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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Por que adiar o Enem? Veja a história destes estudantes


Problemas com internet, falta de acompanhamento pedagógico, poucos recursos… Entenda o que motiva o pedido de secundaristas e universitários

Enquanto o MEC mantém o calendário do Enem no meio da pandemia do coronavírus, os estudantes se mobilizam nas redes para adiar as datas da prova. Os motivos são muitos, mas a desigualdade na preparação do exame, diante de aulas suspensas pela quarentena, colocam muitos sonhos por um fio.
A petição pelo adiamento do Enem, organizada pela UBES e a UNE, já reúne mais de 30 mil assinaturas. Se você ainda não assinou, acesse aqui. Toda essa mobilização dos estudantes chegou no Congresso Nacional, onde deputados e senadores já entraram com uma ação popular e projetos para suspender o calendário.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, não leva em conta os inúmeros estudantes que enfrentam dificuldades com os estudos durante a quarentena e já afirmou em seu Twitter que “vai ter Enem, sim”.
A realidades dos estudantes não é a mesma do ministro
Uma pesquisa da TIC Domicílios do ano passado, revelou que 30% dos brasileiros não têm acesso à internet e a maioria só acessa pelo celular. Apesar de parecer um número pequeno, muitos estudantes enfrentam problemas de conexão, mesmo com o acesso.
É o caso da Malu Ferreira de 18 anos, que enfrenta problemas com a rede wi-fi em casa e com o sinal do 3G do celular. A região de Suzano (SP), onde ela está passando a quarentena com a família, não favorece o acesso para as tarefas passados pelos professores da E E Caetano de Campos da Aclimação, onde estuda.
“Mudei pra essa escola há poucos meses pra conseguir ter um preparo melhor pro Enem, mas a conjuntura me virou de pernas pro ar. O futuro tá bem incerto”, relata Malu Ferreira de 18 anos.
Na escola da Malu, as atividades passadas pelos professores são das aulas que tiveram antes da quarentena, nenhum conteúdo novo. O secundarista Victor Gabriel de 16 anos, nem isso está tendo. Os alunos da E.E. Rubens Moreira da Rocha em Santo André (SP) não tem nenhuma atividade escolar para fazer durante a quarentena. Mesmo Victor não fazendo o Enem desse ano pra valer, pois está no 2º ano, seu teste na prova sairia prejudicado.
“Eu ia fazer um teste esse ano, pois saí de uma escola que quase não tinha professores. Agora com as datas do Enem no meio da pandemia, vou continuar com problemas para estudar”, afirma Victor Gabriel de 16 anos.
Já o Centro de Ensino Médio Elefante Branco em Brasília (DF), onde estuda Gabriella Helena de 17 anos, ia oferecer um site onde os professores mandassem deveres. Até agora nada e nenhum esclarecimento da diretoria.
“Eu estou no 3º ano e não tenho como estudar para me preparar para o vestibular”, conta Gabriella que também sugere que outros vestibulares também repensem as datas. Como exemplo, ela cita o PAS, processo seletivo da Universidade de Brasília (UnB) que ela também pensava em concorrer.
Secundas dos IFs também sofrem
Até os Institutos Federais, modelos de excelência do ensino técnico público, estão completamente parados. Estudantes como a Luiza Guimarães de 18 anos, que estuda no Instituto Federal do Paraná e o Raffael Reis de 18 anos, que estuda no Instituto Federal do Maranhão, enfrentam dificuldades para estudar em casa.
Luiza conta que está sendo difícil se concentrar com irmãos menores em casa. “Além de estudar pro vestibular, estou fazendo o TCC [comum no último ano dos IFs] e é muito difícil conciliar as duas coisas em casa, longe da minha orientadora”, esclarece a estudante.
“Eu preciso tirar uma boa nota no Enem pra entrar na universidade, mas nessas circunstâncias de pandemia, vai ser quase impossível”, diz Luiza Guimarães de 18 anos.
Raffael Reis conta que no IFMA até se falava em EAD no início da quarentena, mas foi notável a impossibilidade de manter as aulas nessa modalidade, pois muitos alunos não teriam como acompanhar. Para ele, o ano do Enem por si só já um desafio, pois estudou em escola pública a vida inteira e não tem condições de pagar cursinho.
“Particularmente me sinto a ver navios, sem perspectivas”, conta Raffael Reis de 18 anos.
“Quando o MEC divulgou o edital do enem foi um choque!”, enfatiza Raffael que torce para que a mobilização dos estudantes nas redes sociais e as ações de parlamentares no Congresso consigam impedir que a prova seja realizada no meio de uma pandemia mundial.
Sem o adiamento do Enem, não há perspectivas para o estudante que completa: “Prestar o exame com os três anos completos já seria muito difícil, agora me pergunto se tenho alguma chance tendo cursado menos de 1 mês do último ano do ensino médio”.
Fonte: UBES

PGR solicita ao STF abertura de inquérito contra Abraham Weintraub para apurar racismo em mensagem sobre a China

Foto: Pedro França/Agência Senado
O vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito contra Abraham Weintraub, ministro da Educação, pela suspeita de crime de racismo por uma publicação sobre a China e a pandemia do novo coronavírus em suas redes sociais.
O ministro Celso de Mello é o relator do caso no STF, que tem uma postura clara em relação ao racismo e discriminação – foi Celso quem deu o voto que determinou que homofobia se enquadrasse no mesmo crime.
Weintraub fez chacota do sotaque dos chineses, que tem dificuldades em falar português, usando o personagem Cebolinha e trocando o R pelo L em uma postagem em uma rede social. A embaixada chinesa publicou nota onde classificou as declarações do ministro como “absurdas e desprezíveis” e de “cunho fortemente racista”.
O post foi retirado do ar e o inquérito, mediante autorização do STF, possibilita a Polícia Federal obter dados da postagem, da conta do ministro no Twitter e também ouvir o ministro pessoalmente. Em outros momentos em que foi chamado a se manifestar, o ministro mandou representantes. Ao final, o vice-procurador decide se denuncia Weintraub ao STF pelo crime de racismo.
O Ministro já mostrou em outros momentos a imaturidade em lidar com alguns temas, usando sua conta no twitter para fazer piadas e atacar pessoas.
E os ataques à China vindos de pessoas próximas a Bolsonaro ou de dentro do governo também não foram feitos pela primeira vez. Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, já havia feito uma comparação da pandemia do novo coronavírus ao acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, causando reação da embaixada chinesa e desconforto com o maior parceiro comercial do Brasil.

Fonte: Mídia Ninja

Respirador criado pela UFPB de R$ 400 é liberado para produção por empresas

Foto: Divulgação/ UFPB
A Universidade Federal da Paraíba criou em 48 horas um respirador pulmonar que é 37 vezes mais barato que o disponível no mercado e teve sua licença liberada para produção por empresas. O valor total do projeto é de R$ 400, o ventilador mais barato no mercado custa R$ 15 mil.
As empresas ainda precisam submeter o aparelho aos testes no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), mas essa já se apresenta como uma das soluções para a falta de equipamentos que acometerão o SUS se houver alta demanda de pessoas internadas com casos graves de problemas respiratórios em decorrência da covid-19.
Outros projetos similares de respiradores vêm sendo produzidos em universidades brasileiras. A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro também estão com seus pesquisadores trabalhando para propor soluções para a pandemia do novo coronavírus.
As universidades, a pesquisa e a ciência têm sido essenciais no combate à pandemia e é sempre bom lembrar que o próprio governo já se colocou contra as instituições de ensino, acusando os espaços de promover balbúrdia e cortando verbas.

Fonte: Mídia Ninja

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Um quarto dos mortos do coronavírus no Brasil está fora dos grupos de risco; cinco vezes mais que na Espanha

(Foto: Reuters | Secom)
O perfil da disseminação do coronavírus no Brasil está apresentando uma inesperada aceleração das mortes de pessoas fora dos grupos de risco nos últimos 15 dias. Um quarto (25%) dos mortos no país devido à epidemia são pessoas com menos de 60 anos e sem comorbidades que agravam os sintomas. A proporção de pessoas abaixo dos 60 anos de idade que morreram é mais de cinco vezes maior que a registrada na Espanha. Isso liquida de vez com toda a tese de Jair Bolsonaro sobre o combate à pandemia
247 - Um levantamento realizado pelo jornal O Globo com base nos dados oficiais do Ministério da Saúde indica um perfil inédito e alarmante da disseminação do coronavírus no Brasil: uma inesperada aceleração das mortes de pessoas fora dos grupos de risco nos últimos 15 dias. Nada menos que um quarto (25%) dos mortos no país devido à epidemia são pessoas com menos de 60 anos e sem comorbidades que agravam os sintomas. Isso liquida de vez com toda a tese de Jair Bolsonaro sobre o combate à pandemia
Até o dia 27 de março, apenas 11% dos óbitos foram entre pessoas com menos de 60 anos, e somente 15% das vítimas fatais não apresentavam comorbidades. Agora, porém, esses índices aumentaram — 25% das mortes ocorrem entre pessoas com menos de 60 anos, e 26% dos óbitos foram em pacientes sem registro de doenças preexistentes, como diabetes, cardiopatias e pneumopatias.
O Brasil está apresentando um padrão diferente de países como a Espanha, o segundo com maior número de mortes — quase 170 mil, atrás apenas dos EUA. No Brasil, a proporção de pessoas abaixo dos 60 anos de idade que morreram pela Covid-19 é mais de cinco vezes maior que a registrada na Espanha (4,6%). Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, neste domingo, o Brasil tem até agora 22.169 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus, e 1.223 óbitos. O balanço de sábado contabilizava 20.727 contaminações e 1.124 mortes.Com base na premissa de que a doença é mais perigosa para idosos e pessoas com comorbidades, Bolsonaro e empresários bolsonarista têm defendido a estratégia conhecida como isolamento vertical, na qual apenas as pessoas consideradas dentro de um grupo de risco seriam submetidas ao isolamento social. O Ministério da Saúde, no entanto, vem defendendo que ainda não é hora de relaxar as medidas de isolamento para todos os que podem ficar em casa.
Os números estão causando enorme preocupação nas autoridades de saúde do país. O secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso diz que o aumento das mortes entre pessoas fora dos grupos de risco no Brasil mostra que isolamento vertical defendido por Bolsonaro é despropositado: “Se você tem um número cada vez maior de jovens e pessoas saudáveis morrendo da doença, não faz sentido falar em isolar grupo de risco”
Para o professor do Departamento de Epidemiologia da USP, Eliseu Alves Waldman, o início da epidemia entre os pobres é que está mudando o perfil da doença no país: “O coronavírus pode se expandir muito nessa região (nas periferias), porque as condições de moradia são mais frágeis. As casas são pequenas, e há várias dividindo o mesmo dormitório”
A italiana Marta Giovanetti, professora visitante da Fiocruz, afirma que a estratégia bolsonarista de exposição das pessoas ao vírus levará ao caos: “Algumas pessoas podem ter pensado que valeria a pena expor a população que não pertence à zona de risco e levá-las ao trabalho, mas sabemos que elas também podem ser vulneráveis. Todos estão sujeitos ao contágio, e pode haver uma procura em massa do SUS, o que vai gerar em seu colapso”.
Fonte: Brasil 247

Com Bolsonaro, o ano de 2020 ainda não começou para o audiovisual. "A Cultura Resistirá!" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN".



(a video camera from the days before CCD sensors, containing a glass videcon tube to create a video imagem)
Algumas fontes chegam a falar em 600 projetos de filmes e séries interrompidos desde o início do governo Bolsonaro

Existem hoje mais de 400 projetos de filmes e séries parados em todo o País, segundo estimativas do setor audiovisual. Algumas fontes chegam a falar em 600 trabalhos interrompidos desde o início do governo Jair Bolsonaro. Esses projetos aguardam a liberação de recursos, já aprovados, vindos de diversos mecanismos de fomento, incluindo o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o maior deles, que alimenta a atividade com quase R$ 750 milhões por ano.
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), responsável por autorizar o uso dos valores, não comenta o assunto. Mas o engarrafamento é resultado de um 2019 que pode ser considerado o período mais conturbado que a área viveu nas duas últimas décadas.
Os motivos foram muitos: a Secretaria do Audiovisual, por exemplo, teve três responsáveis ao longo do ano – e neste momento está acéfala. Órgãos consultivos do segmento, o Conselho Superior de Cinema e o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual demoraram a ter suas composições definidas pelo governo.
Não bastasse, a Ancine chegou a parar durante um mês, em abril, após divergências com o Tribunal de Contas da União, e teve seu então diretor-presidente, Christian de Castro, afastado por ordem da Justiça. Para não se limitar às más notícias, ao menos a diretoria colegiada da Agência foi recomposta, mesmo que interinamente, após meses com três de suas quatro cadeiras vagas.
Para Mariza Leão, produtora da franquia De Pernas pro Ar e uma das centenas que aguardam liberação de recursos, se 2019 fosse um filme ele seria Apertem os cintos… O piloto sumiu, a famosa sátira dos anos 80 em que um passageiro é obrigado a assumir a direção do voo após toda a tripulação sucumbir à comida estragada. “O ano de 2019 foi um avião parado na pista. Nem taxiar taxiou”, diz a produtora. “O dinheiro existe, mas a quantidade de técnicos na Ancine é insuficiente para processar as demandas.”
“Perdemos muito tempo em 2019 tentando evitar o desmonte, convencendo o governo de que geramos renda, emprego, imposto”, lembra Leonardo Edde, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav). No ano passado, a Ancine assinou 660 contratos – mas todos referentes a anos fiscais anteriores. Eles somaram R$ 526 milhões, o segundo aporte mais expressivo da série histórica do FSA. Também foram publicados os resultados de editais que contemplaram 334 projetos com mais de R$ 272 milhões.
Para o dinheiro deste ano sair, é preciso destravar pendências urgentes, mas que parecem uma novela. O Plano Anual de Investimento 2019, que garante os recursos para 2020, foi aprovado em dezembro, também com atraso. Para garantir a liberação desses recursos, porém, o Comitê Gestor tem de detalhar as linhas de crédito do FSA. Ele define, por exemplo, que tipos de editais serão abertos e quanto cada um ofertará.
Mas, para que haja uma nova reunião do Comitê Gestor, é necessário que a Secretaria Especial da Cultura (SEC) tenha sua chefia nomeada – o que ainda não ocorreu, apesar de a atriz Regina Duarte ter dito “sim” ao “pedido de casamento” de Bolsonaro.
Também depende da SEC a definição do secretário do Audiovisual. O cineasta André Sturm chegou a ser indicado por Roberto Alvim e aceitou o convite, mas, segundo ele, os papéis só ficaram prontos em 16 de janeiro, um dia antes de o secretário citar um discurso nazista e ser exonerado.
Outra novela é a definição sobre a Lei do Audiovisual e o Recine, mecanismos importantes para que verbas além do FSA circulem. A esperada renovação deles até 2024 foi vetada por Bolsonaro, mas o Congresso tem até 3 de março para analisar o veto e eventualmente reverter a decisão.
É por meio da Lei do Audiovisual que pessoas físicas e empresas podem deduzir do imposto devido valores que financiam a produção de filmes e séries. Esse “fomento indireto” alcançou nos últimos anos a média de R$ 90 milhões por exercício fiscal. Já o Recine visa incentivar a expansão e a modernização do parque cinematográfico, garantindo isenção fiscal para compra de bens, máquinas e equipamentos destinados à construção de novas salas. Em 2019, a isenção aprovada foi de aproximadamente R$ 25 milhões, segundo informações oficiais da Ancine.
Há entraves também na distribuição. “Os filmes viajam para festival internacional, ganham prêmio, passam em festivais do Brasil, mas depois não conseguimos avançar. E, quando um longa vai para a gaveta por conta de atraso no recurso, ele perde potencial de bilheteria, o público esfria”, diz Letícia Friedrich, diretora geral da Boulevard Filmes. É o caso de Açúcar, que foi exibido no Festival do Rio de 2017, mas só chegou aos cinemas só no mês passado, após quase um ano e meio para receber a verba de comercialização do FSA.
A indefinição preocupa também empresas grandes. Diretor-geral de uma das maiores distribuidoras do país, a Downtown Filmes, Bruno Wainer diz ter projetos garantidos apenas até 2021. “A partir de 2022, só se a máquina voltar a funcionar.”
Felipe Lopes, da Vitrine Filmes, distribuidora de Bacurau, conta que tem nove projetos lançados que ainda não receberam o dinheiro do fundo. “Existe um medo grande de uma hora a conta não fechar mais”, afirma. O receio é compartilhado por produtores e distribuidores que, do ponto de vista do fomento, já encaram o primeiro semestre como perdido. Por isso, buscam alternativas, como o streaming e o mercado internacional.
A sensação de tempo perdido não é mera impressão. Segundo Vera Zaverucha, ex-diretora da Ancine, leva-se em média um ano para a contratação de um projeto junto ao FSA, devido à minuciosa verificação de documentos (análise complementar), condição para os recursos serem liberados.
“Aquilo que foi construído ao longo de mais de 20 anos de política audiovisual ininterrupta continua produzindo resultados”, diz Manoel Rangel, ex-diretor presidente da Ancine. “Agora, vemos um quadro preocupante, porque décadas de esforço estão sendo deixadas para trás – um luxo a que um país como o nosso não pode se dar.”
Com informações do O Globo
Portal BRASIL CULTURA (publicado em 18/02/2020).

A biblioteca pública contra a racionalidade neoliberal - "Parabéns a todos/as que representam a nossa Biblioteca Nacional...VOCÊS SÃO RESISTÊNCIA!" - Eduardo Vasconcelos-CPC/RN

 Imagens - Biblioteca Nacional - BN
Bibliotecas públicas sobrevivem às crises porque, apesar de todos os ruídos e intempéries que elas sofrem em sua gestão, nos conceitos equivocados que as norteiam e das decisões políticas desastrosas, elas permanecem de portas abertas
Quanto mais a onda, reacionária conservadora se alastra, mais as bibliotecas públicas se apresentam como um dos espaços de respiro da sociedade. E não é pelo papel missionário e beletrista que está enraizado no senso comum mais canhestro, nem pelo caráter meritório da leitura como salvação de qualquer coisa.
A biblioteca pública se sustenta como um lugar de possibilidades, de produção de conhecimento e como parte importante da esfera pública. Esse introito pode ser idealista ou paradoxal, mas algumas convicções me aproximam dele.
As bibliotecas públicas sobrevivem às crises porque, apesar de todos os ruídos e intempéries que elas sofrem em sua gestão, nos conceitos equivocados que as norteiam e das decisões políticas desastrosas, elas permanecem de portas abertas ao público em geral. A porta aberta é seu principal ativo, o não impedimento e a não discriminação são as suas ferramentas mais poderosas.
Manter a porta aberta de um espaço público esses tempos de restrições, cortes e exceções, não é pouca coisa, e é exatamente sobre a luta para manter as portas que quero falar aqui.
O espaço público de porta aberta é uma antítese em tempos da racionalidade neoliberal.
Promover a desmoralização do espaço aberto e gratuito (fruto dos impostos) é o canto de salmos dos filhotes de Milton Friedman espalhados nos organismos governamentais e nas instituições decisivas para formação da média de opiniões.
A biblioteca pública é o espaço que acolhe quem, de forma consciente ou não, resiste a se adaptar a lógica dos espaços privados, ou de frequentar aqueles que são fruto do poder destruidor da privatização da vida.
É certo que o presente ataque dessa racionalidade neoliberal encontra acolhimento e identidade no conservadorismo que direciona os caminhos da biblioteca pública há décadas, e que produz as principais mazelas que dificultam e impedem a sua abertura diária.
É importante discorrer, ainda que brevemente, sobre esse conservadorismo histórico que impera na média das gestões de biblioteca pública, antes de falar da sua inacreditável potência e das formidáveis possibilidades que apresentam um equipamento aberto ao público, nesse ano de 2020 das privatizações e das portas fechadas.
Uma pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos EUA, apontou a biblioteca como o espaço cultural mais frequentado, seguida pelo cinema. Essa informação não é meramente ilustrativa, tem que ser olhada de forma aguda, sobretudo em tempos de exacerbação do acesso via digital (que é em parte atendido pelas bibliotecas públicas) e pela desqualificação do conhecimento e o anti-intelectualismo (combatidos silenciosamente e com muita dificuldade por todas as bibliotecas públicas possíveis).
A pesquisa citada revela que a dimensão pública da informação e da construção do conhecimento não é um dado anacrônico como alguns entusiastas da privatização querem alardear.
Antes de tudo, é preciso ter a consciência que quando falamos em biblioteca pública, estamos falando de uma grande variedade de bibliotecas públicas, que possuem perfis e históricos diversos, e que enfrentam diferentes contextos que constroem ou desconstroem seus horizontes. Cada cidade, dentro de cada estado possui bibliotecas públicas dos mais variados tons, que na maioria das vezes enfrentam barreiras materiais e imateriais em comum, que impedem o seu uso diversificado e democrático.
Eu estou falando de gente mal preparada no atendimento, burocracia excessiva para os usos, acervos inacessíveis, mediações inexistentes, ausência de política de formação de acervo, espaços improvisados e inadequados, etc. O fruto de décadas de projetos interrompidos ou apenas imaginados, da ausência de políticas públicas, de desastrosas intervenções “especializadas”, prepotentes e centralizadas, que não ouvem e não são ouvidas, modificando tudo para deixar tudo do mesmo jeito ou pior.
Décadas de precariedade, de improviso e das ausências que justificam a paralisação. Não deve haver idealismo ingênuo, nem o discurso suicida do “fazemos muito com muito pouco”, biblioteca precisa de recursos, de política pública específica e de publicização ágil e honesta dos serviços existentes.
No entanto, os maiores impedimentos não são justificados por essas barreiras visíveis no cotidiano ou nessas ausências gritantes, há uma força muito pior e devastadora, e ela reside no conservadorismo oculto e sorrateiro que nem sempre se apresenta como tal, que se finge de morto, muitas vezes se apresenta como moderno e inovador, mas se sustenta na inação, na censura, na resistência às mudanças como instrumento de controle e manutenção de poder, de conservar o que está morrendo diariamente.
São essas malditas filigranas reacionárias, que muitas vezes se unem à falta de projeto, ao investimento insuficiente e ao orçamento incerto e, escondidas na pretensa prudência, na pretensa sensatez ou no pretenso rigor moral, geram ou alimentam a maioria dos anacronismos e dos impedimentos descritos acima.
Ora, eu comecei de forma otimista o texto quanto à biblioteca pública e fiquei enganchado nas mazelas? Me propus a escrever um texto falando das qualidades da biblioteca pública e me escondi na choradeira e no pessimismo? Pelo contrário, o que inspira mais otimismo e esperança numa biblioteca pública, é que, apesar de todos esses problemas descritos, e de tantos outros que foram esquecidos nesse texto, ela ainda perdura e se apresenta como um lugar de múltiplas possibilidades e potencialidades de se confeccionar o comum, de promover encontros e de facilitar a construção coletiva do conhecimento e principalmente, resiste aos constantes ataques conservadores.
Há uns meses, conversava com um camarada de trajetórias profissionais e militantes, sobre escolhas na vida pessoal, política e profissional e me ative por alguns minutos a falar das minhas próprias escolhas. Biblioteca pública, políticas públicas, espaços públicos, construção do comum, trabalho coletivo, compartilhamento de espaços e lugares. Por alguns segundos, me abstrai da conversa e fiquei pensando sobre em qual outro lugar eu poderia ao menos desejar estar naquele momento, a biblioteca se fixou como a principal referência. Se foi um acidente ou uma escolha, não vou perder tempo em tentar saber, o fato é que estou.
É importante estabelecer que não penso na biblioteca pública como um espaço isolado, refratário à lógica de destruição neoliberal, como um ente mitológico que vence o fogo do dragão da destruição do que é público. Antes, penso a biblioteca como um lugar vivo, ai sim se destacando de mero espaço, a ser cuidado e reivindicado pela população como espaço de direito, de acesso à leitura e à informação, à fruição e ao compartilhamento. O peso dado à escola pública, aos espaços da saúde pública, é o mesmo que deve ser dado à biblioteca pública, dada à complementaridade e ao dialogo que idealmente essas instituições deveriam estabelecer de maneira permanente.
É preciso dizer com firmeza para aqueles que por ignorância, prepotência ou projeto, entendem  a biblioteca pública como uma instituição anacrônica, que elas seguem vivas e atuantes, que elas existem e resistem ao pretensamente novo e ao velho que as ataca de fora e muitas vezes de dentro de suas esferas. O bibliotecário das públicas não é missionário, nem redentor, é sobretudo um agente político, naquilo que a política tem de mais necessário à sociedade, como um atuante da pólis.
Nesse momento de avanço da súcia neoliberal é mais do que necessário citar trechos de uma conferência que a jornalista e ativista, Naomi Klein realizou em 2003 na Associação Canadense de Bibliotecas chamada ” Por que ser um bibliotecário radical”:
“Quando olho para esta sala, vejo pessoas que representam valores que são distintamente diferentes daqueles que atualmente governam o mundo, são eles:
– o conhecimento (o conhecimento em oposição à mera coleta de informações).
– espaço público (em oposição à mera coleta de informações).
– o compartilhamento (ao contrário da compra e venda).
Ser bibliotecário hoje significa ser mais que um arquivista, mais que um pesquisador, mais que um educador – significa ser um guardião dos valores em conflito do conhecimento, espaço público e compartilhamento que animam sua profissão”.
Parafraseando Naomi, é o momento perfeito para os bibliotecários de biblioteca pública radicais, que radicalizem o que é público, que radicalizem o que é compartilhado, que radicalizem a construção do comum, para fazer frente ao avanço da violência que se traduz se em ignorância, obscurantismo e ataques à ciência e ao conhecimento, mas principalmente, para fazer entender que principalmente nesse contexto, radical é o reverso de extremista.
Fonte: Opera Mundi
C/ Biblioteca Nacional

Dia 13 de abril – o dia do jovem."Parabéns aos nossos jovens brasileiros, vocês são o presente e nosso futuro!" - Eduardo Vasconcelos-CPC/RN".



A juventude, segundo a Assembleia Geral das Nações Unidas, é a fase que acontece entre os quinze e vinte e quatro anos de idade, onde o jovem começa a apresentar sinais de maturidade diante da vida.
Nesse período, ocorrem algumas decisões que ficam para a vida toda, como a escolha da profissão, por exemplo. Além disso, as primeiras experiências profissionais, sexuais, o primeiro voto, sair da casa dos pais, dentre outras decisões, irão delimitar o futuro no mesmo.
Os jovens representam mais de um terço da população mundial, o que indica mais esperança de um mundo melhor.
Estudar, namorar, passear, se divertir deve fazer parte da vida dos jovens, pois esses precisam da convivência dos grupos para se integrar de forma correta à sociedade.
O jovem vai, aos poucos, se tornando uma pessoa mais responsável, mais segura de seus atos, tendo inclusive responsabilidades civis pelos mesmos. Se for uma pessoa de bem, responsável, é aceita pela sociedade. Se for uma pessoa rebelde, irresponsável, que não respeita os direitos dos outros e infringe as leis, será punida por isso.
Muitos jovens não têm oportunidades diante da vida, como estudar, ter uma casa e uma família, e se tornam discriminados socialmente. Ficam marginalizados, presos sob as dependências de oportunidades oferecidas pelos governantes, o que não acontece para todos.
Porém, segundo a Constituição Brasileira, todos os jovens têm o direito de receber do Estado: saúde, educação, moradia, oportunidade de trabalho, etc. Dessa forma, vemos que os governantes não cumprem com suas responsabilidades, prejudicando o futuro de muitos jovens.


É importante cobrar dos mesmos os direitos que estão garantidos pela Constituição Federal do país, pois dessa forma os jovens terão melhores oportunidades para suas vidas.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 12 de abril de 2020

PELA REVOGAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N° 95

Por Lorrayne Caroline Martins
A informação é uma ferramenta fundamental para disseminar conhecimento e, em tempos de pandemia, é importantíssimo compartilharmos competências e experiências que possam ajudar profissionais de saúde dentro desse cenário caótico, visto isso alguns pontos são necessários para que possamos superar essa crise e propor maior segurança aos Brasileiros nesse momento.

Na atual conjuntura, do novo Coronavírus (COVID-19), defendemos a imediata revogação da Emenda Constitucional (EC) N° 95, aprovada pelo congresso nacional em 2016 e popularmente conhecida como “EC da morte”, trazendo deste modo um grande atraso aos investimentos públicos, pois coloca um teto de gastos nas despesas, em áreas primordiais, incluído a saúde, em que essas medidas que perdurará até o ano de 2036.

A mesma já traz um prejuízo de mais de 20 bilhões de reais no SUS, isso só nos últimos dois anos. O cálculo de previsão é de que se a EC, continuar vigente até 2036 esse número chegue em 400 bilhões de perda em investimentos sociais, 20 mil mortes e 124 mil hospitalizações na infância, com base em um estudo elaborado pela Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (Cofin) do CNS. O que é gravíssimo, se encontra aqui um projeto ultraneoliberal e genocida à população.

Outro ponto de grande necessidade para revogação da emenda é que o aumento populacional não para, é dinâmico em nosso país, assim também como a transição demográfica populacional, tendo como fator o aumento da expectativa de vida (maior número de idosos), o que mudará totalmente a linha de gestão para investimentos. Demandando assim novas políticas públicas, no qual esses cortes orçamentários deverão repercutir futuramente nos indicadores de saúde e na curva crescente dos custos de saúde, representando várias ameaças e sucateamento no sistema único de saúde.

Outra questão são os recursos emergenciais requeridos nesse momento, que poderia servir de financiamento às instituições de pesquisa relacionada às epidemias e seus aspectos, entrando na linha de investimento (QUE NÃO HÁ), a curto e médio prazo, para aqueles com projetos na área de saúde pública. Mas na contramão da falta de valorização desse setor, de pesquisa, ciência e tecnologia, temos que importar diversos insumos e produtos de outros países. Já faltam recursos nas campanhas de vacinação, testagem em massa para o vírus, na fiscalização de alimentos em bares e restaurantes, na realização de transplantes e diversos outros serviços.

Em tempos essa emenda irá começar a prejudicar não somente a qualidade da assistência em saúde, mais como também o processo de formação destes profissionais e dos que ainda se formarão, onde muitos são dependentes de bolsas da pós-graduação e residências médicas e multiprofissionais, que permitem prosseguir em uma linha de especialização. Quando o governo permitiu que os investimentos em saúde fossem congelados, afetou também diretamente estes programas que irão se vê sem recursos para dar continuidade e de quebra as perspectivas profissionais de muitos que embora as bolsas ainda sejam escassas e insuficientes, ainda é uma grande oportunidade para a inserção na vida profissional em especial de estudantes recém-formados que vêm de diversas realidades de vida e comumente de uma realidade de vulnerabilidade socioeconômica.

Outro fato agravante, é que sentimos o total desrespeito à nossa constituição de 1988, que resguarda os nossos direitos de acesso à saúde integral e universal para toda população. O que na prática, tem sido muito diferente, pois fortalecer o Sistema Único de Saúde é deve do Estado, um direito constitucional de todos brasileiros.

O panorama é que a conta da crise não pode ser mais vidas nesse momento, é necessário exigir do Estado condições mínimas e adequadas para esse enfrentamento, é nosso direito ter acesso integral, isonômico e universal a saúde pública, pois a falta de financiamento suficiente coloca em risco a vida de milhares de brasileiros/as, que não tem como pagar essa conta. Defendemos dentro disso um conjunto de políticas sociais, econômicas, de ações emergências, como a revogação via judiciário, que considere essa emenda inconstitucional perante o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), e assim assegure o direito à vida.

Por conta disso a nossa defesa segue pela seguridade social e pela vida das pessoas, e não por LUCROS acima de qualquer coisa. Vamos lembrar que saúde não é mercadoria, resista conosco nessa rede de comunicação, que seja por um projeto de sociedade alinhado com os interesses daqueles (as) que precisam desse sistema de saúde para sobreviver!

Fonte: UJS Nacional

Por que taxar ricões é uma das soluções para a crise do coronavírus e a desigualdade de renda? A gente te explica

Lideranças incluem Dilma Rousseff e os ex-presidentes Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Ernesto Samper (Colombia) e José Luis Zapatero (Espanha).
Lideranças políticas, artistas, acadêmicos, jornalistas e ativistas da América Latina, por meio do Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica (CELAG), lançaram um documento reivindicando o abono da dívida dos países latino-americanos com organismos de crédito internacionais em razão do surto do novo coronavírus.
“Não podemos exigir que os países adotem políticas de saúde pública eficazes para lidar com a atual pandemia e, ao mesmo tempo, pretender que continuem cumprindo com suas obrigações da dívida”, afirma o manifesto. “Não podemos exigir que implementem políticas econômicas que compensem os danos dessa catástrofe, enquanto devem continuar pagando seus credores”.
Entre os signatários estão a ex-presidenta Dilma Rousseff e os ex-presidentes Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Ernesto Samper (Colombia) e José Luis Zapatero (Espanha).
Um dos debates realizados entre as lideranças foi feito de forma aberta e virtual por meio de um conversatorio on-line organizado pelo Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica. A instituição tem colaborado na articulação de poderes e incidência política para adesão do manifesto, recolhendo um milhão de assinaturas.
Fonte: Mídia Ninja

6 motivos para os estudantes apoiarem a taxação de grandes fortunas

Por que taxar ricões é uma das soluções para a crise do coronavírus e a desigualdade de renda? A gente te explica!

Como forma de arrecadar mais dinheiro para combater a pandemia do coronavírus e garantir a vida e o emprego dos brasileiros, o projeto de taxação de grandes fortunas agora tem chances de andar no Congresso e os estudantes querem ver isso acontecendo.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve analisar nos próximos dias o projeto do senador Plínio Valério (PSDB/AM) que pretende criar um imposto entre 0,5% e 1% de quem tenha patrimônio líquido maior do que R$ 22,8 milhões. O relator do projeto, Major Olímpio (PSL/SP), quer que o imposto seja temporário, com duração de dois anos. 
Anualmente, com a proposta do Senado, a arrecadação ficaria entre R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões. A oposição já vem discutindo a importância do imposto há um bom tempo, sendo que no ano passado, incluiu a taxação na proposta de reforma tributária. O projeto tenta aliviar a desigualdade de renda no país.
Se você ainda tá na dúvida como isso pode realmente ajudar, nós preparamos 5 motivos para os estudantes serem favoráveis à taxação, se liga:
1 – Taxação pode arrecadar R$ 272 bilhões para enfrentar a pandemia
Tributar os ricões pode trazer R$ 272 bilhões para serem usados contra a crise provocada pelo coronavírus, segundo entidades fiscais. Esse valor é extremamente importante, já que nosso sistema de saúde pública precisa de mais investimentos para atender a demanda de novos infectados. 
2 – O povo apoia e as entidades estudantis também!
Na consulta pública do Senado, disponível na internet, há um apoio quase total da proposta. Até o fechamento da matéria 325.159 pessoas votaram a favor, contra 6.559 que votaram não. A taxação também atende a uma das reivindicações levantadas pela UBES, junto a UNE e a ANPG, no Plano Emergencial para Educação durante a pandemia de covid-19. 
“Em um aspecto geral, para que em primeiro lugar nosso povo possa sobreviver e que pra vencendo essa batalha nosso país possa seguir sem uma crise econômica de maiores proporções, garantindo investimentos públicos, empregos e direitos do povo é são também necessárias medidas urgentes como a taxação.” – trecho do documento. 
3 – Está na Constituição Federal, mas ninguém regulamentou
O que muita gente não sabe é que o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) já é um tributo previsto na Constituição Federal de 1988, mas nunca foi aplicado. O louco disso tudo é que isso é competência exclusiva da União, portanto, enquanto não for regulamentado, ele continua como um mero coadjuvante na nossa carta magna. Sem chance de continuar assim, né?
 4 – 5 bilionários têm mais dinheiro que a metade mais pobre do país
Isso mesmo que você leu. CINCO BILIONÁRIOS têm uma fortuna que equivale ao montante de dinheiro de toda a população mais pobre do Brasil. Esses caras são o Jorge Paulo Lemann, Joseph Safra, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira e Eduardo Saverin. A fortuna deles chega a US$ 549 bilhões, cerca de 45% da riqueza do país e o imposto não acompanha essa porcentagem. Enquanto isso, a metade mais pobre controla só 2% da riqueza nacional, segundo dados de 2017. Injustiça é pouco pra descrever isso!
5 – Mesmo em crise econômica, número de milionários no Brasil cresceu quase 20% em 2019
Pra rico não tem crise. Em 2019, o número de milionários no Brasil chegou a 259 mil, um aumento de 19,35% em comparação com o ano anterior. Os dados divulgados pelo Global Wealth Report mostram que enquanto o desemprego bate recordes com mais de 12 milhões de desempregados, tem gente grande faturando com tudo isso.
6 – A desigualdade de renda no país atingiu o maior nível em sete anos
Em 2019, a desigualdade de renda aumentou, segundo estudo da FGV. Ou seja, todos esses ricões e novos ricões lucraram com a crise e não estão pagando imposto proporcional ao seu nível de riqueza, o que torna tudo muito injusto para os mais pobres. Por isso, o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) seria importante para amenizar essa diferença tão grande.
Fonte: UBES

Regina Duarte ainda não fez nada no governo, a não ser agitar as redes sociais

Regina Duarte se revolta com Bolsonaro: “Precisamos saber quem é quem”

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247 – "Regina Duarte tomou posse há 40 dias e, por enquanto, tem uma atuação entre apagada e discreta — exceto nas redes sociais, onde tem circulado com alguma desenvoltura, sempre defendendo Jair Bolsonaro", aponta o colunista Lauro Jardim, no jornal O Globo.
"A presidência da Biblioteca Nacional mantém-se nas mãos do olavista Rafael Nogueira. A Funarte segue com um presidente interino. E a Fundação Palmares continua subordinada à Regina, mas com um presidente com quem ela não conversa, o mais do que polêmico Sérgio Camargo", aponta ainda o jornalista.
Fonte: Brasil 247