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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

VIOLÊNCIA X EDUCAÇÃO - Por MONICA CAVALCANTE

 

 POR MONICA CAVALCANTE

A violência não sofre censura. A educação é perigosa.

A violência é a ordem do dia, a pauta principal. A educação é um apelo, um ato de coragem e disposição.

A violência é a manchete. A educação é o apêndice.

A violência é uma política de investimento. A educação sofre cortes.

Para a violência criam-se leis, executam-se orçamentos, investem-se em compras e aquisições de equipamentos e armas. Para a educação, livros são proibidos.

A violência também é ofício. A educação é doutrina.

...

A violência não deveria caber na métrica da poesia, mas cabe...

A violência não poderia estar tão presente em nossos dias, mas está...

A violência não parece combinar com a covardia, mas é...

A violência não é uma questão de poder, mas de impotência...

Termino com PERFEIÇÃO (https://g.co/kgs/EeNVUQ)

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição

EMPODERE OUTRAS MULHERES! PASSE ADIANTE E COMPARTILHE ESSE E OUTROS TEXTOS!

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

Informalidade e emprego sem carteira batem recorde, segundo o IBGE - Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

 

Imagem:  ROBERTO PARIZOTTI (SAPÃO)

Com aumento da informalidade e de emprego sem carteira assinada, ou seja, sem direitos, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1% no trimestre móvel de maio a julho de 2022 e atinge 9,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, segundo dados da da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A taxa de desemprego é a menor da série histórica desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando também foi de 9,1%. A população ocupada chegando a 98,7 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica da pesquisa, em 2012.

O crescimento do emprego, porém, revela um exército de trabalhadores com ocupação precária, sem direitos trabalhistas garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias, descanso semanal remunerado, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

São considerados informais os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares.

. Segundo o IBGE, o número de trabalhadores informais bateu outro recorde e ficou em 39,3 milhões (39,8% da população ocupada). No trimestre maio a julho, mais 559 mil trabalhadores foram obrigados e recorrer a informalidade para ter alguma renda.  

. O número de empregados sem carteira assinada também bateu recorde. São 13,1 milhões de trabalhadores, o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre, mais 601 mil trabalhadores foram contratados sem direitos.

. 25,9 milhões estavam trabalhando por conta própria no trimestre, 326 mil pessoas a mais em relação ao trimestre anterior.

. a população desalentada, pessoas que desistiram de procurar trabalho depois de muito tentar e não conseguir caiu para 4,2 milhões.

. o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada subiu para 35,8 milhões.

. O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 57%, queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril.

. O contingente de pessoas ocupadas foi de 98,7 milhões, um recorde na série histórica, iniciada em 2012, lembrando que o IBGE considera ocupação até um bico que a pessoa está fazendo no dia em que é entrevistada.


Fonte: CUT NACIONAL

Humor na urna: nomes de duplo sentido, animal com fama de brega e carona nas celebridades

Após o registro das candidaturas e com o início da propaganda, o eleitor vai esbarrar com alguns nomes não muito comuns. Ao escolherem sua identificação na urna, alguns candidatos optam por nomes ousados e inusitados: de animais, plantas, frutas, comidas, nomes que pegam carona nas celebridades. Tem de tudo.  

Para o publicitário João Maria Medeiros, a estratégia de utilizar nomes exóticos amplia o clima folclórico sobreas as eleições. “Não ajuda em nada”, resume.

Apesar de ser uma estratégia comum, a lei proíbe que o nome seja  “ridículo ou irreverente”.  No entanto, para atrair a atenção do eleitor, candidatos identificam-se pelo nome mais conhecido pelo povo ou até pelos fãs, como é o caso de Cachorrão do Brega (PMB), que viralizou nas redes sociais e virou meme após sua versão da música “Boate Azul”.

“Ele só ganhou essa notoriedade, pelas redes sociais, exatamente por esse exotismo”, avalia João Maria Medeiros. “Não vejo isso como um caminho para que o cara conquiste um espaço importante, como uma cadeira no Legislativo ou mesmo até no Executivo”, acrescentou.

Para Medeiros, o eleitor, apesar de votar em nomes, tem um olhar para além desse aspecto de humor, de folclore em torno do nome do candidato. “Dificilmente esse candidatos conseguem êxito”, reforça.

Uma rápida pesquisa de candidaturas no Nordeste mostra esse lado exótico da eleição. Se tem cachorrão (o do Brega) concorrendo no RN, tem “Preá”, na Paraíba, de onde vem também “O demolidor da corrupção”.

No Maranhão, terra do reggae, a aposta é em outro ritmo. Pelo menos para a “Japa do Arrocha”. Mas assim como no RN, por lá também tem candidato com orgulho de entrar na eleição sem recursos. O “Liso” potiguar tem seu equivalente em terras maranhenses: ‘U’’ Liso”.

A julgar pelo nome, há quem aparentemente entra nessa eleição sem muita esperança de um resultado positivo. É o caso do candidato “Sifu Marcelo Ramos”, de Sergipe. Também de terras sergipanas vem o exemplo de alguém cujo nome de urna pode ter uma série de significados, caso da “Juju Estourada”.

Outro personagem curioso é a “Lady Day”, uma sergipana que trocou o “i” da Princesa Diana para pegar carona na celebridade da Lady Di inglesa e concorrer a uma vaga de deputada estadual pelo MDB no Rio Grande do Norte. A lista no RN continua com “Pintinho Amarelinho”, “Sorriso dos Teclados”, “Caju Frete” e uma inusitada “Preta Opressora”.

A Bahia também contribui para esse cenário com nomes como “Atleta Canela de Aço”, “Pirata Neles”’ e “Tucunaré”.  E já que o assunto é folclore, no Ceará, o pássaro “Cancão” é um dos candidatos. A contribuição do Piauí vem com nomes como “Chico Pança”, “Kátia Picolé” e “Quem Quem”.

Macaco Tião

É engraçado e por vezes bizarro, mas o desejo de engajar o eleitor em um protesto bem humorado a partir de uma referência conhecida é antigo. Em 1988, Macaco Tião, o chimpanzé mais famoso do zoológico no Rio, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro.

A candidatura do animal foi lançada pela revista Casseta Popular como uma brincadeira, mas também um ato de protesto e insatisfação contra as opções políticas da época. Macaco Tião teve 400 mil votos e se a disputa fosse verdadeira, teria ficado em terceiro lugar.

Pior que tá não fica

Em nível nacional, a mais famosa candidatura que se aproveitou da fama conquistada através do humor foi a de Tiririca. No dia 3 de outubro de 2010, Francisco Everardo “Tiririca” Oliveira Silva tornou-se o deputado federal mais votado do Brasil das eleições daquele ano, eleito por São Paulo com 1.348.295 votos.  Tinha como slogan de campanha “Vote Tiririca. Pior que tá não fica”.

Em 2014, foi reeleito com cerca de 300 mil votos a menos que na eleição anterior.  Em 2022, chegou a anunciar que desistiria de tentar a reeleição, depois de perder o número com o qual foi eleito duas vezes para Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Não cumpriu a promessa. Candidato à reeleição, segue apostando na irreverência e mensagens de duplo sentido nas redes sociais.

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

CIÊNCIA & TECNOLOGIA e EDUCAÇÃO LIDERAM BLOQUEIO ORÇAMENTÁRIO! - "2022 NELLES! - REFLEXÃO!" - CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

 




Imagens: PROIFES

Fonte: PROIFES

Para que serve a Lei de Cotas e por que está em revisão?

 

A Lei de Cotas garante que 50% das vagas dos institutos e universidades federais sejam reservadas para estudantes de escolas públicas e pela legislação, já chegou o seu prazo de revisão.

LEI DE COTAS: O QUE É?

Certamente você já ouviu falar no termo “cotas”, este assunto costuma gerar bastante discussão entre aqueles que possuem argumentos contra e a favor. A Lei de Cotas foi sancionada no dia 29 de agosto de 2012, com base nas experiências de universidades que já atuavam com este tipo de ação afirmativa. Como, por exemplo, a Universidade de Brasília (UnB), que já em 2004 implementava uma reserva de vagas para estudantes negros. 

O movimento de implementação da cotas estava crescendo até o ano de 2012, quando 70, das 96 universidades estaduais, já contavam com programas de inclusão em seus processos seletivos. Então, coube à lei, criar um padrão para a sua implementação e ampliar o seu alcance. 

Com a lei 12.711, ficou estabelecido que 50% das vagas dos institutos e universidades federais deveriam ser reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Desta porcentagem de vagas, os perfis são divididos assim: 

– Metade deve ter renda familiar de até 1,5 salário mínimo;

– Pretos, indígenas, pardos e PCDs devem ter um número de vagas disponível de acordo com as parcelas que ocupam na população do Estado. 

O QUE MUDOU COM A LEI DE COTAS? 

A implementação do programa de inclusão em todas as universidades e institutos brasileiros foi gradual, mas entre 2012 e 2016, 50% das instituições já contavam com vagas reservadas para a ação afirmativa. Com isso, as salas de aula foram transformadas e a participação dos grupos beneficiários da Lei de Cotas no Ensino Técnico e Superior aumentou. 

Segundo dados do Censo de Educação Superior e do Exame Nacional do Ensino Médio, a participação de pretos, pardos e indígenas saltou de 27,7% para 38,4%. O que também pôde ser observado entre ex-alunos de escolas públicas e ex-alunos de baixa renda. 

MAS, ENTÃO, POR QUE REVISAR A LEI DE COTAS?

Argumentos que afirmam que as cotas reforçam o preconceito, prejudicam o nível acadêmico das instituições de ensino e ferem o princípio da igualdade da legislação são muito comuns. 

Esses são alguns dos pontos das pessoas contra a lei de cotas, como o presidente Bolsonaro, que já a caracterizou como “equivocada”. Mas, os dados não negam, o Brasil é um país de extrema segregação social e racial. 

A Lei de Cotas foi aprovada e sancionada em 2012, tendo o seu texto previsto uma revisão até 29 de agosto de 2022 para que fosse observada a sua atuação até então. Com isso, torna-se possível apontar, por exemplo, a necessidade de ampliação da política pública. 

Contudo, caso o prazo estabelecido seja perdido, isso não significa que a lei simplesmente deixará de existir. Trabalha-se, então, com três possibilidades: 

·        A lei não ser revisada agora e portanto, ela não deixar de existir; 

·        O prazo de revisão da lei ser prorrogado, ficando na responsabilidade do próximo governo e Congresso a serem eleitos em outubro; 

·        A discussão e revisão da lei acontecerem agora em agosto e, a partir disso, acontecerem mudanças na lei, que podem ser maiores restrições, inclusão de novos mecanismos, entre outras. 

Com a Lei de Cotas, não só as salas de aula foram transformadas, mas também a vida de muitos estudantes brasileiros que viviam às margens da sociedade. 

A UBES luta diariamente para que todos tenham acesso à educação, possam fazer faculdade e ingressar nos Institutos Federais, que vêm sendo constantemente ameaçados pelo (des)governo atual. 

Por isso, apoiamos a revisão da lei, de modo que seu alcance possa ser ampliado e que haja maior fiscalização de esquemas de fraudes, que acabam prejudicando o acesso dessa parcela marginalizada pela nossa sociedade. 

Fonte: UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)

CNN inicia nesta segunda série de entrevistas com candidatos à presidência - " DE OLHO NAS PROPOSTAS " - CPC-RN

 Foto: Reprodução

Começa na segunda-feira (29) a Supersemana de Eleições na CNN. Até a próxima sexta (2), serão entrevistados seis candidatos à Presidência. O WW terá formato e horários especiais: o “WW Especial: Presidenciáveis”, irá ao ar às 20h.

William Waack conversa com os candidatos que estão à frente nas intenções de voto, segundo o agregador CNN Locomotiva (plataforma que apresenta as tendências de voto para candidatos à presidência da República).

Em função do “WW Especial: Presidenciáveis”, a CNN terá novidades no Prime Time, que também terá um formato especial, com o quadro Arena Eleições. Sob o comando de Márcio Gomes, nossos analistas irão debater e aprofundar a agenda do dia. O programa ainda terá o reforço de Felipe Moura Brasil.

O quadro CNN Arena Eleições também estará dentro do CNN Novo Dia, a partir de 30/08, terça-feira.

Durante a próxima semana, Daniela Lima e o time do CNN 360 ainda vão ouvir os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, na terceira rodada de entrevistas da CNN com os candidatos aos governos estaduais.

Devido às alterações na grade, o Expresso CNN não será exibido na próxima semana e volta ao ar, no dia 05/09.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Cidadania negra e antirracismo: mostra conta história da resistência negra em SP - Portal BRASIL CULTURA

Exposição no Memorial da Resistência de São Paulo traz mais de um século de história da luta da por direitos humanos e resistência da população negra.

Um panorama histórico de mais de um século de lutas por direitos da população negra no estado de São Paulo: é a proposta da exposição “Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência”, no Memorial da Resistência da capital paulista. Inaugurada em junho, a exibição gratuita segue em cartaz até maio de 2023.

São mais de 450 itens em exposição, entre fotos, cartazes e documentos. A exposição conta com a presença de obras dos fotógrafos Jesus Carlos, Mariana Ser, Monica Cardim e Tiago Alexandre e com a participação dos artistas Bruno Baptistelli, Geraldo Filme, João Pinheiro, Moisés Patrício, No Martins, Renata Felinto, Sidney Amaral, Soberana Ziza e Wagner Celestino.

Foto: Isabella Matheus

A curadoria feita pelo oociólogo e escritor Mário Augusto Medeiros da Silva, com apoio da pesquisa documental feita pela historiadora, Pâmela de Almeida Resende, e pela pesquisadora do Memorial da Resistência, Carolina Junqueira Faustini, é baseada nos trabalhos realizados por ele sobre às lutas lideradas pela população negra brasileira, que constitui, desde suas origens, uma das principais forças contestadoras da repressão e da violação de direitos humanos cometidas na história do nosso país.

Estrutura da exposição

As experiências coletivas no estado são abordadas em oito eixos: Territórios negros e memórias em disputa: a persistência no espaço; Associativismo, clubes, entidades e irmandades: A Força do Coletivo; Imprensa Negra Paulista e Circulação das ideias: A Comunicação como Meio de Luta; Literatura Negra: O Direito à Imaginação; Espaços de sociabilidade e resistência: as ruas, os salões e os palcos como lugares de direitos; Repressão, Vigilância e Resistência, 1930-1980; Redemocratização e Nova República: A Democracia é uma luta negra e Enfrentando a tripla opressão – O século XXI é negro, feminino e nosso.

Painel Fio da Memória. Soberana Ziza

Ainda na área externa, o público é recebido por um painel com mais de 20 metros de largura e quase 5 de largura, feito pela multiartista e grafiteira Soberana Ziza. Batizado de “Fio da Memória” foi um trabalho inspirado na força das palavras das mulheres negras.

Dentro do espaço de mais de 600 metros quadrados, os eixos estabelecidos vão desde o período colonial, passando pelos grêmios recreativos e clubes de lazer; pela imprensa negra que já existia antes mesmo da Abolição; assim como a literatura com destaque para Carolina Maria de Jesus, Lino Guedes e Oswaldo de Camargo; as expressões artísticas retratadas nos grupos e escolas de samba; teatro folclórico, bailes Black e Hip Hop.

A repressão tem papel de destaque, reunindo documentos de vigilância do Departamento de Ordem Política e Social (Deops) – que funcionava no mesmo prédio onde hoje fica o Memorial – e mostra as perseguições às práticas religiosas de matrizes africanas e afro-brasileiras por meio da Delegacia de Costumes e testemunhos do Acervo do Memorial.

Manifestações mais recentes, o Movimento Negro Unificado e a Coalizão Negra por Direitos, também são retratados, bem como o feminismo negro e a presença de intelectuais negras nacionais e internacionais em debates e publicações.

“Não basta não ser racista: é necessário ser antirracista. Conheçamos um pouco da história da vida negra de São Paulo e suas lutas, vitórias, alegrias e dores. O presente e o futuro exigem muito dessa coragem de todas e todos nós”, afirmou o curador Mário Medeiros.

Foto: Isabella Matheus

“Entendemos que é urgente nos indagarmos enquanto cidadãos sobre a nossa responsabilidade na perpetuação do racismo e como podemos nos engajar na luta antirracista para construir uma sociedade verdadeiramente democrática. Esta exposição é um convite para seguirmos os fios tecidos por mulheres e homens negros em torno de suas memórias e fabulações por um futuro”, complementou coordenadora do Memorial, Ana Pato.

A mostra foi criada em colaboração com organizações e coletivos convidados, como a Coalização Negra por Direitos, a revista O Menelick 2º Ato, as Capulanas Cia de Arte Negra e o Ilú Obá de Min, em parceria com os arquivos e acervos de cultura negra no AEL – Unicamp, no Arquivo Público do Estado de São Paulo, no Museu da Imagem e do Som, na Pinacoteca do Estado, no Memorial da Resistência e no Condephaat.

Esta exposição é um convite para seguirmos os fios tecidos por mulheres e homens negros em torno de suas memórias e fabulações por um futuro.

SERVIÇO

Exposição: Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência
Quando: em cartaz até 08 de maio de 2023
Onde: Memorial da Resistência de São Paulo – Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia
Horário: quarta a segunda, das 10h às 18h (fecha às terças)
Faixa etária: Livre
Entrada: Gratuita

Os ingressos do Memorial estão disponíveisaqui e na bilheteria do prédio.

domingo, 28 de agosto de 2022

Para que serve a Lei de Cotas e por que está em revisão?

 

A Lei de Cotas garante que 50% das vagas dos institutos e universidades federais sejam reservadas para estudantes de escolas públicas e pela legislação, já chegou o seu prazo de revisão.

LEI DE COTAS: O QUE É?

Certamente você já ouviu falar no termo “cotas”, este assunto costuma gerar bastante discussão entre aqueles que possuem argumentos contra e a favor. A Lei de Cotas foi sancionada no dia 29 de agosto de 2012, com base nas experiências de universidades que já atuavam com este tipo de ação afirmativa. Como, por exemplo, a Universidade de Brasília (UnB), que já em 2004 implementava uma reserva de vagas para estudantes negros. 

O movimento de implementação da cotas estava crescendo até o ano de 2012, quando 70, das 96 universidades estaduais, já contavam com programas de inclusão em seus processos seletivos. Então, coube à lei, criar um padrão para a sua implementação e ampliar o seu alcance. 

Com a lei 12.711, ficou estabelecido que 50% das vagas dos institutos e universidades federais deveriam ser reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Desta porcentagem de vagas, os perfis são divididos assim: 

– Metade deve ter renda familiar de até 1,5 salário mínimo;

– Pretos, indígenas, pardos e PCDs devem ter um número de vagas disponível de acordo com as parcelas que ocupam na população do Estado. 

O QUE MUDOU COM A LEI DE COTAS? 

A implementação do programa de inclusão em todas as universidades e institutos brasileiros foi gradual, mas entre 2012 e 2016, 50% das instituições já contavam com vagas reservadas para a ação afirmativa. Com isso, as salas de aula foram transformadas e a participação dos grupos beneficiários da Lei de Cotas no Ensino Técnico e Superior aumentou. 

Segundo dados do Censo de Educação Superior e do Exame Nacional do Ensino Médio, a participação de pretos, pardos e indígenas saltou de 27,7% para 38,4%. O que também pôde ser observado entre ex-alunos de escolas públicas e ex-alunos de baixa renda. 

MAS, ENTÃO, POR QUE REVISAR A LEI DE COTAS?

Argumentos que afirmam que as cotas reforçam o preconceito, prejudicam o nível acadêmico das instituições de ensino e ferem o princípio da igualdade da legislação são muito comuns. 

Esses são alguns dos pontos das pessoas contra a lei de cotas, como o presidente Bolsonaro, que já a caracterizou como “equivocada”. Mas, os dados não negam, o Brasil é um país de extrema segregação social e racial. 

A Lei de Cotas foi aprovada e sancionada em 2012, tendo o seu texto previsto uma revisão até 29 de agosto de 2022 para que fosse observada a sua atuação até então. Com isso, torna-se possível apontar, por exemplo, a necessidade de ampliação da política pública. 

Contudo, caso o prazo estabelecido seja perdido, isso não significa que a lei simplesmente deixará de existir. Trabalha-se, então, com três possibilidades: 

·        A lei não ser revisada agora e portanto, ela não deixar de existir; 

·        O prazo de revisão da lei ser prorrogado, ficando na responsabilidade do próximo governo e Congresso a serem eleitos em outubro; 

·        A discussão e revisão da lei acontecerem agora em agosto e, a partir disso, acontecerem mudanças na lei, que podem ser maiores restrições, inclusão de novos mecanismos, entre outras. 

Com a Lei de Cotas, não só as salas de aula foram transformadas, mas também a vida de muitos estudantes brasileiros que viviam às margens da sociedade. 

A UBES luta diariamente para que todos tenham acesso à educação, possam fazer faculdade e ingressar nos Institutos Federais, que vêm sendo constantemente ameaçados pelo (des)governo atual. 

Por isso, apoiamos a revisão da lei, de modo que seu alcance possa ser ampliado e que haja maior fiscalização de esquemas de fraudes, que acabam prejudicando o acesso dessa parcela marginalizada pela nossa sociedade. 

Fonte: UBES

Terras da Polônia de Ulisses Iarochinski

O Estado polaco ao longo de sua atribulada história teve territórios de várias extensões e formatos diferentes. Suas terras foram invadidas, ocupadas, doadas, distribuídas, redistribuídas, recuperadas, reconquistadas e perdidas.

Da república que cobria as terras europeias entre os mares Báltico e Negro ficou reduzida a 312 mil km² após 1947.
Teve um pequeno ganho, em 2002, com a volta de alguns milhares de hectares devolvidos pela República Tcheca e pela União Soviética.
Mas é uma nação que ainda sonha com a devolução de suas regiões centenares da Volínia e da Podólia. Terras que abrigam as importantes cidades de Lwów, Tarnopol e Stanisławów, entre outras, culturalmente polacas.
O livro de Iarochinski traz vários mapas mostrando a evolução e a involução dos territórios pré-históricos, do reino, dos ducados e das três repúblicas da Polônia na milenar existência do povo polaco.

Ulisses Iarochinski

É jornalista, radialista, historiador, professor, ator e cineasta. Fez eletricidade no Senai –Telêmaco Borba, telecomunicações no

Cefet – PR, jornalismo na Universidade Federal do Paraná, especialização em rádio e TV na Universidade Complutense de Madrid – Espanha e gestão em trânsito na Universidade de Linkoping – Suécia, mestrado em cultura e doutorado em história, na Uniwersytet Jagiellonski de Cracóvia, Polônia. Tem cursos de idioma nos Estados Unidos, Inglaterra e Malta (inglês), francês em Nice-França e polaco em Cracóvia-Polônia. Possui certificação em proficiência em Espanhol – nível C2 (avançado) pela Universidade de Salamanca – Espanha.

Iarochinski é autor dos livros “Saga dos Polacos – a História da Polônia e seus emigrantes no Brasil”, “Polaco – identidade cultural do brasileiro descendente de imigrantes da Polônia”, “Cruz Machado – Lenda virou história”, “Revelando o Contestado”, e

“Escrevendo para falar no rádio”. No cinema, já produziu e dirigiu mais de 15 documentários, sendo 4 longa-metragens.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA