Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Confira os 10 piores insultos de Bolsonaro aos nordestinos - Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

Foto/imagem:  ALEX CAPUANO


Desde que era deputado, Bolsonaro ofende os nordestinos com palavras e frases preconceituosas, como se nascer na região fosse sinônimo de inferioridade, agora pede os votos daqueles a quem sempre insultou.

Depois de perder de lavada na Região Nordeste, onde 66,7% dos eleitores (21 milhões) votaram no ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, que ficou com 27% (8,7 milhões) dos votos, está pedindo para os nordestinos dobrarem sua votação no segundo turno.

O pedido é endereçado aos analfabetos, aratacas, cabeçudos, paus de arara, paraíbas e outros termos preconceituosos usados por Bolsonaro para se referir aos nordestinos.

O presidente quer que o povo que ele ataca com ofensas racistas, preconceituosas e xenofóbicas, ignorando a contribuição de milhares de brasileiros da região ao país,    diminua a vantagem de Lula de 12,9 milhões de votos em relação a ele. dissemina a intolerância contra os nordestinos, com ofensas racistas, preconceituosas e xenofóbicas e ignora a contribuição de milhares de brasileiros da região ao país.

Na última quarta-feira (5), revoltado com o massacre dos nordestinos, Bolsonaro associou o suposto analfabetismo da população dos 9 estados à votação expressiva que Lula teve na região. A declaração desencadeou uma série de ataques xenofóbicos a nordestinos promovidos por bolsonaristas de outras partes do país. Uma delas foi a advogada bolsonarista Flávia Aparecida Rodrigues Moraes, que perdeu o cargo de de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada de Uberlândia depois que um ataque cruel que ela fez aos nordestinos viralizou nas redes sociais. 

Gerou também indignação e reações de anônimos e famosos nas redes sociais, como relata o jornalista Edson Sardinha, do Congresso em Foco, que listou as declarações insultuosas do presidente aos nordestinos.

Veja declarações preconceituosas de Bolsonaro em relação aos nordestinos:

“Lula venceu em nove dos dez estados com maior taxa de analfabetismo. Vocês sabem quais são os estados? No nosso Nordeste, não é só a taxa de analfabetismo alta o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nas regiões, porque esses estados no Nordeste estão há 20 anos sendo administrados pelo PT.”

Bolsonaro, em live na qual tenta justificar derrota para Lula no Nordeste. Em 6 de outubro de 2022.

“Falaram que eu revoguei o luto de Padre Cícero. Lá do Pernambuco, é isso mesmo? Que cidade que fica lá? Cheio de pau de arara aqui e não sabem em que cidade fica Padre Cícero, pô? Juazeiro do Norte, parabéns aí. Ceará, desculpa aí.”

Em live em 3 de fevereiro de 2022.

“Eu sempre me referi com os amigos, né, cabra da peste, pau de arara. Eu me chamo de alemão também, sem problema nenhum. Arataca, cabeçudo, pô, é isso aí, valeu.”

Em entrevista em Pernambuco na qual tenta explicar por que chamou nordestino de “pau de arara”. Em 8 de fevereiro de 2022.

“Dentre os (ou aqueles) governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara.”

Declaração dada no início de café da manhã com jornalistas de veículos estrangeiros. Em 19 de julho de 2019.

“Só tá faltando crescer um pouquinho a cabeça.”

Bolsonaro em resposta ao deputado Cláudio Cajado (BA) sobre o aumento da frequência de suas viagens ao Nordeste. Em 5 de agosto de 2019.

“Acho que foi primeiro estado que tivemos grande recepção em aeroporto. Tudo começou por aí, se não me engano, um dos grandes articuladores disso acho que foi Alex Ceará, um cara cabeçudo. Se bem que chamar cearense de cabeçudo você não consegue identificar ninguém, lá todo mundo é cabeçudo.”

Bolsonaro em live, em janeiro de 2020.

“A única coisa boa do Maranhão é o presídio de Pedrinhas. É só você não estuprar, não sequestrar, não praticar latrocínio que tu não vai [sic] para lá. Vai dar vida boa para aqueles canalhas?”,

Bolsonaro, em entrevista na Câmara, em 2014, quando era deputado.

“Você tem algum parente pau-de-arara?”, perguntou Bolsonaro a Tarcísio de Freitas durante live. Quando o então ministro respondeu que tem família no Piauí e no Rio Grande do Norte, o presidente disse: “Com esta cabeça aí, tu não nega, não”.

Em live com o então ministro da Infraestrutura em 2019.

“O voto do idiota, o voto do idiota é comprado com Bolsa Família. Se você for no Nordeste, você não consegue uma pessoa para trabalhar na tua casa. Você vê meninas no Nordeste, batem a mão na barriga, grávidas, e falam o seguinte. Esse aqui vai ser uma geladeira, esse aqui vai ser uma máquina de lavar, e não querem trabalhar. Aqui, ó!”

Bolsonaro, quando era deputado

“Um deles é cearense, um cabeçudo aqui do meu lado também. Porra, eu acho que o estômago é maior do que a cabeça dele. Imaginou como ele come, né?”

Em live, quando era deputado, com Olavo de Carvalho

Veja algumas reações nas redes sociais às falas do presidente:

Hoje é dia do nordestino e passo pra lembrar que Bolsonaro odeia o Nordestepic.twitter.com/DchhAZB9HA

George Marques

Fonte: CUT NACIONAL

NOTÍCIAS: Leia a Edição número 2 do Digital Classista

Já está no ar a edição número 2 do Digital Classista, jornal eletrônico da CTB. Nesta edição trazemos informações sobre o endividamento crescente da população, bem como o descaso de Bolsonaro com a fome no Brasil.

Leia a edição aqui.

Fonte: CTB NACIONAL

Ministério Público do Trabalho já registrou 173 denúncias de assédio eleitoral nestas eleições

 Foto: Marcelo Camargo/ABr

O Ministério Público do Trabalho (MPT) já registrou 173 denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2022. O assédio eleitoral é crime e ocorre quando um empregador age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato. 
 
A região Sul do país foi a que mais registrou casos de assédio eleitoral: 83. Os três estados da região também ocupam a primeira, segunda e terceira posição no ranking, sendo o Rio Grande do Sul o campeão de denúncias. 
 
Na segunda posição está a região Sudeste, com 43 denúncias registradas. Seguida pelo Nordeste (23), Centro-Oeste (13) e Norte (11). 
 
Na Bahia, o MPT também investigou e firmou termo de ajustamento de conduta com a ruralista Roseli Vitória, após a empresária incentivar em suas redes sociais que os empresários do setor agropecuário “demitam sem dó” quem votasse no ex-presidente Lula.
 
No acordo extrajudicial, ela se comprometeu a custear campanhas em emissoras de rádio da região para reforçar a liberdade do voto e a ilegalidade de qualquer atitude empresarial que vise coagir empregados a votar ou deixar de votar em alguém. Ela também publicou uma retratação em suas redes sociais.
 
Uma psicóloga da rede de recursos humanos Ferreira Costa, em Pernambuco, ameaçou demitir funcionários que declarassem apoio a Lula (PT) nas eleições.
 
No Pará, um empresário foi multado em R$ 300 mil após prometer R$ 200 a cada funcionário que não votasse no ex-presidente.


Fonte: Conteúdo G1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS

Mayara Aguiar conquista tricampeonato mundial de judô - "PARABÉNS, Mayra Aguiar, ! Eduardo Vasconcelos, presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN"

 Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

Mayra Aguiar conquistou nesta terça-feira (11), o tricampeonato mundial de judô. Já tendo vencido nos anos de 2014 e 2017, ela se tornou a primeira atleta brasiliera entre homens e mulheres, a conseguir três conquistas na competição.  
 
A gaúcha de 31 anos venceu a chinesa Zhenzao Ma na decisão por wazari na categoria 78kg e garantiu sua medalha de número sete em Mundiais. A competição está sendo realizada em Taskhent, no Uzbequistão e segue até quinta-feira (13).
 
Essa é a terceira medalha do Brasil no mundial de judô deste ano. Rafaela Silva foi bicampeã da categoria até 57kg, enquanto Daniel Cargnin foi bronze no peso até 73kg. O Brasil entra em ação nesta quarta (12) com Rafael Silva e Beatriz Souza no peso pesado e, no dia seguinte, compete por equipes. 
 
Além das duas conquistas enteriores, Mayra Aguiar conquistou um medalha de prata em 2010 e bronze em 2011, 2013 e 2019. Por equipes, a brasileira foi vice-campeã em 2013.
 
Para chegar até a final, Mayra Aguiar começou sua trajetória no Mundial de judô de 2022 vencendo nas punições a croata Petrunjela Pavic. Na segunda rodada, ela passou pela cazaque Arena Jangeldina por ippon. Depois, teve uma luta incrível e venceu a atual campeã olímpica, a japonesa Hamada Shori, nas quartas. Já na semifinal, a judoca superou a alemã Alina Boehm, que é a atual campeã europeia. 
 
Vale ressaltar, que além das sete medalhas conquistadas por Mayra Aguiar em mundiais, a brasileira também é dona de três medalhas em Jogos Olímpicos seguidas. Ela garantiu a medalha de bronze em Londres 2012, Rio de Janeiro 2016 e Tóquio 2020.

Fonte: Conteúdo Globo Esporte

Com  POTIGUAR NOTÍCIAS

terça-feira, 11 de outubro de 2022

MIS-PR lança “Criança, a qualquer tempo”, exposição virtual sobre Dia das Crianças

Com fotos de crianças do século passado, a exposição captura diferentes costumes, vestimentas e contextos, na mesma proporção em que se reconhece a inocência, as brincadeiras e a alegria de viver de toda criança.

Para todos que são ou já foram crianças, em celebração à aurora da vida, o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) lança nesta semana a exposição fotográfica e virtual “Criança, a qualquer tempo”, com fotos de coleção do acervo do museu, como as coleções de Guilherme Glück e de Dario Velloso, que se encaixam nessa temática.

Com fotos de crianças do século passado, a exposição captura diferentes costumes, vestimentas e contextos, na mesma proporção em que se reconhece a inocência, as brincadeiras e a alegria de viver de toda criança.

Além da curadoria de imagens iconográficas que exaltam a subjetividade e a simplicidade dessa fase da vida, encaixam-se na exposição textos que misturam prosa, poesia e reflexão sobre a infância, além de trechos de vídeos e músicas que exaltam o tom nostálgico.

As imagens e os vídeos de coleções do MIS-PR mantêm traços de memória e permitem um entrelaçamento entre cenas infantis do passado e a vivência atual das crianças.

A exposição vai ao ar nesta quarta-feira (12), Dia das Crianças, no site do MIS-PR.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

DAMARES SE FERROU!!! MPF VAI PRA CIMA DELA!!! FAKE NEWS CRIMINOSA!!! - por: Nogueira Jr.


FONTE: https://nogueirajr.blogspot.com

“Pra que amanhã não seja só um ontem, com um novo nome”

  

Por Valdete Souto Severo (Foto: Carolina Antunes)

A música da qual tomo emprestado o título desse artigo é do Emicida, com outros artistas. Chama “AmarElo”. Começa com trecho do Belchior: “tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro; ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. A verdade é que desde 2016 tenho essa sensação: de chorar demais, sangrar demais, sofrer demais. O golpe; a aprovação da “reforma” trabalhista; a eleição; a “reforma” da Previdência; a pandemia e com ela a explicitação da violência contra a vida. Ouvir esta música, enquanto arrumo a casa e vejo, pela janela, alguém a procura de alimentos na lixeira da rua, me fez querer escrever. Faz um mês que não ocupo esta coluna.

Não escolhi esse silêncio. Ele se impôs.

Como diz a mesma música, “tanta dor rouba nossa voz, sabe o que resta de nós? Alvos passeando por aí”. É assim que me sinto. Um alvo andando por aí. Os atiradores são parentes, amigos próximos, colegas de trabalho. Eufóricos com a possibilidade de emular seu mito, parecem nem perceber que somos todos alvos de uma política de espoliação e morte.

As notícias de violência contra trabalhadoras e trabalhadores, na tentativa de obrigá-los a votar no candidato do patrão, reproduzindo explicitamente a prática do cabresto tão intimamente relacionada ao escravismo no Brasil, é o exemplo mais eloquente disso. Ao contrário do que ocorreu quando ainda nem havia vacina disponível, não vejo discussão acerca da gravidade dessa atitude, da necessidade de proibição de funcionamento de suas empresas. Não são trabalhadoras e trabalhadores com garantia de emprego, salários decentes, condições de mínima previsibilidade na vida. Ao contrário, são pessoas, cujos trabalhos, mesmo tão precarizados, as tornam privilegiadas, diante da quantidade de desempregados e desalentados que lutam diariamente para sobreviver. A ameaça da despedida, nesse caso, equipara-se a uma ameaça de morte. 

Confesso meu desajuste. Difícil falar diante de um quadro tão claro e ao mesmo tempo tão distorcido. Convivo com a estranha sensação de que tudo já foi dito. Elogio à tortura. Racismo explícito. Sexismo. Admissão de práticas de corrupção. Ode contra direitos sociais. Deboche com quem sofreu a asfixia causada pela covid-19.

As agressões se repetem e não são apenas simbólicas. Não se trata somente de ouvir, como ouvimos em março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil, que “brasileiro pula em esgoto e não acontece nada”. Àquela época, 77 pessoas tinham morrido com diagnóstico de covid-19. Menos de um mês depois, já eram mais de 2.500 mortes. Quando esse número dobrou, ouvimos: “lamento, quer que eu faça o quê”? E havia tanto a ser feito: distanciamento, garantia de emprego, incentivo ao uso de máscaras, contratação emergencial de mais profissionais da saúde, incentivo à ciência para potencializar as possibilidades de desenvolvimento da vacina, garantias sociais.

Difícil ter que lembrar, eu sei. Mas é preciso. É necessário.

É a única forma que temos de enfrentar o trauma. Em novembro de 2020, quando já eram mais de 162 mil mortes, ouvimos que éramos um “país de maricas”. “Machões”, sob essa perspectiva, eram os que se expunham ao vírus fatal, sob o imperativo de que a economia não podia parar. Faz sentido, “machão” é violento, ameaça, impõe seu ponto de vista, interdita o diálogo.

É de violência que estamos falando. Violência contra a vida. A mesma violência que normaliza o que se tem denominado “assédio eleitoral”, contra uma classe espoliada, cujos direitos foram ceifados por uma lei também eufemisticamente chamada “reforma”, com apoio de todas as estruturas sociais que agora se dizem espantadas com o monstro que ajudaram a criar.

É discurso de morte, portanto. Por isso, mesmo durante a pandemia, todas as medidas adotadas seguiram sendo de precarização do trabalho. Nem quando atingimos 260 mil mortes houve mudança na política que acusava o sofrimento de “frescura”, “mimi”. A CPI da COVID-19 documentou a materialização dessa violência. Foi apontada a prática de atos que indicam prevaricação, infração a medidas sanitárias, charlatanismo, emprego irregular de verba pública e crime contra a humanidade. Nenhum setor organizado da sociedade, porém, problematizou a supressão de direitos, a precarização das condições de trabalho, como causa direta da maior exposição à morte pelo vírus. Não houve quem efetivamente propusesse garantia contra a despedida, redução da jornada, aumento de salários, aposta na contratação sob a modalidade constitucional do vínculo de emprego.

O que mais é preciso dizer?

Todo limite foi ultrapassado: da educação, da civilidade, do respeito à vida, ao luto, à dor, à natureza. Essa violência é palpável, podemos senti-la como se adotasse uma forma física. Quase 700 mil mortes, sem velório, sem a possibilidade de realizar o luto. Milhões de desempregados, desalentados, desabrigados. Comida envenenada. Florestas desmatadas. E um governante que imita a falta de ar. Distribui orçamento secreto. Debocha. Nega-se a comprar vacina. Veta o fornecimento de absorventes a meninas e mulheres pobres. Retira direitos sociais. Faz tudo isso diante de um silêncio cúmplice que altera a linguagem, naturalizando o que não pode ser naturalizado, porque serve aos interesses de quem ocupa postos de poder.

Compartilho o receio coletivo de que essa violência se prorrogue. Compartilho o cansaço. A dor. É agressão demais e talvez seja por isso que muitos fingem esquecer. Ou talvez seja porque lhes sirva enfrentar a distopia como um desvio de percurso, passível de ser corrigido com uma eleição. Não é, e se não compreendermos a relação entre todas essas violências, não conseguiremos avançar. Talvez a mais simbólica – já que estamos em uma sociedade de trabalho obrigatório – é justamente aquela que, com apoio e cumplicidade de tantos, destroçou o sistema de proteção social representado pelas legislações trabalhista e previdenciária. E agora reedita a coação eleitoral, lembrando-nos que ainda somos um país de senhores e escravizados.

O que nos serve de estímulo, é compreender que a história segue. Temos tarefas imediatas a cumprir. Ocupar nossos espaços, insistir no diálogo, reafirmar nossa fé em um futuro que ainda não foi escrito. E não desistir, nem normalizar a violência. Como canta Emicida, na mesma música:

“Levanta essa cabeça
Enxuga essas lágrimas, certo? (Você memo)
Respira fundo e volta pro ringue (vai)
Cê vai sair dessa prisão
Cê vai atrás desse diploma
Com a fúria da beleza do Sol, entendeu?
Faz isso por nóis
Faz essa por nóis (vai)
Te vejo no pódio”

Fonte: CTB NACIONAL

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A neutralidade impossível: ou Lula ou barbárie "Eleger Lula é um imperativo para a sobrevivência da democracia e da vida humana"

 

Lula arrasta multidão em Belo Horizonte - 09.10.2022 (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Jeferson Miola, no 247*

Na eleição de 2018 as oligarquias dominantes fizeram ordem unida contra o petista Fernando Haddad.

Como numa avalanche indomável, não havia lugar para a razão, para o argumento racional e, nem mesmo, para um mínimo de sanidade mental. Os estamentos políticos, até mesmo aqueles segmentos autodefinidos como expoentes de uma “burguesia dinâmica, moderna e metropolitana”, estavam totalmente entorpecidos pela onda da extrema-direita lavajatista que criminalizou e estigmatizou Lula, o PT e a esquerda.

Essas elites padeceram duma sinistra amnésia; fingiram não lembrar que do lado oposto ao da civilização, ou seja, contraposto ao candidato Haddad, estava ninguém menos que o capitão expulso do Exército que idolatra torturadores, cultua ditaduras, faz ode à morte, odeia mulheres e defende o extermínio de adversários convertidos em “inimigos da pátria”.

Nesta eleição de 2022, no entanto, é impossível a alguém decente e com ínfimo apego aos ideais de democracia, humanidade e civilidade, alegar desconhecimento sobre a gravidade da situação do país e sobre o que está em jogo.

É impossível, enfim, a alguém de sã consciência e de boa-fé ética e democrática, não apoiar e não votar em Lula.

É absolutamente inaceitável, diante de tantas e espantosas ameaças à democracia, de tamanha devastação nacional e de destruição de direitos sociais e humanos, que algum democrata de verdade, mesmo de direita, ainda possa apoiar Bolsonaro.

Depois da tragédia dos últimos quatro anos; depois do genocídio que ceifou mais de 680 mil vidas; depois de cruel descompaixão e da avassaladora destruição ambiental; depois da fome, do desamparo e da miséria, depois do extermínio programado de negros e povos originários, nem mesmo o maior dos cínicos pode dizer que se sente diante de “uma escolha muito difícil”, como cinicamente as elites disseram em 2018.

Na busca de apoios para combater Lula no segundo turno, Bolsonaro reconheceu que seu governo é sofrível, mas ameaçou que “a mudança – com a volta do Lula – pode ser pior”.

O fantasma anticomunista, resquício embolorado da guerra fria que ainda viceja nos quartéis e povoa mentes deturpadas, se manifesta hoje na forma dum antipetismo doentio e odioso.

O fascismo, de igual modo que o nazismo, precisa eleger um inimigo capital; precisa de um inimigo interno como destinatário do ódio mortal. Para os fascistas, este inimigo é um mal a ser extirpado, para que a sociedade seja “purificada e limpa” de “seres impuros e inferiores”.

Na literatura nazista documentada, o campo de concentração de Auschwitz era considerado o “o ânus da Europa” – quer dizer, fator de expurgo do mal, de purificação da sociedade para o “renascentismo” com uma nova ordem, livre das impurezas e dos “excrementos” ideológicos, étnicos, religiosos …

É exatamente disso que se trata. Nesta eleição, estaremos fazendo muito mais que eleger o governo dos próximos quatro anos.

No dia 30 de outubro decidiremos o destino do Brasil diante da trágica encruzilhada em que o povo brasileiro se encontra: entre a democracia e o fascismo, entre a vida e a barbárie.

Não existe neutralidade. É simples assim: quem não está com Lula e com a democracia, está com o fascismo e a barbárie. Eleger Lula é um imperativo para a sobrevivência da democracia e da vida humana.

*Via https://www.brasil247.com

BRASIL - Pecuária lidera nova ‘lista suja’ do trabalho escravo no Brasil

 

Divulgada na última semana pelo Ministério do Trabalho, a “lista suja” do trabalho escravo ampliou. Reportagem do Portal Repórter Brasil aponta que, no topo da lista, estão os pecuaristas, com 15 empresários, alguns deles fornecedores da JBS, Marfrig e Minerva, os três maiores frigoríficos do país.

Além dos pecuaristas, entraram também para a lista madeireiros, cafeicultores, aliciadoras de trabalhadoras do sexo, empresários da construção, entre outros – alguns deles financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que usa recursos públicos para oferecer empréstimos a juros mais baixos que os de mercado.

Com a atualização, o cadastro totaliza 183 empregadores autuados por auditores -fiscais do trabalho nos últimos anos e incluídos após exercerem o direito de defesa em duas instâncias na esfera administrativa. Confira a relação completa neste link.

Confira aqui a íntegra da matéria do Repórter Brasil.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

A hierarquia na Umbanda

 

A hierarquia é o nome dado as funções relacionadas a organização de uma gira de umbanda. Segundo a Mãe Rita de Oxum, cada membro da hierarquia tem sua importância. “Os pais e mães de santo são responsáveis pelo comando da gira e pela abertura dos trabalhos espirituais. Os pais e mães pequenos são responsáveis pela gira no momento em que o pai ou mãe de santo estão incorporados ou ausentes. Já os capitães são auxiliares do terreiro, servem para ajudar os membros da corrente em suas necessidades. Os ogans são responsáveis pela engoma e atabaques, pela harmonia dos pontos, que é a chamada dos espíritos e os sambas são membros da engoma, assim como os ogans, que ajudam na harmonia do som, músicas e pontos cantados durante a gira”, explica.

“A hierarquia serve para organização material e espiritual dos trabalhos de Umbanda. Penso que hierarquia é cabeça, braços, mãos, olhos e ouvidos de uma gira. Na sua organização tudo tem que estar em equilíbrio para que um bom trabalho seja realizado. Todos precisam estar conectados ao trabalho espiritual, como fossem membros de um corpo humano”, relata.

Mãe Rita ressalta que a gira acontece na mais perfeita ordem e equilíbrio quando todos estão conectados. “As curas acontecem, as demandas são vencidas, os médiuns saem equilibrados, recarregados e prontos para mais uma semana de lutas e batalhas”, acrescenta.

“A hierarquia é fundamental para um bom trabalho de Umbanda, assim como a assistência. Sem assistência não há necessidade de trabalhos sem corrente não a necessidade de hierarquia”, conclui.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 9 de outubro de 2022

POLÍTICA Após 1º turno, nordestinos viram alvo de xenofobia nas redes - por Bárbara Luz

Lula em Morada Nova, no Ceará, durante caravana Lula Pelo Brasil | Foto: Ricardo Stuckert

Após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais que aconteceram neste domingo (2), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveram lamentáveis ataques de xenofobia contra a população da região Nordeste do Brasil, por terem colaborado com o amplo resultado que o ex-presidente Lula (PT) obteve nas urnas. Lula ganhou em todos os estados locais.

Na manhã desta segunda-feira (3), a expressão “Cuba do Sul” e “nordestino” tornaram-se os assuntos mais comentados no Twitter, com pessoas xingando e outras defendendo. Os bolsonaristas afirmaram que o Nordeste quer fazer do Brasil “uma nova Cuba” e atacaram a região usando estigmas de ‘pobreza’, ‘analfabetismo’, ‘burros’ entre outras ofensas que associavam a fome e a miséria com o voto em Lula.

O comentarista Rodrigo Constantino, apoiador ferrenho de Bolsonaro, foi um dos que fizeram essa relação. Nas redes sociais, Constantino ressaltou que “a parte do país que mais recebe assistencialismo decide sobre a parte do país que mais produz para o PIB.”

Alguns alunos de um colégio particular da região central de São Paulo, não ficaram de fora. Os estudantes usaram o ‘Status’ do WhatsApp para ofender à população nordestina chamando-os de “pobres analfabetos” e “burros”. Veja imagens abaixo.

A discussão nas redes sociais atingiu artistas nordestinos que saíram em defesa da região como a cantora e ex-bbb Juliette Freire. Nesta segunda-feira (4), Juliette disse que está sendo alvo de comentários xenofóbicos após o primeiro turno eleitoral.  No Instagram, a advogada lamentou os ataques e orientou os seguidores sobre como proceder caso sejam vítimas de xenofobia. “Hoje foi o dia inteiro de comentários xenofóbicos, preconceituosos. Esse post que eu fiz agora, mostra o quanto é simples a denúncia, você tira print, vai ao site da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal, preenche o formulário e faz a sua notícia crime”, orientou. Ela também se manifestou no Twitter.

Já o economista Gil do Vigor usou os stories da mesma rede para defender o Nordeste dos ataques dos xenófobos virtuais. “Em termos de política, nós precisamos colocar a cabeça no lugar, se conscientizar, respeitar o outro… Isso é democracia. Posso ter o meu pensamento e eu quero ser respeitado por ele, então preciso também respeitar o outro”, começou o economista.

Na sequência, Gil, que é estudante de PhD de Economia da Universidade da Califórnia, em Davis, nos Estados Unidos, destacou que é necessário “respeito”. “Uma coisa que não se pode tolerar é a xenofobia. Estou vendo uma galera sendo xenofóbica com o pessoal do nordeste, o meu Nordeste, e que defendo sim. O nosso Nordeste precisa de respeito”, disse. Assista aqui.

O humorista e Youtuber Whindersson Nunes, também rebateu os comentários em seu Twitter. “Vocês tentam esconder, mas você vê todo um povo gente boa demais, trabalhador demais, como ‘pessoas que querem dinheiro fácil’ ou que ‘não produzem nada’. O Nordeste não é sua empresa, não preciso mais construir calçadas para você andar.”, escreveu ao rebater um comentário que na foi apagado logo em seguida, mas a tempo o suficiente para ser printado por outro internauta.

O Nordeste deu a Lula, candidato da Federação Brasil da Esperança, 12,9 milhões de votos de vantagem em relação a Bolsonaro. O ex-presidente também foi maioria nas capitais nordestinas. O placar do primeiro turno presidencial na região ficou em 66,7% para Lula, contra 27% para Bolsonaro.

Xenofobia é crime

Xenofobia é considerada crime no Brasil. De acordo com a Lei 9459, de 13 de maio de 1997, serão punidos os crimes “resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

A pena é reclusão de um a três anos e multa por “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

Fonte: Portal Vermelho

POR QUE A REFORMA ADMINISTRATIVA FAZ MAL? | EDUCAÇÃO NA BERLINDA - JORNALISTA: MARIA CARLA Fonte: SINPRO-DF

 


Levantamento do site “De olho nos planos” mostrou que 75% das candidaturas para governador, deputados estaduais, deputados federais e senadores não mencionaram nada sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e, mesmo assim, foram eleitos. Também foram eleitos políticos empresários que atuam dentro do Congresso Nacional para privatizar os serviços públicos.

A consequência não tardou. O atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reeleito para o cargo de deputado, disse que irá colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, da reforma administrativa, de volta no debate parlamentar. A proposta é um dos principais projetos do governo Bolsonaro e tem como um dos alvos prioritários a educação pública. Isso porque a reforma administrativa viabiliza a privatização dos serviços públicos e significa que, além dos impostos que já paga, a população poderá pagar também para ter educação, saúde, segurança,  previdência, assistência e vários outros direitos contidos na Constituição.

Uma das modificações que a PEC 32 traz é no artigo 37 da atual Carta Magna. Ela modifica totalmente o texto desse artigo e apresenta o artigo 37-A, no qual propõe uma “inovação” com uso dos denominados “instrumentos de cooperação”, que alteram os princípios constitucionais. O atual artigo 37 define o que é a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e determina que tais poderes devem obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

O novo texto proposto no artigo 37-A da PEC, o governo Jair Bolsonaro cria os denominados “instrumentos de cooperação”, que afetam diretamente o magistério público. “O governo determina que o serviço público pode ser executado por meio de instrumentos de cooperação. A exceção fica para as atividades privativas de cargos típicos de Estado. Ou seja, implanta a privatização dos serviços públicos por meio dos instrumentos de cooperação”, explica Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF.

Em estudo preliminar sobre o texto do art. 37 proposto pela PEC 32/20, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) explica que, “ao vincular a gestão de pessoal a premissas empresariais, e sendo o governo conservador e pautado em questões ideológicas como o atual, não resta dúvida de que os novos princípios da imparcialidade, da responsabilidade, da unidade e da coordenação servirão para pautar os processos de avaliação (podendo culminar na quebra da estabilidade do servidor) e para orientar contratações de pessoal terceirizado via Organizações Sociais (OS) e mesmo por empresas privadas”.

E esclarece que “os conceitos de inovação, boa governança e subsidiariedade darão suporte à ampla privatização pretendida pela reforma e conforme dispõe o art. 37-A da PEC 32/20: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão, na forma da lei, firmar instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”.

Trata-se de uma reforma que altera a lógica do Estado, do serviço público e dos prestadores desses serviços, com grave risco de aparelhamento estatal e de amplas benevolências econômicas a setores privados com maior afinidade aos governos de plantão.

“Os fatos são duros e indicam que a reeleição desse projeto neoliberal, neocolonial e conservador, representado pelo candidato Bolsonaro, será o fim de uma conquista histórica da humanidade e respeitada em todos os países democráticos: o Estado democrático de direito e de bem-estar social, como prevê a Constituição de 1988”, alerta Berenice Darc, diretora do Sinpro.

A diretora diz que os estudos sobre a PEC 32 mostram que, numa eventual reeleição de Bolsonaro, será muito fácil transformar os serviços públicos e gratuitos, executados hoje pelo Estado brasileiro, em serviços pagos não só por causa da PEC em si, mas porque ela estará casada com várias reformas já aprovadas e legislações extintas desde 2016. Entre elas, a aprovação da lei das terceirizações irrestritas, aprovada no governo Temer.

“Se a PEC 32 for aprovada, a situação que vivemos hoje na educação do Distrito Federal, por exemplo, em que já há mais de 12 mil professores(as) atuando na rede pública por contrato temporário, irá se estender não só na Educação, mas em todo o serviço público. Quem vai perder com isso não é somente os servidores ou quem pleiteia ingressar nas carreiras do Estado, mas, principalmente, a população, que, além de pagar impostos, terá de pagar pelos serviços”, alerta Berenice Darc.

Série

A matéria sobre a privatização do serviço público é a segunda da série “Por que a reforma administrativa faz mal?”, do Sinpro-DF. O material começou a ser veiculado após o pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), no último dia 3 de outubro. Reeleito ao cargo de deputado, Lira disse que colocará de volta no debate parlamentar a reforma Administrativa (PEC 32).

Apresentada em 2020, a Proposta de Emenda à Constituição é um dos principais projetos de Jair Bolsonaro/Paulo Guedes. Anunciada como uma forma de “modernizar o serviço público” e “desinchar o Estado”, a PEC 32 gera o revés disso. Na prática, ela destrói princípios fundamentais do serviço público, causando precarização do trabalho e do serviço prestado à população, abertura para perseguições políticas e outras perdas irreparáveis ao povo e ao Estado Democrático de Direito. Acompanhe!

>> Leia também: POR QUE A REFORMA ADMINISTRATIVA FAZ MAL? | ESTABILIDADE EM XEQUE

RECEBA NOSSA NEWSLETTER

CADASTRAR

Fonte: SINPRO-DF

Cinema de SP terá filmes de 60 países

Começa no dia 20 de outubro a 46ª edição da tradicional Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. As exibições vão até 2 de novembro com programação majoritariamente presencial. Serão apresentados 223 títulos, de 60 países, que foram divididos em três segmentos: Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores e Mostra Brasil. A abertura do evento, só para convidados, será no dia 19, na Cinemateca Brasileira, com o filme Triângulo da Tristeza, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes

Entre as homenageadas desta edição, está a cantora e atriz Doris Monteiro, protagonista de Agulha no Palheiro (1953), de Alex Vianny. Ela receberá o Prêmio Leon Cakoff e o filme, que foi restaurado pela Cinemateca Brasileira, será projetado na instituição. O Prêmio Humanidade será entregue à diretora Ana Carolina, durante a apresentação especial de seus filmes Mar de Rosas, Das Tripas Coração, Sonho de Valsa e Paixões Recorrentes.

Jean-Luc Godard, que morreu no dia 13 de setembro deste ano, receberá homenagens com a Apresentação Especial do documentário Até Sexta, Robinson, de Mitra Farahani. O filme traz momentos de um diálogo que durou 29 semanas entre o diretor franco-suíço e o cineasta e escritor iraniano Ebrahim Golestam. O jornalista, escritor e diretor Arnaldo Jabor, que morreu no começo deste ano, também será reconhecido com a exibição do longa Eu Te Amo.

Cinco títulos selecionados propõem “Olhares sobre a Amazônia”. Entre eles, um documentário inédito de Jorge Bodanzky: Amazonas, a nova Minamata. Desde 1976 o diretor realiza filmes sobre a região. A seleção é composta ainda por Pisar Suavemente na Terra, coprodução Brasil e EUA, de Marcos Colón; Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho; À Margem do Ouro, de Sandro Kakabadze e Uyrá – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi.

Premiados

A 46ª Mostra traz filmes que se destacaram nos principais festivais internacionais em 2022. De Cannes, por exemplo, além do grande vencedor que abrirá esta edição, serão exibidos filmes como As Oito Montanhas, de Felix van Groeningen e Charlotte Vandermeersch, vencedor do Prêmio do Júri; Boy From Heaven, de Tarik Saleh, Melhor Roteiro; La Jauría, de Andrés Ramírez Pulido, vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica, entre outros.

Serão exibidos também premiados no Festival de Veneza, no Festival de Berlim, no Festival de San Sebastián e no Festival de Locarno, o qual premiou o brasileiro Regra 34, de Julia Murat, vencedor do Leopardo de Ouro de Melhor Filme.

Mostra Internacional de Cinema –

Terão espaço ainda os indicados ao Oscar. Estão na programação 13 obras que foram indicadas por seus respectivos países para concorrer a uma vaga como Melhor Filme Internacional. São eles: da Costa Rica, Domingo e a Neblina, de Ariel Escalante; da Alemanha, Nada De Novo No Front, de Edward Berger; da Islândia, Belas Criaturas, de Guðmundur Arnar Guðmundsson; do Irã, Terceira Guerra Mundial, de Houman Seyyedi; do Japão, Plano 75, da diretora Chie Hayakawa; da Lituânia, Peregrinos, de Laurynas Bareiša; do Paquistão, Joyland, de Saim Sadiq; da Palestina, Febre do Mediterrâneo, de Maha Haj; de Portugal Alma Viva, de Cristèle Alves Meira; da Espanha, Alcarràs, de Carla Simón; da Suécia, Boy from Heaven, de Tarik Saleh; da Suíça, Um Pedaço do Céu, de Michael Koch; e, pelo México, Bardo – Falsa Crônica de Algumas Verdades, de Alejandro G. Iñárritu.

A venda de ingressos terá início no dia 15 de outubro com a disponibilização de pacotes pelo aplicativo do evento ou pelo site da Velox. No app, que poderá ser baixado a partir de 14 de outubro, o público confere toda a programação, faz reserva de ingressos para credenciados e pode também comprar ingressos individuais.

O circuito pago terá exibições na Cinemateca Brasileira, no Cine Marquise, no Reserva Cultural, no Cine Sesc, no Instituto Moreira Salles, no Cineclube Cortina, no Cine Satyros Bijou, no Museu da Imagem e do Som, e no Espaço Itaú de Cinema Augusta e Frei Caneca. As exibições com preços populares serão na Biblioteca Roberto Santos e no Centro Cultural São Paulo.

Já o circuito gratuito terá programação no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), no Centro de Formação Cultural Tiradentes e nos Centros Educacional Unificado (CEU) Perus, Meninos e Vila Atlântica.

Nas plataformas Sesc Digital e Spcine Play, será possível assistir gratuitamente dez e sete títulos, respectivamente, selecionados pela curadoria do evento.

A programação completa está disponível no site da mostra: https://46.mostra.org/

Edição: Claudia Felczak

Fonte: Portal BRASIL CULTURA