Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
O papel e a reativação do Conselho Nacional de Política Cultural, é tema de debate na Comissão de Cultura, nesta quinta-feira (30/5). O debate foi solicitado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Segundo Jandira, o governo está analisando a nomeação e recondução de integrantes e reavaliando o funcionamento dos colegiados.
“As medidas de extinção de conselhos e a análise que vem sendo feita pelo governo em relação aos colegiados, deve ser profundamente debatida, pois é necessário evitar que os espaços de participação social, controle e deliberação das políticas, percam seu papel preponderante na promoção social e garantia de direitos”, afirmou.
Convidados:
Presidente do Fórum de Secretários Estaduais e Secretário de Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba;
Conselheira Titular do Conselho Nacional de Política Cultural – Música Popular, Cláudia Maria Queiroz de Jesus;
Diretor do Teatro Popular Oscar Niemeyer, Alexandre de Souza Santini Rodrigues;
Produtor Cultural, Vinicius Wu;
Conselheira Titular do Conselho Nacional de Política Cultural – Arte Digital, Gabriela Silveira Barbosa.
A poesia é política. Pode até não tratar disso diretamente, mas é um ato engajado. E política, nos versos, não significa tratar de fatos e desgovernos, mas de ressignificar símbolos. E há muito disso na produção recente contemporânea. Quatro livros chegam às prateleiras com vozes ora diretas, ora abstratas, mas sempre contundentes e carregadas de um certo desencanto.
“É um livro violento”, avisa Eucanaã Ferraz sobre Retratos com erros. E amargo. O erro do título, ele avisa, é uma forma de frustrar de imediato qualquer expectativa de realismo ou reconhecimento. Há, inevitavelmente, falhas no discurso quando se trata da tentativa de construir retratos fiéis. E já que o erro é inevitável, é melhor, segundo o poeta, considerá-lo de partida. E o erro, ele lembra ainda, é o belo.
Em versos como “Os diamantes desanimaram de nós/Adeus civilizações natureza humana”, do poema A mais dura e brilhante, ele fala do desalento diante do mundo contemporâneo. “A humanidade fracassou. Nada chorará nosso extermínio sob a terra. Ao contrário, será um alívio”, acredita Eucanaã.
É um fracasso que também aparece em Previsão para ontem, de Henrique Rodrigues. “O Rio de Janeiro/15 assassinatos/por dia/e 130 saraus/de poesia”, escreve o poeta, que não é panfletário, mas encara a conjuntura. “O livro foi feito para esse momento que estamos vivendo”, garante. “É um livro de guerrilha, levado pelas nossas questões políticas, sociais e estéticas também. Mas também não é só um livro panfletário. É sobre o depois disso, o que a gente precisa, o que é possível fazer, por isso tem uma vertente lírica bem forte”, avisa.
Henrique tem a esperança de ver o diálogo se reerguer num país abatido pela discórdia e pela intolerância. Por isso estrutura Previsão para ontem em três pilares: o da memória, no qual recorre à trajetória da própria família, de origem muito pobre, a política e a afetiva. “A gente precisa do afeto e do próximo”, lembra.
Linguagem
Mais direta e explicitamente ancorada na contemporaneidade, a linguagem de Bruno Brum em Tudo pronto para o fim do mundo tem de tudo: as redes sociais, a forma como as relações se constroem e como, ao mesmo tempo, são destruídas, o consumo, as noções de felicidade e de sucesso e até um poema sinopse dele mesmo. Diablo wings 2.0 se apropria de clichês, da linguagem da internet e da publicidade, uma constante ao longo de todo o livro. “São discursos prontos que a gente consome e reproduz o tempo todo”, repara Bruno.
A própria ideia de fim do mundo é um clichê que assombra a humanidade. Previsões catastróficas existem desde o início dos tempos. O próprio poeta lembra ter crescido com a certeza de que o mundo viria abaixo no ano 2000. Mas há outras formas de o mundo acabar sem que haja um cataclisma visível e dramático.
“Às vezes, a gente não se dá conta de que o mundo vai acabando aos poucos, mas vai sendo reconstruído”, aponta Bruno. E nessa reconstrução eterna, a linguagem poética encontra alimento. “A poesia é uma questão de resistência”, diz. “Talvez não seja das artes mais consumidas, mas atua em algo que é a comunicação verbal, a linguagem que está presente em todas as escalas da atividade humana. É um uso não convencional da linguagem, não referencial, e pode apontar caminhos, desvelar coisas que a gente dá como naturais, corriqueiras.”
Desajuste
“Precisa-se de trolha com experiência/para França./Pintor à pistola em Viana/do Castelo./Ajudante familiar/em regime interno/na zona das estrelas, em Lisboa.” diz o verso inicial de Novas ofertas de emprego para Ederval Fernandes, o poema que dá nome ao livro do próprio Ederval.
Minimalista e imagético, como aponta o crítico Ricardo Domenecek na orelha do livro, o brasileiro radicado em Portugal é também político, à sua maneira. Seus versos são a voz de um brasileiro nascido numa família de classe média baixa, no interior da Bahia, com pais que não terminaram nem o ginásio porque era imperativo trabalhar, sobreviver.
“Tipos como eu não costumam habitar os palanques sociais. E gosto de saber que, de forma até bastante tímida, minha voz consegue sair e ser ouvida além das esquinas de Feira de Santana”, diz. “A voz sai e mostra o que eu sou: o desajuste, aquele que não aceitou ser o que estava arquitetado para mim. Isso é político. Isso é importante.”
ENTREVISTA / EUCANAÃ FERRAZ
Pode contar um pouco como os poemas surgiram e as inquietações que os motivaram?
Os poemas do livro surgiram como sempre: de circunstâncias várias, de desejos, de palavras, sons, leituras, situações, impulsos emocionais e estéticos que exigiram a escrita, como se a decisão de escrever fosse racional e, simultaneamente, exterior à razão. Mas, de certo modo, há neste conjunto de poemas um constante desencanto, uma amargura mesmo. É um livro muito violento.
Por que chamar as partes de Dobras?
Dobra sugere aumento, duplicação, intensificação, flexão, vinco, áreas de luz e de sombra. Assim, associada a “dobra”, a palavra “retrato” mostra sua complexidade. O livro é composto por três partes. Cada poema é um retrato; e cada parte forma um retrato; que é uma dobra de um retrato maior: o próprio livro. Cabe observar que o anúncio do erro, já no título — Retratos com erro —, frustra, de imediato, qualquer expectativa de realismo ou de reconhecimento; aponta para a falha do discurso que tente fazer retratos fiéis, pois o erro será inevitável e, portanto, é melhor considerá-lo de partida. A fidelidade está aí, na aceitação da falha. Chamar atenção para o erro equivale a sublinhar aquilo na poesia que é deformação, ou ainda, experimentação, que vai bem além dos traços imediatos a fim de buscar estruturas mais profundas, ou ainda, dobras.
Em A mais dura e brilhante: “Os diamantes desanimaram de nós./Adeus civilizações natureza humana.”Há um certo desencanto no livro?
Sim. É um livro no qual os poemas foram sendo formados sob a sombra de tempos difíceis, dilacerantes, angustiantes. Há desencanto, mágoa, ironia, muita dor, uma espécie de pesadelo. O poema que você cita, A mais dura e brilhante, talvez seja o mais desencantado que já escrevi. A espécie humana aparece ali como um projeto falido, por isso nem vale a pena exibir os avanços, a arte, a solidariedade, a generosidade, tudo o que fizemos de bom. Diante do horror que não cansamos de promover, o bem parece irrelevante.
De que maneira?
Quando a humanidade ainda incorre largamente na xenofobia, no racismo, na intolerância religiosa, promove holocautos, genocídios, usufrui irresponsável e arrogantemente da natureza, coloca em risco a vida humana, parece que somos incapazes de aprender. Só o humano pode perdoar o humano. Mas eu me coloquei no lugar dos diamantes, dei voz a eles, íntegros e perfeitos, duros e puros. Tais juízes jamais nos perdoariam. A humanidade fracassou. Nada chorará nosso extermínio sob a terra. Ao contrário, será um alívio.
Há também um certo clima de fantasia com poemas nos quais cabelos são figuras, membros nascem em partes erradas de um corpo?
A imaginação é uma coisa que sempre me interessou. Creio que, paulatinamente, meus poemas foram se tornando mais e mais imaginativos, compondo imagens inusitadas, perturbadoras, composições que desafiam a lógica, ou ainda, foram buscando cada vez mais aqueles “erros” produzidos pelos sonhos, pelos delírios, pela fantasia desassombrada.
Em Ideal, você diz: “melhores poetas bandidos mortos/ meus futuros companheiros”. Poesia é coisa de bandidagem no Brasil de hoje?
Poderia dizer que a poesia sempre foi coisa da bandidagem. Pelo menos desde Platão, com sua República ideal, da qual os poetas seriam expulsos. A poesia é do âmbito da fantasia, e do erotismo, e da improdutividade, embora nascida do domínio e do trabalho, está do lado da loucura. É impossível domá-la. É impossível mesmo compreendê-la, pois é um desafio à razão, à ordem, à autoridade. Daí, os estados totalitários sempre têm medo dos poetas e dos poemas. Não importam os temas. Um poeta escreve sobre um simples copo, e os ditadores morrem de medo. É compreensível, pois se um poeta escreve sobre um simples copo, aquilo será um signo onde se inscreve a liberdade.
Em Dorothy há um ensaio de prosa? Você gostaria de enveredar pela prosa?
Muitos poemas no livro, e não só neste, estendem os limites do poema, do verso, alcançam algo da prosa sem se confundir com ela. Mas não tenho nenhuma vontade de “enveredar pela prosa”, como você diz. Sou poeta. Amo o verso. Sou do verso. É a minha casa. É meu modo de errar.
Tudo pronto para o fim do mundo
De Bruno Brum. Editora 34, 76 páginas. R$ 36
Novas ofertas de emprego para Ederval Fernandes
De Ederval Fernandes. ParaLeLo 135, 64 páginas. R$ 35
Previsão para ontem
De Henrique Rodrigues. Cousa, 74 páginas. R$ 30
Retratos com erro
De Eucanaã Ferraz. Companhia das Letras, 120 páginas. R$ 54,90
O Dia mundial do Hambúrguer é comemorado em 28 de maio. O hambúrguer é uma das carnes mais populares em todo mundo e teria sido criado na Alemanha, na cidade de Hamburgo e daí a origem do seu nome.
História do Hambúrguer
Levado por imigrantes aos Estados Unidos, nesse país ganharia as lanchonetes e as multinacionais de comida rápida, que se encarregariam de espalhá-lo pelo mundo inteiro. Se os americanos não o criaram, eles acrescentaram o pão à carne. Para juntar complementos como queijo, molho e salada foi um pulo!
O hambúrguer chegou ao Brasil quando o americano Robert Falkeburg abriu a primeira loja Bob’s em 1952. No cardápio também havia sundae e milk-shake e as novidades logo ganharam a preferência dos cariocas.
Versão Gourmet
Atualmente, o hambúrguer tem ganhado a atenção de chefs renomados que elaboram receitas com ingredientes sofisticados. Inclusive, a carne vermelha já não é mais usada com exclusividade para o sanduíche e há versões com salmão, peru, frango e até vegetariana.
O holandês Diego Buik serve no seu restaurante um hambúrguer feito com carne à base de Wagyu e Black Angus, trufas brancas, caviar e servido num brioche folheado a ouro. O petisco é para poucos, pois custa R$ 7,5 mil.
Hamburguer mais caro do mundoO chefe Diego Buik, criador do hambúrguer mais caro do mundo
Também é preciso ter cuidado, porque o hambúrguer é uma verdadeira armadilha calórica por conta da carne, da maionese e complementos como a batata frita.
No entanto, vale a pena esquecer a dieta nesta dia. Por isso, aproveite a ocasião e prepare seu hambúrguer para comemorar.
Movimento estudantil está mobilizado nas universidades para organizar a resistência contra os cortes
O dia 30 de maio está chegando e os estudantes de todo o país prometem ocupar as principais ruas do Brasil para protestar novamente contra os cortes que tem afetado as universidades públicas e institutos federais.
Por isso UNE, UBES e ANPG convocando paralisações e a presença nos atos do dia 30 de Maio, acumulando forças também para a luta contra a Reforma da Previdência que terá seu ápice na Greve Geral de todos trabalhadores no dia 14 de Junho.
Confira as assembleias já marcadas para organização dos atos pelo país:
*ASSEMBLEIAS EM PREPARAÇÃO PARA O 30 DE MAIO!*
1- PA, Belém. UFPA, Hall da Reitoria, 27/05, às 16h;
2- MA, São Luís. Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, 21/05, às 18h;
3 Assembleia geral, dia 27, 17h – Auditório do IFSC campus Joinville/SC;
Eleição da diretoria, delegados e inscrições explicados passo a passo
Entre 3 e 7 de julho será realizado em Brasília o 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, momento em que jovens de todos os cantos do país se reunirão para debater pautas sobre a conjuntura política, a educação e o próprio movimento estudantil. Os estudantes também vão eleger a nova diretoria da UNE e decidir coletivamente os rumos da entidade para os próximos dois anos. Neste ano, o tema escolhido ”Na sala de aula é que se muda uma nação” vai debater a fundo a situação da educação no país e sugerir propostas e enfrentamentos ao desmonte promovido pelo atual governo. E você, quer saber mais sobre o Congresso? Confira:
O CONUNE
O CONUNE, ou Congresso da UNE, é o maior e mais representativo fórum de discussão e deliberação da entidade, que é a máxima representação dos estudantes brasileiros e reúne todos os Diretórios Acadêmicos (DAs), Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs), executivas de curso e outras organizações do movimento estudantil. A entidade tem como base a defesa dos interesses dos estudantes, promove campanhas específicas e também participa, historicamente, dos principais debates e lutas do país.
Durante o CONUNE, a nova diretoria da entidade é eleita. Já foram presidentes da UNE e líderes do movimento estudantil, por exemplo, figuras como Aldo Arantes, Aldo Rebelo, José Serra, Lindberg Farias, Franklin Martins, Helenira Resende, Dilma Rousseff, José Dirceu e Honestino Guimarães.
A ELEIÇÃO
O processo eleitoral do Conune é coordenado pela Comissão Nacional de Sistematização e Votação (CNSV), indicada previamente pela Comissão Nacional de Eleição, Credenciamento e Organização (CNECO). Os trabalhos e as plenárias do Congresso da UNE serão dirigidos por uma Mesa Diretora composta pela Presidenta da UNE, vice-presidenta da UNE e Secretário Geral da UNE.
A eleição é realizada de forma congressual, semelhante ao que ocorre em outras entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Os estudantes se organizam em movimentos para a elaboração de teses, que são textos debatidos e formulados nos grupos de discussão e apresentados na primeira parte da plenária final do Congresso. Nesse momento, são votadas as propostas consensuais e divergentes, além das moções. Três eixos são conduzidos nesse processo: conjuntura, movimento estudantil e educação.
Os movimentos se unificam em uma ou mais chapas na hora de cada votação.
A segunda parte da plenária final fica por conta da votação da nova diretoria, que tomará frente da entidade pelos próximos dois anos. A diretoria é composta proporcionalmente na medida exata dos votos que cada chapa obteve na votação. Ao todo, 81 diretores assumem cargos na entidade, sendo que 17 participam exclusivamente da diretoria executiva, ocupando posições como presidência, vice-presidência, secretaria geral, diretoria de comunicação ou diretoria jurídica.
Esse vídeo feito em 2013, mostra um pouco como foi a plenária final do 53º Congresso da UNE. Confira:
A ELEIÇÃO DOS DELEGADOS
Os delegados, estudantes que tem direito a voto no Conune, são eleitos na proporção de um para cada mil estudantes matriculados regularmente, segundo o Censo 2017. Existem duas modalidades para a eleição de delegados: presencial ou ensino a distância. Nas universidades que possuem um Diretório Central dos Estudantes, os DCEs devidamente cadastrados no 66º Coneg da UNE são os responsáveis por organizar o processo eleitoral. Nas universidades que não possuem DCE ou que ele está sem credenciamento, pode ser criada uma comissão de 10 estudantes. As eleições de delegados já estão rolando em diversas universidades do país.
Em 2017 acompanhamos as eleições de delegados na PUC e UNIP em São Paulo. Assista:
A ESTRUTURA DO CONGRESSO
O Congresso é estruturado em cinco eixos específicos: debates, grupos de discussão, atos políticos, passeatas e eventos culturais.
Os debates contam com a participação de figuras importantes no cenário nacional, como professores, intelectuais, pesquisadores, movimentos sociais e políticos. Os debates têm a função de expor a diversidade de ideias da sociedade sobre determinado assunto. São analisados temas como educação, economia, mulheres e negros na sociedade.
Já os grupos de discussão são espaços para os estudantes trocarem ideias e opiniões entre si e formularem suas teses para serem apresentadas durante a plenária final do Congresso.
Os atos políticos, por sua vez, são considerados um dos principais momentos do Congresso.
O Congresso é também uma grande celebração da diversidade, coroado com atividades culturais, intervenções artísticas, trocas de costumes e tradições e, claro, shows diários.
Assista aqui um resumão do que foi o 55º Congresso da UNE, realizado em 2017, que elegeu a atual diretoria da entidade:
INSCREVA-SE
No Conune, qualquer estudante interessado pode participar. O processo de mobilização do fórum é um forte instrumento de promoção do debate com os estudantes brasileiros sobre como organizar a resistência democrática a esse governo.
Você pode fazer parte se inscrevendo no site inscricao.une.org.br. O valor da inscrição para estudantes delegados e suplentes é de R$150,00 até o dia 11/6. Do dia 12/6 ao dia 18/6 o valor será de R$175,00. Do dia 19/6 ao dia 23/6 a inscrição será de R$225,00. Delegados cotistas e prounistas terão desconto de 30% no valor do primeiro lote. Estudantes que se inscreverem como observadores pagarão R$200 até o dia 11/6 ou R$250 entre os dias 12/6 e 23/6/2019.
ABC DO CONGRESSO DA UNE
UEE – Representa os universitários de cada estado. Diretamente ligada à UNE, a UEE realiza atividades regionais, de acordo com cada realidade, assim como fortalece a pauta nacional de lutas do movimento estudantil. Realiza congressos a cada dois anos para eleger a nova diretoria e decidir os rumos da sua atuação no estado.
DCE – É a entidade que representa o conjunto dos universitários de uma determinada universidade e deve existir nas instituições de ensino que tenham mais de quatro cursos superiores. O DCE possibilita aos estudantes o debate e mobilizações relacionadas àquela instituição, seus problemas, desafios gerais ou específicos. Promove também atividades culturais e calouradas.
DA ou CA – Existe em cada curso da universidade, atendendo aos problemas gerais e desafios no seu interior. Assim como o DCE, realizam atividades de mobilização, luta por melhorias no ensino e na estrutura acadêmica, calouradas, atividades culturais e ações ligadas ao movimento nacional dos estudantes. Representam os cursos das universidades nas UEEs e na UNE.
Delegado – Figura imprescindível no Congresso da UNE. Ele é o estudante eleito pelos estudantes, através do DCE, para representar os interesses de sua universidade no encontro. A proporção de delegados é de um para cada mil estudantes. Então, se a universidade tiver 5.000 estudantes, ela tem direito de levar até cinco delegados para o Congresso.
Observador – Estudantes independentes que vão para participar dos debates, grupos de discussões, dos eventos culturais e ainda contribuem na formulação das propostas para a construção das linhas que nortearão o movimento estudantil pelos próximos dois anos. O observador pode defender tese e até encaminhar propostas. Ele só não pode votar nem participar do processo eleitoral do Congresso da UNE.
Teses – É o conjunto de ideias que apontam caminhos para a conjuntura do movimento estudantil no geral. A tese agrega estudantes de um ou mais movimento político. Os indivíduos que participam de determinadas teses devem concordar politicamente entre si.
Chapas – O conjunto de uma ou mais teses que se unem para eleger a diretoria da UNE e votar em determinadas propostas.
Os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles falaram com a imprensa internacional, após seu filme “Bacurau” vencer o Prêmio do Júri do Festival de Cannes, ressaltando a importância da conquista para o momento atual do cinema brasileiro. Eles consideraram uma grande ironia o fato de produções brasileiras saírem premiadas de Cannes, no exato momento em que o governo decide cortar seu apoio ao cinema nacional.
Embora tenha sido filmado antes da última eleição, “Bacurau” ressoa como uma obra de resistência ao governo conservador de Jair Bolsonaro, assim como o tema de “A Vida Secreta de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, vencedor da mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard), principal seção paralela de Cannes.
Como era inevitável, a dupla de diretores lamentou a atual política cultural do país, que se resume a cortes financeiros e desmontagem de programas de apoio.
“Acho que este premio para ‘Bacurau’ é irônico: há um sentimento generalizado de que o cinema está sendo cortado por dentro”, , disse Mendonça na entrevista coletiva.
“Temos uma construção, as coisas demoram, vimos essa construção com politicas públicas nos últimos 15 anos, mas que agora estão sendo cortadas”, completou o diretor.
Seu colega na criação do longa, Juliano Dornelles, acrescentou: “É muito bom estar aqui, passar dez dias no festival, falar com pessoas ótimas, talentosas, perceber que o filme que desenvolvemos por quase dez anos ganhou essa enorme honra. Especialmente neste momento no Brasil, quando a cultura vem sendo ameaçada por esse homenzinho triste. Ontem tivemos a boa noticia, com Karim Aïnouz ganhando o Un Certain Regard. Vamos seguir fazendo filmes e enfrentar a realidade brasileira”.
Um jornalista questionou e eles convidariam o presidente Bolsonaro para assistir ao longa, e Mendonça Filho considerou que essa era uma “ideia bonita”.
“‘Bacurau’ é uma coprodução com a França, mas metade vem de dinheiro público brasileiro, usado com honestidade e muito trabalho. Bolsonaro tem todo direito de assistir ao filme. Pode até gostar.”
Morreu no último sábado (25) a atriz Lady Francisco, em decorrência de complicações pós-operatórias.
A atriz foi operada no final de abril para corrigir uma fratura no fêmur.
Segundo o boletim médico do hospital Unimed-Rio, na Barra da Tijuca, a causa da morte foi “falência de múltiplos órgãos, decorrente de isquemia enteromesentérica (transtorno vascular agudo dos intestinos)”.
Lady Francisco foi atriz, produtora e diretora, participou em mais de 20 novelas de Televisão e 25 filmes.
Escritores de todo o Rio de Janeiro estão convidados para um encontro com o Secretário de Cultura e Economia Criativa (SECEC-RJ), Ruan Lira, e com o Superintendente de Leitura e Conhecimento, Pedro Gerolimich, na próxima terça-feira (28/05). A atividade será realizada na Biblioteca-Parque Estadual e tem como objetivo discutir as novas perspectivas e ações da literatura no atual cenário do mercado editorial e os próximos eventos literários no âmbito do Estado.
Para o Superintendente, “é fundamental que a cadeia produtiva participe do debate para pensar em alternativas e saídas para a crise do mercado editorial. Precisamos fortalecer os espaços públicos de democratização à leitura e pensar em soluções dentro da economia criativa, para que os escritores e toda a população consigam ter acesso a conteúdos e atividades de qualidade”, ressaltou.
Segundo Gerolimich, o encontro debaterá, ainda, os grandes eventos da literatura. Entre eles, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, Bienal do Livro e Salão Carioca do Livro (LER), todos previstos para acontecer ainda em 2019.
Serviço:
Encontro da SECEC-RJ e da Superintendência de Leitura e Conhecimento da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa com escritores do Rio de Janeiro
Inscrições devem ser feitas até a próxima terça-feira (28)
Evento acontecerá na próxima sexta-feira (31) no Campus Cidade-Alta unidade Rio Branco
O IFRN, em parceria com a artista Cris Franchevich, realizará na próxima sexta-feira (31), das 9 às 12h no Campus Cidade-Alta - unidade Rio Branco, o Workshop de desenho de rua voltado à alunos do Instituto e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Contando com reserva de vagas para estudantes inscritos em programas de assistência sociais, a ação também oferta cinco vagas destinadas à ampla participação.
Para realizar inscrição, é necessário enviar e-mail para petterson.dantas@ifrn.edu.br, até às 17h da próxima terça-feira (28).O e-mail deve conter histórico anexado e telefone para contato, sendo o critério de classificação dos inscritos, o Índice de Rendimento Acadêmico (IRA).
Durante a realização do workshop, será oferecido material básico para uso, mas é recomendado pela organização trazer ferramentas próprias de desenho e pintura. Entre as sugestões estão os seguintes materiais: Lápis ou lapiseira para desenho grafite 6B, papel 300g, prancheta ou base rígida para o papel, fita crepe, kit básico de cores em aquarela, 1 pincel redondo, 1 pincel chato e pote para água e papel toalha/pano.
Serviço
Workshop de Desenho de rua para iniciantes com Cris Franchevich Data: 31/05 Horário: das 9 às 12h Local: IFRN Cidade Alta Unidade Av. Rio Branco
Para saber mais sobre outras edições do workshop em Natal, clique aqui.
Rafaelly Wiest, Celso de Mello e Toni Reis: apoio da Aliança Nacional LGBTI+
Publicado por RBA - Rede Brasil Atual.
"Diante do quadro de discriminação, violência e assassinatos motivados por LGBTIfobia e caracterizados por impunidade, não se pode mais ficar aguardando para que eventualmente o Congresso Nacional reverta a postura"
Em nota, a entidade, que informa ter 700 filiados, enfatiza o fato de a Corte ter mantido o julgamento mesmo com a aprovação, na véspera, de um projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre o mesmo tema. “Para a Aliança Nacional, a decisão do STF de continuar com a votação foi civilizatória, na qual prevaleceu o entendimento de que a mera existência de projetos de lei no Congresso Nacional não é garantia de que venham a ser votados e aprovados, a exemplo do Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que tratava de mesmo assunto e após mais de uma década veio a ser engavetado.”
Na sessão de ontem, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, se manifestou a favor do adiamento até que o Congresso definisse a questão. Mas o decano da Corte, Celso de Mello, lembrou que o fato de quatro ministros terem votado a favor da criminalização, ainda em fevereiro, rendeu pedido de impeachment por um grupo de deputados. Por 9 a 2, o Supremo decidiu continuar a sessão, que teve mais dois votos favoráveis, definindo a maioria.
Na nota, a Aliança diz ainda que “diante do quadro de discriminação, violência e assassinatos motivados por LGBTIfobia e caracterizados por impunidade, não se pode mais ficar aguardando para que eventualmente o Congresso Nacional reverta a postura que tem prevalecido desde a Constituinte de 1988: a não aprovação de projetos de lei que dizem respeito à proteção jurídica da comunidade LGBTI+”. A entidade avalia que o fato de o Senado ter avançado “em menos de três meses com uma matéria que está encruada há quase 20 anos” é sinal de que há disposição ao diálogo.
Segundo a Aliança, aproximadamente metade de seus filiados tem vínculo partidário, atingindo 30 das 35 legendas existentes no país. “É preciso haver diálogo entre os partidos políticos para chegar a um consenso majoritário no Legislativo que permita a aprovação que legislação que tão urgentemente se faz necessária para a comunidade LGBTI+”, diz a entidade. O presidente da Aliança, Toni Reis, afirma que para superar os impasses “é preciso dialogar não somente com quem são nossos aliados tradicionais, como também com que pensa diferente”.
Apesar das mudanças, Conselho Indigenista Missionário sabe que não haverá um novo rumo na política do governo Bolsonaro para os povos
por Felipe Mascari, da RBA.
São Paulo – O movimento indígena sai fortalecido após a votação final da Medida Provisória (MP) 870, na última quarta-feira (22), na Câmara dos Deputados. Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a volta da Funai para o Ministério da Justiça e o retorno da função de demarcação de terras indígenas ao órgão foram consideradas vitórias importantes para a luta desses povos.
“Essa confirmação é uma vitória tática importante para continuar lutando contra a política anti-indígena de. Bolsonaro e reforça o movimento para manter as mobilizações nos próximos períodos”, afirma Cleber Buzatto, diretor-executivo do Cimi, ao lembrar que o MP 870 ainda vai para votação no Senado.
Votação final da Medida Provisória 870, na Câmara, devolveu a Funai à jurisdição do Ministério da Justiça.
A Funai, pelo texto original da Medida Provisória, estava sob responsabilidade do recém-criado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, liderado por Damares Alves, desde janeiro. Já o Ministério da Agricultura passou a ser o responsável pelas demarcações de terras, o que era classificado como a “raposa cuidando do galinheiro”.
Apesar das mudanças, Buzatto sabe que não haverá um novo rumo na política indigenista do governo Bolsonaro. Nos cinco meses de gestão, nenhuma terra indígena foi demarcada. “Ele diz que não vai cumprir a Constituição sobre o tema da demarcação de terras, mas ainda assim tivemos uma vitória tática. A temática fundiária e a Funai estão de volta ao Ministério da Justiça, que do ponto de vista histórico possui uma posição de maior intermediação de conflitos, o que jamais aconteceria no cenário anterior”, afirma.
Para o diretor do Cimi, a manutenção dos direitos indígenas em uma pasta comandada por Sergio Moro será outro desafio. “O Moro demonstrou não ter interesse na matéria indígena, mas nós acreditamos que isso não ficará apenas relacionado à vontade dele. Como ministro, ele tem responsabilidade funcional de respeitar as normais constitucionais e será cobrado por isso”, disse.