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domingo, 24 de janeiro de 2021

“Vai, vai no Butantan”: MC Fioti fez muito mais pela vacina do que Bolsonaro - Por Diário do Centro do Mundo - DCM

 Em live, Bolsonaro faz propaganda de cloroquina

por
 Kiko Nogueira

MC Fioti, aliás Leandro Aparecido Ferreira, de 26 anos, fez mais pela vacina que o presidente do Brasil.

Seu hit “Bum Bum Tam Tam”, de 2017, com 1,5 bilhão de views no YouTube, viralizou na pandemia.

Ele acabou gravando uma versão filmada no Instituto Butantan com a participação de jovens pesquisadores e funcionários.

O resultado é uma homenagem emocionante — sim, emocionante — a quem está salvando vidas no Brasil, por meio de um gênero musical estigmatizado por ser “da favela”.

“É a flauta envolvente / que mexe com a mente / de quem tá presente / a novinha saliente / fica loucona e se joga pra gente / Aí falei assim pra ela: / Vai com bum bum tam tam”, canta ele no original.

Esses versos viraram: “É a vacina envolvente / que mexe com a mente / de quem tá presente / é a vacina saliente / vai curar ‘nóis’ do vírus e salvar muita gente / aí eu falei assim pra ela: ‘Vai, vai no Butantan’”.

Já viralizou, como era de se esperar, e a mensagem vai chegar a um público massivo. Veio de um funkeiro a melhor resposta ao negacionismo canalha de Bolsonaro.

Fioti não conhece o pai, que abandonou a família quando ele nasceu, é o caçula de seis irmãos e foi criado pela mãe, Lúcia, no Capão Redondo, periferia de São Paulo.

Tem muito mais consciência que a corja no Palácio do Planalto.

“O pessoal tem que tomar vergonha na cara. Se uma vacina vai me transformar em jacaré, eu diria para os cientistas criarem uma para eu ter superpoder”, diz.

“Acho que a minha música, o funk, conversa muito com a comunidade. Por meio dessa nova versão e do clipe a gente vai conseguir passar a mensagem e eles vão se conscientizar de que a solução para a gente é se vacinar”.

Livro traz mais uma pista de ‘golpe branco’ por Bolsonaro na eleição

 O general Villas Bôas e seu garoto

Publicado originalmente no site da CartaCapital

POR ANDRÉ BARROCAL

Na terça-feira anterior ao domingo da votação final na eleição de 2018, houve uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral entre juízes da corte e o general então à frente dos órgãos de inteligência do governo, Sérgio Etchegoyen. A presidente do TSE, Rosa Weber, ainda hoje no cargo, havia sido xingada e ameaçada via redes sociais por um coronel bolsonarista, Antonio Carlos Alves Correia.

Quando a reunião terminava, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, também ainda hoje no cargo, avisou os presentes que iria ao TSE e queria dizer uma coisas. O que ele falou ali é relatado em um livro que acaba de ser lançado com histórias da mais alta corte, Os Onze – O STF, seus bastidores e suas crises.

“Toffoli descreveu um cenário sombrio”, escrevem os autores Felipe Recondo e Luiz Weber, ambos jornalistas. “Lembrou que o então comandante do Exército, general (Eduardo) Villas Bôas, tinha 300 mil homens armados que majoritariamente apoiavam a candidatura de Jair Bolsonaro.”

O relato do livro é outro tijolinho em um enredo que um dia a História com letra maiúscula contará sobre o Brasil e eleição de 2018. Sobram pistas de que as Forças Armadas deram um “golpe branco” pró-Bolsonaro, emparedaram o STF para impedir a soltura e a candidatura de Lula, algo até hoje a desanimar muito lulista quanto à libertação dele, e não aceitavam a volta do PT ao poder.

Em 9 de outubro de 2018, duas semanas antes de Toffoli falar no TSE dos 300 mil soldados, que é a tropa brasileira da ativa, um dos chefes da campanha de Fernando Haddad havia recebido um alerta. Todos os cardeiais do QG eleitoral petista estavam monitorados pelos órgãos de inteligência do governo, aqueles de Etchegoyen. Mais: Toffoli também estava, até havia um dossiê contra ele.

Seria um dossiê abastecido com investigações ilegais da força-tarefa da Operação Lava Jato reveladas recentemente pelo Intercept?

O alerta recebido pelos petistas foi relatado por CartaCapital na edição da revista que chegou três dias depois às bancas. A reportagem contava ainda que naquele momento circulava no gabinete de Toffoli no STF uma história espantosa.

Quando Bolsonaro tomou uma facada, em 6 de setembro, altos oficiais haviam se rebelado e decidido ir às ruas. A ameaça de golpe era real. Como o então presidente Michel Temer não tinha autoridade moral para enquadrá-los, sobrou para Toffoli, que assumiria o comando do STF uma semana depois, descascar o abacaxi.

Toffoli assumiu o comando da corte em 13 de setembro, tendo nomeado como assessor especial o número 2 do Exército na época, o general Fernando de Azevedo e Silva, que chefiava o Estado Maior do Exército. Era uma tentativa de ter um canal com o Exército. A indicação do general tinha partido de Villas Bôas, que era o número 1 do Exército, o chefe dos 300 mil bolsonaristas.

Azevedo e Silva é agora ministro da Defesa de Bolsonaro. Villas Bôas é assessor especial do GSI, o órgão de inteligência do Palácio do Planalto.

Autor de um artigo publicado em abril deste ano intitulado “Bolsonaro e os quartéis: a loucura com método”, Eduardo Costa Pinto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que o Exército pavimentou a vitória de Bolsonaro com um “golpe branco”, ao emparedar o Supremo. E que o maestro do golpe foi Villas Bôas.

Costa Pinto observa que ao empossar Azevedo e Silva como ministro da Defesa, Bolsonaro reconheceu enigmaticamente quem merecia: “Meu muito obrigado, comandante Villas Bôas. O que nós já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”.

Ao deixar o comando do Exército para ser assessor especial da Presidência, Villas Bôas, hoje uma pessoa doente dependente de cadeira de rodas, disse publicamente ao presidente: “O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre pensar”.

“O Villas Bôas deu um ultimato no Bolsonaro numa conversa: ‘Só temos você’”, disse a CartaCapital um general aposentado. Tradução: só ele seria um candidato palatável para o que o Exército achava certo fazer no País.

Para Costa Pinto, as manifestações públicas do general quando chefe do Exército, de 2015 a 2018, mostram que Villas Bôas impediu um “golpe clássico”, uma quartelada, com sua pregação de legalidade, de resolução eleitoral dos problemas do País. Mas foi “o grande armador” do “golpe branco” que levou Bolsonaro ao poder, ao agir para alijar Lula do páreo.

Na véspera de o Supremo decidir sobre a soltura de Lula, em abril de 2018, Villas Bôas ameaçou o tribunal via Twitter. “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”

O general praticamente reconheceu a ameaça, em entrevista à Folha em novembro de 2018. “Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática.”

Houve mais uma ação eleitoral digna de nota por parte Villas Boas. Quando o comitê de Direitos Humanos da ONU defendeu a candidatura de Lula, o general reagiu no Estadão: “Tentativa de invasão da soberania nacional”.

Cenas de um enredo à espera de entrar para os livros de História.

Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

Ao contrário da mãe, Gabriela Duarte comemora chegada da vacina

Gabriela Duarte e Regina Duarte (Foto: Reprodução)

A atriz comemorou a chegada da vacina com foto da enfermeira Monica Calazans, a primeira pessoa imunizada no Brasil.

Revista Fórum - A atriz Gabriela Duarte comemorou a chegada da vacina contra o corona vírus, ao contrário de sua mãe, a ex-secretária de Cultura do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

“Alegria é pouco! Como esperamos esse momento! #tapassando #vacinacovid2021”, escreveu Gabriela em post com uma foto da enfermeira Monica Calazans, a primeira pessoa vacinada no Brasil.

Leia mais na Fórum.

Fonte: BRASIL 247

REVISTA FÓRUM 


sábado, 23 de janeiro de 2021

Boff propõe impeachment de Maia para pressionar pela derrubada de Bolsonaro

Leonardo Boff e Rodrigo Maia (Foto: Guilherme Santos/Sul21 | Lula Marques)

"Uma das formas de pressionar Maia a retirar da gaveta um impeachment contra Bolsonaro é fazer um movimento de impeachment contra ele por irresponsabilidade e cumplicidade com o genocídio", disse o teólogo.

247 - O teólogo Leonardo Boff propôs pelo Twitter nesta quinta-feira (21) um movimento para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a pautar um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro protocolados na Casa.

Boff sugeriu pautar o impeachment do próprio Maia para, dessa forma, tirá-lo da inércia. "Creio que uma das formas de pressionar Rodrigo Maia a retirar da gaveta  um impeachment contra Bolsonaro é fazer um movimento de impeachment contra ele, Rodrigo Maia, por irresponsabilidade e cumplicidade com o genocídio que está ocorrendo no país. Pensemos nesta possibilidade", escreveu.

Fonte: BRASIL 247

Dois anos do crime da Vale em Brumadinho marcados por impunidade e descaso - " NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO! ACORDA JUSTIÇA BRASILEIRA!" - E. Vasconcelos

Foto: Lucas Sharif / Mídia NINJA

 POR NINJA

Essa semana completam dois anos, em 25 de janeiro, do rompimento da barragem mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O crime da Vale que é o maior na área ambiental no país e tem dimensão de tragédias humanitárias deixou mais de 270 vítimas fatais e uma série de danos à natureza que são sentidos até hoje.

O rompimento em janeiro de 2019 despejou 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos da mineração na bacia do rio Paraopeba. A lama percorreu mais de 300km, afetando 18 municípios e atingindo 944 mil pessoas. Centenas de famílias que tiveram vítimas fatais. Até hoje o corpo de bombeiros opera buscas na região para tentar encontrar os corpos de 11 soterrados. Mais de 600 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em 8 municípios onde o Paraopeba é responsável pelo abastecimento, inclusive da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A cidade de Brumadinho, onde fica o distrito de Córrego do Feijão, convive com sete das 46 barragens com elevada probabilidade de ruir, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM)

A barragem que se rompeu não recebia mais rejeitos desde 2015. Em dezembro de 2018, porém, após a Vale solicitar uma licença de operação, a Câmara de Atividade de Minerária do Conselho Ambiental de Minas Gerais permitiu que a empresa recuperasse o minério de ferro disposto entre os rejeitos.

O desacaso da Vale

A empresa responsável pela barragem rompida e pelas mortes causadas segue impune. A dimensão do crime cometido pelo descaso e negligência do alto escalão da mineradora deveria obrigar uma reparação plena e íntegra aos atingidos, o que não aconteceu até hoje, mas ela segue lucrando. No período entre 2008 e 2017, acumulou um lucro aproximado de US$ 57 bilhões, quase R$ 220 bilhões.

“A Vale prefere gastar um rio de dinheiro pagando pra quem quer que seja, para burlar, e não reparar e recuperar o território”, opina a pescadora em Cachoeira do Choro Eliane Marques.

Ao longo dos últimos meses, mesmo no contexto da pandemia, os atingidos estiveram em luta em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para cobrar justiça e participação social em meio a negociações em que a Vale, mesmo sendo ré, permanece ditando as regras perante o governo do estado.

A Fundação João Pinheiro, órgão oficial de pesquisa e estatísticas do Estado, estima em R$ 26 bilhões as perdas econômicas com o rompimento da barragem e R$ 28 bilhões para o pagamento de indenizações às famílias das vítimas e demais atingidos. Segundo noticiado na imprensa, o governador Romeu Zema (Novo) aponta que a maior parte desse valor poderia ser gasto em obras em Belo Horizonte ao invés de ser utilizado na infraestrutura dos locais afetados pelo crime.

Enquanto isso, a cada etapa da negociação a mineradora Vale rebaixa ainda mais a proposta de valor pago para os cofres de Minas Gerais.


Fonte: Mídia Ninja

Esta foi a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte - Por Henrique Araújo

No fim de Fevereiro de 2020 a COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus Sars-Cov-2, chegou ao Brasil. Foi um homem de São Paulo de 61 anos que voltou de uma viagem à Itália.

No dia 12 de Março a Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informavam publicamente o primeiro cidadão infectado pela doença do Rio Grande do Norte.

Aeroporto Internacional de Natal - Governador Aluízio Alves, localizado no município de São Gonçalo do Amarante (RN).

Era uma mulher, de 24 anos, que havia viajado para a Europa, onde foi contaminada, e retornou para Natal já com sintomas, porém brandos. Naquele momento ainda não havia transmissão local no RN.

Daí em diante os órgãos de saúde nacionais e internacionais já declaravam situação de pandemia e vida de todos mudaria para sempre.

Mas a esperança de dias sem COVID-19 começava a mudar em Dezembro de 2020

Primeiras doses de vacina contra Covid-19 chegam ao Rio Grande do Norte. 82,4 mil doses da vacina chegaram de avião na madrugada do dia 19 de Janeiro no Aeroporto de Natal. Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Na manhã de 24 de Dezembro chegava no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), mais de 5,5 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac em parceria com o Instituto Butantan.

E na madrugada do dia 19 de Janeiro de 2021 chegavam as primeiras doses da vacina ao Rio Grande do Norte pelo Aeroporto de Natal. 82,4 mil doses chegaram de avião para dar início a campanha de vacinação.

E quem foi primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte?

A primeira vacinada contra COVID-19 no Rio Grande do Norte em cerimônia simbólica na Escola de Governo, em Natal. Foto: Alexandre Lago/Cedida

Foi a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos, que trabalha na linha de frente do Hospital Giselda Trigueiro.

"É uma emoção muito grande. Depois de ver tanto sofrimento de perto... a vacina chegou a ser um sonho pra gente e hoje é a esperança de que vai dar tudo certo. Uma felicidade muito grande", disse Maria na cerimônia simbólica promovida pelo governo do estado na Escola de Governo.

A vacina foi aplicada pela secretária adjunta de Saúde Pública (Sesap), Maura Sobreira, que é enfermeira. Outros sete profissionais da saúde também foram vacinados naquele dia. A expectativa do governo foi de imunizar inicialmente 39.259 pessoas.

Se gostou veja também: 10 fotos da rotina de profissionais contra a COVID-19 na UPA de Parnamirim (RN)

COMISSÃO HOMENAGEIA LUIZ IGNÁCIO MARANHÃO FILHO COM A PRESENÇA DA GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA - DIA 25/01/2021 (YOUTUBE)

COMISSÃO HOMENAGEIA LUIZ IGNÁCIO MARANHÃO FILHO COM A PRESENÇA DA GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA.

Contando com a presença da Governadora do Estado do RN, Professora Fátima Bezerra, o Governo do Estado, a Fundação José Augusto e a Comissão do Centenário de Nascimento de Luiz Ignácio Maranhão Filho estarão promovendo uma Solenidade em homenagem a esse ilustre potiguar.

O Evento será realizado no dia 25 de Janeiro, data do Centenário de Nascimento de Luiz Maranhão e constará do Lançamento de um Selo Postal comemorativo e da apresentação de um Cordel escrito pelo poeta Crispiniano Neto, que também é Diretor Geral da Fundação José Augusto.

Por motivos de restrições sanitárias e prevenção á COVID 19, O Evento será transmitido através do Youtube, através do endereço do canal Universidade Popular DHnet pelo link:

https://youtu.be/xjJx3nyq0Vw

LUIZ IGNÁCIO MARANHÃO FILHO nasceu em 25 de janeiro de 1921, em Natal (RN), filho de Luiz Ignácio Maranhão e Maria Salomé Carvalho Maranhão.

Era casado com Odette Roselli Garcia Maranhão. Advogado, professor do Atheneu Norteriograndense, onde havia estudado, e também da Fundação José Augusto e da UFRN. Professor e jornalista, colaborou com diversos jornais do estado, particularmente com o Diário de Natal, e publicou vários artigos na Revista Civilização Brasileira.

Em 1945, iniciou sua militância no PCB. Preso em 1952 pela Aeronáutica, em Parnamirim (RN), foi muito torturado. Sua história constituiu um capítulo do livro A História Militar do Brasil, de Nelson Werneck Sodré. Em 1958, foi eleito deputado estadual, pela legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN), desempenhando o mandato até 1962.

No início de 1964, visitou Cuba a convite de Fidel Castro. Quando ocorreu o golpe de Estado em abril do mesmo ano, Luiz foi preso e, novamente, submetido à tortura. Foi atingido pelo primeiro Ato Institucional, com suspensão de direitos políticos e cassação do mandato de deputado estadual no Rio Grande do Norte em 8 de junho de 1964. Permaneceu preso na ilha de Fernando de Noronha (PE) até fins de 1964, junto com o governador de Pernambuco Miguel Arraes e seu irmão, todos cassados.

Libertado, imediatamente passou à clandestinidade, no Rio de Janeiro. Durante o período de vida clandestina, Luiz Ignácio atuou em diversas atividades partidárias. Foi eleito membro do Comitê Central do PCB no seu VI Congresso, em 1967.

Era importante elo nos contatos do PCB com a Igreja católica e políticos da oposição legal. Defendia o diálogo entre marxistas e cristãos, conforme o filósofo filiado ao PCF, Roger Garaudy, com quem se correspondia. Em 1967, organizou a publicação de três Encíclicas: Mater et Magistra, Pacem in Terris, de João XXIII, e Populorum Progressio, de Paulo VI, em um volume intitulado A Marcha Social da Igreja, cuja introdução foi escrita por Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, importante pensador cristão. Ele acreditava em uma aproximação com a Igreja para realizar um trabalho conjunto contra a ditadura.

Prisões no Rio de Janeiro, em junho de 1970, originaram um IPM no Primeiro Distrito Naval para apurar a atividade de militantes do PCB. Um processo nesse distrito, que se desdobrou em cinco IPMs, procurou colher informações sobre Luiz Maranhão. Ele foi indiciado como revel no IPM de agosto de 1970, sendo denunciado como incurso nos art. 23, 43 e 45 da LSN. Em 23 de janeiro de 1973, porém, foi absolvido por insuficiência de provas. Em 27 de março de 1973, o Superior Tribunal Militar julgou a apelação e, por maioria de votos, o absolveu.

Luiz Maranhão foi preso no dia 03 de abril de 1974 numa praça em São Paulo, capital. Pessoas que presenciaram a cena, informam que ele foi algemado e conduzido num transporte de presos pelos agentes do DOI-CODI do II Exército. A ditadura militar jamais reconheceu a prisão do militante político; foi incluído no rol dos desaparecidos. Sua esposa denunciou, através do Secretário Geral do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), deputado Thales Ramalho, que Luiz estava sendo torturado em São Paulo pelo famigerado assassino Sergio Fleury. Em 15 de maio de 1974, o vice-líder da ARENA, Deputado Garcia Neto prometia "que o governo tomaria providências para elucidar os sequestros de presos políticos, inclusive de Luiz Maranhão Filho". Providências nunca encaminhadas. Em 08 de abril de 1987, o ex-médico e torturador Amilcar Lobo revelou, em entrevista à Revista Isto É, que viu Luiz sendo torturado no DOI-CODI do I Exército no Rio de Janeiro. Em 1993 o ex-agente do DOI-CODI, Marival Chaves, em entrevista à Revista Veja, disse que Luiz fora trucidado pelos órgãos de segurança da ditadura militar; seu corpo não foi localizado. 

Luiz Ignácio Maranhão Filho foi homenageado em 1993 com a criação do Instituto Prof. Luiz Maranhão Filho, entidade vinculada à campanha de legalização do PCB no início da década de 80. Com a Lei no. 9l40/95, seu nome consta da primeira relação dos mortos e desaparecidos políticos, tendo a União reconhecido sua responsabilidade pela morte desses militantes.

A Comissão de Comemorações ao Centenário de Luiz Ignácio Maranhão Filho foi criada em 10 de Novembro de 2020, através da Portaria 110/2020. A Comissão, através da Fundação José Augusto-FJA, será responsável por propor, organizar e preparar atividades e eventos comemorativos ao transcurso do Centenário de Nascimento de Luiz Ignácio Maranhão Filho, que ocorrerá em 25 de Janeiro e que transcorrerá até 31 de dezembro de 2021.           

Informações e Contatos:

Roberto Monte - 084 99977.8702                                                                                      Aluizio Matias  -  084 98721.7705                                                                                              Ailton Medeiros  084  99915.2797

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Alice Braga estreia conta no Twitter para pedir: impeachment de Bolsonaro urgente

Alice Braga (Foto: Divulgação)

"Não tinha Twitter até hj. Mas quis finalmente entrar aqui pra dizer: #ImpeachmentBolsonaroUrgente", escreveu a atriz, se somando ao crescente clamor pelo impedimento do presidente.

Revista Fórum - No meio político, jurídico e na sociedade civil, através das redes sociais, principalmente, cresce um clamor pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, muito motivado pela atuação do governo diante da pandemia do coronavírus.

No Twitter, hashtags que pleiteiam o impedimento do ex-capitão têm permanecido na lista de assuntos mais comentados da internet, diariamente, desde a semana passada. E já há até quem não estava na rede social criando perfil só para se somar ao coro.

É o caso da atriz Alice Braga. “Não tinha Twitter até hj. Mas quis finalmente entrar aqui pra dizer: #ImpeachmentBolsonaroUrgente“, escreveu ela em sua primeira postagem na rede social, na tarde desta terça-feira (19). Sua publicação havia recebido, até a publicação desta nota, mais de 33,4 mil curtidas.

Músico potiguar grava “Hey Jude” dos Beatles com cenas de Natal-RN

 

Músico potiguar grava “Hey Jude” dos Beatles com cenas de Natal-RN

por Henrique Araujo

Se seu dia não tá legal com certeza isso aqui vai melhorá-lo bastante!

O músico saxofonista Joedson Silva de 29 anos, é natural de Cruzeta, Seridó Potiguar, e toca desde os 9 anos.

Em 2020, prejudicado pela suspensão de apresentações pela pandemia do corona vírus, ele resolveu resgatar para Natal as antigas serenatas, levando música para os que estão cumprindo isolamento em casa.

Desta vez ele fez um clipe com a música "Hey Jude", dos Beatles, contando para seu cenário com belas paisagens de Natal (RN), confira:

É uma viagem relaxante. Parabéns Joedson!

Se gostou veja 30 músicas potiguares que você precisa ouvir [lista inédita]

Com informações de Ícaro Carvalho para a Tribuna do Norte

Quadrinhista Zé Wellington lança e-books sobre universo da pistolagem

 A arte de Rafael Dantas acompanha a trama de Zé Wellington | Foto: Emanuel Mello

Não fosse pelo título ou pelo resumo disponibilizado pelos editores, o novo livro do cearense Zé Wellington poderia esconder o jogo em suas primeiras páginas. Entretanto, ele prefere chamar o leitor, já na capa, para história curta baseados em vivências contadas aos montes pelo interior cearense, em uma mistura entre ficção e realidade.

Contemplado pelo edital da Lei Aldir Blanc, da Secretaria da Cultura de Sobra, “Mata-mata” é daquelas obras que fazem o leitor repassar o enredo mesmo horas depois de ter encerrado a última linha escrita da obra, um conto ilustrado, em formato de e-book.

“Ele surgiu de uma lembrança da minha adolescência”, conta, de cara, o autor do livro em entrevista ao Verso. “Em um dia, na escola, entrou um garoto novo. Quando chegou, todos os colegas começaram a dizer que ele era sobrinho de um pistoleiro famoso na região e todos tinham esse medo. Grande parte do conto veio disso. Mas também é uma história sobre família, laços e legado, sobre essa coisa que temos muito forte no interior de que você é muito o que seus pais eram”, relata.

A história traça um paralelo entre Ricardo e Ademir, um jovem e um idoso, com tramas que se cruzam em meio à realidade da pistolagem na cidade fictícia de Jaguatinga.

Capa do livro ‘Mata-mata’ | Ilustração: Rafael Dantas

Profundidade

Disponibilizado de forma gratuita na internet, “Mata-mata” oferece uma leitura rápida, como quem fala de um assunto sério sem se ater às explicações complexas descritas em fatos. Para tratar do assunto da pistolagem, Zé Wellington procurou se valer da pesquisa.

“A pistolagem marcou muito o Nordeste anos atrás, mas também continua acontecendo, ainda que tenha mudado bastante e esteja ligada ao tráfico em muitos locais. Foi muito ligada às práticas do coronelismo e a minha história aborda um pouco disso, sobre como as pessoas são impactadas na forma como vivem”, comenta.

Da mistura entre a lembrança e a vontade de falar de algo importante, o trabalho de pesquisa se fez necessário. Zé Wellington conta ter buscado raízes doloridas do imaginário do povo local no intuito de construir protagonistas e antagonistas densos para, no fim, entregar algo não tão aprofundado, mas que deixa margens para entender as superfícies de ligações que permanecem até hoje, não apenas no Ceará.

“É algo curto, até por conta do tempo que tive para participar do edital, mas dentro da produção fiz pesquisas pegando histórias de vida de alguns dos principais pistoleiros por meio de livros e entrevistas e foi muito enriquecedor perceber do fascínio que exercem. Há uma série de elementos que são levemente baseados em coisas que aconteceram aqui”, pontua.

Sem se preocupar em descrever abertamente os personagens, Zé Wellington concede o peso necessário a tudo aquilo que envolve os dois homens descritos logo na abertura. O livro, no fim das contas, não conta apenas a história de Ricardo ou Ademir diante das injustiças dos crimes de pistolagem: transforma a prática como destaque para deixar claro como as vidas mostradas pela ficção podem servir de comparação ao já visto na vida real.

Novos caminhos

O cearenseZé Wellington também é conhecido pela escrita de histórias em quadrinhos como “Steampunk Ladies” | Foto: Divulgação

Roteirista de HQs como “Cangaço Overdrive” e “Quem Matou João Ninguém?”, Zé conta que mesmo com o pouco tempo de divulgação do livro, já teve retornos positivos de quem o acompanha.

“É uma coisa muito comum de se ouvir essa questão das continuações, mas não tenho ideia ainda de continuar o projeto como literatura, apesar de ainda querer levá-lo para outras mídias”, ressalta o sobralense ao também lembrar que a obra traz mistura de áudio drama desde a concepção das primeiras ideias.

por Mylena Gadelha

Serviço

Livro: “Mata-mata”

Editora Draco

Autor: Zé Wellington

Ilustrações: Rafael Dantas

46 páginas

R$ 0 na loja Kindle

Fonte: Diário do Nordeste

C/ brasilcultura.com.br

PROIFES lança campanha Sem Vacina, Sala Vazia para imunização imediata dos profissionais de educação

O PROIFES-Federação lança nesta terça-feira, 19, a campanha Sem Vacina, Sala Vazia, para reforçar a Educação como prioridade nacional com a imunização imediata dos profissionais de ensino para retomada da vida escolar e das aulas presenciais. Considerando o início do processo de vacinação, a campanha propõe uma reflexão sobre a importância da retomada das aulas presenciais e da normalidade da vida escolar de maneira urgente e em condições de segurança sanitária, a partir da vacinação prioritária para os profissionais da educação.

“O debate se faz necessário em razão do papel vital que as escolas e faculdades têm na vida da comunidade, e para a manutenção da sustentabilidade social e econômica do país. Neste momento em que urge a vacinação de toda a população brasileira, é necessário que a educação seja elencada como grupo prioritário, considerando o contexto de grande contato dos e das docentes e demais profissionais da educação com grupos de alta incidência assintomática do vírus, como é o caso dos jovens”, afirmou o presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão (SINDIEDUTEC-Sindicato).

Tendo como mote a campanha pela vacinação já dos profissionais da educação, que conta com o apoio de entidades representativas do setor, parlamentares e governadores, o PROIFES reforça, com a campanha Sem Vacina Sala Vazia, um movimento crescente para a retomada da vida acadêmica e escolar de milhões de alunos e alunas brasileiros, e de suas famílias e comunidades, especialmente os mais pobres e vulneráveis, privados de condições estruturais de estudar remotamente.

“A suspensão das atividades presenciais na educação brasileira acentua as desigualdades sociais e penaliza a população mais vulnerável, privada de condições estruturais de estudar remotamente. A educação é condição indispensável para que o país construa a saída da crise e possa se desenvolver como uma nação socialmente inclusiva e geradora de riqueza e oportunidades. Vacinação já para os profissionais da educação, vacinação já para todos os brasileiros e brasileiras”, ressaltou Brandão.

Live

A Campanha Sem Vacina Sala Vazia vai publicar semanalmente cards e realizar Lives para reforçar o debate sobre vacinação e retomada dos calendários e aulas presenciais. Na próxima quarta-feira, 20, às 16h, o PROIFES realiza a primeira Live da Campanha, com o tema Educação como prioridade nacional, com participação do deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE), deda secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidente da Internacional da Educação,  Fátima Silva, da presidenta do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), Maria Luiza Sussekind, e do presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão. A mediação será feita pelo diretor de ciência e tecnologia do PROIFES, Ênio Pontes.

Acompanhe esta Live e mais notícias sobre a Campanha Sem Vacina Sala Vazia no site e redes sociais do PROIFES e sindicatos federados.

Fonte: PROIFES

1º DE FEVEREIRO - DIA NACIONAL DE LUTA!!! - FASUBRA

 Fonte: FASUBRA