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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

AGENTE DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN E PRESIDENTE DO CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS REUNIU-SE COM ARTISTAS SOBRE A LEI EMERGÊNCIAL DA CULTURA POTIGUAR!

 

Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos reuniu-se com os artistas novacruzenses inscritos na Lei Aldir Blanc

Hoje (25) a tarde o Agente de Cultura da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos reuniu-se com artistas cantores e representantes de Grupos de Capoeira e Dança, cujo assunto foi as suas habilitações na primeira fase da Lei Aldir Blanc, através da Fundação José Augusto.

A reunião aconteceu na Casa de Cultura seguindo as orientações da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Estado, cujo objetivo era discutir os futuros passos a serem dados para os recentes inscritos permanecerem até a fase final, quando tudo dando certo terão direitos ao Auxilio Emergencial da Cultura, lançado pela Fundação José Augusto - FJA.

Após duas horas de reunião todos deram as mãos para continuarem na segunda fase, que ocorrerá em uma semana.  Todos estão torcendo para dá tudo certo, pois os mesmos precisam muito deste apoio do Estado em virtude das suas paralisações artistas com a chegada da Pandemia.

Tão logo saia a lista dos habilitados na segunda fase eles voltarão a se reunirem! Com a esperança dos demais chegarem na fase conclusiva e ai receberem o Auxílio Emergencial da Cultura Potiguar.

Vamos aguardar! Eles merecem! Pois essa ajuda chega em um bom momento.

Brevemente será marcada a segunda reunião tão logo a FJA divulguem a nova lista dos felizardos. Nova Cruz sem dúvida estará entre os contemplados. 


De onde veio a expressão “Papa-jerimum”? por Henrique Araujo

Todo mundo sabe que o Potiguar, o povo do rio grande do norte, é conhecido como comedor de camarão, né?

Essa expressão veio lá dos índios Potiguaras, os primeiros habitantes das terras norte-riograndenses, inclusive os eles ainda conservam esse hábito de comer camarão até hoje.

Mas o potiguar também é conhecido como Papa-Jerimum, ou seja, comedor de jerimum, e onde veio essa expressão?

Pois saiba que essa expressão veio da época das Capitania Hereditárias. E pra você que mora no sul/sudeste jerimum é o mesmo que abóbora, ok?

Bom, segundo o maior folclorista do brasil, Luís da Câmara Cascudo, o jerimum nunca foi um alimento característico do RN. Durante muito tempo o estado comprou de seus estados vizinhos, Paraíba e Pernambuco.

Na segunda metade do século XVIII, era comum que alimentos fossem usados como moeda de troca no Brasil. Nos estados do Maranhão e Ceará era o novelo de algodão fiado, mais tarde foi a farinha de mandioca. No Pará, norte do país, a moeda era mais curiosa: pacotes de ovas de tainha.

Mas, segundo Cascudo, a expressão "papa-jerimum" nasceria na "desastrada" administração de Lopo Joaquim de Almeida Henriques, entre 1802 e 1806, quando foi exonerado da capitania Rio Grande, e mandado retirar-se imediatamente pelo Capitão-General de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro.

Diz-se que Lopo Joaquim "mandou fazer roçados de mandioca pela tropa em lugares por onde hoje se estende a cidade, e plantações de melancia, de que tirava a parte do leão" (Gonçalves Dias). Lopo também teria cultivado jerimuns/abóboras.

Jerimum, fruto conhecido no resto do país como abóbora.

Porém não se fala em jerimum nos escritos e relatos históricos, e nenhum historiador comprova a veracidade dos jerimuns como moeda: "Não se fala em jerimum e menos ainda que o governador pagasse tropa e funcionários com os produtos de sua lavoura. Não há outra oportunidade para a criação da lenda e não existe um único documento oficial em que esse episódio seja mencionado. Puro folclore!", cita Cascudo.

O Norte-Rio-Grandense é denominado papa-jerimum (abóbora) porque diz a lenda ter sido com esse fruto que pagavam-se aos funcionários da Capitania.

Indo para o ano de 1906, a primeira versão do famoso Jornal Diário de Natal, na coluna intitulada “De meu canto”, o autor sob pseudônimo “Neto”, publicou a pretensão do então governador Pedro Velho de pagar aos funcionários com salários em atraso, com jerimuns, fazendo alusão ao presidente de província Lopo Joaquim, citado anteriormente. Nesta coluna, o autor acusa o governador de plantar jerimuns nos jardins públicos da cidade.

E aí o apelido pegou e viveu até hoje. O folclorista conta que Francisco Gomes da Rocha Fagundes (conhecido como Chico Gordo), senador pelo Rio Grande do Norte em 1899, ouviu em pleno Senado a piada do "jerimum fiduciário". O senador deu uma resposta feliz: "Paga com jerimum, mas paga! E o Estado de V. Excia. fica devendo!".

Se gostou veja também Câmara Cascudo explicou como surgiu o cuscuz e você não fazia ideia de que foi assim

Fonte: Institudo Ludovicus, com informações adicionais de Brechando.

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GAROTA DE 14 ANOS VENCE CONCURSO EM JOINVILLE COM A SEGUINTE REDAÇÃO: “CERTA NOITE, AO ENTRAR EM MINHA SALA DE AULA, VI NUM MAPA-MUNDI, O NOSSO BRASIL CHORAR”!

Imagem: http://sindfaz.org.br

O que houve, meu Brasil Brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heroico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. 

Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. 

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula. 

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. 

Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais.... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido."

Obs. Reprodução

STRAF - NOVA CRUZ-RN JUNTAMENTE COM A CONTAF E FETARN ENTREGA CHEQUES AOS SÓCIOS GANHADORES DO AMPARO SOCIAL - CONFIRA MATÉRIA!

Dirigente da FETARN conversa com a ganhadora, Severina Barbosa

Equipe do STRAF de Nova Cruz/RN: "A união faz a força!"
Entrega das premiações (cheques) aos ganhadores entregues pela CONTAG/FETARN/STRAF
Diretoria do STRAF de Nova Cruz/RN ao lado dos ganhadores após entrega dos prêmios
Momento único! STRAF DE NOVA CRUZ NA LUTA COM VOCÊ!

Edmilson Gomes da Silva, carinhosamente chamado de Negão- STRAF Nova Cruz: Entrega dos cheques no valor de 500,00 reais do amparo social, foram dois ganhadores. Iniciativa da CONTAG, cuja ação denominada de Amparo social.

Foram os felizardos: a senhora, Severina Barbosa do Sítio Barbosa e o Senhor, João Arnoud do Sítio Lagoa dos Currais, que hoje receberam seus cheques nos valores de R$ 500,00 (quinhentos reais) cada.

O STRAF de Nova Cruz/RN vem se destacando no âmbito social, cuja visão sempre voltada para os seus associados, seja ele aposentados, seja ele na ativa!

A CONTAG também vem desenvolvendo um trabalhos excepcional em favor dos seus filiados, sempre com ações dirigidas e em parceria com as federações, sindicatos e é claro aos associados de modo geral.

Para Edmilson (Negão) essas ações são sempre salutar, pois incentiva e ajuda aqueles que realmente merece o nosso apoio.

Outras ações virão, garante, Edmilson Silva, mas antes ele lembra da importância de seus associados manterem suas mensalidades em dia, pois é desta forma que o STRAF terá condições de lutar sempre a favor de seus filiados/associados. Concluiu, Edmilson Gomes da Silva.

Não fique ai parado, SEJA SÓCIO!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Cacique é eleito prefeito em Pesqueira (PE) e população dança nas ruas

Ta

m do isolamento morre de coronavírus no RN

"Ilusão Cracolândia": MCs fazem música conjunta em campanha contra as drogas

(Foto: Reprodução/YouTube)

A música de autoria de Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W fala sobre a ilusão de se sentir poderoso quando se está sob efeito de entorpecentes: "a Cracolândia tá lotada de curioso".

247 - Lançada nesta sexta-feira (13), a canção "Ilusão Cracolândia" promove uma verdadeira reflexão sobre o uso de drogas e abandono social, com foco na Cracolândia. A música é fruto de uma parceria entre os MCs Hariel, Ryan SP, Davi e Salvador da Rima, com produção de Alok e DJ W.

O refrão da obra fala da sensação de poder quando se está sob efeitos de entorpecentes. "Enquanto a lata chacoalhar e a ilusão for a sensação de ser mais poderoso. Vários 'vai memo' se arrastar, que a Cracolândia está lotada de curioso".

Para Splash, do UOL, Alok disse que "esse é um projeto que acaba se tornando referência para outros jovens com esse poder transformador traduzido em música que é capaz de levar reflexão para muita gente. Foi um prazer fazer parte disso tudo e sempre que ouço só tenho a agradecer ao excelente resultado desse projeto".

Fonte: Brasil 247

domingo, 15 de novembro de 2020

Pesquisas sociais: para que servem?

Às vésperas das eleições municipais, decidi explicar o que é pesquisa aplicada e a diferença entre pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa. Fiz um manual para pesquisadores quando coordenei o instituto de pesquisas da PUC Minas, o Lúmen. Vou me fiar por ele para montar este texto.

Rudá Ricci, cientista político e presidente do Instituto Cultiva

Método de pesquisa significa a adoção de procedimentos sistemáticos. O método quantitativo é aquele em que se procura identificar um padrão de comportamento ou opinião, assim como o desvio em relação a este padrão, através da coleta de informações e do tratamento estatístico.

Assim, podemos descrever quantas crianças, entre 7 e 11 anos de idade, estão nas escolas do sul de Minas Gerais e cruzar este dado com outra variável: sexo ou município de residência. Outra vantagem nesses métodos é a possibilidade de montagem de séries históricas. A resposta majoritária é considerada o padrão de comportamento ou opinião. Veja: estatística indica busca de padrão. Sem estatística, a busca é outra.

Como apresentam dados estatísticos, os mesmos questionários podem ser reaplicados com certa frequência de maneira a estabelecer comparações das alterações de um fenômeno ou comportamento ao longo do tempo. O fundamental é estabelecer as variáveis básicas a serem exploradas.

Os estudos mais frequentes é o comparativo causal. É o caso de comparação de causas de comportamento de um grupo social. Estabelece-se uma série de variáveis a serem analisadas em um grupo social e define-se uma correlação com um grupo social de controle (que não apresenta as mesmas características daquele considerado central da pesquisa).

O instrumento mais comum para coleta de dados quantitativos é o questionário. O questionário descreve e mede as características de um grupo social. Os questionários podem conter perguntas fechadas, quando o entrevistado possui alternativas fixas, previamente estabelecidas.

No questionário fechado, as alternativas devem prever todas as possibilidades de resposta. Mas, pode incluir uma alternativa aberta, caso a resposta para codificar posteriormente (pós-codificação). Isso ocorre quando não se tem clareza das possíveis respostas.

Nos questionários com perguntas abertas o entrevistado responde com frases. Não se propõem em apresentar alternativas prévias. Normalmente, são empregadas em combinação às perguntas fechadas. O problema é sua codificação (agrupamento de respostas não previstas).

Os métodos quantitativos possuem limitações. As pesquisas quantitativas não incorporam as crenças e rituais sociais em sua dimensão subjetiva. Nem sempre um grupo social define determinado comportamento em virtude de escolhas racionais fixas.

Antes de passar para as pesquisas qualitativas, vale a pena lembrar que toda pesquisa quantitativa precisa ser checada. Entre 10% a 20% das pesquisas realizadas recebem nova visita de um técnico checador que avalia se houve realmente pesquisa e se foi feita corretamente.

Essa é uma das críticas às pesquisas feitas em fluxo (não domiciliar) em que se anota o celular do respondente. É quase impossível ter certeza se o número do celular é correto. Como checar? Os institutos que adotam este método aumentam a amostra (como faz o Datafolha).

Os métodos qualitativos são aqueles que não lançam mão de instrumental estatístico. São empregados quando existe um nível de complexidade na relação de variáveis ou uma determinada problemática relaciona-se com variáveis subjetivas.

Que fique claro: não se generaliza o resultado de pesquisa qualitativa como se faz com a quantitativa (porque, nesta, há um padrão estatístico definido). Ressalto este que está sendo um erro comum de análise: entrevista em profundidade com três pessoas não define padrão.

Charge de Bacellar

Recentemente, tivemos uma polêmica sobre grupos focais com três a seis bolsonaristas ou ex-bolsonaristas. Grupo focal é uma técnica qualitativa em que alguns convidados são incitados a discorrer sobre um ou mais assuntos. Não se pode generalizar que três a seis pessoas falem por todos.

Então, para que serve uma pesquisa qualitativa? Para entender a pluralidade de valores e motivações que interferem numa resposta. Pluralidade. Nada de padrão. Mostrar como os humanos são complexos. Weber tentou definir motivações padronizadas de ação coletiva.

Mas, como Weber chegou a tal sistematização? Tentando compreender certos padrões de comportamento que se repetem ao longo da história. Ao longo da história, não depois de um grupo focal realizado. Essa pressa está desorientando o não pesquisador social a entender o mundo.

Os métodos mais empregados nas qualitativas são: entrevistas não estruturadas, entrevista não diretiva, entrevista guiada, grupo focal. A entrevista não estruturada ou entrevista em profundidade busca saber o que o entrevistado considera mais relevante. Se organiza por roteiros.

Roteiros não são questões fechadas. São temas organizados que orientam um rumo das questões levantadas pelo entrevistador. Contudo, se o pesquisado antecipa alguma questão ou muda o rumo, o entrevistado o segue.

Normalmente, uma entrevista em profundidade se desdobra em vários encontros com o pesquisado. Ela se parece com um bordado cuidadoso. Não induz, não antecipa resposta, respeita o enredo do pesquisado porque se quer entender o que ele valoriza, o que o motiva.

O grupo focal ou grupo de discussão é outro método muito utilizado e extremamente delicado. Trata-se da seleção de um determinado grupo de pessoas, normalmente ao redor de dez, que mantenham uma identidade em relação a uma variável destacada para análise de um problema.

O objetivo principal do grupo focal é buscar uma construção do sentido comum para o grupo sobre um determinado tema, a partir do qual aqueles sujeitos constroem sentido a um conjunto de experiências. O grupo desenvolverá uma construção cooperativa sobre um tema.


No grupo focal haverá um moderador que estimulará, a partir de um roteiro, o debate entre os convidados. O moderador poderá utilizar alguns mecanismos interativos que a psicanálise lança mão. Trata-se de uma situação social.

Há muito debate técnico sobre pesquisa social aplicada. Nem entrei nas questões relacionadas à relação sujeito/pesquisador X objeto/pesquisado e pesquisa participante. Mas, espero que fique claro que não se trata de algo simples. Merece atenção do leitor.

Termino fazendo um comentário de uma insistência das mais equivocadas feitas por leigos em pesquisa e que, de tempos em tempos, postam suas impressões subjetivas nas redes sociais como certezas absolutas.

Vejo cada vez mais recorrentemente pessoas dizendo que conversou com tantas pessoas nas ruas, ou que as opiniões no seu local de trabalho ou na família convergem de tal maneira que lhe dá certeza de que o mundo todo pensa daquela maneira. Não sei se percebem que nesta situação se comete um erro cruzado, tanto em relação à pesquisa quantitativa, quanto qualitativa. Se fosse uma mera escuta, com muita generosidade se poderia imaginar que esta coleta de opiniões se aproximasse de uma técnica de pesquisa qualitativa. Contudo, como já destaquei, pesquisa qualitativa não se presta à generalizações ou indicação de padrões. Portanto, não se pode ouvir a própria família numa conversa solta na cozinha e já sair anunciando o fim do mundo. Como pesquisa quantitativa, ouvir aleatoriamente pessoas nas ruas ou em casa não segue um plano amostral que equaliza o perfil dos entrevistados por sexo, idade, renda e outras variáveis que equilibram a cesta de respondentes.

Assim, ouvir um ou outro, mesmo que sejam 100 pessoas, não lhe dá o direito de generalizar como se fosse um pesquisador profissional. Dá para dizer que foi um esforço amador de escuta. Nada além disso.

Como no futebol, brasileiro gosta de opinar sobre pesquisa e adora uma aposta. Faz parte do esporte nacional. Não deixa de ser engraçado. Mas, não passa disso: uma graça.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres.

Fonte: Jornalistas Livres


1922 – A GRANDE VAQUEJADA DE NOVA CRUZ NAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA - Por Rostand Medeiros

 

Foto – Alex Gurgel 

AUTOR – ROSTAND MEDEIROS

Você imaginaria que atualmente alguém conseguiria realizar uma vaquejada defronte a Igreja Matriz da cidade de Nova Cruz?

Mas já aconteceu.

A corrida de bois em Nova Cruz em 1922

Nas fotos que apresento é possível visualizar que no dia 7 de setembro de 1922, a cidade potiguar de Nova Cruz comemorou o centenário da independência do Brasil com uma tradicional “pega de boi”, que hoje convencionamos chamar de vaquejada.

Este material foi publicado na clássica revista “O Malho”, do Rio de Janeiro, na edição de número 1.061, de 23 de janeiro de 1923, quatro meses depois da festa.

E corre a vaqueirama…

E tudo ocorreu em pleno centro da cidade, defronte a Igreja Matriz da Imaculada Conceição, na rua que já naquele tempo era chamada Pedro Velho.

Carro na Rua 13 de maio

Nesta foto é possível ver um antigo veículo entrando na cidade em rua que a revista denomina como 13 de maio e que se apresentava embandeirada.

Já em outra foto estão os vaqueiros montados em seus alazões e todos colocados lado a lado. A revista chamou pomposamente a vaqueirama de “Guarda de Honra”.

Vaqueiros perfilados

Provavelmente este material fo0tográfico foi enviada para o Rio por algum filho da terra que morava, ou estudava, na então capital do país.

Para os cariocas de “O Malho”, ao invés de terem colocado a referência como “Pega de Boi”, ou ”Corrida de Bois”, preferiram “Corrida de Touros”, em um termo que evoca as famosas touradas espanholas. Eu fico imaginando se alguém da redação achou que o povo de Nova Cruz era descendente de pessoas vinda daquele país da península Ibérica?

Foto conseguida do alto da torre da igreja, mostra a corrida de bois

No material de “O Malho”, temos uma foto que mostra uma cruz, ou cruzeiro, como chama o sertanejo, em meio a uma verdadeira multidão. A revista informa que a cruz era um monumento que estava sendo inaugurado devido às comemorações do centenário da independência.

Esta seria a inauguração do cruzeiro em comemoração ao centenário da independência do Brasil. Será?

Mas, segundo o material existente no site da prefeitura de Nova Cruz, informa que no início do século XVII quando surgiu um núcleo populacional às margens do Rio Curimataú, resultado da instalação de uma hospedaria pertencente aos primeiros moradores que ali chegaram.

A hospedaria destinava-se ao descanso dos boiadeiros quando passavam pela região com seus rebanhos. Com o crescimento da povoação esta foi chamada de Urtigal. Logo depois seu nome foi mudado para Anta Esfolada, em virtude de uma tradição que era narrada na localidade. Diziam que existia no território uma anta com espírito maligno, então um astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o feitiço da anta, o caçador partiu para esfolar o animal vivo. Mas  logo no primeiro talho a anta conseguiu escapar, deixando para trás sua pele e penetrando mata adentro, tornando-se o terror daquelas paragens e o povo passou a denominar o arruado como Anta Esfolada.

Assim continuou até que um missionário, provavelmente percebendo que aquela história em nada ajudava aquele povo, fez uma cruz e a fincou no ponto mais alto da vereda por onde supostamente o animal costumava passar. Como este não apareceu novamente o povoado foi denominado definitivamente de Nova Cruz, e no dia 15 de março de 1852, pela Lei Provincial n° 245, foi criado o município de Nova Cruz.

A Matriz de Nova Cruz em reforma, ou ampliação em 1922

Seria aquela cruz existente na foto uma inauguração, ou uma “reinauguração” da antiga cruz ali fincada pelo padre para espantar o malassombro?

Não sei, mas é um interessante material sobre o nosso Rio Grande do Norte, publicado em uma revista de circulação nacional.

Infelizmente as fotos estão realmente em baixa resolução e foi que recebi, e assim vou passando.

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Fonte: https://tokdehistoria.com.br