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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Memorabília dos Beatles vai a leilão online

(Foto: Divulgação)

A venda oferece itens que abrangem toda a carreira da banda, incluindo uma cópia autografada do primeiro single do quarteto, de 1962, “Love Me Do”, avaliado entre 15 mil e 20 mil libras.

(Reuters) - Gostaria de ter um pedaço da história do pop? A Sotheby’s realizará um leilão online este mês de memorabília dos Beatles para marcar o 50º aniversário da separação da banda britânica.

A venda oferece itens que abrangem toda a carreira da banda, incluindo uma cópia autografada do primeiro single do quarteto, de 1962, “Love Me Do”, avaliado entre 15 mil e 20 mil libras.

Outros itens à venda incluem um par de óculos inconfundíveis de John Lennon, avaliados entre 30 mil e 40 mil libras, e sua advertência de detenção escolar, estimada em cerca de 5 mil libras, que detalha um registro de seu mau comportamento quando menino.

Um relógio Cartier de 1966, estimado em até 25 mil libras, também está à venda. Ele pertenceu ao empresário da banda, Brian Epstein, cuja morte em 1967 foi considerada um fator-chave para a eventual separação dos quatro rapazes de Liverpool.

Fonte: BRASIL 247

Restauração do Casarão dos Orlandi é entregue à população de Diamantina (MG) - Por Portal BRASIL CULTURA

Prédio histórico passou por obras de restauração e requalificação. Crédito: Divulgação/Iphan.

Após passar por extensas obras de restauração e requalificação da edificação, o prédio conhecido como Casarão dos Orlandi, no Centro Histórico de Diamantina (MG), foi entregue à população na última sexta-feira (18.09). O local passa a ser sede da Escola de Música Maestro Francisco Nunes e da Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina. Foram investidos mais de R$ 3 milhões oriundos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo.

Construído no fim do século XIX, o casarão está localizado na Praça Doutor Prado, um dos arruamentos mais antigos da cidade. Ele integra o conjunto arquitetônico e urbanístico de Diamantina, tombado pelo Iphan desde 1938, e faz parte do centro histórico reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em dezembro de 1999.

O imóvel, adquirido pela prefeitura municipal e consolidado estruturalmente pela equipe de obras do Iphan e da prefeitura, passou por uma completa restauração, preservando os principais aspectos arquitetônicos. Em seu interior foram construídas salas para ensaio de naipe – destinadas aos ensaios de grupos de instrumentos musicais ou vozes-, administração, banheiros e um grande salão com palco escalonado para ensaios da orquestra, além de um mezanino para melhor apreciação dos eventos.

Na parte posterior do casarão histórico, seu terreno foi convertido em arquibancadas e canteiros que permitirão à população assistir a concertos e a ensaios em uma concha acústica com a paisagem da Serra dos Cristais ao fundo, emoldurando a cidade. O prédio também foi completamente dotado de acessibilidade universal, contando com rampas, elevador, pisos tácteis e placas de sinalização em braile.

O nome da nova intuição é uma homenagem ao grande clarinetista e maestro mineiro de Diamantina, Francisco Nunes (1875-1934), que também foi fundador da Sociedade de Concertos Sinfônicos de BH e dirigiu o Conservatório Mineiro de Música.

Machado de Assis – o menino de rua que virou presidente da Academia

O menino pobre, que perambulava pelas ruas do Rio de Janeiro, tornou-se fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Machado de Assis talvez tenha sido o escritor brasileiro mais completo não só do ponto de vista literário e estilístico, mas também social – ele percorreu, ao longo da vida, todos os degraus da sociedade carioca, de baixo para cima.

Mulato, teve origem muito humilde. Nasceu no morro do Livramento, em 21 de junho de 1839, filho do pintor de paredes Francisco José de Assis cujos pais – portanto, avós do escritor – eram ex-escravos, alforriados, e da lavadeira portuguesa Maria Leopoldina da Câmara Machado. Ambos muito pobres, foram agregados de Maria José de Mendonça, viúva do senador Bento Barroso Pereira. A viúva permitiu que morassem em seu terreno. Mesmo humildes, tinham a vida organizada – eram casados legalmente e ambos alfabetizados, coisa rara entre o povo pobre na época. Além deles, as notícias sobre antepassados de Machado de Assis são escassas.

O menino Machado de Assis frequentou uma escola pública, mas não foi aluno aplicado. Serviu também como coroinha e ajudava nas missas ao Padre Silveira Sarmento, que lhe ensinou noções de latim e ficou seu amigo.

Machado de Assis tinha 10 anos de idade quando morreu sua mãe. Seu pai mudou-se então para São Cristóvão e se casou com a mulata Maria Inês da Silva, a mãe adotiva que cuidou do garoto depois da morte do pai, que aconteceu pouco depois.

“Maria Inês foi a primeira mestra de Machado de Assis”, diz a biógrafa Lucia Miguel Pereira; “ensinou-lhe o pouco que sabia, as letras, as primeiras operações”, antes de matricular o menino na escola pública.

Esta escola seria “a da rua do Costa, ou a da rua do Piolho? De ambas fala ele em seus livros. O mestre é que é mais ou menos o mesmo nas duas evocações” (Pereira: 1936).

Maria Inês se empregou como doceira numa escola no bairro, e cabia ao garoto a tarefa de, com um tabuleiro, vendê-los pelas ruas – atividade que o levou a perambular pelas ruas, gravando na memória situações, imagens e personagens que mais tarde povoariam seus escritos. Maria Inês foi mãe, amiga e leitora das primeiras publicações de Machado de Assis.

Consta que ele ficou amigo de um confeiteiro francês, empregado numa padaria do bairro que, à noite, ensinava ao menino o idioma de Pascal, Montesquieu, Balzac e outros autores que deixaram sua marca no escritor que surgia.


Ao que tudo indica, o rapaz tinha facilidade para aprender idiomas. Era ainda jovem quando foi iniciado no inglês, ensinado a ele pelo escritor José de Alencar. Começou também a estudar o grego, ensinado, de maneira igualmente informal, por outro amigo, em 1866, quando tinha quase 27 anos de idade.

Desde menino desenvolveu a voracidade pela leitura que o acompanhou pela vida afora. Sem dinheiro, muito jovem, tornou-se um frequentador assíduo do Gabinete Português de Leitura e, na barca que o levava até o Centro, ia calado, com a cara enfiada num livro.

Machado de Assis – que, na pia batismal, recebeu o nome de seus padrinhos -Joaquim e Maria – foi um menino pobre, magrinho, de pele escura e traços de negro, tímido, gago, que se achava feio e sofria de um mal terrível, a epilepsia que nunca chamou pelo nome mas designava as convulsões que sofria como “coisas esquisitas” (Pereira: 1936).

Esse brasileirinho que andava descalço pelas redondezas do morro do Livramento, veio a se tornar o grande escritor brasileiro, reconhecido em seu tempo – mesmo pela elite cujas mazelas ele desprezou e narrou de maneira implacável em sua literatura – e, em 1897, aos 58 anos de idade, esteve entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito seu primeiro presidente.

As “cenas da meninice nunca mais se apagaram da sua memória. A Saúde, a Gambôa, São Cristovão e os morros adjacentes vivem na sua obra” (Pereira: 1936).

Aquele menino tímido lutou para deixar a pobreza e subir na vida. Abriu seu caminho com trabalho, afinco e muito tato. Tinha 15 anos quando, em 1854, seu primeiro soneto foi publicado, dedicado à “Ilustríssima Senhora D.P.J.A”, e assinado como “J. M. M. Assis”, no “Periódico dos Pobres”.

Nessa época, passou a frequentar a livraria do jornalista e tipógrafo Francisco de Paula Brito, um humanista cujo estabelecimento era ponto de encontro da sua Sociedade Petalógica, que Machado – timidamente – frequentou, mais ouvindo do que falando.

Tinha 17 anos quando começou a trabalhar como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. Logo, começou a colaborar na revista “A Marmota”. Foi o início de uma carreira que começou como poeta, depois jornalista e logo contista e romancista que ganhou renome. Chamou a atenção do diretor da Imprensa Nacional, o romancista Manoel Antonio de Almeida (autor de “Memórias de um Sargento de Milícias”), que o apoiou e incentivou.

Começou em uma ocupação operária – tipógrafo – e, em pouco tempo, foi promovido a revisor. Trabalhou na Imprensa Oficial de 1856 a 1858. Depois, convidado pelo poeta Francisco Otaviano, tornou-se colaborador do “Correio Mercantil”, importante jornal da época, onde escreveu crônicas e revisou textos.

Aos 21 anos de idade Machado de Assis era conhecido nas rodas intelectuais cariocas.

No final da década de 1860 conheceu Carolina Augusta Xavier de Novais, portuguesa, irmã de seu amigo Faustino Xavier de Novais. O casal apaixonou-se e, em 12 de novembro de 1869, se casaram, depois de enfrentar a oposição de outros dois irmãos de Carolina, que não o aceitavam por ser mulato – a cor de Machado foi, diz Lucia Miguel Pereira, a única objeção que fizeram contra ele.

Carolina, uma mulher muito culta, se tornou na grande parceira e colaboradora do escritor – foi sua primeira leitora, confidente e “crítica” assídua do que escrevia.

A imagem usada por Lucia Miguel Pereira é veemente – ele criou “uma armadura, uma casca de caramujo dentro da qual se pudesse abrigar”. Criou uma concha para si próprio, dentro da qual se escondia o tímido e reservado, que só se exprimia através da escrita. Evitava dar opiniões de viva voz, mas abria sua alma na escrita. Tornou-se, diz a biógrafa, um homem “tão recatado, tão cioso da sua intimidade, só teve um descuido, só deixou uma porta aberta: os seus livros. São eles que nos revelam o verdadeiro Machado.”  E pergunta: “Conservando, nas entrelinhas, a verdadeira figura do criador, não o reabilitarão os seus livros?” (Pereira:1936).

Machado de Assis foi um homem reservado, que procurava esconder sua origem humilde, anotou a biógrafa. Seu esforço foi impor-se aos brancos, aos bem nascidos. Num movimento instintivo de defesa, “tratou de se esconder dentro de um tipo, não era bem o seu, mas que representava o seu ideal: o do homem frio, indiferente, impassível. Meteu-se na pele dessa personagem, crendo sem dúvida que se elevava, na realidade amesquinhando-se, esquecido de que seus livros o traiam – ou o salvavam” (Pereira: 1936). Uma figura, aliás, adequada ao funcionário público do ministério da Agricultura, que foi.

Este esforço para ocultar a origem humilde ajuda a explicar algo que muitos consideram um desvio de caráter do escritor. Numa certa altura da vida, já reconhecido como jornalista e escritor, passou a evitar aquela que cuidou dele depois da morte do pai, a mulata Maria Inês, sua mãe substituta. Muitos, críticos severos, o acusam de ocultá-la para esconder seus antepassados negros. O mais provável é que Machado de Assis ocultava não suas origens africanas, mas seu passado humilde e pobre. Mesmo porque nunca escondeu os visíveis traços negros que aparentava. “Mulato, ele o era sem disfarce”, diz a biógrafa; “a raça gritando na vasta e rebelde cabeleira que lhe caía sobre as orelhas, nos lábios grossos encimados pelo bigode ralo e duro, nas narinas achatadas” (Pereira: 1936).

Machado de Assis foi autor de dez romances, 216 contos e mais de seiscentas crônicas, além de poesias e peças de teatro – obra que o coloca ao lado de gigantes como Dante, Shakespeare, Camões, Goethe, Melville – autores que, como ele, estão entre os fundadores de suas literaturas nacionais. Tinha  69 anos de idade quando, em 29 de setembro de 1908, despediu-se da vida, na casa de Cosme Velho (Rio de Janeiro), assistido pelos amigos, entre eles grandes escritores como José Veríssimo e Euclides da Cunha.


Na noite anterior, foi visitado por um rapaz de 17 anos, que lhe rendeu a última homenagem – era Astrojildo Pereira que, poucos anos depois se tornaria importante líder operário e fundador do Partido Comunista do Brasil.

Machado de Assis foi, em seus escritos, um crítico severo da sociedade brasileira, da elite cujos costumes descreveu com palavras muitas vezes duras e implacáveis.

Nunca aceitou a escravidão, e em seus escritos há várias passagens onde condena com veemência esse sistema iníquo. Como pensador e escritor, acreditou na igualdade de todos os homens, e deixou vários registros dessa crença – opinião que inclusive o levou a uma rara manifestação pública, ele, normalmente tão reservado e que só dava opiniões em seus escritos.

A comemoração da Abolição da Escravatura mereceu dele aquela efusão pública, além do registro escrito de seu contentamento.

Na crônica que publicou em “A Semana”, na “Gazeta de Notícias”, em 14 de maio de 1893 – cinco anos depois da abolição – ele descreveu aquele dia de festa e sua participação nele. “Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente [Princesa Isabel] sancionou, e todos saímos à rua. Sim, também eu saí à rua, eu o mais encolhido dos caramujos, também eu entrei no préstito, em carruagem aberta. (…)Verdadeiramente, foi o único dia de delírio que me lembra ter visto.” Reproduziu estas palavras,             quase literalmente, ao descrever o dia 13 de Maio de 1888 no romance “Memorial de Aires”.

O tímido e reservado Machado de Assis não foi um revolucionário, do ponto de vista político e social – mas tinha ideias que destoavam das dominantes em seu tempo.

Foi radical – democraticamente radical -, mas sempre por escrito. Como na crônica “Canção de Piratas”, de 22 de julho de 1894, publicada na “Gazeta de Notícias”, na qual se referiu de maneira elogiosa e poética e ao arraial de Canudos e a Antonio Conselheiro: “Telegrama da Bahia refere que o Conselheiro está em Canudos com 2.000 homens perfeitamente armados.” (…) “Crede-me, esse Conselheiro que está em Canudos com os seus dois mil homens, não é o que dizem telegramas e papéis públicos. […] São homens fartos desta vida social e pacata, os mesmos dias, as mesmas caras, os mesmos acontecimentos, os mesmos delitos, as mesmas virtudes. Não podem crer que o mundo seja uma secretaria de Estado, com o seu livro do ponto, hora de entrada e de saída, e desconto por faltas. (…) Não, por Satanás! Os partidários do Conselheiro lembraram-se dos piratas românticos, sacudiram as sandálias à porta da civilização e saíram à vida livre”.


Machado de Assis – Charge: Cãibra

É um registro, sem dúvida romantizado, dos acontecimentos no sertão da Bahia – mas inspirado por uma simpatia que não foi comum naqueles anos em que Conselheiro e os lutadores que liderava eram sumariamente classificados como bandidos ferozes pela imprensa dominante no final do século 19.

Pela letra de Machado de Assis manifestava-se não apenas o escritor famoso, o presidente da Academia Brasileira de Letras. Naquele texto, marcado pela empatia aos combatentes de Canudos, podia-se ouvir a voz, longínqua, do menino pobre que andava descalço pelas ruas do Rio de Janeiro. E se tornou o maior escritor brasileiro.

Referências

Assis, Machado de. “Obra Completa”, 3 vol. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1994.

Cunha, Euclides. “A última visita”, 30/09/1908, in “Jornal do Commercio”. Publicado na antologia Canudos e Outros Temas, Brasília, Centro Gráfico do Senado Federal, 1993.

Pereira, Lúcia Miguel. “Machado de Assis (Estudo Critico e Biográfico)”, Cia Editora Nacional, São Paulo, 1936

Silva, Simone da Conceição. “O preto-e-branco do escritor brasileiro. Machado de Assis, no plural ou no singular?”, monografia final de curso apresentada ao Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), 2001.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 27 de setembro de 2020

PRESIDENTE DO CPC/RN E AGENTE DE CULTURA, EDUARDO VASCONCELOS PARTICIPOU DE REUNIÃO COM O GRUPO DE CAPOEIRA BOA VONTADE - CBV - NOVA CRUZ/RN

Foto após a reunião do CPC/RN com a Grupo de Capoeira BOA VONTADE - NOVA CRUZ/RN

Hoje (27), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, reuniu-se com a Diretoria do Grupo de Capoeira BOA VONTADE - CBV - NOVA CRUZ/RN, cujas pautas foram, INFORMES, RETROSPECTIVA - LEGALIDADE DA CBV - NOVA CRUZ, ASSEMBLEIA GERAL - EDITAIS e PROJETOS DA CBV. Tendo a frente do grupo Geraldo Santos, presidente da CBV.

Após as explanações de Eduardo Vasconcelos, seguindo as pautas, foram encaminhadas e aprovadas várias propostas, após o debate, entre elas destacamos a Assembleia Geral, prevista para dia 27 de outubro, data esta aprovada por unanimidade pelos presentes cuja pauta principal será a Eleição da Diretoria; Reforma Estatutária, Projetos, Reconhecimento de Utilidade Pública da CBV-NOVA CRUZ e Encaminhamentos. O local da referida assembleia será na própria sede da CBV - NC/RN, ÁS 19 horas do dia 27/10/2020.

Após quase 2 (duas) horas de reunião, Geraldo Santos - CBV, agradeceu a dedicação, apoio e esclarecimentos por parte do Eduardo Vasconcelos - CPC-RN, prometendo mobilizar todos os seus sócios e alunos para estarem presentes na Assembleia Geral.

Já o Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, finalizou dizendo que ele e o CPC/RN não faz mais do que suas obrigações estatutárias e que sempre o CPC/RN estará lado a lado com o grupo, como também a Casa de Cultura "LAURO ARRUDA CÂMARA", estará sempre aberta (após a PANDEMIA) para receber o grupo, bem como apoiá-los na medida que for possível. Finalizou, Eduardo Vasconcelos.

sábado, 26 de setembro de 2020

Nota da ABI – Bolsonaro mente na ONU e envergonha o Brasil - Por Jornalistas Livres

No seu discurso na manhã desta terça-feira na Assembléia Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro contribuiu para que o Brasil caminhe para se tornar um pária internacional.

Sem qualquer compromisso com a verdade, o presidente afirmou que seu governo pagou um auxílio emergencial no valor de mil dólares para 65 milhões de brasileiros carentes, durante a pandemia. O auxílio foi de 600 reais.

Bolsonaro mentiu

O presidente responsabilizou, ainda, índios e caboclos pelos incêndios na Amazônia e no Pantanal, que alcançam níveis nunca antes vistos no País. Todas as investigações, inclusive de órgãos oficiais, indicam que fazendeiros estão na origem das queimadas.

Como se vê, de novo Bolsonaro mentiu.

O presidente transferiu a responsabilidade para governadores e prefeitos pelos quase 140 mil mortos vítimas do coronavírus. Todo o país é testemunha de sua leviandade, ao classificar a pandemia de “gripezinha” e ir na contramão dos procedimentos defendidos pelas autoridades de Saúde.

Assim, mais uma vez Bolsonaro mentiu.

A ABI, com a autoridade de seus 112 anos de existência em defesa da democracia, dos direitos humanos e da soberania nacional, repudia esse comportamento que vem se tornando recorrente e conclama o povo brasileiro a não aceitar o verdadeiro retrocesso civilizatório que o governo está impondo ao País.

Paulo Jeronimo – Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

Zélia Duncan: Ricardo Salles é uma vergonha sem fim, um irresponsável da pior espécie - Fonte: BRASIL 247

 

Zélia Duncan e Ricardo Salles (Foto: Roberto Setton/Divulgação | ABr)

Zélia Duncan também apontou a mentira contada por Bolsonaro na ONU, que acusou indígenas pelas queimadas nas florestas brasileiras. Nesta sexta-feira, a PF indiciou quatro fazendeiros pelas queimadas no Pantanal. "Algum fazendeiro rico vai ser preso, gente? Pois é, não vai não. É muito revoltante", questionou a cantora

247 - A cantora Zélia Duncan, pelo Twitter, afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é uma "vergonha" e o chamou de "irresponsável". A artista também apontou a mentira contada por Bolsonaro em discurso na ONU culpando os indígenas pelas queimadas nas florestas brasileiras. 

Nesta sexta-feira (25), a Polícia Federal indiciou quatro fazendeiros pelas queimadas na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Sobrou também para o vice-presidente, Hamilton Mourão, que foi criticado por Zélia por apenas atacar as tecnologias usadas pelo Inpe para monitorar o desmatamento e não agir para combater os incêndios.

"4 fazendas em Corumbá, responsáveis pelo fogo no Pantanal, que tal!? A PF está constatando isso, foi ato criminoso... e o outro culpando 'indígenas e caboclos'...algum fazendeiro rico vai ser preso, gente? Pois é, não vai não. É muito revoltante. Mourão prefere questionar a tecnologia, do que combater o fogo, que devasta nossas matas. Ricardo Salles é uma vergonha sem fim, um irresponsável da pior espécie, que só poderia estar nesse governo", escreveu a artista.

Fonte: BRASIL 247

Sepultura - Guardians of Earth (Official Music Video)

O videoclipe da música “Guardians of Earth” (Guardiões da Terra), do disco Quadra, traz cenas da floresta Amazônica e a devastação promovida. “Nossa terra, nossa salvação, deslizando através de nossas mãos atadas”, diz trecho da canção. “Salve o nosso futuro. Nós nunca desistiremos. Preserve o nosso futuro. Nunca desista, lute até o fim, nunca desista”, canta ainda o Sepultura.

Leia mais na Fórum.

Fonte: BRASIL 247

Volks faz acordo de R$ 36 milhões para indenizar vítimas da ditadura - Por Portal BRASIL CULTURA

 A Volkswagen do Brasil vai destinar R$ 36,3 milhões aos trabalhadores que na época do regime militar (1964-1985) foram presos, perseguidos ou torturados. Ela torna-se a primeira empresa a anunciar uma reparação judicial por ter participado da repressão ao movimento operário durante a ditadura brasileira.

A informação foi divulgada pela imprensa alemã nesta quarta-feira (23). Segundo o jornal Süddeutsche Zeitung e as emissoras estatais NDR e SWR, o acordo de compensação será assinado pela companhia nesta quinta-feira em São Paulo. No Brasil, a decisão foi anunciada em nota pública conjunta do Ministério Público Federal em São Paulo, do MPE-SP e do MPT. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado entre as três instituições e a montadora alemã.

O acordo vai encerrar três inquéritos civis que tramitam desde 2015 para investigar o assunto. Ao longo das apurações, os MPs identificaram a colaboração da Volks com o aparato repressivo do governo militar a partir de milhares de documentos reunidos, informações de testemunhas e relatórios de pesquisadores.

Em 2014, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade enumerou 53 empresas, de diversos portes, que contribuíram com o golpe de 1964 e o período de ditadura militar. Algumas delas são Johnson & Johnson, Esso, Pirelli, Texaco, Pfizer e Souza Cruz.

Relatório alemão

Em 2017, um relatório de 406 páginas, contratado pela própria empresa, e feito pelo historiador alemão Christopher Kopper, apontou que a filial brasileira da VW espionou funcionários com interesse de descobrir opiniões políticas e documentou essa ação por escrito. A documentação era periodicamente compartilhada com o Departamento de Ordem Política e Social, o Dops.

O documento não abordou quão profundo seria o conhecimento da sede da montadora, em Wolfsburg, na Alemanha, sobre as atividades da filial brasileira. Porém, uma análise extensa de documentações, realizada por Kopper, sugeriu que a sede tomou conhecimento desses atos o mais tardar em 1979.

O historiador da Universidade de Bielefeld, afirmou que o acordo desta quinta-feira será histórico. “Será a primeira vez que uma companhia alemã aceita sua responsabilidade por violações de direitos humanos contra seus próprios funcionários por eventos que ocorreram após o fim do nacional-socialismo”, disse o especialista aos veículos alemães.

Em sua reportagem, o Süddeutsche Zeitung aponta que a decisão é “um sinal importante, justamente porque o presidente ‘populista de direita’, Jair Bolsonaro, já glorificou a ditadura militar da época”. “Para os trabalhadores da fábrica, significa uma justiça pela qual eles tiveram que esperar por décadas”, completou o jornal.

Em nota, a Volkswagen afirma que lamenta as violações ocorridas no passado. “Para a Volkswagen AG, é importante lidar com responsabilidade com esse capítulo negativo da história do Brasil e promover a transparência”, escreveu Hiltrud Werner, membro do Conselho de Administração da Volkswagen para assuntos jurídicos.

A montadora afirmou que, com o acordo, quer “promover o esclarecimento da verdade sobre as violações dos direitos humanos naquela época”, e que foi “a primeira empresa estrangeira a enfrentar seu passado de forma transparente” durante a ditadura.

Relatório brasileiro

“A Volks teve um papel ativo. A montadora não foi obrigada a isso. Eles fizeram parte porque queriam”, escreveu Guaracy Mingardi, perito que assinou o documento do MPF, em 2017. O documento revelou ainda que o departamento de segurança da montadora permitiu a prisão de funcionários dentro de suas fábricas, mesmo sem mandados.

O inquérito apurou que seis trabalhadores foram presos e, ao menos um, foi torturado na fábrica no ABC paulista. É o caso do metalúrgico Lúcio Bellentani, morto no ano passado, aos 74 anos, responsável pelo relato impressionante de sua prisão no dia 28 de julho de 1972 dentro da própria fábrica. Agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) o levaram para uma sala reservada e o agrediram com socos e pontapés. Com a anuência da empresa, foi levado para a prisão, onde permaneceu durante um ano e meio.

Lúcio Bellentani

Memória e verdade

Pelo TAC, R$ 16,8 milhões vão ser doados à Associação Henrich Plagge, que reúne os trabalhadores da Volkswagen. O dinheiro vai ser repartido entre os 60 ex-funcionários que foram alvo de perseguições por conta de suas opiniões políticas. Tais critérios foram definidos por um árbitro independente perante a supervisão do Ministério Público do Trabalho.

Fora o valor mencionado acima, outros R$ 10,5 milhões irão reforçar políticas de Justiça de Transição, um conjunto de medidas aderidas para a luta contra o passado ditatorial, “como projetos que resgatam a memória sobre as violações aos direitos humanos e a resistência dos trabalhadores na época”.

O projeto Memorial da Luta por Justiça, desenvolvido pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política (NPMP), é uma dessas iniciativas e receberá R$ 6 milhões, valor que será suficiente para concluir a implantação na sede da antiga auditoria militar em São Paulo.

Outros R$ 4,5 milhões serão destinados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para financiar novas pesquisas sobre a colaboração de empresas com a ditadura e também para a identificação das ossadas de presos políticos que foram encontradas em uma vala clandestina no cemitério de Perus, zona oeste da capital paulista, em 1990.

A Volkswagen também se obrigou a pagar R$ 9 milhões aos Fundos Federal e Estadual de Defesa e Reparação de Direitos Difusos. Além disso, a empresa também vai publicar em grandes jornais uma declaração pública sobre o assunto.

Um relatório sobre os fatos investigados ainda é previsto pelo TAC e será publicado pelos ministérios públicos, e a companhia também apresentará sua manifestação jurídica sobre o caso. As medidas estão previstas para até o fim deste ano e devem ser cumpridas logo que os órgãos de controle do MPF e do MP-SP confirmarem o arquivamento dos inquéritos. Os desembolsos financeiros acordados estão com estimativa de serem efetuados em janeiro de 2021.

Com informações da assessoria do MPF-SP e da DW Brasil

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

PRESIDENTE DO CPC/RN - EDUARDO VASCONCELOS CONCEDEU ENTREVISTA A AGRESTE STV - NOVA CRUZ/RN

Imagem após entrevista: da esquerda p/direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN. cantora, GERLAINE SOARES - cidade de Santo Antônio e Radialista e apresentador, FRAN EMÍDO!

Cartaz de divulgação - Programa QUINTA com FRAN EMÍDO - AGRESTE STV

Ontem (24), o presidente do Centro Potiguar de Cultura e Agente de Cultura, EDUARDO VASCONCELOS participou de entrevista concedida pela  AGRESTE STV - NOVA CRUZ no Programa líder de audiência "QUINTA COM FRAN EMÍDIO!". O programa abriu com chave de ouro com a cantora, GERLAINE SOARES e em seguida entrevista com o Gerente do Supermercado, REDE MAIS de NOVA CRUZ, JOSÉ JUNO, em na sequência a entrevista com o Eduardo Vasconcelos ao lado da cantora, Gerlaine Soares.

Eduardo Vasconcelos iniciou agradecendo a FRAN pelo convite e parabenizando ao Diretor Geral da Agreste STV, Hudson de Tourinho pela criação deste empreendimento importantíssimo para NOVA CRUZ e região. Eduardo Vasconcelos agradeceu ao amigo e comunicador, FRAN EMÍDIO, amigo de longas datas na emissora, Agreste FM e Curimataú, ambas em NOVA CRUZ!

O agente de cultura e atual presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos falou dos objetivos da Casa de Cultura e do CPC/RN, ambas instituições que tem como princípios o apoio, incentivo e ações voltados para a Cultura Popular NORTERIOGRANDENSE! Falou das dificuldades dos artistas e grupos tem pela falta de apoio e que as instituições estão afinadas para tão logo passe essa PANDEMIA irão desencadear várias ações envolvendo artistas para ocuparem seus espaços e divulgar suas criatividades, seja na música, na dança, no teatro, entre outras.

Para Eduardo Vasconcelos os artistas a casa dia perde instituições criadas a favor da cultura, como foi o Ministério da Cultura, extinta no desgoverno de Bolsonora, entre outras maldades.

Eduardo também falou das ações feitas pelas casa de cultura no ano de 2019, onde junto com seu colega e trabalha na casa de cultura, desenvolveu três grandes atividades e espera que em 2021 mais atividades sejam realizadas na casa.

Fran Emídio também fez sérias críticas ao sistema atual, onde muitos órgãos públicos não incentivam e nem realizam atividades culturais.

No final Eduardo Vasconcelos parabenizou mais uma vez a todos que fazem a AGRESTE STV pela criatividade da dinâmica dos programas a seriedade acompanhada do profissionalismo de todos qu trabalham e lutam pelo avanço da AGRESTE STV.

Reabertura de igrejas reaquece Turismo Religioso no Brasil - Por Portal BRASIL CULTURA


Santuário de N. Sra. Aparecida (SP) adotou protocolos de segurança e voltou a receber turistas. Crédito: Marco Ankosqui/MTur.

Após meses de restrições a atividades religiosas a fim de evitar aglomerações e prevenir o contágio da Covid-19, turistas e devotos já podem voltar a frequentar locais de fé em diversos estados do país, como Bahia, Ceará, Minas Gerais e Espírito Santo. Nos últimos meses, importantes igrejas, santuários e basílicas voltaram a abrir as portas após a adoção de protocolos de segurança sanitária, como a redução da capacidade, a disponibilização de álcool em gel, a obrigatoriedade do uso de máscara e o distanciamento entre as pessoas.

Nesta quarta-feira (23.09), a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Vila Velha (ES), retomou as visitações. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1950, a igreja é considerada uma das mais antigas do Brasil – construída em 1535 – e um marco da época colonial. As visitas acontecem de quarta a sexta, das 9h às 17h, e, a partir de outubro, serão ampliadas para o período de segunda a sexta, com missas aos domingos.

Na semana passada, a cidade de Juazeiro do Norte (CE), importante polo do Turismo Religioso no país, autorizou o funcionamento das igrejas, dentre elas, a Basílica de Nossa Senhora das Dores, que atrai milhares de fiéis para rezar pela alma do Padre Cícero. A Capela do Socorro, onde está o túmulo do sacerdote, e a estátua do santo popular, visitada por 2,5 milhões de pessoas anualmente, foram reabertas com capacidade reduzida.

Fiéis voltam a visitar a Estátua do Padre Cícero, no Ceará. Crédito: Nadim Maluf/MTur.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo do Ministério do Turismo, William França, ressalta a importância do Turismo Religioso para a economia do Brasil e acredita que, a partir da reabertura, o setor vai ganhar força e ajudar o país a voltar a crescer. “O Turismo Religioso sempre foi um forte segmento no Brasil. Com igrejas e templos reabrindo, o setor do turismo ganha mais força, assim como toda a cadeia produtiva envolvida. Mesmo com a capacidade de pessoas reduzida para a garantia da segurança dos turistas e fiéis, é um grande passo para voltar a movimentar a economia do país”, comentou França.

Outro importante atrativo turístico, cultural e religioso voltou a abrir no início deste mês: a Basílica do Santuário de Nazaré, em Belém (PA), responsável pela tradicional celebração do Círio de Nazaré. Neste ano, em decorrência da pandemia, a 228ª edição do Círio não terá a tradicional procissão, mas os devotos poderão fazer suas promessas diante da corda oficial do evento, símbolo da celebração, que estará exposta no complexo turístico e cultural da capital paraense, Estação das Docas, entre os dias 23 e 30 de setembro.

Uma das mais visitadas igrejas do Brasil, o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, já recebe o público desde julho, e dois dos principais atrativos turísticos do templo, os Bondinhos Aéreos e o Trem do Devoto, voltaram funcionar no início de setembro. Atualmente, o santuário pode receber até 6 mil pessoas simultaneamente, segundo decreto da administração municipal, o que corresponde a 40% da capacidade total.

IGREJINHA DA PAMPULHA – A Capela Curial São Francisco de Assis, mais conhecida como Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), está programada para reabrir no dia 4 de outubro, data consagrada ao padroeiro do templo e protetor da natureza e dos animais. A construção, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e restaurada em 2019 pelo Iphan, terá seu retorno às celebrações religiosas e ao turismo atendendo às medidas de proteção necessárias para a prevenção do novo coronavírus dentro dos protocolos sanitários e de segurança.

Edição: Amanda Costa

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Ataque à estátua de Ariano Suassuna e a cruzada contra a cultura - "Absurdo!" - Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN


 A imprensa divulga a notícia, mas não se dá conta do mal que tem diante dos olhos. 

“A estátua do escritor Ariano Suassuna, localizada na Rua da Aurora, área central do Recife, amanheceu depredada e caída após ato de vandalismo.

Essa canalha sabe as razões por que derrubam e depredam valores universais esculpidos em pedra no Recife. Pois como vândalos são bárbaros, que odeiam a cultura.

Em março deste ano, a estátua de Ariano Suassuna teve o nariz quebrado e a de João Cabral de Melo Neto teve o nariz e parte do queixo quebrados, além das placas de identificação pichadas”.

O que as notícias não dizem é que esse vandalismo é sintoma de uma cruzada contra a cultura, um assalto que vem do alto, ou melhor, que vem do mais baixo valor que está na presidência.  O desgoverno do Brasil hoje atrai e espalha uma onda contra tudo que representa educação e artes. Nestes dias, não há um só ato bárbaro que não seja inspirado e estimulado pelo bolsonarismo.

Destruir um patrimônio cultural é natural em bárbaros no governo que prevê um corte de 78% na verba destinada à cultura, em nível de orçamento. Mas em nível ideológico a pregação contra valores humanos é feita por todos escalões do seu ministério. Eles aconselham e incendeiam matas e florestas de árvores e de gentes. Alguma dúvida?  Alunos filmam professores nas salas de aula para denunciá-los, mulheres são espancadas nas ruas, negros sofrem racismo explícito, público, declarado, lideranças indígenas são mortas. E de tal modo estão à vontade, que não se envergonham de expressões fascistas de baixo calão:

“Atos antidemocráticos são meus ovos na goela de quem inventou isso!”

No conjunto dessa destruição, os vândalos desta segunda-feira podem não saber a dimensão do escritor Ariano Suassuna, que um dia falou em entrevista:

“Considero Canudos o mais importante episódio brasileiro. É quando Brasil urbano e privilegiado se lança contra o arraial popular. Agora, na literatura universal, Dom Quixote foi fundamental na minha vida e obra, porque Cervantes conseguiu expressar, como ninguém, os problemas do ser humano, a partir de circunstâncias locais”.

Esses bárbaros podem não alcançar O Cão sem plumas de João Cabral de Melo Neto, cuja estátua na Rua da Aurora também já foi mutilada:

“A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão,
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água….”

Mas essa canalha sabe as razões por que derrubam e depredam valores universais esculpidos em pedra no Recife. Pois como vândalos são bárbaros, que odeiam a cultura. E desse modo cometem atos contra a arte, a ciência e a civilização. Destroem símbolos porque desejam destruir o que representa a história. As trevas em primeiro lugar, o fascismo acima de tudo.

Hoje, vendo a foto de Ariano Suassuna assim caído, as mãos para trás do escritor me pareceram estar amarradas, algemadas. De fato, na imagem e em outros atos, os bárbaros tentam derrubar a cultura, na escultura, para assim melhor o bolsonarismo andar à solta.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA