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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Risco de fome atinge 36% das famílias brasileiras e supera a média mundial - Escrito por: Redação CUT

De 2019 a 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Biolsonaro, risco de fome subiu de 30% para 36% no Brasil.


Entre 2019 e 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), saltou de 30% para 36% o percentual de brasileiros em situação de insegurança alimentar e ameaça de fome. A taxa é recorde da série histórica, iniciada em 2006, e superou, pela primeira vez, a média global (35%).


Entre as pessoas mais afetadas pela fome estão mulheres, famílias pobres e pessoas entre 30 e 49 anos, grupos que geralmente têm mais filhos. No Brasil, a taxa de insegurança alimentar entre as mulheres é de 47%, contra a média global ficou em 37%.


Os dados são do Instituto Gallup, que realiza pesquisas sobre a insegurança alimentar desde 2006. Este ano, foram feitos questionários em 160 países. No Brasil, os dados foram analisados Centro de Políticas Sociais do FGV Social.

No ano passado, entre os 20% dos mais pobres, três em cada quatro brasileiros (75%) disseram que faltou dinheiro para comprar comida nos últimos 12 meses. Em todo o mundo, o percentual de mais pobres entrevistados que afirmou não ter renda para comprar alimentos foi de 48%. Em 2019, a taxa de insegurança alimentar nas classes de baixa renda era da 53%.


“Entre os 20% mais pobres no Brasil, o nível (de insegurança alimentar) é próximo dos países com maiores taxas, como Zimbábue [80%]”, afirmou o diretor da FGV Social, Marcelo Neri. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele se disse impressionado com “o aumento abissal da desigualdade de insegurança alimentar” no país.


Já o coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), Renato Mafuf, disse ao repórter da Folha  que todos os fatores que mantinham os níveis elevados de fome entre os brasileiros se agravaram no ano passado; e seguem em deterioração neste ano. Além disso, ele destacou que não há “política de governo” estruturada para combater à fome.


“O desemprego segue elevado e a renda, em baixa, sobretudo entre os informais. Temos um benefício social (Auxílio Brasil) menor do que em 2020 (quando chegou a R$ 600 mensais) e uma guerra entre grandes produtores de alimentos” afirmou, referindo-se ao conflito militar na Ucrânia.


No ano passado, a Rede Penssam já havia apontado a volta do crescimento da fome no Brasil, depois de recuar significativamente até meados da década passada. Naquele momento, 117 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar.


Desse total, 19,1 milhões de brasileiros estavam efetivamente passando fome, em um quadro de carência grave de comida. Os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.


Fonte: CUT NACIONAL

AUDIENCIA COM O SEEC-RN - GETÚLIO FERREIRA MARQUES FICOU PARA O DIA 31/05 - ÁS 15:30 NA SEEC-RN

  

Eduardo Vasconcelos - CPC-RN e professor e SEEC-RN, GETÚLIO FEEREIRA
Foto memória

Próxima quarta-feira (31/05/2022), ás 15h. na SEEC-RN, o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, estará em audiência com o professor, GETÚLIO FERREIRA - SEEC-RN, tratando de assuntos referentes ao Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN;

Será muito importante esse momento, pois o CPC-RN levará uma demanda do CPC-RN para que o Governo do Estado possa através da SEEC-RN ajudar ao CPC-RN, firmando parceria para que a instituição sem fins lucrativos possa avançar nas suas demandas, bem como colocar novamente em prática os projetos culturais do CPC-RN, a exemplos de Cursos de Capacitação de Projetos, Seminários, Eventos Culturais, Compra da Sede do CPC-RN - sonho que poderá, sim ser REALIZADO com o apoio do Governo do Estado através da SEEC-RN e outros assuntos inerentes as prováveis  parcerias. 

Vamos aguardar a audiência para definirmos nossos caminhos de luta e sonhos ao lado, quem sabe com o apoio do Governo do Estado e SEEC-RN. Conclui, Eduardo Vasconcelos.

Bolsonaro veta título de ‘heroína da Pátria’ para Nise da Silveira

Bolsonaro realça a própria mediocridade

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que inscreve o nome da psiquiatra Nise da Silveira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O veto à proposta foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), e poderá ser mantido ou rejeitado pelo Congresso.

A matéria (PL 6.566/2019), de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), foi aprovada pelo Plenário do Senado em 24 de abril, com parecer favorável da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Mas a Presidência da República argumentou que, após ouvir a Casa Civil, decidiu vetar a proposta, por representar “contrariedade ao interesse público”.

Para Bolsonaro, não é possível avaliar, nos moldes da Lei 11.597, de 2007 (que traz os critérios para a inscrição de nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria), “a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da nação, a despeito de sua contribuição para a área da terapia ocupacional”.

Ainda na justificativa do presidente, deve-se priorizar o reconhecimento a personalidades da história do país em âmbito nacional, “desde que a homenagem não seja inspirada por ideais dissonantes das projeções do Estado democrático.”

A homenageada é pioneira da terapia ocupacional e mudou os rumos dos tratamentos psiquiátricos no Brasil, até então conduzidos em geral por meio de isolamento em hospícios. Ela também ganhou projeção internacional, tendo seu trabalho reconhecido por outros psiquiatras mundo afora, como o suíço Carl Gustav Jung.

— A doutora Nise foi uma extraordinária psiquiatra, que implantou tratamentos humanizados para transtornos mentais e criou um novo momento em relação a esses tratamentos na nossa sociedade brasileira. Estar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é, sobretudo, um reconhecimento ao trabalho que essa mulher fez para o Brasil — disse Eliziane durante a votação do projeto.

O livro está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, e destina-se ao registro perpétuo do nome dos brasileiros e brasileiras ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida ao país, para sua defesa e construção, com “excepcional dedicação e heroísmo”.

Trajetória 

Ao começar a atuar, na área na década de 1940, Nise rebelou-se contra os métodos manicomiais então aplicados a pacientes com transtornos mentais, como o eletrochoque, a lobotomia e o confinamento, entre outros. Como forma de punição, a médica foi transferida para a área de terapia ocupacional. Ironicamente, a psiquiatra encontrou lá o espaço necessário para desenvolver um modelo humanizado de tratamento para os transtornos mentais.

Uma das terapias desenvolvidas por Nise foi a expressão dos sentimentos por meio das artes, especialmente da pintura, mas também da música. A produção artística de alguns pacientes ganhou reconhecimento pela qualidade estética, além de ter demonstrado resultados positivos na recuperação. Muitas dessas obras estão hoje expostas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Esses trabalhos também já foram expostos no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

A Casa das Palmeiras, aberta por Nise em 1956 com foco em reabilitar sem internação, também investiu no processo criativo e afetivo dos pacientes. Além da arte, o contato com gatos e cães foi outro tratamento introduzido por ela no Brasil. Os pacientes podiam cuidar de animais nos espaços abertos do centro, estabelecendo vínculos afetivos.

Nise militou ativamente no Partido Comunista Brasileiro

Nise da Silveira nasceu em 1905, em Maceió, Alagoas. Em 1926 formou-se em medicina, pela Faculdade de Medicina da Bahia, tornando-se uma das primeiras mulheres médicas do Brasil. Resolveu se especializar na área da psiquiatria, na qual se encontrou e dedicou sua vida profissional de forma intensa a ela. Nise acreditava que tratamentos realizados à época, em grande parte, agressivos – como, lobotomia e eletrochoques – deveriam ser rechaçados, pois desumanizavam os pacientes. Ela defendia a arte como parte do processo de tratamentos de muitas pessoas. Em 1946, quando trabalhava com terapia ocupacional, no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, criou a Seção de Terapêutica Ocupacional. Substituiu os trabalhos tradicionais realizados pelos pacientes, como limpeza e manutenção, por pinturas e modelagens em ateliês instalados no local, visando uma ligação mais profunda desses indivíduos com a realidade por meio do desenvolvimento de atividades criativas e lúdicas. Desse modo, revolucionou a psiquiatria brasileira. Em meados da década de 1930, Nise militou ativamente no Partido Comunista Brasileiro e sua assinatura integrou o ”Manifesto dos trabalhadores intelectuais ao povo brasileiro”. Durante a realização da Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros de cunho marxistas e devido a isso foi presa, em 1936, e permaneceu nesse estado por um ano e meio. A médica psiquiatra lutou incessantemente por um tratamento humanizado de diversos pacientes com quem teve contato e aliada a essa luta se fazia presente sua militância comunista, causas as quais ela tinha ciência de que eram impossíveis de serem desvinculadas uma da outra.

Viva Nise da Silveira!

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Mostra fotográfica no MIS-PR marca retorno da família Weiss ao Palácio da Liberdade

Abre hoje, quinta-feira (26) a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.

O Palácio da Liberdade, hoje sede do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), abre as portas para dois descendentes da família Weiss, a primeira a habitar o local. A partir desta quinta-feira (26), os visitantes poderão conhecer a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.

Para a diretora do MIS-PR, Mirele Camargo, abrigar as duas mostras é uma importante contribuição com a valorização permanente da cultura. “Para além da feliz coincidência de termos dois herdeiros da família Weiss não apenas interessados em fotografia, como também sendo bons fotógrafos, é um prazer e uma honra poder abrigar esse olhar tão humano aqui na Casa da Liberdade”, afirma.

Dignidade – As meninas de São Tomé e Príncipe

As fotografias de Marcelo Weiss foram feitas em São Tomé e Príncipe, país insular da África Central. Lá o Dia das Crianças é comemorado em 1º de julho e a escolarização é o ponto alto da celebração. Os pequenos recebem o uniforme e as meninas têm seus cabelos trançados. É um momento marcante para eles. As dez imagens foram registradas durante um destes eventos.

A alfabetização é um dos destaques. Em contraste, o país sofre com a falta de direitos básicos, como saúde e moradia. O evento do Dia das Crianças é um momento de alegria, principalmente para as meninas. É isso que o artista buscou registrar e que fica evidente no painel “Dignidade”.

Brazilian Way of Life – Um visionário no interior do Brasil 

Essa parte da mostra traz os registros de Mario Alfredo Weiss, que se aventurou pela vida cotidiana do Brasil. As fotos trazem o contraste do estilo de vida brasileiro com o estilo de vida americano adotado entre 1940 e 1950, o American Way of Life, quando o consumismo, a padronização social e a crença nos valores democráticos liberais norteavam as relações.

A exposição traz 19 fotos do artista. Nas imagens feitas em várias regiões do Brasil, que mostram a vida na roça e na pesca entre os anos de 1940 e 1950, Mario Alfredo Weiss mostrou que no Brasil o modelo de desenvolvimento idealizado pelos americanos ainda estava longe de acontecer.

Todas as fotografias foram preservadas pela família e agora serão expostas no museu. As imagens, herdadas por Marcelo, são as preferidas de Mario Alfredo Weiss.

ABERTURA – A abertura da exposição será na próxima quinta-feira (26), às 18h, e vai contar com a apresentação do “Guitarras na Unespar”, projeto de extensão que é fruto da parceria entre a Universidade Estadual do Paraná, Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (Proec). A banda será composta pelos guitarristas Eduardo Lobo, Maicon Cardoso e Wesley Garcia; pelo contrabaixista Pat Garcia e o baterista Pablo Garcia.

HISTÓRIA – Apesar de ser engenheiro, não foi Leopoldo Ignácio Weiss o responsável pela construção do Palácio da Liberdade. O engenheiro de origem italiana e amigo da família Weiss, Ernesto Guaita, acabou ficando com a incumbência e, entre os anos de 1870 e 1880, trabalhou para colocar a edificação de pé.

Assim como as demais obras de Guaita, o Palácio da Liberdade apresenta uma arquitetura eclética, com elementos neoclássicos, simetrias e traços greco-romanos. Seu porte monumental expressa um caráter arquitetônico presente, na época, apenas nas edificações mais nobres da cidade.

O casarão ganhou o nome de Palácio da Liberdade após ser adquirido pela Fazenda Nacional, em 1890, para ser a primeira sede oficial do Governo do Estado – assim se manteve por 48 anos, dando lugar depois à Secretaria do Interior e Justiça por mais 30 anos. Em 1989, a edificação se tornou oficialmente a sede do MIS-PR.

Serviço:

Abertura da exposição Expressões da Casa da Liberdade

Quinta-feira, 26 de maio, às 18 horas

Entrada franca

Museu da Imagem do Som do Paraná (Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro – Curitiba)

mis.pr.gov.br

COM PORTAL BRASIL CULTURA

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Organizando sua Festa Junina

Quer organizar um arraial repleto de quitutes típicos, com direito a quadrilha, fantasia e bingo? Sim, é possível, desde que tudo seja planejado com antecedência e seguindo algumas dicas básicas. São oito detalhes fundamentais para colocar a festança em prática sem complicações:

1) Convidados

convite-festa-junina2

Por se tratar de um evento informal, um convite impresso é desnecessário. “Com as pessoas sempre conectadas, pode-se criar um evento no Facebook ou mesmo no WhatsApp para que você tenha ideia do número de pessoas que comparecerão. Caso algum convidado não os tenha, mande um convite virtual por email”. Convidar por meio de ligação telefônica também é válido.

Uma dúvida comum é quantas pessoas chamar. “Pode ser um pouco mais do que o espaço comporta, mas não muito. Por exemplo, 35 pessoas, esperando a presença de 28 a 30”, lembramos que um salão de festas de prédio, em média, atende de 30 a 40 convidados. Ingrid recomenda que, ao convidar, seja bem claro sobre detalhes da festa: onde vai ser, dia, horário, quantidade de convidados (deixando claro que são só as pessoas mais próximas), se as pessoas devem ir ou não vestidas a caráter e que tem uma lista de quitutes para serem levados por quem confirmar presença. “Sem confirmação com cinco dias de antecedência, não tem como organizar”, alertou.

2) Organização

festa junina organizacao

O evento permite que os quitutes estejam dispostos em mesas ou balcões espalhados pelo local. “Como se trata de porções individuais e a maioria dispensa o uso de garfo e faca, não é necessário ter mesa para as pessoas se sentarem ao redor. Mas as cadeiras são uma boa ideia para que os adultos e pessoas com mais idade tenham onde se sentar”. “Se a festa é para 50 pessoas, pode ter 30 cadeiras, porque deve-se sentar para consumir alguns alimentos, como é o caso de sopas”. A informalidade da festa junina permite o uso de talheres, pratos e copos descartáveis. Se não gostar dos de plástico e quiser dar um ar mais sofisticado, opte pelos de acrílico.

3) Comidas

festa comidas juninas

Milho, pipoca, cachorro-quente, pamonha, bolo de milho. Dá água na boca só de pensar! Para que não falte nada, a especialista em organização Ingrid recomenda dividir a tarefa de preparo das delícias com os convidados, deixando isso claro no momento do convite. Com a confirmação de presença, pode-se montar a lista do que vai ser necessário. “Quem vai sozinho deve levar menos coisas do que quem vai com a família de cinco pessoas, por exemplo. Deixe os alimentos estratégicos, os salgados, com pessoas que você sabe que são ponta firme, que chegam no horário e não deixam de ir sem avisar”, explicou. Se isso não for bem combinado, pode acontecer de ter alimentos repetidos ou muito doce e pouco salgado, que é o mais importante.

Para evitar o desperdício recomenda-se escolher em torno de sete pratos salgados e sete doces. “Pode-se calcular por pessoa, por exemplo, dois espetinhos, dois sanduíches de carne louca ou cachorro-quente, meio milho, uma porção de caldos ou cremes, 100 g de bolo.” Ingrid lembra da importância de analisar os convidados na hora de montar o cardápio. “Quanto mais jovens, mais tem que ter comida e bebida, porque consomem mais. Homens comem mais que mulheres. Uma festa para 30 homens é diferente de uma para 30 mulheres”.

4) Bebidas

festa junina bebidas

Chegou a hora de pensar nas bebidas alcoólicas e não alcoólicas. A indicação por pessoa, 500 ml de refrigerante, três latas de cerveja e 500 ml de água. “A receita de 2 litros de vinho quente serve até 20 pessoas. A de 600 ml de quentão dá para até 12”.

5) Quadrilha

FESTA QUADRILHA

Quer uma quadrilha para animar a festa? Avise os convidados e os convide para irem vestidos a caráter. “Sempre tem alguns que não aderem à brincadeira. Deixar alguns chapéus e lenços espalhados é uma boa opção. O importante é que todos se divirtam”. Monte os pares na hora, com quem topar participar. Leve um roteiro escrito, com frases como “Olha a cobra! É Mentira!”. Se for um ambiente grande e aberto, como uma chácara, o microfone é bem-vindo para que todos possam escutar as instruções.

6) Música

festa junina musica

Arraial que se preze precisa de música para animar. As opções tradicionais de festa junina, como Pula a Fogueira , Olha Pro Céu e Capelinha de Melão , sempre fazem sucesso. Monte uma lista com várias e deixe o som rolando durante a festa toda.

7) Decoração

Para que o ambiente fique convidativo, não 
festa decoracao
podem faltar bandeirinhas, balões e lanternas para enfeitar. Na mesa de quitutes, disponha uma toalha xadrez acompanhada de retalhos coloridos. Chapéus de palha e sacos de juta podem servir de travessas. A dica é cuidar da decoração e montagem da mesa no dia anterior. “Saber o tamanho do espaço é importante para poder calcular quantos metros de bandeirinha serão necessários e também a quantidade de balões e lanterninhas, que podem ser colocados com distância de 1,5 m um do outro.

8) Brincadeiras

O bingo é uma boa opção para entreter os convidados. “Solicitar que levem prendas é complicado. A melhor opção é que uma única pessoa compre-as 
festa junina brincadeiras
para que fiquem padronizadas e não tenham grandes diferenças de valor. Se o grupo for familiar e bem íntimo, pode-se solicitar uma colaboração em dinheiro para que seja feita a compra”. Pode-se apostar ainda em várias brincadeiras simples, como pescaria, bola na boca do palhaço, correio do amor. Mas lembre-se de que, se optar por isso, algumas pessoas vão ter que se disponibilizar para ficar nas barraquinhas. Se for incomodar, melhor deixar a ideia de lado ou, dependendo do orçamento, pode ser viável contratar alguma empresa.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Cobrança de mensalidade é o mais novo ataque à universidade pública

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve votar nesta terça-feira (24) uma proposta que altera a Constituição Federal para permitir a cobrança de mensalidade nas universidades públicas. O texto vem sendo combatido por parlamentares e representantes de movimentos estudantis e deve ser alvo de obstrução da Oposição na reunião marcada para esta tarde.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2019, do deputado general Peternelli (PSL-SP), altera o inciso IV, do artigo 206, da Carta Magna, para estabelecer que as instituições públicas de ensino superior “devem cobrar mensalidades, cujos recursos devem ser geridos para o próprio custeio, garantindo-se a gratuidade àqueles que não tiverem recursos suficientes, mediante comissão de avaliação da própria instituição e respeitados os valores mínimo e máximo definidos pelo órgão ministerial do Poder Executivo”.

Para deputados do PCdoB, a proposta é um retrocesso e deve ser barrada no colegiado. “É gravíssimo! Acordamos com a PEC que cobra mensalidade em universidade pública na pauta da CCJ! Universidade não se vende, educação é um direito e eu estarei na linha de frente para impedir esse retrocesso”, avisou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Membro da CCJ, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que a PEC é um atentado contra a Constituição, ao abrir caminho para a “privatização das universidades públicas”.

Vice-líder do PCdoB na Câmara, o deputado Daniel Almeida (BA) também se manifestou contra a proposta. “A universidade pública é gratuita! Cobrar mensalidades não faz o menor sentido. A PEC 206, que está na pauta da CCJ, é extremamente danosa para a educação brasileira. Seguimos em defesa da educação de qualidade, acessível e gratuita e vamos na luta para barrar esse ataque!”, destacou.

Para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), o bolsonarismo quer “acabar com a universidade pública” e mobilizou a juventude para pressionar os parlamentares contra a aprovação da matéria.

Desde cedo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) está pressionando parlamentares nas redes sociais. O assunto está entre os mais comentados do Twitter. A presidente da entidade, Bruna Brelaz, questionou em sua conta os interesses por trás da PEC, que conta com relatoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP).

“A quem interessa assuntos tão distantes da realidade da educação brasileira? É nitidamente a deslegitimação e o sucateamento da educação. Primeiro aprovam o homeschooling e agora a cobrança nas universidades. Eles querem elitizar as nossas universidades, têm medo do acesso à educação para o povo brasileiro. Não vamos permitir. Universidade não se vende”, destacou.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

ROTEIRO E PASSOS PARA DANÇA DA QUADRILHA DE FESTA JUNINA

 

Atenção professores e alunos… Dançada para homenagear os santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro) e também como forma de agradecimento pelas boas colheitas na roça. A execução da dança requer vários casais, o limite de participantes se restringe apenas ao espaço físico disponível.

Os casais participantes da dança da quadrilha junina seguem os comandos de um narrador. Os comandos são dos mais variados e a cada ano o número de comandos aumentam e são reinventados se limitando apenas pela criatividade das pessoas.

Musica Quadrilha Junina Narrada

17 passos para Dança da Quadrilha Junina

BALANCÊ (balancer) – neste comando os casais balançam o corpo seguindo o ritmo da música. Usado como um grito de incentivo, o balancê se repete ao final de cada passo, ao se dar um comando somente para os cavalheiros, as damas permanecem no balancê e vice-versa.

ANAVAN (en avant) – damas e cavalheiros caminham balançando os braços.

RETURNÊ (returner) – dançarinos retornam ao seu lugar

TUR (tour) – casais dão uma volta completa, cavalheiro abraça a cintura da dama e ela coloca a mão em seu ombro.

Cumprimento as damasCUMPRIMENTO ÀS DAMAS – balançando o corpo, os cavalheiros, caminham até as damas e quase se ajoelhando cada rapaz cumprimenta sua parceira, aqueles que estão de chapéu (chapéu de palha) o retiram enquanto se ajoelham.

CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS – elas, balançando o corpo e caminhando em direção aos cavalheiros, cada uma das damas, cumprimentam seu respectivo par.

GRANDE PASSEIO – os casais, homem segurando a mão esquerda da dama, passeiam em círculo, enquanto balançam os braços para baixo acompanhando o ritmo da música.

DAMAS AO CENTRO – dois círculos são formados, um círculo dentro do outro, no centro um círculo formado pelas damas, do lado de forma um círculo formado pelos cavalheiros. Ambos os círculos rodam para a esquerda.

É MENTIRA –  os casais invertem o sentido da dança. Este comando é dado logo após a o comando OLHA A COBRA.

CARACOL – damas e cavalheiros estão em fila única. Após ouvir este comando o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, formando um caracol.

DESVIAR – Este comando é dado para que o primeiro da fila comece a desenrolar o caracol.

COROAR DAMAS – os cavalheiros, segurando as mãos uns dos outros, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Ao se abaixar os braços as damas serão enlaçadas pela cintura. Mantendo esta posição os casais se deslocam para o lado que o marcador comandar.

COROAR CAVALHEIROS – as damas de mãos dadas, enguem os braços sobre a cabeça dos cavalheiros, ao se abaixar os cavalheiros são enlaçados pela cintura. E se deslocam para o lado que o marcador pedir.

olha o tunel

OLHA O TÚNEL –  os casais de andando em fila de mãos dadas, o primeiro casal para, se  viram de frente um para o outro e de mãos levantas formam um arco. O segundo casal passa por dentro do arco e também formam um arco, esta sequência é repetida até que todos tenham passado por dentro do túnel.

CAMINHO DA ROÇA – em uma fila única, dama à frente de seu parceiro, caminham balançando os braços.

OLHA A COBRA – este comando inverte o sentido em que os casais estavam andando, esta marcação é trocada em alguns casos

por “olha a chuva”, “olha a inflação”, “ponte caiu” entre outros.

DESPEDIDA – casais em fila, saem galopando e acenando para o público. Terminando assim a dança de quadrilha de festa junina.

ROTEIRO PARA DANÇA DA QUADRILHA DE FESTA JUNINA

Duas fileiras são formadas, uma de damas e outra de cavalheiros, uma de frente para outra, afastadas por uma distância de aproximadamente 2,5 m. Cada par deve ficar de frente um para o outro. Ao iniciar a música, o narrador inicia com o primeiro comando, muito embora cada narrador siga sua própria sequência de comandos, abaixo temos temo um roteiro sugerido para narradores que estão liderando a Quadrilha de Festa Junina pela primeira vez.

1 – BALANCÊ

2 – CUMPRIMENTO ÀS DAMAS

3 – CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS

4 – GRANDE PASSEIO

5 – TÚNEL

6 – ANAVAN TUR

7 – CAMINHO DA ROÇA

8 – OLHA A COBRA

9 – É MENTIRA

10 – CARACOL

11 – DESVIAR

12 – GRANDE RODA

13 – COROAR DAMAS

14 – COROAR CAVALHEIROS

15 – DAMAS AO CENTRO

16 – GRANDE RODA

17 – DESPEDIDA

Fonte: Portal BRASIL CULTURA