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quarta-feira, 29 de abril de 2020

"Bom dia, Boa tarde e Boa noite com poesia*" - Por GÉLSON PESSOA - Santo Antonio - RN

Pagamento em versos - Fazia Poesia
Imagem do Google - "Pagamento em versos-Fazia Poesia

*Em Combate ao Coronavírus*
Um conselho de Poeta
Em tempo de quarentena
Peço pelas caridade
Ficar em casa e sair,
Só numa necessidade
Pra evitar que o vírus
Se espalhe pela cidade.

Não ande no mei da rua
Feito um leso e abestado
Pro vírus não te pegar
Fique numa rede deitado
Porque se o vírus pegar
Pode crer, tu tá lascado.

Jamais seja maluvido
Escute as autoridade
Não aperte a mão dos zoto
Pra evitar calamidade
Não dê abraço nem xêro
Me faça esta caridade.

Não ande num moi de gente
Evite aglomeração
Se tiver gente arrudei
Sem nem fazer distinção
Amigo ou familiar
Evite aproximação.

A murrinha que está dando
É uma amaldiçoada
E ela é mais perigosa,
Que uma buchada estragada
Pois arreia qualquer um
Dá febre e até xunxada.

Esta bixiga ela pega
Pode crer ninguém inventa
Use máscara para cubrir
Dos queixo ao pau da venta
Use também álcool em gel
Que a sujeita não aguenta.

Se precisar ir na rua,
Ao voltar preste atenção!
Se banhe, não seja seboso
Com água e com sabão
Para assim evitar
A tal contaminação.

Este conselho que eu dei
Serve pra orientar
O cabra que é descuidado
E anda de moi sem ligar.
Depois num teje chorano
Pelos cantos reclamano
Que o vírus vei lhe pegar.


*Gélson Pessoa*
*#FiqueEmCasa*

Procura por atendimento psicológico nas periferias aumenta durante a pandemia

Procura por atendimento psicológico nas periferias aumenta durante a pandemia
Por Mauro Utida para Mídia NINJA
Iniciativas como da psicóloga Josilene Ferreira da Silva tem feito a diferença para famílias em extrema pobreza nas comunidades da zona leste de São Paulo. Ela faz o alerta: A pandemia tem causado efeitos sombrios na saúde mental da população das periferias e a procura por atendimento intensificou.
O acompanhamento psicológico nas periferias do país ainda é um tabu a ser quebrado. Há um certo receio por parte de grande parte dos moradores pelo tratamento de transtornos mentais por meio de terapias, como se fosse um luxo ou que é voltado “para loucos”. Entretanto, iniciativas voluntárias de profissionais em áreas vulneráveis estão tendo uma importância enorme em tempos de pandemia causada pelo coronavírus (covid-19) e estão desconstruindo preconceitos.
Nas comunidades do extremo leste de São Paulo, o trabalho praticamente invisível da psicóloga Josiane Ferreira da Silva, tem feito a diferença na vida de muitas famílias e com grupos de mulheres. Pela experiência profissional em campo, há mais de dois anos – em comunidades como São Miguel Paulista e Guainazes e nas periferias de Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano – ela faz o alerta:
A pandemia tem causado efeitos sombrios na saúde mental da população de baixa renda e a procura por atendimento intensificou.
O aviso da psicóloga pós-graduanda em Neuropsicologia pela Universidade de São Paulo (USP) é preocupante. Nas periferias, as poucas opções de tratamento para transtornos mentais estão concentradas nos atendimentos dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), do Ministério da Saúde. Até o fechamento desta matéria, não foram informados os números de acolhimento realizado por este serviço pelo Governo Federal e da cidade de São Paulo.
“Há dois anos dedico meu trabalho nas comunidades da zona leste e esse cenário apocalíptico tem tido um impacto ainda maior na vida destas pessoas. Elas estão fragilizadas pela incerteza. Além do mais, o quadro político e econômico do país não tem colaborado para amenizar a saúde mental da população. Nas comunidades – onde as famílias estão em extrema pobreza – isso é um gatilho para intensificar casos de angústia, ansiedade, depressão, abandono e desamparo. É uma conjuntura que potencializa os transtornos mentais e podem levar ao suicídio”, alerta.
A Cruz Vermelha alertou, no início de abril, sobre o agravamento de problemas de saúde mental por causa da pandemia. O secretário-geral da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha (FICV), Jagan Chapagain, confirmou que a demanda de apoio psicológico “aumentou consideravelmente”, com base em relatos dos profissionais da saúde que estão na linha de frente no atendimento médico.
Os atendimentos de Josi acontecem por telefone e internet, porém nos casos de pacientes em surto, o atendimento precisa ser presencial. Segundo ela, toda semana há pelo menos um caso de surto psicótico ou tentativa de suicídio.
“Coloco a máscara e luvas e vou. Entendo que no momento as famílias estão sem renda para me pagar, mas não posso negar o atendimento. Como profissional tenho responsabilidade com a vida dos outros”.

LUTO COLETIVO

Apesar do pouco tempo de experiência profissional, Josilene participou do atendimento de alunos, profissionais e familiares da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. O caso ficou conhecido como o “Massacre de Suzano”, ocorrido em 13 de março de 2019, que vitimou cinco estudantes e duas funcionárias da escola, por uma dupla de atiradores, ambos ex-alunos.
Ela trabalhou como psicóloga durante três meses para dar apoio psicológico às vítimas durante o enterro e velório. Ficou junto ao grupo para confortá-los e prepará-los para voltar à vida social. A psicóloga explica que, naquela época, foi realizado um trabalho de luto e trauma coletivo. Para ela, as lições da tragédia de Suzano podem ser utilizadas para combater os danos que o coronavírus tem causado na saúde mental da população.
Professores, estudantes e familiares vão às ruas em marcha fúnebre pela memória das vítimas do massacre de Suzano. Fotos: Marcelo Viola
“Estamos em luto coletivo. O luto não está relacionado apenas à morte, mas também à falta de liberdade de ter uma vida social, a perda de emprego, medo de morrer ou de perder um ente querido. Para uma possível estabilidade psíquica, precisamos identificar que essa é uma situação completamente atípica e que foge ao nosso controle, compreender o que temos condições de lidar e o que não temos já é um começo”, aconselha.
Pensar constantemente nos impactos da pandemia, buscar informações em demasia, podem causar o surgimento ou aumento de sintomas que ampliam quadros de ansiedade, depressão, pânico e transtornos obsessivos, avisa. Diante dessa situação, ela aconselha medidas e soluções de inteligência coletivas, como a solidariedade, o combate às desigualdades e a equidade social, devem ter direcionamento maior em grupos mais vulneráveis, sobretudo os relacionados a gênero, raça e nível socioeconômico.
“O importante agora é perceber o que é realmente necessário, entender que o desnecessário não tem que estar em nós, pois é excesso. Estocar energia psíquica é essencial, afinal iremos precisar para passarmos por esse momento tão difícil”, informa.

QUEBRANDO TABU

Na maioria das comunidades carentes, os moradores têm seus direitos básicos negados, como saneamento básico, saúde, educação e cultura. E como fica a saúde mental dessa população que convive com a dificuldade e no momento a prioridade principal é por um prato de comida? “Eles usam o que tem. Cada um na sua condição e no seu tempo”, responde a psicóloga de 43 anos, que mora em São Miguel Paulista.
A resistência ao tratamento psicológico é um desafio a mais para o trabalho de Josi nas comunidades onde presta atendimento. Porém, com muita conversa e amizade ela vai abrindo seu espaço, ganhando a confiança dos moradores e desmistificando e desconstruindo padrões. Ela explica que na periferia o profissional de saúde tem que ter o linguajar do povo para ganhar a confiança e conseguir realizar um bom trabalho.
“Infelizmente, nas periferias o trabalho de um profissional de psicologia e psiquiatria, ainda é visto com o pé atrás pela população. Muitas famílias ainda têm a ideia de que o acompanhamento por psicólogos é para pessoas loucas. O psiquiatra então, é para quem enlouqueceu de vez. A realidade das comunidades é outra. Aqui não dá para indicar uma aula de yoga, se alimentar com comida saudável, ler livros, como forma de bem estar. Atualmente as pessoas estão sem o mínimo e preocupadas com o que vão comer”, relata.

Fonte: Mídia Ninja

Combate ao coronavírus, gestão territorial, mudanças climáticas e juventude indígena. Acompanhe o ATL


A maior mobilização do movimento indígena do Brasil começou ontem, 27 de abril, e vai até o dia 30. O Acampamento Terra Livre está sendo realizado esse ano de forma online e a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil mostra sua força ao engajar lideranças indígenas de todas as regiões do país mas também movimentos sociais, organizações ambientais e indigenistas e outros apoiadores.

Assista ao vivo

Toda a programação está sendo transmitida pelo site da APIB e também nas redes da Mídia NINJA. Acompanhe ao vivo:

Confira o que rolou:


Confira a programação desta terça-feira:

09 às 13h – Diálogos indígenas no ATL: Gestão dos territórios, retirada de direitos e a pandemia
Com Conselho Indigena de Roraima – CIR, Comissão Guarani Yvyrupa – CGY,  Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo – APOINME, Articulação dos Povos Indígenas do Norte do Maranhão – Apinoma, Conselho Terena, Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins – ARPIT e Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado – MOPIC.

11 às 13h – Vulnerabilidade, impactos e enfrentamentos ao COVID-19 no contexto dos povos indígenas.
Com Andrey Cardoso (ENSP/Fiocruz), Antonio Oviedo (ISA), Elaine Moreira (ELA/UNB), Marta Azevedo (Unicamp) e Sonia Guajajara (APIB)

12 às 14h – Juventude Indígena comunicação e ação: Um pé na aldeia e outro no mundo
14 às 18h – Povos Indígenas: ameaças históricas nos tempos de COVID-19 e mudanças climáticas: Conferência brasileira de mudança do Clima
Com Sonia Guajajara (APIB), Sinéia Bezerra (CIR e CIMC) e Joziléia Kaingang (UFSC)

15 às 17h – Jornada Sangue Indígena Nenhuma Gota Mais – desdobramentos
16 às 18h – Os embates necessários frente aos ataques aos direitos indígenas em tempos de Isolamento Social
Com Dinaman Tuxá – Advogado e membro da APIB, Joênia Wapichana – Deputada Federal, Márcia Brandão Zollinger – Procuradora Regional da República – Tribunal Regional Federal – 1ª Região de Brasília -DF, Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira – Secretário Executivo do Cimi e Fernando Vianna –  Coordenador de politica indigenista INA.

18 às 20h – Enfrentamento às mudanças climáticas, aumento do desmatamento e o impacto disto no pós pandemia
19h – Painel jurídico: A inconstitucionalidade do Marco Temporal e a disputa dos direitos indígenas no judiciário
Com Eloy Terena (APIB), Rafael Modesto (CIMI), Juliana Batista (ISA), Aluisio Azanha (CTI) e Rodrigo Guarani (CGY)

20 às 22hrs – Luta e melodia: A Revolução será poética
Com Célia Xakriabá, Márcia Kambeba, Gean Pankararu, Analu Pankararu, Antonio Araunã e Jera Guarani.

Fonte: Mídia Ninja

Relatores da ONU denunciam governo Bolsonaro por colocar em risco "milhões de vidas"

Relatores da ONU denunciam o governo brasileiro diante do que chamam de "políticas irresponsáveis" durante a pandemia da Covid 19. Essa é a declaração mais dura já feita por relatores da ONU contra o Brasil por conta de sua gestão.

247 - Relatores da ONU denunciam o governo brasileiro diante do que chamam de "políticas irresponsáveis" durante a pandemia da Covid 19. Num comunicado emitido nesta quarta-feira, eles apontaram que o Brasil deveria abandonar imediatamente políticas de austeridade mal orientadas que estão colocando vidas em risco e aumentar os gastos para combater a desigualdade e a pobreza exacerbada pela pandemia. A informação é do jornalista Jamil Chade, em sua coluna no portal UOL. 

Segundo o jornalista, essa é a declaração mais dura já feita por relatores da ONU contra o Brasil por conta de sua gestão da crise. A nota declara: "as políticas econômicas e sociais irresponsáveis do Brasil colocam milhões de vidas em risco".
A crítica ocorre depois que uma série de instituições brasileiras recorreram às Nações Unidas para denunciar a postura de Jair Bolsonaro que optou por ignorar as recomendações da OMS. Nesta semana, ao ser confrontado com o número de mortes no Brasil, ele apenas respondeu: "e daí?".
Nesta semana, ao ser confrontado com o número de mortes no Brasil, ele apenas respondeu: "e daí?", lembrou Chade. 
Os relatores denunciaram ainda o fato de o governo estar priorizando a economia sobre a vida das pessoas.
BRASIL 247

STF abre inquérito para investigar Waintraub por crime de racismo

Abraham Weintraub
Abraham Weintraub (Foto: Lula Marques)
Abraham Waintraub insinuou que a China teria interesses econômicos e políticos com a pandemia do novo coronavírus e ironizou o sotaque dos chineses nas redes sociais. Foi acusado de racismo.
247 - O ministro Celso de Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de inquérito para investigar o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, pelo crime de racismo. A informação é da Folha de São Paulo.
No mês de abril, Weintraub usou suas redes sociais para insinuar que a China teria interesses políticos e econômicos com a pandemia do novo coronavírus. O ministro da Educação colocou o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca a letra “r” por “l”, para fazer referência ao sotaque dos chineses em publicação. 
"Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em termos Lelativos, dessa crLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados do BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?", ironizou Weintraub.
No mês de abril, Weintraub usou suas redes sociais para insinuar que a China teria interesses políticos e econômicos com a pandemia do novo coronavírus. O ministro da Educação colocou o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca a letra “r” por “l”, para fazer referência ao sotaque dos chineses em publicação. "Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em termos Lelativos, dessa crLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados do BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?", ironizou Weintraub.
O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, chamou o ministro da Educação de racista. Depois disso, Weintraub apagou a publicação do Twitter. 
O Ministério Público Federal alega que o comportamento do ministro da Educação “configura, em tese, a infração penal prevista na parte final do artigo 20 da Lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito”, e pediu abertura da investigação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. 
Fonte: Brasil 247

terça-feira, 28 de abril de 2020

5 vezes que os estudantes foram mais responsáveis que Bolsonaro na pandemia


Secundas em casa mostraram mais atitude para solucionar problemas do que Bolsonaro à frente do governo - que aliás, só fez mais bagunça!

Irresponsabilidade já é uma tradição do governo Bolsonaro, não à toa todos os seus parceiros estão caindo fora do barco furado como aconteceu com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro e o ex-ministro da Saúde, Paulo Henrique Mandetta, ambos demitidos durante essa semana. Já os estudantes estão cada vez mais unidos para enfrentar os desafios da quarentena e pressionar por soluções do governo, mesmo o presidente se referindo à pandemia como “gripezinha”.

Nós listamos 5 vezes que os secundaristas se posicionaram durante a epidemia e mostraram que nossa responsabilidade não para nem em casa.
“As aulas estão suspensas, nossa fome não!”
A UBES lançou uma campanha e um abaixo-assinado pela garantia da alimentação escolar mesmo com a suspensão das aulas durante a quarentena. É um momento tão grave que governos, secundas e toda a sociedade precisam voltar sua atenção para atenuar os efeitos da pandemia. A pressão deu certo e vários estados e municípios estão oferecendo alimentação nas escolas ou bolsa merenda para as famílias, mas continuamos lutando pela ampliação e implementação em todo o Brasil.
#AdiaEnem
Enquanto o MEC mantém o calendário do Enem no meio da pandemia do coronavírus, os estudantes se mobilizam nas redes para adiar as datas da prova. O abaixo-assinado #AdiaENEM, criado pela UBES e a UNE, já reúne mais de 40 mil assinaturas Os motivos são muitos, mas a desigualdade na preparação do exame, diante de aulas suspensas pela quarentena, colocam muitos sonhos por um fio. Se você ainda não assinou, clique aqui. 
#TiraMãoDoMeuIF
Como esse governo não se importa com a democracia, na última semana, o Ministério da Educação surpreendeu ao nomear dois reitores que não venceram a eleição nos Institutos Federais do Rio Grande do Norte (IFRN) e de Santa Catarina (IFSC). Imediatamente, estudantes lançaram novamente o movimento #TiraAMãoDoMeuIF, que ganhou enormes proporções em maio de 2019, e o #PosseDoReitorEleito. 
Plano Emergencial para a Educação
A UBES, junto à UNE e a ANPG, lançaram no mês passado, o Plano Emergencial para Educação com ações que visam enfrentar a situação provocada pelo novo coronavírus, o Covid-19. O documento possui direcionamentos e possíveis soluções para a Educação nesse contexto de quarentena, essencial para preservar a vida das famílias.
Leia o documento completo aqui.
Adiamento do Conubes
Outra ação de responsabilidade dos estudante, foi o adiamento do 43º Congresso da UBES que seria realizado entre final de abril e começo de maio. A inscrição de comissões, chapas e eleições nas instituições de ensino também ficam adiadas por tempo indeterminado.
Fonte: Portal da UBES

Revolução dos Cravos – 25 de abril

Foi o movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal, em 1974, de forma a estabelecer as liberdades democráticas promovendo transformações sociais no país. Após o golpe militar de 1926, foi estabelecida uma ditadura no país. No ano de 1932, Antônio de Oliveira Salazar tornou-se primeiro-ministro das finanças e virtual ditador. Salazar instalou um regime inspirado no fascismo italiano. As liberdades de reunião, de organização e de expressão foram suprimidas com a Constituição de 1933.
Portugal manteve-se neutro durante a Segunda Guerra Mundial. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimulou movimentos guerrilheiros de libertação em Moçambique, Guiné-Bissau e Angola. Em 1968 Salazar sofreu um derrame cerebral e foi substituído por seu ex-ministro Marcelo Caetano, que prosseguiu com sua política. A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocaram descontentamento na população e nas forças armadas. Isso favoreceu a aparição de um movimento contra a ditadura.
No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha era uma música proibida pela censura, Grândula Vila Morena, de Zeca Afonso. Os militares fizeram com que Marcelo Caetano fosse deposto, o que resultou na sua fuga para o Brasil. A presidência de Portugal foi assumida pelo general António de Spínola. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento.

Grândula Vila Morena


Dia Internacional da Educação 28 de abril

A data serve para incentivar e conscientizar a população sobre a importância da educação, seja escolar, social ou familiar, para a construção de valores essenciais na vida em sociedade e do convívio saudável com outros indivíduos.
Muitas pessoas associam a palavra “educação” com o ambiente escolar, o que não deixa de ser correto, porém não deve ser apenas a escola o único instrumento importante de educação de uma criança ou jovem.
A família é a base da formação educacional de uma pessoa, os pais ou responsáveis devem estar atentos e participar da formação dos valores sociais, éticos e morais do indivíduo.
O dever do Estado é garantir condições para a formação educacional de todos os cidadãos, com qualidade e gratuitamente.
O Brasil ainda enfrenta graves problemas com a qualidade do ensino e educação, no entanto o número de analfabetos caiu bastante nos últimos dez anos, segundo dados do Ministério de Educação e Cultura – MEC.
No Brasil, a educação também é motivo de destaque no dia 25 de agosto, quando se comemora o Dia Nacional da Educação Infantil, a partir da Lei nº Lei 12.602/12, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

segunda-feira, 27 de abril de 2020

'Encantado, o Brasil em Desencanto' vence festival internacional de cinema

(Foto: Reprodução)
Documentário produzido na França, que retrata o contexto político e social do Brasil desde a eleição de Lula em 2002 até a eleição presidencial de 2018, foi o vencedor da categoria Juri Popular do 7° Brasília International Film Festival.
247 - O filme documentário Encantado, o Brasil em Desencanto foi eleito neste domingo, 26, o vencedor do 7° Brasília International Film Festival - BIFF na categoria Juri Popular. 
O anúncio foi feito pelo diretor do documentário, Felipe Galvon. "Para um filme cujo ponto de vista é o das classes populares — e numa camada mais específica, o da primeira geração de classe popular a estudar no exterior —, é o melhor reconhecimento que poderíamos ter neste momento de alucinação que vivemos", afirmou Galvon em seu Facebook.
Encantado, o Brasil em Desencanto foi produzido na França e retrata o contexto político e social do Brasil desde a eleição de Lula em 2002 até a eleição presidencial de 2018. Co-produzido pelo canal francês Public Sénat e por LaClairière Ouest.
Assista, abaixo, ao trailer do filme e leia o post de Felipe Galvon na íntegra:
PRÊMIO DO JURI POPULAR / PRIX DU JURY POPULAIRE
Fonte: BRASIL 247

ANTROPOLOGIA

Antropologia é um ramo das ciências sociais que estuda o ser humano e a sua origem de maneira abrangente. Por meio de estudos sobre as características físicas, a cultura, a linguagem e as construções do ser humano, o antropólogo vai buscar determinar, com base em grupos sociais específicos, como se formaram os seres humanos a ponto de tornarem-se o que são em suas comunidades.
Conceito de antropologia
A palavra antropologia tem origem no idioma grego, o radical “antropo” vem de antrophos (homem) e “logia” vem de logos (razão ou, em sentido específico, estudo). A antropologia é, ao traduzirmos a palavra ao pé da letra, o estudo do ser humano em seu aspecto mais amplo.
Antropologia estuda as constituições do ser humano em suas origens e de maneira irrestrita.
Antropologia estuda as constituições do ser humano em suas origens e de maneira irrestrita.
A antropologia busca compreender como o ser humano formou-se e tornou-se o que ele é. Portanto, o antropólogo busca as raízes do ser humano estabelecendo (como a história) um estudo do passado para compreender quais foram essas origens. Isso é feito de maneira física ou biológica, social, cultural e até linguística, dependendo de qual vertente da antropologia estudada e de qual método antropológico utilizado.
O que a antropologia estuda?
Os estudos antropológicos buscam compreender como os povos viveram, como os seres humanos formaram-se e como a cultura humana desenvolveu-se. Dessa maneira, o antropólogo busca o trabalho de imersão numa determinada sociedade, a fim de observar e traçar teorias sobre a constituição cultural ou física dos indivíduos daquela sociedade.
Tipos de antropologia
→ Concepção clássica de antropologia estabelecida a partir dos estudos europeus do século XIX e XX
Antropologia biológica ou física: é um estudo da formação do ser humano em seus aspectos físicos. Os antropólogos dessa vertente buscam, junto à biologia, determinar quais fatores levaram os seres humanos a desenvolver determinados atributos físicos em sociedades específicas. Dessa maneira, se um antropólogo está estudando uma aldeia indígena que tem características próprias, ele vai procurar saber quais fatores geográficos e biológicos levaram aquela tribo a desenvolver as suas características peculiares.
Antropologia cultural: é uma vertente mais ampla e busca compreender como se formaram as culturas dos diferentes grupos humanos, tomando cultura como um conjunto de hábitos, costumes, valores, religião, arte, culinária etc.
Antropologia biológica ou física: consiste no mesmo estudo de antropologia biológica ou física da divisão europeia clássica.
Antropologia cultural: consiste no mesmo estudo de antropologia cultural da divisão europeia clássica.
Antropologia linguística: com base nos estudos da linguagem de uma sociedade, determina as origens daquele povo. Um importante antropólogo que deu os impulsos para o reconhecimento desse ramo da antropologia foi o alemão, radicado nos Estados Unidos, Franz Boas. No fim da primeira metade do século XX, o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como antropologia estruturalista, a qual se baseia na linguagem para determinar as estruturas similares das pessoas dentro de uma cultura. Apesar da importância de Boas, é com Lévi-Strauss que a antropologia passa a identificar na linguagem um objeto central de estudo.
Arqueologia: busca compreender a formação do ser humano com base nos objetos materiais deixados por ele. Nesse sentido, o arqueólogo busca por armas, utensílios culinários, vestimentas, escritos e pinturas e utensílios em geral que possam expressar como os povos antigos viviam, o que permite elaborar teorias sobre o modo de vida e cultura dos seres humanos no passado.
Antropologia e sociologia
A antropologia surgiu como uma ferramenta da sociologia para compreender as diferenças étnicas dos seres humanos. No século XIX, nos estudos de história e geografia contemporâneos, a sociologia e a antropologia surgiram com um objetivo bem específico: servir como meios de auxílio para o capitalismo industrial.
A expansão industrial que a Europa viveu no século XIX colocou uma nova necessidade para a economia europeia: a busca de recursos naturais que serviriam de matéria-prima para a produção. Para satisfazer tal busca, as potências europeias, em especial a Inglaterra, a França e a Alemanha, iniciaram um novo processo de colonização dos países não desenvolvidos situados na África, na Oceania e na Ásia e que possuíam recursos naturais em abundância.
No século XV, durante o colonialismo europeu liderado, principalmente, por Portugal, Espanha e Inglaterra, as justificativas para a dominação das colônias e dos povos que lá viviam e a justificativa da escravidão davam-se pela religião: os europeus nutriam a crença de que eles deveriam colonizar os territórios pagãos e levar o cristianismo a esses lugares, pois isso seria o caminho para a salvação daqueles povos.
Além disso, os europeus acreditavam que havia uma predestinação divina que os permitia dominar povos que, no seu ponto de vista, eram atrasados. Muitos navegantes que participaram desse primeiro movimento de colonização escreveram relatos considerados documentos antropológicos de um período pré-científico, ou seja, de quando a antropologia ainda não era uma ciência bem construída.
No século XIX, a sociedade intelectual europeia não mais acreditava cegamente na religião, pois a ciência tinha tomado nela um lugar de destaque. Nesse momento de intensa colonização, para a obtenção de recursos para a indústria, os europeus tiveram que justificar as suas ações de maneira científica. Para tanto, surge um primeiro movimento da antropologia como parte dos estudos de sociologia que visava analisar e classificar os seres humanos de etnias diferentes.
Os primeiros estudos antropológicos eram extremamente etnocêntricos, ou seja, analisavam as culturas diferentes com base no ponto de vista de uma pessoa imersa na cultura europeia. Com isso, os europeus visavam mostrar que sua cultura e seu desenvolvimento eram superiores aos das demais sociedades, colocando a colonização como um movimento necessário de civilização para aquelas sociedades que, nesse ponto de vista, eram atrasadas.
Assim, a antropologia surge primeiro como uma parte da sociologia e, depois, torna-se uma ciência humana autônoma, relacionada fortemente com a sociologia, mas com suas especificidades. Podemos dizer que a sociologia estuda a sociedade e analisa-a no tempo presente. Já a antropologia estuda o ser humano e analisa-o no passado para entender as suas formações mais primitivas.
Antropologia evolucionista
A antropologia evolucionista foi o primeiro movimento de estudos antropológicos liderado pelo antropólogo e biólogo inglês Edward Burnett Tylor e pelo geógrafo e biólogo Herbert Spencer. Para esses primeiros antropólogos, a teoria da evolução, de Charles Darwin (em alta na sociedade intelectual europeia do século XIX), poderia ser aplicada à formação das sociedades.
Herbert Spencer foi bastante influenciado pelo pensamento de Charles Darwin.
Herbert Spencer foi bastante influenciado pelo pensamento de Charles Darwin.
Herbert Spencer foi bastante influenciado pelo pensamento de Charles Darwin.
Dessa maneira, assim como os animais desenvolveram-se biologicamente, sendo que alguns evoluíram e ficaram mais aptos ao meio, a cultura também tinha evoluído porque alguns seres humanos, supostamente, teriam evoluído mais. Surge aí a noção etnocêntrica de raça, que alegava que algumas “raças humanas” eram superiores a outras.
Também surgem as noções de cultura superior e cultura inferior, sendo que o padrão de medida de tais era o da própria cultura europeia. Com isso, não causou espanto a ideia de que a cultura europeia desenvolvida pelo homem branco era superior e que as culturas desenvolvidas por povos de outras etnias eram inferiores. Para os evolucionistas ou darwinistas sociais, o fato de haver diferentes níveis hierárquicos de desenvolvimento cultural evidenciava a justificação da dominação dos povos “inferiores” pelos povos “superiores”.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA