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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

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domingo, 29 de maio de 2022

Datas da Festa Junina

As Festas Juninas acontecem durante todo o mês de junho e comemoram Santo Antônio, São João e São Pedro, celebrados nas seguintes datas:

As festas dos santos são fixas e serão sempre celebradas nos dias 13 de junho (Dia de Santo Antônio), 24 de junho (Dia de São João) e 29 de junho (Dia de São Pedro).

Festa Junina

As festas juninas acontecem em diversos estados brasileiros, principalmente no Nordeste e no Sudeste do país, durante todo o mês de junho. As celebrações homenageiam três santos católicos : Santo Antônio (festejado no dia 13), São João (no dia 24) e São Pedro (no dia 29). Cada região celebra os santos a sua maneira, adaptando as tradições juninas aos costumes locais e misturando elementos religiosos, populares e folclóricos.

Realizados nas paróquias, nas casas, nas ruas da cidade ou em sítios, os arraiais possuem alguns elementos essenciais que os identificam : a fogueira, o mastro, a quadrilha, as bandeirinhas e os derivados do milho. A alegria, a euforia, a dança e a música também são elementos que completam o quadro de uma verdadeira festa junina. O período é tão importante que, em alguns estados brasileiros, como Alagoas e Pernambuco, o dia de São João é considerado feriado. Ainda em Alagoas e no Rio Grande do Norte, o dia de São Pedro também é considerado feriado estadual.

Origem

Embora seja atualmente uma comemoração ligada às tradições católicas, as festas juninas têm suas raízes nas celebrações pagãs que aconteciam durante o solstício de verão (dia mais longo do ano, 21 ou 22 de junho), no hemisfério norte. Nesse período, acontece no hemisfério sul o solstício de inverno (noite mais longa do ano). Na Antiguidade, diversos povos, como celtas e egípcios, aproveitavam o solstício de verão para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. O costume foi reproduzido na Europa, até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-lo, decidiu cristianizá-lo, instituindo dias de homenagem aos três santos no mês1.

Os festejos foram, então, trazidos para o novo mundo pela igreja católica. Assim sendo, as festas juninas são herança portuguesa no Brasil2. Curiosamente, os índios brasileiros também festejavam sua agricultura em junho, com cantos, danças e comidas, antes da chegada dos portugueses. Com a chegada dos europeus, os costumes das duas culturas se fundiram, mesclando os santos católicos com pratos feitos à base de alimentos locais. A inclusão de elementos da vida caipira às festas reflete a evolução da sociedade brasileira, que até meados do século 20, tinha 70% de sua população inserida no campo3.

As maiores festas

Especialmente no nordeste brasileiro, Santo Antônio, São Pedro e São João são reverenciados e pode-se dizer que a importância dessas festas ultrapassa a do Natal, principal festa cristã. Elas são, historicamente, o evento festivo mais importante daquela região, tanto culturalmente quanto politicamente4. As cidades de Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, realizam as maiores festas de São João do Brasil. A festa de Paritins, no Amazonas, também merece destaque. Os festejos estruturados, animados e coloridos atraem a cada ano uma multidão de curiosos vindos de cidades vizinhas, de outros estados e atualmente até mesmo de outros países. As festas regionais deixaram de ser apenas um evento local e transformaram-se em verdadeiros atrativos turísticos, movimentando não somente o fluxo financeiro da região, mas também a imagem do Brasil no exterior.

Caruaru

Em Caruaru, foi criada a Vila do Forró, no intuito de acolher os visitantes e reproduzir no centro da cidade todo o clima da roça típica do sertão. A Vila, que recria a arquitetura das cidades do interior, possui réplicas de casas simples, restaurantes, igrejas e outros elementos presentes no cotidiano regional. Além da cidade cenográfica, foi criado também o « Trem do Forró », uma das maiores atrações da festa pernambucana, que traz os visitantes vindos de Recife. Entre outras curiosidades de sua festa, Caruaru produz nessa época o « Maior Cuscuz do Mundo », de acordo com o Guiness Book. A cuscuzeira utilizada na preparação tem capacidade para 700 quilos de massa, e mede 3,3 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro5.

Campina Grande

Campina Grande reivindica o título de « maior São João do mundo », e realiza a festa há mais de 30 anos. Durante 30 dias, a cidade é decorada com badeirolas para acolher os visitantes ao som do forró pé-de-serra. No Parque do Povo, onde os festejos são realizados, também foi criada uma cidade cenográfica, que reproduz os prédios históricos da cidade. O local abriga mais de 200 barracas e quiosques, que oferecem pratos típicos da região, como a buchada de bode, cuscuz com carne guisada, pamonha e pé-de-moleque, tapioca, entre outros. Já na pirâmide do povo, acontecem as apresentações de quadrilhas juninas, além de shows com artistas do forró e do universo sertanejo6.

Sudeste

No estado de São Paulo mantém-se a tradição de realizar quermesses e quadrilhas em torno das fogueiras. As festas acontecem nas paróquias, nas ruas, nas escolas e nas empresas. Em diversas cidades do interior, a programação é vasta e pode ir até o mês de julho, com as festas julhinas. Geralmente ao som do forró e do sertanejo, as festas são marcadas pelas fantasias caipiras, pelas bandeirolas e pelas comidas típicas, como a pamonha, cural, canjica, cuscuz, bomocado, cocada, churrasquinho, cachorro quente, entre outros7. Em algumas cidades do Vale do Paraíba, é possível encontrar o famoso « bolinho capira » . A iguaria, que tem origem na cultura dos tropeiros da região, é feita com uma massa de farinha de milho, recheada com carne temperada8.

Música

Geralmente, o forró e a música sertaneja embalam as festas juninas, ao som da zabumba, do triângulo e da sanfona. « São João, São João, acende a fogueira do meu coração ». Esse trecho de « Sonho de Papel » é um dos mais conhecidos das celebrações do mês de junho. O verso foi composto por Alberto Ribeiro, nos anos 30, e já foi cantado por diversos intérpretes brasileiros, como Carmem Miranda.

Comida

A lista das especialidades juninas é longa em pode variar de acordo com as regiões. Existem, porém, alguns quitutes tradicionais, como os seguintes : quentão, vinho quente, bolinho caipira, cuscuz, bolo de milho, pamonha, canjica, milho cozido, pipoca, pé de moleque, pinhão, curau, batata doce, bolo de fubá, maria-mole, churros, churrasquinho, pastel.

Brincadeiras

Fogueira – as antigas celebrações do solstício de verão do hemisfério norte, que pediam fartura para as colheitas, foram integradas pelo cristianismo. A fogueira de São João, santo festejado em 24 de junho (suposto dia de seu nascimento), é um exemplo de como o ritual pagão foi reinterpretado pela cultura cristã. Conta-se que Isabel, mãe de João, usou o recurso da fogueira para avisar Maria, mãe de Jesus, que seu filho havia nascido9.

Quadrilha – tem origem nos bailes de salão da cultura francesa. Palavras como balancê, anarriê, anavã têm origem na língua francesa : balancer (balançar), en arrière (para trás), en avant (para frente). A quadrilha é a encenação do casamento do caipira com uma linda moça, no qual estão presentes o padre, os pais dos noivos, o juiz, o delegado e os convidados. Colorida e alegre, a quadrilha é elemento obrigatório de todo arraial.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 28 de maio de 2022

Aproveite Natal e conheça o histórico Palácio Potengi

Natal, a famosa cidade do Sol, é uma região privilegiada por sua beleza natural, praias, povo hospitaleiro, gastronomia e pontos turísticos; é também uma região com grandes empresas, indústrias e muito visitada por motivos de compromissos profissionais. Fundada em 1599, às margens do Rio Potengi, Natal conta com monumentos, parques, museus e pontos turísticos muito famosos, como, por exemplo, o Teatro Alberto Maranhão, a Ponte Newton Navarro, o Museu Câmara Cascudo e o Palácio Potengi. Nossa intenção é que você conheça os principais pontos turísticos da capital potiguar e se apaixone por nossa região, e neste post traremos dicas para que você aproveite sua passagem por Natal, seja qual for o motivo, para conhecer o histórico Palácio Potengi. Vamos lá?

Palácio Potengi em Natal

Também conhecido como Pinacoteca Potiguar ou Palácio da Cultura, o Palácio Potengi está localizado no bairro Cidade Alta e foi construído no século 19. De 1902 até 1996, o prédio serviu como sede do Governo do Rio Grande do Norte, atualmente, é um belíssimo espaço cultural com uma pinacoteca dona de um acervo incrível.

O Palácio foi construído mais precisamente entre 1865 e 1873, com o objetivo de ser o Tribunal do Júri e a Assembleia Legislativa. Quando foi tombado e tornou-se um Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, passou a ser um centro cultural de grande relevância para o Brasil. Lá você encontrará quadros de modernistas nascidos em Natal, entre eles, Newton Navarro, o famoso artista que pincelou o Rio Potengi. 

Além do acervo, dependendo da agenda é possível conferir exposições artísticas no Palácio. Visitar o local somente para conhecer a construção também é uma ótima pedida, o principal motivo para isso é a arquitetura neoclássica que o Palácio apresenta.

O Palácio Potengi está localizado na Rua Sete de Setembro e está a apenas 3,9 km de distância do Villa Park Hotel, num trajeto de apenas 7 minutos de carro. 

Aliás, quando vier passar uns dias em Natal, seja a trabalho ou por outros compromissos, conte com a estrutura, o conforto e o excelente atendimento do Villa Park Hotel. Será uma alegria receber você por aqui.

Para mais dicas sobre pontos turísticos e atrações de Natal, continue acompanhando nosso blog. 

Até a próxima!

Fonte: https://villaparkhotel.com.br - com Biblioteca Câmara Cascudo - NATAL - RN.

MUSEU CÂMARA CASCUDO - Biblioteca - VISITE-A - NATAL - RIO GRANDE DO ORTE

A Biblioteca Setorial Veríssimo de Melo dá apoio às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidas no Museu Câmara Cascudo, assegurando e estimulando o acesso à informação nas áreas de atuação do museu: Antropologia, Museologia, Arqueologia, Paleontologia, Artes, Estudos Ambientais e História do Rio Grande do Norte.

O acervo da biblioteca é constituído por livros, obras de referência, folhetos de cordel, periódicos, trabalhos acadêmicos, folhetos, publicações de eventos e materiais informacionais, com destaque para o acervo particular de Veríssimo de Melo, um dos fundadores e antigo diretor do MCC, doado ao museu após seu falecimento.

Para conhecer o acervo da Biblioteca Setorial Veríssimo de Melo, que está em processo de catalogação, acesse o SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRN.

Em breve: saiba mais sobre os serviços, o histórico e o acervo da BSVM, bem como sobre as publicações feitas pelo MCC.

Para outras informações, deixe sua mensagem em nossa página de CONTATO.

Fonte: Biblioteca CÂMARA CASCUDO - NATAL - RN

REIVINDICAÇÕES: Em São Paulo, Lula reforça compromisso com movimentos sociais em plano de governo

 Foto: Roberto Parizotti

Com a esperança em dia e a motivação renovada, movimentos populares participaram de um encontro com o ex-presidente Lula, na tarde desta sexta-feira (27), realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. Ao lado da esposa Janja, de Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice na chapa, além de lideranças dos movimentos sociais, Lula, recebeu, um documento com propostas para o plano de governo e com o compromisso de apoio à sua candidatura.

O Encontro de Lula com os Movimentos Sociais, como foi chamado o evento, teve como peculiaridade a convergência de cerca de 90 movimentos sociais em torno de uma única candidatura. Para as lideranças desses movimentos, Lula é a única figura, hoje, com a capacidade e experiência de não somente reconstruir o Brasil no campo econômico, com geração de emprego, mas restituir uma ordem social democrática que prioriza direitos e dignidade a segmentos historicamente excluídos e marginalizados na sociedade.

E foram os representantes desses segmentos que dialogaram diretamente com o ex-presidente no encontro. Atento às várias falas com reivindicações e posposições para o futuro governo, Lula não só se comprometeu com as lutas, como é já característica sua, mas também fez uma espécie de convocação para que, neste momento, se mantenham alertas e engajados a derrotar o governo de Bolsonaro e, depois das eleições, ‘ajudem’ a reconstruir o país.

“Quero um compromisso. Se a gente governar o país, vou precisar do apoio de você para ser feito. Mas o compromisso não é com o governo e sim com o povo que vocês representam”, disse Lula, afirmando que jamais reprimiu ou mesmo pediu para que não houvesse qualquer tipo manifestação ou protesto durante seus mandatos.

E, se dirigindo ao vice-presidente da CUT, Vagner Freitas, um dos convidados do evento, Lula lembrou que greves foram feitas em seus governos. “Nunca pedi ao movimento sindical que deixasse de fazer greve porque eu era presidente[...] Nasci no movimento sindical e sei que não podemos abdicar da nossa luta. Não se incomodem de cobrar. Se vocês não cobrarem serão pelegos e não nasceram para isso”, disse Lula reforçando que é papel dos movimentos sociais se manter luta pelos interesses que defendem.

Não vai ser fácil

Após elencar as várias tragédias e retrocessos vividos pelo país nos últimos tempos como o desemprego, a fome, os preços dos combustíveis junto com o drama vivido pelos brasileiros que não conseguem comprar gás e até comida por causa dos altos preços que impactam em todo o mercado, Lula apontou a responsabilidade pelo Brasil ser o país do desalento como é hoje.

“Não adianta jogar culpa na Petrobras ou na guerra da Ucrânia. É responsabilidade desse desgoverno que temos nesse pais, e que agora quer privatizar tudo o que o Brasil já construiu para o seu povo”, afirmou.

Todas as políticas são interlaçadas. Quando se fala, por exemplo, em privatização de estatais, fala-se em tarifas mais altas e degradação de serviços essenciais à população e, que mais sofre os impactos são as camadas mais vulneráveis. Mas vai além disso. Corte de recursos em educação, em saúde, a condução de ações positivas e corretas a exemplo do que não aconteceu durante a pandemia e que resultaram na morte de mais de 665 mil pessoas também são exemplos.

Para Lula, o ‘conjunto dessa obra’ é um desrespeito como povo brasileiro. “[vamos] Recuperar o país para que as pessoas sejam tratadas com respeito. Tem que ter direitos, cultura, lazer, saúde, hospital, tudo o que precisamos para viver dignamente”, disse o ex-presidente.

E reforçou que seu objetivo é “cuidar do país como se cuida da casa da família” e reforçou que “cuidar do povo brasileiro é a razão da existência do país”.

"Acreditem que nós temos condições de consertar esse país. Acreditem que a gente tem condições de atender grande parte das reivindicações" - Lula

A voz de Deus

Lula não deixou de citar os resultados da última pesquisa Datafolha que mostra uma vantagem de 21 pontos do ex-presidente em relação a Jair Bolsonaro. E aproveitou para alertar que a disputa, mesmo assim, será difícil.

“Estamos começando uma campanha que não é fácil. Não estamos enfrentando um adversário fraco. É alguém perigoso porque seu comportamento não é democrático vive de ofender as instituições, dizendo que só Deus vai tirá-lo de lá”, alertou Lula, que mandou um recado. “Quero que ele saiba que quem vai tirar ele de lá não é Alckmin e eu e sim vocês, porque vocês querem voltar a acreditar no país”, disse.

"O povo é a voz de Deus e vai tirar ele de lá"- Lula

O jeito certo de se fazer

A união das lideranças dos movimentos também foi destacada pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSB). “É assim que se faz um programa. Não é fazendo motociata, subindo em lancha ou iate, mas junto do povo”, disse Alckmin em resposta à conduta de Jair Bolsonaro.

"Aqui se constrói um programa de governo democrático e popular onde movimentos terão voz e vez" - Geraldo Alckmin

Estamos chegando e só sairemos daqui de mãos dadas com Lula

No início do encontro, vários integrantes dos movimentos sociais entoaram não só palavras de ordem, mas mensagens de esperança como o trecho de uma canção famosa em mobilizações que diz “Sozinho ando bem, mas com você ando melhor”. Foi assim, de braços abertos que Lula foi recebido no encontro, simbolizando o apoio à sua proposta de reconstruir o país.

A ‘mística’ de abertura trouxe o grito das massas por um país melhor, mais justo, mais solidário, com economia que não privilegie a poucos, mas que seja sustentável e para todos, moradia com uma reforma urbana justa, segurança pública que não mate o povo mais pobre, investimento e respeito à educação e à ciência, bem como respeito a direitos e à diversidade.

A primeira anfitriã do evento, Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres deixou claro que a intenção dos movimentos é resolver problemas sociais. “São sistêmicos e temos que afrontar esse sistema capitalista, patriarcal, racista, depredador da natureza e LGBTfóbico”, disse Nalu.

E reforçou que o evento é simbólico porque os movimentos presentes representam, na verdade, toda a população brasileira. Para ela, se trata de uma oportunidade histórica de o povo retomar o poder.

Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares, apresentou o documento elaborado pelas entidades e destacou que a mobilização das organizações em torno da disputa do projeto de poder já começou. “É tarefa retomar a democracia e abrir caminho para sermos feliz com igualdade social, direitos, emprego, renda e sem ódio’, disse.

Emprego e renda foram destaques na fala de Vagner Freitas, que representou a CUT no encontro, apontada pelos anfitriões como uma entidade que nunca arredou pé e se manteve firme na luta em todo esse tempo, de golpe e ataques ao povo brasileiro e à classe trabalhadora.

É necessário que tenha emprego. Esse governo excluiu o povo trabalhador de ter emprego. É preciso ter Lula de volta para colocar o povo no orçamento e para rico pagar imposto”, disse Vagner.2022 05 27 roberto parizotti 02

A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffman, também ressaltou a unidade dos movimentos em torno da candidatura de Lula à presidência da República. Ela lembrou que muito dos presentes estiveram também em importantes e cruciais momentos da história recente como na luta contra o golpe na vigília Lula Libre, durante os 580 dias em que ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal após ser condenado em um processo cheio de inconsistências, pelo ex-juiz Sérgio Moro.

“É um grande e forte movimento em defesa do Brasil e do povo brasileiro. Estou orgulhosa por estar desse lado”, disse a parlamentar.

Justiça por Genivaldo

Entre as várias lideranças dos mais diversos movimentos representando a luta por moradia, por diversidade, povos indígenas, estudantes e de trabalhadores do campo, um momento teve a atenção especial de toda a plateia.

Representando o Movimento Negro Unificado (MNU), Simone Nascimento destacou a barbárie praticada pelas polícias nos últimos tempos, em especial, com a morte de Genivaldo de Jesus Santos, homem negro de 38 anos, que morreu depois que agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fizeram uma “câmara de gás” no porta malas de uma viatura e o trancaram dentro, nesta quarta-feira (25).

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Foto: Roberto Parizotti

“Resistimos a essa barbaridade em curso no país. Pelo menos 23 pessoas foram vítimas na Vila Cruzeiro [em referência a uma incursão da Polícia Militar no Rio de Janeiro] e estamos aqui para denunciar esse projeto de genocídio, que ganha mais corpo de atuação e espaço pra violar nossos corpos, com Bolsonaro”, disse Simone após erguer um cartaz em homenagem a Genivaldo e pedir um minuto de silencia a todos.

Além do MNU, representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e da União por Moradia Popular também participaram da entrega do documento a Lula.

(CUT Brasil, Andre Accarini

Agenda Cultural da BN 2022 - Fonte: BIBLIOTECA NACIONAL

 

A Fundação Biblioteca Nacional lançou, nesta terça-feira, 24 de maio de 2022, sua Agenda Cultural, composta pelo conjunto de ações da instituição a respeito do Bicentenário da Independência e outros eventos.

A versão digital encontra-se disponível para download no Portal da FBN.

Faça o download da publicação aqui: Agenda Cultural Fundação Biblioteca Nacional 2022.

O evento contou com transmissão no Canal da FBN, no youtube.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

PRÓXIMO SÁBADO (28), APARTIR DAS 19 HORAS NAS ONDAS DA RÁDIO AGRESTE FM - 107.5 - NOVA CRUZ-RN " PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA - INICIATIVA DO CPC-RN

 

Todos os sábados a partir das 19 horas nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - " PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - O FEN\ÔNIMO DA CULTURA POTIGUAR! Notícias exclusivas sobre cultura!

Sob as coordenações de Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN e de Cláudio Pereira de Lima, tesoureiro.

Pontos centrais do programa são ás atividades do CPC-RN, notícias e eventos de artistas e grupos de danças de um modo geral, bem como entrevistas com poetas/poetisas, escritores, grupos de danças, entre outros/as atividades culturais.

Lembrando que este ano o CPC-RN estará completando 13 anos anos de histórias, lutas e conquistas...identificando novos talentos.

Previsão de mais uma noite das homenagens poderá acontecer em dezembro deste ano, provavelmente dia 30 de dezembro, local será divulgado após confirmação. O evento tem como objetivos e finalidades de agraciar artistas, grupos de dança, poetas/poetisas, escritores/as, entre outras áreas culturais. 

Mais adiante divulgaremos mais informações. Uma coisa é certa! Teremos no mínimo 05 (cinco) eventos, pois faremos 4 (quatro) noites das homenagens em cidades polos, incluindo Natal e a 5ª e última noite das homenagens será em NOVA CRUZ! Cidade polo do CPC-RN. Aguardem por mais informações.

Eduardo Vasconcelos lembra que próximo dia 31 de maio estará em audiência com o SEEC-RN, professor, GETÚLIO MARQUES FERREIRA.

Concluiu, Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, cujos assuntos serão em torno de parcerias, ações e estrutura, bem como a luta pela sua sede própria, finalizou, Eduardo Vasconcelos - CPC-RN.

Bolsonaro e Eduardo Paes atacam a educação

Logo após o país completar 58 anos do famigerado golpe de 1964 a justiça dos ricos através do Ministério de Trabalho do governo de Jair Bolsonaro desfecha mais um ataque aos trabalhadores em educação no Município do Rio de Janeiro. Tal medida de tentar caçar a representação sindical dos profissionais da educação da capital fluminense chega no momento que o prefeito Eduardo Paes prepara mais ataques a educação e aos trabalhadores cariocas utilizando o Plano Municipal de Educação.

Este tipo de ataque favorecendo Paes não é o primeiro que o sindicato já sofreu. O Ministério do Trabalho demorou décadas para reconhecer o Sepe-RJ como legítimo representante dos trabalhadores em educação. Um sindicato fundado pelos trabalhadores em 1.977 só foi reconhecido pelo governo dos ricos no início do século XXI, mesmo sendo reconhecido por todos os governos e prefeituras fluminense.

Durante a gestão de Eduardo Paes iniciada em 2008 e que sobreviveu a dois mandatos houve uma situação similar. Também surgiu um sindicato cartorial, sem nenhuma representação real entre os educadores cariocas, e que tentou surrupiar a representação formal do Sepe-RJ. A poderosa greve de 2013 sepultou o falso sindicato.

Então já vimos esse enredo de uma tragédia que é a gestão da prefeitura para alunos, pais, responsáveis e trabalhadores da educação municipal. Enquanto aprofunda o arrocho salarial da categoria e ataca a organização da classe, Paes busca desmontar ainda mais o ensino público municipal para beneficiar seus amigos tubarões da educação privada.

Nós, do Coletivo de Educadores Reviravolta, conclamamos a todos as trabalhadoras e trabalhadores das escolas municipais a se colocarem ombro a ombro na defesa do Sindicato Estadual do Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, o Sepe-RJ. Nos dirigimos aos filiados e aos não filiados para a resistência a mais esse ataque a democracia que os ricos ainda nos permite. Como a sete anos vamos defender nossos direitos, salários, carreira, a educação pública e o sindicato.

Solicitamos também ao conjunto das entidades e movimentos dos trabalhadores participem dessa Campanha de Defesa do Sepe-RJ. Pedimos que todas as centrais, sindicatos e associações de classe enviem cartas e moções exigindo do Ministério do Trabalho e Previdência a manutenção da carta sindical de um sindicato que existe há 45 anos. É reconhecido pelos trabalhadores de todas as categorias do Estado do Rio de Janeiro. Opinamos que essa é uma das medidas que podem ajudar na manutenção da liberdade e autonomia sindical frente aos ataques e persistentes políticas de desmonte e privatização da educação pública carioca.

Fonte: https://cspconlutasrj.wordpress.com

Cultura Brasileira

A Cultura Brasileira é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que participaram da formação da população brasileira.

A diversidade cultural predominante no Brasil é consequência também da grande extensão territorial e das características geradas em cada região do país.

O indivíduo branco, que participou da formação da cultura brasileira, fazia parte de vários grupos que chegaram ao país durante a época colonial.

Além dos portugueses, vieram os espanhóis, de 1580 a 1640, durante a União Ibérica (período o qual Portugal ficou sob o domínio da Espanha).

Durante a ocupação holandesa no nordeste, de 1630 a 1654, vieram flamengos ou holandeses, que ficaram no país, mesmo depois da retomada da área pelos portugueses. Na colônia, aportaram ainda os franceses, ingleses e italianos.

Entretanto, foi dos portugueses que recebemos a herança cultural fundamental, onde a história da imigração portuguesa no Brasil confunde-se com nossa própria história.

Foram eles, os colonizadores, os responsáveis pela formação inicial da população brasileira. Isso decorreu do processo de miscigenação com índios e negros africanos, de 1500 a 1808. Durante três séculos, os portugueses eram os únicos europeus que podiam entrar livremente no Brasil.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Risco de fome atinge 36% das famílias brasileiras e supera a média mundial - Escrito por: Redação CUT

De 2019 a 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Biolsonaro, risco de fome subiu de 30% para 36% no Brasil.


Entre 2019 e 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), saltou de 30% para 36% o percentual de brasileiros em situação de insegurança alimentar e ameaça de fome. A taxa é recorde da série histórica, iniciada em 2006, e superou, pela primeira vez, a média global (35%).


Entre as pessoas mais afetadas pela fome estão mulheres, famílias pobres e pessoas entre 30 e 49 anos, grupos que geralmente têm mais filhos. No Brasil, a taxa de insegurança alimentar entre as mulheres é de 47%, contra a média global ficou em 37%.


Os dados são do Instituto Gallup, que realiza pesquisas sobre a insegurança alimentar desde 2006. Este ano, foram feitos questionários em 160 países. No Brasil, os dados foram analisados Centro de Políticas Sociais do FGV Social.

No ano passado, entre os 20% dos mais pobres, três em cada quatro brasileiros (75%) disseram que faltou dinheiro para comprar comida nos últimos 12 meses. Em todo o mundo, o percentual de mais pobres entrevistados que afirmou não ter renda para comprar alimentos foi de 48%. Em 2019, a taxa de insegurança alimentar nas classes de baixa renda era da 53%.


“Entre os 20% mais pobres no Brasil, o nível (de insegurança alimentar) é próximo dos países com maiores taxas, como Zimbábue [80%]”, afirmou o diretor da FGV Social, Marcelo Neri. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele se disse impressionado com “o aumento abissal da desigualdade de insegurança alimentar” no país.


Já o coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), Renato Mafuf, disse ao repórter da Folha  que todos os fatores que mantinham os níveis elevados de fome entre os brasileiros se agravaram no ano passado; e seguem em deterioração neste ano. Além disso, ele destacou que não há “política de governo” estruturada para combater à fome.


“O desemprego segue elevado e a renda, em baixa, sobretudo entre os informais. Temos um benefício social (Auxílio Brasil) menor do que em 2020 (quando chegou a R$ 600 mensais) e uma guerra entre grandes produtores de alimentos” afirmou, referindo-se ao conflito militar na Ucrânia.


No ano passado, a Rede Penssam já havia apontado a volta do crescimento da fome no Brasil, depois de recuar significativamente até meados da década passada. Naquele momento, 117 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar.


Desse total, 19,1 milhões de brasileiros estavam efetivamente passando fome, em um quadro de carência grave de comida. Os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.


Fonte: CUT NACIONAL

AUDIENCIA COM O SEEC-RN - GETÚLIO FERREIRA MARQUES FICOU PARA O DIA 31/05 - ÁS 15:30 NA SEEC-RN

  

Eduardo Vasconcelos - CPC-RN e professor e SEEC-RN, GETÚLIO FEEREIRA
Foto memória

Próxima quarta-feira (31/05/2022), ás 15h. na SEEC-RN, o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, estará em audiência com o professor, GETÚLIO FERREIRA - SEEC-RN, tratando de assuntos referentes ao Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN;

Será muito importante esse momento, pois o CPC-RN levará uma demanda do CPC-RN para que o Governo do Estado possa através da SEEC-RN ajudar ao CPC-RN, firmando parceria para que a instituição sem fins lucrativos possa avançar nas suas demandas, bem como colocar novamente em prática os projetos culturais do CPC-RN, a exemplos de Cursos de Capacitação de Projetos, Seminários, Eventos Culturais, Compra da Sede do CPC-RN - sonho que poderá, sim ser REALIZADO com o apoio do Governo do Estado através da SEEC-RN e outros assuntos inerentes as prováveis  parcerias. 

Vamos aguardar a audiência para definirmos nossos caminhos de luta e sonhos ao lado, quem sabe com o apoio do Governo do Estado e SEEC-RN. Conclui, Eduardo Vasconcelos.

Bolsonaro veta título de ‘heroína da Pátria’ para Nise da Silveira

Bolsonaro realça a própria mediocridade

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que inscreve o nome da psiquiatra Nise da Silveira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O veto à proposta foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), e poderá ser mantido ou rejeitado pelo Congresso.

A matéria (PL 6.566/2019), de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), foi aprovada pelo Plenário do Senado em 24 de abril, com parecer favorável da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Mas a Presidência da República argumentou que, após ouvir a Casa Civil, decidiu vetar a proposta, por representar “contrariedade ao interesse público”.

Para Bolsonaro, não é possível avaliar, nos moldes da Lei 11.597, de 2007 (que traz os critérios para a inscrição de nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria), “a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da nação, a despeito de sua contribuição para a área da terapia ocupacional”.

Ainda na justificativa do presidente, deve-se priorizar o reconhecimento a personalidades da história do país em âmbito nacional, “desde que a homenagem não seja inspirada por ideais dissonantes das projeções do Estado democrático.”

A homenageada é pioneira da terapia ocupacional e mudou os rumos dos tratamentos psiquiátricos no Brasil, até então conduzidos em geral por meio de isolamento em hospícios. Ela também ganhou projeção internacional, tendo seu trabalho reconhecido por outros psiquiatras mundo afora, como o suíço Carl Gustav Jung.

— A doutora Nise foi uma extraordinária psiquiatra, que implantou tratamentos humanizados para transtornos mentais e criou um novo momento em relação a esses tratamentos na nossa sociedade brasileira. Estar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é, sobretudo, um reconhecimento ao trabalho que essa mulher fez para o Brasil — disse Eliziane durante a votação do projeto.

O livro está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, e destina-se ao registro perpétuo do nome dos brasileiros e brasileiras ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida ao país, para sua defesa e construção, com “excepcional dedicação e heroísmo”.

Trajetória 

Ao começar a atuar, na área na década de 1940, Nise rebelou-se contra os métodos manicomiais então aplicados a pacientes com transtornos mentais, como o eletrochoque, a lobotomia e o confinamento, entre outros. Como forma de punição, a médica foi transferida para a área de terapia ocupacional. Ironicamente, a psiquiatra encontrou lá o espaço necessário para desenvolver um modelo humanizado de tratamento para os transtornos mentais.

Uma das terapias desenvolvidas por Nise foi a expressão dos sentimentos por meio das artes, especialmente da pintura, mas também da música. A produção artística de alguns pacientes ganhou reconhecimento pela qualidade estética, além de ter demonstrado resultados positivos na recuperação. Muitas dessas obras estão hoje expostas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Esses trabalhos também já foram expostos no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

A Casa das Palmeiras, aberta por Nise em 1956 com foco em reabilitar sem internação, também investiu no processo criativo e afetivo dos pacientes. Além da arte, o contato com gatos e cães foi outro tratamento introduzido por ela no Brasil. Os pacientes podiam cuidar de animais nos espaços abertos do centro, estabelecendo vínculos afetivos.

Nise militou ativamente no Partido Comunista Brasileiro

Nise da Silveira nasceu em 1905, em Maceió, Alagoas. Em 1926 formou-se em medicina, pela Faculdade de Medicina da Bahia, tornando-se uma das primeiras mulheres médicas do Brasil. Resolveu se especializar na área da psiquiatria, na qual se encontrou e dedicou sua vida profissional de forma intensa a ela. Nise acreditava que tratamentos realizados à época, em grande parte, agressivos – como, lobotomia e eletrochoques – deveriam ser rechaçados, pois desumanizavam os pacientes. Ela defendia a arte como parte do processo de tratamentos de muitas pessoas. Em 1946, quando trabalhava com terapia ocupacional, no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, criou a Seção de Terapêutica Ocupacional. Substituiu os trabalhos tradicionais realizados pelos pacientes, como limpeza e manutenção, por pinturas e modelagens em ateliês instalados no local, visando uma ligação mais profunda desses indivíduos com a realidade por meio do desenvolvimento de atividades criativas e lúdicas. Desse modo, revolucionou a psiquiatria brasileira. Em meados da década de 1930, Nise militou ativamente no Partido Comunista Brasileiro e sua assinatura integrou o ”Manifesto dos trabalhadores intelectuais ao povo brasileiro”. Durante a realização da Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros de cunho marxistas e devido a isso foi presa, em 1936, e permaneceu nesse estado por um ano e meio. A médica psiquiatra lutou incessantemente por um tratamento humanizado de diversos pacientes com quem teve contato e aliada a essa luta se fazia presente sua militância comunista, causas as quais ela tinha ciência de que eram impossíveis de serem desvinculadas uma da outra.

Viva Nise da Silveira!

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Mostra fotográfica no MIS-PR marca retorno da família Weiss ao Palácio da Liberdade

Abre hoje, quinta-feira (26) a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.

O Palácio da Liberdade, hoje sede do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), abre as portas para dois descendentes da família Weiss, a primeira a habitar o local. A partir desta quinta-feira (26), os visitantes poderão conhecer a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.

Para a diretora do MIS-PR, Mirele Camargo, abrigar as duas mostras é uma importante contribuição com a valorização permanente da cultura. “Para além da feliz coincidência de termos dois herdeiros da família Weiss não apenas interessados em fotografia, como também sendo bons fotógrafos, é um prazer e uma honra poder abrigar esse olhar tão humano aqui na Casa da Liberdade”, afirma.

Dignidade – As meninas de São Tomé e Príncipe

As fotografias de Marcelo Weiss foram feitas em São Tomé e Príncipe, país insular da África Central. Lá o Dia das Crianças é comemorado em 1º de julho e a escolarização é o ponto alto da celebração. Os pequenos recebem o uniforme e as meninas têm seus cabelos trançados. É um momento marcante para eles. As dez imagens foram registradas durante um destes eventos.

A alfabetização é um dos destaques. Em contraste, o país sofre com a falta de direitos básicos, como saúde e moradia. O evento do Dia das Crianças é um momento de alegria, principalmente para as meninas. É isso que o artista buscou registrar e que fica evidente no painel “Dignidade”.

Brazilian Way of Life – Um visionário no interior do Brasil 

Essa parte da mostra traz os registros de Mario Alfredo Weiss, que se aventurou pela vida cotidiana do Brasil. As fotos trazem o contraste do estilo de vida brasileiro com o estilo de vida americano adotado entre 1940 e 1950, o American Way of Life, quando o consumismo, a padronização social e a crença nos valores democráticos liberais norteavam as relações.

A exposição traz 19 fotos do artista. Nas imagens feitas em várias regiões do Brasil, que mostram a vida na roça e na pesca entre os anos de 1940 e 1950, Mario Alfredo Weiss mostrou que no Brasil o modelo de desenvolvimento idealizado pelos americanos ainda estava longe de acontecer.

Todas as fotografias foram preservadas pela família e agora serão expostas no museu. As imagens, herdadas por Marcelo, são as preferidas de Mario Alfredo Weiss.

ABERTURA – A abertura da exposição será na próxima quinta-feira (26), às 18h, e vai contar com a apresentação do “Guitarras na Unespar”, projeto de extensão que é fruto da parceria entre a Universidade Estadual do Paraná, Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (Proec). A banda será composta pelos guitarristas Eduardo Lobo, Maicon Cardoso e Wesley Garcia; pelo contrabaixista Pat Garcia e o baterista Pablo Garcia.

HISTÓRIA – Apesar de ser engenheiro, não foi Leopoldo Ignácio Weiss o responsável pela construção do Palácio da Liberdade. O engenheiro de origem italiana e amigo da família Weiss, Ernesto Guaita, acabou ficando com a incumbência e, entre os anos de 1870 e 1880, trabalhou para colocar a edificação de pé.

Assim como as demais obras de Guaita, o Palácio da Liberdade apresenta uma arquitetura eclética, com elementos neoclássicos, simetrias e traços greco-romanos. Seu porte monumental expressa um caráter arquitetônico presente, na época, apenas nas edificações mais nobres da cidade.

O casarão ganhou o nome de Palácio da Liberdade após ser adquirido pela Fazenda Nacional, em 1890, para ser a primeira sede oficial do Governo do Estado – assim se manteve por 48 anos, dando lugar depois à Secretaria do Interior e Justiça por mais 30 anos. Em 1989, a edificação se tornou oficialmente a sede do MIS-PR.

Serviço:

Abertura da exposição Expressões da Casa da Liberdade

Quinta-feira, 26 de maio, às 18 horas

Entrada franca

Museu da Imagem do Som do Paraná (Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro – Curitiba)

mis.pr.gov.br

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