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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Gastronomia árabe

Nem só de esfihas e quibes crus se faz uma boa refeição árabe. As famosas especiarias do Oriente que seduziram o Velho Continente, fazem toda a diferença desses pratos. Além do universo de temperos, a grande marca dessas iguarias é a mistura requintada das carnes e verduras introduzida no Brasil pela comunidade da Síria e do Líbano, cuja população no país foi estimada em 10 mil pessoas em 2001.

“Nossa culinária tem muita verdura também. Cenoura, tomate e outros legumes são sempre usados nas receitas. Ninguém come carne demais” diz o libanês naturalizado brasileiro Samir Jomaa, que ao lado do irmão, Armando, é proprietário do Shabab‘s, tradicional reduto da gastronomia árabe em Santo André.

Além de muito saborosa e nutritiva, a cozinha árabe é própria para dias de festa, já que as receitas foram pensadas exatamente para aconchegar convidados. “Uma das principais características é realmente a fartura. Os árabes gostam de receber bem, com mesas cheias de comida e esperam que as pessoas comam bastante. E o tempo todo”, diz Beto Isaac, proprietário e chef do restaurante Arabesco. “E a culinária árabe é muito popular também por outros cantos do mundo. Até hoje penso se o hambúrguer foi realmente inventado na Europa, já que se parece muito com um derivado da kafta (espetinho de carne temperado)”, afirma Isaac.

Os pratos têm uma variedade enorme de sabores e podem se adaptar a diversas ocasiões. O cordeiro com gengibre, por exemplo, é um prato para ocasiões em que se recebem várias pessoas. Já a leveza e a praticidade são a marca do sanduíche no pão sírio e de uma das saladas mais populares dessa gastronomia, o tabule, que mistura tomate, cebola e pepino com o toque charmoso do trigo.

Sabores da Culinária árabe
Carnes

O carneiro é o principal animal consumido. Sua carne é assada ou guisada, normalmente recheada e ricamente temperada. A carne de cabrito, a galinha e o peru também são apreciados.

Grãos

Entre os grãos destacam-se o trigo, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. Favas são típicas do Egito, presentes no fool midammis, sopa bem grossa à base de feijão, servida normalmente durante o café da manhã.

Verduras e Legumes

São preparados recheados e em conserva, Na Síria e no Líbano, eles recebem o nome de mehchi; na Turquia, dolmas; na Grécia, dolmathes; no Irã, dolmeh. Entre os principais legumes usados estão a abobrinha, repolho, folha de videira ou de parra, acelga, tomate, pimentão e berinjela. Vegetais em conserva, os kabees ou torshi são muitos populares e servidos como entrada ou acompanhamento.

Frutas

São essenciais na culinária árabe.

Técnicas agrícolas transformaram o deserto em férteis campos verdes, onde crescem uvas, figos, romãs, ameixas, damascos, amêndoas, pistaches, avelãs, pinhões, tâmaras, azeitonas, goiabas, mangas, laranjas, bananas, abacates e melões.

As frutas são encontradas nos mercados ao natural, cristalizadas e secas. São usadas no preparo de bolos, pudins, caldas, geléias, saladas, ensopados de carne, docinhos, refrescos, xaropes e licores.

Especiarias

São muito utilizadas na culinária árabe para dar sabor ou perfume aos alimentos. As mais utilizadas são semente de anis, alcaravia, cravo-da-índia, cominho, gengibre, sumagre, noz-moscada, macis, semente de gergelim, alho, cebola, snubar e pimenta-da-jamaica. Entre as ervas é usado manjericão, coentro, 7endro, funcho, manjerona, hortelã, salsa, alecrim e salva, açafrão e cardamomo. E como aromatizantes o almíscar, âmbar, água de rosas e água de flor de laranjeira. É comum cada país possuir seu próprio mix de especiarias, encontrado já pronto no comércio. Os sírios fazem a bahar e a pimenta síria, que geralmente leva cravo, canela, noz-moscada, gengibre, pimenta-da-jamaica e pimenta-do-reino preta e branca.. Na Jordânia e no Líbano, existe a zahtar, mistura de folhas de zahtar, manjerona, tomilho, sementes de gergelim torradas e as bagas vermelhas e amargas do sumagre. Os iemenitas preferem a zhug, pasta de cardamomo, cominho, alho e malagueta moídos que faz arder os lábios.

Peixe

É abundante no litoral do Oriente Médio. Os principais: salmonete, o peixe-espada e a sardinha marinados. Os pratos são temperados com uma rica seleção de especiarias e molhos. Na mesa, todos são regados a azeites de oliva.

Comer bem sempre

comida farta à mesa é conhecida mundialmente. Colocar um árabe sentado à uma mesa com pouca variedade de alimentos, ou porções não generosas é uma ofensa de primeiro grau. Para ele, “o degustar dos alimentos” tem conotação também de encher a vista. Tem que haver mesa cheia e pronto. Precisa se fartar e ver que ainda sobrou muito, mesmo que este prato retorne para a mesa no dia seguinte, juntamente com outros (isso não é problema algum, o tempero pegará melhor…).

E para fazer juz a isso, ninguém pode negar, desenvolveram uma culinária das mais exuberantes e extraordináriamente ricas. Tudo na comida árabe come-se com pão.

Podemos arriscar a dizer que os alimentos são comidos com as mãos, dispensando os talheres. O pão, com a agilidade dos dedos, remove qualquer alimento no prato, levando-o saborosamente à boca. Vendo-os comer com tamanho gosto, sua boca automáticamente irá salivar, e você sentirá vontade de fazer igual. Eles dirão à você: “Coll habib, coll… sahténn” (“come querido, come…saúde”) e espero que você prove, pois se não o fizer, estará cometendo a maior de todas as ofensas, cuja pena … é a morte. Não estranhe, se ele passar um pedaço de pão no alimento e levar diretamente à sua boca, fazendo você comer. É normal. Ver você se encantar com a comida e com o sabor do alimento vai deixá-lo mais à vontade e feliz.

Ligados tanto ao sabor, como aos aromas, fazem da utilização das especiarias orientais um marco. Tudo procede um ritual de condimentos, os quais não podem faltar em nenhum dos pratos.

Na comida árabe de verdade (sim, pois também tem aquela adaptada ao sabor brasileiro), tudo tem um sabor peculiar, levemente aparente, mas sempre peculiar. Você coloca na boca e sente algo totalmente diferente do que já sentiu antes. Alguns alimentos chegam a ser até perfumados.

Os grãos são extremamente utilizados na culinária árabe: favas, grãos-de-bico, lentilhas, ervilhas, trigo e muito mais…. Tudo combinado com verduras, legumes e até frutas como romãs, damascos e uma variedade de frutas secas e castanhas que dão além de um ar aristocrático, um sabor exótico quando combinados com as especiarias.

Para nós do Ocidente, é puro deleite.

Os sabores e aromas desta culinária tão rica mostra-nos o porquê de tantos reis orientais terem paixão pela variedade e fartura: puro prazer para os sentidos humanos e a alma. O comer bem dignifica a existência.

A satisfação de ver seu convidado satisfeito com uma refeição aflora a generosidade. Quer ver de perto um árabe desconfiado e bravo? Recuse um alimento que lhe é oferecido ou coma pouco à sua mesa. Você não só o inflamará, como mudará visivelmente seu humor.

Portanto, coma sempre sem medo de ser feliz e deixando a culpa para o dia seguinte.

Paladar, num futuro breve, vai pedir estas iguarias e com certeza, você também estará enfeitiçado para sempre. Em casa, tem dias que acordo, em que sou coagido por meu paladar (ou minha vontade!!!), de comer um falafel (bolinho de favas, típico egípcio), ou um kibe labaniye (kibe com uma sopa de coalhada), ou ainda um mjadra (arroz com lentilhas), maravilhoso. Dá até água na boca, só de falar…

Muitas pessoas conhecem a comida árabe somente pela disseminação dos fast food, contudo ela vai muito além de esfihas e quibes.Os árabes já passaram por mais de 4000 anos de história, com isso a sua cultura sofreu influências conforme sua disseminação.

Definir a origem da cozinha árabe é uma tarefa complicada, alguns acreditam que foi das civilizações que povoaram o “crescente fértil” (região da mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates) que se propagou para países vizinhos como Egito, Creta e Pérsia. Nesses rios, além da prática da pesca, já eram usados sistemas de irrigação que cultivavam legumes, cereais e frutas.Da criação do gado aproveitava-se muito o leite para fazer coalhadas e outros derivados.

Nota-se que a variedade é enorme não somente nos alimentos e temperos usados, mas principalmente nas preferências dos diversos povos e culturas que foram todos englobados em um grupo chamado árabes.

Quando entramos no quesito ervas e especiarias, um ícone famoso do Oriente Médio, deve-se ter muito cuidado, mesmo sabendo que a possibilidade de combinações desses são inúmeras, pois esses povos valorizam muito o sabor dos alimentos que irão consumir. Portanto, esses temperos devem servir apenas para realçar o sabor sendo adicionados na quantidade certa. Por exemplo, há quem não goste de misturar hortelã no quibe por acreditar que se perde o sabor da carne. Para que possamos conhecer um pouquinho desses temperos segue abaixo uma pequena lista.

Canela – kirfy

Apesar de existir uma enorme variedade as usadas são a canela do Ceilão e a canela da China que aparecem indistintamente em pratos doces e salgados.

Cravo-da-índia kabssh kurnful

Uma das mais antigas especiarias utilizada em doces.Quando em pratos salgados, normalmente está associado com canela.

Hortelã – naaná

Citada na mitologia grega é indispensável no tabule e inúmeros outros pratos.

Mech

Feijão pequeno usado somente para fazer sopas. semente encontrada somente em empórios árabe, triturada e aplicada como aromatizante de massas.

Trigo – burghul

Vendido de diversas formas, cada um tem sua utilidade:

  • trigo inteiro: para sopas (deve ficar sempre de molho na véspera)
  • trigo grosso: usado como substituto do arroz
  • trigo fino: para fazer quibe, tabule.

O povo árabe conquistou um grande império sobre todo o Oriente Médio, parte da Ásia, norte da África, Sicília, Espanha e Portugal.Contudo, essa civilização foi decaindo a partir do século XI, perdendo espaço para os turcos.

As famílias árabes passaram então a cultivar seus costumes de geração a geração persistentemente para que tudo não fosse perdido. Cada família certamente possui uma versão única de receitas que foram ditadas boca a boca e que se mantiveram durante todos esses anos.

Portanto, da próxima vez que você for comer algum prato árabe tente descobrir a origem deste, tenho certeza que será uma aventura na história de muitos antepassados árabes

Valor Nutricional
PRATOQUANTIDADECALORIA
Homus100g313.00
Babaganuche100g83.58
Sfiha aberta – carne100g129.37
Sfiha fechada-carne100g136.52
Sfiha fechada – verdura100g111.03
Kibe Assado100g179.82
Kibe Frito100g251.02
Beirute de Rosbife100g230.97
Beirute de Presunto100g237.34
Beirute de Peru100g217.25
Beirute Kalage100g196.81
Salada Almanara100g292.04
Salada Agadir100g167.23
Tabule100g138.71
Fatouche100g162.81
Michui de Filé Mignon100g152.66
Michui de Frango100g131.50
Kafta100g116.56
Kibe Cru100g142.73
Charutinho de Folha de Uva100g99.13
Charutinho de Repolho100g66.73
Sesame Chicken100g187.66
Abobrinha Recheada100g126.34
Falafel100g154.85
Arroz Sírio100g153.52
Pão Sírio100g176.58
Arroz com Lentilhas100g193.39
Frango com Arroz e Amêndoas100g249.08
Ataif100g209.86
Bekleua100g289.14
Malabie100g161.60
Coalhada Fresca100g61.20
Salada de Frutas100g39.44
Sorvete e Acompanhamento100g160.19
Salada de Frutas Especial100g102.65
Vitamina Almanara100g183.26
Iced Tea300ml88
Suco de Laranja300ml175.2
Coalhada Seca100g320,38
CARBOIDRATOSPROTEÍNASLIPÍDEOSFIBRAS
45.4213.648,520,48g
5.892.815,420,49g
18.205.603.790.66g
20.395.493.660.63g
18.482.972.790.61g
15.7213.107,175,28g
6.2815.3418.271.31g
9.9015.5214,370,65g
9.9015.2415,200,65g
9.9012.1414,340,65g
9.5014.1211,350,62g
11.997.3623,850,76g
2.917.7313,850,88g
9.192.0810,403,54g
5.401.2315,140,40g
1.0116.399,230,30g
1.3015.567,10
2.9211.306,680,53g
16.2910.034,166,57g
3.3711.544,380,70g
1.988.052,952,95g
16.7412.737,750,29g
5.474.239,720,62g
19.917.335,461,35g
28.423.053,070,47g
36.006.120,91,0g
25.366.897,160,87g
14.206.8718,311,03g
22.704.2611,320,07g
20.266.4920,230,1g
25.104.104,970,10g
5.04.02,80
9.140.400,140,76g
25.846.225,27
13.222.124,590,76g
25.167.785,72
2200
39.31.81,20,6g
27,6018,705,20

Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br

Culinária Árabe
Cozinha Árabe

culinária árabe tem raízes pra lá de milenares. A região foi o berço da civilização e das primeiras tradições culinárias.

No Iraque, os homens passaram a cultivar trigo, cevada, pistache, nozes, romãs e figos e criaram o pão chato e redondo. No Líbano surgiu o hábito de cobrir o pão com carne e cebola, nascia a esfiha. Do Irã vieram os ingredientes mais complexos como arroz, pato, amêndoas e frutos frescos, e muitas especiarias: cominho, cardamomo, coentro, feno-grego, cúrcuma e gengibre.

Com o fim das invasões, as diversas culinárias mesclaram-se em uma cozinha que cultivou um verdadeiro respeito por suas tradições.

O carneiro é o principal animal consumido. Sua carne é assada ou guisada, normalmente recheada e ricamente temperada. A carne de cabrito também chega às panelas, assim como a galinha e o peru.

Na falta de carne, ganham destaque os grãos, como o trigo, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. Largamente apreciados também são as verduras e os legumes recheados e em conserva, os quibes e esfihas, as frutas secas e a coalhada.

As favas são típicas do Egito, presentes no fool midammis, sopa bem grossa à base de feijão, servida normalmente durante o café da manhã e o falafel, que já faz parte dos cardápios de outras nações árabes.

O peixe é abundante no litoral do Oriente Médio, temperado

Fonte: www.pratofeito.com.br

Com Portal BRASIL CULTURA

Roteiros turísticos da cachaça movimentam turismo em destinos brasileiros

De Paraty (RJ) a Belém (PA), o que não faltam são atrativos para visitantes nacionais e estrangeiros desfrutarem a famosa bebida.

Além do vinho, do café e das cervejas especiais, a cachaça, patrimônio cultural do Brasil, tem impulsionado a economia de vários municípios do país e atraído turistas de todo o mundo. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sua produção pode ser encontrada em mais de 800 cidades brasileiras, sendo mais da metade fabricada nos estados de São Paulo, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao todo, o Brasil produz anualmente 1,4 bilhão de litros de cachaça e exporta a bebida para países como Alemanha, Paraguai, Itália, Uruguai e Portugal.

Em alguns destes municípios brasileiros é possível também realizar atividades turísticas como a visitação, degustação e até a harmonização da cachaça com outros ingredientes gastronômicos. Diante de toda essa potencialidade, a Agência de Notícias do Turismo preparou um “roteirinho” com alguns destinos do país para os apaixonados e curiosos pela bebida, que é o destilado mais consumido do Brasil e o terceiro do planeta. Embarque nessa!

PARATY (RJ) – Sinônimo e referência em cachaça, a cidade fluminense é uma das produtoras mais antigas da bebida – desde a época do Brasil Colônia (1.600). Hoje, os alambiques existentes são atrações turísticas para ninguém botar defeito. Entre as principais destaca-se o Engenho D’água, produtora da cachaça bicentenária “Coqueiro”, e o Engenho d’Ouro, onde o visitante pode se deliciar com uma culinária caseira e cachoeira. Além disso, a cidade possui um museu específico da bebida, situado no alambique Paratiana, e sedia, anualmente, o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores. Vale a pena conferir.

TIRADENTES (MG) – Falar de cachaça e não citar Minas Gerais seria um pecado, não é mesmo? O estado é repleto de destinos inesquecíveis onde é possível apreciar a bebida. Por aqui, escolhemos a cidade de Tiradentes, que possui uma longa história de produção de cachaça e que fica perto de outras localidades imperdíveis. A 20 km de lá, em Coronel Xavier Chaves, o visitante pode encontrar o alambique mais antigo do Brasil. Um pouco mais perto, no distrito de Bichinho, o turista consegue acompanhar todo o processo de fabricação, desde o canavial até o armazenamento, terminando com a degustação. Se quiser levar de lembrança, o Ateliê da Cachaça oferta mais de 1.100 rótulos para você escolher. É ou não é a terra da cachaça?

LUIZ ALVES (SC) – Quem disse que só há produção de vinhos em Santa Catarina? No estado, a cidade de Luiz Alves ostenta o título de Capital Catarinense da Cachaça. Famoso pela produção de destilados à base de melado, o município possui uma rota com dez alambiques premiados, abertos para a visitação de turistas, que podem acompanhar o processo de fabricação do destilado e, depois, degustarem as bebidas. A produção de cachaça é um dos principais eixos econômicos da cidade e já rendeu a aproximação com distribuidores na Europa e nos Estados Unidos. Situada no Vale Europeu, Luiz Alves fica perto de destinos famosos, como Blumenau, Joinville e Balneário Camboriú.

INDIAROBA E SANTA LUZIA DO ITANHY (SE) – O Nordeste brasileiro também possui diversos atrativos para os amantes de uma boa cachaça. Nas cidades de Indiaroba e de Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe, é possível viajar no tempo, mais precisamente até o período colonial, para conhecer a importância dos engenhos, da prática canavieira e da produção de cachaça. Entre os atrativos da rota está a visita à Fazenda Priapu, onde é possível conhecer o processo artesanal de produção da bebida desde a colheita da cana-de-açúcar até o armazenamento em barris para envelhecimento e posterior consumo. Uma verdadeira experiência no interior nordestino.

BELÉM (PA) – Ir a Belém e não tomar a famosa cachaça de Jambu não é um dos pecados capitais, mas chega perto. Brincadeiras à parte, a bebida criada no bar “Meu Garoto” é um marco para a gastronomia paraense e uma curiosidade para os milhares de turistas que visitam anualmente o estado. Alguns recomendam o consumo junto ao caldo de peixe, e outros, apenas para degustar. O que não pode faltar é experimentar essa delícia. O local também apresenta outras versões de cachaça, como as de cupuaçu e de açaí, frutos típicos da região. Além da capital paraense, os turistas podem encontrar a bebida em Manaus (AM), no Acre e em Rondônia.

EXPERIÊNCIAS DO BRASIL RURAL – A cachaça é mais um ingrediente nacional trabalhado pelo Ministério do Turismo, por meio do projeto Experiências do Brasil Rural. Os roteiros que têm a bebida como atração incluem o Caminhos de Dona Francisca (SC), a Rota do Engenho (SE) e a Rota Turística do Café (SP). O projeto busca fomentar a estruturação de destinos e empreendimentos da agricultura familiar associados ao turismo, a partir da capacitação de empresários e produtores rurais com vistas à oferta de experiências memoráveis aos visitantes. Ao final, os participantes recebem suporte para inserir produtos e serviços no mercado turístico, como em bares, restaurantes, meios de hospedagem e lojas de artesanato.

Por Victor Maciel

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Ministério da Cultura e BB lançam edital de R$ 150 mi para financiar projetos

Edital de incentivo a projetos culturais foi anunciado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante a posse da presidente do BB.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, anunciou nesta segunda-feira (16/1) o lançamento de um novo edital, em parceria com o Banco do Brasil, para financiar projetos culturais. Ao longo dos três anos de vigência do edital, de 2023 a 2025, será investido um montante de R$ 150 milhões nas propostas selecionadas, cerca de R$ 50 milhões por ano.

As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até 3 de março, no site do Banco do Brasil. O resultado será divulgado até junho deste ano. Podem participar do processo seletivo pessoas jurídicas e físicas, com propostas nas áreas de artes cênicas, cinema, exposição, ideias, música e programa educativo.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Porque Rosa Luxemburgo ainda é imprescindível

Escritos da pensadora marxista; um ensaio sobre sua vida e lutas; artigos de Michael Löwy e Isabel Loureiro analisando suas arrojadas ideias.

Em um conhecido artigo, Lênin definiu Rosa Luxemburgo como uma “águia” da luta revolucionária. Mesmo seus adversários – ainda que pontuais, como no caso do russo – conheciam sua combinação de rigor e criatividade na formulação teórica com consequência e decisão na atuação política. Não por acaso, os inimigos da Revolução Alemã a tomaram como alvo prioritário – e a assassinaram há 104 anos, no dia 15 de janeiro de 1919, dando um golpe fulminante nos socialistas alemães e de todo o mundo.

Para conhecer a vida e a obra de Rosa Luxemburgo, o livro Rosa Luxemburgo ou o preço da liberdade, organizado por Jörn Schütrumpf e editado no Brasil pela Fundação que leva o nome da revolucionária judia-polonesa, é indispensável. Um volume útil tanto para os que querem dar os primeiros passos para conhecer o marxismo de Rosa quanto para os mais iniciados, que gostariam de se aprofundar nele pelos caminhos de uma análise crítica.

Rosa Luxemburgo ou o preço da liberdade / Jörn Schütrumpf(org) ; tradução: Isabel Loureiro, Karin Glass, Kristina Michahelles e Monika Ottermann : 2ª edição ampliada – SãoPaulo: Fundação Rosa Luxemburgo, 2015. 216p.

O alemão Schütrumpf, responsável pela organização dos escritos, é um dos principais pesquisadores internacionais a se especializarem no estudo da vida e obra de Rosa Luxemburgo. Ele assina Entre o amor e a cólera, que abre o livro. O texto é uma espécie de pequeno perfil da vida de Rosa, suas ideias e sua memória. No ensaio, o historiador dedica menos tempo a aspectos estritamente pessoais de sua vida (merecedores de mais detalhamento em outro tipo de trabalho biográfico, talvez) e se debruça com mais vagar sobre sua militância, os embates teóricos em que interveio no interior do SPD e da II Internacional, as posições que tomou neles, bem como em seu prolongado impacto posterior.

Schütrumpf aponta que, da União Soviética à Alemanha Oriental, sem falar dos diversos grupúsculos ocidentais de esquerda que até mesmo se denominam luxemburguistas (categoria representado no Brasil pela Liga Socialista Independente dos anos 50, composta por nomes como Paul Singer, Eder e Emir Sader, Maurício Tragtenberg e Michael Löwy), a figura de Rosa e partes de seu legado teórico foram muito cobiçadas para a construção de uma imagem revolucionária – nem sempre em plena coerência com o conjunto de seu pensamento político.

Löwy, aliás, assina um dos artigos da segunda parte da obra, composta por artigos que dialogam com os desenvolvimentos conceituais do marxismo propostos nas obras teóricas de Rosa, doutora em Economia pela Universidade de Zurique (uma das primeiras mulheres no mundo a conquistar esse título acadêmico, vale dizer).

A contribuição do sociólogo franco-brasileiro sublinha a atenção que Rosa deu para as sociedades comunistas primitivas, inclusive as das Américas, em suas pesquisas. Isabel Loureiro, provavelmente a pensadora brasileira que mais se dedicou a entender e difundir o marxismo de Rosa, entra com um ensaio sobre a histórica formulação da polonesa sobre a acumulação primitiva, também relacionando-a à atenção que a militante reservou às partes não-centrais do mundo capitalista.

Já o escrito do autor alemão Michael Krätke aborda o impacto de suas ideias no campo de discussões da Economia de forma mais geral, enfatizando as polêmicas que as envolvem. Em Outros Quinhentosapresentamos no ano passado um grande exemplo do pensamento econômico contemporâneo que retoma o diálogo com Rosa, percebendo o valor de suas teses sobre a acumulação primitiva e indicando a periferia do Globo como espaço de desenvolvimento desse fenômeno.

Por fim, o volume organizado por Schütrumpf oferece algo essencial para que seus leitores construam suas próprias impressões junto às interpretações reunidas nas outras partes do livro: uma seleção bastante ampla de escritos da própria Rosa Luxemburgo, abarcando diferentes momentos de sua trajetória política e diversos gêneros a que se dedicou. Do panfleto à carta pessoal, do artigo de polêmica partidária interna à digressão literária.

Estão incluídos o célebre manuscrito A Revolução Russa, de polêmica (fraterna mas dura) com o bolchevismo; Sobre cisão, unidade e saída, que marca seu rompimento com a social-democracia alemã em 1914; A tática da revolução, escrito de orientação para as ações dos revolucionários poloneses, esmagados sob o jugo dos impérios russo e alemão; No albergue, comovente artigo de denúncia das mortes por miséria nas prósperas metrópoles capitalistas; Meu pobre búfalo, meu irmão querido, uma carta à esposa de Karl Liebknecht, encarcerado por sua oposição à guerra; e Segredos de um pátio de prisão, texto inédito no Brasil, em que podemos conhecer melhor o lado literário de Rosa.

De conjunto, o volume da Fundação Rosa Luxemburgo é uma homenagem à altura da revolucionária homônima, e do melhor tipo – que amplia a familiaridade da esquerda com sua vida e obra e ajuda a inserir o marxismo de Rosa nas discussões políticas que têm sido e ainda serão travadas nestes anos decisivos para a construção de um Brasil radicalmente mais justo, fraterno e igualitário.

Artigo publicado originalmente no Outras Palavras.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - EDUARDO VASCONCELOS MANTEVE EM AUDIÊNCIA COM O PRESIDENTE DA OAB-RN -, Dr. ALDO DE MEDEIROS LIMA FILHO NA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA (16)

Fotos: Após reunião com o presidente da OAB-RN, Dr. ALDO DE MEDEIROS LIMA FILHO

Fotos: Após reunião com o presidente da OAB-RN, Dr. ALDO DE MEDEIROS LIMA FILHO

Fotos: Após reunião com o presidente da OAB-RN, Dr. ALDO DE MEDEIROS LIMA FILHO

Na última segunda-feira (16/01/2023), o presidente da OAB-RN (EDUARDO Henrique Félix de VASCONCELOS, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, esteve em audiência com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil -OAB-RN, Dr. ALDO DE MEDEIROS LIMA FILHO, cujo objetivo foi em favor do CPC-RN, solicitando a viabilidade de apoio ás ações do CPC-RN.

Após alguns esclarecimentos, Eduardo Vasconcelos entregou ofício ao presidente da OAB-RN, Aldo de Medeiros Lima e Filho, solicitando apoio da OAB-RN, instituição séria com compromisso com as leis e em defesa da DEMOCRACIA.

Aproximadamente 20 (vinte) minutos de audiência, Eduardo Vasconcelos - CPC-RN, entregou documentos em mãos ao presidente da OAB-RN, quê após lê o documento se comprometeu de levar para discussão na reunião com os dirigentes da OAB-RN.

Eduardo Vasconcelos agradeceu a gentileza do Dr. Aldo, que levará para avaliação dos demais dirigentes e em seguida dará uma resposta definitiva.

Eduardo Vasconcelos, aproveitou antes de terminar a audiência para uma ligeira retrospectiva do seu saudoso tio, Hélio Xavier de Vasconcelos, presidente por dois (2) mandatos a OAB-RN e Secretário Estadual de Educação - RN, após o Regime Militar.

Dr. ALDO FILHO, se comprometeu a dá uma rápida resposta ao pleito.

Após a audiência, ambos fizeram fotos, registrando a audiência.

Eduardo Vasconcelos, agradeceu, ficando de ligar para saber o resultado do pedido oficializado em prol do CPC-RN. Concluiu, Eduardo Vasconcelos - CPC-RN. 

 

domingo, 15 de janeiro de 2023

Governadora do RN dá posse a secretariado para o segundo mandato

 

Por Sandro Menezes

“Hoje damos início a um novo ciclo. Uma gestão de continuidade, mas não de mesmice.” Foi com essa afirmativa que a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, deu posse ao secretariado para o segundo mandato à frente do Executivo Estadual. A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (12), no Centro de Convenções de Natal, e contou com a presença do vice-governador Walter Alves, chefes de Poderes, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e prefeitas, entre outras autoridades.

Com o reconhecimento de que ninguém faz nada sozinho, a chefe executivo afirmou que “foi através do trabalho, da competência, da dedicação, do espírito público de cada um e cada uma da equipe que conseguimos merecer a confiança do povo potiguar para mais uma jornada, dessa vez com Lula presidente”.

Das 21 pastas que compõem o primeiro escalão, permanecem desde a primeira gestão 17 nomes. Continuarão à frente de suas pastas Raimundo Alves (Gabinete Civil), Carlos Eduardo Xavier (SET), Aldemir Freire (Seplan), Coronel Araújo (Segurança), Íris Oliveira (SETHAS), Gustavo Coelho (SIN), Alexandre Lima (Sedraf), Jaime Calado (Sedec), Cipriano Maia (Sesap), Ana Maria Costa (Setur), Guilherme Saldanha (SAPE) e Daniel Cabral (Comunicação).

Socorro Batista, Virgínia Ferreira e Pedro Lopes também permanecerão na gestão, mas agora nas Secretarias de Educação, de Gestão de Projetos Especiais, e de Administração, respectivamente. Além disso, Antenor Roberto, vice de Fátima na gestão passada, assume a Procuradoria-Geral do Estado, e Luciana Daltro de Castro Pádua Bezerra assume a Controladoria Geral do Estado (Control). Já os novos secretários são Paulo Varela Neto (SEMARN), Olga Aguiar (SEMJIDH), Mary Land Brito (Secretaria Extraordinária da Cultura) e Helton Edi Xavier da Silva (SEAP).

“Sou grata à equipe que montei e que atravessou comigo os anos mais difíceis das nossas vidas. Um secretariado de perfil técnico e sensibilidade social, traços que se mantêm na equipe que empossamos hoje, de quem vou exigir ainda mais dedicação e compromisso na tarefa de servir ao povo do Rio Grande do Norte”, ressaltou a governadora.

Fátima ressaltou, também, a participação de mulheres no primeiro escalão. Em seu segundo governo, o número de mulheres titulares das pastas passou de quatro para oito, ocupando espaços importantes e estratégicos, responsáveis por áreas fundamentais. “Os dois maiores orçamentos do Estado que são da Saúde e da Educação estarão sob o comando de mulheres. Isso não é simbolismo, é compromisso, reconhecimento e coerência”, avaliou a governadora. Isso porque Lyane Ramalho assumirá a pasta da Saúde em abril.

Democracia

Em referência ao atual contexto político do Brasil, a governadora afirmou que a nação vive um momento em que o Executivo não pode errar. “Há muito o que se reconstruir e que se salvar, e a boa notícia é que já temos o pacto federativo reestabelecido”, destacou. Para Fátima, a realizada no dia 9, em Brasília, com a representação de todos os poderes e dos 27 governadores e governadoras com o presidente Lula da Silva marcou o fim do isolamento e da perseguição entre os entes federados e um chamado para união em torno da reconstrução do País. “No lugar da hostilidade, encontrei portas abertas, acolhimento, disposição para parcerias em prol do desenvolvimento do Estado e do País”, disse.

Lembrando os acontecimentos recentes em Brasília, a governadora repudiou os atos de desrespeito à soberania popular. “O compromisso do nosso governo com a democracia é inegociável. As forças de segurança do nosso Estado, assim como cada um e cada uma de nós, vão seguir trabalhando alinhadas aos preceitos constitucionais, ao combate à violência, inclusive, e sobretudo, a motivada pela cultura de ódio e intolerância”.

Ações

Com a assertiva de que o Rio Grande do Norte deve ser exemplo de um território de paz, desenvolvimento e garantia de direitos, Fátima falou que a nova gestão irá se “empenhar em fazer nosso melhor para oferece o melhor ao nosso povo”.  As prioridades para o novo governo, que está começando, estão estabelecidas e se guiam pelos compromissos assumidos na campanha. “Foco na Educação com inclusão escolar, melhoria da estrutura física das escolas, conectividade e entrega dos Institutos Estaduais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia”.

Já na Saúde, a governadora se comprometeu em “fortalecer os hospitais regionais e trabalhar para zerar a fila de cirurgias. Garantir o funcionamento pleno do Hospital da Mulher e seguir investindo muito no SUS para garantir o direito à assistência em saúde do povo potiguar”. Alimentação saudável e fortalecimento da agricultura familiar seguirão guiando as ações de governo na área, “porque isso é fundamental para garantia da saúde, tal qual o acesso a água que precisa ser universalizado”, acrescentou.

Fátima destacou também a ampliação do investimento na melhoria das estradas: “com o apoio do Governo Federal, duplicar a BR-304, entregar a Barragem de Oiticica e realizar as duas obras que irão completar o ciclo de segurança hídrica do Rio Grande do Norte que são o sistema adutor do Seridó e a entrega do Ramal Apodi-Mossoró”.

Com o Estado líder na geração de energias renováveis, Fátima afirmou que o RN será a locomotiva da transição energética do país. “Isso significa trabalhar para viabilizar o porto indústria verde, garantindo ao RN papel de destaque no desenvolvimento da eólica offshore, em alto-mar, e da produção, armazenamento e exportação de hidrogênio verde, o que nos fará pioneiros no segmento”.

Na área do turismo, ela disse que o setor seguirá sendo fortalecido, inclusive com a relicitação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante já em curso.

Com a retomada de um Ministério da Cultura forte em estrutura e orçamento, a perspectiva da chefe do executivo estadual é oferecer à cultura o tamanho e importância que o setor, em sua avaliação, merece. “É chegada a hora de matar a fome de comida e de cultura no País”, ressaltou ao lembrar o que já havia sido anunciado no discurso de posse, em 1º de janeiro, na Assembleia Legislativa do Estado.

O papel e a importância da Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, criada em sua primeira gestão, recebeu destaque pela governadora. “Todas as políticas da nossa gestão devem olhar para as maiorias sociais convertidas em minorias políticas num país marcado pelo racismo, pelo machismo, pela LGBTfobia e pelo capacitismo”.

Balanço e desafios

Fátima aproveitou para fazer um agradecimento ao procurador Antenor Roberto, que exerceu o papel de vice na gestão anterior, destacando sua lealdade, competência e compromisso. “Quero registrar um agradecimento especial ao companheiro e amigo Antenor Roberto, que liderou essa travessia ao meu lado e que, para minha felicidade e de todos que formam nosso governo, segue conosco nesse 2º mandato agora com a honrosa e importante tarefa de ser o Procurador Geral do Estado do Rio Grande do Norte”.

Ao mesmo tempo, destacou o papel que o vice-governador Walter Alves terá no governo “pela experiência que tem, já tendo exercido, assim como eu, os cargos de deputado estadual e deputado federal, nesse contexto de união do campo democrático para resgatar a cidadania do povo brasileiro. Juntos, e com essa equipe de excelência, temos a missão de fazer o melhor governo da história do RN”.

Por fim, a governadora reafirmou o “compromisso de fazer um governo com o povo, ouvindo todos os setores da sociedade para governar, zelando pelo diálogo e pela participação política”.

Walter Alves

O vice-governador Walter Alves iniciou fazendo um agradecimento ao povo potiguar e à governadora Fátima Bezerra “pela confiança depositada no nosso trabalho e no nosso partido, o MDB, para construir essa parceria”.

Para Walter, essa união vitoriosa nas urnas, “tem um único e inegociável objetivo: o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida no Rio Grande do Norte”. O vice-governador destacou que, nos últimos quatro anos, atuando na Câmara Federal, foi testemunha do trabalho desenvolvido pela atual gestão para superar dificuldades jamais vistas no Rio Grande do Norte.

“Com trabalho, honestidade, seriedade e eficiência, a administração Fátima Bezerra conseguiu recolocar o Estado em um patamar no qual novamente, podemos voltar a pensar em grandes obras e investimentos. O dever de casa foi feito. E aprovado”.

Walter avalia que agora, “descortina-se um novo momento, quando, com esse grupo aqui presente e a população de todo o Estado, poderemos também contar com o apoio irrestrito do Governo Federal para fazer o Rio Grande do Norte avançar”.

Secretariado

Representando os novos secretários empossados nesta quinta, a secretária de Gestão e Projetos Especiais, Virgínia Ferreira, pontuou que o “cenário que se desenha para o RN é promissor, principalmente porque temos no plano federal o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, norteando o desenvolvimento do Brasil, com respeito aos estados e municípios, o que não tivemos nos últimos quatro anos”.

A gestora, que ocupava a pasta da Administração, lembrou que os primeiros 4 anos foram de muitos desafios diante da “grave situação financeira que encontramos no nosso Estado e de uma inesperada pandemia que causou dor”. Uma realidade que, segundo Virgínia, “com ética, transparência, trabalho árduo e muito diálogo, superamos”.

Para a secretária, o governo mostrou ao povo do Rio Grande do Norte “a força da resistência de Canudos a Palmares, de Frei Caneca a Marighela, da Revolução Praieira às Ligas Camponesas, de Miguel de Arraes a Dom Helder Câmara”.

O titular da pasta do Planejamento, Aldemir Freire, discursou em nome dos secretários e secretárias que permanecem nos mesmos cargos. Ele iniciou dando um testemunho da sua experiência à frente da SEPLAN. “Com a certeza de estarmos do lado certo da história e termos dado nossa contribuição para retirarmos o Estado do Rio Grande do Norte da condição lamentável que se encontrava quatro anos atrás, levaremos conosco o exemplo de dedicação, de trabalho e de amor pelo Rio Grande do Norte”.

“Sou testemunha das primeiras horas desse projeto que, desde 2017, começaram a rodar o interior desse Estado, juntamente com a senhora, para recolher as dores e as esperanças do nosso povo e construir um projeto de resgate e não só das finanças estaduais, mas da nossa economia, da cidadania e da dignidade dos potiguares”, colocou Aldemir.

Freire destacou “a coragem [de Fátima Bezerra] de abandonar sua confortável e segura cadeira no Senado da República para se submeter às urnas”. Lembrando que o “risco maior que correu nem era o de perder a eleição. O risco maior era de ganhar e se sentar naquela cadeira e acabar como alguns outros. Mas a senhora foi a pessoa certa no momento certo”.

Ao pontuar as ações do governo, Aldemir chamou atenção para dois papéis que a governadora Fátima Bezerra desempenhou nos últimos quatro anos: “primeiro, resistência firme a uma quadra federal absurdamente adversa e que mergulhou o país em um período de obscurantismo e retrocessos; segundo, liderança absoluta, firme e inconteste no enfrentamento à pandemia da Covid”.

Por fim, o secretário, de forma extremamente emocionada, quebrou o protocolo para prestar uma homenagem à esposa Helena Fernandes Neta, e ao filho mais novo, João Pedro, lembrando a perda do seu filho Luís Felipe, aos 23 anos.

Além dos citados, participaram da cerimônia de posse: Expedito Ferreira – Desembargador, representando o TJRN; senador Jean-Paul Prates. Deputados federais: Rafael Mota, Natália Bonavides, Fernando Mineiro. Deputados estaduais: George Soares, Ubaldo Fernandes, Raimundo Fernandes, Isolda Dantas, Bernardo Amorim, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Luiz Eduardo, Divaneide Basílio. Vereadores: Brisa Bracchi, Daniel Valença, Júlia Arruda, Robério Paulino, Ana Paula, Milklei Leite, Luciano Nascimento.

Também participaram os prefeitos: Mariana Almeida – Pau dos Ferros, Salomão Gurgel – Janduís, Rivelino Câmara – Patu, Joaquim de Medeirinho – Cruzeta, Bibi de Nenca – Campo Grande, Anibal Pereira – São João do Sabugi, Amazan – Jardim do Seridó, Genilson Maia – São Fernando, Ranieri Câmara – Santa Maria,  João Gomes – Brejinho, Odon Júnior – Currais Novos, Luzimar Porfírio – São Francisco do Oeste,  Dr. Tiago – Parelhas, Artur Teixeira – Guamaré, Marina Dias – Jandaíra, Alexandre – Pedro Avelino, Maria José – Martins,  Maria Helena – Olho D’água dos Borges, Raimundo Pezão – Umarizal, Inácio Macedo – Tenente Laurentino , Eraldo Paiva – São Gonçalo do Amarante, Jacinto Carvalho – Severiano Melo, Ronaldo – Água Nova, Josiani – Paraná, Edna Lemos – Pedro Velho, Iogo Queiroz – Jucurutu, Tututa – Luiz Gomes,  Jane Maria – São Vicente, Emídio Júnior – Macaíba, Dário do Sindicato – Santo Antônio, Júlio César – Ceará-Mirim.

E mais: Professor Arnóbio Araújo – reitor do IFRN, Professora Cicília Maia – reitora da Uern, Professor Hênio Miranda – reitor em exercício da UFRN, Gabriel Calzavara – representando o presidente da Fiern, Amaro Sales, Laumir Barreto – diretor executivo e de relações institucionais, representando a Fecomércio; Nilson Brasil – vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RN, Garibaldi Alves Filho – ex-governador. Maria Lidiana – vice presidente da OAB/RN, Ivis Corlino – presidente do Sindipetro e Padre Murilo, pároco de Parnamirim.

Fonte: http://www.educacao.rn.gov.br

Machado de Assis Magazine volta a ser publicada

 Exportar tradução: uma versão do Brasil

O tradutor, como dizia Ortega Y Gasset, exerce uma “tarefa literária específica”, visto que abre os caminhos de outros idiomas e outras culturas. Essa transposição não é tarefa fácil, exige do profissional não só o conhecimento das línguas de origem e de chegada, mas os meandros e atalhos das culturas, algum conhecimento do autor e de seu “entorno”, além de uma boa noção dos limites do traduzir. Não é tarefa fácil, pois envolve interpretação, recriação, sensibilidade e ousadia – tudo dentro dos limites estreitos do respeito ao autor e à obra. Desse modo, o tradutor torna-se um mediador intercultural, um verdadeiro “embaixador”. 

A literatura traduzida, portanto, tem um papel de destaque na formação e renovação das várias literaturas nacionais e funciona como um método enriquecedor das culturas. O Brasil, de país essencialmente importador de literatura, aos poucos, vem conseguindo atingir visibilidade literária na nova “aldeia global” da pós-modernidade. Há uma tendência mundial a valorizar as diferentes culturas e, passada a curiosidade do estrangeiro por imagens estereotipadas e exóticas muito em voga até meados do século XX, vemos crescer a difusão de uma produção literária mais diversificada e, portanto, mais representativa da verdadeira cultura brasileira. O sucesso desse novo olhar para a cultura brasileira se deve, em grande parte, aos esforços de instituições governamentais, agentes literários, estudiosos e editoras em divulgar no mercado internacional nossas obras e autores. Nesse cenário, destacamos o papel efetivo da Fundação Biblioteca Nacional com o Programa de Apoio à Tradução de Livros Brasileiros no Exterior, criado em 1984, concedendo bolsas de apoio à tradução e apresentando o autor nacional nas grandes feiras literárias do mundo. 

A presente publicação é parte dessa proposta de ampliar e aprimorar a apresentação do conjunto da produção literária nacional. Desde os dias do “Guia conciso de autores brasileiros” em 2002 e 2004, passando pela primeira versão da revista editada entre 2012-2015, a Machado de Assis Magazine chega a uma nova fase. Nas três revistas de 2021, tentaremos retomar e dar publicidade ao melhor da produção dos anos 2015-2021, para, a partir daí, prosseguirmos com as chamadas públicas por novas traduções e versões da brasilidade.

O curador.

Acesse o link da publicação aqui.

Fonte: https://www.gov.br/bn

Em 2022 derrotamos Bolsonaro. Sigamos em 2023 mais fortes e unidos nas lutas

Nesse momento em todo o país e, particularmente, no Rio de Janeiro o desemprego segue crescendo e não há motivos ou fatos que apoiem hipóteses de melhoras das condições de vida da classe trabalhadora no novo ano. Mesmo com a brutal crise econômica, política e social os imperialismos e o patrões utilizarão os governos para sufocar a classe e ampliar a exploração e a opressão. 

Farão de tudo para recuperar a taxa de lucro. A classe reagirá. 

Há uma tendência que pode permanecer de organização para lutar por local de trabalho. Essa tendência pode não se confirmar. Contudo a principal tarefa da CSP-Conlutas deve ser buscar todos os meios para ajudar a classe em sua organização, mobilização e luta rumo a construção de uma greve geral. Só assim é possível pavimentar o caminho até uma necessária sociedade socialista. 

Leia mais…

FONTE: CONLUTAS

Receita de Nhá Benta

A leveza do marshmallow coberto com chocolate formam uma combinação perfeita e um doce muito famoso, conhecido como Nhá Benta. Mas o melhor de tudo é que você pode preparar esse doce maravilhoso em casa. Depois disso é só se controlar para não comer tudo sozinha(o).

Ingredientes

  • 1/2 xícara (chá) de ÁGUA
  • 1 e 1/3 xícara (chá) de AÇÚCAR
  • 2 colheres (sopa) de GLUCOSE DE MILHO
  • 1/2 envelope de GELATINA SEM SABOR 6 g
  • 3 CLARAS
  • 2 colheres (sopa) de ÁGUA para hidratar a gelatina
  • 1/2 colher (chá) de ESSÊNCIA DE CARAMELO TOFFE (opcional)
  • 1 colher (chá) de ESSÊNCIA DE BAUNILHA
  • 350 gramas de CHOCOLATE MEIO AMARGO
  • Forma/Molde para bombons

*Medida xícara 200 ml

Modo de Preparo

  1. Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas, e espalhe uma porção em cada molde da forma – não pode ser uma camada muito fina – e leve à geladeira até que endureça.
  2. Para essa receita você vai precisar de pelo menos 5 moldes com 4 cavidades cada, para que não seja necessário retirar a casquinha de chocolate da forma antes de rechear.
  3. Reserve o restante do chocolate para cobrir, caso seja necessário derreta novamente.
  4. Bata as claras em neve. Enquanto isso, ferva o açúcar com a água até formar uma calda em ponto de bala mole – aproximadamente 8 minutos, ou quando as bolhas de fervura começarem a estourar mais devagar e a calda estiver mais grossa.
  5. Em um pires pequeno, hidrate a gelatina na água, acrescente a glucose e leve ao microondas por 30 a 40 segundos até derreter e misture.
  6. Com a batedeira em velocidade alta e as claras em neve, vá adicionando a calda quente devagar, quando incorporar bem adicione a mistura de gelatina derretida com glucose.
  7. Bata até que a mistura esteja quase fria.
  8. Coloque o merengue nas forminhas, deixando um espaço para fechar com o chocolate restante.
  9. Leve novamente à geladeira até que olhando através do molde o chocolate esteja opaco, o que facilita de desenformar.
  10. Retire do molde e se delicie.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA