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sábado, 17 de novembro de 2018

UNE reedita Cartilha Educação Não é Mercadoria

Publicação traz esclarecimentos sobre poder do dinheiro na educação privada e traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos
Depois da cartilha com instruções para a formação de CAs e DAs, a UNE está relançando neste mês a Cartilha Educação Não é Mercadoria. O objetivo da publicação é denunciar os abusos que os empresário da educação, donos de grandes complexos educacionais cometem rotineiramente. Os problemas no ensino superior privado vão da questão pedagógica à falta de infraestrutura e abuso no aumento das mensalidades. Para combater o poder do dinheiro sobre a educação, a cartilha da UNE traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos.
“Este relançamento da cartilha vem com intuito de dar uma um Norte e informar os estudantes das universidades particulares sobre os impactos da Reforma Trabalhista e as mudanças no Fies. A cartilha tem muita informação para ajudar os estudantes a se organizarem e resistirem”, destacou a diretora de universidades privadas da UNE, Keully Meirelles.
Fonte: UNE

Em Barra do Garças-MT, presidente da Funai destaca reinstalação do Comitê Regional das aldeias Xavante

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Foto de capa: participação do cacique da aldeia Cruz Alta e  servidor aposentado da Funai, Eugênio Maware, ativo participante no processo de demarcação da TI São Marcos
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Ao microfone, Mirian Marcos Tsibodowapre, chefe da CTL Campinópolis II (fotos: Hilda Araújo e Gérson Campos/Funai)
"É preciso um diálogo com as Coordenações Regionais e incentivo e perseverança nas pontas". Assim afirmou o presidente da Fundação Nacional do Índio, Wallace Bastos, durante a visita que fez à Barra do Garças-MT para se reunir com servidores da fundação e lideranças indígenas do Povo Xavante. A reinstalação do Comitê Regional foi a principal questão debatida.

Esta instância regional é de suma importância para o trabalho do órgão indigenista e para a população indígena porque possibilita o planejamento e a avaliação das ações da Funai de forma conjunta entre servidores e indígenas. Nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente da Fundação participou da reunião ordinário do Comitê Regional na Coordenação Regional Xavante, que atende cerca de 28 mil indígenas no leste do Mato Grosso. Ainda no dia 5, Bastos havia participado de um encontro com os servidores e servidoras das Coordenações Técnicas Locais.
Núbia Rocha, coordenadora-geral de Gestão Estratégica da Funai, disse considerar o Comitê Regional uma importante instância de participação social, que faz enormes contribuições à tarefa dos servidores públicos de planejar melhores formas de executar os recursos públicos de forma participativa, junto à comunidade envolvida.
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Leonardo Juruna, servidor da CTL Barra do Garças, que atende à Terra Indígena São Marcos

O coordenador regional da CR Xavante, Carlos Henrique da Silva, comentou sobre a estrutura renovada da Coordenação Regional e as dificuldades até chegar à situação atual. Ele ressaltou a importância do protagonismo dos servidores na gestão da CR a partir do ano de 2012, realizada com transparência, publicidade e responsabilidade. De acordo com ele, a CR regional realizou prestação de contas para apreciação dos membros do Comitê. Em fevereiro, haverá um novo encontro para apresentação dos planos de trabalho da CR Xavante para 2019.
Após ouvir as considerações dos servidores, o presidente da Funai disse que o objetivo principal da reunião é receber as demandas das Coordenações Regionais e apresentar o que foi realizado durante o exercício da presidência atual. Bastos disse que a questão patrimonial esta sendo tratada de forma cuidadosa, e que a Diretoria de Administração e Gestão (DAGES) vai promover a regularização do patrimônio das Coordenações Regionais no próximo ano.
Em relação à Coordenação-Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento (CGETNO), o presidente Bastos afirmou que será mais equânime o método de distribuição de recursos às Coordenações Regionais da Funai, conforme critérios como número de indígenas atendidos e situações específicas de cada Coordenação Regional.
Reunião com lideranças Xavante
O Cacique Simão disse que as promessas feitas para fortalecimento da Funai não sejam desconsideradas. Ele abordou a necessidade de mobilização das comunidades indígenas ao afirmar "é um problema grave que muitos dos indígenas que vão para cidade tentar uma formação profissional não conseguem emprego e não tem nenhum apoio da Funai ou do governo federal, estadual e municipal", resumiu.
Lucas Madu, da Terra Indígena Parabubure, salientou "o trabalho de plantio de banana e de pequi em sua aldeia, mas é preciso maior apoio da Coordenação Regional e das Coordenações Técnicas Locais para comercializar a produção".
O cacique Odoni, da Terra Indígena Sangradouro alertou para o grande número de índios mortos na BR-070, e que é preciso pagar indenização para os indígenas. Outro problema é a poluição jogada nos rios da TI; e que é preciso mais fiscalização, disse a liderança indígena.

Fonte: FUNAI

No dia 16 de novembro de 1922, nasce José Saramago

Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal.
Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,  Terra do Pecado, em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista  Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino. 
Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, de 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal  Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Casou com Pilar del Río em 1988 e em Fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Em 1998 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura.
José Saramago faleceu a 18 de Junho de 2010.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Como Euclides da Cunha marcou o jornalismo literário no país

Anunciado o homenageado da 17ª Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, realizada entre 10 e 14 de julho de 2019, será o autor carioca Euclides da Cunha. Jornalista, escritor, engenheiro e militar, Cunha (1866-1909) escreveu “Os Sertões”, um marco nos estudos sobre a formação do Brasil, fruto de sua cobertura sobre a rebelião de Canudos, no interior da Bahia, nos últimos anos do século 19. Em entrevista ao Nexo, a editora e curadora desta edição, Fernanda Diamant, indicou, entre as razões para a escolha, o valor literário e jornalístico da produção do autor, sobretudo de seu livro mais conhecido, e a pertinência da discussão sobre sua obra para o momento atual brasileiro. “[A obra ‘Os Sertões’] faz muito sentido agora, nesse momento que a gente está vivendo no Brasil. Além de ser grande literatura, do ponto de vista formal, trata de muitos assuntos que nos dizem respeito muito intensamente nesse momento”, disse Diamant. Segundo Diamant, o autor “discute sistemas políticos, guerra, exército, a formação do Brasil desde o descobrimento, a importância do jornalismo como revelação da realidade, racismo. Isso tudo está na pauta hoje”. A escolha da curadora também sinaliza um destaque maior a ser reservado à não ficção na programação da 17ª Flip.
A ideia, segundo ela, é dar espaço para a grande literatura feita fora da ficção. Diamant também chama a atenção para o impacto da investigação sobre o autor. Correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, Euclides da Cunha iniciou a reportagem com convicções morais e políticas que foram desafiadas e reavaliadas ao longo da experiência. Conhecer Canudos, o interior do Brasil e o modo de vida no sertão, além da atuação violenta do Estado junto à comunidade, colocaram à prova as crenças do autor sobre o movimento de Antônio Conselheiro e mesmo sobre a República. As mudanças de posicionamento se refletiram na obra. O que há de literário Pela qualidade literária de sua obra jornalística, sobretudo de “Os Sertões”, Euclides da Cunha recebe de estudiosos o título de precursor do jornalismo literário no Brasil. O gênero, que ganharia forte expressão nos EUA somente a partir da década de 1960, em um movimento chamado “New Journalism” (Novo Jornalismo), é caracterizado como  informativo, “porém com ganho em vocabulário, estrutura narrativa e aprofundamento de conteúdo”, na definição de um artigo do site Observatório da Imprensa.“‘Os Sertões’ (…) foi certamente um marco na história do jornalismo brasileiro e das relações do jornalismo com a literatura. Euclides da Cunha era um simples repórter de geral, especializado em cobertura de eventos políticos, mas com uma percepção social tão extraordinária que logo ganhou o título de sociólogo” Reinaldo Cabral Jornalista, no artigo ‘A epopeia de Euclides da Cunha’ A professora emérita da USP e estudiosa de Euclides da Cunha Walnice Nogueira destacou a qualidade do texto do autor: “[sobre a forma literária de fazer reportagem] basta dizer que escrevia muito bem”. Ainda segundo Nogueira, embora Cunha tenha, devido à perenidade de sua obra, ficado para a história como pioneiro, sua maneira de reportar não era uma exceção à época. “O jornal de 100, 150 anos atrás era muito mais literário que o de hoje”, disse.  Para além de ‘Os Sertões’ “CONTRASTE E CONFRONTOS” (1907) Coletânea de artigos publicados na imprensa, o livro reúne textos que “compõem um retrato dos primeiros anos da República, no qual Cunha expõe sua visão a respeito de figuras históricas, como o marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, e de questões sociais que acompanham o país até hoje, como o descaso com as secas do Extremo Norte brasileiro”, define o site do selo editorial Via Leitura. “PERU VERSUS BOLÍVIA” (1907) Ensaio sobre as fronteiras entre os dois países latino-americanos e o Brasil. Os limites de cada país na região vinham sendo disputados e foram redefinidos em tratados nos séculos 18, 19 e início do 20. A obra teria sido encomendada pelo Barão do Rio Branco, então ministro das relações exteriores. “À MARGEM DA HISTÓRIA” (1909, PUBLICADO POSTUMAMENTE) Cunha liderou em 1904 uma missão exploradora na região Alto Purus, composta de brasileiros e peruanos. Além do ensaio “Peru versus Bolívia”, a expedição rendeu uma série de artigos sobre a região amazônica, reunidos e publicados já após a morte do autor. OBRA POÉTICA Foi reunida pela primeira vez em 2009 por uma edição da editora Unesp.
Fonte:   Juliana Domingos de Lima

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Violência contra a mulher é tema do 1º Seminário de Direitos Humanos do ADURN-Sindicato, evento será realizado em Santa Cruz e Natal

I Seminário de Direitos Humanos
Proporcionar um espaço de discussão e reflexão acerca da temática da violência contra a mulher a partir de interlocuções entre docentes, pesquisadores e ativistas dos Direitos Humanos, é partindo dessa premissa que nos próximos dias 19 e 20 de novembro o Núcleo de Direitos Humanos: raça/etnicidade, gênero e sexualidades do ADURN-Sindicato realiza o seu primeiro seminário.
Com o título: “Quebre o Silêncio! Basta de Violência contra a Mulher”, a atividade fecha a campanha nacional de mesmo nome, realizada entre os dias 20 de setembro e 22 de outubro, pelo PROIFES-Federação em parceria com os sindicatos federados ADURN e APUB. Majoritariamente virtual, a campanha atingiu mais de 20 mil usuários nas redes e teve por objetivo sensibilizar as mulheres vítimas de violência a quebrarem o silêncio e denunciarem agressões, que também acontecem nas Universidades e no ambiente escolar.
Para o coordenador do Núcleo de Direitos Humanos do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, o evento se faz importante à medida que fomenta o debate em torno dos Direitos Humanos na universidade, para que se busque cada vez mais instrumentos de conscientização e combate às violências e desigualdades, neste caso contra a mulher.
A fim de proporcionar um debate mais amplo com a comunidade acadêmica, o evento será realizado em dois campi da UFRN, sendo dia 19 de novembro no auditório da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA), a partir das 14h, e no dia 20 de novembro no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, Campus Central da UFRN, a partir das 9h. A programação do evento contará com conferências, rodas de conversa e debates com nomes nacionais ligados ao assunto, como a Coordenadora Nacional do Comitê Latino Americano e Caribenho dos Direitos das Mulheres, Rúbia Abs da Cruz, e a Gerente de Projetos de Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres Brasil, Carolina Ferracini.
Veja abaixo a programação completa do seminário em Santa Cruz e em Natal:

PROGRAMAÇÃO | Santa Cruz

19 de novembro de 2018 - Auditório da FACISA

14h MESA DE ABERTURA
Edvaldo Vasconcelos – Diretor da Facisa/UFRN
Wellington Duarte – Presidente do ADURN-Sindicato
Nilton Brandão – Presidente do PROIFES-Federação
14h30 RODA DE CONVERSA: O que são Direitos Humanos?
Rúbia Abs da Cruz -  Coordenadora Nacional do Comitê Latino Americano e Caribenho dos Direitos das Mulheres - CLADEM Brasil
Ilidiana Diniz - Professora do curso de Serviço Social (UFRN) e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Ética, Trabalho e Direitos
15h30 DEBATE
16h INTERVALO
16h MESA – O papel do Estado no enfrentamento das violências
Érica Canuto – Promotora da Defesa da Mulher do Ministério Público do RN
Rosivaldo Toscano - Juiz Titular do 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal/RN
Rúbia Abs da Cruz - Coordenadora Nacional do Comitê Latino Americano e Caribenho dos Direitos das Mulheres - CLADEM Brasil
17h DISCUSSÃO
17h30 ENCERRAMENTO 

PROGRAMAÇÃO | Natal

20 de novembro de 2018 - Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede/UFRN

9h MESA DE ABERTURA
Ângela Paiva – Reitora da UFRN
Wellington Duarte – Presidente do ADURN-Sindicato
Nilton Brandão – Presidente do PROIFES-Federação
Ilana Lemos – Representante do Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio
Guiomar Veras - Coordenadora da Pastoral Carcerária do RN
10h RODA DE CONVERSA: O que são Direitos Humanos?
Rúbia Abs da Cruz -  Coordenadora Nacional do Comitê Latino Americano e Caribenho dos Direitos das Mulheres - CLADEM Brasil
Carolina Ferracini - Gerente de Projetos de Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres Brasil
11h30 INTERVALO PARA ALMOÇO
13h30 APRESENTAÇÃO CULTURAL
14h MESA 1 - Violência Institucional Contra a Mulher
Ilidiana Diniz - Professora do curso de Serviço Social (UFRN) e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Ética, Trabalho e Direitos
Prof. Dra. Thaís Madeira – ADUFSCar-Sindicato
15h DEBATE
15h30 INTERVALO/ APRESENTAÇÃO CULTURAL
16h MESA 2 – O papel do Estado no enfrentamento das violências
Érica Canuto – Promotora da Defesa da Mulher do Ministério Público do RN
Rosivaldo Toscano - Juiz Titular do 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal/RN
Ana Paula Vasconcelos – Delegada  da DEAM
Rúbia Abs da Cruz - Coordenadora Nacional do Comitê Latino Americano e Caribenho dos Direitos das Mulheres - CLADEM Brasil
17h DISCUSSÃO
17h30 ENCERRAMENTO
Fonte: ADURN 

UFRN consulta comunidade universitária para eleição de reitor

UFRN consulta comunidade universitária para eleição de reitor
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza nesta terça-feira, 13, a consulta à comunidade universitária para eleição de reitor e vice-reitor pelo Conselho Universitário (Consuni). É assegurado o direito de voto a todos os servidores efetivos ativos do quadro de pessoal da UFRN – professores e técnico-administrativos – e a todos os alunos regulares da instituição, matriculados ou em mobilidade. Assim, são eleitores os estudantes dos cursos presenciais ou a distância de graduação, pós-graduação e do ensino técnico integrado ou técnico subsequente, além dos residentes vinculados às residências médicas e multiprofissionais. É permitido votar apenas uma vez e por uma única categoria, mesmo que o servidor ou aluno pertença a mais de uma das categorias participantes.
A consulta será realizada das 7h às 22h30, pelo Sistema Integrado de Gestão de Eleições (SIGEleição), no endereço www.sigeleicao.ufrn.br. Os participantes podem votar de qualquer dispositivo eletrônico, como tablets, smartphones e computadores. Aos que precisarem de acesso à internet ou auxílio no processo, será disponibilizado um laboratório de informática em cada campus da UFRN, com recursos humanos e tecnológicos para facilitar a votação. O presidente da Comissão Eleitoral, professor Djalma Ribeiro da Silva, ressalta a importância de participação da comunidade universitária na consulta, pois assegura a representatividade entre os servidores e estudantes da chapa única inscrita para o mandato 2019-2023. São candidatos aos cargos de reitor e vice-reitor, respectivamente, os professores José Daniel Diniz Melo, atual vice-reitor, e Hênio Ferreira de Miranda, atual diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS).
“Mesmo na situação de chapa única, é essencial termos mais de 50% de participação de todas as categorias, pois os votos comprovam a aceitação da comunidade universitária aos candidatos”, explica Djalma Ribeiro. Os votos são paritários, isto é, cada categoria – professores, técnico-administrativos e alunos – representa 1/3 do argumento final da chapa. O resultado da consulta será conhecido no mesmo dia, após o encerramento do período de votação, e a divulgação ficará a critério da Comissão Eleitoral.
Fonte: ASCOM – Reitoria/UFRN

Senado aproveita onda de retrocessos e dá força ao desmonte da educação

O Senado Federal aprovou na quarta-feira (7), o corte de 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, destinado ao investimento nas áreas de educação e saúde pública.
 
 O percentual do Fundo Social...
Por Leidiane Souza
O Senado Federal aprovou na quarta-feira (7), o corte de 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, destinado ao investimento nas áreas de educação e saúde pública.
O percentual do Fundo Social do Pré-Sal começou a ser destinado à educação em 2013, quando a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.351/2010. A matéria aprovada recomendava que os recursos fossem utilizados até que o país alcançasse as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
O texto aprovado pelo Senado determina que as verbas que iriam para o Fundo sejam usadas para expandir a rede de gasodutos no país, sendo 20% para expansão de gasodutos e 30% para os fundos de participação dos Estados (FPE) e Municípios (FPM).
A matéria foi incluída no Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 209/2015, de autoria do Senador Ronaldo Caiado, que tratava do pagamento de multas indenizatórias a usuários e consumidores prejudicados pelas distribuidoras de energia, através de um acordo costurado pelo relator, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Michel Temer no Senado.
Segundo a diretora do Sinpro/DF, Rosilene Corrêa, a decisão do Senado indica o aprofundamento do sucateamento da educação pública, iniciada com a PEC do Teto de Gastos. “O desmonte da educação se intensificou assim que o governo golpista assumiu, quando houve a alteração das regras de exploração do Pré-Sal. Tiraram a autonomia da Petrobras e abriram para o mercado privado. Mais este ataque é a consagração de que estão indo além do congelamento da educação por 20 anos, imposto com a PEC 55. Os recursos que já não eram suficientes para a educação, mas  apontavam para um possível avanço, agora, serão reduzidos ainda mais”, afirma.
Segundo ela, “mais que nunca, precisamos ser fortes e atuar no enfrentamento aos retrocessos”.
O projeto de lei aprovado no Senado foi encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e para a CI, em decisão terminativa, que é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Em decisão terminativa, depois de aprovados pela comissão, alguns projetos não vão a Plenário, são enviados diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhados à sanção, promulgados ou arquivados.
Fonte: SINPRO/DF

Brasil é excluído de Convenção sobre biodiversidade

De 17 a 29 de novembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizará a 14º Convenção da Diversidade Biológica (COP-10). O evento, que acontece no Egito, reúne ONGs, cientistas e representes...
Por Leidiane Souza 
De 17 a 29 de novembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizará a 14º Convenção da Diversidade Biológica (COP-10). O evento, que acontece no Egito, reúne ONGs, cientistas e representes de mais de 40 países para discutir a preservação da biodiversidade. Mas, apesar de concentrar 20 % das riquezas biológicas a nível mundial, o Brasil não poderá opinar nas questões pertinentes ao tema. Isso porque o Congresso não ratificou adesão ao Protocolo de Nagoia.
O Protocolo de Nagoia é um Tratado internacional, adotado pelos participantes da COP-10, em 29 de outubro de 2010 em Nagoia, Japão. Porém, o acordo só entrou em vigor em outubro de 2014, quando foi ratificado por 51 países, como definido em seus termos. Seu principal objetivo é a repartição justa e equitativa entre seus membros dos benefícios decorrentes dos recursos genéticos provenientes das plantas, animais e micro-organismos.
De acordo com a integrante do Coletivo de Meio Ambiente do Sinpro/DF, Iolanda Rocha, ao deixar de participar da convenção, o Brasil coloca a natureza em risco e ainda pode abrir brechas para o aumento exploração por parte agronegócio, maior interessado na exploração ambiental. “Estamos vivendo um momento extremamente difícil de retrocessos e desrespeito às culturas, tradições e saberes o povo brasileiro. Esses parlamentares que se recusaram a ratificar o Protocolo de Nagoia colocam em xeque o equilíbrio necessário para as políticas públicas no setor, apenas para gerar lucros com o agronegócio.  A vida não importa para eles. Ignorar um tratado tão importante como este é ignorar os saberes tradicionais dos povos indígenas e quilombolas que deveriam ser prioridade. É inadmissível atitudes como essa no Congresso Nacional. A nossa biodiversidade é riquíssima e precisa ser respeitada e valorizada. Sabemos que a pauta ambiental é vital para a manutenção do nosso clima. Precisamos defendê-la”.

A Convenção

A Convenção sobre a Diversidade Biológica tem como principais objetivos a discussão sobre a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável dos seus componentes e a partilha justa e equitativa dos benefícios provenientes da utilização dos recursos genéticos. A Convenção é o primeiro acordo que engloba todos os aspetos da diversidade biológica: genomas e genes; espécies e comunidades; habitats e ecossistemas.
Fonte: SINPRO-DF

Carlos Alberto de Paula, não por acaso um brasileiro

Carlos Alberto de Paula vai receber, merecidamente, um presente em forma de música na próxima quarta-feira, dia 14 de novembro em Curitiba.
Familiares, amigos, colegas de trabalho se organizaram e vão promover no Teatro Paiol, em Curitiba, um show em homenagem ao professor, músico, produtor cultural, ator, intelectual e pensador paranaense, natural de Paranavaí, e que já percorreu o Brasil e outras partes do planeta com seu trabalho e suas contribuições para a construção de um mundo melhor.
Para garantir qualidade de vida ao paciente, são necessários recursos materias e tecnológicos caros. O show no Paiol – ingressos a R$ 50 e R$ 25 – tem o objetivo de arrecadar dinheiro para custear essas despesas.
O espetáculo será conduzido por músicos que foram parceiros de Carlos Alberto de Paula ao longo da carreira do artista. Relembrará “Caso Brasileiro”, apresentação ocorrida há 40 anos, e da qual o Professor Carlos teve participação brilhante, tocando sua flauta transversal, sax alto e harmônica. Ele colaborou ainda na produção e divulgação do espetáculo.
Daí vem o nome do show deste 14 de novembro: “Carlos, não por acaso um brasileiro”.
TRAJETÓRIA
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Alberto de Paula lecionava no Colégio Estadual do Paraná, quando precisou se afastar para tratar da doença.
Além do trabalho em sala de aula, sempre muito valorizado e respeitado pelos colegas de profissão, e admirado pelos estudantes, o professor exerceu uma série de outras atividades em prol do ensino público.
Na primeira década dos anos 2000, por exemplo, atuou no Departamento de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, contribuindo com a gestão da pasta.
Fez parte da equipe do programa “Livro Didático Público” – referência nacional – responsável pela publicação da disciplina de Artes. Construiu documentos e artigos até hoje balizadores dos currículos escolares. Também no período, ministrou curso de extensão para professores da rede pública.
Como ator, se destacou principalmente no teatro, mas a participação no filme “Batalha de Guararapes” (1978) foi um dos trabalhos marcantes, e que, 40 anos depois, faz o próprio Carlos citar a experiência como uma das mais inusitadas de sua trajetória.
SOBRE O SHOW
Quem quiser até o Teatro Paiol prestar a homenagem a Carlos Alberto de Paula pode entrar em contato com os familiares do professor, por meio do evento criado no facebook, para informar presença e providenciar os ingressos.
Contamos com a sua presença para agitar o Teatro do Paiol neste show dedicado ao Professor Carlos, apoiando a MUSELA [nome do projeto de apoio a Carlos; ver aqui] e também em comemoração aos 40 anos do espetáculo ‘Caso Brasileiro’ do qual o Carlos Alberto De Paula participou brilhantemente tocando flauta transversal,sax alto e harmônica; além de colaborar na produção e divulgação.

Este projeto começou como iniciativa para resgatar a história do trabalho do professor Carlos, músico, produtor cultural, atuante na área da educação.
Esta carreira foi prematuramente interrompida, quando no dia 22 de março de 2016, após sentir dificuldade em segurar as notas de sua flauta transversal, o professor teve o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) confirmado, uma doença progressiva, incurável e terminal, com expectativa de vida de 2 anos. Também conhecida como doença do neurônio motor e doença de Lou Gehrig, é uma condição que causa a morte dos neurônios de controle dos músculos voluntários.
A causa não é conhecida em 90% a 95% dos casos, cerca de 5-10% dos casos são genéticos com alterações em um de dois genes específicos. O único tratamento conhecido é de um remédio, o Riluzol, que promete prolongar a vida por cerca de duas semanas a três meses em alguns casos. É preciso que o paciente a partir de um determinado estágio da doença, seja acompanhado de perto por outra pessoa em função da incapacidade de executar as suas tarefas rotineiras. Como a doença não afeta as suas capacidades intelectuais, o paciente percebe tudo que acontece a sua volta, vivência, por isso, lucidamente a doença e a sua progressão, havendo porém dificuldades de comunicação com outras pessoas, caso já exista comprometimento dos músculos da fala.
Foi com o rápido avanço do quadro evolutivo da doença e procura de diversos tratamentos paliativos, além da equipe multidisciplinar, que começamos a unir os amigos que fizeram parte da história para juntarmos forças.
UM GRANDE,FESTIVO E FRATERNO ENCONTRO COM OS AMIGOS/ARTISTAS:
* Beto Collaço -composições-voz/violão;
* Carlos Lopes Pereira – voz e percussão; com Jonas -violão/voz; Rafael Deina -cavaquinho,voz e percussão;
* Daniele Franco – canto & Hermes Drechsel – piano;
* Daniel Faria – composições,canto e violão;
* Dirceu Wolff Filho – voz/violão, charango e percussão;
Fredy Estupiñan Carranza –
* Guego Favetti -composições – voz/violão;
* Luiz Antonio Ferreira -composições -voz/violão/guitarra;
* Nice Luz – canto (com Guego Favetti ao violão)
* Nicholas Rugenski -bateria – com Johann Lasperg-guitarra;Giuliano Zem -contrabaixo;Leonardo Castilho-voz/violão e Matheus Quincas Suzin-voz.
* Orlando Baumel – sax tenor;
* Rosy Greca – composições -voz/violão;
* Ronald Magalhães – composições -voz/piano/violão – com Ana Vargas -canto;e Sérgio Kowalski – clarinete;

* Silviane Stockler & Jackson Lima – vozes & violões.”

Curitiba recebe “Marcha do Orgulho Crespo” pelo Mês da Consciência Negra

No dia 17 de novembro, um dos movimentos nacionais mais expressivos pela valorização do negro será realizado em Curitiba. A “Marcha do Orgulho Crespo” integra a programação do Mês da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC).
A marcha busca a valorização da identidade e da ancestralidade negra, a representatividade, a autoestima, a livre expressão do cabelo natural e o empoderamento da mulher negra na sociedade. A concentração para o evento será em frente ao Prédio Histórico da UFPR e irá até a Sociedade 13 de Maio, onde haverão outras apresentações.
Outras atividades
Outros eventos em novembro acontecem pelo Mês da Consciência Negra como o 53º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (FEMUP), de 14 a 17, em Paranavaí e a “Oficina de turbantes com Samara Rosa”, dia 12/11, das 14h às 16h, no município de Pinhais.
Mês da Consciência Negra
O Mês da Consciência Negra celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. São 92 atividades como oficinas, palestras, debates e shows que colocam a questão do negro, do preconceito e do papel dele na sociedade no centro das discussões. Confira aqui a programação completa.
Serviço:
 “Marcha do Orgulho Crespo”, pelo Mês da Consciência Negra
17 de novembro, das 10h às 18h30
Concentração na UFPR | Praça Santos Andrade, 50 – Centro- Curitiba/PR
até a Sociedade 13 de Maio | Rua Desembargador Clotário Portugal, 274. Curitiba/PR
“Oficina de turbantes com Samara Rosa”
12 de novembro,  das 14h às 16h
Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann Rua 22 de abril, 305
“53º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (FEMUP)”
14 a 17 de novembro
Mais informações: www.paranavai.pr.gov.br
Fonte: SEEC

domingo, 11 de novembro de 2018

100 anos do fim da Primeira Guerra

http://politicaexterna.com.br/2613/primeira-guerra-mundial-vista-por-um-jornalista-brasileiro/
Trincheiras, método utilizado na Primeira Guerra que ficou conhecido mundialmente. Fonte: Política Externa
Conheça 7 fatos que podem cair no seu vestibular.
Você sabia que em 2018 o fim da Primeira Guerra Mundial completa 100 anos? Pois é, meu caro aluno! O Enem se amarra em datas comemorativas e esse assunto super pode aparecer nas questões de História. Mas sem desespero! Separamos alguns fatos mega relevantes sobre a data para você ficar por dentro de como o tema pode ser abordado na prova! Partiu conferir?

O estopim da Grande Guerra

Em 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando é abatido a tiros em território sérvio. É a partir desse momento que a guerra de fato começa. Mas não se engane achando que a Europa estava às mil maravilhas, viu? O continente já vivia em grande tensão desde o século XIX, com soldados passeando com armas em punho, preparados para o bagulho ficar doido a qualquer instante. Esse momento da história ficou conhecido como Paz Armada e pode ser citado na sua prova!

Revolução Russa

Esse foi um movimento iniciado na antiga União Soviética em plena Primeira Guerra. Seu governo czarista – modelo de governo monarca absolutista – era conhecido por sua falta de liberdade, levando à pressão popular de um novo governo. Com essa mudança, a Rússia sai da guerra em 1917 para viver um regime comunista, desestabilizando a Tríplice Entente.

Os EUA saem poderosíssimos

Achou que a Tríplice Entente seria prejudicada? Achou errado, aluno! Após a saída da Rússia, os Estados Unidos assumem o lugar preparados para o tiro, porrada e bomba. Mesmo antes de enviar soldados, os Estados Unidos já participavam indiretamente da guerra, enviando armas, medicamentos e outros mimos. Em 1918, o país já está entre as maiores potências mundiais e permanecem até hoje. Agora você já sabe porque aquela sua tia foi pra Nova York comprar iPhone. 😂

Desenvolvimento da indústria e de novas tecnologias

Devido a grande demanda de armas exigida no combate, algumas tecnologias foram desenvolvidas no período da Primeira Guerra. Máquinas como aviões, tanques e armas foram aperfeiçoadas. Já no campo da medicina, procedimentos como cirurgias, amputação e a própria anestesia foram criados para o tratamento de feridos.

Quem pagou a conta da guerra

Finalizado o combate, com a Tríplice Entente vencedora, a Alemanha foi obrigada a assinar o Tratado de Versalhes, com cláusulas financeiras que indenizariam todos os países afetados na guerra. Essa dívida, que se acumulou e recebeu juros após o fim da Segunda Guerrasó terminou de ser paga em 2010. Dá pra acreditar?

Alemanha sai prejudicada e quer vingança

É de se esperar que a Alemanha tenha ficado um pouco pistola com o Tratado de Versalhes. Isso é refletido 20 anos depois, quando Adolf Hitler dá início a Segunda Guerra. Seu intuito era recuperar os territórios perdidos em 1918, além criar uma “nova ordem” na Europa, baseada na superioridade germânica. É, aluno, estamos falando do terrível nazismo. Agora você já entende como e onde essa ideologia catastrófica surgiu.

Movimento feminista ganha força

Durante a Primeira Guerra, as mulheres que viviam nos países envolvidos tiveram sua participação no combate. Enquanto os homens deslocavam-se aos campos de batalha, mulheres de toda a Europa começaram a trabalhar fora de casa. Quando a guerra terminou, foi de se esperar que algumas não estavam felizes em voltar à posição de dona do lar. Com isso, inicia-se o movimento feminista francês das sufragistas, que ganha forte influência no continente europeu. Taí uma questão social que o Enem pode cobrar este ano!
Agora você já conhece os principais fatos sobre a Primeira Guerra Mundial. Curtiu? Bora se aprofundar no assunto! Estamos aqui pra te ajudar não só em Humanas, como em todas as áreas do vestibular. Vamos juntos?
Fonte: descomplica.com.br

Protocolos de Consulta no Tapajós: experiências ribeirinhas e quilombolas

Enquanto megaempreendimentos como a Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós e o Complexo Portuário do Tapajós avançam sobre os direitos das comunidades do Oeste do Pará nos últimos anos, moradores da região viram na elaboração de protocolos de consulta uma estratégia de resistência.
O documentário ‘Protocolos de Consulta no Tapajós: experiências ribeirinhas e quilombolas’ mostra um pouco do resultado dessa organização. O vídeo conta como comunidades quilombolas e ribeirinhas dos municípios de Santarém e de Trairão se organizaram para enfrentar as recentes ameaças aos seus territórios.
Em quase 20 minutos, os moradores das comunidades explicam de que forma poderão ser afetados pelos recentes projetos e contam como viram na construção de protocolos de consulta a possibilidade de resistência.
Feitos coletivamente, os protocolos são importante ferramenta exigir que o direito à Consulta Livre, Prévia e Informada Trabalho seja respeitado. Esse direito está previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), um tratado que determina que comunidades tradicionais como quilombolas e ribeirinhas sejam consultados caso algum projeto ou empreendimento possa afetar seus modos tradicionais de viver.
No Protocolo de Consulta as comunidades determinam as condições para essa consulta: indicam onde e como ela será realizada e quem poderá acompanhar esse processo. Essa é uma forma de garantir que os moradores da comunidade possam avaliar os impactos das obras sem que haja pressões externas, de forma livre, transparente e flexível.
O documentário foi produzido pela Terra de Direitos em parceria com a Comissão Pastoral da Terra, o Movimento dos Atingidos por Barragens, a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS) e Misereor.
Ficha técnica
Título: Protocolos de Consulta no Tapajós: experiências ribeirinhas e quilombolas
Gênero: Documentário
Duração: 20 minutos
Lançamento: Brasil, 2018
Classificação: Livre

Realização: Terra de Direitos
Parceria: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS)
Produção: Bandeira Filmes
Roteiro: Carlos Bandeira, Franciele Petry Schramm e Maria Mello,
Fotografia e edição: Carlos Bandeira Jr.
Contribuições: Layza Queiroz, Lizely Borges, Lucas Pereira de Souza e Pedro Martins
Trilha sonora: Cleide do Arapemã e Risonildo Lobo
Apoio: Misereor
Fonte: terradedireitos.org.br