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sábado, 22 de julho de 2017

Igreja compara homossexualidade a pirataria, tenta explicar e piora situação

Por Redação       Imagem: reprodução Facebook
Em postagem no Facebook, igreja evangélica Projeto de Deus comparou a homossexualidade à pirataria. Questionada, soltou nota em que piora a situação: “… “agora, à luz da minha fé eu vou te dizer que está errado… o que não é aceitável é querer colocar isso (a homossexualidade) como um padrão a ser seguido e empurrar goela abaixo na cabeça das pessoas.”
A igreja evangélica Projeto de Deus, de São Carlos, interior de São Paulo, fez em sua página no Facebook postagem em que comparou a homossexualidade à pirataria. Veja imagem.
Após polêmica que ocorreu nas redes, fez nota à sociedade, em 19 de julho, em que piorou ainda mais a situação, diz em alguns trechos absurdos como:
Homossexualidade é como gostar de comida diferente
O “direito que alguns” do movimento LGBT tanto reivindicam se torna ridículo nesse ponto. Quando eles reivindicam algo que não pertence a ninguém, que é a blindagem de ser criticado. Veja, quando eles são criticados, se sentem vitimados e agem exatamente igual aquele que os censurou, criticando e muitas vezes usando termos que agride o próximo emocionalmente, isso quando não até fisicamente. Daqui a pouco, se uma pessoa dentro de sua própria casa rejeitar uma comida feita por não apreciar as iguarias será culpada de incitar ódio e violência, se discordar do time de futebol posso ser acusado de causar injúria e difamação, daqui uns dias vão querer escolher nossas roupas, a cor do nosso carro e a crença que por meios compulsórios nos farão crer.
Não somos obrigados a achar “correto”
Falta de concordância entre opiniões precisa ser melhor digerido por alguns deles, que em nossa opinião isso se dá por pessoas que ainda não tem certeza da sua identidade sexual ou é atitude de quem ainda não se aceitou como homossexual ou gay e então precisa da aceitação de todos.
Antes que alguém comente, temos homossexual na família, amigos e até irmãos em igrejas evangélicas, amamos a pessoa que eles são e respeitamos a opção dessas pessoas, mas não somos obrigados a achar correto a escolha deles. 
Para pastor gays são usados como “massa de manobra

Ninguém precisa saber o que você faz em ser quarto…
… “gays eu quero que vocês sejam felizes, isso não tem nada a ver com vocês, pelo contrário, eu penso que alguns de vocês são usados como massa de manobra pelo ativismo gay e essa é a grande verdade, não aceite ser massa de manobra de político e nem de ninguém que só querem utilizarem de vocês para conseguir os objetivos deles”. 
… “raciocine um pouco, ninguém precisa saber o que você faz no seu quarto e na sua vida íntima, se você estiver sendo honesto com a sua homossexualidade como o hétero é, você está de parabéns, porque nem eu e nem ninguém tem nada a ver com isso ou com avida de ninguém. “Volto a dizer amo os gays, e só vamos descorda em um ponto de vista, mas temos tantos outros pontos que podemos concorda e cooperar com o crescimento do ser humano num todo”.

Você está errado
“agora, à luz da minha fé eu vou te dizer que está errado, mas se você não quer se comportar a luz da minha fé, também é direito seu, o que não é aceitável é querer colocar isso como um padrão a ser seguido e empurrar goela abaixo na cabeça das pessoas, e pior, como tem sido feito nos últimos dias, essa erotização explícita. Não precisamos disso, a sociedade precisa ter acesso a materiais que venham engrandecer as pessoas com seus valores.”
Fonte: REVISTA FÓRUM

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Travestis e transexuais poderão solicitar inclusão do nome social no CPF

Foto: Thiago Gomes - Agência Pará
Transexuais e travestis poderão ter o nome social incluído no documento de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Para isso, basta que compareçam a uma unidade de atendimento da Receita Federal e peçam a inclusão. O cadastro será feito imediatamente e o nome social passará a constar no CPF, acompanhado do nome civil.
As orientações foram divulgadas hoje (20) pela Receita Federal após a publicação de instrução mormativa sobre a questão no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20). O nome social constará dos documentos “Comprovante de Inscrição” e “Comprovante de Situação Cadastral” no CPF.
O nome social é a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica e é socialmente reconhecida.
Decreto publicado em abril do ano passado, assinado pela então presidente, Dilma Rousseff, estabelece que os órgãos e as entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, em seus atos e procedimentos, devem adotar o nome social da pessoa travesti ou transexual, de acordo com seu requerimento. O decreto estabeleceu prazo de um ano para  órgão e entidades se adequarem à norma. A instrução da Receita visa cumprir a determinação.
O decreto assegura a travestis e transexuais o direito de requerer, a qualquer momento, a inclusão de seu nome social em documentos oficiais e nos registros dos sistemas de informação, de cadastros, de programas, de serviços, de fichas, de formulários, de prontuários e congêneres dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
*Barriguda News via O Mossoroense/Ana Paula Cardoso

PERSEGUIÇÃO

Perseguição aos cristãos ou cristofobia é o nome dado aos maus tratos físicos ou psicológicos, incluindo agressões e assassínios exercidos por não-cristãos sobre cristãos, motivados os primeiros pela diferente identidade e manifestação religiosas e étnicas dos segundos.

"Ainda ocorre nos dias atuais, vejam o caso do prefeito do Rio de Janeiro, vejam o caso de Lula, vejam o caso do diretor do hospital de Apodi, entre outros e outros exemplos. Mas desistir da LUTA, JAMAIS!" - 

Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN,

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA CONVOCA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PARA DIA 06/08/2017-EM NOVA CRUZ/RN

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA – CPC/RN
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
NOVA CRUZ/RN

A Diretoria do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, reunida no dia 02 de julho de 2017 em sua sede, situada a Rua 15 de novembro, 174 – Centro – Nova Cruz/RN, deliberou: Assembleia Geral Extraordinária para o dia 06 de agosto às 9h, horas da manhã no Auditório da Terceira DIRED/SEEC – Nova Cruz/RN , cujas pautas serão: a) Mudanças Estatutárias: Capitulo 1, Artigo 02 e 03 e  Capitulo 05,  Art. 21.
Desde já ficam convocados todos os sócios em dia com suas obrigações estatutárias.
Nova Cruz/RN, 02 de julho de 2017
.
EDUARDO Henrique Félix de VASCONCELOS

Presidente

ABSN TEM ASSEMBLEIA GERAL DIA 12 DE AGOSTO NA EMAB - PARELHAS-RN



COMISSÃO  PROVISÓRIA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRINHOS SENSAÇÃO NORDESTINA – ABSN – Parelhas -RN - Fundada em 17 de junho de 2017

*EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Comissão Provisória da Associação Brasileirinhos Sensação Nordestina – ABSN – Parelhas – Rio Grande do Norte, CONVOCA seus associados e a população parelhense a se f azerem presentes a ASSEMBLEIA GERAL, que será realizada dia 12 de agosto de 2017, no Auditório da Escola Municipal ARNALDO BEZERRA, situada a Rua José Roque, 500 – Centro – Parelhas, Rio Grande do Norte, cujas pautas serão: A) APROVAÇÃO DOS SEUS ESTATUTOS (ABSN); B) ELEIÇÃO DA SUA PRIMEIRA DIRETORIA e C) Outros assuntos inerentes. Desde Já ficam todos CONVOCADOS para este fim. 

Parelhas (RN), 17 de junho de 2017

MARIA DE LOURDES SANTOS FERNANDES –
Presidente Provisória da ABNS-PARELHAS-RN


*Republicação por incorreção

“História Hoje” 20 /07 : Há 144 anos, nascia Santos Dumont

20 de julho de 1873. Nasce Santos Dumont, o pai da aviação.
“Arriscar o que ninguém ousou, realizar o que ninguém tentou”. A frase define a personalidade de Alberto Santos Dumont,
Apresentação Dilson Santa Fé
Biografia de Santos Dumont
Santos Dumont (1873-1932) foi inventor brasileiro. “O pai da aviação”. Com o “14-Bis”, executou, em Paris, o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar.
Santos Dumont (1873-1932) nasceu na Fazenda Cabangu, em João Aires – hoje Santos Dumont, Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873. Filho de Henrique Dumont, engenheiro francês e de Francisca Santos Dumont, de família portuguesa. Seu avô, François Dumont, joalheiro francês, veio para o Brasil em meados do século XIX e escolheu Diamantina para morar. Aprendeu a ler com sua irmã Virgínia. Estudou no Colégio Culto à Ciência, em Campinas, depois no Instituto das Irmãos Kopke e no Colégio Morethzon, no Rio de Janeiro. Em 1891, acompanhado da família, visitou a França pela primeira vez.
No fim do século XIX, o motor a gasolina era a sensação das exposições em Paris. Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se interessou por mecanismos. Voltou ao Brasil, mas no ano seguinte Dumont retorna à Paris na intenção de aplicar suas ideias.
Com 18 anos, foi emancipado e recebeu do pai títulos de renda e ações que lhe permitiriam financiar suas experiências e aprender tudo sobre motores a explosão. Seu sonho, desde criança, era criar um aparelho que permitisse o homem voar controlando seu próprio curso. Passou a adolescência observando os pássaros e estudando sua constituição física.
Santos Dumont chegou em Paris e aprofundou-se nos estudos, principalmente em mecânica e no motor de combustão, pelo qual se apaixonou à primeira vista. Seu primeiro Balão dependia do vento para se mover, o “Brasil”, com apenas 15 kg ganhou altura. A dirigibilidade era o que realmente interessava a Santos Dumont.
Depois de muitos estudos, mandou construir o “Nº1”, primeiro de uma série de “charutos voadores” motorizados. No dia 20 de setembro de 1898, sob o comando do inventor, o balão subiu aos céus, chegando a altura de 400 metros e retornando ao mesmo ponto de partida. Construindo um balão sucessivamente e realizando experiências, foi desenvolvendo os mistérios da navegação aérea.
O balão “Nº3” já possuía um motor a gasolina.
Em 1900, o milionário francês Deutsch de la Meurth lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: “Aquele que conseguir partir do Campo de Saint-Cloud, fazer à volta a Torre Eiffel, e voltar ao ponto de partida em 30 minutos, ganhará 100.000 francos”. Pilotando o balão “Nº6”, com um motor de 16HP, Dumont ganha o prêmio Dustche. Distribuiu metade do prêmio entre seus mecânicos e auxiliares e a outra metade destinou as necessitados.
O balão “Nº7”, que foi projetado para corrida, nunca chegou a competir, pois não tinha concorrente. O “Nº8” não existiu. Com o “Nº9”, Dumont começou a transportar pessoas nos voos que fazia. Uma de suas passageiras era a cubana Aída de Acosta, que se tornou a primeira mulher no mundo a voar. De tanto cruzar os céus de Paris com o número nove, recebeu o apelido de “Le petit Santos”. O “Nº10”, maior que os outros, foi denominado “um dirigível ônibus”, pelo próprio Santos Dumont.
Santos Dumont, no dia 13 de setembro de 1906, com o “14-BIS”, executou em Paris o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar. A aeronave subiu a uma altura de 50 metros. Em 1908, Santos Dumont constrói o “Demoiselle”, cujo desenho serviria de modelo a todos os projetistas que se seguiram. Tudo nela era obra de Dumont, inclusive o motor. Em 1910, na primeira exposição da Aeronáutica realizada no Grand Palais de Paris, o “Demoiselle” foi um sucesso.
Ainda em 1910, Dumont encerrou sua carreira. Passou a supervisionar as indústrias que surgiram na Europa. Doente, resolve voltar ao Brasil. Em 8 de dezembro de 1914, ao ver seu invento ser usado para bombardear a cidade de Colônia, se decepciona. No Brasil, sua tristeza aumentou quando o aeroplano foi usado durante a revolução de 1932 em São Paulo. Com esclerose múltipla e depressão, se suicida em um hotel no Guarujá.
Alberto Santos Dumont faleceu no Guarujá, São Paulo, no dia 23 de julho de 1932. Deixou dois livros: “Dans-L’air” (1904) e “O que Vi e o que Nós Veremos” (1918).
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Exposição celebra 38 anos do Museu do Homem do Nordeste

MUSEUNORDESTE
Exposição: MUSEU DO HOMEM DO NORDESTE
Museu do Homem do Nordeste (Muhne) celebra seus 38 anos reunindo arte, artesanato e design nordestinos. É a exposição Nordeste Mix. A mostra será inaugurada nesta sexta-feira (21), e poderá ser visitada até 4 de fevereiro do ano que vem, na Sala Mauro Mota. O Muhne, localizado em Recife, é vinculado à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e ao Ministério da Educação.
A Nordeste Mix mescla arte, artesanato e design em um exercício de antropologia da memória. Dos quadros de José Patrício à arte popular de Nuca da Tracunhém, passando por nomes como o do fotógrafo Josias Benício, peças da arte popular e objetos utilitários dividem o mesmo espaço que peças de designers contemporâneos.
O objetivo da exposição é discutir a representação da região Nordeste por meio de sua cultura material. A curadoria foi realizada pela antropóloga Ciema Mello e pelo museólogo Maximiliano Roger. Já a identidade visual e a expografia são assinadas pelo designer Pedro Henrique de Oliveira.
“O museu tem uma particular afeição pelo homem comum. Não estamos interessados em heróis e sim nas pessoas que estão todos os dias na rua, que pegam ônibus, que entram na fila do supermercado. São elas que criam a diversidade e a originalidade da cultura nordestina”, explica a curadora Ciema Mello.
História
Fundado em 1979, um dos mais importantes museus antropológicos do Brasil, o Muhne é oriundo da fusão de três outros museus: o Museu de Antropologia, o Museu de Arte Popular e o Museu do Açúcar. O acervo, hoje, possui aproximadamente 15 mil peças de caráter histórico, etnográfico e antropológico.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação.

A dramaturga negra que representa a periferia

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MARIA SHU
Foi em um trem para a estação da Luz que encontrei, pela primeira vez, Maria Shu. O ano era de 2010, ela entrou na estação do Jaraguá, bairro na região noroeste onde ainda hoje reside e, em meio à multidão do horário de rushmatutino, o acaso do cotidiano naturalmente nos apresentou.

Por Jéssica Moreira

Eu conversava sobre teatro com uma amiga, quando aquela moça de sorriso doce e olhar e voz firmes se aproximou com seus livros nas mãos. Naquela época, ela estava no primeiro semestre do curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro e, mesmo sem saber, reacendeu em mim a esperança de um dia também ser dramaturga, já que eu não havia passado no processo seletivo.

Hoje, após sete anos desse encontro, tenho o prazer de divulgar que, daqui a alguns dias, a obra “Epifania”, escrita por Shu em 2016, irá também criar voo e pousar no país africano de Cabo Verde, no 3º Festival Nacional de Teatro do Mindelo, que acontece de 23 a 29 de julho.

O texto, inspirado no romance “A Hora da Estrela”, faz um diálogo entre a personagem principal, Macabéa, e a autora Clarice Lispector, trazendo como pano de fundo diversas questões do universo feminino. A dramaturgia irá ganhar vida na interpretação da atriz Lilian Prado, do Grupo de Teatro Onironautas.

Essa, porém, não é a primeira vez que um texto de Shu, hoje com 40 anos, é encenado fora do país. Com este, a dramaturga já soma quatro trabalhos. Giz (2011/2013) foi o primeiro, que ganhou leitura dramática de Lavinía Pannuzio e, mais tarde, foi dirigida por Marcelo Valle. “Giz me possibilitou perceber que eu havia encontrado a minha singularidade, meu estilo dramatúrgico de escrever: uma verve poética, metafórica, híbrida de linguagens e referências”.

A partir de um processo colaborativo com a Cia Os Satyros, Shu colocou na rua Cabaret Stravaganza (2011), espetáculo que ficou quase dois anos em cartaz em São Paulo e, depois, foi levado para a Suécia. Ainda em 2017, a peça Epifania ficará em cartaz no Viga Espaço Cênico e, em setembro, a peça Ar rarefeito (2013) – 1º lugar no Prêmio Heleny Guariba de dramaturgia em 2014 – irá ganhar uma leitura dramática em Portugal.

“A minha filha Heloísa é minha maior inspiração”

A dramaturga conta que a filha, Heloísa, de dez anos, é sua maior inspiração. “Quero ser uma mulher forte para ela. Ela sonha como eu, com uma carreira artística. Ela desenha todos os dias, desde que eu lhe apresentei ao giz de cera, antes dos dois de idade. Quero que a minha filha saiba que ela pode ser o que quiser e que resistiremos e existiremos por meio da nossa arte: a minha, cênica; a dela, provavelmente, a plástica”.

Dentre as referências literárias, Shu destaca a admiração que possui pelo trabalho da mineira Grace Passô, uma mulher negra, que vem ganhando destaque com as letras. ” Por eu me identificar com o tipo de dramaturgia que ela cria, que espanca;por ela ser uma artista negra da palavra, premiada e com grande reconhecimento, por Grace se permitir permear dentro de projetos artísticos coletivos”. Além dela, alguns autores nacionais e também internacionais atravessaram a trajetória literária de Shu, como Silvia Gomez, Luciano Mazza, Newton Moreno e entre os estrangeiros Sarah Kane, Koltès, Visniec edetsaca-se Grace Passô.

A dramaturgia como cura

A chegada até aqui, porém, não foi um percurso simples. Foi aos 30 anos que a então professora de Português decidiu deixar a sala de aula para se arriscar nos palcos. Matriculou-se em um escola de artes cênicas, mas no decorrer das aulas não conseguia se enxergar atuando. “Eu não me enxergava talentosa, não me encaixava mais como professora. Entrei em depressão”. Foi quando o companheiro de Shu viu uma chamada na tevê sobre a inauguração da SP Escola de Teatro e a incentivou a se inscrever no processo seletivo.

“Agarrei a dramaturgia como uma tábua de salvação. Eu escrevia contos, crônicas, haicais, mas a dramaturgia foi a soma das minhas paixões. É minha maneira de estar no palco, de me sacudir, de me questionar o tempo todo junto com o espectador. É como se eu atravessasse de novo aquela avenida perigosa , saísse ilesa e, de quebra, renovasse completamente meu olhar cada vez que uma peça minha entra em cartaz, recebe uma leitura dramática.

“Eu gostava de brincar com palavras”

Chegar até aqui e ver seu trabalho ganhando o mundo faz Shu remontar aos sonhos que nutre desde a infância vivida nas proximidades da Rodovia Anhanguera, local onde foi acolhida por sua família adotiva, ainda bebê recém-chegada da Bahia. Das coisas que mais gostava naquele tempo, brincar com as palavras era uma de suas preferidas.

O movimento local, no entanto, impedia que a meninada saísse pelas ruas. “Lembro-me de uma vez em que eu e um dos afilhados da minha mãe atravessamos a rua. Ganhamos do outro lado da calçada, onde só havia uma faixa de grama antes da rodovia, mas chegar a outra margem ampliou nossa perspectiva; era como se olhássemos o mundo por outro viés e fôssemos os donos dos nossos horizontes, porque a partir daquele momento, nosso olhar não era mais dirigido por nenhum adulto. Decidimos voltar. Assim que Jean pôs o pé na rua foi atropelado. Inacreditavelmente, ele só quebrou um braço. Eu recuei a tempo e me salvei. Tínhamos uns seis anos”. Na maioria das vezes, a fantasia se dava dentro dos limites do pequeno quintal, onde as crianças da vizinhança se encontravam para inventar de tudo um pouco. Um dia, os adultos tiveram uma briga tão feia, que a casa cheia de felicidade de repente se esvaziou, fazendo a menina se refugiar no universo das palavras.

“Foi quando eu me entreguei à leitura e à escrita de diários, poemas, passei a frequentar assiduamente a biblioteca da escola, que promovia encontros com escritores. Lembro-me perfeitamente do Marcos Rey e do Pedro Bandeira cercado pelo olhar curioso das crianças num piso de assoalho lustroso, se desdobrando para responder perguntas ingênuas e elaboradas. Foi aí, mais ou menos com oito anos de idade que comecei a sonhar com uma carreira literária”.

Na escola, não havia dúvida, sua disciplina favorita era Português, prelúdio da primeira formação, que alguns anos mais tarde seria em Letras. Durante as aulas, era a professora Roseli, que a acompanhou do 5º ao 8º ano, que dava o incentivo para a então futura escritora ler para toda a turma as longas redações que costumava escrever. Foi em uma dessas leituras que a menina viu, pela primeira vez, um estilo diferente no livro didático.

Era uma conversa entre uma avó e sua neta, que Shu rapidamente decorou e, na aula seguinte, se caracterizou a partir do que imaginava ser a personagem idosa. Nesse dia, encenou o texto com a ajuda de uma colega. “Sempre que possível, eu encenava um texto do livro didático em sala de aula. Assim, sem saber, nasceu minha paixão pelo teatro. Em datas comemorativas na escola, eu apresentava peças que eu escrevia, dirigia, criava o cenário: devo ter sido a primeira menina negra a interpretar o herói grego Hércules“.

Mesmo apaixonada pelo teatro, foi na Pedagogia que Shu buscou curar algumas das feridas que ressoavam ainda do período escolar. Uma das poucas negras em uma escola de brancos na região oeste, Shu saiu do ensino fundamental e foi direto para uma escola de ensino médio técnica (na época, chamada de magistério), para fugir do racismo e do bullying que sofria por conta do tamanho de suas mamas.

“Beirava o insuportável e eu imaginei que eu só teria um pouco de paz se fosse pra uma escola majoritariamente de meninas: a saída foi o magistério e me apaixonei pelo ofício. Concluí os quatro anos e migrei para o curso de Letras, para amalgamar o magistério e minha paixão pelas palavras”.

Agora, já faz mais de sete anos que Shu tem na dramaturgia sua profissão. Seus últimos textos, ainda inéditos, tratam essencialmente da questão racial, já que a escritora sentiu a necessidade de entender suas subjetividades e o contexto de preconceitos que viveu e ainda enxerga também no meio artístico. “Tem artista branco lidando com o racismo como uma simples questão comercial”.


Fonte: Geledés

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os árabes descobrem a América



Achavam, muitas vezes, que estavam indo para os EUA, mas acabavam no Brasil ou na Argentina (Foto: Reprodução)

Os portos de Trípoli, no Líbano, de Gênova, na Itália, e Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, fazem parte desta história

Os cristãos sempre foram a grande maioria de imigrantes árabes. Porém, alguns islamitas podem ter até chegado antes deles ao Brasil. Os primeiros vieram no período colonial. Uma boa leva era formada de escravos convertidos ao Islã. Eram chamados de malês. Concentrados na região de Salvador (BA), a participação dos malês nas reformas contra a escravidão está documentada.

Existe material sobre o tema no Arquivo Público da Bahia. Mas a atual presença muçulmana no Brasil remonta à segunda metade do século 19, com a imigração de sírios e libaneses portadores de documentos emitidos pela administração do Império Otomano, o que explica a denominação “turco” para todos os imigrantes árabes.

A maioria dos que vinham tanto do Líbano, quanto da Síria e de outros países árabes, porém, era de cristãos maronitas e também de católicos ortodoxos. Poucos islamitas.

Visita de Pedro II

A emigração de sírios e libaneses cresceu depois de 1860. Este processo se acentuou depois que, em 1877, D. Pedro II visitou a Síria, o Líbano e a Palestina, explica Denise Crispim, gerente de pesquisa do Centro de Estudo Family, de São Paulo.

“Os motivos principais foram as duas guerras mundiais, as crises econômicas do período, a falta de trabalho. Eles eram chamados de turcos, mas tiveram suas nacionalidades resgatadas”.

As estatísticas mostram que o fluxo de imigrantes não cessa de crescer até à véspera da Primeira Guerra Mundial: mais de onze mil pessoas foram registradas em 1913. Nos anos 1920 e até a Grande Depressão, em 1929, contava-se em torno de cinco mil entradas por ano.

No recenseamento de 1920, o Estado de São Paulo apresentava cerca de vinte mil sírios e libaneses, aproximadamente 40% do total nacional (os demais estavam instalados nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais). Numerosos grupos se estabeleceram no interior de São Paulo e no litoral paulista.

Esses imigrantes iniciaram sua vida como mascates nas pequenas cidades e nas fazendas. Depois, se estabeleceram com pequenas “vendas” que evoluíram para grandes lojas e até pequenas indústrias.
O imigrante se estabelece, cria família, se mescla com a população local e passa a viver o cotidiano dos brasileiros tomando-lhes os hábitos, mas também, conservando suas tradições.

São várias as causas que levaram os árabes cristãos a emigrar em massa. Entre elas, destaca-se a intolerância política dos otomanos, a pobreza do país gerada pela economia insustentável, a incapacidade de alcançar um alto nível educacional e a falta de oportunidade de trabalho em seu país de origem, além da perseguição religiosa.

Foi troca de ‘riquezas’

“Se por um lado a emigração foi um mal necessário para a população e para o país que perdeu força de trabalho, por outro este êxodo representou um alento para os que lá ficaram. Os imigrantes transferiram, para o seu país de origem, grandes somas em dinheiro, um apoio econômico de grande valia para o país”, anota Denise Crispim. A gerente do Family acrescenta que a presença árabe na América Latina representa uma força para os interesses e relações comerciais e políticas com os países deste continente, em especial para o Brasil. O imigrante árabe representou um importante papel na distribuição da produção industrial e sua comercialização pelo interior do país, com a venda, de casa em casa”.

Foi o imigrante árabe que trouxe para o Brasil novas técnicas da industrialização da lã, seda e algodão. Depois da 2ª Guerra, os fios sintéticos foram introduzidos pelos alemães e japoneses.

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A Cultura e a Dança Popular do Brasil

Foto: Ebah.com.br

Cultura Popular define todas as manifestações culturais de um determinado país, estado ou cidade, e se referem a danças, literatura, folclore, arte, festas, gastronomia e músicas. Os principais exemplos de manifestações da cultura popular brasileira são: festas folclóricas, literatura de cordel, sambas, carnaval, capoeira, artesanato, contos, fábulas, superstições, lendas urbanas, provérbios, festa junina, frevo, artesanato, lendas urbanas, MPB (Música Popular Brasileira) e cantigas de roda. Como estamos na semana do Dia Mundial da Dança, vou abordar os tipos de danças da cultura brasileira.

As danças constituem um importante componente cultural da humanidade. E no caso do Brasil, que possui uma cultura tão rica e diversificada, a gama de modalidades são enormes, e muito importantes para a cultura brasileira. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. 

Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.

As danças folclóricas são uma forma de desenvolver essa expressão artística com base em tradições e costumes de um povo. Elas podem ser executadas de várias formas com pares ou em grupos e a forma original de dançar e cantar permanece praticamente a mesma. Em diversos países, a dança folclórica é a expressão daquele povo.

No Brasil, as danças folclóricas sofreram influências das tradições dos estados, dos povos africanos e europeus. Dessa forma, dependendo do estado, as danças podem ser mais influenciadas pelos africanos, indígenas ou europeus. 

Além disso, a Igreja Católica também ajudou no surgimento de personagens e contos da história brasileira. Uma das principais características das danças folclóricas do país são as músicas simples e os personagens chamativos.


Algumas das principais danças folclóricas do Brasil

O Samba
O samba chegou junto com os negros ao Brasil e primeiramente era dançado apenas nas senzalas pelos escravos. Os primeiros estados brasileiros a difundirem esse ritmo foram o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. A dança tinha sons de percussão e batidas com os pés. Já o samba de roda surgiu na África e também veio para o Brasil através dos escravos. O samba de roda é praticado em círculos e as pessoas têm a liberdade nos movimentos. Pode ser visto principalmente em estados como Rio de Janeiro e Bahia. Conheça mais sobre o samba, visitando o site Samba Enredo.

O Samba de Roda
Trata-se de um estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgida no estado da Bahia, no século XIX, é a variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas, acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu
Trata-se de um ritmo musical com dança, típico da região pernambucana, que reúne a mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas, e europeus, e com forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos, como duques, duquesas, embaixadores, o rei e a rainha, e o cortejo é acompanhado por uma banda que vai tocando instrumentos de percussão, como tambores, caixas, taróis, e ganzás.

Frevo
Este é o estilo pernambucano de carnaval, surgida por volta de 1910, é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos, enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico, e usam diversos passos de danças com malabarismos, passos elaborados, rodopios e saltos.

Baião
O baião é um ritmo musical, com dança típica da região nordeste do Brasil, onde os músicos tocam instrumentos como o triângulo, a viola, o acordeom e a flauta doce. A dança é realizada em pares, entre homem e mulher, com movimentos parecidos com o do forró, que é uma dança onde o casal, dança com os corpos colados. O maior representante do baião no Brasil foi Luiz Gonzaga.

Catira
A catira, é também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés, e palmas dos dançarinos, e está ligada à cultura caipira, ela é comum no interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais , Goiás e Mato Grosso. O instrumento usado é a viola, geralmente tocada por um par de músicos.

Quadrilha
Esta é uma dança típica da época de festa junina, onde um animador vai anunciando frases, e marcando os momentos da dança, e os casais de dançarinos, vestem roupas típicas da cultura caipira, como camisas e vestido xadrez, e chapéu de palha. Os dançarinos realizam uma coreografia especial, e muito animada, com muitos movimentos coreografados, e as músicas de festa junina são parecidas com marchinhas, mas nada semelhante com as marchinhas de carnaval. As mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.

Reisado
Uma dança popular realizada entre a véspera de natal e o dia seis de janeiro, Dia de Reis. Também chamada de folia de Reis, essa dança envolve cantores e músicos que vão até as casas para anunciar a chegada de um Messias. As pessoas que participam possuem diversos personagens e são acompanhados por instrumentos como o violão, a sanfona, o triângulo e a zabumba. 

Caninha Verde
Dança portuguesa que foi inserida no país durante o Ciclo do Açúcar. Também foi praticada em colônias de pescadores, festa de casamento e cordões.
Pau da bandeira
Estilo de dança realizado principalmente na região nordeste que acontece principalmente durante o dia de Santo Antônio. Um tronco é escolhido e carregado pelos homens da cidade. Como manda a tradição, as mulheres que desejam casar devem tocar esse tronco.

Maneiro-Pau
Dança com maior influência no estado do Ceará, Maneiro-Pau conta com dançarinos que realizam os passos em rodas e com pedaços de pau nas mãos. Esses pedaços são batidos no chão formando o ritmo da dança. Durante toda a coreografia, alguns participantes duelam enquanto outros batem no chão.

Bumba meu Boi
Um dos símbolos folclóricos do Brasil, o Bumba meu Boi mescla dança, música e teatro. Além disso, é praticado nas mais variadas regiões do país. Os personagens cantam e dançam para contar a história de um boi que morreu e ressuscitou após ter sua língua cortada para satisfazer os desejos de uma mulher grávida.

Fandango
Essa dança chegou à região sul do Brasil por volta de 1750 e foi trazida por portugueses. Os dançarinos recebiam o nome de folgadores e folgadeiras, dançavam em festas executando diversos passos. Atualmente, permanece preservado na região com passos, música e canto. Os instrumentos mais usados são as violas, a rabeca, o acordeão e o pandeiro. Os dançarinos vestem roupas típicas da região e rodam próximo ao seu par, mas sem se tocar.  Eles se movimentam para atrair a atenção do outro e os homens sapateiam de forma contínua. A dança contém traços de valsas e bailes e forte presença de sensualidade.

Carimbó
Enquanto os homens vestem camisas e calças lisas, as mulheres utilizam blusas com ombros à mostra e saias rodadas. Os casais ficam em fileiras e o homem se aproxima de seu par batendo palmas. Segue-se passos de volteio e as mulheres também jogam um lenço no chão para que seu parceiro possa pegar como forma de respeito.

A congada
As dança dos congos foi trazida pelos escravos negros e usada pelos jesuítas para sublimar o instinto guerreiro do negro, criando uma luta irreal entre cristãos e pagãos.

Cabaçais do Cariri
O nome cabaçal é pejorativo, em virtude de a caixa, o zabumba e os pífaros – seus instrumentos básicos – fazerem um ruído semelhante a muitas cabaças secas entrechocando-se. São dança e música, de ritmo forte, tanto que os cabaçais eram também chamados de “esquenta mulher”, porque, à sua chegada ou passagem, o mulheril se afogueava...

Torém
É dança que Aracajú nos legou como uma herança dos índios tremembés, que habitavam a região. Ao sabor do mocororó (aguardente do caju), cerca de 20 caboclos (homens e mulheres) iniciam a dança ao ritmo do “aguaim”, espécie de maracá, empunhado pela figura do “chefe”.

Côco
Na praia de Majorlândia, município de Aracati, ainda se pode presenciar exibições de dança do Coco, também denominada de pagode, zambé, bambelô. É apresentado ao som de caixas, pandeiros, ganzás, íngonos, numa batida contagiante. Homens e mulheres reúnem-se em roda, com um solista no centro, fazendo passos ritmados, “puxando o côco”, e ao cumprimentar e a despedir-se dos parceiros com umbigadas, fazendo vênia ou com batida do pé.

Xaxado
Muito popular no Nordeste brasileiro, o xaxado era inicialmente praticado pelo grupo de Lampião, o Rei do cangaço, como uma forma de afrontar a polícia. Substituindo as parceiras, os cangaceiros dançavam com seus rifles, seguindo em fila e arrastando as alpargatas no chão. Devido aos movimentos da dança, os calçados produziam um som de “xá, xá, xá”, que deu origem ao nome do ritmo. Em meio a um bailado cheio de ritmo e vigor, a música é simples e de fácil aprendizado, sendo acompanhada da sanfona, da zabumba e do triângulo.

E ainda temos: 

Axé - Origem na capoeira - descendência Baiana.

Pagode - Origem no samba - descendência Brasileira com desenvolvimento em São Paulo.

Gafieira - Origem no samba - descendência brasileira com desenvolvimento no Rio de Janeiro.

Forró - Origem nordestina - descendência do xote e baião.

Lambada - Origem no zouk com desenvolvimento no Brasil.

Zouk - Origem francesa com desenvolvimento na Europa e no Brasil.

Xote - Origem indígena com descendência e desenvolvimento nordestino.

Vaneirão - Origem alemã com desenvolvimento no Rio Grande do Sul.

Chorinho - Origem de ritmos musicais populares no Brasil até ser desenvolvido para a dança.

Sem mencionar o Quilombo, Jongo, Tambor de Crioula, Araruna, Bugio, Danças indígenas, Funk, Lpinha, Lundu, Maculelê, Maxixe, Mazuca, Merengue, Rasqueado, Rancheira, Siriri, Tecnobrega, Ticumbi... 
E muito mais!

A lista de estilos de danças brasileiras é vasta, e suas origens também são bem diversificadas, porque o Brasil é muito rico em diversidade cultural, influenciada pelas diversas culturas presentes no país, e certamente sua cultura popular e suas danças compõem essa vasta riqueza sem fim. 

Eu poderia pesquisar por todas as modalidades existentes e ainda sim, eu acabaria deixando algum estilo de fora, porque o brasileiro está sempre criando, inventando, e restaurando estilos adormecidos e esquecidos de estilos de danças desde o inicio da colonização até os dias atuais.

Fonte: Suapesquisa.com, Zun.com.br, Tiposdedança.info, Wikipédia e outras....

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute


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