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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Artistas se posicionam em solidariedade à Venezuela

Nas últimas semanas, as pressões contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se intensificaram. Os esforços para destituir o mandatário, reeleito em maio de 2017, são liderados por Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional em desacato e autoproclamado presidente interno da Venezuela, com o apoio dos Estados Unidos e países do Grupo de Lima – bloco do qual o Brasil faz parte.

Políticos e artistas se posicionam em solidariedade à Venezuela Políticos e artistas se posicionam em solidariedade à Venezuela
Em solidariedade ao país caribenho, diversos líderes políticos se posicionaram a respeito do agravamento da crise política na Venezuela e criticaram a tentativa de intervenção.
Para o presidente da Bolívia, Evo Morales, a suposta ajuda humanitária oferecida à Venezuela é, na verdade, “um ‘cavalo de Troia’ para invadir e provocar uma guerra”. Morales fez um chamado para que a comunidade internacional se posicione sobre o que está acontecendo no país.
“Não podemos ser cúmplices de uma intervenção militar. Defender a Venezuela é defender a soberania da América Latina”, afirmou.
Em sua conta no Twitter, o mandatário também se dirigiu especificamente à União Europeia, pedindo que o bloco não esteja “com aqueles que não respeitam o multilateralismo. Esperamos uma profunda reflexão pela vida e pela humanidade. Qualquer intervenção só trará guerra. Não haverá paz sem justiça social e sem respeito a soberania dos povos”.
Lamentamos que la Ayuda Humanitaria quiera ser utilizada como “caballo de Troya” en #Venezuela, para invadir y provocar una guerra. Los hermanos latinoamericanos no podemos ser cómplices de una intervención militar. Defender a Venezuela es defender la soberanía de #AméricaLatina.
— Evo Morales Ayma (@evoespueblo) 22 de fevereiro de 2019
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também usou a rede social para prestar solidariedade à Venezuela, reafirmando “o apoio à Revolução Bolivariana e ao presidente Nicolás Maduro”. “Na Venezuela, estão defendendo a dignidade e decidindo o destino do direito à paz dos povos latino-americanos, caribenhos e do resto do mundo. Todos devemos enfrentar o imperialismo”, disse.
#Cuba en pie por el #Sí a la #Constitución y ratificando el apoyo a la #RevoluciónBolivariana y al Presidente Nicolás Maduro. Nuestras voces por el presente y el futuro de #Cuba y #AméricaLatina. #ManosFueraDeVenezuela #YoVotoSí #NosotrosVotamosSí #SomosCuba#SomosContinuidad pic.twitter.com/mm0dwyWq6z
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) 22 de fevereiro de 2019
Ainda segundo ele, “a ‘ajuda humanitária’ por parte dos Estados Unidos em 20 milhões de dólares é irrisória diante dos danos que produz o cerco financeiro, quantificado em 30 bilhões de dólares”.
O ex-primeiro ministro da Espanha, José Luiz Rodríguez Zapatero, criticou a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do país. Segundo ele, qualquer imposição na região poderá levar a um desfecho dramático. “Por isso, se queremos a paz, os valores democráticos, defendamos o diálogo para buscar saídas e soluções”, declarou em entrevista.
O senador do PT, Jaques Wagner, lembrou que o Brasil, historicamente, sempre adotou princípios diplomáticos respeitando a soberania e autodeterminação dos povos. Segundo ele, “esses princípios regem o nosso país nas relações internacionais desde o início da nossa República”.
O político também declarou que espera “que as autoridades brasileiras atuem com seriedade” e lembrou que o país sempre atuou “em missões de paz e não de guerra”.
Já para a ex-presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, o Brasil está se submetendo a interesses do governo Trump. “É uma ação deliberada e planejada, desde a indicação de um general de nossas forças armadas para integrar o Comando Sul do Exército americano, órgão responsável por inúmeras intervenções militares”, declarou através de uma nota.
Para Rousseff, é inaceitável que o Brasil se submeta “ao interesse do governo americano em usufruir do petróleo venezuelano”, aceitando a possibilidade de criar um conflito armado na América do Sul.
“Esta posição do governo Bolsonaro traz gravíssimas consequências, em um caso de guerra. Em especial, a tragédia da perda de vidas humanas de cidadãos brasileiros, latino-americanos e americanos”, lamentou a ex-mandatária.
Ajuda humanitária é um “truque”
Personalidades também criticaram as tentativas de intervenção na Venezuela. Uma delas foi Roger Waters, fundador do grupo britânico Pink Floyd. “Queremos mesmo que a Venezuela se transforme em outro Iraque, Síria ou Líbia? Eu não”, disse o músico em um vídeo publicado no Twitter.
Waters também criticou o show que está sendo realizado nesta sexta-feira (22) na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. Segundo ele, o show é um “truque” que “não tem nada que ver com ajuda humanitária”.
O ator e ativista norte-americano Danny Glover criticou as sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Os EUA “tomam bilhões de dólares, que legitimamente pertencem aos venezuelanos, impõem sanções para que eles não possam usar seu próprio dinheiro e recursos” e então tentam “salvá-los”, afirmou.
O embargo econômico, segundo ele, é “um plano que afeta apenas o povo e põe em risco os ganhos alcançados pela Revolução Bolivariana nos últimos 20 anos”.
Fonte: Brasil de Fato

Churrasco com coxão mole

É muito difícil que se pense no coxão mole como um corte para o churrasco, não é verdade? Picanha, alcatra, maminha e costela são apenas alguns dos cortes que a maioria dos churrasqueiros e churrasqueiras levaria ao fogo primeiro.
Mas, saiba que o coxão mole pode ser uma grande alternativa para o seu churrasco, pois rende grandes bifes que serão muito apreciados grelhados pela sua maciez e suculência.
Além disso, o coxão mole tem um preço menor que carnes como a picanha, auxiliando na economia.
Então, o primeiro passo é comprar uma boa parte de coxão mole. Retire bifes de 2 dedos de grossura da peça e tempere a carne. O vídeo que esta postado ao final, mostra bem certinho a maneira.
Como é um churrasco, você pode temperá-la apenas com sal grosso, salpicando sem esfregar. Depois leve à grelha para assar sob fogo quente como se fossem bifes de picanha, cerca de 7 minutos por lado para servir malpassado.
Caso queira um sabor diferente, você pode temperar cada bife com 3 dentes de alho amassados misturados ao sal grosso, regar com azeite de oliva e deixar marinando de 3 a 5 horas. Depois basta levar ao fogo conforme explicamos acima e quando ela estiver quase pronto, regá-la com um pouco de molho shoyu para dourar!
Agora a GRANDE recomendação: sirva o coxão mole mal passado ou no ponto, caso contrário, esse corte tende a endurecer rapidamente. Bom apetite!

Como Cortar Coxão Mole para um Churrasco Especial – Tv Churrasco

Aplicativos e intérpretes incentivam inclusão de turistas com deficiência auditiva

Experiências em Manaus, Brasília e Gramado são exemplos de como a tecnologia pode contribuir para incluir pessoas com deficiência no mercado de Viagens
Por Geraldo Gurgel
Giulia no bosque PAULO SERGIOMAP
Turista usa aplicativo no Bosque da Ciência de Manaus. Foto: Paulo Sérgio/Divulgação MTur
A tecnologia assistiva em aplicativos de celular  e a Língua Brasileira de Sinais estão ajudando a eliminar barreiras no turismo. Neste sábado (23) comemora-se o Dia Nacional da Pessoa Surda-Muda, deficiência causada pela falta da audição, que impede a verbalização das palavras. Mas não impede de realizar sonhos e conhecer o Brasil. Conheça três destinos, de norte a sul do país, que já utilizam ferramentas e políticas de inclusão com o objetivo de se preparar para receber turistas com deficiência auditiva.
Em Manaus (AM), o Bosque da Ciência vai oferecer, a partir de março, visitas autoguiadas para deficientes auditivos. O espaço público de lazer é referência em turismo pedagógico e desenvolveu um roteiro inclusivo com 12 atrativos sobre a fauna e a flora da Amazônia. O turista surdo vai recorrer ao Giulia, um aplicativo para smartphones que faz a leitura em Libras dos QRCodes dos pontos turísticos.
“A limitação no acesso a ambientes com atratividade turística, obstruindo a participação plena e efetiva da pessoa surda, deve ser rompida com tecnologia assistiva. Para superar essa barreira, precisamos ir além da inclusão social e econômica. A visitação turística é uma oportunidade de lazer, inclusão cultural e ampliação do conhecimento”, destaca a coordenadora-geral de Sustentabilidade e Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Gabrielle Nunes de Andrade.
O kit Turismo Acessível da capital do Amazonas também tem um resumo em glosa (linguagem escrita utilizada pelos surdos) para garantir a visita autoguiada. “Inserir o deficiente auditivo no nosso circuito de visitação faz com que o bosque seja relevante, compreensível e agradável ao turista”, avalia a coordenadora de tecnologia social do Bosque da Ciência, Denise Gutierrez.
O aplicativo Giulia foi idealizado pelo professor Manuel Cardoso, da Universidade Federal do Amazonas, com múltiplas funções de comunicação entre surdos e ouvintes. A adaptação da função assistiva para atrativos turísticos atende ao projeto da professora Selma Batista, do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas. “O aplicativo vai empoderar o visitante surdo, sem que ele precise do condutor. Nem sempre o atrativo tem intérprete com habilidade em libras”, comenta Batista.
A tecnologia também traduz em voz eletrônica para o ouvinte os sinais emitidos em Libras. “O aplicativo poderá, ainda, ser usado por um guia surdo para conduzir turistas ouvintes. Seria uma oportunidade de inclusão da pessoa surda no mercado de trabalho do turismo”, explica o professor Cardoso.
CENTRO-OESTE – Em Brasília, o Congresso Nacional é um dos atrativos mais visitados do Distrito Federal. A visita é guiada pelos principais espaços da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Dos 15 monitores de visitação institucional, quatro são intérpretes de Libras, que atendem os turistas com deficiência auditiva e grupos pré-agendados. O roteiro de turismo cívico, com foco na educação para a cidadania, informa o turista sobre a história política do Brasil, o processo de elaboração das leis e o patrimônio artístico e arquitetônico do Congresso Nacional.
Conhecer o Congresso Nacional, assim como visitar a capital federal, é muito mais do que um passeio: é uma aula de cultura, história e cidadania. “O turista tem acesso inclusive aos plenários das duas casas, onde deputados e senadores discutem e votam os projetos de lei. Recebemos, além de pessoas com surdez, turistas com limitações físicas e deficiência de visão”, disse o supervisor dos monitores, Anderson Gomes, ao destacar o caráter inclusivo do passeio.
REGIÃO SUL – No Rio Grande do Sul, o Festival de Cinema de Gramado usa legendas para quem não ouve, mas se emociona. O evento ampliou a acessibilidade para atrair turistas com deficiência auditiva que visitam a Serra Gaúcha. Na 47ª edição do festival, em agosto próximo, as sessões inclusivas vão contar com recursos como legenda descritiva de elementos que não podem ser percebidos por quem tem baixa ou nenhuma audição. No ano passado foram realizadas 12 sessões deste tipo.
As sessões são mistas, para todos os públicos, e também contam com audiodescrição, que é a narração das cenas exibidas na tela para deficientes visuais. “A inclusão desses espectadores na plateia do festival abriu novas oportunidades para a programação, interação e experiências”, diz o diretor da Gramadotur, Diego Scariot. O evento também terá tradução em Língua Brasileira de Sinais nas cerimônias oficiais de abertura e premiação.
Edição: Vanessa Sampaio

Com Chico e Bethânia, Leci Brandão puxa enredo político para Mangueira

Cantora e compositora carioca que festejará 75 anos de vida ativista em setembro, a cidadã brasileira Leci Brandão da Silva encarna a mais perfeita tradução política do enredo da Mangueira na presente edição do show idealizado para arrecadar fundos para ajudar a escola verde-e-rosa a pôr o Carnaval na avenida neste ano de 2019.
Por Mauro Ferreira, em seu blog no G1
No palco da casa Vivo Rio, a dignidade de Leci ombreou a majestade de Chico  No palco da casa Vivo Rio, a dignidade de Leci ombreou a majestade de Chico
Na noite de terça-feira, 19 de fevereiro, a dignidade de Leci ombreou a majestade de Chico Buarque de Mangueira, outra entidade verde-e-rosa, no palco da casa Vivo Rio. Tanto que o público se levantou e ovacionou de pé a artista após Leci cantar O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc, 1979). “Leci! Leci!”, gritou o público antes de reforçar o coro com um sonoro “Ele não”.
Atento aos sinais, o público entendeu que a aguçada consciência social do canto de Leci estava em total sintonia com o tom político do enredo História para ninar gente grande, criado pelo carnavalesco Leandro Vieira para o desfile da Mangueira neste ano de 2019.
A sintonia entre cantora e enredo era tamanha que, após medley em que versou com Pretinho da Serrinha nos partidos altos Papai vadiou (Rode do Jacarezinho e Gaspar do Jacarezinho, 1985) e As coisas que mamãe me ensinou (Leci Brandão e Zé Maurício, 1989), a cantora abriu mão de cantar samba mais popular para destilar o orgulho negro que pauta Identidade (Jorge Aragão, 1992). Na sequência, Leci afiou o discurso político de Zé do Caroço (Leci Brandão, 1980), samba mais popular da lavra autoral da artista.
Enfim, mesmo com as chamativas presenças de Chico Buarque e Maria Bethânia, foi Leci Brandão o maior destaque do elenco de show beneficente criado sem grandes rigores estéticos. E o carinho de Chico com Leci, visível no coletivo número final, sublinhou a apoteose particular da artista.
Roteirista do espetáculo, que tem uma segunda apresentação agendada na mesma casa Vivo Rio para amanhã, 21 de fevereiro, Túlio Feliciano encadeou blocos individuais dos seis cantores solistas arregimentados para o evento – Alcione, Chico Buarque, Leci Brandão, Maria Bethânia, Mart’nália e Pretinho da Serrinha – com espaços para eventuais duetos e para a evolução de ritmistas e baluartes da Estação Primeira, como o sedutor primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira, formado atualmente por Matheus Olivério e Squel Jorgea.
Primeira grande atração na ordem do roteiro, Alcione estava com a voz tinindo. E foi com graves portentosos que homenageou o mais lendário puxador de samba da escola, Jamelão (1913-2008), ao cantar o samba-canção Nunca (Lupicínio Rodrigues, 1947), e que saudou o mangueirense Nelson Cavaquinho (1911-1986) ao proclamar Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973) antes de dar a sentença de Não deixe o samba morrer (Edson e Aloísio, 1975) com divisão e suingue tão espertos que, ao fim, Alcione mais pareceu uma blueswoman vinda do Morro de Mangueira ou de qualquer outra comunidade carioca.
Na sequência, Alcione chamou ao palco Mart’nália, que caiu de bossa no samba Menina (Paulinho Nogueira, 1970) – gravado por essa sapeca cantora para o disco editado em 2011 com a trilha sonora da série As cariocas (TV Globo) – e hasteou com descompromisso e leveza a bandeira de Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1992) antes de mandar tudo para A tonga da mironga do kabuletê (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971).
Agregada afetivamente ao elenco mangueirense, mas identificada com a escola de samba Unidos de Vila Isabel, Mart’nália saiu do palco antes de chamar o imperial Pretinho da Serrinha. Mas voltou atrás, literalmente, e engatou com Pretinho saudação a Ivone Lara (1922-2018) – dona de uma das patentes mais altas do samba do Império Serrano – com a alegria de Sorriso negro (Jorge Portela, Adilson de Barro e Jair de Carvalho, 1981).
Crooner eficiente, Pretinho segurou sozinho a onda festiva do show ao lançar mão de sambas conhecidos como Tendência (Jorge Aragão e Ivone Lara, 1981), Alguém me avisou (Ivone Lara, 1980) e Retalhos de cetim (Benito Di Paula, 1973), sendo que especialmente nos dois últimos o percussionista tornado cantor conseguiu expressiva adesão da plateia já propensa a soltar a voz em hits de outros Carnavais.
Chamado ao palco por Leci Brandão, cantora que assumiu o comando do show após o set de Pretinho da Serrinha, Chico Buarque foi o samba verde-e-rosa em pessoa mesmo quando se afastou do morro de Mangueira – após entrar com adequada sobriedade na Sala de recepção (1976) de Cartola (1908-1980) – para passar no bairro carioca da Lapa para prestar a habitual Homenagem ao malandro (Chico Buarque, 1977).
Na sequência, Chico cantou Tua cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque, 2017) e abriu alas para a entrada de Maria Bethânia no samba Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque, 1966). Número sempre esperado nos shows da Mangueira, o dueto de Chico e Bethânia transcorreu em tons outonais sem o calor de verões passados.
Sozinha em cena, a cantora aumentou a temperatura vocal ao reviver Sonho impossível (The impossible dream) (Joe Darion e Mitch Leigh, 1965, em versão em português de Chico Buarque e Ruy Guerra, 1972) e ao cair no samba Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962), números em que Bethânia mandou oportunos e sutis recados políticos antes de fazer exaltações à Mangueira em pot-pourri de sambas com menções à escola.
No arremate, os cantores da Mangueira puxaram o samba da escola no Carnaval de 2019 e assumiram o comando da festa. Foi quando a entrada dos ritmistas e destaques da escola ofuscou as estrelas principais do show, fazendo que o brilho maior fosse do samba, o grande poder transformador nesse país de Jamelões, Lecis e Marielles.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CAMPUS CANGUARETAMA Com apoio do IFRN, Herdeiros de Zumbi lança CD com músicas do Coco de Zambê

Com apoio do IFRN, Herdeiros de Zumbi lança CD com músicas do Coco de ZambêProjeto de Extensão desenvolvido em comunidade quilombola de Sibaúma contou com apoio da UFRN
Foto: Isaac Samir
A capoeira é uma das manifestações da cultura africana mais difundidas e conhecidas mundialmente. E o Coco de Zambê? Já ouviu falar? Na comunidade quilombola de Sibaúma, no município de Tibau do Sul, o grupo Herdeiros de Zumbi mantem viva a memória de seus antepassados, reconstruindo os sentidos da dança, da música e da resistência negra em apresentações locais e fora da cidade. 
Foi com o intuito de apoiar o grupo e promover a difusão do trabalho que o professor Isaac Melo, do Campus Canguaretama do IFRN, coordenou o projeto de Extensão junto à comunidade. Graças às ações do projeto, o grupo lança neste sábado, 23 de fevereiro, o CD Herdeiros de Zumbi – Praia de Sibaúma. O lançamento acontece durante as festividades da 9ª Noite dos Tambores, em Sibaúma, com início às 18h, na praça principal da praia.
O CD
O trabalho faz o registro de 21 músicas, a maioria de autoria própria, como “É história, é história do Quilombo que eu vou falar”. São reproduzidas ainda sete canções de domínio público, como “Quero tomar banho, quero me banhar”. O grupo Herdeiros de Zumbi é formado por Sérgio Marques Caetano, Laelson Marques Caetano, Josinaldo Rosa da Silva e Evandeilson Leandro Barbosa, todos de Sibaúma. Sérgio explica que o grupo se apresenta desde a década de 1990. Em 2011, passou a se chamar Herdeiros de Zumbi. “A gente tinha vontade, mas não tinha condições de gravar. Em 2017 conhecemos os professores do IFRN na Noite dos Tambores. Tem sido muito bom e tem feito com que a gente tenha confiança na Instituição”, declara.
O PROJETO
Coordenado pelo professor Isaac Melo, da área de música, a ideia começou durante uma disciplina da Licenciatura em Educação do Campo, ofertada pelo Campus Canguaretama. Ao visitar a comunidade quilombola Sibaúma, o professor percebeu a necessidade do registro das manifestações culturais realizadas ali. “A visita se tornou projeto de pesquisa e depois de Extensão, com a meta de gravarmos o CD, que vai ser lançado neste sábado. Para isso, tivemos a parceria da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), através do diretor, Jean Joubert. O CD foi gravado no estúdio da EMUFRN. A pesquisa ainda vai render um documentário, que faremos junto com a UFRN, e um livro, que será submetido à edital de seleção da Editora IFRN”.
O projeto conta ainda com a participação dos professores Nilton Xavier, Flávio Ferreira, Clarissa Honda, Ivickson Ricardo e da aluna Giceli de Souza, do Campus Canguaretama do IFRN. “O projeto é vinculado às ações do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, do Núcleo de Arte e da Licenciatura em Educação do Campo do Campus Canguaretama. Atuamos em permanente diálogo com as comunidades que formam os sujeitos da diversidade da microrregião do litoral sul. Inclusive o organizador do grupo 'Herdeiros de Zumbi', Sergio Caetano, representa a comunidade externa enquanto membro do NEABI – IFRN”, destacou o professor Flávio.
O COCO DE ZAMBÊ
Poucos sabem, mas o Coco de Zambê está intimamente relacionado à história do Rio Grande do Norte. Parecido com a capoeira, é mais focado na dança, acompanhado por canto e o ritmo de tambores chamados “zambê”, "pau oco" e “chama”, feitos com pau furado e cobertos com couro de animais. As danças começaram a ser realizadas no Brasil nos engenhos de açúcar, com registros principalmente na praia de Tibau do Sul. Sérgio, um Herdeiros de Zumbi, além de participar do grupo, organiza eventos culturais na cidade, produz e vende os tambores como artesanato. A Noite dos Tambores, principal festa da comunidade quilombola de Sibaúma, tem início às 18h e segue noite à dentro, com capoeira, coco de zambê e celebração à cultura negra do estado.
Fonte: Portal IFRN

CONTRA O PRECONCEITO STF já tem quatro votos a favor da criminalização da homofobia

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Sessão desta quinta: tema já foi discutido em quatro sessões. Dias Toffoli afirmou que terá de "reorganizar a pauta"
Para relatores e dois ministros, casos devem ser enquadrados e punidos da mesma forma que a lei sobre crimes de racismo. Julgamento vai continuar, em data a ser definida.
São Paulo – O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem quatro votos, de um total de 11, a favor da criminalização da homofobia e da transfobia. Na sequência do julgamento das ações, nesta quinta-feira (21), o outro relator, ministro Edson Fachin, do STF, acompanhou integralmente o voto do decano, Celso de Mello, considerando que o Congresso foi omisso e determinando que crimes de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero sejam enquadrados na Lei 7.716, sobre crimes de racismo. Isso até que o parlamento aprove uma lei específica. Os ministros Alexandre de Moraes e Roberto Barroso seguiram os relatores.
Ainda não há data para continuação do julgamento. O tema já foi discutido em quatro sessões. O presidente da Corte, Dias Toffoli, afirmou que terá de "reorganizar a pauta".
"Aqui não há tipo penal novo, nem atividade legislativa do Supremo Tribunal Federal", disse Fachin na sessão de hoje. "Não é constitucionalmente possível não punir ou deixar de punir. Neste caso, há falta de lei específica. Trata-se de cumprir a Constituição", acrescentou o ministro, considerando procedente o Mandado de Injunção (MI) 4.733, da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). O STF julga conjuntamente o MI e Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, ajuizada pelo PPS.
Ontem (20), o relator da ADO 26, ministro Celso de Mello, decano do STF, decidiu que o Congresso foi omisso por não editar lei a respeito. E votou no sentido de enquadrar a homofobia e a transfobia como crimes já definidos na legislação, como a Lei 7.716, de 1989. 
Leia aqui a íntegra do voto de Celso de Mello, de 155 páginas, que consumiu duas das quatro sessões.
Fachin afirmou que todos têm direito de viver em uma sociedade sem preconceito e de serem protegidos contra a discriminação. "Para termos dignidade com respeito a diferenças é preciso assentar que a sexualidade possui caráter inerente à dignidade humana", argumentou. Ele citou o artigo 5º da Constituição, que determina a edição de lei penal contra quaisquer formas de discriminação que atinge direitos e liberdades fundamentais. Já o decano afirmou ontem que a homofobia representa uma forma contemporânea de racismo. 
Primeiro a votar depois dos relatores, Alexandre de Moraes também fez ressalvas ao Congresso. Ele observou que foi apenas em relação à homofobia e à transfobia que o parlamento não seguiu seu próprio padrão, de punir condutas discriminatórias com sanção penal. Segundo o ministro, é caso de proteger um direito fundamental.
Moraes afirmou ainda que se houver lei especial em relação a condutas homofóbicas e transfóbicas, revoga-se a decisão. Se não houver, "a vida continua e será aplicada a Lei 7.716", acrescentou.
"A afetividade é uma das energias mais poderosas do universo", disse quase ao final de seu voto o ministro Luís Roberto Barroso, com direito a citação de trecho da música Paula e Bebeto, de Milton Nascimento e Caetano Veloso: "Qualquer maneira de amor vale a pena". 
Segundo ele, a omissão do Congresso está caracterizada nesse caso. Se o parlamento não agiu, argumentou, é legítimo que o STF atue para fazer valer a Constituição. Barroso lembrou que o país registra "número bastante expressivo" de denúncias contra a comunidade LGBT e observou que é preciso punir a discriminação contra orientação sexual da mesma que se faz em relação à discriminação religiosa, de raça ou contra deficiente.
"A homofobia é claramente atentatória aos direitos e as liberdades fundamentais", afirmou Barroso. O ministro disse ainda que enquanto sexo é uma questão biológica, "gênero é questão de percepção do individuo e orientação sexual é um fato da vida, não uma escolha". Quase ao final da sessão, finalizada por Toffoli às 18h25, ele defendeu a liberdade religiosa, mas destacou o que considera "a síntese mais completa dos evangelhos, de não fazer ao próximo o que não gostaria que fizessem a si". 
 Fonte: RBA

ANÁLISE É preciso enfatizar a importância da educação na melhora econômica da vida

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Foto: DIVULGAÇÃO / ALESP
Janine: "O novo governo quer dizer que evolucionismo e criacionismo são opiniões diferentes. Não são"
Ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro defende outra abordagem no enfrentamento de propostas como a Escola sem Partido.
São Paulo – "O fator que mais faz as pessoas crescerem na vida é a educação. Mesmo quando não é maravilhosa, mais tempo de formação já impacta na vida. Melhora salários, função exercida, qualidade de vida. Permite que as pessoas escolham melhor, rompam preconceitos, decifrem melhor o que é dito, a demagogia, a corrupção. Povo educado decide melhor. Isso é o que assusta a extrema direita que defende o Escola sem Partido". A análise é do ex-ministro da Educação, professor Renato Janine Ribeiro.
Em aula pública sobre Educação e Democracia, nessa quinta-feira (21) na Assembleia Legislativa de São Paulo, Ribeiro defendeu que a extrema direita quer justamente desmontar os avanços na educação nos últimos anos. "Na discussão do Plano Nacional de Educação, o debate ficou preso a factoides: ideologia de gênero e doutrinação. Isso não existe. Não se debateu a fundo temas importantes, como financiamento, valorização dos professores, desenvolvimento dos alunos. Quem foca nos factoides tem medo do poder emancipador da educação", afirmou.
Para ele, a oposição a esse tipo de projeto deve evitar a discussão sobre liberdade de expressão. "O que o professor faz em sala de aula não é dar opinião. 'Dois mais dois igual a quatro' não é opinião, é saber científico. O novo governo quer dizer que evolucionismo e criacionismo são opiniões diferentes. Não são. Um deles é conhecimento científico. Se quiser ensinar criacionismo em aula de poesia ou religião tudo bem", afirmou.
Janine lembrou que uma das principais descobertas de seu tempo no Ministério da Educação foi o impacto da desigualdade no desempenho dos alunos. Ele relatou como, ao relacionar os níveis de desenvolvimento econômico com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se percebia que havia boas escolas, com boas iniciativas, em locais muito pobres. E escolas ricas com desempenho insatisfatório.
"Uma escola do mais baixo nível social, consegue chegar a 420 (pontos na nota), em média. Isso é estatística. E quer dizer que se um aluno dessa escola tira 500, ele se saiu bem. Mas se um aluno de escola rica tira 600 ele não foi bem. Isso é importante para ser analisado. É uma demonstração de como a desigualdade afeta o desenvolvimento dos alunos. E como você lanceta a desigualdade? O primeiro passo é a alfabetização na idade certa", argumentou Ribeiro.
Ele lembrou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem em mãos um projeto pronto, baseado no modelo desenvolvido no Ceará, no governo de Cid Gomes, para efetiva alfabetização de crianças nos três primeiros anos do ensino. "É um tiro no pé o novo governo focar a atuação do MEC nesses factoides de ideologia de gênero e doutrinação. Qual o objetivo disso? Sabotar a educação. Mas está na mesa um programa pronto, avaliado, comentado, que pode fazer muito. Que é o alfabetização na idade certa.E não essa bobagem que estamos vendo o MEC fazer", afirmou.
O ex-ministro ressaltou que houveram muitos avanços no governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Mas que houve um momento em que foi preciso escolher entre melhorar a qualidade da educação, e não incluir todas as crianças, e garantir a inserção da maioria e avançar na qualidade aos poucos. "Em 1946 se tornou obrigatória a educação nos quatro primeiros anos. Em 1967, subiu para os oito primeiros anos. Mas só no governo Fernando Henrique Cardoso conseguiu se universalizar o ensino fundamental. Em 2009, o governo Lula torna a frequência de todo ensino básico obrigatória. E isso foi um grande avanço e precisamos continuar nesse caminho", afirmou.
Fonte: Rede Brasil Atual

Chancliche da Dona Fádua

A gastronomia árabe é muito admirada no Brasil e eu, filho de Fádua, sou um glutão da cultura gastronômica da região dos meus antepassados, vindos do Líbano. Minha mãe cozinhava maravilhosamente bem. Tenho saudades.
Dona Fádua, minha mãe, fazia de tudo um pouco das receitas tradicionais da culinária árabe como tabule, kibe cru, kibe assado, cuscuz marroquino, homus tahine, mas o queijo árabe foram poucas vezes. Na minha família damos nome diferente: chanclichesempre foi ‘ariche’ pra mim!  Chancliche é um queijo árabe que é a base de ricota e em formato redondo, ele é pequeno e envolvido por especiarias, normalmente zatar, um tempero que tem na mistura tomilho, orégão, manjerona e gergelim.

INGREDIENTES
1/2 kg de ricota
1/2 xícara (chá) azeite
3 colheres (sopa) de zaatar
Sal e pimenta branca a gosto
Pimenta síria a gosto
1 colher (chá) de pimenta calabresa seca
Azeite para passar nas bolas
Cobertura:
Zaatar
MODO DE PREPARO
Amasse a ricota com azeite até o ponto de pasta (dura). Adicione o zaatar, o sal, a pimenta branca, a pimenta síria e a pimenta calabresa. Faça bolas, besunte com azeite e passe na cobertura.
Para consumir você amassa na hora com o garfo, acrescenta azeite, faz uma pastinha e come com torradinha, pão sírio, folha de alface etc. Meu pai costuma misturar também com tomate, cebola e azeite.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Música e resistência no palco da Bienal

Bandas da mostra de música selecionada abriu os shows de convidados em Salvador.
por Yuri Salvador.
Encerrando as noites da 11º Bienal da UNE, seis grupos dos mais variados estados tiveram a oportunidade de mostrar seus trabalhos para um público diverso, que lotou e agitou do início ao fim, as três noites da Mostra Selecionada de Música.
“Construir uma Bienal da UNE na coordenação de música sempre é um desafio muito grande, pois todos nós sabemos que os shows da Bienal são sempre muito aguardados pelos estudantes do Brasil inteiro. Nesta edição, tivemos mais de 40 inscritos, com diversos ritmos” afirma Maria Emília Ribeiro, estudante do curso de pós-graduação em Cultura e Sociedade e coordenadora da Mostra de Música. Maria enfatiza também a diversidade presente no festival: “nessa mostra pudemos passear entre ritmos nordestinos e populares, na música popular brasileira, e principalmente conhecer o repertório autoral que os selecionados trouxeram”.

Banda Ofá

Grupo Faixa de Gaza

Banda Cajú Pinga Fogo
Passaram pelo palco da Bienal as bandas Versa (SC) e Faixa de Gaza (RJ) na primeira noite, Coqueiro Alto (PB) Cajú Pinga Fogo(PI) na segunda, e Ofá e Guilherme Ventura (MG).

APOIO Nobel da Paz para Lula alcança mais de 600 mil assinaturas



Lula Nobel
RICARDO STUCKERT
Lula é candidato ao Prêmio Nobel da Paz por ser 'exemplo mundial de combate à pobreza e à desigualdade'
Cresce apoio para que atuação de Lula no combate à pobreza reconhecida. No STF, ministro Edson Fachin, nega recurso do ex-presidente contra condenação que o mantém preso.
São Paulo – A campanha que defende o Prêmio Nobel da Paz para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva este ano ultrapassou 614 mil assinaturas nesta quinta-feira (21).  O abaixo-assinado foi criado pelo arquiteto argentino e ativista dos direitos humanos Adolfo Pérez Esquivel, vencedor da premiação em 1980. 
Lula teve a sua candidatura oficializada em 31 de janeiro, quando foi enviada à organização do prêmio a petição, que naquele momento acumulava cerca de 550 mil assinaturas, entre elas de chefes de Estado e ganhadores em outras edições. Ainda que não sejam contabilizadas oficialmente, as novas assinaturas continuam servindo para ampliar o apoio político ao ex-presidente. 
Como iniciativas que contribuíram para a paz mundial são apontados os programas Fome Zero e Bolsa Família, iniciativas do governo Lula que foram fundamentais para a retirada de cerca de 36 milhões de pessoas da pobreza extrema no Brasil. As ações serviram de inspiração e foram replicadas em diversos países em desenvolvimento, especialmente na África. 
Esses programas se tornaram "exemplo mundial de combate à pobreza e à desigualdade, contra a violência estrutural que aflige a humanidade, ele merece o reconhecimento por sua contribuição para a paz na humanidade", afirma Esquivel, no manifesto que encabeça o abaixo assinado.

STF

A campanha de Lula ao Nobel da Paz também é instrumento para denunciar as decisões arbitrárias da Justiça, que resultaram em duas condenações e na sua prisão política, que já dura 320 dias. Nesta quinta, a defesa do ex-presidente sofreu novo revés, ao ter negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin recurso contra outra decisão desfavorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
O recurso apresentado pela defesa apontava irregularidade em parecer do ministro Félix Fischer, do STJ, em habeas corpus negado à defesa de Lula, que alegava que Fischer não poderia decidir individualmente, mas sim a 5ª Turma do tribunal.
Ao negar o recurso, Fachin afirmou que a 5ª turma deverá julgar o mesmo habeas corpus, mas negou haver irregularidade na decisão de Fischer. A defesa de Lula afirma que vai recorrer também da decisão de Fachin, para que esse recurso seja julgado pela 2ª turma do STF.
Além da falta de provas, os advogados do ex-presidente alegam que a sentença do então juiz Sérgio Moro utilizou argumentos que não constavam na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no caso do tríplex de Guarujá.  
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

CARNAVAL PERDE MESTRE GLAUCO SOUZA LOBO

Encontro de parceiros:Glauco e Cláudio Ribeiro
O carnaval curitibano perdeu um dos seus maiores ícones, no início da manhã desta quinta-feira. O carnavalesco Glauco Souza Lobo, conhecido no mundo da cultura e do samba, de 79 anos, estava internado em estado grave e respirava com ajuda de aparelhos, informou Hospital Cruz Vermelha, em Curitiba, no Paraná.
Nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 25 de março de 1939, chegando a Curitiba em 7 de setembro de 1945, filho de combativo jornalista politicamente perseguido e criador, mais tarde, da Revista do Rádio.

De família circense, por parte de mãe dos Garcia, trabalhou com os Queirolos a trupe tradicional incentivadora desde o berço, por origem, do Circo.
Foi ator de circo, teatro, rádio e também apresentador de televisão da década 60. Ligado de alma e coração a Escola de Samba Embaixadores da Alegria, agremiação que seu pai, Aldo de Souza Lobo foi um dos fundadores e ele dirigiu.
O escritor e jornalista Ernani Buchmann, junto com o também jornalista, Luiz Geraldo Mazza, críticos do carnaval curitibano diziam: “para acabar o carnaval daqui basta prender o Glauco e o Cláudio nos dias de folia”. Isso dá a dimensão da importância de Glauco a manifestação da cultura popular. Marcou para sempre seu nome na cidade que tanto amou.
Secretario Municipal de Turismo e Coordenador do Carnaval de Curitiba. Cidadão Samba.
Glauco e Dudu Lobo
Deixa viúva – Dudu Lobo, filhos e netos
Seu corpo está sendo velado no Cemitério Municipal de Curitiba na Capela São Francisco de Paula.
Sepultamento no mesmo campo santo.