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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Resistência: os desafios das mulheres indígenas no Brasil

Indígenas falam sobre o preconceito contra seus povos e sobre a luta para garantirem espaço fora das aldeias
Por: Isabela Alves
Segundo dados publicados pela Funai, a população indígena em 1500 era de aproximadamente 3 milhões de habitantes, sendo que aproximadamente 2 milhões estavam estabelecidos no litoral do país e 1 milhão no interior. Em 1650, esse número já havia caído para 700 mil indígenas e, em 1957, chegou a 70 mil, o número mais baixo registrado. De lá para cá, a população indígena começou a crescer.
De acordo com o último censo demográfico, realizado em 2010 pelo IBGE, o Brasil tem cerca de 896,9 mil indígenas. Deste total, 817,9 mil se autodeclararam indígenas no quesito cor ou raça do Censo 2010 e 78,9 mil residiam em terras indígenas e, embora tenham se declarado de outra cor ou raça (principalmente parda, 67,5%), consideravam-se indígenas de acordo com aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados. Ao todo, ainda existem 305 etnias, que falam 274 línguas.
Segundo o escritor inglês George Orwell, “a história é escrita pelos vencedores”. E a do Brasil é contada até os dias atuais da perspectiva dos colonizadores. Mas a realidade é que terras foram invadidas e milhares de indígenas foram mortos.
Estereotipados como selvagens, preguiçosos e seres não racionais, sem alma e sem fé, a opressão contra esse povo perdura até hoje. Os indígenas continuam lutando pelo direito à demarcação de terras, para preservar sua cultura e para combater ideias preconceituosas.
Neste cenário, as mulheres indígenas estão sendo uma peça fundamental. Cada vez mais, elas estão falando sobre a marginalização dos seus povos e toda a pressão social que sofrem. Elas se tornaram líderes para defender os seus direitos e políticas públicas para reivindicar a demarcação de terras, leis que as defendam da violência física, e para terem acesso a saúde e educação de qualidade, entre outros direitos básicos.
Conheça agora as histórias de duas ativistas da causa no Brasil.
We’e’na Ticuna
We’e’na Ticuna pertence à aldeia Tukuna Umariaçu. Seu nome significa ‘onça que nada para outro lado do rio’.  Seu povo mora na zona de Tabatinga, no oeste do Amazonas, região do Alto Solimões. Eles são o povo indígena mais numeroso do país, com 46 mil pessoas, segundo o Censo 2010.
A história da sua aldeia é marcada pela violência, principalmente por parte dos seringueiros e madeireiros, que, além de invadirem o território, roubam alimentos e poluem os rios. Por ver as dificuldades que seu povo passava, ela conta que já cresceu ativista.
“A dificuldade nos ensina a enfrentar qualquer obstáculo e nos dá forças para conquistar qualquer ideal. Nós somos conhecidos como um povo da resistência. O meu povo já teve muito sangue derramado, mas vamos lutar até o fim para que os nossos direitos sejam respeitados”, afirma.
Como mulher indígena, ela sente que a invisibilidade é ainda maior. Durante a adolescência, precisou sair da aldeia para estudar. A transição foi algo tão impactante, que ela tinha medo até de se comunicar com as pessoas.
No entanto, a ativista não desistiu dos seus objetivos, porque sempre acreditou que era necessário buscar conhecimento e lutar pela causa indígena ocupando diversos espaços. Hoje, aos 30 anos, ela é formada em Nutrição e Artes Plásticas. “Sofri preconceito, passei fome, mas não deixei de lutar pelos meus ideais. Hoje eu sou vista como um espelho para outras mulheres do meu povo”.
We’e’ena reconhece que as violações contra os povos indígenas sempre ocorreram no Brasil, porém, com o novo governo, as violações se agravaram. Em um dos seus primeiros atos na presidência, o presidente Jair Bolsonaro decretou o esvaziamento das funções da Fundação Nacional do Índio (Funai), ao destinar ao Ministério da Agricultura uma das principais atividades executadas pelo órgão indigenista nos últimos 30 anos: a identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas no Brasil.
Pressões sociais e as limitações de território culminam em diversos problemas psicológicos e físicos para os indígenas. A diferença na taxa de suicídios entre a população em geral e a população indígena é um exemplo disso. Enquanto a taxa de suicídios no Brasil é de 5,8 por 100 mil habitantes, a taxa entre indígenas é de 15,2 por 100 mil habitantes. Só em 2017, foram 128 suicídios de indígenas no país, segundo o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgado este ano pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O Amazonas e o Mato Grosso do Sul são os estados que concentram mais da metade dos casos de suicídio entre indígenas em aldeias e nas cidades. No Amazonas, foram 54 mortes do tipo e, no Mato Grosso do Sul, foram 31, apenas em 2017.
“Quando o indígena vê que seu povo está morrendo e não há mais solução, ele se recolhe, faz a despedida da família e se mata. Alucinações, medo, a vergonha de perder a identidade, não ter espaço e nem voz são motivações para o ato”, explica We’e’ena.
Apesar de tudo, We’e’ena não perde a esperança. Contra todos esses desafios, o povo indígena continuará resistindo”, conclui.
Walelasoetxeige Surui
Walelasoetxeige Surui pertence ao povo Suruí e sua aldeia está localizada em Rondônia. Seu nome significa “mulher inteligente” e a menina faz jus ao nome. Ela passou no vestibular antes mesmo de completar o ensino médio. Com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela foi aprovada em Direito, na Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Na época, ela precisou recorrer à Justiça para se matricular no curso, já que ainda não possuía o certificado de conclusão do ensino médio.
Ela conta que, durante o ensino fundamental, precisou sair da aldeia para ter acesso a uma educação de qualidade. Quando foi para a cidade, estava dividida entre dois mundos.
“O fato de ser mulher traz várias barreiras. Por ser mulher e indígena, as barreiras são ainda maiores. O indígena é muito estereotipado e sofre muito preconceito por ser quem é. As pessoas te questionam o tempo todo sobre ter celular e até por que você usa roupas. É como se ali não fosse o seu lugar”, desabafa.
O fato de morar na cidade não a faz ser menos indígena. Pelo contrário, ela acredita que é necessário ocupar espaços para causar impacto social. Além de estudar, ela possui dois empregos. Um deles é na Defensoria Pública da União (DPU), onde a jovem defende as violações de direitos humanos contra a população indígena.
Um dos últimos casos que ajudou a resolver foi o da invasão a uma terra indígena em Rondônia no dia 14 de janeiro deste ano. Os invasores adentraram a região da aldeia e desmataram uma faixa de aproximadamente 20 km. Segundo relatos, após os Uru-eu-wau-wau expulsarem os invasores, o chefe da invasão ameaçou voltar com mais 200 invasores e disse que, se os indígenas resistissem, eles matariam crianças para os indígenas sentirem dor.
“Com as suas declarações preconceituosas, o presidente Bolsonaro acabou legitimando essas violações de direitos humanos contra os povos indígenas. O presidente da Funai conversou com os garimpeiros e madeireiros, porém o caso atualmente continua parado”, relata com tristeza.
Para ela, a invisibilidade indígena é grande no país, mas isso lhe dá mais forças para continuar lutando. Segundo Walelasoetxeige, um movimento que vem crescendo é o das mulheres indígenas que estão se fortalecendo e ajudando umas às outras.
Uma de suas inspirações é a deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR), primeira indígena eleita para o cargo no país. Além de vencer a eleição, Joênia venceu o Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos no ano passado. Entre as pessoas e organizações que já receberam tal prêmio estão o ativista político norte-americano Martin Luther King, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e a ativista paquistanesa Malala Yousafzai.
“É muito bonito ver esse movimento das mulheres se ajudando e dando força uma para a outra. Ainda há muito o que lutar, mas vamos continuar na luta pelos nossos direitos de cidadãos brasileiros e celebrar essas conquistas”, conclui.
Fonte: Observatório3setor

Racismo mata: 71% das pessoas assassinadas no Brasil são negras

Os negros representam 54% da população brasileira, mas são 71,5% das pessoas assassinadas no país
Por: Isabela Alves
Atlas da Violência 2018, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que a população negra está mais exposta à violência no Brasil. Os negros representam 54% da população brasileira, mas são 71,5% das pessoas assassinadas a cada ano no país.
Entre o período de 2006 e 2016, a taxa de homicídios de indivíduos não negros (brancos, amarelos e indígenas) diminuiu 6,8%, enquanto no mesmo período a taxa de homicídios da população negra aumentou 23,1%.
Em 2016, a taxa de homicídios da população negra foi de 40,2 mortes por 100 mil habitantes. O mesmo indicador para brancos, amarelos e indígenas foi de 16.
As maiores taxas de homicídios de negros no país estão em Sergipe (79 por 100 mil habitantes) e no Rio Grande do Norte (70,5 habitantes por 100 mil). Algo que chamou a atenção no levantamento foi a situação de Alagoas, pois o estado possui a terceira maior taxa de homicídios de negros (69,7 por 100 mil habitantes) e a menor taxa de homicídios de não negros do Brasil (4,1).
Taxas de homicídios de negros por 100 mil habitantes, no Brasil:
2006 – 32,7
2007 – 32,4
2008 –  33,7
2009 – 34,3
2010 – 36,5
2011 – 35,1
2012 –  36,7
2013 –  36,7
2014 – 38,5
2015 – 37,7
2016 – 40,2

Leia também: É só clicar no link: Projeto cria calendário para valorizar importantes datas da cultura negra


Fonte: https://observatorio3setor.org.br

Como fazer ovo de páscoa caseiro: aprenda as melhores receitas

Seja para quem quer degustar, presentear amigos ou ganhar uma renda extra, fazer ovo de páscoa caseiro pode ser uma excelente ideia, principalmente em tempos de crise econômica.
Conheça neste post 5 receitas de ovos de páscoa deliciosos para você surpreender quem ama, degustar sozinha ou ganhar um dinheiro na época mais deliciosa do ano. Confira!

1. Ovo de Páscoa tradicional

Essa é uma receita base para fazer ovo de páscoa caseiro e pode ser feita com chocolate ao leite, amargo, branco, entre outros.
Ingredientes:
  • 500 g de chocolate ao leite ou meio amargo;
  • 1 forma para ovo de chocolate de 1 kg.
Modo de preparo:
  1. Quebre o chocolate em pedaços e derreta-o em um recipiente de vidro, em banho-maria, com fogo baixo;
  2. Depois que o chocolate estiver completamente derretido, despeje-o sobre uma superfície de mármore e com uma espátula faça movimentos circulares para que ele esfrie. Quando estiver na temperatura ambiente, retorne o chocolate para o recipiente de vidro;
  3. Com a ajuda de uma espátula de silicone ou pincel de cozinha, aplique uma camada de chocolate nas formas, leve-as para a geladeira por 10 minutos e retire para aplicar mais uma camada de chocolate. Repita o procedimento até que a forma tenha três camadas e então deixe na geladeira por 15 minutos.
  4. Após os 15 minutos, retire as formas da geladeira e apare o excesso de chocolate que resta nas bordas. Desenforme o chocolate com cuidado, fazendo uma leve pressão com as mãos na parte externa da forma até que o chocolate se solte;
  5. Depois é só rechear com alguma surpresa de sua preferência, como balas, brinquedos ou bombons.

2. Ovo de páscoa de pão de mel

Essa é uma receita para quem quer fazer algo diferente e impressionar: um ovo de páscoa recheado com pão de mel!
Ingredientes:
  • 1 xícara de chá de mel;
  • 1 xícara de chá de leite;
  • 1 xícara de chá de açúcar;
  • 200 gramas de manteiga;
  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 3 ovos;
  • 1 colher rasa de fermento em pó;
  • Doce de leite cremoso;
  • 500 gramas de chocolate ao leite para cobertura.
Modo de preparo:
Pão de mel
  1. Bata a manteiga, o açúcar, o mel e os ovos por 5 minutos. Em seguida adicione leite e farinha, batendo até obter uma mistura homogênea.
  2. Acrescente o fermento, despeje a mistura em uma forma untada e asse em forno médio por aproximadamente 50 minutos. Desenforme e reserve.
Casca do ovo
  1. Derreta o chocolate em banho-maria e aplique uma camada na forma do ovo de páscoa. Leve para a geladeira até que ele endureça.
  2. Em seguida, retire da geladeira e faça uma camada de doce de leite, cubra com pedaços do pão de mel e coloque uma nova camada de chocolate;
  3. Leve à geladeira até que endureça, retire, desenforme embrulhe.

3. Ovo de Páscoa de colher ou recheado

Ovo de Páscoa de colher
Se você gosta de experimentar novas técnicas na hora de fazer ovo de páscoa caseiro, tem que fazer essa receita. Ele é recheado com um creme para comer de colher, que pode ser de diversos sabores, maracujá, limão, nuts, baunilha, damasco, etc.
Veja abaixo, uma receita com um recheio de chocolate.
Ingredientes:
  • 1 quilo de chocolate;
  • 1 lata de creme de leite;
  • 1 lata de leite condensado;
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 1 colher de sopa de manteiga.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Coloque o leite condensado, creme de leite, manteiga e chocolate em pó em uma panela e misture até formar um creme.
  2. Em seguida, leve a panela ao fogo baixo e mexa até que a mistura desgrude do fundo da panela;
  3. Espere o recheio esfriar completamente e reserve.
Casca do ovo
  1. Pique o chocolate e divida-o em três partes iguais. Derreta duas partes em banho-maria e em seguida, acrescente a terceira parte, mexendo até obter uma mistura homogênea;
  2. Faça uma camada com o chocolate derretido na forma e leve para a geladeira por três minutos. Em seguida, retire a forma da geladeira, faça uma nova camada de chocolate e leve-o de volta para a geladeira pelo mesmo tempo. Repita o processo até que a camada de chocolate esteja mais espessa;
  3. Em seguida, retire o excesso das bordas e leve a forma para a geladeira, até que ele endureça;
  4. Retire a forma da geladeira, desenforme as metades do ovo e preencha-as com o recheio. Para decorar, acrescente granulado ou raspas de chocolate.

4. Ovo de páscoa trufado

Assim como o ovo recheado, fazer ovo de páscoa caseiro trufado também é sucesso garantido!
Ele pode ser recheado com creme de diferentes sabores como avelã, brigadeiro, maracujá, morango, entre outros.
Na receita abaixo, o recheio é um creme clássico de chocolate.
Ingredientes:
  • 250 gramas de chocolate ao leite picado;
  • 150 gramas de chocolate meio amargo;
  • 100 gramas de chocolate ao leite (para recheio);
  • 1 lata de creme de leite sem soro;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • 1 dose de licor de cacau.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Derreta o chocolate meio amargo e 100 g de chocolate ao leite em banho-maria.
  2. Enquanto ainda estiver quente, misture o mel, o licor de cacau e o doce de leite, mexendo até que a mistura fique homogênea. Deixe esfriar e leve ao freezer até a hora de rechear o ovo de páscoa.
Casca do ovo
  1. Derreta 250 gramas do chocolate ao leite picado em banho-maria e depois resfrie em uma superfície de mármore até que o chocolate alcance a temperatura ambiente;
  2. Aplique uma camada fina do chocolate na forma e leve ao freezer por cinco minutos. Retire do freezer, faça mais uma camada fina e leve-o de volta ao refrigerador pelo mesmo tempo. Em seguida repita o processo mais uma vez para que o chocolate endureça;
  3. Depois de seco, aplique uma camada do recheio e retorne com o doce para o freezer até que esteja bem consistente.
  4. Retire-o do freezer e finalize com uma nova camada do chocolate para cobrir o recheio trufado, levando-o mais uma vez para o refrigerador até que a forma fique opaca. Após esse tempo, desenforme o ovo com cuidado, deixe secar e embrulhe.

5. Ovo fit com ganache de biomassa de banana verde

Para quem quer curtir a Páscoa, mas sem exagerar na dose do chocolate, vale a pena fazer ovo de páscoa caseiro fitness, como essa versão feita com chocolate 70% sem glúten e sem lactose e recheio de biomassa de banana verde.
Ingredientes:
  • 1 tablete de Chocolate 70% cacau sem glúten e lactose;
  • 1 1/4 xícara de chá de Chocolate 70% cacau picado;
  • 2 colheres de sopa de Biomassa de banana verde amolecida;
  • 1 colher de sopa de leite de amêndoa;
  • 3 colheres de sopa de cranberry picada.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Coloque o chocolate em um recipiente de vidro e derreta-o em banho-maria.
  2. Em seguida, misture a biomassa e o leite. Mexa até obter uma mistura homogênea e junte a cranberry. Reserve.
Casca do ovo
  1. Derreta um pouco mais da metade (120 g) do chocolate em banho-maria, depois junte o restante do chocolate e mexa até encorpar. Deixe o chocolate esfriar até a temperatura ambiente;
  2. Em seguida, preencha a forma de ovo com uma camada fina de chocolate e leve à geladeira até endurecer (cerca de 10 minutos). Retire e aplique uma nova camada de chocolate e leve novamente à geladeira pelo mesmo tempo. Repita o processo até que a casca do ovo fique com a espessura desejada;
  3. Depois, distribua uma camada com o recheio de chocolate com a biomassa e, por cima, faça uma camada com o restante do chocolate da casca. Leve à geladeira novamente até endurecer.
  4. Para finalizar, basta desenformar, deixar secar e embrulhar.
Existem muitas outras receitas para fazer ovo de páscoa caseiro e, caso você pretenda fazer ovos para venda, é importante procurar novas técnicas e variações de recheios e sabores. A dica é começar a testar as receitas o quanto antes para se adaptar bem ao ponto do chocolate, evitando a perda de tempo e desperdício de ingredientes. Não perca tempo e mão na massa!
Você já pensou em fazer ovo de páscoa caseiro? Curtiu as nossas receitas? Então compartilhe esse post com suas amigas nas redes sociais!
Brasil Cultura

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Bairros terão encenações da Paixão de Cristo

Seis bairros de Curitiba terão encenações da Paixão de Cristo nesta Sexta-feira Santa (19). As apresentações serão realizadas por grupos de teatro comunitários amadores e contam com apoio da Fundação Cultural de Curitiba. As encenações acontecem no Bairro Novo, Bairro Alto, Abranches, Alto Boqueirão, Xaxim e Pinheirinho.
Os grupos têm experiência e tradição na realização dos espetáculos baseados em cenas bíblicas que relatam os momentos finais da vida de Jesus. O grupo Jubac – Jovens Unidos Buscando o Amor de Cristo, do Alto Boqueirão, é um dos mais antigos, com 30 anos de existência. Formado por jovens da comunidade, o grupo promove várias atividades voltadas ao crescimento pessoal e espiritual por meio das artes cênicas e da dança.
O grupo de teatro Êxodus, que se apresenta na Praça Acir Macedo Guimarães, no Abranches, surgiu há mais de 20 anos. Inicialmente, o grupo contava com 30 integrantes. Hoje são 200 atores e figurantes que emocionam o público. A encenação acontece num espaço de 1.000 m² e dura aproximadamente 2 horas.
O grupo Arte e Vida, do Bairro Novo, também tem 20 anos de tradição e um elenco de mais de 200 pessoas, a maioria moradores da região. O espetáculo sempre reúne um público numeroso, que cresce a cada ano para acompanhar as cenas do auto da Paixão.
O grupo Amor em Cena tem o propósito de evangelizar através da arte. Por isso, todos os anos promove a encenação da história da crucificação sob um enfoque diferente, levando aos atores e ao público os ensinamentos de Jesus. Este ano, o grupo tem como foco uma reflexão mais voltada ao arrependimento e ao perdão dos pecados pelo amor de Cristo.
Grupo de Teatro da Paróquia Maria Mãe da Igreja, o Adorarte leva o espetáculo para o Centro Cultural Vilinha do Bairro Alto, onde a encenação é feita desde 2012. O grupo conta com uma equipe de aproximadamente 172 voluntários, membros da comunidade. No Pinheirinho, a atração é o grupo Cena Viva, que apresenta o auto da Paixão no Santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração.
Confira os endereços e horários das apresentações:
GRUPO DE TEATRO ARTE E VIDA – ASCAPE
Local: Rua da Cidadania do Bairro Novo – Rua Tijucas do Sul, 1700 – Sítio Cercado.
Entrada franca, 20h.
GRUPO ÊXODUS
Local: Praça Acir Macedo Guimarães – Rua Rodolpho Nunes Pereira com Rua Carmelina Cavassin – Abranches.
Entrada franca, 20h.
ADORARTE – GRUPO DE TEATRO PARÓQUIA MARIA MÃE DA IGREJA
Local: Centro Cultural Vilinha. Rua Marco Pólo,1560.  Bairro Alto.
Entrada franca, 20h.
JUBAC – Jovens Unidos Buscando o Amor de Cristo
Local: Praça Recanto dos Eucaliptos – Rua Pastor Antonio Polito, 2200. Alto Boqueirão.
Entrada franca, 19h.
GRUPO DE TEATRO AMOR EM CENA
Local: Complexo Poliesportivo Xaxim – Rua Inocente Rebelato, s/n. Xaxim.
Entrada franca, 20h.
CENA VIVA
Local: Santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração. Rua Nicola Pellanda, 545. Pinheirinho.
Entrada franca, 19h.
Fonte: BRASIL CULTURA

Espetáculos da Paixão de Cristo movimentam Semana Santa em várias cidades do Brasil


Além da tradicional montagem em Nova Jerusalém, encenações em diversas cidades reproduzem os últimos dias de vida de Jesus
A Paixão de Piracicaba (SP), que em 2019 chega à 30ª edição, começou quando um grupo de atores da cidade se reuniu para fazer a encenação por conta própria (Foto: Fran Camargo)
Às vésperas da Páscoa, a encenação da Paixão de Cristo ganha palco em igrejas, hortos, parques e vales em diversas cidades do País. A representação, que no Brasil começou com a iniciativa visionária do comerciante e político Epaminondas Mendonça, no interior de Pernambuco, se tornou uma das principais tradições nacionais nesta época do ano. Diversas montagens já obtiveram apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Desde 1991, 142 versões da peça foram realizadas com recursos captados por meio da Lei, em um total de R$ 21 milhões.
A Paixão de Piracicaba (SP), que em 2019 chega à 30ª edição, é uma delas. Tudo começou quando um grupo de atores da cidade se reuniu para fazer a encenação por conta própria. Com o aprimorar da peça, foram percebendo que necessitavam de uma estruturara melhor e, em 1996, criaram a Associação Cultural e Teatral Guarantã, que, desde então, organiza anualmente a montagem.
A associação conta com diversos apoios, entre os quais o da prefeitura municipal e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. De acordo com a diretora de produção da Associação, Anelisa Ferraz, em 2019, eles conseguirão fornecer ajuda de custo para os mais de 200 atores que compõem o elenco. “Nós nos reunimos com o Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões), pois nos últimos anos, além dos voluntários, há atores e estudantes de artes cênicas que participam da encenação, e conseguimos acordar uma ajuda de custo para os todos os intérpretes que atuam na montagem”, informa.
Os trabalhos começam quase um ano antes da Páscoa, quando são abertas as oficinas de atuação para as pessoas que não têm formação em artes cênicas e desejam atuar na peça. Em 2018, as oficinas começaram em julho. Em dezembro, são feitas as inscrições e candidaturas para os papéis principais e, em janeiro, começam os ensaios. Durante a semana, são realizados nas dependências da Associação e, no fim de semana, no Parque do Engenho, onde a peça é encenada para um público de cerca de 2 mil pessoas. Desde que foi fundada, a Associação já captou mais de R$ 3,9 milhões para organizar 30 encenações da Paixão de Cristo.
Acessibilidade
No Distrito Federal, onde anualmente há diversas montagens para a peça, uma se destaca: a Via Sacra de Surdos de Brasília. Quem tomou a iniciativa de montar uma versão para deficientes auditivos foi a professora de artes Lilian Pazzini, da rede pública de Planaltina (DF). Ela buscou em Renato Telles, ator e integrante do elenco da Via Crucis que já era encenada na cidade, o apoio para executar a ideia. “Foi muito fácil dirigi-los, pois a linguagem de Libras (linguagem brasileira de sinais) já exige que sejam muito expressivos. Minha maior dificuldade, no início, foi mesmo para me comunicar com eles, já que eu não entendia Libras na época”, conta Telles, que foi o diretor dos espetáculos até 2018. “Hoje, são eles que fazem tudo e eu fiquei, praticamente, como produtor”, relata.
Na primeira montagem, o elenco foi composto por 50 surdos, que foram reunidos com o auxílio da Pastoral dos Surdos do Instituto Nossa Senhora do Brasil, em Brasília. Atualmente, são 200 atores, sendo que alguns, além de ter deficiência auditiva, também são cegos ou portadores de síndrome de Down ou autismo.
Entre os desafios que enfrentou para dirigir o espetáculo, Telles conta que foi necessário criar algumas expressões que não existiam em Libras, como as palavras Herodes ou Páscoa. Além disso, tudo tem de ser feito de acordo com as regras de acessibilidade, desde o piso podotátil até as rampas de acesso ao palco.
“A Via Sacra mudou o meu modo de ver tudo, de ver as pessoas, de ver a vida. Diariamente, eu vejo como essas pessoas constroem as próprias vidas com alegria, têm seus filhos, vão à universidade, e isso me dá muito mais força para lidar com meus problemas, por exemplo. É transformador, você não consegue passar por esse processo sem querer ajudá-los, mas a verdade é que eles me ajudam bem mais do que eu a eles”, destaca Renato. Este ano, a encenação, que é itinerante, será montada em Samambaia (DF), provavelmente uma semana após o domingo de Páscoa e a entrada é gratuita.
Histórico
As encenações da Paixão de Cristo no Brasil tiveram início em 1952, na vila de Fazenda Nova, no município de Brejo da Madre de Deus, a 200 km do Recife. Epaminondas Mendonça leu sobre a encenação do calvário organizada por uma cidade da Baviera alemã e decidiu que faria o mesmo, a fim de impulsionar o comércio local.
Em 1956, o gaúcho Plínio Pacheco assistiu ao espetáculo a convite do ator e diretor Luiz Mendonça, que interpretava Jesus. Além de se apaixonar por Diva Mendonça, filha de Epaminondas, com quem se casou, Luiz também se deixou envolver pela história da Paixão de Cristo. Em 1962, Pacheco teve mais uma ideia visionária: construir uma cidade teatro que replicasse Jerusalém e que servisse de palco para o espetáculo. Com recursos próprios e o apoio da família e de amigos da região, ele inaugurou a cidade teatro de Nova Jerusalém em 1968 e, desde então, a peça é encenada no local.
Desde a primeira edição, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já atraiu mais de 4 milhões de pessoas. Movimenta, anualmente, o comércio de Brejo da Madre de Deus e de municípios próximos, como Caruaru, Gravatá, Santa Cruz do Capiberibe e Toritama, como também o turismo em Porto de Galinhas e até Recife.
A cada temporada, cerca de 250 mil pessoas visitam a região, sendo que 60 mil assistem ao espetáculo. Estima-se que a encenação movimente R$ 200 milhões na economia local, incluindo os investimentos em divulgação, produção, comércio, hotéis, pousadas e transporte. A montagem se tornou tão famosa que até já foi tema de documentário da rede TV estatal da Inglaterra, a BBC.

Tudo Sobre a Páscoa, Significado, História, Origem, Símbolos, Coelho, Ovos Páscoa, Receitas


OVOSPINTADOS
Páscoa” vem do hebreu Pessach, que significa “passagem“, festa celebrada há mais de dois mil anos, para lembrar o êxodo dos judeus do Egito, depois de trezentos anos de escravidão.
Para os cristãos, essa é a mais importante das datas cristãs. É comemorada em todas as partes do mundo e simboliza alegria, recomeço, nova vida e sentido do sacrifício, em razão de outra passagem: a ressurreição de Jesus Cristo.
Muitos costumes ligados ao período pascal vêm da celebração da Páscoa judaica, em que o sacrifício do cordeiro era um prognóstico do sacrifício de Cristo na cruz.
Os símbolos da Páscoa no mundo são: o cordeiro (representa o sacrifício do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo); as luzes, velas e fogueiras (significam a chama da luz e da esperança); os ovos (simbolizam o nascimento, a nova vida que retorna à natureza, visto que a existência de muitos animais tem sua origem no ovo); os coelhos (representam o nascimento e a nova vida, em razão de sua fertilidade, pois são animais que se reproduzem rapidamente e em grande escala).
Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa para representar a alegria da ressurreição e o reconhecimento do sacrifício. A tradição de oferecer ovos veio da China. Séculos atrás os orientais se preocupavam em envolver os ovos naturais em cascas de cebola, cozinhando-os com beterraba. Quando retirados da água quente, apresentavam desenhos nas cascas.
O costume de presentear ovos chegou ao Egito e à Pérsia. As pessoas passaram a tingir ovos com alegres cores, presenteando-os aos amigos na Festa da Primavera. Os persas acreditavam que a Terra havia saído de um ovo gigante. Para os egípcios, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Existem algumas versões para explicar a substituição de ovos naturais pelos de chocolate. A hipótese mais provável é a que se refere à indústria de chocolate, iniciada pelo holandês Van Houtem, em 1828.
Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram o hábito de comemorar a Páscoa como lembrança da ressurreição. No século XVIII, a Igreja o adotou, oficialmente, visto ser Cristo o cordeiro pascal.
Fonte: www.paulinas.org.br

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Páscoa

HISTÓRIA DOS OVOS DE PÁSCOA

O Domingo de Páscoa é a ressurreição, simbolizada pelo ovo, significando o nascimento – a nova vida.
A tradição de oferecer ovos vem da China. No dia 15 de abril, ao abrir o seu ovo de Páscoa, lembre-se que a paciência chinesa é responsável por essa tradição.
Há vários séculos os orientais preocupavam-se em embrulhar os ovos naturais com cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba.
Ao retirá-los do fogo, ficavam com desenhos mosqueados na casca.
Os ovos eram dados de presente na Festa da Primavera.

O costume chegou ao Egito. Assim como os chineses, os egípcios distribuíam os ovos no início da nova estação.
Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição e no século XVIII a Igreja adotou-o oficialmente, como símbolo da Páscoa.
Desde então, trocam-se os ovos enfeitados no domingo após a Semana Santa. Há duas versões para explicar a substituição de ovos naturais pelos de chocolate. Uma delas conta que a Igreja proibia, durante a Quaresma, a alimentação que incluísse ovos, carne e derivados de leite.
Mas essa versão é contraditória, pois, na Idade Média, era comum a bênção de ovos durante a missa antes de entregá-los aos fiéis.
O surgimento do ovo de chocolate na Páscoa se deu a partir do Séc. XVIII, em substituição aos ovos duros e pintados que eram escondidos nas ruas e nos jardins para serem caçados. Foi uma descoberta fabulosa dos confeiteiros franceses que inventaram esse modo atraente de apresentar o chocolate.

SÍMBOLOS DE PÁSCOA

A Cruz da Ressurreição
Representa o sofrimento e a ressurreição de Jesus Cristo.
O Cordeiro
Simboliza Cristo, que é o filho e cordeiro de Deus, sacrificado em prol de todo o rebanho (humanidade). Embora tido como símbolo daPáscoa cristã, o cordeiro já era muito importante na Páscoa judaica e nos cultos Teutónicos, onde era frequente o sacrifício de animais aos deuses.
Pão e Vinho
Representando o corpo e sangue de Jesus, o pão e o vinho são dados aos seus discípulos, para celebrar a vida eterna.
O Círio
Vela de enorme dimensão que se acende no sábado de Aleluia, que simboliza “Cristo, a luz dos povos”. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”.
Coelhinho da Páscoa
Esta tradição nasceu na Alemanha, há muitos séculos, pelo que se dizia às crianças que os coelhos levavam os ovos e os escondiam nas ervas. Na manhã do dia de Páscoa as crianças tinham de procurar os ovos escondidos pelos coelhinhos.
Ovos da Páscoa
Os ovos de Páscoa são um costume típico de muitos países. Quer sejam ovos de galinha pintados, tradicionais sobretudo na Polónia e na Ucrânia, quer ovos de chocolate envoltos em papel decorativo brilhante, recheados de amêndoas e enfeitados com bonitas fitas, segundo os costumes mais ocidentais, o que é certo é que os ovos fazem parte do nosso imaginário pascal.

Camarões Grelhados para a Páscoa

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Como Preparar Camarões Grelhados para Pascoa. O camarão grelhado é um saboroso prato, apreciado por quase todo amante dos frutos do mar.

INGREDIENTES

  • colheres de sopa de azeite de oliva
  • colheres de sopa de suco de limão
  • colher de sopa de alho picado
  • Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
  • 700g de camarão-rosa fresco descascado e limpo (sem tripa)
  • 3colheres de sopa de salsa fresca picada
  • MODO DE PREPARO
  1. Em uma tigela tempere os camarões com o azeite, o suco de limão, o alho e a pimenta-do-reino.
  2. Deixe-os marinando na geladeira por 30 minutos.
  3. Em uma frigideira em fogo médio coloque o azeite e assim que estiver bem quente, coloque os camarões.
  4. Deixe grelhando por 2 minutos cada lado, sem ficar mexendo neles.
  5. Vire do outro lado e espere mais 1 minuto.
  6. Sirva a seguir com bastante salsinha picada e azeite.
  7. Fonte: BRASIL CULTURA