O anúncio da Conmebol de que após as recusas de
Colômbia, Argentina e Chile, a Copa América de 2021 seria realizada agora em
julho e julho no Brasil provocou uma série de reações entre gestores e
políticos.
Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...
O anúncio da Conmebol de que após as recusas de
Colômbia, Argentina e Chile, a Copa América de 2021 seria realizada agora em
julho e julho no Brasil provocou uma série de reações entre gestores e
políticos.
Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal instaurou uma ação penal contra um cidadão de Bariri (SP) por prática de preconceito em um comentário no Instagram. O crime ocorreu em 8 de outubro de 2018, dia seguinte ao primeiro turno da eleição presidencial. No texto, o réu proferiu ofensas aos nordestinos ao caracterizá-los como “burros” e “povo preguiçoso”.
“Mas os nordestinos são muito burros ou se fazem de burros. Depois vem aqui no estado de SP, trabalhar e dar trabalho, povo preguiçoso, querem vi[v]er nas custas do governo. O certo era separar os estados que o PT ganhou nas urnas […] e deixar o PT administrar, só esses estados”, dizia a mensagem.
O comentário foi publicado em resposta a uma postagem na qual o poeta Bráulio Bessa exaltava o Nordeste. A mensagem discriminatória acompanhava manifestações de outros usuários com teor semelhante. As investigações sobre o conteúdo preconceituoso tiveram início em Juazeiro do Norte (CE). O MPF identificou os autores após obter autorização judicial para a quebra de sigilos telemáticos. Detectada a origem do comentário postado pelo réu, o caso foi desmembrado e remetido ao MPF em Bauru (SP).
O réu responderá por discriminação contra grupo de procedência nacional, crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/89. De acordo com o parágrafo 2º do dispositivo, a prática desse tipo de delito por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza sujeita o autor à pena de dois a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa.
Atos como o do réu constituem crimes imprescritíveis. Isso significa que autores de manifestações discriminatórias contra grupos sociais em função de sua raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional podem ser processados e julgados a qualquer momento, independentemente de quando o delito foi praticado. Dada a gravidade da conduta, o Supremo Tribunal Federal avalia se a imprescritibilidade também se estende ao crime de injúria racial, que se define pela ofensa a uma pessoa específica com base em características de raça, credo ou origem. A matéria é objeto do HC 154248, em tramitação na corte.
Fonte: Site do MPF/SP
Por Diário do Centro do Mundo - DCM
A exposição Educação pela Pedra, que marca a primeira ação da parceria entre o Museu Paranaense e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), de Recife (PE), teve seu período de visitação prorrogado até o dia 26 de setembro. O público terá um pouco mais de tempo para visitar ou revisitar essa mostra tão especial, que tem como eixo temático o centenário de nascimento do escritor e poeta recifense João Cabral de Melo Neto. A curadoria é assinada por Moacir dos Anjos.
As obras apresentadas investigam os afetos canalizados pelos versos do poema que dá nome à exposição, escritos em 1966. “O poema nos apresenta a pedagogia da pedra e a sua capacidade de nos ensinar por ela própria, uma cartilha muda, mas que nos educa. Pode ser entendida como a metáfora de nossa relação com a arte: a capacidade que a arte tem de nos emancipar e educar por ela própria, nos fazer ver o mundo de outra maneira”, diz o curador, que inaugurou a ponte aérea do projeto no final de novembro de 2020 para a montagem da mostra.
Inaugurada oficial e presencialmente para o público no início de 2021, a mostra conta com obras de diversos artistas brasileiros, como Oriana Duarte, Marcelo Moscheta, Jonathas de Andrade, Jimmie Durham, Cinthia Marcelle, Traplev, Agrippina Manhattan, Louise Botkay e Randolpho Lamonier, além de Caetano Veloso, que só entrou na montagem curitibana. A canção do músico baiano “If you hold stone”, que permeia a mostra, foi composta no exílio em homenagem à artista brasileira Lygia Clark e descreve a experiência de interagir com o trabalho da artista, sugerindo que o contato com a pedra gera conhecimento.
Os trabalhos desses artistas contemporâneos dialogam de forma direta ou indireta com as lições do poema de João Cabral: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.
SOBRE A FUNDAÇÃO – A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) é uma fundação pública com regime de direito privado, vinculada ao Ministério da Educação. Sediada no Recife (PE) foi fundada em 1949 pelo sociólogo Gilberto Freyre com o propósito de preservar o legado histórico-cultural do político abolicionista Joaquim Nabuco. A Fundaj é formada por três diretorias: Pesquisas Sociais; Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte; e Diretoria de Formação Profissional e Inovação.
Serviço
Exposição Educação pela Pedra
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio: BRDE, Sanepar e Copel
Parceria: Fundação Joaquim Nabuco e Ministério da Educação
Realização: SAMP, Museu Paranaense, Secretaria da Comunicação Social e da Cultura, Governo do Estado do Paraná, Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo
Aberta à visitação do público até 26 de setembro de 2021
Confira os horários de funcionamento do MUPA acessando as redes sociais
Está na ordem do dia a eleição para o Senado (renovação de 1/3) com várias pré-candidaturas sendo lançadas, e de certa forma uma rejeição as candidaturas a governador do Estado em face das imensas dificuldades financeiras e de caixa, que obriga uma política de muita austeridade, às vezes, apenas para garantir a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos.
As pré-candidaturas de maior peso
político que se apresentam são de Rogério Marinho, Fábio Faria, Carlos Eduardo,
Ezequiel Ferreira e do próprio Jean- Paul Prates, todos com muitas dificuldades
de fortalecimento das pré-candidaturas e dos arranjos partidários que serão
dadas no curso da formação, da coligação que será apresentada aos eleitores e
as bases políticas.
A pré-candidatura do Ministro
Rogério Marinho apesar da estrutura de liberação de verbas para obras
consideradas estruturantes aos Municípios de todas as regiões do Estado tem a
marca da reforma trabalhista e da previdência, que apesar da declaração de
apoio de algumas personalidades e prefeitos não consegue alavancar bons índices
nas pesquisas.
A
pré-candidatura de Fábio Faria em que pese se mostrar articulado com outros
ministérios, como foi o caso da mobilização com o Turismo, e o compromisso da
liberação de verbas para a importante obra em Santa Cruz, para fortalecer o
polo do turismo religioso, que modificou o Município para melhor, vai precisar
se entender com Rogério Marinho e com o governo federal.
A pré-candidatura de Carlos Eduardo
em razão da inexistência da articulação política com os Prefeitos e demais
lideranças, ainda recebe a popularidade em virtude da administração em
Natal e das eleições de Álvaro Dias, no entanto ao final da candidatura para
governador passou a apoiar Bolsonaro, o que deverá pesar em uma possível
articulação com a pré-candidatura de Fátima Bezerra, que vai sedimentando a sua
candidatura a reeleição.
A candidatura de Ezequiel Ferreira ao Senado vai
encurtando os espaços, no momento que declara apoio a candidatura a Rogério
Marinho, que poderá consolidar a candidatura, no entanto, dizem que a
candidatura de Rogério não vai emplacar e o Deputado Presidente da Assembleia
ficaria livre para apresentar a sua pré-candidatura, que poderá ser inclusive
com o apoio de Fátima Bezerra.
A pré-candidatura de Jean-Paul Prates é considerada de
forma consensual o mais preparado, foi Secretário Extraordinário de Energias,
foi o articulador para a chegada da energia eólica no Estado, se coloca bem no
Senado e nas entrevistas, no entanto, falta popularidade e não é conhecido no
Estado, além do que ao PT para garantir o governo não é possível sair com uma
chapa puro sangue.
Os entendimentos e as estocadas públicas já começaram,
poderão surgir outras candidaturas, e a oposição contínua sem um nome que seja
alternativo de poder para governador, que vai prejudicar a candidatura ao
Senado. Os acontecimentos vão ocorrer com mais densidade, em todas as esferas
das possíveis candidaturas de Deputado Estadual ao Senado, cabendo o
acompanhamento de todos.
Fonte: Potiguar
Notícias
Por Vinícius Soares, Biólogo, mestre em Biologia Celular e Molecular Aplicada, Residente de Saúde Coletiva, Diretor de Comunicação da Associação Nacional de Pós-Graduandos e membro da Executiva Nacional da União da Juventude Socialista.
Em 2018, escrevi um texto em que afirmava que a Universidade brasileira era uma espécie ameaçada de extinção. Isso porque nas áreas biológicas para chamar atenção do estado atual de conservação de uma espécie de animal, planta ou outro organismo vivo, lançamos mão da Lista Vermelha, normalmente divulgada pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Se seguíssemos esse modelo e fosse possível publicar uma lista vermelha das instituições brasileiras que estão ameaçadas na atual conjuntura econômica e política, as universidades públicas estariam no topo da lista.
E, três anos se passaram, mas nada foi feito pelo Governo Federal para salvar essa instituição. Pelo contrário, sucessivamente, temos vistos cortes e contingenciamentos na educação, em nome do “ajuste fiscal”, ao mesmo tempo que vemos uma verdadeira balbúrdia no orçamento público para nutrir a base do governo no Congresso e outras regalias do Executivo, como leites condensados, picanhas, cervejas…Isso tudo ao mesmo tempo que mais da metade da população está em insegurança alimentar ou passando fome.
Mas voltemos às universidades. Aquelas instituições que, mesmo com apenas um século de vida no Brasil, vem desempenhando papel fundamental para o desenvolvimento do país, contribuindo não apenas para formação de recursos humanos com qualidade, mas também para produção científica, um fator estruturante para o desenvolvimento do país. E em tempos de pandemia, vem exercendo um papel fundamental com seus hospitais universitários, com a produção e aplicação de testes rápidos, e com sua pesquisa científica, da mais alta qualidade, tanto no enfrentamento da pandemia quanto para resolução de outros gargalos da sociedade brasileira. Cabe destacar que, segundo a CAPES, cerca de 90% da ciência brasileira é realizada no âmbito da pós-graduação, e este setor majoritariamente está concentrado dentro das universidades.
E, apesar de toda sua contribuição, o que vemos hoje é uma Instituição à beira de fechar as portas. O orçamento das universidades federais é cerca de 30% menor do que foi em 2010, com o agravante de termos quase dobrado a malha universitária de lá pra cá, isso incluindo tanto em número de alunos quanto em serviços sociais que as universidades oferecem. Ou seja, fica nítido fazer a conta que temos uma estrutura bem maior e com escassos recursos. Essa conta não fecha.
Entretanto, esse cenário não é coincidência tampouco é para realizar um ajuste fiscal no Estado. Primeiro, porque, o que se vê são escândalos e mais escândalos do ‘Bolsolão”, com os seus orçamentos secretos para alimentar a base congressista. Em segundo, esses cortes e sufocamento financeiro fazem parte de um projeto político antidemocrático e antinacional que visa além de outras coisas, como retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, a expulsão do povo de dentro das universidades e exterminação de qualquer tentativa de execução da função social da Universidade que é a de servir a um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social. Um verdadeiro projeto de subserviência e dependência econômica do Brasil para com outras nações desenvolvidas. E, em terceiro, a Universidade no Brasil historicamente tem sido lugar de resistência democrática, criando espaços universitários de debates e críticas sobre os rumos do país. Tal fato se torna tão verdadeiro quando observamos que a instituição foi uma das primeiras a ser alvo da Ditadura Civil-Militar que acometeu o país na década de 60. E, assim como foi no passado, após o golpe, a Universidade brasileira voltou a se tornar um dos principais alvos daqueles que detêm a hegemonia do poder. E são ameaças vindas de vários meios e que precisam ser denunciadas!
Ameaças que vão além do estrangulamento do orçamento, são cerceamento da liberdade de cátedra, perseguição à professores, estudantes e cientistas, tentativas de privatização e projetos de lei que estão em tramitação no Congresso Nacional. Por isso, é preciso estarmos atentos e defendermos esta Instituição tão importante para construção de um Brasil independente, soberano e com qualidade de vida para o seu povo. Precisamos nos mobilizar e estarmos unidos na defesa da Universidade brasileira. Essa espécie, tão necessária para o ecossistema brasileira, está pedindo SOCORRO, e talvez seja seu último suspiro de resiliência. Como na Ecologia falamos, o sistema universitário está para além de sua capacidade de suporte. Já não consegue mais exercer suas funções sem um alívio financeiro, e um projeto robusto de urgente recomposição orçamentária. Não podemos medir esforços de retirá-las da lista de extinção. Se não for pelas mãos dos brasileiros, a universidade brasileira fechará as portas. E, com isso, não apenas o futuro do país que estará em jogo, mas a própria vida da população que depende diretamente dos serviços prestados pela universidade brasileira.
Fonte: UJS - União da Juventude Socialista
Os salões do prédio histórico de arquitetura neoclássica que abriga a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM) já estão prontos para receber pliés e outros passos, beneficiando os cerca de 500 alunos e alunas atendidos anualmente pela instituição. Referência para as artes do corpo no Rio Grande do Norte, a escola teve o seu prédio ampliado e restaurado pelo Governo do RN, com recursos viabilizados pelo Governo Cidadão junto ao Banco Mundial.
Aberta as inscrições para o processo de seleção simplificada dos profissionais que atuarão no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec Prisional. Serão selecionados educadores para funções docentes de professor bolsista, supervisor pedagógico e técnico que atuarão em unidades prisionais e ministrarão aulas de Formação Inicial Continuada (FIC). Todo o processo será organizado pelo Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC).
As inscrições serão recebidas até o dia 31 de maio por meio do Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc), disponível em https://sigeduc.rn.gov.br. Ao acessar o sistema, o internauta deve ir à página inicial, clicar na aba Outros e, em seguida, selecionar o ícone Concurso. No ato de inscrição cada candidato poderá escolher uma única opção de cargo e unidade prisional para o qual concorrerá. Será exigido o envio de documentos que comprovem a experiência profissional mínima e formação compatível com os requisitos do cargo pleiteado.
Os aprovados constituirão um cadastro de reserva e serão convocados conforme a necessidade da SEEC. Todo o processo será realizado em uma única etapa, a análise curricular de caráter eliminatório e classificatório. O resultado preliminar será divulgado no dia 8 de junho e o final está previsto para o dia 15.
“A educação deve chegar em todos os lugares onde ela seja uma agente de transformação, seja em espaços escolares ou não escolares. O Governo do RN cumpre mais um importante papel social ao abrir turmas de capacitação profissional nas unidades prisionais do Estado. Trata-se de uma importante oportunidade para que essa força de trabalho seja reinserida no mercado”, frisa Getúlio Marques, titular da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN.
O gestor da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP) aponta que o ensino pode mudar realidades. "Os professores exercem um papel nobre ao contribuir com a educação para as pessoas privadas de liberdade. Educar um adulto depois que ele se tornou delinquente, e contribuir para que através do estudo ele seja transformado, e não retorne aos caminhos da criminalidade, é uma missão desafiadora", pontua Pedro Florêncio Filho, titular da SEAP.
Serão ofertados os cursos de confeccionador de bolsas em tecido, eletricista instalador predial de baixa tensão, instalador hidráulico residencial, aplicador de revestimento cerâmico, pedreiro de argamassa, preparador de doces e conservas, encanador instalador predial, pedreiro de alvenaria, assistente administrativo e pedreiro.
Os educadores atuarão nas seguintes unidades: Associação de Proteção e Assistência ao Condenados (Macau), Cadeia pública de Caraúbas, Cadeia Pública de Ceará-Mirim, Cadeia Pública de Natal, Centro de Detenção provisório de Apodi, Complexo Penal Agrícola Dr. Mário Negócio (Mossoró), Complexo Penal Dr. João Chaves (Natal), Complexo Penal Regional de Pau dos Ferros, Penitenciária Estadual de Parnamirim, Penitenciária do Seridó (Caicó), Penitenciária Estadual Dr. Francisco Nogueira Fernandes – Alcaçuz (Nísia Floresta), Penitenciária Federal de Mossoró e a Cadeia Pública de Nova Cruz. O edital também atenderá o Centro de Estadual de Educação Profissional Jessé Pinto Freire.
O cadastro de reserva terá validade pelo tempo que durar o programa, observando as necessidades e demandas do Pronatec Prisional, e será financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A íntegra do edital está disponível em http://bit.ly/editalPronatecSEECRN.
Se o 7 de setembro representa, ainda que com ressalvas, o dia em que o Brasil se tornou um país independente, há que se considerar que a independência de toda a América portuguesa foi feita aos poucos. Bem depois do que se convencionou chamar de Grito do Ipiranga, um bom pedaço do território mantinha-se fiel ao Reino Unido português. A ausência de uma identidade nacional, representada pelas diferenças regionais e pelo distanciamento entre as províncias, ajudam a entender este processo. Nas chamadas províncias do Norte, a forte ligação com Portugal, fosse em questões de comunicação, laços econômicos ou políticos, se chocava com o movimento independentista liderado por d. Pedro I. Localizados no extremo norte, o Maranhão e Piauí, por exemplo, viviam isolados da longínqua capital, o Rio de Janeiro. Lisboa, ao contrário, era logo ali. Pelo mar, ficava bem mais perto que o sul.
O Maranhão foi uma das últimas províncias incorporadas ao Império do Brasil, entre julho e agosto de 1823. E não sem resistência. Os cidadãos radicados no Maranhão tinham motivos para resistir à incorporação de sua província pelas demais, já convertidas à Independência.
No Piauí, o processo de adesão a Independência se deu após duros embates no campo de batalha, entre tropas portuguesas e o exército libertador, uma força popular que se tornou decisiva para a consolidação do império brasileiro, que apesar dos reveses iniciais foi imprescindível no cerco as forças do Major Cunha Fidié no Maranhão.
Nos primeiros meses de 1823, tropas organizadas a partir do Ceará e do Piauí invadiram o Maranhão com o objetivo de “libertá-lo” do domínio português. Tinha início as guerras de Independência na província. Somente em 28 de julho de 1823, dois dias após a chegada do Primeiro Almirante da Armada Nacional, Lord Cochrane, a província aderiu oficialmente ao novo Império.
Nota: para a produção do convite digital foi usado o acervo cartográfico da Biblioteca Nacional e acessível digitalmente através da BNDigital. Trata-se do Mappa geographico da capitania do Piauhy, e parte das do Maranhão, e do Gram Pará [Cartográfico], provavelmente de 1816, desenhado a nanquim e a tinta ferrogálica.
Série "200 da Independência"
Quinta-feira, 17 de junho de 2021, 17:00
As várias Independências do Brasil
Por Johny Santana de Araújo (UFPI) e Marcelo Cheche Galves (UEMA)
Comentários de Roni César Andrade de Araújo (UFMA e PNAP-FBN)
Johny Santana de Araújo possui graduação em História Bacharelado pela Universidade Federal do Maranhão (2001), graduação em História Licenciatura Plena pela Universidade Federal do Maranhão (2003), Mestrado em História do Brasil pela Universidade Federal do Piauí (2005), Doutorado em História Social pela Universidade Federal Fluminense (2009), Pós doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí, é Membro do Programa de Pós-graduação em História do Brasil e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, ambos da mesma Universidade. Desenvolve pesquisas com ênfase em História do Brasil. Atuando principalmente nos seguintes temas: Formação do Estado Nação, História Militar, Forças Armadas do século XIX ao XXI, História Política e História das Relações Internacionais, Relações Sociais, Politicas e Econômicas no Piauí do século XIX, Escravidão no Brasil do século XIX, Imprensa no Brasil do século XIX. É líder do Grupo de Pesquisa: Núcleo de História, Memoria, Sociedade e Politica e do Núcleo de Estudo e Pesquisa em História do Piauí Oitocentista, ambos cadastrados junto ao CNPq. É tutor do Programa de Educação Tutorial/PET, do Curso de Licenciatura em História/UFPI.
Marcelo Cheche Galves é doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e professor do Departamento de História e Geografia e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Maranhão. Coordenador do Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (NEMO) e do projeto Imprensa e propriedade: “Portugueses” na província do Maranhão após a Independência, financiado pelo CNPq, é autor, entre outros livros, de “Ao público sincero e imparcial”: Imprensa e independência na província do Maranhão (1821-1826) - Café & Lápis / Editora UEMA, 2015. A articulação entre imprensa e independências também foi objeto de vários capítulos e artigos acadêmicos publicados. E-mail: marcelochecheppg@gmail.com
Roni César Andrade de Araújo é graduado em História pela Universidade Estadual do Maranhão (2004), especialista em História do Maranhão pela Universidade Estadual do Maranhão (2005), mestre em História pela Universidade Federal da Paraíba (2008). É Professor Adjunto 3, do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão, Campus Grajaú. Doutor em História pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2018). Atua, principalmente, nas áreas de História do Brasil e Maranhão Oitocentista, de História Política e de História e Imprensa. É pesquisador do Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista – NEMO, e em 2020 foi contemplado no edital do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa da Fundação Biblioteca Nacional (PNAP-FBN), cujo tema da pesquisa está nesse link: https://www.bn.gov.br/es/node/7057
Nas imagens, capa da primeira edição do jornal O Conciliador do Maranhão. O jornal circulou entre abril de 1821 e julho de 1823 e capitalizou parte das resistências ao projeto de incorporação da província ao Império do Brasil. Disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749524&pesq=&pagfis=1
Acesse o canal do Youtube da FBN para acompanhar esse e outros eventos:
Chefes Yanomami aguardando a chegada de Bolsonaro no Pelotão de
Fronteira de Maturacá - Valdemar Lins Yanomami
As fotos de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas,
divulgadas pelo Planalto mostram um grupo de indígenas felizes com a presença
do presidente e um ambiente de comemoração com a inauguração da Ponte Rodrigo e
Cibele, de 18 metros de comprimento por sete de largura. A ponte de madeira é
um acesso da BR-307 que cruza a Terra Indígena Yanomami (TIY) e liga o
município à comunidades indígenas em Maturacá.
Por Martha Raquel, do Brasil de Fato
A primeira visita de Jair Bolsonaro a uma Terra
Indígena foi marcada por preparo prévio de seus assessores, falta de diálogo
com a comunidade, lideranças trazidas de outros estados e clima teatral.
Cenário para fotos foi articulado por assessores da presidência dias antes, denunciam indígenas / Marcos Corrêa/PR
Tamanha era a desinformação e o desinteresse pela
diversidade da etnicidade dos povos originários brasileiros, que Jair Bolsonaro
inventou um novo povo que nunca existiu no Brasil e nem em nenhum outro lugar
do mundo, o “Povo Balaio”.
Opinião: Artigo | Bolsonaro e o roubo das
terras indígenas
A ponte inaugurada fica na TI Balaio, morada de
indígenas de diversas etnias, mas Bolsonaro não se atentou as especificidades
da região multiétnica e resumiu tudo como se todos os indígenas da localidade
integrassem o “Povo Balaio”, uma atitude considerada desrespeitosa pelas
lideranças.
Com o teatro armado, o constrangimento era grande.
Mesmo o Brasil já tendo registrado quase 55 mil casos de contaminação por
coronavírus em indígenas, resultando em 1.092 mortes e 163 povos atingidos,
Jair Bolsonaro chegou ao local e ficou boa parte do tempo sem máscara. Nos
últimos dias o presidente esteve em várias cidades, estados, em aglomerações e
manifestações.
Estava presente, ao lado de Bolsonaro e aplaudindo a situação, Álvaro Tukano, indígena que deixou a Terra do Balaio para viver em Brasília (DF), além de apoiar a mineração do Alto do Rio Negro. Como ele, outros líderes autoproclamados se enfileiravam ao lado do presidente.
Da esquerda para a direita, Álvaro Tukano, Jair Bolsonaro sem máscara, e duas
crianças indígenas da TI Balaio / Marcos Corrêa/PR
A inauguração gerou receio e medo na região, já que
os indígenas temem que a ponte possa facilitar a chegada de garimpeiros ilegais
e mineradoras na TI.
A agenda do presidente foi mantida em sigilo e
apenas poucas horas antes da visita, um carro de som passou pelas ruas
convocando a população para a cerimônia.
::Contrabando e R$ 14 milhões “suspeitos”: o que Salles
precisará explicar à Justiça::
O prefeito não foi envolvido no evento, nem o Bispo
da diocese local. O presidente também não esteve na Câmara Municipal, nem
visitou a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), protocolos
seguidos por presidentes anteriores que estiveram na região, como Lula e
Fernando Henrique Cardoso.
Encontro fora da comunidade
Indígenas Yanomami e Jair Bolsonaro na TIY, no última quinta-feira 25 de maio
de 2021 / Valdemar Lins Yanomami
A segunda agenda de Bolsonaro aconteceu no 5º
Pelotão de Fronteira do Exército que fica dentro da Terra Indígena Yanomami,
região da Comunidade Maturacá, mas não próximo às casas dos povos
originários.
Convidados, os indígenas se dirigiram até o
pelotão. Com máscaras de proteção e lanças nas mãos, leram uma carta de
reivindicações para o presidente. Dois caciques falaram, mas com tempo contato:
dez minutos. As lideranças não haviam sido avisadas e nem incluídas na agenda
do presidente. A carta foi entregue ao presidente após a leitura.
Saiba mais: Ele Não! Em carta, indígenas
repudiam visita anunciada de Bolsonaro a Terra Yanomami
As fotos de Valdemar Lins Yanomami mostram a
organização dos indígenas, a posição diante do presidente e o recado de
resistência.
Indígenas Yanomami esperando a chegada de Jair Bolsonaro na TIY, no última quinta-feira 25 de maio de 2021 / Valdemar Lins Yanomami.
Em seguida, Jair Bolsonaro disse que respeita a
decisão dos indígenas contra o garimpo na região, mas frisou que trabalha para
aprovar a mineração em terras indígenas porque, segundo ele, essa é uma demanda
“dos índios”.
Leia também: Em live de Bolsonaro, chefe da
Funai diz querer legalizar garimpo em área indígena
“Tem outros irmãos índios, em outros locais, dentro
e fora da Amazônia, que desejam minerar terra, que desejam cultivar terra, e
nós vamos respeitar esse direito deles”, disse.
Ignorando a realidade brasileira do garimpo ilegal
e as tentativas de regulamentação por parte dos governos federal e estaduais,
Jair Bolsonaro disse que “jamais aprovaríamos uma lei para ser obrigados que a
terra fosse explorada por quem quer que seja. Isso não acontecerá. O projeto
que está lá, é a etnia que quiser explorar, explora, quem não desejar não será
explorado”.
A região do Pico da Neblina não sofre hoje com o garimpo,
mas a demanda dos indígenas tem caráter de prevenção, uma vez que a realidade
em outras áreas da Terra Indígena Yanomami é bem diferente. Em Roraima, por
exemplo, a Comunidade Palimiu vêm sendo atacada sistematicamente por
garimpeiros armados com metralhadoras e bombas.
Palanque para 2022
A Foirn representa 92 associações de base nos
municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira,
no Noroeste Amazônico, região também conhecida como Cabeça do Cachorro, e
divulgou na noite de ontem uma nota sobre a visita de Bolsonaro;
“Nós, 23 povos indígenas do Rio Negro,
deixamos pública a nossa profunda insatisfação com a conduta do presidente da
República, Jair Bolsonaro, em sua visita ao município de São Gabriel da
Cachoeira”, diz o documento.
::Militares já ocupam quase 60% das coordenações regionais
da Funai na Amazônia Legal::
“Mesmo a Foirn sendo a instituição que há mais de
três décadas trabalha em prol de políticas públicas para os povos da região,
não fomos incluídos na agenda e sequer convidados para qualquer diálogo com o
presidente da República a respeito destes planos de gestão e outros temas de
nosso interesse”, ressaltam.
“O líder máximo do Brasil, contudo, preferiu uma
agenda feita ‘às escondidas’, na qual ele e seus assessores se deram ao
trabalho de ‘preparar palanque’ para fotos e vídeos de sua campanha eleitoral
para 2022”, denunciam.
“Ao invés de convidar as lideranças e instituições
reconhecidas e comprometidas com o coletivo, privilegiou uma agenda com líderes
autoproclamados, como ocorreu na Terra Indígena do Balaio, para mais uma vez
produzir fake news e narrativas grotescas sobre nosso povo e nossa cultura”.No
documento, a Federação ressalta a irresponsabilidade de Bolsonaro.
“Em sua live semanal, gravada na última
quinta-feira (27) no Pelotão de Fronteira de Maturacá, o presidente
comparou a medicina tradicional indígena com o kit Covid, tentando
ridicularizar a CPI do Senado, que investiga as denúncias de prescrição de
remédios sem eficácia, como a cloroquina. Mais uma vez, Bolsonaro demonstra
apreço em confundir a opinião pública para se livrar de acusações graves em
relação à condução da gestão da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 450
mil brasileiros”.
“O desprezo por nosso povo indígena é tanto que o
presidente sequer se deu o trabalho de conhecer nossa diversidade, criando ao
seu bel-prazer uma nova etnia, a do povo Balaio, que não existe no Brasil e em
nenhum lugar do mundo. Seu ato de simplificar e generalizar não condiz com sua
posição de presidente da República”.
Marivelton Barroso, do povo Baré, presidente da
Foirn, pontua que o comportamento do presidente despreza o povo brasileiro.
“Bolsonaro mais uma vez ignora os problemas e
humilha o povo brasileiro. O presidente não encontrou com as instituições que
mais ajudaram a combater a pandemia de Covid-19 aqui na região e sequer fez
menção ao combate ao garimpo ilegal, narcotráfico e outros assuntos graves que
assolam as terras indígenas aqui na região da tríplice fronteira com a
Venezuela e Colômbia”.
Veja também: Yanomami repudiam ida de Bolsonaro a sua Terra
Fonte: JORNALISTAS LIVRES
"Neste
momento, nem Globonews nem CNN transmitem os protestos contra Bolsonaro ao
vivo. As duas emissoras dedicadas exclusivamente à notícia (é assim que se
definem) estão ignorando os atos", destacou o jornalista Fernando de
Barros e Silva;
247 - A Globonews e a CNN Brasil, duas das principais emissoras de telejornalismo ao vivo do País, fizeram uma cobertura tímida das manifestações pelo "Fora Bolsonaro" que ocorrem em mais de 200 cidades do Brasil e de outros países.
Em várias capitais brasileiras, os atos tiveram forte presença do público, como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador.
No entanto, as duas emissoras não mantiveram cobertura ao vivo dos atos, como ocorrido na manifestação de apoio a Jair Bolsonaro no domingo (23).
Pelo Twitter, o jornalista Fernando de Barros e Silva, editor da revista Piauí, criticou a postura. "Neste momento, nem Globonews nem CNN transmitem os protestos contra Bolsonaro ao vivo. As duas emissoras dedicadas exclusivamente à notícia (é assim que se definem) estão ignorando os atos (neste momento, repito). Significa? Significa", afirmou.
A cantora e compositora Clarice Falcão criticou a GloboNews pela omissão da principal notícia do dia no Brasil. "Oi @GloboNews tava com a impressão de que tava acontecendo alguma coisa no brasil, mas liguei aqui e vcs não tão passando nada acho q to ficando louca kkkk sábado quietinho s/ novidades", escreveu.
Enquanto a mídia corporativa esconde as manifestações contra Bolsonaro, a imprensa estrangeira dá destaque aos atos. "Protestos em mais de 200 cidades e vilas no Brasil provocados pelo tratamento do presidente da pandemia de Covid", noticiou jornal The Guardian, um dos mais prestigiados da Inglaterra.
Fonte: BRASIL 247