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terça-feira, 24 de julho de 2018

‘André ou Receita para se fazer um monstro’, no Teatro Dulcina

Andre ou Receita para se fazer um Monstro_De Joao Monteiro_tambem ator. Teatro Dulcina, de 13.07 a 29.08 2018. Foto divulgacao

Inspirada em personagem de Raduan Nassar, peça analisa a violência e mostra como a sociedade chega a reforçá-la na família.


A Fundação Nacional de Artes recebe, no Teatro Dulcina – centro do Rio de Janeiro – até o dia 29 de agosto, o espetáculo André ou Receita para se fazer um monstrode quarta-feira a domingo, sempre às 19h. Os ingressos têm preços populares. A temporada é breve, com 13 apresentações.
O texto de João Monteiro foi inspirado no livro Receita para se fazer um monstro, de Mário Rodrigues – vencedor do Prêmio Sesc Literatura 2016, na categoria Contos –; e também houve inspiração no personagem André, do livro Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.
Com direção de João Paulo Soares e atuação de João Monteiro, o projeto tem apoio do Piollin Grupo de Teatro, do qual o encenador faz parte.
O monólogo analisa a violência e de que modo ela acaba sendo reforçada pela sociedade, através do campo familiar. André relata suas vivências e conflitos familiares, num processo de construção da identidade e busca por autoconhecimento. Entre devaneios, visões e um comportamento por vezes com características esquizofrênicas, o personagem se redescobre e revela um ato cometido no passado.
O enredo mescla a questão principal da peça, a violência, a outra: a do autoconhecimento – nas esferas social e da família. Traz o questionamento: “do que somos capazes de fazer quando somos nós mesmos?”. A experiência do personagem é como a de um animal, “que começa a entender suas necessidades mais primárias, como matar, amar e sobreviver”, diz João Monteiro. O dramaturgo e ator acrescenta: “Falar sobre violência e autoconhecimento é imprescindível no momento presente. André expõe seus devaneios sobre família, morte e vida, de forma contundente, busca trocar experiências com o espectador fazendo com que ele se identifique nos pequenos gestos, nos detalhes, percebendo como somos conduzidos aos atos agressivos de forma despercebida”.
O projeto tem apoio do Grupo Piollin de Teatro.
Sobre o autor/intérprete
João Monteiro é ator, jornalista e produtor. Nascido em Jaguarão (RS), mora no Rio de Janeiro desde 2009. Foi integrante do Grupo de Teatro Nós do Morro (RJ), da Cia. Guerreiro (RJ) e do Teatro Escola de Pelotas (RS). Participou de diversas produções em teatro, dança e TV, entre elas a novela Poder Paralelo, o longa-metragem Tim Maia (Mauro Lima) e o espetáculo Dante’s Purgatorio, dirigido por Jorge Farjalla, em que foi protagonista. Estudou interpretação para TV, cinema e teatro com nomes como Wolf Maya, Sérgio Penna, Duda Maia, Ariane Mnouchkine (Theatre du Soleil), Jorge Farjalla, Armazém Cia. de Teatro e Grupo Galpão, entre outros.
Sobre o diretor
João Paulo Soares integra o Grupo Piollin de Teatro. É professor de interpretação no Centro Estadual de Artes (Ceartes), em João pessoa (PB). Coordena e dirige leituras, oficinas e cursos de teatro. Recentemente foi diretor dos espetáculos: O reino de Ariano (2015), com o ator Luiz Carlos Vasconcelos; Razão pra ficar (2016), 503 (2016) e Outubros (2016). Foi ainda responsável pela preparação de elenco do filme A ética das hienas, de Rodolpho Barros. Em Londres (ING), estudou cinema no Greenhill College e no Stanmore College. Participou de inúmeras montagens teatrais e trabalhou com encenadores como Enrique Diaz, Pascoal Villaboim, Henrique Antoun e Marcos Fayad. Protagonizou A gaivota, de Anton Tchekhov, do Grupo Piollin, com direção de Haroldo Rêgo – espetáculo que, com estreia em 2007, excursionou por várias cidades brasileiras, tornando o nome do coletivo uma das referências do teatro brasileiro atual.
André ou Receita para se fazer um monstro
De 13 de julho a 29 de agosto
De quarta-feira a domingo, às 19h
Projeto, texto e atuação: João Monteiro
Direção: João Paulo Soares
Apoio: Grupo Piollin de Teatro
Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro
Rio de Janeiro (RJ)
Espaço da Fundação Nacional de Artes – Funarte
Ingressos: R$ 20. Meia-entrada: R$10
Classificação etária: 14 anos

"O Pequeno Príncipe Preto": peça infantil traz cultura afro e diversidad...

IBRAM

Instituto Brasileiro de Museus – Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus foi criado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2009, com a assinatura da Lei nº 11.906. A nova autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) sucedeu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos direitos, deveres e obrigações relacionados aos museus federais.
O órgão é responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros. Também é responsável pela administração direta de 30 museus.
Conheça os museus vinculados ao Ibram.

Capacitação de produtores culturais em Salvador sobre fomento

O Ministério da Cultura (MinC) promoveu nesta segunda-feira (23/7), na Sala Walter da Silveira, em Salvador (BA), mais uma edição do seu Seminário de Capacitação, destinado a preparar produtores e gestores culturais para a utilização dos mecanismos de fomento disponibilizados pelo Governo Federal. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, José Martins, abriu o encontro, que se estendeu das 9h30 às 18h.
Ao longo do dia, artistas, empresários, produtores e demais profissionais da área cultural da Bahia interagiram com equipes do MinC em debates sobre Lei Rouanet, Lei do Audiovisual, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outros mecanismos de fomento.
As orientações oferecidas pelo ministério visaram ampliar o alcance da política cultural e dos instrumentos que favorecem o setor. A expectativa é que o maior entendimento da comunidade cultural do estado sobre como apresentar projetos e obter linhas de financiamento gere maior adesão local aos incentivos.
A produtora cultural Iara Nascimento veio ao seminário de capacitação em busca de informações sobre economia criativa. “É algo importante para que os projetos culturais que trabalho tenham mais consistência”, comentou. Gestor cultural da Secretaria de Cultura de Estado da Bahia, José Neto disse que o seminário é uma oportunidade para se atualizar. “É importante saber o que o MinC tem proposto em políticas públicas”, avaliou Neto.
Seminário 
José Neto, gestor cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, busca atualização sobre as políticas públicas do MinC. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)
O encontro teve a duração de um dia. Um técnico da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do MinC responsável pela gestão da Lei Rouanet explicou como funciona o principal mecanismo de fomento à cultura do País, orientando participantes e tirando dúvidas sobre apresentação de projetos.
Técnicos da Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) detalharam os editais e as linhas de financiamento disponíveis para o setor do audiovisual. Durante o seminário também foram dadas orientações a incentivadores sobre as vantagens e as formas de apoiar projetos culturais.
Salvador foi a 25ª das 27 capitais brasileiras que receberão, até o fim de julho, as equipes do MinC com orientações sobre os mecanismos de incentivo. Antes da capital baiana, foram realizados seminários em Macapá (AP), Fortaleza (CE), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Natal (RN), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE), Palmas (TO), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Belém (PA), Manaus (AM), São Luís (MA), Teresina (PI), Cuiabá (MT) e Boa Vista (RR). Na sexta-feira, dia 27, o encontro será sediado em Vitória (ES).
Fonte: BRASIL CULTURA

domingo, 22 de julho de 2018

Documento da VI Grande Assembléia Das Mulheres Kaiowá Guarani – Kuñangue Aty Guasu

Documento da VI Grande Assembléia Das Mulheres Kaiowá Guarani – Kuñangue Aty Guasu
A mulheres Guarani e Kaiowá vem aqui compartilhar o documento final da nossa VI Grande Assembléia Das Mulheres Kaiowá Guarani – Kuñangue Aty Guasu, realizada na aldeia Amambai-MS de 10 a 14 de Julho de 2018. Estivemos encaminhamentos bastante ricos e de muito frtalecimento duarante esses utimos dias.  Pois enquanto houver o som do Mbaraka e do Takuapu vai ter Luta! Fora Temer! Fora Bolsonaro! Fora Ruralistas! Demarcação Já!

"REFLEXÃO" - “A sociedade foi e sempre vai ser racista”, desabafa motorista preso por engano

Foto: Reprodução/TV Globo
Por Redação

Confundido com um ladrão, Antônio Carlos Rodrigues relata que não conseguiu dormir durante a semana em que esteve na cadeia; família descobriu que o verdadeiro criminoso já estava preso.

O motorista de aplicativo Antônio Carlos Rodrigues não se conteve e desabafou, depois de viver uma experiência bem dolorosa: ele ficou preso desde o dia 13 de julho, apontado pela polícia do Rio de Janeiro de ser um dos ladrões que assaltaram o Consulado da Venezuela, em junho. O problema é que ele era inocente. Sua família teve de tomar a iniciativa de investigar e descobrir que o verdadeiro criminoso já estava preso. “Nunca mudou e nunca vai mudar: a sociedade foi e sempre vai ser racista, e a Justiça é cega e falha”, disse.

Em entrevista a Flávia Januzzi, da Globo Rio, Antônio relembrou da semana que passou na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio. “Eles me pegaram com a roupa do corpo. Fiquei com essa roupa até ontem. Quando fui solto, eu tirei a camisa e joguei fora”, contou ele, que afirmou não ter conseguido dormir durante o período em que ficou preso: “Lá, não tinha dormido, não dormi. Fiquei esses dias sem conseguir dormir”, afirmou. “Desde o momento em que me colocaram para dentro da cela pensei: Minha vida acabou”, acrescentou.
Ele revelou que dividiu a cela com nada menos do que 80 homens. “Eu estou com medo ainda. Tive medo lá dentro e estou com medo agora. Ruins, péssimos, horríveis, nojentos. Cada um faz o que quer da sua vida. No meu caso eu não procurei estar ali, fui colocado”, contou, indignado.
Antônio foi preso, confundido com o ladrão que assaltou o Consulado da Venezuela, crime que foi registrado por câmeras de segurança. A confusão da polícia foi baseada em fotografias de redes sociais. Policiais da Delegacia de Apoio ao Turista viram fotos de Antônio e “identificaram” supostas semelhanças com o verdadeiro criminoso.
O relatório da delegada Valéria Aragão indica que ambos são carecas, com orelhas grandes, pontudas e voltadas para fora. Ela também citou a cor da pele, o formato do nariz e o formato da cabeça. A família resolveu apurar por conta própria e descobriu que o verdadeiro ladrão já estava detido. A delegada Valéria Aragão não quis se manifestar. Disse, somente, que a investigação é sigilosa.
Fonte; REVISTA FÓRUM

Índio Isolado da TI Tanaru - O sobrevivente que a Funai acompanha há 22 anos

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Foto: Acervo/Funai
Imagine passar 22 anos observando uma só pessoa. Planejando ações de vigilância do território onde vive, garantindo sua proteção contra ameaças externas. Nenhuma palavra trocada. Todo contato consistindo em fornecer alguns objetos que poderiam ser úteis para a sua sobrevivência. É esse o trabalho realizado pela Funai na Terra Indígena (TI) Tanaru, onde vive o indígena isolado popularmente conhecido como o "índio do buraco".


A Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé (FPE Guaporé) é a unidade da Funai responsável pelo monitoramento dos seus processos de ocupação e pela proteção da TI Tanaru. Esse trabalho é realizado constantemente. Periodicamente a FPE Guaporé alterna ações de monitoramento da TI Tanaru com ações de vigilância do entorno de seu território, garantindo sua proteção.

Quando há a presença confirmada ou possível de povos indígenas isolados fora de limites de terras indígenas, a Funai se utiliza do dispositivo legal de Restrição de Uso (interdição de área), amparando-se no artigo 7.º do Decreto 1775/96; no artigo 231 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; e no artigo 1.º, inciso VII da Lei nº 5371/67, visando a integridade física desses povos em situação de isolamento, enquanto se realizam outras ações de proteção e tramitam processos de demarcação de terra indígena.

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Foto: Acervo/Funai
A atual delimitação da TI Tanaru foi estabelecida em 2015, por meio da Portaria do Presidente da Funai de número 1040 de 16 de outubro, que prorrogou a interdição de área por mais 10 anos. A área demarcada possui 8.070 hectares. Não obstante, as primeiras interdições de área ocorreram já na década de 1990, logo após a confirmação da existência do índio isolado da TI Tanaru.


É bastante traumático o histórico do povo indígena ao qual pertence. Na década de 80, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia, provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados que até então viviam nessas regiões, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte.

Após o último ataque de fazendeiros ocorrido nos finais de 1995, o grupo que provavelmente já era pequeno (a partir de relatos, a equipe local acreditava serem seis pessoas) tornou-se uma pessoa só. Os culpados jamais foram punidos. Em junho de 1996, a Funai teve finalmente o conhecimento da existência e da traumática história deste povo, a partir da localização de acampamento e outros vestígios de sua presença. Quando a Funai finalmente confirmou sua presença, já havia apenas uma pessoa. No entanto, outros indícios anteriores levaram os servidores a crer que ali residia um grupo maior.

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Foto: Acervo/Funai
Nos últimos 10 anos, a Funai realizou 57 incursões de monitoramento do indígena e cerca de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da TI Tanaru. Até a presente data a FPE Guaporé localizou 48 moradias, documentadas conforme a metodologia da Funai. Ao longo do tempo, foram registradas várias imagens suas, obtidas por acaso, durante as ações da FPE Guaporé no interior da TI Tanaru. Mesmo com uma equipe reduzida, a Funai não mediu esforços para estar presente, vigiando o entorno e monitorando suas condições de vida. "A gente sempre sabe mais ou menos em qual igarapé e em qual parte da terra indígena ele se encontra. Monitoramos ele de longe", afirma Altair Algayer, Coordenador da FPE Guaporé. Há mais de 5 anos não se observam invasões de madeireiros, desmatamentos e nenhuma outra presença de pessoas estranhas dentro dos limites da área.


A partir da confirmação da presença dele, em 1996, a Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais que ele passa frequentemente. Por volta de 2012, a Funai registrou algumas roças de milho, batata, cará, banana e mamão plantadas pelo indígena, que vive basicamente desses alimentos e da caça.

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Foto: Acervo/Funai
O que surpreende os servidores que acompanham a trajetória do indígena isolado da TI Tanaru é a sua vontade de viver. Para Altair, "Esse homem, que a gente desconhece, mesmo perdendo tudo, como o seu povo e uma série de práticas culturais, provou que, mesmo assim, sozinho no meio do mato, é possível sobreviver e resistir a se aliar com a sociedade majoritária. Eu acredito que ele esteja muito melhor do que se, lá atrás, tivesse feito contato".


Compete à Funai, por meio CGIIRC e das CFPEs, garantir aos povos isolados o pleno exercício de sua liberdade e das suas atividades tradicionais, disciplinando o ingresso e trânsito de terceiros em áreas em que se constate a presença de indígenas como Tanaru, tomando as providências necessárias à proteção desses povos.


Ana Carolina Aleixo Vilela - ASCOM/FUNAI
Com informações da CGIIRC e FPE Guaporé

Fonte: FUNAI

Emir Sader: Cem anos de Antonio Candido

Antonio Candido costumava ser chamado assim, segundo ele mesmo, por quem o conhecia pela sua vida acadêmica. Para os mais íntimos, entre os familiares e os amigos mais próximos, era simplesmente Candido. Foi assim que o conhecemos, desde pequenos, como sobrinhos de um dos seus amigos mais próximos, Azis Simão.
Por Emir Sader
Não tínhamos ainda a dimensão da sua figura para a cultura brasileira, mas conhecíamos sua genialidade, nas suas grandes tiradas irônicas, revelando toda a inteligência que permearia toda a sua obra. Nascido no Rio de Janeiro, há exatamente cem anos (24 de julho de 1918), cresceu em Poços de Caldas, antes que sua família se mudasse para São Paulo. Ali, estudou na USP, onde começou o curso de Direito, que abandonou antes de concluir, para estudar Ciências Sociais na velha e histórica Faculdade de Filosofia da rua Maria Antonia, sob a influência de Fernando de Azevedo.
Mas logo se concentrou na teoria da literatura, de que ele se tornaria o maior expoente brasileiro e latino-americano, além de formador das melhores gerações de estudiosos do tema aqui no Brasil. Mesmo antes disso, ele foi autor de algumas das obras sociológicas mais importantes do pensamento social brasileiro, Os parceiros do Rio Bonito, livro admirável também pela sua beleza literária.
A formação da literatura brasileira deu início à construção da obra de teoria literária que mudaria o panorama intelectual do Brasil, tornando-se um clássico na mais clara acepção da palavra, adotado, estudado, objeto de teses e edições em vários outros países.
Mas não me deterei aqui na obra de Candido e sim na sua imagem de intelectual da esfera pública, de que ele foi a melhor expressão no Brasil. Essa figura vem daquela da intelligentsia, do intelectual vinculado aos grandes temas de interesse da sociedade, abordados em linguagem acessível e do ponto de vista dos interesses populares, contra as oligarquias no poder. Um intelectual de que Antonio Candido foi o melhor exemplo.
Ele pertence a um tempo em que o intelectual se vinculava indissoluvelmente à esfera pública, à educação pública, à construção democrática da sociedade e do Estado. Era socialista, porque esse era o projeto que se identificava com aqueles interesses.
Pertenceu a grupos socialistas antes de participar da fundação do Partido dos Trabalhadores, partido com o qual se identificou sempre, em particular com a liderança do Lula. Como ele disse, sua personalidade não tem os traços da militância política, mas seu interesse pela política foi dado sempre pelo interesse pelas ideias que as práticas políticas contém.
A crise dos intelectuais das esfera pública é resultado de vários fatores, entre eles a burocratização da vida acadêmica, em que se escreve mais para as agências de financiamento, prestando contas ou solicitando recursos, do que para o grande público, para a opinião pública, para a sociedade no seu conjunto. A própria linguagem se adapta a essas necessidades, tornando-se hermética, inacessível, indecifrável.
Por outro lado, a disseminação dos campus universitários contribuíram decisivamente para afastar as universidades da vida das cidades, além de distanciar as próprias faculdades entre si, distanciadas também geograficamente. Os professores e estudantes de Ciências Sociais e de História da USP, por exemplo, não tendem a se encontrar, seus prédios são distintos, seus cafés são distantes entre si.
Tempos muito diferentes daqueles que eu tive a sorte de viver, em que no mesmo prédio da rua Maria Antonia se podia assistir cursos de Antonio Candido, de Sergio Buarque de Holanda, de Florestan Fernandes, entre tantos outros à disposição dos alunos de todos os cursos.
Além disso, a tendência permanente à hiper especialização das disciplinas faz com que se perca a visão da totalidade da sociedade, produzindo saberes cada vez mais restritos e distanciados da totalidade da realidade.
A morte de Antonio Candido, o nosso Candido, representou um novo momento na desaparição desse tipo de intelectual, do intelectual da esfera pública, que ele soube encarnar como ninguém no Brasil, pela sua trajetória de vida, pela sua obra, pela sua personalidade generosa e pelo exemplo que nos deixou.
Fundação Perseu Abramo

Desperte o seu sonho dançando

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A Ebateca foi fundada em 8 de Agosto de 1962 por Maria Augusta Mongenroth, Aída Maria Ribeiro e Mariá Silva, que juntas implementaram pela primeira vez na América do Sul o método de ensino da Royal Academy of Dance de Londres. A escola entrou em funcionamento no subsolo do Teatro Castro Alves (TCA) mediante acordo firmado com o Governo do Estado da Bahia para ser a primeira escola de Ballet da Bahia e do Norte/ Nordeste – Ebateca (Escola de Ballet do Teatro Castro Alves).
Em 1980 a então aluna Anna Cristina Gonçalves fundou o Grupo Ebateca, exclusivo para assessoria e consultoria no negócio da dança sob licenciamento da marca. Vinte anos depois, outra também aluna da Ebateca, Karyne Lacerda associou-se ao Grupo. Hoje o Grupo é dirigido por Anna Cristina Gonçalves e Karyne Lacerda.
Além dos consultores, o Grupo Ebateca conta com um conselho artístico e um conselho administrativo compostos por diretores das unidades que, aliados aos consultores, propõem e traçam metas e ações que são validadas pela franquia.
Fonte: EBATECA

desperte

a sua emoção

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Confira os cursos regulares e livres oferecidos pela Ebateca, disponíveis em nossas unidades.A dança é a arte do movimento. A sua prática melhora a desenvoltura, a evolução e domínio do corpo, incentiva o trabalho coletivo e a autoestima. Uma ótima aliada para a saúde e o bem-estar. Clic: http://www.ebateca.com.br/

UTILIDADE PÚBLICA - HPV - CAUSA CÂNCER DE PESCOÇO E CABEÇA. PREVINA-SE!!

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A infecção pelo papilomavírus (HPV) contribui significativamente com o aumento da incidência do câncer de faringe. Uma das formas de contágio por essa infecção é por meio da prática de sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais. São 41 mil novos casos anualmente e esse número pode ser reduzido com a prevenção e a conscientização sobre os riscos e consequências da doença.

UMA CAMPANHA DO SINDICATO DOS ENFERMEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO - SEESP

ESTE VÍDEO É A PROVA DE QUE BARRA DO CUNHAÚ (RN) É MESMO O CARIBE DO NORDESTE



A Praia da Barra do Cunhaú está localizada na região do litoral sul do Rio Grande do Norte, aproximadamente 75 km de distância da capital do estado.
A praia é tão linda que é chamada de Caribe do Nordeste, há quem diga até que é o Caribe Brasileiro, será? Veja o vídeo produzido pela Geldrones e tire suas conclusões:
Que maravilha de vídeo, hein!
Fonte: curiozzzo.com

“Meu homem”, homenagem de Beth Carvalho a Nelson Mandela

A cantora e compositora de samba Beth Carvalho, conhecida fora dos palcos por seu claro posicionamento de esquerda, musicou uma carta de Winnie Mandela ao então marido, Nelson Mandela em homenagem ao ex-presidente sul-africano.
Divulgação
A carta é de 18 de julho de 1988, período em que Mandela ainda estava no cárcere. Preso por 27 anos, ele foi detido em 1963 e libertado apenas em 1990.
No documento que foi musicado, Winnie conta sobre sua luta sozinha enquanto o marido estava preso e em como ele inspirava liberdade e força para seguir defendendo a justiça para o povo sul-africano.
Leia a letra na íntegra e ouça a canção:
Meu Homem
Beth Carvalho – Homenagem à Nelson Mandela
“Dormi com saudades suas
E sonhei com a liberdade
Caminhando livremente
Como gente
Sob o sol de Joannesburgo
Meu homem passeando pelo parque
Sem notar que existem brancos
E sem ver que haviam negros
Pelos guetos
São irmãos brancos e pretos
Nos guetos, são irmãos brancos e pretos
Meu homem
No meu sonho nós dormimos e
Abraçados nos amamos
Doces beijos, ternos mimos
Fui sozinha pra Namibia
E de lá fui pra Luanda
Com os artistas do “Amandia”
Pra cantar rezas num komba
E de lá fui pra kizomba
Lá nas terras de Zumbi
Lá nas terras de Zumbi dos Palmares
Lá nas terras do Zumbi
Ai../..Aí vi brancos e pretos
Me lembrei do “Apartheid”
E no meio da festança
Sem chorar me entristece 
Ai meu homem
Que vontade de chorar
Será quando que meus sonhos, meu homem
Serão só doces sonhar
Meu homem
Meu homem.”

sábado, 21 de julho de 2018

RESUMO DA ESTADIA DO PRESIDENTE DO CPC/RN EM BRASÍLIA-DF

Foto . Da esquerda para a direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, Drª Inez Joffily França e Coordenadora Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO

NAS COMUNICAÇÕES - RÁDIOFUSÃO COMUNITÁRIA
Na última terça-feira (18) Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, participou de audiência com a diretora do Departamento de Rádiodifusão Educativa Comunitária e de Fiscalização - DRECF/MCTIC, INEZ JOFFILY FRANÇA e a Coordenadora-Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO, cuja pauta foi o interesse do CPC/RN, que almeja uma Rádio Comunitária, tão sonhada pelos seus dirigentes e é claro pela sociedade cultural novacruzense.

A reunião durou cerca de 40 minutos e foi o suficiente para que Eduardo ficasse esperançoso com a Rádio Comunitária.

Ambas diretoras foram esclareceram e orientaram o presidente do CPC/RN, orientando-o a solicitar de maneira eficaz a Rádio Comunitária em favor do CPC/RN e é claro da comunidade de Nova Cruz/RN. Resta agora o CPC/RN juntar toda a sua documentação, anexando o projeto e aguardar o momento certo para que no próximo edital, Nova Cruz/RN seja inserida na próxima listagem que sairá ainda esse ano;

Para Eduardo Vasconcelos foi satisfatório a reunião onde temas e dúvidas foram abordados e esclarecidos. Resta agora renovar as energias e na busca de mais um sonho do CPC/RN! Sua Rádio Comunitária!

 Da esquerda: Presidente da FUNAI: WALACE MOREIRA BASTOS, Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS e o Assessor da Presidência da FUNAI, ARTUR MENDES

NA FUNAI


Já no dia 18 de julho, Eduardo Vasconcelos esteve em audiência com o assessor da presidência da FUNAI, Artur Mendes ocasião que entregou ofício relatando que em uma determinada cidade (preservar) alguns empresários do ramo hoteleiro vem ameaçando a comunidade indigena, após negarem a venda de suas terras para estes determinados empresários. A FUNAI se prontificou a apurar se realmente isto está ocorrendo, em caso positivo irá tomar as medidas cabíveis.

Em seguida Eduardo foi recebido pelo presidente da FUNAI, Walace Moreira Bastos e após uma rápida conversa referente ao assunto, pousaram para as fotos.

SINPRO/SP: Proposta de base curricular do ensino médio tem que ser cancelada

Segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo (18/07), o atual ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, acenou com mudanças na proposta da BNCC. Está errado. Qualquer alteração agora só serviria para viabilizar a sua aprovação no Conselho Nacional de Educação (CNE) até o final do ano.
A proposta enviada ao CNE em abril radicaliza a reforma do ensino médio ao promover um esvaziamento curricular sem precedentes. O documento prevê apenas duas disciplinas obrigatórias - Português e Matemática. O restante do currículo pode se organizar em dois genéricos campos de saber: 'Ciências Humanas' e 'Ciências da Natureza', além do ensino de Inglês.
Ninguém com um mínimo de juízo pode admitir reformas de tal magnitude feitas às pressas, num governo em fim de mandato. Por que, então, a insistência e a pressa?
Tem uma explicação: as mudanças estão sendo ditadas por interesses econômicos. Não é coincidência a entrada de grandes grupos e fundos de investimento na educação básica. A flexibilização e a desregulamentação garantem a esses grupos ampla liberdade para atuar e obter altas margens de lucro.
Nas escolas privadas, a reforma no ensino médio, combinada com a reforma trabalhista, sinaliza a redução de custos e a precarização da atividade docente. Na rede pública, as mudanças favorecem a privatização, com a venda de serviços educacionais ao poder público - sistemas apostilados, cursos, projetos, assessorias.
Se tiver alguma responsabilidade, o Conselho Nacional de Educação deve exigir o cancelamento da proposta e a retomada do debate sobre a BNCC, com mecanismos verdadeiros de consulta e somente depois que o novo governo tomar posse.
Leia também:

ESTA CIDADE DO RIO GRANDE DO NORTE POSSUI DOIS NOMES

Foto: Diego Moicano/CG na Mídia / Via: G1 RN
Depois daquela cidade que sumiu e reapareceu em outro lugar, agora trazemos uma que possui “dois nomes”, o que causa várias confusões.
No Alto Oeste potiguar, sim aquela região que “não fala a mesma língua que Natal”, uma lei criou em 04 de setembro de 1858 o município chamado de Campo Grande.
Segundo consta na Wikipédia, a região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agropecuária.
Interesses políticos fizeram com que essa lei fosse refogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas.
Mas aí dois anos depois outra lei mudou mais uma vez o nome da cidade, desta vez para Triunfo. E pensa que parou por aí? Não.
Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão.
Foi então que no dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome Campo Grande. Entendeu?
Igreja da cidade. Foto: Agacê Di Oliveira
Mas finalmente isso vai acabar e a cidade será definitivamente batizada. No dia 7 de outubro de 2018, primeiro turno das eleições, a população poderá escolher se ela manterá o nome Campo Grande ou mudará para Augusto Severo. O plebiscito já foi aprovado pelo TSE.
Os grupos poderão fazer propaganda entre 16 de agosto e 6 de outubro. De acordo com a resolução do TRE-RN, a pergunta que aparecerá na urna será “você é a favor da alteração do nome do município de Augusto Severo para Campo Grande?”.
E pra você, qual nome a cidade deve ter?
Com informações do G1/RN
Fonte: curiozzzo.com