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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Governo Bolsonaro manda Incra suspender reforma agrária



incra reforma agrária.jpg
Para o MST, medida que beneficia ruralistas deve agravar os conflitos no campo
por Redação RBA
Superintendências regionais do órgão estão proibidas de comprar ou demarcar terras para assentamentos. Medida terá vigência por tempo indeterminado.

São Paulo – O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) enviou memorandos às superintendências regionais do órgão determinando a suspensão de todos os processos de aquisição, desapropriação e adjudicação de terras destinadas à reforma agrária. A determinação também vale para as áreas da Amazônia Legal, que inclui nove estados banhados pela bacia hidrográfica do Rio Amazonas. 
Conforme o documento, distribuído no último dia 3, a medida foi tomada devido a mudanças na estrutura regimental do Incra, sua vinculação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e às novas diretrizes adotadas pelo novo governo em relação à reforma agrária.
A reportagem da organização Repórter Brasil apurou junto aos movimentos sociais, servidores de carreira do Incra e especialistas na questão fundiária que a medida é o primeiro passo do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para extinguir a reforma agrária. E também uma maneira de o governo ganhar tempo até serem editadas medidas que favoreçam o agronegócio, hoje no comando dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
“Se isso acontecer (a extinção da reforma agrária), haverá mais confrontos no campo”, disse o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Alexandre Conceição à Repórter Brasil. “Os latifundiários venceram junto com Bolsonaro e o que eles querem é mais concentração de terras nas mãos de poucas pessoas.”
Bolsonaro transferiu o programa de reforma agrária para o Ministério da Agricultura, comandado pela ruralista Tereza Cristina (DEM-MS), que ficou conhecida como "musa do veneno" por causa do seu esforço pela revogação da atual Lei dos Agrotóxicos por meio do Pacote do Veneno.
A secretaria responsável pelo programa é chefiada pelo também ruralista e presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia. Ele protagonizou um embate com o MST durante a década de 1990, em disputas por terra no Pontal do Paranapanema (SP). Chegou a ser acusado por um fazendeiro de organizar milícias privadas na região. 
“Colocaram a grande raposa tomando conta do galinheiro”, disse o professor da Universidade Federal da Paraíba, Marco Mitidiero, à Repórter Brasil, referindo-se a Garcia. O professor, que pesquisa a questão fundiária brasileira, entende que a suspensão da reforma agrária faz parte do plano do governo Bolsonaro de barrar a desapropriação de terra. E acredita que os movimentos sociais urbanos e rurais estão se articulando contra a medida do Incra, que deve levar a uma nova onda de ocupações de terra. 
A intensificação da violência no campo deverá ser um dos principais impactos da suspensão. De acordo com relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2017 foram registrados 1.431 conflitos no campo com 71 mortes. É o maior número de assassinatos desde 2003, quando 73 morreram por conflitos rurais. Os números de 2018 ainda não foram divulgados pela CPT.
Jeane Bellini, coordenadora da CPT, afirmou à Repórter Brasil que os avanços dos ruralistas na política institucional reflete na violência no campo. “Cada vez que a bancada ruralista cresce em influência, os grileiros avançam.”
A reforma agrária vem sendo esvaziada desde 2016. Em 2015, o orçamento federal foi de R$ 2,5 bilhões para aquisição de terras, gestão do cadastro rural, regularização fundiária, assistência técnica e social, educação e pacificação no campo. Para 2019, a Lei Orçamentária Anual prevê gastos de R$ 762 milhões – corte de 70% em quatro anos. Em 2018, o último ano do governo de Michel Temer, o Incra tinha à disposição mais de R$ 34 milhões, mas gastou somente R$ 25 milhões.
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 Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

Paloma Amado: Princesas, príncipes e as crianças sem cor do Brasil

Há 83 anos, meu pai, o escritor Jorge Amado, publicou seu quinto livro. Ele tinha apenas 23 anos. O romance “Capitães da Areia” retratava a vida dos meninos de rua da Cidade da Bahia, que ele tão bem conhecia. Nos contava que naquele então eles não eram mais que 300 adolescentes e crianças. Podia-se conhecê-los pelo nome. Hoje, nas estatísticas oficiais, são 24.000 no Brasil. Será? Acho que são muitos mais.
A Gange, óleo sobre tela de Herberth Gwimma  “A Gangue” é uma pintura inspirada no livro<i> Capitães da Areia</i> do escritor Jorge Amado para a exposição Moço Bonito.  “A Gangue” é uma pintura inspirada no livro Capitães da Areia do escritor Jorge Amado para a exposição Moço Bonito.
A publicação daquele que tem sido o maior best seller de Jorge Amado nos seus quase 100 anos de autor publicado, com alguns milhões de exemplares vendidos no mundo todo e ainda hoje tendo novos contratos a cada ano, coincidiu com a Ditadura do Estado Novo, de Vargas. A Ação Integralista Brasileira de Plínio Salgado preconizava o conservadorismo no lema “Deus, Pátria e família”. Resultado: Livro apreendido, queimado em grande fogueira em praça pública, com decreto em Diário Oficial e tudo. O livro ganhou público através de sua versão para o espanhol, em seguida para o francês. Demorou a sair no Brasil. Desde então, é o mais vendido sempre.
A história de Pedro Bala e do grupo de jovens marginais, de porte bem menor, se comparado com o que se vê hoje nas comunidades dominadas pelas gangues de narcotraficantes e de milicianos, e de Dora, menina que conseguiu fugir aos ataques sexuais de homens perversos, quando da morte da mãe por bexiga negra (e falta de qualquer tratamento), ganhou mundo como um grito de socorro para o gravíssimo problema que, já naqueles idos de 35, chamava a atenção para a total falta de sensibilidade em relação às crianças pobres do Brasil.
Nos anos 50, João e eu estudávamos no Colégio Andrews (único colégio particular que frequentamos na vida, e por pouco tempo), quando uma escola adotou como leitura para seus alunos adolescentes o livro de José Condé, “Um ramo para Luísa”, e o “Capitães “ de papai. Um grupo de mães e pais foi contra, buscaram os jornais:
— Minha filha jamais será uma Luisa, não quero que ela conheça o lado ruim da vida…
— Meu filho é um menino descente e não um “capitão d’areia”, para que ler tal barbaridade?
Me lembro das conversas em casa, com Zé Condé e papai, todos muito tristes por não serem minimamente compreendidos. Afinal, quem se preocupava com os menores abandonados? Os socialistas, é claro. “Uma corja… ”
O patrulhamento religioso, naquele tempo, também era grande para as crianças na escola. Millor Fernandes publicou uma piada em sua página semanal em “O Cruzeiro”. A piada era:
Jesus, da cruz, olha para Madalena e diz:
— Hoje não, Madalena, estou pregado.
A discussão pegou fogo no Andrews. João, meu mano, foi dos poucos ( o único?) a defender Millor.
— Ele tem o direito de falar de quem quiser, não temos censura no Brasil, que é um país laico …
No final das aulas, tomou uma surra gigante. Teve a camisa rasgada, o que desgostou muito nossa mãe, pois custava caro e os tempos eram bicudos. Remendou e Juca foi remendado o resto do período letivo.
Nos últimos 40 anos, Capitães da Areia é sempre adotado pelas escolas como leitura obrigatória. Não só no Brasil! Conheci meninos portugueses, franceses e angolanos que leram o livro e aprenderam sobre cuidar da infância com este clássico de Jorge Amado, recomendado por suas escolas.
Assisti à posse do novo presidente, assim como alguma coisa da transmissão dos cargos dos novos ministros. Gosto de estar por dentro daquilo que me causa medo e horror. Foi pior do que pensei. Ouvi da Ministra Damares Alves, o que conta esta nota de jornal:
“Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora Damares Alves defendeu uma “contrarrevolução cultural” e disse que meninas devem ser tratadas como princesas e meninos, como príncipes.
“No momento em que coloco a menina igual ao menino na escola, o menino vai pensar: ela é igual, então pode levar porrada. Não, a menina é diferente do menino. Vamos tratar meninas como princesas e meninos como príncipes”, declarou.
“É uma nova era no Brasil: menino veste azul e menina veste rosa”, afirmou a ministra.
A advogada e pastora evangélica assumiu o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos nesta quarta-feira . Em discurso na solenidade de transmissão de cargo a ministra afirmou: “O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”.
Como assim, Cara Pálida?
Dá medo, não é? A mim deu! Meninas de rosa, meninos de azul. Os que estão na rua, sem a menor chance de nada seriam o que? Provavelmente os de marrom desbotado. Esses ficam para lá, não são mencionadas ações para restabelecer seus direitos como ser humano. Que oportunidades os meninos e as meninas têm, quais suas opções? Infelizmente sabemos que são cooptados pelos bandidos, prostituídos, brutalizados. Eles não querem ser príncipes e nem princesas, querem ter o que vestir, não importa a cor.
É terrível, a gente tem que engolir o discurso em libras da primeira dama, vestida de princesa (vestido copiado da Princesa Aurora, da Disney, que por sua vez copiou de Grace Kelly), para distrair os brasileiros que ainda acreditam em uma “mudança”. Grande marqueteiro eles têm! Nossa primeira dama é uma princesa! E por isso ela se vestiu como uma das que está no imaginário da população. A primeira mulher do seu marido fugiu dele, foi para a Noruega, prestou queixa por agressão e na campanha voltou atrás… mas esta o ama e o beija na boca para que todos os brasileiros vejam…
Vamos, meu povo, quem sabe despertem dessa história de conto de fadas, como aconteceu com a Princesa Aurora, a Bela Adormecida. Quem sabe um beijo pelas crianças desamparadas do Brasil, aquelas sem cor, faça com que abram os olhos.
Mal acabara de escrever estas reflexões, e quem eu vejo sendo entrevistada na televisão? A própria ministra Damares. O assunto do rosa e do azul (os príncipes e princesas fizeram menos sucesso de público…) como tema palpitante. Ela fala em metáfora, em combater a discriminação na escola dos que usam azul e rosa, o bullying feito às crianças que querem ser tratados por príncipe e princesas que querem ficar longe da realidade da vida, isso lhe parece cruel… Não vejo esta resposta como coisa séria. Sobre o menor abandonado nenhuma palavra, também não foi perguntada. Certamente para este tema a resposta seja a diminuição da maioridade legal e balas a queima roupa. Pobres Pedros Balas, Sem Pernas, Gatos, Doras…
Sempre saindo pela tangente, de repente uma resposta, na hora do Ping Pong, é dada sem exitação. Qual o seu escritor brasileiro preferido?
— Vocês vão se surpreender! É Jorge Amado…
O jornalista quis saber porque deveria ficar surpreendido. Eu, que de verdade fiquei surpresa, pensei com meus botões: Vai falar agora de comunismo, da esquerda perversa, etc. Nada disso, motivo do espanto para ela é por ser autor que fala de sexo em suas obras!
Falou de Tieta e Gabriela. Eu aproveito aqui para falar também de Tereza Batista, menina vendida pela tia ao Capitão sado-masoquista. O povo brasileiro, que Tereza representa, é tão forte e formidável, que mesmo sem os apoios necessários consegue dar a volta por cima, enfrentar a crueldade, lutar. Um grupo feminista italiano usa seu nome como emblema.
Gostaria de aproveitar este gancho e pedir à Ministra que, sendo mesmo fã de meu pai, leia “Capitães da Areia” e “Tereza Batista, cansada de guerra”. Leia e reflita. E leia tantos autores maravilhosos que existem no Brasil. Não deixe que a literatura brasileira seja banida das escolas, ela que tem contribuído para a formação do hábito de leitura de nossos meninos e meninas. Ler a boa literatura brasileira, do velho Graciliano, passando por Milton Hatoun e Raduan Nassar, chegando aos jovens como Giovani Martins, é muito melhor que os contos de fadas da Disney. Refletir sobre o que é o nosso país é sem dúvidas um caminho melhor para a formação da nossa juventude, do que sonhar com príncipes e princesas.
Finalmente, gostaria de dizer que eu sou socialista. Aprendi com meus pais que nós, seres humanos, somos iguais, nascemos para ter liberdade, pensar pela própria cabeça, sermos unidos em irmandade, compartilharmos ao máximo o que temos em excesso com os que têm menos. Faço, da minha parte, tudo o que posso, com alegria e gratidão por esse maravilhoso povo brasileiro.
Paloma Amado é artesã, redatora, ilustradora e editora gráfica. É filha de Jorge Amado e Zélia Gatai.


Fonte: Facebook da autora

Destinos nacionais em alta em 2019

As listas de viagem para 2019 são tentadoras. A mídia especializada pode ajudar na escolha com a divulgação dos melhores destinos brasileiros, uma vez que os turistas, quando acessam plataformas digitais, deixam indicações das buscas pelos lugares mais cobiçados para as próximas viagens. Os mais acessados e procurados nos sites de reservas podem até variar entre uma plataforma online e outra, mas algo que nunca muda é o fato de que o Nordeste está sempre entre as regiões mais buscadas. Todos os estados nordestinos apresentam destinos desejados por brasileiros e estrangeiros e a tendência indica que a procura continuará crescendo durante o verão, até o carnaval.
O Ceará, assim como a Bahia, com suas praias paradisíacas, não sai de moda. Fortaleza, é o novo centro regional de conexões, inclusive internacionais. A Costa do Sol Nascente, ao Leste da capital cearense, já é conhecida pela diversidade de praias com opções que vão de parque aquático às dunas e falésias que se estendem até o Rio Grande do Norte. Canoa Quebrada é um dos destinos favoritos desse roteiro. A Oeste, a Costa do Sol Poente segue até Jericoacoara, com seu novo aeroporto, onde chegam turistas do mundo todo ao Parque Nacional de Jericoacoara. O destino de natureza e aventura integra a Rota das Emoções, juntamente com o Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA). Os três destinos integram o roteiro repleto de atrativos naturais e opções de esportes radicais, além da gastronomia e do artesanato.
A vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), deverá ser o destino de praia fluvial mais procurado da região Norte. O local é conhecido pelos bancos de areais alvas banhadas pelas águas transparentes do rio Tapajós. Na busca dos turistas por destinos alternativos dentro do país, Alter do Chão desponta como tendência. De lá partem expedições de turismo de experiência nas comunidades ribeirinhas que vivem do extrativismo na floresta. Um levantamento feito pelo site Kayak mostra Manaus (AM) entre os destinos que tiveram significativo aumento de buscas de turistas interessados. A procura dos usuários sugere a capital do Amazonas, nas margens do rio Negro, como tendência de turismo doméstico para 2019. Manaus já é um dos principais destinos dos turistas estrangeiros que visitam o Amazonas, tendo recebido 33.627 estrangeiros em 2017.
Na região Sul, Foz do Iguaçu (PR), também se reafirma como um dos destinos mais procurados. O principal atrativo, as Cataratas do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade, ficam no Parque Nacional do Iguaçu que recebeu 1.895.508 turistas em 2018, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Já Santa Catarina atrai turistas brasileiros e do Mercosul, tanto pelas belezas do litoral como pelo turismo de montanha. Florianópolis, é o destino mais famoso do estado, com mais de 100 praias. Já Balneário Camboriú está entre os mais badalados. Joinville, Itajaí e Blumenau atraem cada vez mais turistas em busca das tradições alemães e italianas. Já o parque temático Beto Carrero World, no município de Penha, segue como principal destino de quem desembarca no aeroporto de Navegantes em busca de aventura e diversão. Então, já programou sua próxima viagem?

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

NOVA CRUZ/RN ACORDA DE LUTO!

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Targino Pereiro - Líder político da Região do Agreste Potiguar

Nova Cruz/RN acorda hoje (8) de LUTO! Faleceu ontem (7) em Natal um dos maiores políticos da Região do Agreste Potiguar, TARGINO PEREIRA! Prefeito de Nova Cruz por dois mandatos.

Para o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN é uma perda irreparável! Targino Pereira foi quem recentemente sancionou a Lei de Reconhecimento de Utilidade Pública do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e recentemente tinha sido homenageado pelo instituição com o Diploma de Honra ao Mérito na II Noite da Homenagens, ocorrida dia 30/12/2018 no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz/RN.

Para o presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos Nova Cruz perde um dos maiores agentes políticos de toda a sua história política. "Não é a Nação Bacurau" que perde e sim todo o Rio Grande do Norte!

Segundo últimas informações seu corpo será velado hoje (8) no Ginásio Esportivo de Nova Cruz e em seguida seu corpo seguirá para o Cemitério da Comunidade de Primeira Lagoa no município de Nova Cruz/RN.

'PRIMEIRO ATO' MPL protesta contra o aumento da passagem na próxima quinta em SP

Movimento Passe Livre 2019
"Quem paga a conta da crise somos nós que somos impedidos de circular pela cidade, diz a nota do MPL"
Manifestação está marcada para as 17h, na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital.
São Paulo – O Movimento Passe Livre (MPL) realiza, na próxima quinta-feira (10), um protesto contra o reajuste no valor da tarifa do transporte público em São Paulo. O ato está marcado para as 17h, na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital.
aumento para os ônibus foi anunciado em 29 de dezembro pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e já vale a partir desta segunda-feira (7). No último dia 3, o governador João Doria (PSDB) anunciou o reajuste para trens e metrô, que entra em vigor no dia 13. A passagem aumentou de R$ 4 para R$ 4,30 – um percentual de 7,5%, ante uma inflação estimada em cerca de 3,5% para 2018. 
"Nenhum aumento de tarifa é justo! E com o reajuste do salário mínimo (abaixo da inflação) e a reforma trabalhista a tarifa vai pesar ainda mais no bolso do trabalhador!", critica o movimento.
Segundo o evento no Facebook, cerca de seis mil pessoas estão confirmadas para comparecer no ato e mais 16 mil, possuem "interesse" em participar.
A integração entre ônibus e trens também aumenta nessa porcentagem, passando a custar R$ 7,48 a partir do próximo dia 13. Para as empresas que fornecem vale-transporte aos empregados, o valor a ser pago passará a ser de R$ 4,57. "Quem paga a conta da crise somos nós que, além de arcar com o desemprego e o aumento do custo de vida, somos impedidos de circular pela cidade", acrescenta o Passe Livre.
Fonte RBA - REDE BRASIL ATUAL

LACUNAS Bolsonaro corre atrás de médicos cubanos que ficaram no Brasil



médicos cubanos
Fim da parceria com Cuba defasou Brasil em mais de 8 mil médicos


Depois de eleito, presidente disse que "expulsaria" os profissionais do Brasil. Ao não conseguir preencher vagas do Mais Médicos, governo recorre a profissionais que ficaram no país.
São Paulo – Após declarações ofensivas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que levaram o governo de Cuba a chamar de volta mais de 8 mil médicos que atuavam no Brasil pelo programa Mais Médicos, o governo decidiu pedir ajuda aos cubanos. A pediatra Mayra Pinheiro, que atua na pasta da Saúde de Bolsonaro, enviou mensagens amigáveis aos cubanos que ficaram no Brasil orientando que preencham formulários e participem de cursos preparatórios para submetê-los a uma prova, o Revalida. Na mensagem, Mayra – que ficou famosa depois de uma foto sua hostilizando cubanos ganhar as redes e vai coordenar o programa que substituirá o Mais Médicos – chama os cubanos de "colegas" e "irmãos" e afirma que o programa continuará com outro nome: "Mais Saúde". 
Depois da fala desastrosa de Bolsonaro, o então presidente Michel Temer (MDB) publicou editais para tentar preencher as vagas. Entretanto, diversos locais ainda sofrem com a ausência dos profissionais.
A adesão insuficiente em um primeiro edital fez com que o governo fizesse um segundo chamado. Prevendo buracos, o governo Bolsonaro – que chegou a dizer que iria "expulsar" os médicos cubanos – agora corre atrás dos profissionais que não voltaram para a ilha para tentar reintegrá-los ao programa. 

Situação atual

Inicialmente, foram abertas 8.517 vagas. No primeiro edital, restaram ser preenchidas 2.448, ou 28% do total. No segundo chamado, foram abertas 2.549 vagas em 1.197 municípios e 34 regiões indígenas. 1.707 profissionais registraram interesse e eles devem se apresentar nos locais de trabalho a partir de hoje (7), até quinta-feira (10).
Após este período, haverá uma reavaliação de quantas vagas ainda restarão. Então, brasileiros formados no exterior poderão manifestar interesse e, por fim, será a vez dos estrangeiros. Nessa última etapa entrariam os cubanos interessados. 
Fonte:Rede Brasil Atual

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Ministério das Comunicações cancela funcionamento de rádios comunitárias em todo o Brasil

De acordo com o MCTIC, essas emissoras cometeram várias infrações da legislação que regulamenta o funcionamento das rádios comunitárias no país.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC publicou no Diário Oficial da União, a extinção de autorização de outorga de mais de 100 Rádios Comunitárias em diversas cidades no Brasil.  Na Bahia foram extintas em 14 cidades, sendo Amargosa; Aracatu; Belo Campo; Brejões; Camaçari (FUNASC); Campo Formoso; Candiba; Itororó; Morro do Chapéu; Riachão das Neves; Sátiro Dias; Simões Filho; Várzea da Roça (A.C.C.B.V.V.) e Vera Cruz.
De acordo com o MCTIC algumas emissoras foram alvo de uma série de denuncias sobre reincidência de infrações na legislação que regulamenta a atividade das rádios comunitárias no pais. Para Fernando Henrique Chagas,  conselheiro da Abert e presidente da Associação Baiana de Rádio e Televisão – Abart, a decisão foi muito importante.
Confira a declaração de Fernando Henrique Chagas:
Fonte: Rádio Andaia FM – Cristina Pita
Fonte https://aerp.org.br

Paroco de Nova Cruz recebe homenagem do Centro Potiguar de Cultura

Certificado de Honra ao Mérito Cultural foi entregue ao final da Missa dominical da noite.

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, através de seu diretor Eduardo Vasconcelos e da diretoria, realizou a entrega do Certificado de Honra ao Mérito Cultural ao Padre Aerton Sales, pároco de Nova Cruz, pelo apoio dispensado aos eventos culturais desenvolvidos pela entidade em 2018 ao final de Missa Dominical deste dia 06 de Janeiro, na Igreja Matriz, ainda em relação à 2ª NOITE DAS HOMENAGENS acontecida no último domingo, 30 de Dezembro de 2018, na Câmara Municipal. 

O Centro Potiguar foi representado pelo seu diretor financeiro,  Claudio Lima, que explicou aos paroquianos presentes à Missa o significado da homenagem, seja, o reconhecimento da entidade pelos apoios dispensados pelo Pe. Aerton e pela Paróquia de Nova Cruz para as ações culturais promovidos pelo CPC/RN e sobretudo pelas ações de fortalecimento do trabalho da Igreja Católica em nossa cidade, na gestão do Pe. Aerton.

Padre Aerton agradeceu a homenagem e explicou que não pode estar presente na solenidade do domingo 30 de Dezembro: 
"Leve o meu agradecimento a Eduardo Vasconcelos pela homenagem feita a mim e à Paróquia de Nova Cruz. Não pude estar presente ao evento do ultimo domingo, 30 de Dezembro e expliquei isto para Eduardo, em virtude das celebrações do Triduo de Nossa Senhora e de final de ano na Igreja Matriz. Me coloco e coloco a Paróquia a disposição do Centro Potiguar de Cultura por reconhecer seu trabalho em favor da cultura de nossa cidade e do nosso estado", afirmou Pe. Aerton Sales.

(Fotos: PASCOM Nova Cruz)

domingo, 6 de janeiro de 2019

“Medidas sobre demarcações indígenas são racistas”, diz relatora da ONU



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, criticou a decisão de Bolsonaro de transferir atribuições à pasta da Agricultura

Uma das primeiras medidas de Jair Bolsonaro no governo foi retirar da Funai a responsabilidade pela identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas e quilombolas no Brasil e transferir para o Ministério da Agricultura, da líder ruralista Teresa Cristina. De acordo com a relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, a iniciativa é um “enorme retrocesso”.

Em entrevista à DW Brasil, Victoria afirma que as declarações de Bolsonaro são racistas e discriminatórias. Ela diz que “entrar em territórios onde indígenas vivem em isolamento voluntário pode levar ao desaparecimento ou ao genocídio desses povos”.

A relatora da ONU explica, ainda, que isso pode afetar a Floresta Amazônica. “Como a Amazônia está entre as áreas com potencial para a expansão agrícola, essa medida significará um aumento não só do desmatamento, mas também do deslocamento dos povos indígenas da Amazônia e das violações dos seus direitos. Isso também vai significar uma redução da capacidade de mitigação da Amazônia contra as mudanças climáticas”, destaca.
“Os povos indígenas não têm direitos especiais. São direitos garantidos, precisamente, devido à história de marginalização, discriminação e colonização que eles sofreram. Não é nada especial. Estamos apenas fazendo o que é socialmente justo. Eu não compro o argumento de que os indígenas têm direitos especiais, afinal eles são os que sempre estiveram no território brasileiro. Portanto, eles devem ter a possibilidade de continuar a viver nas terras demarcadas e praticar suas culturas”, finaliza Victoria.
Com informações da Agência PT de Notícias
Fonte: Revista Fórum

DESMATAMENTO Por que Ricardo Salles, novo ministro do Meio Ambiente, agrada tanto aos ruralistas?


Sua malsucedida campanha para deputado foi marcada por ódio ao MST. O número de candidato, 3006, era mesmo do calibre de fuzil. - Créditos: Evaristo Sá / AFP

O discurso do advogado está em sintonia com os interesses do agronegócio


O presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), sustentou o nome do advogado Ricardo Salles como o novo ministro do Meio Ambiente mesmo com pendência com a Justiça.
A nomeação de Salles é alvo de ações judiciais porque o novo ministro teve seus direitos políticos suspensos por três anos após ser condenado na Justiça de São Paulo por improbidade administrativa em dezembro pelo juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara da Fazenda Pública do TJ-SP.
O artigo 87 da Constituição Federal determina que os “Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Ainda assim, o presidente decidiu indicar o advogado ao cargo e deixou claro quem queria agradar com a indicação: o agronegócio.
Ricardo Salles é acusado de descumprir leis ambientais e manipular mapas de manejo ambiental do rio Tietê, em São Paulo, "com a clara intenção de beneficiar setores econômicos". Na época, ele era secretário do Meio Ambiente na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). O advogado agrada aos ruralistas porque seus discursos estão em sintonia com os interesses do agronegócio.
Em vídeo gravado durante um almoço com ruralistas e cantores sertanejos em dezembro, logo após anunciar Salles na equipe do governo, Bolsonaro, descontraído, afirmou: “Vocês gostaram do ministro do Meio Ambiente agora, né? Com toda certeza". “Gostamos de tudo”, respondeu prontamente, “representando o agronegócio”, o locutor do rodeio de Barretos, Cuiabano Lima.



 

É mais difícil escrever contos ou romance?

Vale a pena discutir se é mais difícil escrever um romance ou um conto? Segundo Octavio Paz, sem épica não há sociedade possível, pois não existe sociedade sem heróis em que se reconhecer. Jacob Burckhardt foi um dos primeiros a advertir que a épica da sociedade moderna é o romance. Mas como chamar de épico um gênero ambíguo, que mal se define entre a crônica, o ensaio filosófico, a confissão autobiográfica, em que tudo cabe e é possível?
O romance e o conto teriam sua origem nos mesmos relatos míticos. Mas a modernidade mudou a feição do herói, introduziu a consciência, o homem virou o senhor de seus atos e vontades, não é mais o joguete do destino, sua posição diante do cosmo e diante de si mesmo tornou-se radicalmente distinta da que assumiu no passado. Os antigos conferiam realidade aos seus heróis. O mito explicava a ordem do mundo.
A Odisséia de Homero guardaria os prenúncios do romance moderno, uma forma narrativa que busca fugir ao ritmo imposto pela poesia e ao herói modelo, que acabamos de referir. O conto se origina nos relatos da tradição oral, nas histórias de deuses, heróis civilizadores, animais totêmicos. Guardados na memória e repetidos ao longo dos anos, esses relatos tinham a função de registrar os feitos das tribos, de educar através de exemplos, ou simplesmente divertir. As narrativas orais ganharam registros escritos, mas os compiladores, na maioria das vezes, permaneceram no anonimato. Nesse primórdio, o tecido que separava a narrativa de tradição oral, da escrita, era bem tênue. Permaneceu assim, até que a modernidade cobrou a assinatura de um autor.
No Decamerão de Boccaccio as múltiplas vozes dos narradores fazem pensar em vários autores. Porém, as cem narrativas estão assinadas. Não se trata de uma criação coletiva como os relatos colhidos e recontados pelos Irmãos Grimm, ou por Ítalo Calvino, ou por Jean Claude Carrière. Boccaccio imagina um grupo de sete moças que, tentando afastar-se dos perigos da peste que grassava em Florença, se encontram com três rapazes, “não por prévia combinação, mas por acaso, em uma das dependências da Igreja de Santa Maria Novella.” Ali, decidem seguir em busca de ar livre, para uma propriedade agrícola perto de Florença. E durante dez dias contam histórias de amor. É o mesmo modelo adotado em “As mil e uma noites”, sendo que nestas, além de um número mais infinito de noites, existe uma narradora única, Sherazade, que no transcorrer das histórias transfere a voz narrativa para outros. Sherazade seria um Boccaccio que ao invés de escrever, narra.
O conto se manteve próximo da tradição oral, e a substituiu nas sociedades em que a figura do narrador deixou de existir. Não há personagem, dentro das sociedades, a que possa ser comparado o romancista. Porque embora tenha existido o hábito da leitura de romances em voz alta, o romance nunca buscou forma correspondente na oralidade.
Mesmo considerando que a separação entre conto e romance é arbitrária, Ernesto Sabato insiste em diferenças arquetípicas, mas não diz quais são elas. Refere que “Guerra e Paz” é um romance e “Bartleby” um conto, sem estender-se nos motivos dessa classificação. A diferença estaria apenas no número de páginas? Sabato reconhece que “o romance é tão extenso comparado com o conto que, o que deve haver entre o começo e o fim dessa ilha difusa que se entrevê no início é difícil de prognosticar.” Borges, ao referir sua experiência, diz que vislumbra o princípio e o fim da história em cada conto que escreve, mas que não sabe a que país ou época pertencem, o que revela-se apenas quando pensa no tema, ou quando vai escrevendo.
No conto, trabalhando com um tempo narrativo mais limitado, segundo Ricardo Piglia “há um jogo entre a vacilação do começo e a certeza do fim”, sem sobras para digressões extensas como no romance. Segundo Kafka, “No primeiro momento, o começo de todo conto é ridículo. Parece impossível que esse novo corpo, inutilmente sensível, como que mutilado e sem forma, possa manter-se vivo. Cada vez que se começa, esquece-se de que o conto, se sua existência é justificada, já traz em si a forma perfeita, e que só cabe esperar vislumbrar nesse começo indeciso o seu visível, mas, talvez, inevitável final.”
Millôr Fernandes resumiria a questão numa tirada de humor: o conto é um romance sem o miolo. O conto é um relato que encerra um relato secreto, afirma Piglia. É este o seu miolo. Nele, precisamos contar uma história, contando outra. Não como fez Sherazade, que interrompe um fio narrativo para introduzir outro. É necessário que as duas histórias caminhem em paralelo, contem-se ao mesmo tempo. Ler um conto é investigar essa história secreta, que foge à aparência.
Piglia escreve que os contistas mais modernos abandonaram a estrutura fechada da narrativa e o final surpreendente; trabalham a tensão entre as duas histórias sem nunca resolvê-la. E que o conto clássico à Poe contava uma história anunciando que havia outra; e o conto moderno conta duas histórias como se fossem uma só. Os experimentos com o conto deixaram de lado a intenção de contar uma história, ou duas histórias, uma visível e outra secreta. Não existe a vontade de que o conto escrito retorne à forma oral, podendo ser lido em voz alta. Os novos narradores talvez não se interessem em contar histórias. Ou talvez se interessem em narrar uma história tão secreta, que muitas vezes nos perdemos nos seus sinais, sem nunca decifrá-la.
 *Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor.

Dia de Reis – 6 de Janeiro.

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dia de Reis foi criado para lembrar a data em que os três Reis Magos entregaram presentes ao Menino Jesus. É uma festa da Igreja Católica Apostólica Romana, realizada entre os dias vinte e quatro de dezembro e 06 de janeiro, o dia da comemoração.
Trazida pelos portugueses na época da colonização do Brasil, a folia de reis é um movimento cultural onde os grupos saem caminhando a pé pelas ruas das cidades, para levar às pessoas as bênçãos do menino Jesus.
Os participantes saem a caráter, cada personagem possui roupas próprias, deixando a folia com um ar mais animado.
Dentre os personagens que aparecem na festa temos: mestre, contramestre, músicos, tocadores, reis magos, palhaço e outras pessoas, donas de conhecimentos da data.
Na história do natal os reis magos foram guiados por uma estrela até chegarem ao local onde Maria estava com seu filho, na presença de José. O caminho percorrido foi longo, pois cada um estava em uma localidade, por isso demoraram cerca de doze dias para chegar a Belém.
Gaspar partiu da Ásia, levando incenso para proteger o Messias. Sua utilidade é espantar insetos com o aroma espalhado pelo ar, fazendo também do objeto uma reprodução da fé e da espiritualidade.
Da Europa, o enviado foi Belchior ou Melchior. Seu presente, o ouro, era oferecido apenas para os deuses, motivo pelo qual o ofertou para Jesus, simbolizando a riqueza, a realeza.
A mirra não foi esquecida. Baltazar levou-a da África, como a lembrança oferecida aos profetas. É um óleo ou resina extraído de uma planta, utilizado para o preparo de medicamentos.
Em agradecimento ao cortejo e às bênçãos recebidas, as donas das casas deixam vários tipos de alimentos prontos, para oferecer aos personagens do cortejo. Como estes saem pelas ruas das cidades, desde bem cedo, vão recebendo desde lanches, café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.
Com a folia, encerram-se as comemorações natalinas em todo o mundo, podendo desmanchar as árvores de natal e retirar todos os enfeites que representam a festa. O importante é abençoar a todos com a festa!

Sinpro-DF inicia diálogo junto ao governo Ibanei


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Dando continuidade à luta em defesa dos direitos do magistério, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) iniciou o diálogo junto à nova gestão que comandará o GDF pelo próximo quadriênio. Após reunião entre a Comissão de Negociação do Sindicato e o Secretário de Educação Rafael Parente, ficou estabelecido um cronograma de reuniões semanais para discutir a pauta de reivindicações da categoria, que contém mais de 100 itens importantes e urgentes para todos(as) educadores(as) do ensino público do DF.

Durante a conversa, realizada na manhã dessa quinta-feira (3), o secretário deu posicionamento em relação alguns pontos do pleito. Sobre o pagamento das pecúnias, Parente informou que o GDF reconhece a dívida, porém, maiores detalhes de como ou quando serão feitos os pagamentos deverão tratados diretamente com o governador Ibaneis Rocha (MDB), tendo em vista que a discussão das pecúnias envolve diversas categorias do funcionalismo.

A Comissão reforçou que é preciso estabelecer um debate permanente sobre as pecúnias, pois os valores destinados aos pagamentos são insuficientes diante do montante acumulado da dívida, além de cobrar a elaboração de medidas que garantam o gozo da Licença-Prêmio por Assiduidade para categoria em atividade, a fim de evitar o acúmulo de novas pecúnias.

Sobre a verba do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), o Sindicato alertou para a quitação das pendências de 2018 que ainda não foram pagas e cobrou que seja estabelecido, com antecedência, a periodicidade e os valores destinados para que as escolas se organizem. Sobre os recursos de 2019, o secretário informou que estão sendo tomadas medidas para pagar a primeira parcela também no mês de janeiro.

Acerca das nomeações, as convocações de professores(as) orientadores(as), bem como de cargos administrativos, incluindo os(as) monitores(as), deverão acontecer este mês. A expectativa é de que sejam convocados(as) 310 monitores(as), 468 orientadores(as), 429 apoio administrativo, 70 secretários(as) e 54 professores(as) das áreas de biomedicina (5), eletrônica (2), eletrotécnica (4), enfermagem (12), informática (1), língua estrangeira moderna/japonês (1), matemática (27) e odontologia (2) .

Parente disse ainda que providências estão sendo tomadas para que as contratações temporárias aconteçam de forma a garantir a participação desses(as) professores(as) já no início da semana pedagógica. Além disso, Rafael Parente explica que na noite desta sexta-feira (4), está previsto um crédito referente aos salários de dezembro, as rescisões de contratos temporários e um terço de férias do efetivo.

O Sinpro solicitou uma reunião com o governador Ibaneis Rocha para a próxima semana e a Comissão reafirma que neste momento se inicia uma nova etapa de discussão junto ao GDF para manter e conquistar avanços para toda a base, porém, o que garantirá o êxito será a continuidade da luta e da unidade histórica da categoria nesse novo embate.

Fonte: Facebook - SINPRO-DF