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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ÍTALO FERREIRA SIMBOLO DE SUPERAÇÃO! UM FORMOSENSE CAMPEÃO DO MUNDO!


 Título conquistado pelo brasileiro Ítalo Ferreira, nos Jogos Mundiais de Surfe, no Japão.
Foto: http://agenciabrasil.ebc.com.br - Foto: Twitter/Olympic Channel
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas no palco
Foto do FACEBOOK de Ítalo Ferreira
"ÍTALO FERREIRA SIMBOLO DE SUPERAÇÃO" - Eduardo Vasconcelos

Por ÍTALO FERREIRA:

(Continuação nos comentários) Se você tiver um minuto, leia o texto abaixo e reflita comigo sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias. Você pode transformar essa história em algo positivo pra sua vida.


Fui roubado 4 dias atrás, nos Estados Unidos. Na minha mochila, que eles levaram, tinha alguns pertences pessoais e o documento mais importante para uma pessoa que está viajando e nem sabe falar perfeitamente a língua local: o passaporte. Este era eu. Sem saber pra onde ir, sendo que no mesmo dia eu tinha um voo marcado para o Japão 🇯🇵 para competir em um evento mundial essencial na busca por uma vaga nas olimpíadas de 2020, em Tokyo.

No dia seguinte ao roubo, tive ajuda de algumas pessoas do Brasil, Estados Unidos e até mesmo do Japão. Tentaram me ajudar com um passaporte novo, um visto japonês e o mais difícil: o visto americano. Todas as informações diziam que o melhor era eu sair dos Estados Unidos para refazer tudo (marcar horário, agendar entrevista, etc) no consulado americano. Então saí dos Estados Unidos no dia 08 de setembro e embarquei para Tokyo, com entrevista marcada para o dia seguinte, 09.

Parecia tudo normal, mas MEU VOO ATRASOU POR CAUSA DE UM FURACÃO 

- inclusive, fiquei 18 horas dentro do avião. Ou seja, eu não teria como chegar a tempo para a entrevista no consulado no Japão. Então remarquei para as 8:30 do dia 10 de setembro, primeiro dia da competição, sem ter certeza de que o visto seria aprovado.

Eu estava confiante e feliz, mesmo depois de tudo, só por ter chegado até o Japão. O visto foi aprovado, deixei meu passporte no consulado americano e comecei mais uma missão. Fui correndo para o Aeroporto de Tókio em busca do primeiro voo para a cidade onde eu iria competir. Minha bateria era a 6ª do Round 1, mas o evento atrasou 1 hora e isso me deu uma pequena chance de chegar a “tempo”. Quando pousei no aeroporto, saí correndo: larguei as malas e fui direto para o carro do comitê brasileiro que estava a minha espera. Minha bateria já tinha começado e demoramos 10 minutos do aeroporto até a praia. 

CONTINUA NOS COMENTÁRIOS!

"Ítalo Ferreira exemplo de superação, determinação, fé e luta!

Clic no link  abaixo:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2019-09/italo-ferreira-e-campeao-nos-jogos-mundiais-de-surfe-no-japao

EDUARDO VASCONCELOS ENTREVISTA ÍTALO FERREIRA EM 02 DE JANEIRO DE 2015 NO CHALÉMAR - BAÍA FORMOSA-RN. Clic no Link:Abaico: 

https://eduagreste.blogspot.com/2015/01/em-baia-formosarn-eduardo-vasconcelos.html

Paulo Freire 19 de setembro

Paulo Freire (1921-1997) foi um educador brasileiro, criador do método inovador no ensino da alfabetização, para adultos, trabalhando com palavras geradas a partir da realidade dos alunos. Seu método foi levado para diversos países.
Paulo Freire nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 19 de setembro de 1921. Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar e de Edeltrudes Neves Freire morou na cidade do Recife até 1931, quando foi morar no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, onde permaneceu durante dez anos.
Formação
Iniciou o curso ginasial no Colégio 14 de Julho, no centro do Recife. Com 13 anos perdeu seu pai e coube a sua mãe a responsabilidade de sustentar todos os 4 filhos. Sem condições de continuar pagando a escola, sua mãe pediu ajuda ao diretor de Colégio Oswaldo Cruz, que lhe concedeu matrícula gratuita e o transformou em auxiliar de disciplina, e posteriormente em professor de língua portuguesa.
Em 1943 ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Em 1944 se casou com Elza Maria Costa de Oliveira, professora primária, com quem teve cinco filhos. Depois de formado continuou como professor de português no Colégio Oswaldo Cruz e de Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco.
Em 1947, Paulo Freire foi nomeado diretor do setor de Educação e Cultura do Serviço Social da Indústria. Em 1955, junto com outros educadores fundou, no Recife, o Instituto Capibaribe, uma escola inovadora que atraiu muitos intelectuais da época, e que continua em atividades até hoje.
Método de Alfabetização Paulo Freire
Preocupado com o grande número de adultos analfabetos na área rural dos estados nordestinos, que formavam um grande número de excluídos, Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização baseado no vocabulário do cotidiano e da realidade dos alunos.
As palavras eram discutidas e colocadas no contexto social do indivíduo. Por exemplo: o agricultor aprendia as palavras, cana, enxada, terra, colheita, fogo etc. e os alunos eram levados a pensar nas questões sociais relacionadas ao seu trabalho. A partir das palavras base, ia se construindo novas palavras e ampliando o vocabulário.
A iniciativa do educador foi aplicada pela primeira vez, em 1962, na cidade de Angicos no sertão do Rio Grande do Norte, quando foram alfabetizados 300 trabalhadores da agricultura. O projeto ficou conhecido como “Quarenta horas de Angicos”. Os fazendeiros da região chamavam o processo educativo de “praga comunista”.
Exílio
Com o golpe militar de 1964, Paulo Freire foi acusado de agitador e levado para a prisão onde passou 70 dias, e em seguida se exilou no Chile. Durante cinco anos desenvolveu trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária.
Em 1969, Paulo Freire lecionou na Universidade de Harvard. Durante dez anos, foi consultor especial do Departamento de Educação do Conselho Municipal das Igrejas, em Genebra, na Suíça. Viajou por vários países do Terceiro Mundo dando consultoria educacional.
Em 1980, com a anistia, Paulo Freire retornou ao Brasil, estabelecendo-se em São Paulo. Foi professor da UNICAMP e da PUC. Foi Secretário de Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Luísa Erundina. Após a morte de sua primeira esposa, casou-se com Ana Maria Araújo Freire, conhecida como Nita Freire, uma ex-aluna do Colégio Oswaldo Cruz.
Reconhecimento
Por seu trabalho na área educacional, Paulo Freire foi reconhecido mundialmente. É o brasileiro com mais títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades, são 41, ao todo, entre elas, Harvard, Cambridge e Oxford.
Paulo Freire faleceu em São Paulo, no dia 2 de maio de 1997.
Obras de Paulo Freire
Educação Como Prática da Liberdade (1967)
Pedagogia do Oprimido (1968)
Cartas à Guiné-Bissau (1975)
Educação e Mudança (1981)
Prática e Educação (1985)
Por Uma Pedagogia da Pergunta (1985)
Pedagogia da Esperança (1992)
Professora Sim, Tia Não: Carta a Quem Ousa Ensinar (1993)
À Sombra Desta Mangueira (1995)
Pedagogia da Autonomia (1997)

Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos, também conhecida como Revolução Farroupilha, foi a mais importante rebelião do período da regência no Brasil, que ocorreu no Rio Grande do Sul e durou dez anos, de 1835 até 1845.
Teve início durante a regência de Feijó e só terminou no Segundo Reinado. Foi favorecida pelo caráter militarizado da sociedade rio-grandense, organizada em meio a lutas fronteiriças, desde a época da Colônia de Sacramento.
Causas da Guerra dos Farrapos
A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foi promovida pela classe dominante gaúcha, constituída de estanceiros, donos de grandes propriedades rurais usadas para criação de gado, indignados com os elevados impostos territoriais, além de altas taxas sobre as exportações de charque, couro e sebos.
Além disso, as ideias republicanas e federativas encontravam muita receptividade entre os rio-grandenses, estimulados pelas vizinhas Repúblicas Platinas.
Agravando a situação, em 1835, o regente Feijó nomeou o moderado Antônio Rodrigues Fernandes Braga como presidente da província, o que não foi aceito pelos gaúchos. Na Assembleia Provincial tornou-se cada vez mais viva a oposição ao presidente Fernandes Braga.
O Conflito
No dia 20 de setembro de 1835, uma revolta armada, com pouco mais de 200 cavaleiros se estabeleceu nos arredores da capital. Uma pequena força armada enviada para dispersar os rebeldes foi repelida e obrigada a regressar.
Alarmando o presidente, fugiu para a vila de Rio Grande, instalando ai seu governo. No dia seguinte, o comandante da Guarda Nacional local, Bento Gonçalves, um dos principais promotores do movimento, entrava em Porto Alegre e, com o apoio da Assembleia Provincial, em 1836, proclamou a República do Piratini.
O regente Feijó nomeou novo presidente para a província, José de Araújo Ribeiro, futuro visconde do Rio Grande. A guerra continuou e os legalistas conseguiram prender vários chefes rebeldes, entre eles Bento Gonçalves, que foi mandado para Bahia, de onde fugiu, com a ajuda da maçonaria.
Em setembro de 1837, regressa ao Sul e é eleito presidente da República do Piratini. A luta dos rebeldes era cada vez mais popular e com o apoio do revolucionário italiano Guiseppe Garibaldi o movimento se propagou. Pressionado, Feijó foi obrigado a renunciar. Iniciou-se a regência de Araújo Lima, apoiado pelos conservadores.
Em 1939, Davi Canabarro, um dos chefes da revolta, com a colaboração de Guiseppe Garibaldi, tomou Laguna, em Santa Catarina, fundando nessa província a República Juliana, confederada à República Rio-grandense, alargando o cenário da revolução.
Em 1840, com a maioridade antecipada de Pedro II, foi concedida anistia a todos os revoltosos políticos do período regencial. O novo presidente, Álvaro Machado, nomeado pelo governo imperial, tentou convencer os rebeldes a terminar a guerra e aceitar a anistia, mas nada conseguiu.
O Fim do Conflito
Em 1843, para evitar a intensificação do conflito, Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, foi nomeado presidente e comandante das armas.
Depois de várias derrotas, em 1845, os rebeldes aceitaram a proposta de paz, oferecida pelo governo, que incluía algumas vantagens: anistia, incorporação dos oficiais farroupilhas ao exército imperial, libertação dos escravos que haviam lutado ao lado dos farroupilhas, devolução das terras que havia tomado dos rebeldes, diminuição dos impostos naquela província e aceitar o fortalecimento da Assembleia provincial.
Portal BRASIL CULTURA

SUCESSO TOTAL!!! "TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR - EDIÇÃO 2019 - CONFIRAM

 Imagem: Os 13 inscritos após receberem seus troféus e medalhas pousam para as fotos ao lado dos organizadores - Fernando Luiz (Talentos Potiguar), Jefferson Tavares (FJA) e Eduardo Vasconcelos e Teobanio Tavares (Agentes de Cultura).


Os 13 que fizeram a diferença! PARABÉNS MESMO! Mais dias melhores virão!

NOSSA SINGELA HOMENAGEM E AGRADECIMENTO AOS 13 HERÓIS DA CULTURA
JOICE KARLA OLIVEIRA DE SOUZA; SILVANDREISON DE FREITAS SILVA ;ABDÊNAGO CÂMARA PEREIRA;RENATO CRISANTO; VIVIANA DA SILVA CRUZ; MICHELY OLIVEIRA. CRISTIANE GOMES DA SILVA; FRANCISCO PAIXÃO DA SILVA; MARCIO SANTOS; JEFFERSON DA SILVA LIMA; WEDSON FIRMINO DA SILVA. JULIANA GOMES SOARES E DANIEL PAIXÃO DIAS (DANIEL DO ARROCHA). Vocês foram as estrelas da noite. Os momentos virão. Sim! do 4º ao 13º as sequências não significa a classificação.

Foto: Concorrentes e sociedade atentos ao inicio do festival
 Foto da esquerda para a direita: Teobanio, Eduardo, Abdênago, Fernando Luiz, Silvandrison, Joyce e Jefferson Tavares (FJA)

 Fotos que ficarão nas nossas memórias para sempre
 Joyce e Fernando Luiz  e Silvandreison e Jefferson Tavares, (após receberem troféu)
 O público compareceu e a mesa julgadora foi muito profissional e as musas do festival deram seus recados. Parabéns a todos!
Resultado; Foto 01 Joyce Karla (Primeiro Lugar; Silvandreison (Segundo Lugar) e Abdênago (Gil Góis) - (3º Lugar).

Ontem (19) a Casa de Cultura Popular de NOVA CRUZ, juntamente com a FJA (Fundação José Augusto) e TALENTOS POTIGUAR promoveram a III Edição  do Projeto TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR - Edição 2019 de autoria do TALENTO POTIGUAR (Fernando Luiz).

O evento aconteceu de fronte a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara", onde centenas de pessoas estiveram presentes para prestigiar os cantores inscritos para a competição.

Antes de iniciar Fernando Luiz discursou explicando a importância do Projeto e aproveitou para falar um pouco da sua  trajetória artística e também falou do objetivo do projeto e no final das apresentações o mesmo cantou várias músicas de sua autoria, principalmente a musica que ficou em nossas mentes a musica GAROTINHA. O mesmo antecipou seus agradecimentos e mostrou-se bastante emocionado em estar voltando a sua terra natal, onde tudo começou. É bom lembrar que, Fernando Luiz é filho de parteira que trabalhou muitos anos no Hospital Municipal Monsenhor Pedro Moura.

O segundo orador foi Jefferson Tavares, coordenador adjunto das Casas de Cultura Popular, que estava representando o presidente da FJA, Crispiniano Neto, reforçou as palavras de Fernando e aproveitou para informar que a FJA ampliará suas ações nas cidades através das casas de cultura, elogiando a organização do evento.

O terceiro a falar foi o Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos, que também é presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN. Eduardo focou muito na importância da sociedade apoiar os artistas da terra, incentivando-os a continuarem na lutas nas buscas da realizações de seus sonhos, Concluindo, Eduardo Vasconcelos adiantou que o objetivo maior é identificar talentos e procurar ajudá-los a vencerem os obstáculos, procurando atingir seus objetivos e a FJA estará disposta a ajudar a realizarem seus sonhos através de investimentos para a cultura potiguar. 

Eduardo Vasconcelos antecipou que irá juntos com outras instituições, mobilizar a galera para irem em caravana para NATAL dá força a nossa representante, JOYCE KARLA na final. Aguardem! Eduardo Vasconcelos concluiu dizendo que mais oportunidades virão, garantiu ele.

Após as apresentações dos 13 inscritos a mesa julgadora reuniu-se e divulgou os resultados: 1º Lugar: JOYCE KARLA; 2º Lugar: SILVADREISON DE FREITAS SILVA e 3º Lugar: ALDÊNAGO CÂMARA PEREIRA (GIL Góis), recendo troféus, medalhas e certificados e os demais receberam medalhas, juntamente com certificados.

Os agentes de cultura, juntamente com Fernando Luiz e a FJA agradeceram a todos que acreditaram e contribuíram para o sucesso do evento, como o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Escolas Estaduais e Municipais, Sindicatos, Órgãos Públicos, aos jurados, Arthur, Teobanio e Matilde Soares, bem como as secretarias municipais, SEEC/RN, CODESP-SEEC/RN, CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA CRUZ, SINTE/NOVA CRUZ, STRAF-NOVA CRUZ, Claudio Lima (cerimonial) e as empresas, REDE MAIS, BAR DA ESTAÇÃO, Rádios Agreste FM  (107)e Curimataú (103) ,BETO RAMOS SOM, TECLADISTA WANDERSON, INFORGRAF, REDE MAIS de NOVA CRUZ e a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para o sucesso do evento.


domingo, 15 de setembro de 2019

Atrofia cultural


O cartunista Miguel Paiva afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a iniciativa privada como querem os neoliberais. Somos um país pobre, muito pobre, violento e abandonado, sem autoestima, sem orgulho, sem possibilidades reais de crescimento nessas condições”
Charge: Miguel Paiva
Cartonista relata a “atrofia cultural” que o Brasil vive neste momento.
A censura desavergonhada e explícita que vem acontecendo nas manifestações culturais no Brasil, incluindo as recentes retiradas de apoio da Caixa Cultural a dois espetáculos teatrais e mais a tentativa de recolhimento de livros na Bienal acendem de cara o sinal vermelho da democracia. O último corte anunciado de 43% nos recursos do Fundo Setorial para o Cinema funcionou como a facada no chuveiro do Psicose de Hitchcock. A trilha sonora sensacional do Bernard Hermann poderia ser usada para todo o governo Bolsonaro. Aquelas cordas sincopadas ilustrando o suspense e o terror caem como uma luva no nosso dia a dia. A cultura vai sendo colocada para escanteio porque , de fato, não interessa ao governo. Nunca esperei nada diferente dessa turma. E se esperasse seria uma coisa absurda o que se produziria. A arte ligada a um governo autoritário é sempre desprezível e de péssima qualidade. Ainda bem que até agora pouca coisa se fez enaltecendo esse governo. Já vivemos no passado, à época da ditadura militar que o governo reafirma todos os dias que não existiu, uma situação parecida. Havia censura prévia explícita, proibição aberta de filmes, música, teatro e livros.
Assim mesmo, fomos capazes de produzir e muito. É impossível parar pela força a criação, a inquietação, a manifestação artística. Fica mais difícil criar mas não impossível. O complicado agora é encarar, disfarçado de democracia, o clima de penúria cultural depois de anos de efervescência, produção e reconhecimento, não só aqui mas em todo mundo, da nossa arte. Eles não querem. Querem um país debaixo de um controle rígido que só produza riqueza para quem já é rico. As tentativas desatinadas da nova CPMF, a reforma da previdência que não visa os grandes devedores, a anunciada reforma tributária e outros projetos existem para poder saldar a dívida assumida para a eleição do presidente. Nenhum projeto deste governo, cultural ou social, visa o bem estar do povo, a melhoria da informação ou o desenvolvimento humano. Esse é o projeto da direita internacional e a cultura bate de frente nisso. O que está se produzindo a favor do Donald Trump ou do Projeto Brexit, por exemplo? O que se produziu de bom na Europa de direita? Nada. A cultura não fecha com essas ideias, muito menos a História ou a Ciência. O mundo anda pra frente levando no bojo a cultura. Quando começa-se a andar pra trás é sinal de que a ela foi colocada de lado. Depois, lá na frente, quando a História mudar os rumos desta prosa vamos encontrar novamente o que foi produzido mesmo sem condições, mesmo escondido e sob censura nesse período de trevas.
Um país como o Brasil não pode ser entregue a iniciativa privada como querem os neoliberais. Somos um país pobre, muito pobre, violento e abandonado, sem autoestima, sem orgulho, sem possibilidades reais de crescimento nessas condições. Precisamos de um estado, que junto com a iniciativa privada como parceira, possa criar condições de crescimento social, de sobrevivência mesmo e de efervescência cultural que também alimenta, ou na pior das hipóteses, enquanto efervescente, ajuda na digestão dos problemas. Achar que a meritocracia é justa , que a iniciativa privada vai fazer de tudo para o desenvolvimento social é cair em outro conto da carochinha que vem sendo a especialidade deste governo. Quero ver até quando o povo que votou nele vai continuar esperando que alguma coisa aconteça em seu benefício. Só destruir, desmontar, não leva a nada, só a uma sensação ilusória de que aquilo que se combatia, mesmo que inventado, foi destruído.
E agora? fazemos o quê? Acreditamos nas histórias ou começamos a refletir sobre a merda que se estabeleceu no nosso país? Deprimimos com a situação atual ou começamos a perceber onde alguma coisa acontece para podermos reagir? Aceitamos essa tirania cultural ou começamos a articular alguma reação autônoma, alguma saída para esta penúria cultural que se anuncia? Sentamos na frente da TV para ouvir as mentiras ou trocamos informações com nossos pares onde se apresentar a possibilidade. Ficamos atrelados à grande imprensa ou buscamos a informação na imprensa alternativa? O caminho está aí. Não dá pra ficar parado.
*Cartunista, ilustrador, diretor de arte, roteirista e criador da Radical Chic e Gatão de Meia Idade.
Especial para os Jornalistas Pela Democracia

Músico Roberto Leal morre aos 67 anos

A vida sem trabalho, segundo os poetas

Pode-se viver sem trabalho? Para Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha, não. Ele explicita, em sua canção Comportamento Geral, que o trabalho é fundamental para o ser humano ser pleno – mas realça que o trabalho deve ser prazeroso.
Por Marcos Aurélio Ruy*
E sem o seu trabalho / O homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata”, cantou Gonzaguinha
Ele alia o trabalho como fundamental para a vida com a resistência a um sistema que oprime e rejeita a alegria como parte de uma vida em busca da felicidade.
Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado
(…)
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: ‘Muito obrigado’
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem-comportado
Completamente atual em tempos de Jair Bolsonaro na Presidência e retrocessos mil na vida do País.
Já o grupo pernambucano Nação Zumbi, na música Livre Iniciativa, de Fred Zero Quatro e Xef Tony, denuncia o liberalismo que detona a classe trabalhadora em nome de uma suposta liberdade. Lembra o senhor de escravo que grita indignado ao ser impedido por um juiz de açoitar seu escravo, como sugere Karl Marx em A Ideologia Alemã.
Trabalho novo trabalho
Trabalho novo trabalho
Quem se importa de onde vem a bala
Qualquer dia tua acorda cheio
Quem se importa de onde vem a grana
Tu tem que ter o bolso cheio”
Já Raul Seixas mostra uma visão da necessidade de que o trabalho não seja alienado para a satisfação geral de trabalhadoras e trabalhadores na belíssima Ouro de Tolo. Porque é tolo quem se sente superior seja porque motivo for.
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal
Raul não deixa por menos e canta como o trabalho, por ser tão essencial para a vida humana, também é tão frustrante para quem deseja mais do que simplesmente vida boa para si e para os seus. É preciso ir além na contestação e na busca de vida boa para todo mundo.
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Essas três canções do rico acervo da música popular brasileira mostram como o trabalho é indissociável de uma vida plena e feliz. Como diz Gonzaguinha: “E sem o seu trabalho / O homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata”. Mas essa é outra história de outra linda canção.
Marcos Aurélio Ruy é jornalista

Legalidade: Não vai ter golpe

Mesclando fatos e ficção, o filme Legalidade que estreia nos cinemas brasileiros neste fim de semana evoca com brio um momento em que o país, ao contrário de hoje, soube defender a democracia.
Por Carlos Alberto Mattos*
O heroísmo de Leonel Brizola durante o breve período em que a democracia brasileira esteve ameaçada, em 1961, ganhou, enfim, seu lugar no cinema com Legalidade, produção gaúcha dirigida por Zeca Brito. A inesperada renúncia de Jânio Quadros pegou o país de surpresa e instigou os militares a solaparem o poder enquanto o vice-presidente João Goulart voltava de uma viagem de aproximação com a China. Do palácio do governo do Rio Grande do Sul, Brizola liderou a famosa campanha pela legalidade, que mobilizou políticos, setores militares e o povo em defesa da Constituição, garantindo a posse de Jango.
É uma história que merecia ser contada. Zeca Brito e seu corroteirista habitual Leo Garcia (responsáveis pelos longas A Vida Extra-ordinária de Tarso de Castro e Em 97 Era Assim) se atreveram a mesclar os fatos históricos com um enredo de ficção em torno de um triângulo amoroso. Cleo (que não se assina mais com o sobrenome Pires) faz uma correspondente do Washington Post que se envolve romanticamente com dois irmãos, o antropólogo comunista Luís Carlos (Fernando Alves Pinto) e seu irmão Luís Antonio (José Henrique Ligabue), jornalista da Última Hora, ambos íntimos de Brizola (Leonardo Machado, em seu último papel antes de morrer, e a quem o filme é dedicado postumamente).
Afora os poucos dias trancorridos entre a renúncia de Jânio e a posse de Jango em regime parlamentarista, temos alguns flashbacks da Conferência Interamericana de Punta del Este, um mês antes da crise, em que Brizola confraternizou com Che Guevara. E ainda a investigação de Blanca (Letícia Sabatella), filha de Cecília, a respeito da história de sua mãe, 43 anos depois.
A opção de combinar fatos e ficção tem sido alvo de críticas, mas a considero, em si, defensável. A licença ficcional é bastante clara, apesar de levantar suspeitas sobre uma relação transversa do personagem de Fernando com Luís Carlos Prestes. O aspecto de folhetim não é disfarçado num filme que pretende narrar um fato histórico e ao mesmo tempo um episódio novelesco. Se isso é bem desenvolvido dramaticamente, já é outra conversa.
Legalidade se apruma muito bem no que diz respeito à produção, à direção de arte e aos cuidados técnicos em geral. Nem sempre soa plausível, principalmente na maneira como a jornalista Cecília se insere tão facilmente na intimidade do governo gaúcho ou na sua rocambolesca atuação entre os interesses do governo norte-americano e a lealdade aos amigos brasileiros. É num fio delicado que Zeca Brito conduz esse misto de resgate histórico, filme de espionagem e aventura romântica. Com a suprema ousadia de inventar um desfecho decisivo para o futuro do país.
Mesmo tropeçando aqui e ali, não há dúvida de que Legalidade evoca com brio um momento em que o país esteve à beira de uma revolução. As cenas em que Brizola comanda o abastecimento do seu alto escalão com armas velhas e defeituosas, e prega a resistência popular armada, traduzem bem o espírito um tanto naïf, mas exemplarmente combativo, da Legalidade. “Não vou dar o primeiro tiro, mas também não vou errar o segundo”, diz o governador, numa das várias passagens que o elevam à estatura de herói. A oratória de Brizola assume protagonismo, uma vez que a resistência ao golpe militar foi organizada pelo rádio, através da chamada Rede da Legalidade.
A montagem de cenas ficcionais com registros documentais da campanha se resolve satisfatoriamente e supre o que a produção não seria capaz de prover. Por outro lado, a sequência de amor entre Cecília e Luís Carlos sobre as trincheiras construídas no Palácio Piratini situam o filme no seu devido lugar: cinema de entretenimento com um lastro de História.

II ENSAIO RUMO AO III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR FOI SHOW HOJE (15)! CONFIRAM!!

 Eduardo Vasconcelos, agente de cultura e artistas pousando para fotos após o II ensaio de hoje (15), RUMO AO III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR
Foto 01: SILVANDREISON. Foto 02: DANIEL. Foto 03: CRISTIANE E Foto 04: FCO PAIXÃO
Foto 02: Cristian Felipe e Foto 03 MICHELY OLIVEIRA

Hoje (15) a tarde a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" de Nova Cruz/RN promoveu mais um ensaio com os cantores previamente  inscritos para o III TALENTO DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR, que iniciará por NOVA CRUZ próxima quinta-feira (19), a partir das 19 horas na Casa de Cultura de NOVA CRUZ.

Nesta segunda-feira (16) e terça-feira (17) haverá ensaios a tarde e noite nos mesmos horário e na quarta-feira (18) batalha para a estruturação do EVENTO e na quinta-feira (19) o mais esperado! O III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR 2019! Abrindo com chave de ouro mais uma edição.

Participaram do ensaio/reunião: EDUARDO VASCONCELOS, FRANCINALDO SOARES, LENE ROSA, SILVANDREISON FREITAS, LETÍCIA OLIVEIRA. CRISTIANE FELIPE, FRANCISCO PAIXÃO, MICHELLY OLIVEIRA, SAMARA GOMES, ELISANGELA GOMES, FRANCISCO PAIXÃO, DANIEL PAIXÃO, ELISÂNGELA GOMES, MICHELE OLIVEIRA e CRISTIANE GOMES DA SILVA


1º ENSAIO DOS INSCRITOS DE NOVA CRUZ/RN PARA O III TALENTO DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR - QUE INICIA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA (19), ÁS 19H DE FRONTE A CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ-CONFIRA!


 Os primeiros inscritos ensaiaram ontem (12) na Casa de Cultura de NOVA CRUZ/RN
Concorrentes (FOTO 1) E MARCIO SANTOS - (FOTO 2) - JEFFERSON LIMA
Ensaio: Foto 01: (vertical): GIL GÓIS - FOTO 2: JULIANA SOARES foto 3: FCO PAIXÃO
Foto 01 DANIEL DO ARROCHA e foto 02: VIVIANA SILVA

Ontem (14) a noite foi realizado o PRIMEIRO ensaio com parte dos inscritos para o III TALENTOS POTIGUAR NAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR 2019. Foi muito bacana, onde todos os presentes num total de 15 inscritos compareceram 07, os outros demais irão ensaiar hoje a tarde e a noite e os demais na segunda-feira (14), finalizando os ensaios na terça-feira!.

Todos estão se afinando para quinta-feira (19) a noite, a partir das horas na CASA DE CULTURA "LAURO ARRUDA CÂMARA" - Nova Cruz/RN. Com participação especial do cantor e compositor, FERNANDO LUIZ.  Lembrando que o classificado irão para a etapa ESTADUAL em NATAL.

No comando dos ensaios está com o amigo cantor e compositor, WANDERSON RAMOS, sob a supervisão do Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos.

HOJE (15) O ENSAIO SERÁ ÁS 14 HORAS!

Lembrando que, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN apoia esta iniciativa.

Nossos agradecimentos aos amigos professores, FRANCINALDO, SOARES E LENE ROSA e CLAUDIO LIMA.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

NOVA CRUZ/RN: RUMO A III EDIÇÃO TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR 2019 - CONFIRAM A MATÉRIA COMPLETA!

O Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos ao lado dos inscritos para participação da III Edição do Projeto TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR DO RN

Hoje (13) o Agente de Cultura e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, coordenou a reunião com os 15 inscritos para a III Edição do Projeto TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR DO RN, que começará por Nova Cruz dia 19 de setembro de fronte a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz-RN.

Dos 15 inscritos compareceram 08, mas os outros 07 justificaram antecipadamente suas ausências.

Após a reunião ficou decidido que os ENSAIOS começará amanhã (sábado), das 19 horas ás 21 horas. Domingo (14) das 15 horas ás 17 horas e segunda-feira (16 e terça-feira (17), os ensaios será das 14 horas ás 16 horas  e a noite será das 19 horas ás 21 horas.

Lembrando de que apenas um será classificado para a grande final em Natal, mas o presidente do CPC/RN e ao mesmo tempo agente de Cultura confirmou de que haverá troféu para os 03 (três) primeiros colocados acompanhados de brindes, concluiu Eduardo Vasconcelos.

Importante Os 07 (setes) que não participaram da reunião justificaram suas ausências, mas de que na próxima todos estarão juntos participando. 

Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos, agente de cultura e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN; Wanderson Ramos (acompanhará os ensaios); Francinaldo Soares (pai da inscrita, Juliana Soares); Jefferson da Silva Lima-inscrito; Marcio Santos; Abdênago Câmara; Michely Oliveira , Silvandreison Silva, além de Cristiane Gomes, Joseane Gomes da Silva e Ana Olivieira.