Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Voto feminino no Brasil

O voto feminino foi uma das principais exigências feitas por movimentos feministas no começo do século XX.
O voto feminino foi uma das principais exigências feitas por movimentos feministas no começo do século XX.

Um desses grupos eram as mulheres. O voto feminino só foi possível no mundo ocidental graças à muita luta das mulheres pela conquista desse direito. Não foi diferente aqui no Brasil, e mulheres de diferentes classes sociais, movidas pelo desejos de equiparação de direitos, esforçaram-se para conquistar espaço na política.

luta das mulheres pelo direito de votar despontou no Brasil no final do século XIX. No ano de 1880, a Lei Saraiva foi promulgada, trazendo grandes modificações para o sistema eleitoral do Brasil. Essa lei permitia que todo brasileiro com título científico pudesse votar e, aproveitando-se disso, a cientista Isabel de Souza Mattos exigiu na Justiça o direito ao voto.

A luta das mulheres seguiu com o começo do século XX, embora a resistência em conceder esse direito às mulheres era muito grande. O crescimento da causa do voto feminino resultou no surgimento de associações, instituições e até partidos em defesa dessa pauta. Um exemplo foi o surgimento do Partido Republicano Feminino, criado em 1910 pela professora Leolinda de Figueiredo Daltro.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Em 1920, uma das associações mais importantes para a causa foi fundada e, assim, surgiu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM). Dois anos depois, essa associação teve seu nome modificado para Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Essa associação era liderada pela feminista Bertha Lutz, um dos grandes nomes na luta pela equiparação dos direitos de homens e mulheres no Brasil.

Essa associação atuava fortemente para a conquista de maiores direitos para as mulheres na sociedade e teve grande atuação na política brasileira. Algumas das principais causas dessa federação eram a inserção da mulher no mercado de trabalho, o direito à educação e a conquista do voto feminino. Já em 1922, a federação realizou um congresso internacional no Rio de Janeiro com o objetivo de defender o voto feminino.

Acesse tambémFeminismo no Brasil — como surgiu e o que reivindicava?

O voto feminino avança no Brasil

A atuação do movimento feminista no Brasil pelo direito ao voto feminino fez a causa avançar. Como vimos, desde o século XIX já havia iniciativas nesse sentido, mas elas não avançavam politicamente. No ano de 1917, por exemplo, uma proposta de Maurício de Lacerda para estender o alistamento eleitoral às mulheres foi rejeitada.

De toda forma, o engajamento das mulheres deu força à causa e, na década de 1920, as primeiras conquistas começaram a ser percebidas. O estado pioneiro nesse sentido foi o Rio Grande do Norte, local que aprovou uma lei que garantia o direito de voto às mulheres: essa era a Lei Estadual 660, de 25 de outubro de 1927. Esse acontecimento foi explorado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino para que esse direito se estendesse às mulheres de todo o país.

Com a aprovação da lei no Rio Grande do Norte, a primeira mulher a exigir seu alistamento foi a professora Celina Guimarães, residente no município de Mossoró. Isso fez de Celina a primeira mulher a se alistar para voto tanto no Brasil como na América Latina.

Bertha Lutz (usando óculos escuros) foi uma das grandes responsáveis pela conquista do voto feminino no Brasil.[1]
Bertha Lutz (usando óculos escuros) foi uma das grandes responsáveis pela conquista do voto feminino no Brasil.[1]

O estado do Rio Grande do Norte presenciou também outra importante conquista para as mulheres. No ano de 1928, foi realizada eleição municipal na cidade de Lages, e uma das candidatas à prefeitura era Alzira Soriano. Ela recebeu o apoio do governador do estado, Juvenal Lamartine. O resultado da eleição foi surpreendente para a época: Alzira venceu com 60% dos votos.

Alzira tomou posse como prefeita de Lages em 1º de janeiro de 1929 e teve de enfrentar todos os desafios de uma sociedade extremamente machista. Durante o exercício da função de prefeita, ela se dedicou ao desenvolvimento de obras de infraestrutura na cidade e à construção de escolas.

Alzira permaneceu no cargo por pouco tempo, pois abandonou a prefeitura depois da Revolução de 1930. Ela foi convidada a permanecer como prefeita da cidade, mas não concordava com o governo de Getúlio Vargas. Com a democratização do Brasil, em 1945, Alzira retornou à política, sendo eleita para o cargo de vereadora de Lages.

Acesse tambémDesigualdade de gênero: o que é?

Código Eleitoral de 1932

Apesar dos avanços significativos que aconteceram no Rio Grande do Norte, o direito ao voto feminino só avançou no país anos depois. A ascensão de Getúlio Vargas ao poder do Brasil em 1930 tinha trazido grandes mudanças para o sistema eleitoral brasileiro, e uma das mais significativas aconteceu com a aprovação do Código Eleitoral (Decreto n.º 21.076) em 24 de fevereiro de 1932.

Esse Código Eleitoral estabeleceu normas para a padronização das eleições que seriam realizadas a partir daí. Foi estabelecido que o voto seria obrigatório e secreto, além de serem abolidas as restrições de gênero ao voto. Com isso, as mulheres conquistaram o direito de voto no Brasil, fazendo de nosso país o primeiro na América Latina a conceder o sufrágio para as mulheres.

A conquista do voto pelas mulheres a partir do Código Eleitoral de 1932 pode ser percebida pelo Artigo 2º desse decreto: “É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste código”|1|. Assim, as mulheres poderiam votar desde que tivessem mais de 21 anos e fossem alfabetizadas. A partir de 1934, o voto feminino passou a estar presente na Constituição promulgada naquele ano. Atualmente, o voto é um direito assegurado a todo cidadão brasileiro, incluindo os analfabetos, pela Constituição de 1988.

A conquista do voto feminino é um marco importante na história da democratização do Brasil. Por essa razão, uma data comemorativa foi criada em homenagem a essa conquista. No dia 24 de fevereiro, celebra-se o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.

Notas

|1| Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932. Para acessar, clique aqui.

Créditos das imagens

[1] FGV/CPDOC

Por Daniel Neves Silva
Professor de História

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br

PEC Emergencial acaba com piso para Saúde e Educação e ataca servidores públicos

Nova proposta é usada como contrapartida pelo governo para a volta do auxilio emergencial.

O relator da PEC Emergencial, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), protocolou na terça-feira (23) o parecer final sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019, que cria mecanismos de ajuste fiscal para União, estados e municípios. A votação está marcada para ocorrer nesta quinta-feira (25) no Senado Federal.  A PEC Emergencial viabiliza o pagamento do auxílio emergencial, sem a necessidade de cortar despesas ou apontar novas fontes de receitas. Entretanto, a mesma proposta revoga dispositivos da Constituição Federal que garantem o percentual de repasse mínimo para Educação e Saúde nos três níveis da federação.

 Atualmente, os estados e municípios são obrigados a destinar o mínimo de 25% de seus recursos para a Educação. Já na área da Saúde, os estados precisam destinar 12% da receita e os municípios, 15%. No caso da União, esse porcentual era de 15% da receita corrente líquida para a Saúde e 18% para a Educação até a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95, do Teto dos Gastos, que passou a atualizar o valor pelo ano anterior, mais a correção inflacionária.  A revogação dos dispositivos constitucionais ainda comprometerá, inclusive, os repasses ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

O relatório propõe a inclusão de um dispositivo na Constituição sobre “cláusula de calamidade pública de âmbito nacional”. O texto permite que, durante o exercício financeiro de 2021, a proposição legislativa que tenha o objetivo exclusivo de conceder auxílio emergencial para enfrentar as consequências sociais e econômicas da pandemia da Covid-19 ficará “dispensada da observância das limitações legais quanto à criação, à expansão ou ao aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa”.

O governo tem a proposta de vincular o auxílio emergencial ao fim da exigência de um gasto mínimo em Saúde e Educação. A medida é uma atrocidade devido ao momento de pandemia, em que o Brasil está prestes de chegar a 250 mil mortes em decorrência da Covid-19, com a ameaça ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Luiz Araújo, 3º vice-presidente do ANDES-SN, este é um retrocesso só vivido em períodos militares. “A vinculação de recursos é uma conquista, no caso da educação, de 1934. Nós só perdemos a vinculação de recursos duas vezes na história do Brasil, no Estado Novo [1937-1946] e a na ditadura militar [1964-1985]. Desvincular recursos é deixar nas mãos de governadores e prefeitos o quanto irão gastar em Educação e Saúde, o que significará uma redução generalizada dos gastos nessas áreas”.

O docente alerta para a possibilidade, caso a proposta avance desta maneira, dos cortes recaírem nas instituições de ensino superior (IES) públicas. “O Congresso aprovou para a Educação Básica, criando um novo artigo à Constituição Federal, o Fundeb como permanente e parte da vinculação constitucional dos 25% e aumentou repasses da União para o fundo. É muito difícil que se consiga voltar atrás do que foi aprovado por unanimidade há seis meses. Então, o risco hoje é o de juntar a vinculação da Saúde e Educação, e quem sabe manter o Fundeb, mas atacando as verbas das universidades e institutos federais. E qual o alvo da redução, se os gastos com manutenção e custeio já são escassos? É deixar sem garantias constitucionais os gastos com as universidades, o que abrirá as portas para o debate de medidas privatizantes e da busca de recursos fora do orçamento, via Future-se. É um combo de maldades que está sendo discutido no Congresso”. Para Luiz Araújo, os ataques serão concentrados nos direitos dos servidores públicos.

Servidores públicos

Outro ponto polêmico do texto diz respeito às alterações que impactam os servidores públicos e, consequentemente, o funcionamento dos serviços públicos no país. A PEC Emergencial modifica limites para gastos com pessoal e proíbe que novas leis autorizem o pagamento retroativo desse tipo de despesa. No caso, estariam vedadas: a criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; a alteração de estrutura de carreira; e a admissão ou contratação de pessoal ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa.

Também estariam proibidas a realização de concurso público; a criação ou prorrogação de auxílios, vantagens, bônus, abonos, inclusive os de cunho indenizatório, em favor de membros de Poder, do Ministério Público ou da Defensoria Pública e de servidores, empregados públicos e militares, ou ainda de seus dependentes; e a criação de despesa obrigatória.

Tramitação

Como é uma proposta de emenda à Constituição, essa matéria precisa ser aprovada em dois turnos, por no mínimo 49 senadores. Entre os dois turnos, é necessário um intervalo de cinco dias úteis — mas esse interstício pode ser revisto se houver entendimento entre os líderes. A PEC Emergencial integra um pacote apresentado pelo Executivo denominado Plano Mais Brasil, que conta com a PEC do Pacto Federativo (188/2019) e a PEC dos Fundos Públicos (187/2019). Juntas, as propostas desobrigam a União de promover serviços públicos à população, ataca diretamente os servidores públicos e permite a transferência dos recursos públicos para a iniciativa privada.

Por fim, o diretor do Sindicato Nacional afirma que o presidente Jair Bolsonaro - com a queda da sua popularidade - tem agido desesperadamente para sinalizar ao mercado financeiro que é confiável. “É a situação dos sonhos do mercado financeiro e o Bolsonaro, para manter a presidência, está entregando os anéis do povo brasileiro, que são as políticas públicas. Nós não vamos permitir e estamos organizando toda a sociedade civil, as entidades sindicais, populares, educacionais para impedir esse retrocesso no Congresso Nacional”, disse. 

Mobilização

O ANDES-SN participou na terça-feira (23) de uma reunião, convocada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), para analisar a PEC 186. O encontro virtual contou com deputadas e deputados federais, representantes de senadores, entidades educacionais e estudantis, além de secretárias e secretários estaduais e municipais, consultoras e consultores do Congresso e especialistas da área de financiamento da Educação.

Na reunião, José Marcelino de Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e integrante da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), explicou que, caso a PEC seja aprovada, a Educação sofrerá uma perda de 40% do total que se investe hoje. Na prática, seria uma redução de R$ 74,4 bilhões anuais no orçamento. Em um cenário negativo, considerando que o texto avançaria sobre o Salário Educação e os programas do FNDE, as perdas poderiam chegar a R$ 92 bilhões.

De acordo com José Sávio Maia, 2º vice-presidente da Regional Norte I do ANDES-SN, as e os presentes relataram a gravidade do relatório enviado pelo relator, Marcio Bittar, especialmente no que diz respeito à desvinculação dos recursos da Saúde e Educação, como também o congelamento de salários e a inclusão dos gastos com aposentadoria nessas receitas.

“Os principais encaminhamentos foram no sentido de barrar a aprovação da PEC 186, seja retirando-a da pauta no Senado, ou modificando seus pressupostos. As deputadas e os deputados alertaram para o fato de que na Câmara a situação parece ser mais favorável ao governo neste momento, caso seja aprovada no Senado. Portanto, hoje (24) e amanhã (25) serão dias de intensas mobilizações para pressionar as e os senadores pela não aprovação desse relatório”, afirma.

Entre as ações de mobilização estão a realização de uma audiência com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a intensificação da pressão sobre as e os senadores, envio de e-mails e redes sociais, além das cartas públicas das entidades chamando a atenção para as consequências nefastas da PEC 186.

Confira a nota de repúdio do ANDES-SN à PEC 186

Veja o relatório da PEC 186 na íntegra

Com informações da Agência Senado e Consed

Saiba Mais

Fonte: ANDES SN

1 ano de pandemia, 250 mil mortes: Brasil supera mais uma marca macabra em meio ao descontrole

Hospitais lotados, cidades endurecendo medidas de restrição, médicos exaustos e famílias chorando as mortes de parentes e amigos. Essa poderia ser uma notícia do primeiro semestre de 2020, quando a pandemia do coronavírus se espalhou por todo o mundo, incluindo o Brasil. A situação, no entanto, é a mesma no país, em 2021, às vésperas da crise sanitária completar 1 ano.

Nesta quarta-feira (24), o Brasil superou a triste marca dos 250 mil mortos em decorrência da Covid-19. Segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, foram registradas 1.390 novas mortes nas últimas 24 horas, o que totaliza, desde o início da crise sanitária, 250.036 óbitos.

A marca foi atingida na véspera do aniversário de 1 ano do primeiro caso de Covid-19 confirmado no Brasil, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2020.

No início do ano passado, Bolsonaro já dizia que a Covid-19 é uma “gripezinha” e, em abril, chegou a afirmar que a doença do coronavírus mataria menos pessoas que a gripe H1N1, que vitimou 796 brasileiros.

Incentivando apoiadores a não usarem máscara e pregando “tratamento precoce” com cloroquina, substância que não tem eficácia comprovada contra a Covid, Bolsonaro fez do país um verdadeiro “laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção”, conforme descreveu o cientista Miguel Nicolelis.

Atualmente, o país, conforme mostram os números, está em estágio de descontrole da pandemia, com contágios e mortes superando os piores momentos da crise sanitária.

A principal esperança contra o vírus, as vacinas, ainda não engataram no Brasil, também por responsabilidade do governo federal. Além de tentar descreditar a Coronavac por conta de sua briga política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro foi inábil ao não fechar acordos, conforme inúmeros países do mundo fizeram, para a aquisição de imunizantes.

Até o momento, somente 2,7% da população brasileira recebeu a primeira dose das vacinas e, em muitas cidades, já há falta de doses.

“Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo”, alerta Nicolelis.

Fonte: https://revistaforum.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Idosos enfrentam longa fila de carros para vacinação contra a Covid-19 em Natal

Foto: Agora RN

A vacinação contra a Covid-19 para idosos de 90 anos ou mais começou nesta segunda-feira 22 em Natal. Em esquema drive-thru, o público-alvo enfrenta uma longa fila de carros para conseguir a primeira dose do imunizante. Atualmente, estão sendo aplicadas tanto a Coronavac quanto a vacina de Oxford.

Para se vacinar, o idoso deve apresentar cartão de vacina, comprovante de residência e documento original com foto.

A Prefeitura do Natal disponibilizou três drives-thrus de vacinação no Palácio dos Esportes, Via Direta e Nélio Dias, os dois últimos contam ainda com sala de vacinação para pedestre, funcionando das 8h às 16h, de segunda a quinta. Na sexta, o horário vai até às 13h.

Fonte: Agora RN

Com Potiguar Notícias

#RedBookDay – Dia Mundial do Livro Vermelho - Por Juliana Medeiros

 


Para o revolucionário Leon Trotsky, o Manifesto Comunista de Marx e Engels representava "a maior genialidade da literatura mundial". A obra é celebrada anualmente nesse 21 de fevereiro

Hoje, 21 de fevereiro, é o Dia do Livro Vermelho, um movimento mundial que recorda a publicação do Manifesto Comunista pelos geniais e ainda muito jovens Karl Marx e Friedrich Engels, ambos ainda com menos de 30 anos de idade na época.

Dentre as centenas de edições disponíveis do Manifesto, há uma publicada em espanhol pela editora estadunidense Pathfinder em que o nome dos dois autores está escrito como o chamam os leitores de língua hispânica: Carlos Marx e Federico Engels.

Pathfinder também é o nome de um famoso mural que existiu por muitos anos em Nova Iorque. O mural foi concebido pelo artista Mike Alewitz em 1988 e feito com a colaboração de mais de 80 artistas de 20 países. Originalmente, o mural foi pintado na lateral do antigo edifício do Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores dos EUA) que também abrigava a editora Pathfinder.

Esse mural mostrava uma impressora vermelha no centro, da qual saíam pôsteres de heróis revolucionários, com multidões retratadas acima e abaixo. Ativistas e figuras políticas mundialmente conhecidos faziam parte do mural como Martin Luther King Jr., Malcolm X, Rosa Parks, Ho Chi Min, Che Guevara, Fidel Castro, entre outros. Dessa impressora saíam também palavras de Fidel:

“The truth must only not be the truth,
it must also be told”
[A verdade não deve ser apenas a verdade,

ela também deve ser dita]

Entre outros temas, Marx e Engels abordam no Manifesto Comunista a vitória da classe trabalhadora na Inglaterra no início de 1847, depois da aprovação da lei da jornada de dez horas, que limitou as horas de trabalho para mulheres e crianças. Nas décadas seguintes, o movimento internacional dos trabalhadores lutou pela jornada de oito horas para toda a classe trabalhadora. E nesse mural em Nova York havia um detalhe onde se lia “oito horas de trabalho, oito horas de lazer, oito horas de descanso”. Surpreendentemente, uma das trincheiras que até hoje faz parte da luta da classe trabalhadora em todo mundo.

Essa edição em espanhol do Manifesto publicada pela Pathfinder tem ainda introdução do revolucionário Leon Trotsky escrita em outubro de 1937 em que ele comenta a atualidade do texto, ainda naquela época perto de completar 100 anos de publicado. Para Trotsky, o Manifesto Comunista de Marx e Engels representava “a maior genialidade da literatura mundial”.

Manifesto Comunista foi publicado, originalmente em alemão, em 21 de fevereiro de 1848 e, de fato, como assinalou Trotsky em 1937, continua atual 173 anos depois.

Fonte: JORNALISTAS LIVRES

Fim do Daft Punk: Duo francês de música eletrônica anuncia separação e deixa fãs perplexos

Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo, os franceses do Daft Punk, que anunciam separação nesta segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021. Foto: Divulgação

Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo, os franceses do Daft Punk, que anunciam separação nesta segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021. Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site da RFI

A famosa dupla francesa de música eletrônica Daft Punk, reconhecida por seus capacetes de robô que escondem seus rostos, anunciou nesta segunda-feira (22) sua separação após quase três décadas de parceria. A informação foi confirmada pelo porta-voz dos artistas.

A dupla francesa de música eletrônica mais conhecida do mundo anunciou o fim de uma aventura de 28 anos em um vídeo postado no YouTube nesta segunda-feira (22). Contactada pela agência AFP e pelo site americano Pichfork, verdadeira referência do mundo da música, Kathryn Frazier, a histórica agente da dupla, confirmou a separação do grupo, sem dizer no entanto o motivo.

O grupo, formado por Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem Christo, publicou no YouTube um vídeo com o título “Epílogo”, ambientado no deserto. No final deste, um dos dois robôs explode e a imagem diz “1993-2021”.

O duo Daft Punk estreou em 1997 com o álbum “Homework” e rapidamente conquistou as pistas de dança com canções como “Around the world” e “Da Funk”.

Em 2001, a dupla francesa lançou “Discovery”, um álbum ainda mais popular, com canções como “One more time” e “Harder, better, faster, stronger”.

Mas seu maior sucesso foi o single “Get Lucky” de 2013, realizado com Pharrell Williams e do qual milhões de cópias foram vendidas em todo o mundo.

Fonte: Diario do Centro do Mundo - DCM

Mercadante manda recado aos generais: “não se rendam ao mercado financeiro e defendam a Petrobrás para os brasileiros”

Filho de um general nacionalista, o ex-ministro Aloizio Mercadante falou à TV 247 nesta segunda-feira e mandou um recado direito aos militares, em especial ao general Joaquim Luna e Silva, escolhido para comandar a Petrobrás. “Parem a privatização, tragam uma política de preços justa para o povo brasileiro e não se rendam aos interesses especulativos”.

247 - O economista Aloizio Mercadante, que foi ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil, e que hoje preside a Fundação Perseu Abramo, que elabora as políticas públicas do Partido dos Trabalhadores, mandou um recado para os militares brasileiros. “Não se rendam ao mercado financeiro e aos interesses especulativos nesta terça-feira. Parem a privatização das refinarias, defendam uma Petrobrás forte e tragam uma política de preços justa para o povo brasileiro, para os caminhoneiros e para os motoristas de aplicativos”, afirmou, em entrevista à TV 247.

Filho de um militar nacionalista, o recentemente falecido general Oswaldo Oliva, Mercadante diz ter boa impressão do general Joaquim Luna e Silva, que foi escolhido para substituir o entreguista Roberto Castello Branco, que ainda está à frente da Petrobrás. “Até onde eu sei, o general Luna é também um militar nacionalista”, afirma. No entanto, Mercadante critica o estilo atabalhoado do governo Bolsonaro, que anunciou a mudança na Petrobrás sem antes definir uma nova política de preços para a estatal. “Sem uma nova política, de nada adiantará a mudança”, afirma ele, que apresentou propostas neste fim de semana (saiba mais aqui).

Questionado sobre os eventuais impactos positivos de uma nova política de preços da Petrobrás para a popularidade de Jair Bolsonaro, Mercadante afirmou que o PT deve ser coerente em suas propostas. “Ao contrário daqueles que nos golpearam, não apostamos no quanto pior, melhor. Assim como defendemos o auxílio-emergencial, temos que defender uma Petrobrás para os brasileiros. O povo brasileiro está sofrendo agora”, disse ele.

Fonte: BRASIL 247

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

CONSELHO DOS HOSPITAIS DE ISOLAMENTO PARA FAZER EM CASA

 


Paisagens urbanas - A importância das praças

Por: Jailma Felix

As praças podem e devem ser um espaço de intensa manifestação popular para os nova-cruzenses. Elas são locais públicos dentro da cidade e, por estimular o convívio, por vezes, tornam-se a alma do bairro que as envolvem; são muitas as suas funções e benefícios ao bem-estar social dos munícipes.

As nossas pracinhas oferecem à população diversas possibilidades: relaxar, praticar atividades físicas, planejar encontros, passear com a criançada; enfim, dá para interagir e trocar ideias ao ar livre, num dia de sol ou numa noite inspiradora de lua cheia.

Se bem planejada, uma praça pode assumir diversos significados para o povo. De simples contemplação paisagística a locais de convívio e interação social, mas é primordial que nos proporcione algum significado, caso contrário, será desperdício de recursos públicos.

Esses espaços hoje em dia são responsáveis pela presença de vegetação em zonas urbanizadas, proporcionando às pessoas bem-estar psicológico e beleza, além de melhorar a qualidade do ar nas cidades. E aqui em Nova Cruz não é diferente, pois temos praças espalhadas por toda a cidade.

Praça do Marco Zero (arquivo pessoal)

Praça de Eventos (arquivo pessoal)

Algumas delas, de modo especial, cumprem sua função de forma significativa e merecem ser conservadas nos moldes originais.

Praça Barão do Rio Branco (arquivo pessoal)

Além de ser uma das mais belas, a Praça Barão do Rio Branco, em frente ao Colégio Nossa Senhora do Carmo, sempre proporcionou o encontro de gerações, classes sociais, encontros casuais, românticos, encontros e reencontros que rendem muito assunto na memória do nosso povo. Falar dela traz grandes recordações.

Outra muito querida é a praça de São Sebastião, localizada no Alto de São Sebastião. Até hoje é um ponto de referência na cidade, sendo um local de grande circulação e permanência de pessoas, principalmente durante à noite. Tem o vendedor de milho, o vendedor de pipocas, o senhorzinho da praça... Ah! Que saudade de ver os estudantes aglomerando na praça, esperando o transporte escolar.

Praça de São Sebastião (arquivo pessoal)

Essas são algumas considerações sobre o cenário urbano da nossa Rainha do Agreste. Cuidemos, pois, de cada bairro, rua, beco ou praça, não só da nossa calçada. A memória da nossa cidade precisa ser preservada para as próximas gerações.

E para você, que praça proporciona/proporcionou os melhores encontros aos nova-cruzenses?

Apoio Cultural: Centro Potiguar de Cultura - CPC´RN

“Nenhum centavo a menos!”, por Eduardo Campos - por Cristiane Tada.


Diretor de Universidades Públicas da UNE , alerta em artigo sobre à falta de orçamento que ameaça ao funcionamento das instituições federais. Leia:

No último período, as universidades públicas brasileiras deram uma verdadeira aula de cidadania no combate ao novo coronavírus no Brasil. Desde o início da pandemia, as instituições públicas de ensino superior buscam formas de conter o avanço da COVID19 no nosso país, seja com o atendimento à população através dos hospitais universitários, a produção de equipamentos de proteção e doação à rede pública de ensino, até as diversas pesquisas no intuito de desenvolver a vacina para imunização da nossa população.

Enquanto isso, o governo federal vem realizando sucessivos ataques à educação, em especial à sua autonomia e seu orçamento. Para o ano de 2021, o projeto de lei orçamentária anual apresenta cortes significativos, e que colocam em risco a continuidade de todo o esforço feito por essas instituições tão importantes para o desenvolvimento e o combate à pandemia no país.

A proposta que o governo apresenta para o próximo ano indica uma redução do orçamento geral destinado à educação em relação à LOA de 2020 de 30%; no Plano Nacional de Assistência Estudantil a redução é de 18%, enquanto nas verbas discricionárias (verbas utilizadas apenas para o funcionamento da universidade) chegam a 17,5%. Se compararmos as verbas empenhadas em 2019 os resultados são ainda mais impactantes, tendo em vista que o PLOA de 2021 enviado ao congresso pelo governo corresponde a quase metade dos valores de 2 anos atrás¹.

É importante destacar que, além dos cortes anunciados, o projeto conta com uma grande parcela dos recursos condicionados, sendo necessária uma nova aprovação do legislativo para liberação dessa verba que no ano de 2021 corresponde a mais da metade do valor total, segundo a Andifes.

Diante de tudo isso, grande parte das universidades públicas brasileiras temem não ter condições de estar em pleno funcionamento este ano, o que coloca em xeque a capacidade de produção científica em nosso país, as bolsas e auxílios a estudantes de baixa renda em um momento onde o índice de desemprego no Brasil só cresce e, consequentemente, o sonho de milhares de brasileiras e brasileiros de cursar um ensino superior público, gratuito e de qualidade.

Portanto, se mostra cada vez mais necessária a luta pelo investimento na educação pública brasileira. Em um momento onde o negacionismo e o obscurantismo tem cada vez mais norteado as ações de Bolsonaro e seu governo, é de suma importância que estejamos unidas e unidos em defesa da ciência, da vida e do Brasil!

*Eduardo Campos é diretor de Universidades Públicas da UNE. 


Fonte: UNE

domingo, 21 de fevereiro de 2021

UBES e UNE lançam campanha “VACINE A EDUCAÇÃO”

Entidades estudantis reivindicam prioridade na imunização dos profissionais da educação contra a Covid-19 para a volta às aulas com segurança.

Entendendo que nesse momento crítico da pandemia no Brasil a prioridade deve ser a defesa da vida, a UNE e UBES lançam a campanha “Vacine a Educação”, pela imunização dos profissionais de educação contra a COVID-19, e, assim, criar melhores condições. para o retorno às aulas presenciais.

As entidades estudantis defendem que a vacinação deve somar aos investimentos necessários para adequar as escolas e universidades à segurança sanitária, para que o retorno às aulas presenciais ocorra efetivamente com segurança à vida de trabalhadores e estudantes. 

O Brasil é o país que teve escolas fechadas por mais tempo em todo o mundo, além disso, para as entidades, o ensino remoto tem escancarado desigualdades sociais, elevado à evasão escolar, aumentado o trabalho infantil, causado desnutrição, por falta de merenda e milhões de estudantes em todo país, sem acesso à internet, não tiveram aulas, o que causa impactos no aprendizado por anos. Dessa forma, é urgente que as aulas retornem, desde que a vida das pessoas estejam preservadas.

“A educação é a saída para diversos problemas sociais e para o desenvolvimento do país, o retorno ao ensino presencial deve ter como pressuposto as condições epidemiológicas do momento, a capacidade das instituições de educação de garantirem protocolos de segurança e principalmente da imunização dos profissionais da área, para que esse retorno seja realizado de forma permanente e que não traga impactos à vida dos brasileiros”, avalia Iago Montalvão, presidente da UNE.

Para Rozana Barroso, presidente da UBES, o Ministério da Educação ficou ausente em muitas discussões importantes sobre a educação na pandemia, incluindo soluções para a falta de acesso digital dos estudantes, e, agora, deveria estar atuando pela ampliação da vacina, para o retorno das aulas presenciais:

“Priorizar o investimento na ampliação das doses e garantir que profissionais da educação sejam imunizados é garantir que vidas sejam salvas. A educação e a vacina salvam vidas”

A UNE e UBES ainda se posicionam pelo avanço da vacinação e contra o descaso do governo na política de imunização. “O atraso nas vacinas, fruto de negligência do Governo Federal, impacta em um número ainda maior de mortes pela Covid-19 e ainda atrasa serviços importantes para o país. É urgente a aceleração da vacinação para todos e que os profissionais de educação sejam incluídos na prioridade em todos municípios do Brasil”, completa Iago.

As entidades estão levando a reivindicação aos secretários de Saúde e de Educação dos estados para que o processo de imunização seja adiantado.

Fonte: UBES

STJ abre inquérito para apurar se Lava Jato investigou ministros de forma ilegal

 Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo

Por: Jessyanne Bezerra

O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) instaurou nesta sexta-feira (19) um inquérito para investigar mensagens hackeadas de procuradores da Lava Jato e apreendidas pela Operação Spoofing que reveleram uma tentavia de integrantes da operação de investigar de maneira ilegal os ministros da corte.

A operação Spoofing prendeu hackers que invadiram celulares de diversas autoridades, entre elas o ex-ministro Sergio Moro e procuradores do Paraná.

No documento em que oficializa a abertura da apuração, o presidente do STJ lembrou "que o princípio constitucional da independência judicial é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito e um dos pré-requisitos para um julgamento justo".

A investigação foi instaurada dias após a revelação de uma troca de mensagens entre procuradores que atuaram na operação Lava Jato em Curitiba. Na conversa, eles discutem pedir à Receita Federal uma análise de dados de ministros do STJ.

Em razão do foro privilegiado, os integrantes do tribunal só podem ser investigados pela Procuradoria-Geral da República. Procuradores que atuam na primeira instância não podem atuar no caso.

O caso também é analisado em outra frente. Na semana passada, a Corregedoria Nacional do Ministério Público pediu explicações sobre o caso aos ex-procuradores da Lava Jato em Curitiba.

Fonte: Potiguar Notícias