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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

CPC/RN MOBILIZA JOVENS TALENTOS PARA O 8º ENCONTRO ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA!

O 8º Encontro Estadual da Consciência Negra, uma promoção do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, que ocorrerá dia 17 de novembro no IFRN de Nova Cruz-RN, já toma corpo e alma e é tanto que hoje (27) o presidente, Eduardo Vasconcelos já deu os primeiros passos.

Ainda pouco na Escola Estadual Professor PAULO FREIRE, na cidade de Baía Formosa, litoral sul potiguar, reuniu-se com jovens talentos e após reunião inscreveu-se 6 (seis) jovens para participarem do evento.

O SINTE local também irá participar com dois representantes, fortalecendo ainda mais a participação da cidade no evento.

Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos (CPC); Leonardo Cardoso; Antonia Elizabete; Thais Dias; Mariana Silva; Elizabete Morais e Clara Nascimento.

Lembrando que Eduardo aproveitando sua estadia em Baía Formosa, aproveitou para falar com o prefeito da cidade, Adeilson Gomes de Oliveira e garantiu por parte do prefeito o veiculo para levar os inscritos ao evento.

Gerson Bientinez lança CD comemorando quatro décadas de carreira

gerson
O músico e compositor Gerson Bientinez é, certamente, um dos mais talentosos e profícuos artistas curitibanos. Exímio violonista, sua formação musical inclui aulas de harmonização com Baden Powel, Sebastião Tapajós e Claudionor Cruz.
Ao longo de 40 anos de carreira Gerson tem mais de 150 composições no currículo, algumas delas gravadas com as participações de grandes nomes da música popular brasileira como Carlinhos Vergueiro, Eudes Fraga, Maurício Carrilho, Mauro Senise, Raúl de Souza, Robertinho Silva e Luís Alves, entre outros.
Na próxima terça-feira, dia 31 de outubro, no + 55 Bar, acontece o show de lançamento do CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música”. O disco reúne músicas do Gersinho com vários de seus parceiros ao longo dessas quatro décadas de história musical. Entre eles estão o compositor e jornalista Cláudio Ribeiro, Etel Frota, Marilda Confortin, Jamil Snege, José Oliva, Antonio Carlos Domingues, Helena Sut, Nina Padilha, Alexandre e Luiz Felipe Leprevost.
No show do + 55, Gerson Bientinez estará acompanhado pelos músicos Davi Sartori (teclado), Mauro Martins (bateria), Thiago Duarte (baixo) e Eduardo Ramos (violão e bandolim). Ele contará, também, com as participações especiais das vozes de Ana Cascardo, Rogéria Holtz e Ciro Morais.

Gerson Bientinez – 40 anos de música
Gravado no estúdio Gramofone, o CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música” contou com arranjos de Davi Sartori, Adriano Pontes, Lucas Franco, Alberto López, Jerôme Graz, Stefanos Pinkus e Álvaro Ramos, que também assinou a produção musical.
Segundo Álvaro, na gravação deste disco buscou-se, ao mesmo tempo, manter as características musicais do artista, sempre fiel às mais puras vertentes da nossa MPB, mas também dar uma nova roupagem sonora ao seu trabalho. “Por isso mesclamos intérpretes tradicionais das composições do Gersinho, como Ana Cascardo, Rogério Holtz, Iria Braga e Carlinhos Vergueiro, com novos expoentes da nossa música como Raissa Fayet, Bernardo Bravo, Leo Fressato, Lilian e Layane e Marcelo Dias”, explica o produtor.
A intenção, de acordo com Álvaro Ramos foi, além de apresentar Gerson Bientinez para as novas gerações por meio desses novos intérpretes, produzir um CD com sonoridade musical de linguagem mais contemporânea e radiofônica.
O CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música” foi viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.
SERVIÇO
Show de lançamento do CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música
Data: Terça-feira, 31 de outubro
Hora: 21h
Local: +55 Bar (Av. Vicente Machado, 866)
Informações: 3322-0900
Ingresso: Entrada franca. Durante o show o CD estará sendo vendido ao preço promocional de R$ 30,00.
Fonte: BRASIL CULTURA

Se oriente, rapaz – uma seleção de filmes para ver na Mostra de SP

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Por José Geraldo Couto*
Para permanecer na metáfora marítima, a ambição totalizante do filme de Weiwei acaba por afogá-lo, ou quase. Em pouco mais de duas horas, Human flow tenta abarcar o drama dos refugiados nos quatro cantos do globo. Sendo assim, cai na tentação de misturar no mesmo saco situações muito diversas.
O que há em comum entre a minoria muçulmana que foge de uma perseguição feroz em Mianmar para o miserável Bangladesh e os mexicanos que buscam melhorar de vida cruzando ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos? Ou entre os palestinos que vivem há décadas espremidos na faixa de Gaza e os sírios que, fugindo da guerra em seu país, atravessam várias fronteiras com o intuito de chegar à parte rica da Europa? O que une todas essas situações é a ideia abstrata de migração, de deslocamento, de desterritorialização. Mas são fenômenos completamente distintos, experiências humanas únicas, intransferíveis.
Quando aproxima sua câmera e seu afeto de alguma dessas experiências, trocando a visão panorâmica pela imersão, Weiwei faz seu filme crescer, ganhar substância e contundência. Ao mostrar como, nas situações mais cruéis, as pessoas lavam suas roupas, cozinham seus alimentos e mantêm seus rituais religiosos, ou como as crianças não cessam de inventar suas brincadeiras mesmo entre escombros e lixo, Human flow nos aproxima desses seres, aguça nossa sensibilidade para a vida que eles levam. Cada uma das situações abordadas daria um filme.
Sobre esse núcleo concreto, porém, o documentário sobrepõe uma capa de informações, uma avalanche de números, além de entrevistas com agentes humanitários e estudiosos que acabam por atordoar e talvez até por anestesiar o espectador. Essa carga informativa ficaria melhor, por exemplo, numa série documental de TV. No cinema, o drama de uma única pessoa diz mais do que a informação abstrata da morte de milhares.

Formigueiros humanos

Mas há imagens de fato impressionantes, como as tomadas aéreas da agitação humana em certos acampamentos, semelhantes em tudo a formigueiros. Ou as cenas de refugiados envolvidos em papel alumínio dourado fulgurando estranhamente na noite ao se deslocar por uma zona de conflito. São tocantes também, e eventualmente divertidas, as passagens em que o próprio Weiwei interage com refugiados. Numa delas, por exemplo, ele tem seu cabelo cortado por alguém numa cadeira de barbeiro ao ar livre, num acampamento; em outra, é ele que corta o cabelo de alguém.

Relações descompassadas

Mas a “invasão asiática” vem também da Coreia, de Taiwan, do Japão… O coreano Hong San-soo, de quem ainda está em cartaz nos cinemas o belo Na praia à noite sozinha, comparece com o ainda mais belo O dia depois, que mostra, num límpido preto e branco, as relações descompassadas entre um homem e três mulheres: a esposa, a amante e a recém-contratada funcionária de sua editora.

Em poucas e enxutas cenas (de diálogos, em sua maioria), com movimentos sutis de câmera, recusa do campo/contracampo, uso preciso do zoom e delicada direção de atores, Sang-soo pega seu protagonista no contrapé, acumula mal-entendidos, desvela camadas insuspeitas de sentimentos, compõe enfim todo um ensaio audiovisual dramático (e divertido) sobre o teatro de máscaras das relações afetivas numa grande metrópole contemporânea (Seul, no caso). No cinema paciente e arguto do diretor coreano há muito de Ozu, como já foi dito, mas também, neste filme específico, um tanto do Eric Rohmer dos “contos morais” e das “comédias e provérbios”.
Relações humanas desencontradas estão também no cerne de Missing Johnny, longa-metragem de estreia do taiwanês Huang Xi. A metrópole, neste caso, é Taipei, onde se tangenciam e acabam por se entrelaçar as trajetórias de uns poucos personagens: um faz-tudo desajeitado, um adolescente com alguma forma de autismo, uma moça que cria pássaros exóticos em seu apartamento e é sustentada a contragosto pelo namorado. O modo como o filme equilibra os caprichos do acaso e os desejos desses personagens é muito hábil, bem como a revelação paulatina da história pregressa de cada um.
As primeiras imagens (que ecoarão no final) são de uma situação aflitiva: um carro enguiça no meio de uma avenida de grande tráfego e seu motorista, que não consegue fazê-lo pegar de novo, sente a pressão crescente da cidade às suas costas, querendo avançar. A dialética entre movimento e paralisia, inclusive no plano pessoal, guiará todo o desenvolvimento da narrativa. A imagem recorrente de viadutos, elevados e túneis que se entrecruzam será também a tradução visual do percurso dramático dos personagens. Não deve ser por acaso que o estreante Huang Xi é apadrinhado por Hou Hsiao-Hsien. O grande diretor de A assassina e O mestre das marionetes é produtor executivo de Missing Johnny.
Outro cineasta chinês de primeiríssimo time, Jia Zhangke, está presente na 41ª Mostra num segmento do longa coletivo Em que tempo vivemos?, do qual participa também o brasileiro Walter Salles, cujo episódio fala do desastre ecológico de Mariana.
Há ainda o cinema japonês, que vai da doçura de Naomi Kawase, com Esplendor, à violência de Takeshi Kitano, com Outrage Coda.
Dicas e apostas

Para quem está em busca de dicas, por enquanto o que é possível recomendar, além das retrospectivas dedicadas a Agnès Varda, Paul Vecchiali e Paulo José, são alguns brasileiros mais ou menos obrigatórios: A garota do calendário, de Helena Ignez, obra de um vigor libertário invejável; Gabriel e a montanha, de Fellipe Barbosa, que venceu o Festival do Rio; Arábia, de João Dumans e Affonso Uchoa, ganhador do Festival de Brasília; Antes do fim, de Cristiano Burlan, lindo filme de amor e morte; Café com canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio; Não devore meu coração, de Felipe Bragança; Vazante, de Daniela Thomas, que tem gerado tanta controvérsia e que cada um deve ver com os próprios olhos.

Na categoria “ainda não vi, mas boto fé”, algumas apostas a conferir são: As boas maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas, Zama, de Lucrecia Martel; Abaixo a gravidade, de Edgar Navarro, e Saudade, de Paulo Caldas.
Muita coisa escapou e escapará, como a água do mar por entre os dedos de quem tentar segurá-la.
Assista ao trailer de Human flow: 
Fonte: Brasil Cultura

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

RETROSPECTIVA: “A ocasião faz o ladrão” e mais 16 frases que perderam o sentido no Brasil de hoje. Por Celso Vicenzi

POR CELSO VICENZI
Por 
Diario do Centro do Mundo

No Brasil do golpe, aquele do grande acordo com “o Michel Temer, com o Supremo, com tudo”, muitas coisas perderam o sentido. Já não significam (quase) nada. Honra, dignidade, ética, justiça… essas palavras vão, digamos assim, perdendo a serventia.
O mesmo acontece com velhos ditados, frases, provérbios e outras expressões que já não exprimem o que representavam em outros momentos. Em alguns casos, caíram completamente em desuso, em outros, exigem uma nova interpretação.
Vamos a alguns deles:
O crime não compensa.
Quem ainda teria coragem de pronunciar isto? As malas de dinheiro do Geddel e tantas outras que “foram morar sozinhas” em apartamentos ou viajam para paraísos fiscais estão aí para confirmar que este provérbio caiu em desuso.
Pau que bate em Chico também bate em Francisco.
Foi substituída por pau que bate em Delcídio NÃO bate em Aécio… nem a pau, Juvenal!
Em boca fechada não entra mosca.
E muito menos as regalias oferecidas pela delação premiada na Lava Jato. Quem não abre a boca pra falar o que o Moro quer, vai ficar espantando moscas na prisão.
Um dia é da caça, outro do caçador.
Com essa bancada da bala e do boi, um dia é do caçador e o outro também.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
Provérbio foi adaptado. Hoje em dia, mais vale um tucano na mão de um judiciário manso e protetor do que inimigos do golpe, voando como zumbis, de processo em processo, nas mãos da Lava Jato.
Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão.
E puseram! A 13ª (quanta ironia!) Vara Federal Criminal, onde a justiça do Moro funciona com “dois pesos, duas medidas”.
A ocasião faz o ladrão.
Hoje em dia não é mais preciso esperar por uma ocasião, talvez única, na vida. Há eleições a cada dois anos. Depois de eleito é só se locupletar. Quase todos, afinal, confundem tomar posse com “apossar”.
A mentira tem perna curta.
Mas corre pra caramba, nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação. Ao contrário do que tenta induzir o provérbio, até hoje tem se dado muito bem, principalmente no Jornal Nacional.
Quem tem boca vai a Roma.
O correto é “vaia” Roma, ou seja, na época, um protesto contra o centro do poder, o império. Durante o golpe contra Dilma, quem tinha boca, carro na garagem, apartamento classe média e inteligência mediana bateu panela, gritou e vaiou da sacada do apartamento. Hoje, continua a escrever nas redes sociais contra Lula, Dilma e o PT. A corrupção pós-golpe e todo retrocesso que acontece no país, ah, deixa pra lá…
Quem ama o feio, bonito lhe parece.  
Esta é uma exceção, posto que continua atualíssima, principalmente para a Cláudia e a Marcela, esposas do Cunha e do Temer, respectivamente.
Deus tem mais para dar do que o diabo para tirar.
Não é o que tem acontecido, ultimamente. Pelo menos em boa parte das igrejas evangélicas, Deus não consegue repor o tanto que pastores, com seu fiel escudeiro, o diabo, tiram dos fiéis todos os dias.
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Aécio para Joesley: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer a delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.” Para o juiz Moro, o Congresso Nacional, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal nem meia dúzia ou mais de palavras claras, claríssimas,  permitiram vislumbrar algum tipo de crime.
O boi engorda é com o olhar do dono.
Hoje em dia engorda mais com a grilagem de terras, com a invasão do Cerrado e da Amazônia, com financiamentos agrícolas camaradas e que, ainda assim, muitos não pagam, e com o perdão de dívidas…
Mato tem olhos, paredes têm ouvidos.
Ainda mais no Brasil, onde quase todo mundo tá grampeado.
Quem semeia vento, colhe tempestade.
Mudou para: Quem semeia ignorância, colhe bolsonaros.

Não é pelos vinte centavos!
Verdade! É pelo golpe, pela destruição do país, pela entrega das nossas riquezas, pela perda da soberania, pelo eterno papel de colônia de outras nações.
Fonte> Diário do Centro do Mundo

Com fascistas não se conversa: uma lição de 1935 para os dias de hoje. Por Gilberto Maringoni

Seu Alberto
Por 
Gilberto Maringoni

Já publiquei a foto do personagem aqui. É Alberto de Souza (1908-92), herói (quase) anônimo do povo brasileiro. Faço-o novamente neste 7 de outubro. A data marca os 83 anos da Batalha da Praça da Sé, quando centenas de comunistas e democratas colocaram para correr quase quatro mil integralistas reunidos no local.
O objetivo da direita era comemorar os dois anos do lançamento do Manifesto Integralista, de Plínio Salgado, chefe da versão nativa dos fascistas italianos. Uma espécie de MBL da época, grupo tão abusado quanto a malta atual.
Apelidados de galinhas-verdes – pela cor da camisa – os manifestantes vieram de diversos pontos da capital e do interior.
Não sabiam que a esquerda – conhecendo o planejado – marcara outro ato para o mesmo dia e lugar.
Seu Alberto era bauruense e comunista desde muito jovem. Enfrentou prisões e torturas, em 1935, que o deixaram paraplégico. Mas naquele 7 de outubro ele estava na Sé, a mil, desde a madrugada. Já velho, contava a história entre baforadas de um cigarro de palha e soltas gargalhadas.
“Vários companheiros foram armados, outros com pedaços de pau e a maioria só levou punhos e pés. Alguns subiram nos telhados dos prédios em volta, para dar cobertura, diante de qualquer eventualidade. Planejamos direitinho. Com fascistas não se conversa”.
Seu Alberto era soldado da Força Pública. Nesse dias estava à paisana e brigou como um leão. Levou e distribuiu pancadas, no meio da batalha campal.
O que se viu foi um enfrentamento memorável. Os direitistas, mesmo em maior número, fugiram apavorados.
Lembro hoje da gargalhada de meu companheiro.
“Com fascistas não se conversa”.
“Com fascistas não se conversa”.
“Com fascistas não se conversa”.
A frase lateja em minha cabeça.
Fonte: DCM

Polêmica do papel higiênico preto: seria o racismo a nova ferramenta da publicidade? Por Sacramento

Por
 Marcos Sacramento
 
Deve existir alguma tendência na publicidade atual que aposta nas gafes envolvendo grupos minorizados como negros, mulheres e homossexuais para chamar a atenção do público.
Só isso explica o uso o slogan “black is beautiful” na propaganda do papel higiênico “Personal Vip Black”, variedade do item de primeiríssima necessidade cujo único diferencial é ser na cor preta.
A frase foi nome de um movimento cultural surgindo na década de 1960, durante as lutas pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Preconizava a valorização dos traços físicos característicos das pessoas negras como uma forma de combate ao racismo.
Não é preciso muito esforço mental para imaginar que a associação do slogan a um produto destinado a limpar o corpo de excrementos iria causar polêmica.
Foi o que aconteceu, com toda a razão. O escritor e empreendedor social Anderson França, um dos que protestaram nas redes sociais contra a campanha publicitária, foi didático em sua crítica ao uso inapropriado do slogan “black is beautiful”.
‘Essa expressão, quando dita e repetida pelo militante negro da década de 1960, saía de uma garganta quase sufocada pela bota de um policial branco em Montgomery. Saía pela boca que golfava sangue no chão, baleada por racistas da KKK na Carolina do Sul.
Saía com esforço dos pulmões de jovens que iam aos shows de James Brown, Say it Loud, I’m Black, and I’m Proud, na noite da morte do Rev. Martin Luther King Jr. Pessoas morreram para que essa expressão fosse reverenciada até hoje”.
No seu post manifesto, França cita os ícones do movimento negro Angela Davis, Fela Kuti, Malcolm X, James Baldwin e Nina Simone. Poderia incluir Steve Biko, ativista contra o apartheid e entusiasta do slogan, morto aos 29 anos após ser preso e torturado pela polícia sul-africana.
Exigir que esses nomes sejam citados nas reuniões das agências de publicidade é uma utopia. Mas imaginar que o uso do slogan poderia ser inadequado, ainda mais nos tempos atuais, em que “gafes” e “mal-entendidos” na publicidade viralizam e repercutem negativamente, é o mínimo que um profissional razoavelmente bem informado deveria fazer.
Por isso, a ideia do uso consciente da polêmica para alavancar um produto está longe de parecer teoria da perseguição. Até porque não foram poucos os que só conheceram um anúncio da Dove para o mercado norte-americano após a marca ser acusada de racismo. No vídeo, transmitido no Facebook, uma mulher se transforma em branca como se fosse efeito do sabonete.
A marca foi duramente criticada, as ações da Unilever caíram ligeiramente mas hoje, menos de um mês depois da exibição da propaganda, a Dove continua vendendo seus cosméticos e o comercial racista é só mais um no inventário de polêmicas da internet.
Por aqui, muita gente não sabe o nome do papel higiênico que usou ao obrar pela última vez mas sabe a marca do papel de cor preta. Marina Ruy Barbosa pode até ser bonita, mas não foi por causa dela que o tal papel higiênico chique e requintado tornou-se assunto do dia.
Fonte:diariodocentrodomundo.com.br

Inscrições abertas para expositores participarem do Revelando São Paulo 2017

O XII Festival da Cultura Paulista Tradicional - Vale do Paraíba foi realizado no Parque da Cidade Roberto Burle Marx entre os dias 05 e 09 de julho de 2013.
O XII Festival da Cultura Paulista Tradicional – Vale do Paraíba foi realizado no Parque da Cidade Roberto Burle Marx entre os dias 05 e 09 de julho de 2013.
Revelando São Paulo lançam as inscrições para os expositores interessados em participar da edição 2017
A Secretaria da Cultura e a comissão organizadora do Revelando São Paulo lançam as inscrições para os expositores interessados em participar da edição 2017 do maior festival de cultura tradicional do Estado.
É possível fazer as inscrições para as categorias ArtesanatoCulináriaRancho TropeiroGruposArranchamento interétnicoDivino e Irmandades. Para cada um há regulamentos e orientações específicas, que constam nos materiais abaixo.
O Revelando São Paulo acontece de 29 de novembro a 3 de dezembro, no Parque do Trote, na Vila Guilherme, zona norte da Capital.Clique nos links abaixo para acessar os regulamentos e os formulário de inscrição.

ORIENTAÇÕES E REGULAMENTO

FORMULÁRIOS DE INSCRIÇÃO

Para mais informações entre em contato por meio dos emails abaixo:
Fonte: Brasil Cultura

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A (R)evolução Cultural do Imperialismo – Por Anderson Bahia

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Em algumas das conversas frutíferas que tive nos últimos meses, alguém falou que o desenvolvimento do capitalismo, tanto na elaboração política-ideológica-filosófica quanto no salto das forças produtivas, avança tão rápido que ele não sabe o que é projetado primeiro. Se as ideias ou o desenvolvimento. A base filosófica do marxismo indica que as ideias apreendem a posteriori os fenômenos que derivam da atividade econômica, indicando uma resposta à inquietação do amigo. Mas daí não podemos concluir que os processos socioculturais precisam ser secundarizados.

Como um sistema que passa por uma profunda crise vai se perpetuando? Como pode o capitalismo aprofundar cada vez mais as desigualdades e ainda assim se fortalecer e abrir novos ciclos históricos? Ou não é esse o sistema do 1% da população no mundial com renda equivalente aos demais? Que no Brasil faz apenas seis pessoas (dá para contar nos dedos) possuírem riqueza igual a de 100 milhões dos mais pobres, conforme apresenta relatório recente da Oxfam.

Se os processos econômicos sob o capitalismo criam desesperanças para a maioria das pessoas, não dá para atribuir apenas a economia a resposta para um conjunto de outros fatores, como pretendem alguns que reduzem tudo a essa esfera. Diariamente a classe trabalhadora é bombardeada com um conjunto de informações, conceitos e juízos de valores fabricados sob os princípios do liberalismo devidamente empacotados sob o rótulo de “natural”, “normal”, “a vida sempre foi assim” e outros termos para diminuir a capacidade crítica de quem “consome” tais ideias.
Paralelamente aos processos produtivos, há uma indústria montada para disputar consciências. Ela por si só movimenta um mercado gigantesco, com ramos diversos e muito bem consolidado.
Interessante notar que a chamada indústria cultural acompanha os métodos da indústria “pesada”. No ambiente de convergência tecnológica, por exemplo, as empresas que dominam seus ramos de atuação passaram da formação de monopólios para a de oligopólios. Nas TV´s, cada vez mais se acompanha programas cujos formatos são exportados. “The Voice”, “Master Chef” e “Big Brother” surgiram em países diferentes e hoje são transmitidos em vários outros. Na alimentação, nem se fala. O MacDonald´s dispensa apresentações. Na música e no cinema, idem. Num cenário da livre circulação de capitais, os bens culturais passaram a circular livremente também, devidamente assegurada pela onda de desregulamentações na égide neoliberal.
Mais do que produtos, são vendidas ideias, emoções e conceitos que criam uma subjetividade neoliberal e vendem ao mundo os modos de vida sobretudo do Tio Sam . O marketing cumpre papel destacado nisso à ponto de alguns afirmarem que o capitalismo anda “desconstruidão”, pelo fato de terem passado a valorizar a diversidade étnica e de gênero na venda dos seus produtos, giro mais recente do liberalismo. Tal enfoque, contudo, limita-se a representatividade e ignora a noção de direitos. Num país que passa por uma onda de reformas que solapam as garantias constitucionais, a questão democrática vai ficando alojada nas representações diversas promovidas pelo mercado ao invés da geração de serviços e direitos geradas pelo Estado.
Essa avalanche é tamanha que liberdade e amor viraram pauta política até mais forte que trabalho, educação, saúde, etc., em alguns espaços onde se dá o debate político. E a noção de democracia aparece muito fluída no meio disso. A necessidade de disputar o enorme contingente que se forma em torno dessas pautas já intimida alguns a problematizarem centralmente as perspectivas de superação do capitalismo.
No primeiro semestre desse ano, a Fundação Perseu Abramo revelou outro ramo da ofensiva cultural de cunho conservador. Com a pesquisa “Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo”, demonstraram que tem predominado nessas regiões populares concepções individualistas e, mesmo sendo em áreas onde os serviços públicos são mais precários, noções contrárias à presença do Estado. A menos quando se trata de segurança/violência, que aumenta a demanda por repressão policial. Um dos principais fatores para isso, segundo a pesquisa, é a forte atuação de igrejas evangélicas neopentecostais forjando esse tipo de consciências. Nas últimas eleições, Dilma e Haddad perderam em vários bairros da periferia da capital paulista. Ao contrário de Doria e Bolsonaro, que contam com boa aceitação em grande parte dos bairros ali situados.
Se debruçar sobre esses elementos é de extrema importância para identificar os enormes desafios na construção de um projeto nacional e autônomo de desenvolvimento. Além de entender melhor o ambiente que temos atuado politicamente.
Fonte: UJS

Ouça “História Hoje”24/10 : Manaus completa 348 anos de fundação

manaos
Hoje é dia celebração em Manaus, que completa mais um aniversário.
A data de fundação, 1669, remete aos tempos em que era apenas um forte feito de pedra e barro que os portugueses usavam para proteger o norte do Brasil das invasões.
Apresentação Carmen Lúcia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
A  Fortaleza  de São José do Rio Negro ficava à margem esquerda do rio Negro e deu origem em um pequeno arraial.
Em 1758 tornou-se  sede da capitania de São José do Rio Negro. Em 1832,  passou à  vila com o nome de Manaós, em homenagem à nação indígena Manaós, que lutou contra a dominação portuguesa e a possibilidade de tornar-se mão-de-obra escrava.
Quando recebeu o título de cidade em 24 de outubro de 1848,  foi batizada como Cidade da Barra do Rio Negro. Na época tinha cerca de 3 mil habitantes. E somente em 4 de setembro de 1856 passou a ser chamada de Manaus.
No início do século 20, o latex, levou a capital do Amazonas ao apogeu. Manaus foi a cidade mais rica do País por muito tempo.
Esta riqueza do ciclo da borracha proporcionou uma reviravolta estrutural, com a implantação de bondes elétricos, sistema de telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios de diversas bandeiras e tamanhos.
Depois da borracha foi criada a Zona Franca de Manaus. A cidade ganhou um comércio de importados e depois um polo industrial onde se concentraram centenas de fábricas.
No meio da floresta amazônica, a cidade conheceu riqueza e glamour. Somando aos seus encantos naturais como rios e paisagens repletas de verde, também contou com o ouro e a arquitetura europeia.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.
Fonte: BRASIL CULTURA

Dica de livro: A Elite do atraso

A ELITE DO ATRASO: DA ESCRAVIDÃO A LAVA JATO

Sinopse do livro: Numa época em que a questão das desigualdades racial e social estão, mais do que nunca, no centro de cena – dos grandes veículos de comunicação aos comentários nas redes sociais e até mesmo nas conversas das mesas de bar, onde todos parecem ter uma ideia muito bem definida do que é capaz de construir um país ideal –, o sociólogo Jessé Souza escancara o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. 

Esse é o pilar de sustentação de nossa elite, A Elite do Atraso. Depois da polêmica aberta pela obra A Tolice da Inteligência Brasileira e da contundência exposta em A Radiografia do Golpe, o autor apresenta obra surpreendente, forte, inovadora e crítica na essência, com um texto aguerrido e acessível. A Elite do Atraso é um livro para ser apoiado, debatido ou questionado – mas será impossível reagir de maneira indiferente à leitura contundente de Jessé Souza a ideias difundidas na academia e na mídia. 

O Preço em torno de R$ 44,00.

Fonte: desabafopais.blogspot.com.br