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domingo, 28 de julho de 2019

10 fotos do Natal Shopping há uns anos atrás pra você relembrar por Henrique Araujo

Imagem do Google (Curiozzzo)
O Natal Shopping Center foi inaugurado em 4 de Junho de 1992 (tem vídeo da inauguração no fim do post), e foi um dos primeiros shoppings da capital potiguar. O investimento nele foi de 32 milhões de dólares.
E aqui estão registros raros do passado pra você relembrar deste que foi ponto de encontro oficial de toda uma geração, principalmente nos anos 90.

Quem não lembra desse cinema?

Ou do Mc Donald’s desta forma?

Você já tomou um sorvete aqui?

Ou já jantou uma comidinha chinesa aqui?

Ou quem sabe já se arriscou a comer um sushizinho aqui?

Você com certeza já percorreu este corredor

Indo até aqui…

E quando você olhava lá pra baixo via isso aqui

Ou isso aqui

E pra fechar, lembra daquela lan house?

Pois é, melhor que isso só vendo esse vídeo inédito da inauguração né?

Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje

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A UBES faz 71 anos, mas o espírito de luta e esperança não envelhece

Muita coisa mudou ao longo dos 71 anos de existência da UBES, que se completam nesta quinta (25/7), mas a defesa de um Brasil soberano e justo sempre esteve presente ao longo destas décadas. É o que mostra as respostas abaixo de três antigas lideranças da entidade em diferentes momentos.

Convidamos Juca Ferreira, Manoel Rangel e Manuela Braga para mostrar o que mudou – ou não – nas suas lutas e suas crenças sobre educação, comparando quando eram secundaristas e agora. 

As frases dos ex-presidentes evidenciam que o movimento secundarista é apenas o primeiro passo para a participação cidadã e democrática – um papel que nunca mais se deixa para trás.

JUCA FERREIRA, 1968

O sociólogo baiano passou pela UBES em um dos anos mais intensos e conturbados da história recente, 1968: teve a morte do estudante Edson Luís, o acirramento da luta estudantil contra a Ditadura Militar e o Ato Institucional número 5 (AI-5). Pouco depois, a UBES seria desmantelada e Juca iria para o exílio por nove anos.

Atualmente secretário da Cultura de Belo Horizonte, ele já foi por duas vezes ministro da Cultura.
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À esquerda, Juca Ferreira em Estocolmo durante exílio de 9 anos
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Quando eu era secundarista, eu lutava por liberdade, contra a ditadura, pela democratização da educação, contra o acordo MEC-USAID*.

Hoje, eu luto por liberdade, democracia, sustentabilidade e, principalmente, por justiça social.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação era inacessibilidade, baixa qualidade imposta pela Ditadura.

Hoje, o grande problema da educação é qualidade. A Educação tem que ser libertadora.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era música, artes visuais, cinema.

Hoje, a arte que mais me toca é música, artes visuais, cinema.
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O ex-ministro da Cultura e ex-presidente da UBES durante a Bienal dos Estudantes, em Salvador
MANOEL RANGEL, 1988
O cineasta brasiliense esteve à frente da UBES na transição para a democracia, no ano em que a atual Constituição Brasileira foi promulgada, 1988. Fazia apenas quatro anos que a entidade funcionava na legalidade.

De 2006 a 2017 Manoel Rangel dirigiu a Agência Nacional de Cinema (Ancine), importante para o desenvolvimento do cinema nacional e atualmente ameaçada. 

Ex-presidente da Ancine e da UBES durante Bienal dos Estudantes, em Salvador
Quando eu era secundarista, eu lutava por democracia, por meia passagem, contra aumento de mensalidade e em defesa da escola pública.

Hoje, eu luto por democracia, pela continuidade de políticas públicas de cultura, pela diversidade, em defesa da soberania brasileira e dos direitos dos trabalhadores.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação eram currículos e ensino descolados da vida cotidiana real, baixos salários dos professores.

Hoje, o grande problema da educação é não ter superado os problemas de 30 anos atrás e agora ter que enfrentar o autoritarismo e obscurantismo das autoridades federais.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era o cinema e a música.

Hoje, a arte que mais me toca é o cinema, a música e a literatura.
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MANUELA BRAGA, 2011
Quando dirigia a UBES, a pernambucana participou da intensa luta pelo aumento do investimento na Educação. Lutava-se para que o país fosse obrigado a investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação e que 50% do recente Fundo Social do Pré-Sal também fosse destinado para a área. Hoje, Manu se forma em arquitetura.
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Manu tomou posse como presidenta da UBES em 2011
Quando eu era secundarista, eu lutava por Plano Nacional de Educação, 10% do PIB para Educação e royalties do pré-sal investidos em educação.

Hoje, eu luto por defesa da educação e dos direitos conquistados, contra cortes de investimentos em áreas sociais e pela democracia.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação era e é um problema estrutural! A Educação precisa estar a serviço do povo, do desenvolvimento e da emancipação. Não é o que acontece.

Hoje, o grande problema da educação, além da questão estrutural, é a falta de liberdade de ensino, os cortes de investimentos atuais e os ataques a alunos e professores pelo governo.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era música.

Hoje, a arte que mais me toca é ainda a música, que pode ser ao mesmo tempo luta, arte e resistência.

Manuela Braga em São Paulo

Fonte: UBES

CONFIRAM A PROGRAMAÇÃO ALUSIVA AOS 16 ANOS DA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN!!!

No dia 16 de julho de 2003 a Governadora na época, Vilma de Faria ao lado do prefeito na época, Cid Arruda Câmara e François Silvestre, presidente da Fundação José Augusto - FJA, presidente em 2003, inaugurava a 1ª Casa de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte e a cidade contemplada foi Nova Cruz/RN!, Denominada de Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" I'memória ao ex prefeito.

A atual gestão da Casa em parceria com a Prefeitura Municipal de Nova Cruz, Governo do Estado, FJA, SEEC/RN, entre outras instituições promoverá nos dias 8 e 9 de agosto sua AGENDA CULTURAL alusiva aos 16 anos da casa, conforme programação acima.

Para Eduardo Vasconcelos um dos Agentes de Cultura este será um momento importante, pois a casa voltará aos "Trilhos da Cultura", com uma vasta programação até dezembro de 2019.  Agenda já estar pronta e o mês de agosto iniciaremos com CHAVE DE OURO! Disse, Eduardo.

Desde já, os agentes de cultura, Eduardo e Teobanio Tavares CONVIDAM todos os amantes da cultura e da sociedade em geral a se fazerem presentes a este momento tão significativo para a cultura local e porque não dizer significativo também para a região e para o estado do RN.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPC/RN PROMOVERÁ DIA 23 DE AGOSTO "RODA DE CONVERSA CULTURA E CAMPUS JÁ NA REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR!"

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Imagem do Google
Agosto é o mês das comemorações ao DIA DO ESTUDANTE, diante da importância o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN promoverá dia 23 de agosto uma "RODA DE CONVERSA: CULTURA E CAMPUS  NA REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR, JÁ!"

O evento servirá para ampliar o debate em torno das recentes perdas que a Região do Agreste vem tendo constantemente com saídas de instituições constantes na região, se não bastasse os cortes de verbas para a educação e o fechamento do MINC (Ministério da Cultura).

A Mesa de Conversa servirá para refletirmos estas perdas. É preciso unir, refletir, ousar e LUTAR! Caso contrário outras perdas virão!

O evento ocorrerá na Sala de VÍDEO CONFERÊNCIA - IFRN - NOVA CRUZ/RN, a partir das 8 horas ao MEIO DIA! Serão inscritos 70 (setenta) pessoas, entre (estudantes, sindicalistas, professores, funcionários e convidados), lembrando que não haverá taxas de inscrições. Os participantes receberão CERTIFICADOS.

Mais uma iniciativa do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, que este ano completará 10 anos!!! (30/12/2019).

Maiores informações: (84) 98805 6338 ou pelo email: centropotiguardecultura@gmail.com

AGENTE DE CULTURA E PRESIDENTE DO CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS RECEBE ALUNAS/DANÇARINAS DA E. E. ALBERTO MARANHÃO



Hoje (25) pela manhã o Agente de Cultura da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz, Eduardo Vasconcelos recebeu a visita de adolescentes da Escola Estadual ALBERTO MARANHÃO, representantes também do Grupo de Dança da referida escola, cujo objetivo foi mais informações sobre atividades culturais dos dias 08 e 09 de agosto, momento em que a casa comemorar seus 16 anos, ocorrido no último dia 16/07.

Eduardo esclareceu a importância do evento, incentivando-as a participar ativamente das ações da Casa!  As/passaram as músicas que as mesmas irão dançar, Eduardo elogiou. Elas irão se apresentar no dia 09, mas antes, ou seja dia 08/08 a E. E. Alberto Maranhão também se fará presente com a apresentação do Grupo de Percussão.

Após os esclarecimentos necessários as mesmas agradeceram ao agente, prometendo voltar mais vezes para conhecer melhor a casa e o que ela representa para o município.

Eduardo Vasconcelos em nome da casa agradeceu a visita,

Advogado de suposto hacker diz que cliente ouviu da PF: “cala a boca, você aqui não tem direito a nada”

Gustavo Elias Santos, apontado pela PF como um dos supostos hackers (Foto: Reprodução)



O advogado afirmou ainda que seus clientes demoraram a ter autorização para ligar para a defesa e viajaram de São Paulo a Brasília algemados.

De acordo com Ariovaldo Moreira, advogado de Elias Santos e sua mulher, Suelen Oliveira, dois dos quatro suspeitos de terem hackeado o celular do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, seus clientes demoraram a ter autorização para ligar para a defesa e viajaram de São Paulo a Brasília algemados.

“[Elias Santos] tentou falar comigo o todo o tempo, da casa dele até a PF de São Paulo, e a todo momento: ‘cala a boca, você aqui não tem direito a nada’. Foi essa frase que ele me falou”, disse o advogado Moreira.
Questionado se eu cliente tem alguma vinculação ou simpatia partidária, Ariovaldo respondeu. “Ele [Santos] me disse: ‘Rapaz, eu detesto isso’”. O advogado disse que seu cliente já foi a uma passeata de Bolsonaro e a filmou com um drone. Mas afirmou que ele não é apoiador do presidente.
Com informações da Folha
Fonte: Revista Fórum

Este halterofilista potiguar está entre os 10 melhores do mundo

Cazaquistão, Ásia Central. 24 halterofilistas de várias partes do mundo desafiavam seus próprios limites em busca do sonhado título mundial. O potiguar Júnior França (na foto abaixo) era um deles:

Júnior França. Foto: CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro)

Júnior é da SADEF, Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN, e estava disputando o Campeonato Mundial pela segunda vez em 4 anos de carreira. Ele integrava um seleto grupo de apenas 11 brasileiros convocados.
Em sua vez de se “apresentar” Júnior deu tudo de si, e quebrou o próprio recorde. Ele segurou 146kg, 2kg a mais de sua capacidade atual (144kg), e quase 3 vezes o seu próprio peso, deixando muitos adversários para trás.

Júnior França. Foto: CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro)

Ele não ganhou medalha, ficou na décima colocação, mas voltou pra casa com a satisfação de quem quebrou o recorde das Américas, que já era dele. O atleta continua liderando os rankings brasileiro e das Américas.
“Dei o meu melhor. Agora é ganhar força e consertar os erros. Estou feliz e sigo confiante na corrida por uma vaga nos Jogos Paraolímpicos de Tóquio”, relata. “Isso já é suficiente para deixar todo mundo orgulhoso”, comemorou o presidente da Sociedade, Tercio Tinoco.
Além de Júnior França, outros três potiguares integraram a seleção brasileira na disputa do Mundial. Os técnicos da SADEF, Carlos Williams e Jeferson Rego, e o médico Rodrigo Braga.
Parabéns Júnior! Me lembrou até aquele atleta anão potiguar que levanta mais de 100kg
Informações de CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) e Edmo Sinedino via Nominuto.com.
Fonte: Curiozzzo

Prêmio Braztoa de Sustentabilidade: inscreva o seu projeto!

Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para o edital Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania – Cultura 2019. Por meio do processo seletivo, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cidadania, concede bolsas para a realização de residências artísticas em Estações Cidadania de todas as regiões do Brasil.
Serão concedidas 18 bolsas, no valor de R$ 20 mil, para residências com três meses de duração cada uma. Os projetos devem contemplar circo, dança, teatro, música e artes visuais. Somente pessoas físicas podem concorrer no processo seletivo. Os candidatos devem ser brasileiros (natos ou naturalizados), ou estrangeiros residentes no País. Podem ser inscritos apenas projetos individuais.

As Estações Cidadania

As Estações Cidadania são equipamentos culturais públicos localizados em áreas de vulnerabilidade social, em cidades de todas as cinco regiões do país. O objetivo dessas instituições é oferecer ações culturais, práticas esportivas e de lazer, atividades de formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, bem como promover a cidadania.
Esses espaços públicos são construídos por meio de parceria entre a União, por meio do Ministério da Cidadania, e os municípios. Já a gestão de cada unidade é compartilhada entre as prefeituras, a comunidade e as entidades locais, por meio de um grupo gestor tripartite formalmente constituído.
A lista das Estações Cidadania aptas a receber projetos para o edital está disponível no anexo VI do texto. Obrigatoriamente, o artista deverá escolher uma unidade fora da região geográfica onde reside. As Estações Cidadania – Cultura estão ligadas à Secretaria de Cultura do Ministério da Cidadania.

Experimentação, intercâmbio cultural e transformação social

As residências contempladas deverão promover o deslocamento do artista inscrito para um espaço de experimentação, pesquisa e criação que possibilite a troca de experiências e conhecimentos e intercâmbio entre linguagens, além do compartilhamento das realidades entre os artistas e outros profissionais envolvidos. Essa troca deve alcançar as comunidades onde as estações se localizam. O foco das propostas deve ser contribuir para a transformação social dos territórios de vulnerabilidade onde estão localizadas as Estações.

Alcance em todas as regiões

Para contemplar todas as cinco regiões do País, as 18 bolsas serão distribuídas com um critério. Serão quatro para cada uma das regiões: Sul, Sudeste e Nordeste; três para a Região Norte; e três para a região Centro-Oeste. No caso de não haver nenhum classificado em uma ou mais regiões, um dos selecionados de outra área geográfica poderá ser remanejado para a região desassistida – obedecendo à ordem de classificação e o disposto no item 6.2 do edital.

Mais sobre os projetos

Os candidatos à Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania – Cultura 2019 podem concorrer somente com uma proposta. Esta pode ser desenvolvida em qualquer tipo de suporte, formato ou mídia. O texto do edital esclarece ainda: “O programa de residência é baseado na experiência do processo criativo, e, portanto, sem a expectativa de um trabalho acabado”.
Com a Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania, um dos principais objetivos da Funarte é estimular a troca de experiências entre artistas e o exercício da invenção coletiva.

Recursos investidos

Serão destinados R$ 369.639, dos quais R$ 360 mil serão concedidos em bolsas e R$ 9.639 serão destinados a despesas administrativas. Esse total provém do orçamento da Funarte.

Inscrições

Gratuitas, as inscrições deverão ser realizadas exclusivamente via internet mediante o preenchimento e envio do formulário eletrônico disponível na página do edital. O interessado deverá preencher todos os campos obrigatórios do formulário de inscrição. O eventual preenchimento incompleto inviabilizará o envio. A partir do formulário, devem ser anexados diversos documentos, previstos no edital.

Mais informações

Para saber mais sobre as condições de participação, o processo e os critérios de seleção e outros direitos e obrigações relativos ao edital, leia atentamente e na íntegra o texto do documento, disponível na página do edital (link abaixo).
Estarão disponíveis também arquivos para auxiliar o candidato na inscrição, como Dúvidas Frequentes e Passo a Passo para o Preenchimento do Formulário de Inscrição, além de um e-mail para retirada de outras eventuais dúvidas.
Correção: A Fundação Nacional de Artes – Funarte informa que houve o seguinte erro no texto do edital do programa Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania-Cultura 2019 poublicado no dia 17 de junho de 2019: no item 1.3.1 , onde se lê “epracas.cultura.gov“, leia-se “epracas.cultura.gov.br“.
Portal BRASIL CULTURA

Celso Marconi: O pioneiro filme Crônica de um Verão

Apesar do título simples, esse Chronique d’ un Été, criado no final dos anos 50 por Jean Rouch e Edgar Morin, e lançado e premiado no Festival de Cannes de 1961, é uma das mais importantes obras do ponto de vista histórico para o cinema, tendo começado o cinéma verité (cinema verdade).
Por Celso Marconi*
Cena do documentário Crônica de um Verão, de Edgar Morin e Jean Rouch.
Certamente, ainda existem moradores em João Pessoa (PB) que lembram da passagem demorada de Jean Rouch pela cidade e muitos dos seus ensinamentos, que ficaram plantados para o pessoal dos anos 70. Mas todos os outros estudantes de cinema, não só da Paraíba, poderão retomar os debates da época se colocarem a obra Crônica de um Verão no acervo ativo das suas escolas.
Por sinal, o crítico e professor André Dib, que mora e atua na Paraíba, me avisa que o filme está programado para passar no próximo dia 1º de agosto em João Pessoa, às 18 horas, no IFPB Jaguaribe.
Foram dois cientistas sociais que criaram o nome cinéma verité a partir desse filme feito em Paris. Ambos eram ligados aos estudos sociais. Jean Rouch era antropólogo, e Edgar Morin, sociólogo e antropólogo. Nos anos 50, Edgar Morin já era conhecido no Brasil – e no Recife lemos alguns dos seus trabalhos.

Edgar Morin e Jean Rouch, a dupla por trás de Crônica de um Verão
Vendo o filme agora, sentimos que a presença de Rouch é preponderante para a criação de um contexto cinematográfico. Embora ele pense tanto no que deve ser o novo cinema, demonstra uma extraordinária capacidade para a criação de uma linguagem esteticamente notável.
Mesmo que o principal seja criar um conteúdo, isso não impede que o filme tenha em todos os momentos um muito bom ritmo narrativo. E tenha momentos de grande beleza plástica, como nas imagens em que uma das moças caminha pela praça Concorde e também quando segue por um imenso túnel e a cena termina com uma dança coletiva ao som de uma banda de harmônica.
Edgar Morin certamente influencia mais na composição conteudística, estabelecendo as pesquisas nas ruas de Paris sobre o que é felicidade e depois conduzindo os estudos mais aprofundados em torno do que cada um faz para construir suas vidas. Mas são muito importantes todos os debates que se desenvolvem durante grande parte do filme sobre como se comportar ou não diante das câmeras. É bom lembrar que a produção contou com Jean-Jacques Tarbès, Michel Brault, Roger Maurice e Raoul Coutard – este se transformou num dos maiores fotógrafos do cinema europeu.
Com o chamado “cinema verdade”, os cineastas ficaram dispensados de criar um roteiro acadêmico, um som para acompanhar todas as cenas, o ambiente conduzir a estrutura cinematográfica, e a câmera ou o cameraman ficou livre para criar movimentos no próprio momento da filmagem, o que modificou também muitos outros elementos fílmicos.
O filme é pensado com antecedência, mas durante a produção há sempre uma maior liberdade para criar. Artistas como Glauber Rocha e Jean-Luc Godard se interessaram muito pelos ensinamentos do cinéma verité.
* Celso Marconi, 89 anos, é crítico de cinema, referência para os estudantes do Recife na ditadura e para o cinema Super-8

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sebastião Biano, 100 anos, toca a história da Banda de Pífanos de Caruaru

Com 100 anos, completados em junho, Sebastião Biano segue na ativa e mostra sua arte
Único remanescente do grupo original, Seu Biano se apresenta neste final de semana no Sesc Pompeia, em São Paulo.

São Paulo –Sebastião Piano assoprou um pífano (uma espécie de flauta) pela primeira vez aos 5 anos, em 1924, quando o pai, Manuel, agricultor e vaqueiro, criou um grupo que inicialmente tocava em cerimônias religiosas – enterros de “anjos” (crianças). Seu talento consolidou-se pelo interior, mas só criou fama nacional a partir dos anos 1970, quando Gilberto Gil, que voltara havia pouco ao Brasil, se encantou e gravou Pipoca Moderna, com a  Banda de Pífanos de Caruaru . É a primeira faixa do LP Expresso 2222, de 1972, quando a própria banda lançou seu primeiro álbum. Em 1975, seria a vez de Caetano Veloso gravar Pipoca Moderna, com letra. Pois “seu” Biano, como é conhecido, continua na ativa, aos 100 anos. Único remanescente da formação original, ele tocará neste final de semana em São Paulo.

O centenário foi completado em 23 de junho, quando Sebastião Biano – que mora na capital paulista desde 1978 – foi homenageado durante a tradicional festa de São João de Caruaru, onde o grupo se estabeleceu em 15 de julho de 1939, em uma região rural. Nascido em Mata Grande, sertão alagoano, ele já contou que “quando estava seco e não tinha o que comer” o pai mudava para “um canto melhor”, e assim ia fazendo, desde 1926 até conseguir se fixar em Caruaru, em 1939. Aos 7 anos, o menino tocou para Lampião.

As apresentações de “seu” Biano ocorrem no sábado (27), às 21h, e no domingo (28), às 18h30, no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, na zona oeste de São Paulo). No primeiro dia, o show tem participação de Zeca Baleiro. No segundo, Biano se apresenta com o grupo paulista A Barca. O ator Gero Camilo estará no palco nos dois dias, contando “causos”.

Operário durante duas décadas, Sebastião nunca largou a música. Já tocou com ícones da música modernista e brasileira, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Mas o primeiro álbum solo só saiu em 2015, aos 96 anos. “Às vezes falta fôlego no começo ou no fim da música”, diz ele, acompanhado pelo grupo Terno Esquenta Muié, com Júnior Kaboclo (segundo pífano), Eder “O” Rocha (zabumba e bateria), Renata Amaral (baixo) e Filpo Ribeiro (viola, rabeca e marimbau).

No ano passado, Sebastião Biano participou do programa Hora do Rango, na  Rádio Brasil Atual. . Confira na página da RBA no Facebook.


José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi um escritor brasileiro, autor do romance juvenil “Meu Pé de Laranja Lima”, obra que se tornou um clássico da literatura brasileira.
José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) nasceu em Bangu, no Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro de 1920. Filho de imigrante português foi criado pelos tios, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Com 15 anos voltou para o Rio de Janeiro onde trabalhou em diversos empregos para se sustentar, foi carregador de bananas numa fazenda no litoral do estado, foi instrutor de boxe e operário. Mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como garçom de boate. Iniciou o curso de Medicina, mas abandonou a universidade. Recebeu uma bolsa para estudar na Espanha, mas também não se adaptou à vida acadêmica.
José Mauro e Vasconcelos se aventurou junto aos irmãos Villas-Boas, em uma viagem pelos rios da região do Araguaia. O resultado foi seu livro de estreia “Banana Brava” (1942), onde relata o mundo do garimpo da região. Em 1945 publica “Barro Branco”, seu primeiro sucesso de crítica. Escreveu “Longe da Terra” (1949), “Vazante” (1951), “Arara Vermelha” (1953), “Arraia de Fogo” (1955).
Seu primeiro grande sucesso veio com “Rosinha Minha Canoa” (1962). A obra foi utilizada no curso de Português na Sorbonne, em Paris. Nos anos seguintes escreveu “Doidão” (1963), “Coração de Vidro” (1964) e em 1968 seu maior sucesso popular, “Meu Pé de Laranja Lima”, onde relata a vida sofrida na infância e as buscas por mudanças. A obra foi adaptada para a televisão e para o cinema.
José Mauro de Vasconcelos trabalhou em diversos filmes, entre eles, Modelo 19 (1950), que lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator Coadjuvante, O Canto do Mar (1953), onde atuou como roteirista, Garganta do Diabo (1960), A Ilha (1963) e Mulheres & Milhões (1961), que também lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator.
Escreveu também: “Rua Descalça” (1969), “O Palácio Japonês” (1969), “Farinha Órfã” (1970), “Chuva Crioula” (1972), “O Veleiro de Cristal” (1973) e “Vamos Aquecer o Sol” (1974).
José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA