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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sábado, 9 de outubro de 2021

CONHECA OS DIVERSOS TIPOS DE PATRIMÔNIO EXISTENTES!

 

Por:

A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 216, define o Patrimônio Cultural como o conjunto de formas de expressão, modos de criar, fazer e viver de grupos sociais. Também são assim reconhecidas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

O Patrimônio Cultural pode ser divido em quatro tipos:

I – Patrimônio Material:

Segundo o Decreto-Lei nº 25/1937, Patrimônio Material é o conjunto de bens culturais móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação é de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. Sendo assim, o Patrimônio Material pode ser dividido em: i) Bens Móveis: coleções arqueológicas; acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, fotográficos e cinematográficos; ii) Bens Imóveis: núcleos urbanos; sítios arqueológicos e paisagísticos; bens individuais. São exemplos de Patrimônio Material o Cristo Redentor, localizado na cidade do Rio de Janeiro, monumento que tornou-se um dos ícones mais conhecidos internacionalmente do Brasil

II – Patrimônio Imaterial:

A UNESCO define Patrimônio Imaterial como as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhe são associados.

Conforme o Decreto Nº 3.551/2000 e a Lei Nº 7.285/2011, eles se classificam por:

i) Saberes: ofícios e modos de fazer;

ii) Celebrações: rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social;

iii) Formas de expressão: manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas;

iv) Lugares: mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas.

São exemplos de Patrimônio Imaterial o Frevo, um ritmo musical e uma dança brasileira com origens no estado de Pernambuco, misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira, bem como o Carnaval, festa muito conhecida no Brasil e que atrai muitos visitantes em todo o território nacional.

III – Patrimônios Vivos:

São pessoas ou grupos que detenham conhecimento ou técnica necessária para a produção e preservação de aspectos da cultura popular e tradicional.

IV – Patrimônio Natural:

Os bens relativos ao meio ambiente e que podem ser classificados como culturais a partir do seu relacionamento com a sociedade. São eles as florestas, matas, lagoas, mangues, dunas, serras.

Um exemplo de Patrimônio Natural é o Complexo de áreas protegidas do Pantanal, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cujo ecossistema de água doce é um dos maiores do mundo. Sua área é ocupada por uma variedade de animais, como jaburu, macaco-prego e cachorro do mato, muito associados a identidade dos povos locais.

Os patrimônios culturais são nossas heranças do passado e constituem a identidade de um povo, assim como o que construímos hoje serão nossas memórias de amanhã.

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura: http://www.cultura.al.gov.br/

Quais são os diversos tipos de cultura?

 



Tipos de cultura

  • Cultura popular. A cultura popular é composta por características que representam uma sociedade. ...
  • Cultura brasileira. ...
  • Cultura afro-brasileira. ...
  • Cultura organizacional. ...
  • Cultura erudita. ...
  • Cultura de massa.

Fonte: Google (Matéria e imagens).

TODOS OS SÁBADOS NA AGRESTE FM - 107.5 - "PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - FIQUE LIGADO! ÁS 19H.

 

Programa do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN

TODOS OS SÁBADOS - ÁS 19H. SINTONIZE NA AGRESTE FM - 107.5

Fiquem ligados nas ondas da Rádio AGRESTE FM, 107.5 - Programa 30 minutos com cultura, uma super promoção do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN. Das 19h. ás 19:30.

Entrevistas, apresentações culturais, entre outros.

Queres mostrar seu talento, entre em contato com o CPC-RN (Eduardo Vasconcelos - (84) 99101 7222 e Cláudio Lima - (84) 99472 8011.

Uma inciativa do CPC-RN!

"O Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, foi fundado em 30 de dezembro de 2009 no SESC de Ponta Negra - Natal - RN, por dezenas de artistas." - Dia 30 de dezembro de 2021, o CPC-RN completará 12 anos de lutas, conquistas e vitórias! Eduardo Vasconcelos, presidente.

LEI ALDIR BLANC: Relatório parcial e de execução

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Está disponível para visualização o relatório parcial com as principais informações da implementação da Lei Aldir Blanc.

Aldir Blanc

Está disponível para visualização o relatório parcial com as principais informações da implementação da Lei Aldir Blanc, para acessá-lo clique aqui.

Todos os Estados, o Distrito Federal e 4.176 municípios (75% do total) tiveram seus planos de ação aprovados para o recebimento do auxílio emergencial. Foi realizado o repasse de R$ 1.499 bilhões aos Estados e ao DF e R$ 1.381 bilhões aos municípios e ao DF. Além disso, R$ 118 (cento e dezoito) milhões foram revertidos dos municípios aos seus respectivos estados por não terem solicitado o recurso ou não terem finalizado o processo de solicitação.

Até o final de 2020, os entes ainda contavam com R$ 1,4 bilhões em conta (49% do montante disponibilizado pelo Governo Federal). Diante deste cenário, o Presidente da República editou a MP 1019/2020, possibilitando aos entes, que empenharam os recursos e inscreveram em restos a pagar, em 2020, a continuidade da execução financeira no ano de 2021. Essa medida possibilitou que aproximadamente R$ 700 (setecentos) milhões fossem pagos entre janeiro e março deste ano. Atualmente há um total de R$ 774 (setecentos e setenta e quatro) milhões disponíveis nas contas da Lei Aldir Blanc.

Dentre os destaques podemos registrar que todas as metrópoles e municípios de grande porte receberam os recursos destinados por meio da Lei. Ao todo foram necessárias 11 (onze) semanas, ou seja, pouco mais de 2 (dois) meses, para finalização das mais de 4.200 (quatro mil e duzentas) transferências, fazendo com que em média a SECULT seja responsável por mais de 380 (trezentos e oitenta) transferências por dia.

Ademais, ações de controle e monitoramento ocorreram em todo o processo de execução da Lei Aldir Blanc. Órgãos de controle estavam presentes desde o início e as ferramentas disponibilizadas pelos parceiros estavam acessíveis para o monitoramento.

EXECUÇÃO DA LEI ALDIR BLANC

Estão disponíveis as relações de saldos nas contas da Lei Aldir Blanc dos estados, Distrito Federal, capitais e demais municípios brasileiros, para acessá-lo clique aqui.

No final de 2020, os entes ainda contavam com R$ 1,4 bilhões em conta. O Governo Federal editou a Medida provisória 1019/20 possibilitando a continuidade da execução financeira dos recursos empenhados, por parte dos estados e municípios. Os recursos permaneceram em execução e o último extrato das contas da Lei Aldir Blanc disponibilizada em março aponta a existência de um saldo de R$ 774 (setecentos e setenta e quatro) milhões.

Os estados e o Distrito Federal, executaram um total de 72% dos recursos disponibilizados. Dessa forma, encontra-se como saldo em conta um somatório de R$ 454 (quatrocentos e cinquenta e quatro) milhões. O estado de Goiás, até o presente momento, apresentou o menor percentual de execução, um total de 9% seguido de Mato Grosso do Sul (14%) e Paraná (15%).

Quanto às capitais, houve a execução de 83%, equivalente a R$ 47 milhões. Por outro lado, os municípios que não são capitais registraram a execução de 74,5% dos recursos da Lei.

Existem 953 (novecentos e cinquenta e três) municípios que estão com uma execução implícita abaixo de 10% do valor repassado, o que equivale a um saldo de caixa no valor de R$ 122 (cento e vinte e dois) milhões sem execução até o momento, ou ainda mantém em conta cerca de 100% do valor repassado. Destes, 41% (390 em números absolutos) são municípios de pequeno porte da região nordeste.

Todas as informações da Lei Aldir Blanc estão disponibilizadas em http://portalsnc.cultura.gov.br/auxiliocultura/

Fonte: https://www.gov.br

U2 & Patti Smith - Bad + People Have the Power Pro Shot HD

 

VIAJAR, Pouco Dinheiro a Muita Diversão…

 VIAJAR, Pouco Dinheiro a Muita Diversão…

 Por: LILIANA BORGES

Quem é que não tem uma viagem dos sonhos guardada no fundo do baú de seus desejos?
 
Vontade de conhecer algum lugar e viajar pelo mundo afora, na maioria das vezes deixamos para depois por diversos motivos: tempo, trabalho, dinheiro, filhos, seleção de prioridades…
 
Para alguns a viagem dos sonhos é conhecer um lugar especial, hospedar-se em um hotel cinco estrelas, viajar na primeira classe, ir a algum restaurante com um chefe de cozinha renomado com “Estrela Michelin”...
 
Entretanto a maioria dos mortais viajar é ter a perspectiva de conhecer apenas um lugar que se divirta e caiba no seu bolso, seja ele onde for, pois sonhar e fazer acontecer são possibilidades possíveis com pouco dinheiro. Há inúmeras alternativas que podemos escolher e organizar uma viagem mais barata.
 
Primeiramente poderemos comprar passagens aéreas por milhas, ou seja, acumular pontos no cartão de crédito, onde poderemos pagar tudo que for possível com ele, assim, escolheremos a companhia de aviação para transformar em um agradável bilhete de viagem.
 
Quanto à hospedagem, há diversas opções de estadia bem mais em conta como o “Alojamento Local - AL”. Estes são casas, apartamentos, estabelecimento de hospedagem (hostel) e quartos em residências. A exemplo se alugarmos um apartamento por um mês sairá bem mais barato que se hospedarmos em um hotel pelo mesmo período, e ainda, poderemos dividir o espaço e o valor com amigos e familiares e, principalmente, é uma experiência ímpar viver o cotidiano da região. 
 
Cabe ressaltar que cada unidade deste tipo de hospedaria é submetida aos critérios estabelecidos pela legislação para o registro como AL e, ainda, poderemos verificar sua pontuação quanto à satisfação das pessoas que utilizaram seus serviços nos sites específicos como “Booking.com”, “Trivago”, “Airbnb”, “Tripadvisor”, entre muitos outros…
 
Uma dica interessante para fazer um roteiro é escolher poucas localidades e permanecer mais tempo, pois assim poderemos curtir mais o local e conhecer melhor. Muitas vezes ficamos ansiosos para visitar muitas cidades e organizamos um itinerário que uma verdadeira maratona, e daí apenas visitamos onde tiramos muitas fotografias, mas não conhecemos na sua essência. Ademais devemos levar em conta a distância de cada local selecionado, pois poderemos perder nosso precioso tempo em aeroportos e estações em geral. 
 
Alimentação é um item relevante e vale observar alguns critérios. Curiosamente aqui na Europa as pessoas curtem fazer refeições nos parques, a beira dos rios, praças e não são nominados com a forma pejorativa de “farofeiros”.  Há inúmeros mercadinhos e frutarias por todos os lados e a maioria vende refeições práticas e prontas como saladas completas, inclusos até os talheres descartáveis.
 
Pois bem, aqui é completamente natural, além de ser uma maravilhosa aventura. É uma forma diferente de curtir o momento e com certeza será uma boa experiência. Que tal almoçar uma deliciosa saladinha complementada com um bom vinho que é bem barato por aqui e, melhores companhias ao ar livre harmonicamente com a natureza?
A escolha dos restaurantes é sempre bom priorizar os que oferecem comidas regionais para ter o prazer de conhecer a culinária local, uma boa é apreciar a especialidade da casa, pois normalmente será o que tem de melhor no estabelecimento, como também, o “Menu do Dia” que comumente tem um preço justo e é composto por entrada, prato principal, sobremesa e muitos até a bebida e o cafezinho.
 
Entretanto, se escolhermos fazer apenas uma das refeições mais reforçada é bem interessante ser mais no final do dia, nominada popularmente “almojanta”, significa que é o almoço e jantar ao mesmo tempo, pois durante o dia começaremos pelo café da manhã mais consistente, e ao longo do passeio faremos lanchinhos e ao final saborearemos uma bela e completa refeição que vem a calhar que já estaremos exaustos e somente após nos resta seguir para nosso descanso…
 
Quanto ao meio de transporte é possível também diminuir as despesas da excursão com metrôs, ônibus, bondes e barcos. O turista poderá adquirir um bilhete com validade por 24 ou 72 horas que custa em torno de 6 e 13 euros, respectivamente, mais 0,50 centavos do cartão, sendo possível entrar e sair do veículo na estação que quiser durante o período, como também, escolher qualquer meio de transporte público pelo preço único.
 
Nos grandes centros há mais uma maravilha, os “Tuktuks” que nos transportam a cantos e recantos deslumbrantes com o condutor e guia ao mesmo tempo contando a história da localidade. Eles comportam geralmente 6 passageiros com o valor médio total por passeio de 70 euros. É uma forma graciosa e interessante de conhecer o lugar e além do mais é um bálsamo para nossos pés e pernas cansadas…
 
Todavia existem patinetes (trotinetes) elétricos para alugar e percorrer as ruas de forma divertida que é necessário baixar um aplicativo no celular (telemóvel) a exemplo de “Bolt: Viagens e Trotinetes” e fazer um cadastro incluindo a forma de pagamento, como também, em muitos lugares dispõem de bicicletas para o mesmo fim e alguns sítios são gratuitas.
 
Não poderia deixar de mencionar as jardineiras que são ónibus turísticos abertos e disponibilizam áudios individualizados onde descreve cada local, possibilitando o passageiro descer nas paradas estabelecidas e posteriormente seguir em outro com o mesmo bilhete. O valor por pessoa é em torno de 26 euros (24h) e 30 euros (48h).
 
E os museus, bom lembrar que é uma bela porção da história contada de forma agradável ao vivo e a cores, onde faremos uma curiosa viagem no tempo e retornaremos ao nosso mundo na mesma velocidade, pois disponibilizam alternativas guiadas por valores acessíveis.
 
 Há sempre meios para organizamos boas viagens que cabem na nossa carteira. Simplesmente basta ter vontade e agir. Serão maravilhosas recordações que levaremos por toda a vida. É simplesmente espetacular…
 
Viajem sempre que possível, façam acontecer…

Fonte: Potiguar Notícias

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Ossos e restos de peixe sendo disputados pelo povo escancaram miséria no país

As cenas revoltantes de famílias brasileiras disputando restos de alimentos que, no passado recente, eram doados para cachorros, como ossos de carne bovina, ou comprando restos de peixe, correram o mundo e expuseram um governo que não conseguiu sequer manter a exitosa política de erradicação da pobreza extrema implementada pelo ex-presidente Lula.  


Mostraram também a ganância e desumanidade de parte do empresariado brasileiro que, de olho na demanda que cresceu por causa da miséria, resolveu explorar o povo. Um supermercado de Belém, no Pará, está vendendo restos de peixe (vísceras, espinhas e cabeças) a R$ 3,90 o quilo. Em Florianópolis, ao invés de doar ossos, como ocorre no Rio de Janeiro e em Cuiabá, um açougue começou a vender. Denunciado nas redes sociais e pressionado pelo Procon acabou voltando atrás. 


No Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) ignora o drama do povo mais pobre do país, jamais fala da fome. Enquanto a maioria da população vê seu poder compra se esvair com a disparada da inflação, se endivida, sofre com o desemprego e os baixos salários, o governo continua adotando medidas que prejudicam ainda mais o orçamento das famílias. 


Entre elas, permitir os sucessivos aumentos de combustíveis, aumentar os preços da conta de luz e acabar com os estoques públicos de alimentos - em uma década, esses estoques tiveram uma redução de 96% na média anual. Com isso, os preços dos produtos ficam à mercê da oferta e da procura do mercado e da oscilação no valor do dólar, sem interferência do Estado. É a tal política do Estado mínimo defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que nada sabe sobre as necessidades do povo mais pobre do país e da classe trabalhadora. 


Com exceção à elite brasileira e figuras como Guedes, que a cada dia que o dólar aumenta, engorda um pouco mais suas contas em paraísos fiscais, a situação não está fácil para ninguém. O povo brasileiro, que não tem dinheiro em offshores, nem dinheiro em lugar nenhum, amarga um sofrimento não visto nem nos piores momentos de recessão do país.  


“Há uma carestia que não se via há muito tempo. É um momento duro, que comprova que esse governo não tem a menor condição de continuar”, diz o vice-presidente da CUT, Vagner Freitas. 


“O Brasil está numa situação complicada, difícil, com preços exorbitantes de tudo - da gasolina, do diesel, dos alimentos. O gás de cozinha é caríssimo, as pessoas não têm condição de comprar e acabam cozinhando com álcool, se queimando – isso, quando conseguem comprar o arroz e o feijão, que também estão caros”, diz Vagner. 


“Os que recorrem a ossos de carne bovina vísceras e carcaças de peixe estão completamente desesperados, sem auxílio, sem apoio do estado, sem esperança nesse governo da morte, do descaso com o povo”, acrescenta o dirigente. 


A CUT sempre alertou que o resultado da receita neoliberal adotada pela dupla Bolsonaro/Guedes, que não leva nem nunca levou à sobrevivência digna de famílias mais pobres nem trata o povo como prioridade, seria o aumento da pobreza no país, lembra Vagner. 


E dados do Cadastro Único do próprio governo federal revelam que dois milhões de famílias passaram à condição de extrema pobreza durante o governo Bolsonaro. Atualmente são 14,7 milhões de pessoas que não tem o comer. 


A causa dessa tragédia não é apenas uma pretensa incompetência de Bolsonaro e Guedes na política econômica. O caso é mais grave já que a atuação, característica de modelos neoliberais de governo é pensada de forma a excluir a população brasileira, em especial a de baixa renda, das prioridades. Nesse contexto, quem leva vantagem é o mercado e o agronegócio. 


A avaliação é do economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) Francisco Menezes. Ele também é ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). 


O Brasil não tem hoje uma política nacional de abastecimento de alimentos e isso expõe o país a uma cruel variação de preços. “Antes tínhamos intervenção do Estado que adquiria parte da produção para manter um estoque regulador”, explica. 


Desta forma se faltava um produto, como o arroz ou feijão, no mercado, o governo vendia sua produção para equilibrar os preços. “O que se viu neste governo foi um esgotamento desses estoques”, diz o economista. 


O resultado é que com o dólar alto, o agronegócio vê mais vantagem em vender o que se produz no Brasil para o exterior. Com escassez aqui, preços ficam mais altos. E quem paga por isso é povo brasileiro.   

Outro fator apontado por Menezes diz respeito às variações climáticas. “Não há uma política preventiva do Estado e o país fica exposto às instabilidades que, por causa das mudanças climáticas mundiais, serão cada vez maiores”, diz Francisco Menezes. 


O economista e pesquisador adverte para o papel fundamental do Estado como indutor de uma regulação no mercado para que o povo brasileiro não pague pelo lucro da elite econômica. 


Combustíveis 


A CUT vem denunciando desde o governo ilegítimo de Michel Temer (MDB) a Política de Paridade Internacional (PPI) dos preços dos combustíveis, que acompanha a variação do dólar. 


Economistas alertam que a cada vez que Bolsonaro coloca pólvora na fogueira da crise política brasileira, demonstrando risco de uma ruptura democrática, o mercado reage mal e o dólar sobe. Assim os preços dos combustíveis também sobem e, claro, isso se reflete em toda a economia. Ou seja, sobe o preço do diesel, encarece o transporte, que é rodoviário, e o custo é repassado aos preços finais dos alimentos. 


Mas o governo poderia adotar medidas urgentes, como pedem a CUT, demais centrais e o movimento popular e especialistas como Francisco Menezes. 


Além de voltar a manter estoques reguladores e mudar a política de preços da Petrobras, Menezes aponta a volta do auxílio emergencial de R$ 600,00 e uma política de geração de emprego e renda. 


Tragédia social grave 


Essa realidade tem sido denunciada por imagens que chocam a sociedade, como as imagens de pessoas disputando ossos no Rio de Janeiro e em Cuiabá, mas não abalam os principais responsáveis por essa tragédia. Sem contar com o número crescente de pessoas em situação de rua, que perderam sua moradia por causa da crise econômica e mergulharam na miséria, a fila da fome tem aumentado. Hoje o Brasil tem cerca de 20 milhões de brasileiros sem condição de fazer refeições diárias. 


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação dos combustíveis em 12 meses chega a 41,33%. Em agosto, o governo instituiu a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. Já em setembro, passou a valer a bandeira tarifária de “Escassez Hídrica”, que acrescenta R$ 14,20 para os mesmos 100 kWh. 


Não há saída com Bolsonaro 


Quem viveu os anos 1980 e 1990 sabe o que foi enfrentar situação semelhante. Em 1984, o movimento Diretas Já! ocupava as ruas pela redemocratização do Brasil – era o fim da ditadura militar – e uma das bandeiras principais era “contra a carestia”. A inflação naquele ano chegou a 223%. 


“Nas Diretas, Já!, a carestia foi principal motivo de manifestação e agora, no ‘Fora, Bolsonaro’, é de novo”, diz Vagner Freitas. 


Assim como em 1984, as recentes manifestações que exigem o impeachment do presidente levaram as ruas, desde maio deste ano, milhões de brasileiros em protestos contra os ataques à democracia e contra as políticas econômica e sanitária de Bolsonaro. 


O vice-presidente da CUT reforça que as mobilizações devem continuar para derrotar o governo, “único meio de salvar o Brasil”.

 

“Fizemos um grande ato no dia 2 com essa pauta e agora nos preparamos no dia 15 de novembro em maiores proporções”, diz o dirigente. 


“A principal bandeira é ‘contra a carestia’, para termos o direito de ter comida no prato, gasolina no tanque e não precisar fazer fila para pegar osso em açougue”, conclui Vagner Freitas. 


O nome da crise é Bolsonaro e temos que tirá-lo do poder- Vagner Freitas 

 
Lucrando com a miséria 


A falta de empatia e a ganância de alguns empresários tem gerado revolta nos brasileiros. Uma imagem de um açougue de Florianópolis, divulgada pelo G1 mostra que alí, os ossos são vendidos e não doados, como começou a acontecer meses antes em várias cidades como Cuiabá e Rio de Janeiro, onde até crianças pobres se amontavam para tentar ‘catar’ restos de carne. 


De acordo com a reportagem, o proprietário do estabelecimento afirma que os ossos sempre foram vendidos e que quando há alguém necessitado, ele ainda faz doação. 


Enquanto trabalhadores enfrentam situações de descaso e cerceamento da dignidade humana, entidades discutem o lucro. 


A Associação dos Frigoríficos Independentes de Santa Catarina (Afisc) defendeu que açougues e mercados vendam o osso de boi.

 

Para a Afisc, essa é uma prática usual, por isso se posicionou contrária a uma nota técnica do Procon de Santa Catarina e da Associação Catarinense de Supermercados recomendando que os ossos sejam doados. 


Outros produtos de qualidade duvidável também entraram nesse “cardápio”. Recentemente produtos de segunda linha, geralmente destinados à alimentação animal passaram a ser vendidos para o público em geral como o arroz quebrado e o feijão bandinha. 


Saúde 


O impacto na saúde dos brasileiros vai além da fome. Aqueles que conseguem comer acabam dando preferência para produtos mais baratos, pobres em nutrientes. Nossa reportagem flagrou dias atrás uma trabalhadora de serviços de limpeza em São Paulo que, por falta de recursos teria naquele dia como almoço um pacote de salgadinhos. 

  

Edição: Marize Muniz 


Fonte: CUT NACIONAL