidade em um momento como esse significa cumplicidade. Há um candidato a presidente que ameaça as instituições, que ameaça seus opositores com a prisão ou o exílio, que diz que vai tratar como terroristas os movimentos sociais. O único jeito de acabar com o MTST é construir 6 milhões de casas no país”.
Ao lembrar Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro, o deputado federal eleito Marcelo Freixo, do Psol, proporcionou um dos momentos mais emocionantes da noite: “Bolsonaro, a sua capacidade de provocar medo não é e nunca será maior do que a nossa capacidade de sonhar por liberdade e democracia. É a eleição mais importante da história das nossas vidas porque precisamos derrotar um projeto fascista. Pelo terror, tiraram de nós a Marielle, que estaria aqui conosco neste momento”, disse.
O senador petista Lindbergh Farias que, segundo Bolsonaro, irá em breve para a cadeia “apodrecer” ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também alertou para o risco que corre a democracia no país: “Está muito claro que o plano do Bolsonaro é levar o Brasil em direção a uma ditadura. Bolsonaro vem dizendo há muito tempo o que quer fazer no Brasil. O símbolo dele não é Geisel, não é Médici, é o Brilhante Ustra”, disse. Lindbergh também criticou o Supremo Tribunal Federal: “Impressiona a covardia do STF neste momento da nossa história. Nenhuma resposta à indústria de fake news que foi montada no país”.
Falando em nome do PSB, o deputado federal reeleito Alessandro Molon comparou Bolsonaro ao presidente Michel Temer, do PMDB: “Estamos aqui nesta praça porque acreditamos na força transformadora da educação. Por isso vamos votar em quem defende dar para cada criança do nosso país um livro, um lápis e uma borracha e não uma arma. Quem faz uma campanha suja não pode fazer um governo limpo. Temos que tirar o Brasil do atoleiro em que Temer, Bolsonaro e sua turma o colocaram”, disse.
Chico e Caetano
Desde os anos 1970 Chico Buarque e Caetano Veloso não dividiam as mesmas paixões no mesmo palco juntos e ao vivo
Importantes figuras da história política nacional também foram lembradas durante o ato: “Se estivesse vivo, Leonel Brizola certamente estaria neste palco. Nós trabalhistas, brizolistas, nacionalistas votaremos em Haddad no domingo”, disse Vivaldo Barbosa, fundador e militante histórico do PDT.
Representando o PV, o deputado federal Fabiano Carnevale afirmou: “Somos o partido de Chico Mendes, que também estaria aqui apresentando ao mundo a ameaça que é a candidatura do Bolsonaro que quer entregar a Amazônia e retirar o Brasil do Acordo de Paris”.

Chico e Caetano 

A participação de artistas rendeu momentos emocionantes durante o ato: “Temos que apagar da mente brasileira a ideia de que o cafajeste é quem nos representa. É isso que precisamos negar dentro de nós. Precisamos encontrar meios de dizer àqueles que se deixaram hipnotizar por essa onda. Eu estou aqui por causa disso, para evitar a ‘cafajestização’ do homem brasileiro. A eleição de Fernando Haddad e Manuela D'Ávila representará a dignidade do povo brasileiro, de cada homem brasileiro”, disse Caetano Veloso.
Chico Buarque afirmou que “a eleição de Haddad é difícil”, mas disse preferir crer que ainda é possível virar o jogo: “Imagino que lá fora, muita gente – cidadãos conservadores, de direita, cristãos, os chamados coxinhas – tenham votado no candidato fascista e agora estejam vendo a onda de boçalidade que toma conta das ruas cada vez mais e que depois do primeiro turno só fez piorar e ninguém sabe onde vai parar a matança de gays, de mulheres, de trans, de estudantes, de capoeiras que ousaram dizer que votaram no PT. Nas periferias, onde afinal está o povo que mais sofre com a miséria e a violência, e votaram por mais miséria e mais violência, eles talvez na última hora virem o voto. Não queremos mais mentiras, não queremos mais força bruta. Queremos paz, queremos alegria, queremos Fernando e Manuela”.
Arcos da Lapa Ato da Virada
 Fonte: redebrasilatual.com.br