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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Alice Braga estreia conta no Twitter para pedir: impeachment de Bolsonaro urgente

Alice Braga (Foto: Divulgação)

"Não tinha Twitter até hj. Mas quis finalmente entrar aqui pra dizer: #ImpeachmentBolsonaroUrgente", escreveu a atriz, se somando ao crescente clamor pelo impedimento do presidente.

Revista Fórum - No meio político, jurídico e na sociedade civil, através das redes sociais, principalmente, cresce um clamor pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, muito motivado pela atuação do governo diante da pandemia do coronavírus.

No Twitter, hashtags que pleiteiam o impedimento do ex-capitão têm permanecido na lista de assuntos mais comentados da internet, diariamente, desde a semana passada. E já há até quem não estava na rede social criando perfil só para se somar ao coro.

É o caso da atriz Alice Braga. “Não tinha Twitter até hj. Mas quis finalmente entrar aqui pra dizer: #ImpeachmentBolsonaroUrgente“, escreveu ela em sua primeira postagem na rede social, na tarde desta terça-feira (19). Sua publicação havia recebido, até a publicação desta nota, mais de 33,4 mil curtidas.

Músico potiguar grava “Hey Jude” dos Beatles com cenas de Natal-RN

 

Músico potiguar grava “Hey Jude” dos Beatles com cenas de Natal-RN

por Henrique Araujo

Se seu dia não tá legal com certeza isso aqui vai melhorá-lo bastante!

O músico saxofonista Joedson Silva de 29 anos, é natural de Cruzeta, Seridó Potiguar, e toca desde os 9 anos.

Em 2020, prejudicado pela suspensão de apresentações pela pandemia do corona vírus, ele resolveu resgatar para Natal as antigas serenatas, levando música para os que estão cumprindo isolamento em casa.

Desta vez ele fez um clipe com a música "Hey Jude", dos Beatles, contando para seu cenário com belas paisagens de Natal (RN), confira:

É uma viagem relaxante. Parabéns Joedson!

Se gostou veja 30 músicas potiguares que você precisa ouvir [lista inédita]

Com informações de Ícaro Carvalho para a Tribuna do Norte

Quadrinhista Zé Wellington lança e-books sobre universo da pistolagem

 A arte de Rafael Dantas acompanha a trama de Zé Wellington | Foto: Emanuel Mello

Não fosse pelo título ou pelo resumo disponibilizado pelos editores, o novo livro do cearense Zé Wellington poderia esconder o jogo em suas primeiras páginas. Entretanto, ele prefere chamar o leitor, já na capa, para história curta baseados em vivências contadas aos montes pelo interior cearense, em uma mistura entre ficção e realidade.

Contemplado pelo edital da Lei Aldir Blanc, da Secretaria da Cultura de Sobra, “Mata-mata” é daquelas obras que fazem o leitor repassar o enredo mesmo horas depois de ter encerrado a última linha escrita da obra, um conto ilustrado, em formato de e-book.

“Ele surgiu de uma lembrança da minha adolescência”, conta, de cara, o autor do livro em entrevista ao Verso. “Em um dia, na escola, entrou um garoto novo. Quando chegou, todos os colegas começaram a dizer que ele era sobrinho de um pistoleiro famoso na região e todos tinham esse medo. Grande parte do conto veio disso. Mas também é uma história sobre família, laços e legado, sobre essa coisa que temos muito forte no interior de que você é muito o que seus pais eram”, relata.

A história traça um paralelo entre Ricardo e Ademir, um jovem e um idoso, com tramas que se cruzam em meio à realidade da pistolagem na cidade fictícia de Jaguatinga.

Capa do livro ‘Mata-mata’ | Ilustração: Rafael Dantas

Profundidade

Disponibilizado de forma gratuita na internet, “Mata-mata” oferece uma leitura rápida, como quem fala de um assunto sério sem se ater às explicações complexas descritas em fatos. Para tratar do assunto da pistolagem, Zé Wellington procurou se valer da pesquisa.

“A pistolagem marcou muito o Nordeste anos atrás, mas também continua acontecendo, ainda que tenha mudado bastante e esteja ligada ao tráfico em muitos locais. Foi muito ligada às práticas do coronelismo e a minha história aborda um pouco disso, sobre como as pessoas são impactadas na forma como vivem”, comenta.

Da mistura entre a lembrança e a vontade de falar de algo importante, o trabalho de pesquisa se fez necessário. Zé Wellington conta ter buscado raízes doloridas do imaginário do povo local no intuito de construir protagonistas e antagonistas densos para, no fim, entregar algo não tão aprofundado, mas que deixa margens para entender as superfícies de ligações que permanecem até hoje, não apenas no Ceará.

“É algo curto, até por conta do tempo que tive para participar do edital, mas dentro da produção fiz pesquisas pegando histórias de vida de alguns dos principais pistoleiros por meio de livros e entrevistas e foi muito enriquecedor perceber do fascínio que exercem. Há uma série de elementos que são levemente baseados em coisas que aconteceram aqui”, pontua.

Sem se preocupar em descrever abertamente os personagens, Zé Wellington concede o peso necessário a tudo aquilo que envolve os dois homens descritos logo na abertura. O livro, no fim das contas, não conta apenas a história de Ricardo ou Ademir diante das injustiças dos crimes de pistolagem: transforma a prática como destaque para deixar claro como as vidas mostradas pela ficção podem servir de comparação ao já visto na vida real.

Novos caminhos

O cearenseZé Wellington também é conhecido pela escrita de histórias em quadrinhos como “Steampunk Ladies” | Foto: Divulgação

Roteirista de HQs como “Cangaço Overdrive” e “Quem Matou João Ninguém?”, Zé conta que mesmo com o pouco tempo de divulgação do livro, já teve retornos positivos de quem o acompanha.

“É uma coisa muito comum de se ouvir essa questão das continuações, mas não tenho ideia ainda de continuar o projeto como literatura, apesar de ainda querer levá-lo para outras mídias”, ressalta o sobralense ao também lembrar que a obra traz mistura de áudio drama desde a concepção das primeiras ideias.

por Mylena Gadelha

Serviço

Livro: “Mata-mata”

Editora Draco

Autor: Zé Wellington

Ilustrações: Rafael Dantas

46 páginas

R$ 0 na loja Kindle

Fonte: Diário do Nordeste

C/ brasilcultura.com.br

PROIFES lança campanha Sem Vacina, Sala Vazia para imunização imediata dos profissionais de educação

O PROIFES-Federação lança nesta terça-feira, 19, a campanha Sem Vacina, Sala Vazia, para reforçar a Educação como prioridade nacional com a imunização imediata dos profissionais de ensino para retomada da vida escolar e das aulas presenciais. Considerando o início do processo de vacinação, a campanha propõe uma reflexão sobre a importância da retomada das aulas presenciais e da normalidade da vida escolar de maneira urgente e em condições de segurança sanitária, a partir da vacinação prioritária para os profissionais da educação.

“O debate se faz necessário em razão do papel vital que as escolas e faculdades têm na vida da comunidade, e para a manutenção da sustentabilidade social e econômica do país. Neste momento em que urge a vacinação de toda a população brasileira, é necessário que a educação seja elencada como grupo prioritário, considerando o contexto de grande contato dos e das docentes e demais profissionais da educação com grupos de alta incidência assintomática do vírus, como é o caso dos jovens”, afirmou o presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão (SINDIEDUTEC-Sindicato).

Tendo como mote a campanha pela vacinação já dos profissionais da educação, que conta com o apoio de entidades representativas do setor, parlamentares e governadores, o PROIFES reforça, com a campanha Sem Vacina Sala Vazia, um movimento crescente para a retomada da vida acadêmica e escolar de milhões de alunos e alunas brasileiros, e de suas famílias e comunidades, especialmente os mais pobres e vulneráveis, privados de condições estruturais de estudar remotamente.

“A suspensão das atividades presenciais na educação brasileira acentua as desigualdades sociais e penaliza a população mais vulnerável, privada de condições estruturais de estudar remotamente. A educação é condição indispensável para que o país construa a saída da crise e possa se desenvolver como uma nação socialmente inclusiva e geradora de riqueza e oportunidades. Vacinação já para os profissionais da educação, vacinação já para todos os brasileiros e brasileiras”, ressaltou Brandão.

Live

A Campanha Sem Vacina Sala Vazia vai publicar semanalmente cards e realizar Lives para reforçar o debate sobre vacinação e retomada dos calendários e aulas presenciais. Na próxima quarta-feira, 20, às 16h, o PROIFES realiza a primeira Live da Campanha, com o tema Educação como prioridade nacional, com participação do deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE), deda secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidente da Internacional da Educação,  Fátima Silva, da presidenta do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), Maria Luiza Sussekind, e do presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão. A mediação será feita pelo diretor de ciência e tecnologia do PROIFES, Ênio Pontes.

Acompanhe esta Live e mais notícias sobre a Campanha Sem Vacina Sala Vazia no site e redes sociais do PROIFES e sindicatos federados.

Fonte: PROIFES

1º DE FEVEREIRO - DIA NACIONAL DE LUTA!!! - FASUBRA

 Fonte: FASUBRA


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Enfermeira que recebeu primeira vacina contra Covid é atacada por bolsonaristas nas redes - " ABSURDO!" - E, V,

Com a hashtag Vachina, (vacina da China), postagens mostram a enfermeira tomando banho de mar no final do ano ao lado de amigas.

Além da imagem de Mônica na praia, Bolsonaristas negacionistas e contrários à vacina postaram vários memes tentando ridicularizar a enfermeira.

Fonte: revistaforum.com.br

Eu fiz o ENEM em 2021

Em escola em bairro de classe média em São Paulo, alunos se aglomeram na saída.

O relógio marcava 11h31 quando os portões da UNIP Pinheiros, em São Paulo, foram abertos para a realização do Enem 2020. Aproximadamente 30 alunos já estavam no local aguardando, mas poucos entraram de cara. A maioria acabou esperando do lado de fora e se viram vítimas das dezenas de contratados dos cursinhos e universidades que aproveitam a realização da prova para coletar dados.

Publicado originalmente no Brasil de Fato

Vendedores de caneta, água e barrinhas de cereais se acumulavam em frente ao prédio usando a máscara no pescoço. O corredor de entrada, com 6 fiscais, foi evitado até que o relógio se aproximasse das 13h, gerando assim uma grande aglomeração de estudantes e seus celulares. 

Os estudantes que prestaram a prova naquele local moravam perto da universidade, um bairro de classe média alta. Com pontos de ônibus e metrô próximos, a maioria esmagadora chegou de carro, acompanhada pelos pais. Conversei com Roberto, empresário e pai de uma menina de 16 anos que deseja cursar engenharia ou finanças. Sua filha, Vitória, estudou no St. Paul’s School, um dos mais caros de São Paulo, com mensalidades na casa dos 10 mil reais. 

Ele me contou que uma das dificuldades enfrentadas pela filha na hora de estudar era que alguns alunos assistiam às aulas on-line ainda na cama e só passaram a acompanhar com responsabilidade o conteúdo quando a escola pediu que as câmeras ficassem abertas. Vitória teve 90% das aulas no último ano do colégio de forma remota, o restante foi feito presencialmente. 

“Eu acho que a compreensão das matérias foi prejudicada, mas todo mundo foi prejudicado igual. A diferença é que aqueles pais que puderam complementar com informações, aqueles alunos que tiveram acesso, disposição e interesse em ampliar o que aprenderam tem mais condições de passar, de serem classificados”, acredita. 

Era 12:54 quando eu tirei a última foto e passei pelo portão. Aguardei até o fechamento e a localização da escola me explicava porque naquelas 1h30 apenas dois alunos negros entraram no prédio.

No caminho até a minha sala, filas sem distanciamento social se formavam para que os estudantes pudessem guardar seus pertences no envelope cedido pelo INEP, o instituto que organiza o Enem. 

Na minha sala o distanciamento parecia estar sendo respeitado com rigor, mas os 30 minutos de espera antes do início da prova revelaram que na verdade o espaço ocupado pelos alunos só chegava próximo do recomendado por uma decisão individual. 

Contei 36 carteiras dispostas na sala em 4 fileiras. A ficha de presença no final do dia me revelou que a sala deveria ter 38 pessoas prestando a prova mais dois fiscais. A entrega da prova foi feita por “chamada” e, com risquinhos na perna, contei 17 presentes e 21 ausentes. 

E se todos comparecessem para fazer a prova do ENEM?

As distâncias entre os assentos era de uma carteira de estudos, ou seja, menos de um metro. As ausências explicavam o espaço na sala, mas, e se todos comparecessem? 

A sala de aula tinha aproximadamente 70 m², com apenas uma porta e nenhuma janela. Dois aparelhos de ar-condicionado estavam ligados. 

A prova de 90 questões, sendo metade “Linguagens, códigos e tecnologias” e metade “Ciências humanas e suas tecnologias”, também contava com a redação. O tema deste ano foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. 

Leia mais: Enem: candidatos relatam nas redes que o distanciamento social não foi respeitado

Entre uma questão e outra, a fala do Roberto, que entrevistei antes dos portões fecharem, não saía da minha cabeça. Se ele mesmo reconhecia que alguns alunos poderiam ir melhor que a sua filha porque tiveram mais de 10% das aulas presenciais, como ele não enxerga que milhões de brasileiros sequer tiveram condição de acompanhar as aulas on-line durante a pandemia?

Nesse momento me lembro de uma reportagem que fiz no início da pandemia, que mostrava que alguns estudantes precisavam subir em caixas d’água para conseguir sinal de internet. 

De acordo a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional e Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), em 2019, 46 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet, totalizando quase 30% dos lares brasileiros. A pesquisa ainda indicava que, das que têm acesso, a cada cinco pessoas, uma afirma que só consegue acessar a internet através da rede emprestada do vizinho. 

A primeira pessoa deixou a sala às 17h30 seguida por um outro aluno. Todos os demais esperaram dar às 18h30 para que pudessem levar o caderno de questões para casa. No horário permitido, centenas de alunos deixaram ao mesmo tempo as salas de aula e se aglomeraram no portão de entrada para discutir as respostas. Acontece que a maioria dos alunos estudavam no mesmo colégio e ficaram esperando os amigos para a conferência. 

Alunos se aglomeram no final da prova para conferir respostas / Martha Raquel / Brasil de Fato

Os últimos participantes do ENEM deixaram o prédio às 19h10, logo após a assinatura da ata. Os pais começaram deixar o local com seus filhos e às 19h30 os funcionários deixaram o prédio. 

Edição: Rogério Jordão

Veja também: Crônica: Amarelo: futebol e política por Rogério de Souza.

Fonte: Jornalistas Livres

VACINA QUAE SERA TAMEN - Fonte: NAUFRAGO DA UTOPIA

 

(Por David Emanuel Coelho)

domingo, 17 de janeiro de 2021

Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos (as) e Pensionistas

A FASUBRA Sindical realiza nos próximos dias 28 e 29 de janeiro (quinta e sexta-feira) o “Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos(as) e Pensionistas”. O evento será online, por meio de plataforma virtual, com transmissão pelo Facebook e Youtube da Federação. No dia 28/1 será das 14h às 18h. Já no dia 29/1 será das 14h às 18h30 e fará parte do Fórum Social Mundial (FSM). Em breve divulgaremos a plataforma do encontro.

Entre os temas estão: saúde física e mental na pandemia; resgate histórico dos aposentados/as da FASUBRA; inclusão digital na terceira idade e direitos dos aposentados/as e aposentandos/as com as reformas do governo Bolsonaro.

A abertura contará com coordenadores e coordenadoras da Federação, entre eles, as coordenadoras de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria Tereza Fujii, Elma Dutra e Maria Thereza Silveira, organizadoras do encontro. No dia 28/1 também haverá apresentação do Coral Vozes do Cerrado do SINT-IFESgo.

No primeiro dia (28/1) estão previstas as seguintes palestras:

– Saúde mental dos aposentados e aposentadas na pandemia – Lázara Lima – psicóloga pela Universidade Federal de Goiás e doutora em Ciências da Saúde;

– Qualidade de vida na terceira idade – Julieta Fripp – médica pela Universidade Federal de Pelotas.

Fonte: FASUBRA


Justiça barra última tentativa de adiar o Enem e prova está mantida neste domingo

A última tentativa de adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por conta dos riscos em meio à alta dos casos de Covid-19 foi barrada pela Justiça de São Paulo. Em decisão proferida na noite deste sábado (16), o juiz plantonista Leonardo Henrique Soares negou um. pedido de adiamento do exame feito pela Defensoria Pública da União (DPU).

No pedido, a DPU alegou que Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estaria prevendo a lotação das salas em desacordo com o protocolo sanitário estabelecido. Esse fato, na visão do órgão, pode aumentar o risco de contágio e disseminação da Covid-19.

Segundo o defensor regional de direitos humanos da DPU em São Paulo (DRDH-SP), João Paulo de Campos Dorini, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se comprometeu a ceder salas para as provas do Enem a pedido dos organizadores, desde que a lotação dos espaços se limitasse a 40% da capacidade. Apesar da solicitação, a UFSC foi surpreendida com a distribuição dos candidatos pelos organizadores com a utilização de 80% da capacidade das salas. Ele também anexou notícias da imprensa nacional sobre o tema.

Fonte: REVISTA FÓRUM

UNE e entidades defendem prioridade da vacina para trabalhadores da educação

por Redação .

Parlamentares, governadores e prefeitos também tem se mobilizado para atender a reivindicação do setor 

A prefeitura de Salvador e o governo de Pernambuco anunciou que os trabalhadores da educação estarão incluídos nas fases prioritárias de vacinação contra a Covid-19. No Ceará o governo também tem defendido a ideia.

Em São Paulo o plano de vacinação não menciona tal prioridade e o Sindicado de Professores do Estado (Apeoesp) enviou ofício ao governo paulista e também foi ao STF junto com diversas entidades do setor educacional interceder pela inclusão em esfera nacional.

A reivindicação segue a mesma argumentação adotada no ano passado para a campanha de vacinação contra a gripe (Influenza), que considerava os professores de escolas públicas e privadas como grupo prioritário em razão do risco de contágio existente em sala de aula, local de aglomeração de pessoas.

“Com tantos reveses que a educação brasileira sofreu desde o início do governo Bolsonaro e com a pandemia o mínimo que podemos garantir é que os profissionais do setor sejam prioridade na imunização para planejarmos uma volta às aulas segura o quanto antes. Milhares de estudantes dependem disso”, destacou o presidente da UNE, Iago Montalvão.

Pressão no governo federal

Na programação do Ministério da Saúde entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) os professores de ensino básico e superior entrariam na quarta fase da campanha.

Mas os estados têm autonomia para realizar campanhas locais de imunização e a compra de vacinas, nos seus critérios independentemente do plano do governo federal.

Professores são no total 2,3 milhões, entre os 3,2 milhões de profissionais essenciais que incluem policiais, bombeiros e funcionários do sistema carcerário.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT-RN) defende a prioridade para os educadores tendo em vista sua importância para a retomada do desenvolvimento socioeconômico, científico e cultural do país.

“Os impactos causados diretamente aos profissionais e aos estudantes, em especial na educação pública no País, aprofundam as desigualdades de acesso e de permanência já existentes nas escolas e promovem enormes prejuízos à qualidade da aprendizagem, em todos os níveis e etapas”, destacou a governadora que enviou o pedido em carta ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) apresentou uma emenda a MP da Vacina para a inclusão dos profissionais da educação na primeira fase do plano. O projeto segue no Senado. Para a deputada, o retorno às aulas presenciais é urgente e a proposta é necessária para que 100% dos funcionários da educação possam voltar à linha de frente com segurança. “Se a gente entende que educação é essencial, que o direito à educação é inegociável, temos de mostrar isso com a priorização da vacina”, disse a deputada ao Estadão.

O ensino remoto tem prejudicado principalmente os estudantes mais vulneráveis: 47% dizem que têm dificuldade de seguir as aulas online e 55% dos estudantes que moram em favelas admitem a possibilidade de abandonar os estudos, segundo pesquisa feita pelo Data Favela.

Fonte: UNE

sábado, 16 de janeiro de 2021

‘Funk Brasil Entrevista’ traz conversas com DJ Malboro, Deize Tigrona e outros protagonistas do funk no Brasil

Fotos divulgação

 POR NINJA

“Funk Brasil Entrevista” é uma série de 10 entrevistas comandadas pelo DJ e músico João Brasil com grandes nomes do funk brasileiro. Idealizada e dirigida ao lado da produtora tocavideos, a série traz em sua primeira temporada conversas com personalidades como o produtor e pioneiro DJ Marlboro, o “filho” da Furacão 2000 Jonathan Costa, e outros nomes importantes como Deize Tigrona, MC Smith e Abdullah, que para muitos é o primeiro MC de funk da história. “Funk Brasil Entrevista” estará disponível a partir do dia 19 de janeiro, sempre às terças e quintas, às 19h, no canal da Mídia Ninja no YouTube – www.youtube.com/Midianinjaoficial

A ideia central da série é investigar as origens e a trajetória do funk nos últimos 30 anos, como um dos gêneros mais duradouros da música nacional, em suas mais diversas fases, através de seus hits incontestáveis e de seus grandes personagens.

Ao longo dos 10 episódios, João conversa ainda com Sabará, um dos criadores do Passinho; Padilha, do “Rap do Betinho”; Sabãozinho, o criador da batida do tamborzão; Maromba, conhecido pelas letras de humor; e MC Galo, autor do clássico “Rap da Rocinha”.

“Pensei em uma linha do tempo onde você consegue entender o início do DJ Marlboro, os personagens dos anos 1990, a revolução do tamborzão quase nos anos 2000, até chegar nos nomes de hoje”, conta João, responsável também pela pesquisa e pelo roteiro do projeto.

“Funk Brasil Entrevista” conta essa jornada pela voz de seus protagonistas. Quem conta essa história, é quem faz. E nada melhor do que ouvir os criadores de um estilo que, embora ainda muito marginalizado, é, cada vez mais, uma parte maior de um país com as mais diversas vozes. “[…] Foi um festival que a equipe Cash Box fez em 1989. E o melhor funk que falasse da Rocinha ia ganhar uma gravação na rádio e um cachê. E ali eu fiz o ‘Rap da Rocinha’, que é o hino da comunidade até hoje. E até hoje eu estou aí, vivendo do funk”, conta MC Galo, ao lembrar dos seus versos que resumem muito da história do funk: “Olêlê, olalá / A rocinha pede a paz pro baile não acabar”.

João Brasil entrevistando Deize Tigrona

Episódios:

1- DJ Marlboro – Malboro fala sobre o começo da ideia que viria se tornar o Funk Brasil, desde sua relação com Hermano Vianna, o início dos bailes, ao espaço dado pela apresentadora Xuxa ao gênero e os novos projetos para o estilo, que acabou de completar 30 anos em alta rotação.

2- Abdullah – Abdullah é, para muitos, o primeiro MC de funk. Esteve junto ao DJ Marlboro desde o início e participou da experimentação que deu origem ao álbum “Funk Brasil, Vol. 1” (1989), considerado o marco zero do gênero.

3- Deize Tigrona – Deize conta, entre assuntos como suas origens e influências, sobre como o funk a levou para a Europa como uma representante do gênero. No papo, ela fala ainda sobre acabou sendo sampleada pela cantora e rapper britânica M.I.A..

4- MC Smith – Desde cantar num bar para conseguir clientes pro dono do local até uma batida policial que o surpreendeu em sua casa, Smith conta histórias que dizem muito sobre a realidade do funk e de quem o faz.

5- MC Galo – Um dos principais MCs da primeira geração do funk dos anos 90, Galo fala de como o seu “Rap da Rocinha” virou um hino da comunidade e lhe trouxe reconhecimento.

6- Sabãozinho – Sabãozinho conta, entre outras coisas, como chegou na batida que ficou conhecida como Tamborzão e mudou a cara e o som do funk a partir dos anos 2000.

7- MC Maromba – Um dos representantes do funk com humor, Maromba fala das suas origens e de como Mamonas Assassinas e Raimundos influenciaram sua música.

8- MC Sabará – Sabará é um dos criadores do Passinho, febre que cresceu e virou parte importante do funk nos últimos anos. “Moleque Transante”, que saiu do YouTube e chegou às pistas, foi um hit do Rio Shock, grupo que ele criou com o próprio João Brasil ao lado do dançarino Safadin Dancy.

9- MC Padilha – O MC destaca como o disco “Funk Brasil, Vol. 1” o levou ao gênero e a importância de referências como Abdullah e MC Batata, como grandes nomes naquele começo. Padilha destaca ainda as letras de funk com consciência, como o “Rap do Betinho”, da dupla com MC Marcelo nos anos 90, que fala da fome, tema central da luta do sociólogo e ativista Betinho.

10- Jonathan Costa – Filho de Rômulo e Verônica Costa, Jonathan conta como cresceu dentro do universo da Furacão 2000, do começo como MC ainda criança e como seguiu na carreira depois de ser proibido de cantar pelas autoridades.

“FUNK BRASIL ENTREVISTA”
Apresentação: João Brasil
Direção: João Brasil, Fernando Neumayer e Luís Martino
Produzido por tocavideos, João Brasil e Caco de Vidro