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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Critério de Moro com Cláudia Cruz impõe absolvição de Lula

aroeiracruz

Quais os fundamentos usados por Sérgio Moro para absolver Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha?

O primeiro é de que não foi possível, mesmo tendo saído das contas de Eduardo Cunha na Suíça, determinar que o dinheiro usado por Cláudia Cruz, na sua conta Köpek (cão, em turco)  em suas gastanças em boates e outros estabelecimentos de luxo, vinha das operações corruptas do ex-presidente da Câmara:

Não obstante, até o momento, foi de fato possível rastrear somente os ativos recebidos em um acerto de corrupção, envolvendo o contrato de Benin, sendo que o produto respectivo, de USD 1,5 milhão não foi destinado, sequer em parte, à conta em nome da Köpek.

Portanto, Moro considera essencial que seja estabelecida a ligação material entre um gasto, embora vultoso, e um ato específico de corrupção.
A seguir, Moro diz:

Poderia, porém, a imputação do crime de lavagem sustentar-se tendo por antecedentes unicamente os crimes financeiros, ou seja, os ativos seriam provenientes de saldos em contas secretas no exterior e que não foram declaradas. Nesse ponto, porém, entendo que carece a imputação de suficiente prova do dolo. A acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi interrogada em Juízo. Alegou em síntese que era esposa de Eduardo Cosentino da Cunha, que confiava em seu marido e que desconhecia o envolvimento dele em crimes de corrupção.

Assim, o juiz considera que é preciso, para haver prova de dolo, conhecer o envolvimento de alguém em crime de corrupção. Se vale para uma companheira com quem se convive diariamente, tem de valer também para alguém com quem se tem uma relação mais distante, de amizade. Se um amigo pagar algo para mim – como, por exemplo, a guarda de algumas caixas – é preciso, para que haja prova de dolo, que eu saiba que eu conheça  o “envolvimento dele em crimes de corrupção”.

Ele conclui, literalmente:

Cumpre observar que, de fato, não há prova de que ela tenha participado dos acertos de corrupção de Eduardo Cosentino da Cunha.

Não consta que o Dr. Sérgio Moro tenha sido obrigado ou induzido por alguém a este entendimento. Ninguém vai pensar, por exemplo, que a absolvição de Cláudia possa ser parte daquilo que se tratou na reunião entre Michel Temer e Joesley Batista como deixar “calmo” Eduardo Cunha.

Assim, bastam três questões para que o Dr. Moro não possa dar veredito igual ao caso de Lua: a) mesmo admitindo que as obras no triplex do Guarujá fossem realizadas por vontade ou pedido do casal Marisa-Lula, há prova de que os recursos nela utilizados sejam os mesmos auferidos nos contratos entre a OAS e a Petrobras? b) Marisa e Lula tinham a obrigação ou meios de saber das armações de diretores da Petrobras em contratos com a OAS? e c) Lula ou Marisa participaram destes acertos?

A resposta óbvia é “não”, evidentemente.

Ou será que, em relação a Lula, o que Moro diz em relação a Cláudia Cruz “não vem ao caso”?

O racismo no Brasil debatendo Machado de Assis


A tentativa de branqueamento do Brasil:  A redenção de Cam, de Roberto Brocos, 1895, por sugestão da leitora Maria Utt. O quadro venceu a medalha de ouro da Exposição de Artes Plásticas de 1895 e está no Museu das Belas Artes, no Rio.

“São tanto mais de admirar e até de maravilhar essas qualidades de medida, de tato, de bom gosto, em suma de elegância, na vida e na arte de Machado de Assis, que elas são justamente as mais alheias ao nosso gênio nacional e, muito particularmente, aos mestiços como ele. […]. Mulato, foi de fato um grego da melhor época, pelo seu profundo senso de beleza, pela harmonia de sua vida, pela euritmia da sua obra.”

A ideia de embranquecimentos dos brasileiros é antiga, e muitos eram abolicionistas não por questões humanitárias, mas porque acreditavam ser necessário estancar o quanto antes a introdução de sangue negro entre os nacionais. Em um ensaio publicado em Lisboa, em 1821, o médico e filósofo Francisco Soares Filho aponta a heterogeneidade do Brasil como o grande empecilho para o país se tornar um Estado Moderno: “Hum povo composto de diversos povos não he rigorosamente uma Nação; he um mixto de incoherente e fraco”. O livro de Andreas Hofbauer, Uma história do branqueamento ou o negro em questão, transcreve vários trechos do artigo de Francisco Soares Filho, “Ensaio sobre os melhoramentos de Portugal e do Brasil”, entre os quais destaco o que fala da necessidade e das vantagens de se promover a miscigenação controlada:

“Os africanos, sendo muito numerosos no Brasil, os seus mistiços o são igualmente; nestes se deve fundar 
Hofbauer também cita o artigo de António d’Oliva de Souza Sequeira, “Addição ao projeto para o estabelecimento politico do reino-unido de Portugal, Brasil e Algarves”, de 1821, no qual, além de reforçar as ideias do benefício da mestiçagem de seu conterrâneo, aponta a necessidade de promover a imigração:

“Como o Brasil deve ser povoado da raça branca, não se concederão benefícios de qualidade alguma aos 

(Um breve parênteses: não sei se sou apenas eu que consigo ver semelhanças entre o discurso acima,

de 1821, com o de “esqueçamos isso de brancos, negros, amarelos etc… somos todos Brasileiros!”, muito comumente encontrados em artigos de Ali Kamel, Demétrio Magnoli e Yvonne Maggie, por exemplo, apoiados pelo requentamento da teoria da mestiçagem, feito por Gilberto Freyre.)
A ideia de que, em 100 anos, os brasileiros seriam todos brancos, foi atualizada em 1911 por João Batista Lacerda, diretor do Museu Nacional. Nessa época o cientificismo já tinha biologizado o conceito de raça, e o racismo brasileiro se dividia entre duas correntes de pensamento. A segregacionista, que dizia que a 

Apostando sempre no seu povo, essa última tornou-se a posição oficial do governo brasileiro, que tentava vender, no exterior, a ideia de um país com grande futuro à espera dos europeus; ou à espera de europeus, para ser mais exata. Participávamos de feiras e congressos internacionais, disputando imigrantes com 

“(…) no Brasil já se viram filhos de métis (mestiços) apresentarem, na terceira geração, todos os caracteres físicos da raça branca […]. Alguns retêm uns poucos traços da sua ascendência negra por influência dos atavismos(…) mas a influência da seleção sexual (…) tende a neutralizar a do atavismo, e remover dos descendentes dos métis todos os traços da raça negra(…) Em virtude desse processo de redução étnica, é lógico esperar que no curso de mais um século os métis tenham desaparecido do Brasil. Isso coincidirá com a extinção paralela da raça negra em nosso meio“.

A elite intelectual brasileira, formada por literatos, políticos, cientistas e empresários, indignada com as declarações do diretor do Museu Nacional, foi debater nos jornais e revistas. Alguns clamavam que 100 anos era um absurdo de tempo, que o apagamento do negro se daria em muito menos. Outros debochavam 


do otimismo de Lacerda, como o escritor Silvio Romero, que acreditava que o processo, que todos concordavam ser irreversível, levaria, pelo menos, uns seis ou oito séculos. Mas todos concordavam que era 

De fato, o governo brasileiro financiou a vinda de imigrantes europeus, não fez absolutamente nada que ajudasse escravos e libertos e proibiu a entrada de africanos. Um decreto de 28 de junho de 1890 diz que 
Art. 1o – Todo estrangeiro poderá, entrar no Brasil desde que satisfaça as condições estabelecidas por essa lei.
Art. 2o – Atender-se-á, na admissão de imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na 

Imigração europeia- O decreto, me parece que foi revogado apenas 1980. Mas as “características mais convenientes” da nossa ascendência europeia ainda são as desejáveis e estimuladas pelo governo, como nos 
O fato mais visível é o branqueamento de Machado de Assis. Sobre esse assunto, que é longo e complexo, sugiro a entrevista com o professor Eduardo de Assis Duarte e, para quem quiser se aprofundar 

País rico é país sem pobreza”, apaga completamente as presenças negra e mestiça da capital federal do início do século. Tais atitudes colocam o governo como propagador e vítima das políticas oficiais de branqueamento da população e de ensino deficiente, voltado para o descaso com e o esquecimento do passado escravocrata brasileiro.

O racismo institucional esta envolvidos na criação, produção e aprovação de tal comercial estudado um pouco mais a vida dos africanos no Brasil, não teriam cometido erros tão banais. E tão graves, porque em nome de um governo e de uma instituição que diz ter uma história construída por todos os brasileiros, mas que parece, nesse caso, retratar apenas aqueles brasileiros que sempre foram mais brasileiros do que os outros. A nossa desigualdade entre iguais.

Tivessem esses profissionais dado uma olhada nos levantamentos demográficos da época (embora “raça” não tenha entrado nas estatísticas entre 1890 e 1940 – porque “éramos todos brasileiros”…) ou nas 


crônicas publicadas em jornais e revistas da época, ou o interesse de conhecerem um pouco melhor o assunto em questão, saberiam que a população negra e mestiça do Rio de Janeiro deveria ser, no mínimo, 30 e 40% do total, mas aparentava ser muito mais.

A então capital federal, onde já era numerosa a presença de escravos e libertos, recebeu grandes 

Machado de Assis- Do morro aos círculos da elite- Pobre, negro e epilético. Nascido nessas condições, Machado de Assis encontrava-se em condições completamente adversas para que se tornasse, ainda em 

Crescendo no Morro do Livramento, o pai de Machado era pintor de paredes e sua mãe lavadeira. Seus avós paternos foram escravos alforriados. Conseguiu iniciar sua carreira literária graças ao “apadrinhamento” de Manuel Antônio de Almeida – autor do célebre “Memórias de um Sargento de Milícias” – quando trabalhava como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. Fez carreira como funcionário público, em uma época em que a ascensão se dava por indicação direta da família real: em 1867 foi indicado por D. Pedro II como diretor-assistente do Diário Oficial, e pouco depois como assistente de diretor. Em 1888 recebe do Imperador uma condecoração oficial da Ordem da Rosa. Tendo sido indicado a concorrer ao cargo de deputado pelo Partido Liberal, Machado prefere retirar sua candidatura para não comprometer sua carreira.

Esses pequenos apontamentos biográficos sobre o autor tem o propósito de demonstrar qual era a posição social à qual pertenceu em sua vida: um burocrata do Estado, tendo ascendido socialmente de forma surpreendente graças ao seu talento e, não menos significativamente, graças ao apadrinhamento de figuras importantes da classe dominante, constando entre elas ninguém menos do que D. Pedro II, Imperador do Brasil. Esse fato é determinante para a posição ambígua que terá a obra de Machado em relação ao racismo e a questão negra.

As obras da juventude- Os primeiros gêneros nos quais Machado se empenha são as crônicas, o jornalismo e as poesias, que foram seu ganha-pão em publicações como o Diário do Rio de Janeiro, o Jornal das Famílias ou a Semana Ilustrada. Seus primeiros romances, reconhecidos hegemonicamente pela crítica contemporânea como “obras menores”, são exemplares característicos dos romances de folhetim da

A maturidade: a crítica social de um cínico-Quando Machado já se encontra em uma posição social de conforto, tendo seu nome assegurado no cânone literário e sua condição econômica garantida, o autor irá realizar o melhor de sua obra, expressando aquilo que merecidamente o consagraria como um dos grandes autores da literatura mundial. É então que aparece a sua crítica social. Esta, no entanto, não é a de um autor 


que se indigna diante de uma sociedade de miséria, empenhando seus esforços em transformá-la, como vemos, por exemplo, nos poemas abolicionistas de Castro Alves. É a de alguém que tem a consciência

plena de que nada irá mudar, e cabe apenas um apontamento pessimista, cínico e resignado da tamanha hipocrisia de uma sociedade da qual o próprio autor se tornou um “medalhão”. O cinismo de Machado ao criticar a sociedade é o de alguém que sabe que está cuspindo no prato em que comeu.

Finalizando:Além disso, chama atenção como os negros aparecem sempre como objetos em sua relação com a escravidão e o racismo, em uma posição passiva e submissa, completamente à mercê aos caprichos dos senhores sem nunca oferecer resistência. A única exceção é o caso de Prudêncio, que deixa de ser um escravo passivo para tomar de forma ativa o lado dos senhores que oprimem. Mesmo assim, diante de seu antigo senhor, Prudêncio se curva e se submete, agora já não mas pela imposição do castigo e da lei, mas meramente pela “força do hábito”. Retratar os negros de tal maneira é uma posição no mínimo curiosa para um negro que teve que se colocar como sujeito para fazer sua carreira literária, a troco, é claro, de engolir o sapo de “comportar-se bem” diante da classe dominante;Se liga: Os negros escravizados no Brasil, bem diferente de como aparecem na literatura de Machado, não eram meramente “coitados submissos”. Criaram milhares de Quilombos, protagonizaram enormes lutas de resistência, mataram senhores, fugiram aos milhares. Resistiram, sempre. Muito diferente da postura cínica que apresenta Machado quando, por meio de seu irônico narrador em “Pai contra mãe”, afirma: “(...) os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão.vida, um dos mais célebres brasileiros de todos os tempos, tendo sido fundador e o primeiro presidente da composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia, assim como a defesa do trabalhador nacional. um pouco mais, a leitura de seu livro “Machado de Assis Afrodescendente: escritos de caramujo”. Veríssimo, atendendo ao apelo de Nabuco, nunca incluiu o artigo em seus livros; e para acabar com qualquer dúvida quanto à mulatice, a certidão de óbito de Joaquim Maria Machado de Assis diz que o grande escritor, da “cor branca”, faleceu de “arteriosclerose”contingentes de negros e mulatos após a assinatura da Lei Áurea, chegados das áreas rurais e de diversas partes do Brasil. Eles eram, então, a maioria a circular pelas ruas, em busca de emprego, que não havia, ou época: incluindo histórias de amor e tragédias, são obras bastante distintas de seus romances da maturidade.então renomada Academia Brasileira de Letras e sendo reconhecido como o maior escritor do país. O trajeto para que isso 

ocorresse, obviamente, não se deu sem muitas dificuldades.fazendo bicos, tentando se adaptar à nova realidade. Uma “sociedade movediça e dolorosa”, como nos contam as crônicas de João do Rio, entre tantas outras tão fáceis quantos de achar, caso houvesse interesse. estava proibida a entrada de africanos no Brasil, e é reforçado por outros em 1920 e 1930, quando os banidos não necessariamente precisam ser africanos, mas apenas parecer. Em 1945, um decreto lei não mais proíbe, mas diz que: mostra, exatamente 100 anos depois do pronunciamento de João Batista Lacerda, diretor do Museu Nacional,esse comercial da Caixa Econômica Federal. Argentina, Chile e Estados Unidos, e o discurso de Lacerda, representante brasileiro no I Congresso Universal de Raças, em Londres, tenta aplacar o medo dos europeus de compartilharem o Brasil com uma raça inferior: apenas uma questão de tempo, desde que o Brasil continuasse a promover a entrada de brancos europeus, a não fazer nada para integrar os negros que já estavam no país ou para baixar a taxa de mortalidade entre eles, e a dificultar a entrada de novos africanos mestiçagem já nos tinha posto a perder e que nunca seríamos uma nação desenvolvida; e a assimilacionista, que apostava na salvação através do processo de branqueamento, com imigrantes europeus.outra nova origem para a casta branca. (…) Os mistiços conservarão só metade, ou menos, do cunho Africano; sua côr he menos preta, os cabellos menos crespos e lanudos, os beiços e nariz menos grossos e chatos, etc. Se elles se unem depois à casta branca, os segundos mistiços tem já menos da côr baça, etc. Se inda a terceira geração se faz com branca, o cunho Africano perde-se totalmente, e a côr he a mesma que a dos brancos; às vezes inda mais clara; só nos cabellos he que se divisa huma leve disposição para se encresparem. (…) E deste modo teremos outra grande origem de augmento da população dos brancos, e quase extinção dos pretos e mistiços desta parte do Mundo; pelo menos serão tão poucos que não entrarão em conta alguma nas considerações do Legislador.”

pretos, que queirão vir habitar no paiz. (…) E como havendo mistura da raça preta com a branca, (…) terá o Brasil, em menos de 100 anos todos os seus habitantes da raça branca. (…) Havendo casamentos de brancos com indígenas, acabará a côr cobre; e se quizerem apressar a extinção das duas raças, estabeleção-se premios aos brancos, que se casarem com pretas, ou indígenas na primeira e segunda 
geração: advertindo, que se devem riscar os nomes de “mulato, crioulo, cabôco” e “indígena”; estes nomes fazem resentir odios, e ainda tem seus ressaibos de escravidão (…) sejão todos ‘Portuguezes!”.linha de sucessão representada pelas mulheres mostra a redenção pelo “branqueamento”.
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:chc.cienciahoje.uol.com.br/por-que-rui-barbosa-mandou-queimar-os-documentos/https://salespoa.wordpress.com/UNEGRORJ

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Inscrições abertas para o VIII Seminário dos Motoristas Oficiais em Uberlândia-MG

Em uma conjuntura de ruptura democrática e retirada de direitos, os motoristas oficiais discutirão a conjuntura política e temas relacionados à carreira.

Uberlândia-MG vai sediar oitavo Seminário Nacional de Motoristas Oficiais das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) e Institutos de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), entre os dias 9 e 11 de agosto de 2017.

O evento promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (SINTET-UFU) ocorrerá no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e com apoio da Comissão Nacional de Motoristas, da FASUBRA Sindical e da universidade.

Em uma conjuntura de ruptura democrática e retirada de direitos, como as reforma da previdência, trabalhista, terceirização e outros ataques, os motoristas oficiais discutirão a conjuntura política, temas relacionados à carreira, às condições de trabalho, saúde e segurança e a organização política e sindical dos motoristas.


Para fazer a inscrição, os interessados deverão preencher o formulário clicando aqui e realizar o pagamento via depósito bancário. Em seguida, enviar o recibo para o e-mail -seminariomotoristas2017@gmail.com.

O valor da inscrição é de R$ 150,00, que incluem alimentação (Café da manhã, almoço e café da tarde) e o kit de participação.
Atenção: Aos primeiros 80 inscritos será concedida a gratuidade de hospedagem.


Serviço
VIII Seminário dos Motoristas Oficiais
Data: 09 a 11 de agosto
Local: Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Mais informações: sintetufu@sintetufu.org


Com informações: Assessoria de Comunicação SINTET-UFU

Assembleia dia 31 discute conjuntura e soluções para o país sair da crise

Frente ao aprofundamento da crise política e institucional que o país mergulhou desde a publicação de graves denúncias envolvendo Michel Temer (PMDB), o ADURN-Sindicato realiza assembleia no próximo dia 31 de maio para debater com os docentes a atual conjuntura e o posicionamento da entidade em relação a realização de eleições diretas para presidente.

O debate, marcado para as 15h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, levará o resultado da enquete feita pelo Sindicato, entre os dias 23 e 26 de maio, com a opinião dos docentes da UFRN sobre a campanha #DiretasJá.

“Levaremos o resultado deste levantamento para ser amplamente debatido em Assembleia da categoria e discutir soluções para retirar nosso país da atual situação de instabilidade institucional”, defende o presidente do Sindicato, Wellington Duarte.
A assembleia discutirá, ainda, o parecer do Conselho Fiscal das contas da Diretoria do ADURN-Sindicato, gestão 2015-2018.
Leia abaixo o edital publicado na edição do Novo Jornal desta quinta-feira, dia 25 de maio:

ADURN – SINDICATO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O Presidente do ADURN-Sindicato, pelo presente edital e de acordo com o Artigo 51, inciso VI e Artigo 33, do Estatuto do Sindicato dos Docentes de Universidades Federais com base territorial em Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Santa Cruz, Macau e Nova Cruz, do Estado do Rio Grande do Norte, ADURN-Sindicato, convoca todos os docentes sindicalizados da Entidade, a participar da 9ª Assembleia Geral Ordinária do ADURN-Sindicato, a se realizar no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, Campus Central da UFRN, no dia 31 de maio de 2017, obedecendo ao seguinte horário e quórum para sua instalação: I) Em primeira convocação às 15h (quinze horas), com a presença de no mínimo 20% dos atuais 2514 (dois mil, quinhentos e catorze) sindicalizados, e em segunda convocação às 15h30 (quinze horas e trinta minutos) com a presença de no mínimo 2% dos sindicalizados, com a seguinte ordem do dia:
1. Informes;
2. Apresentação e aprovação do parecer do Conselho Fiscal das contas da Diretoria do ADURN-Sindicato, gestão 2015-2018.
3. Debater o cenário da atual conjuntura.

Natal, 25 de maio de 2017
Francisco Wellington Duarte
Presidente do ADURN-Sindicato

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Estudante da UFG agredido pela PM volta a ser internado

Mateus Ferreira da Silva foi internado novamente com muita febre e dores na cabeça
O estudante de Ciências Políticas da Universidade Federal de Goiás (UFG), Mateus Ferreira da Silva, covardemente agredido por um policial militar durante as manifestações realizadas durante a Greve Geral na última sexta-feira, 28 de abril, em Goiânia (GO) foi internado novamente nesta quinta-feira (25/5) com muita febre e dores na cabeça. Ele deve fazer exames para verificar o estado. O estado dele é estável, mas ainda é delicado. A equipe médica do Hospital Hugo, que o atendeu anteriormente decidiu mantê-lo no hospital para que ele fosse melhor assistido.
A agressão cometida contra o jovem foi tão forte que atingiu o cérebro e chegou a partir o cassetete ao meio. O capitão capitão da polícia militar goiana Augusto Sampaio responsável pela violência foi afastado das ruas e aguarda agora o andamento do inquérito policial sobre o caso.
O caso abalou a comunidade acadêmica da UFG e fez estudantes e a UNE mais uma vez se manifestar pela desmilitarização da PM sempre agindo de forma desproporcional e violenta contra jovens em manifestações pacíficas garantidas pela Constituição.

AJUDE O MATEUS

Para ajudar o estudante vítima da agressão familiares e amigos fizeram uma ”vakinha on-line” para receber doações e ajudar com os custos do hospital. A campanha ainda está no ar. Acesse o link e colabore: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/forca-mateus

Sindicato condena uso das Forças Armadas no DF: "o maior retrocesso desde a redemocratização"


O Decreto da presidência da República, publicado ontem (24), autorizando o emprego das forças armadas para a “garantia da lei e da ordem no Distrito Federal” é um dos maiores retrocessos já visto nesse país desde a volta de democracia em 1985, feita por um governo envolvido em várias denúncias e que tenta implementar reformas cuja esmagadora maioria da população já rejeitou.

Esse ato de força não se enquadra em nenhum modelo de democracia e revela o viés autoritário de um governo sem voto e que conta com a força da opressão para calar manifestações que devem ser parte do ritual democrático, cabendo aos governos encontrarem formas de fazer a gestão de conflitos sem apelar para o passado.

O ADURN-Sinficato, que nasceu em meio a ditadura, no ano de 1979, não poderia ficar alheio a esse lamentável ato produzido pela presidência da república e repudia de forma veemente a utilização das forças armadas para debelar manifestações públicas, comuns em regimes de natureza inerente à democracia representativa.

Reiteramos que é necessária uma grande concertação nacional que recoloque o país de volta aos trilhos da democracia e não será com atos de natureza autoritária que isso ocorrerá

Diretoria do ADURN-Sindicato

quarta-feira, 24 de maio de 2017

MAIS DE 100 MIL FORAM A BRASÍLIA DIZER FORA TEMER E ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!

MAIS 100 MIL TRABALHADORES "INVADEM" BASÍLIA !
 Enterro de um governo que nasceu morto!
 Centrais unidas na luta pelo povo brasileiro

 Força Sindical

 UGT
 Grande líder sindical, ZÉ MARIA ao lado da CONLUTAS/CSP


 CSP/CONLUTAS
 CUT
 NCST
 CTB


 CTB
 Ari - Marcineiros de SP
 CUT


 MILHARES DE TRABALHADORES OCUPARAM BRASÍLIA EM MAIS UMA GRANDE MOBILIZAÇÃO - PASSEATA DOS MAIS DE CEM MIL!!!



 Eduardo Vasconcelos - Presidente do CPC/RN fala aos presentes ao MARCHA a Brasília

 EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN
 O Potiguar sindicalista, Devanilton da FUP fala aos manifestante, GRANDE LIDER SINDICAL E RESPEITADO POR TODOS, O RN CONHECE E O VALORIZA!


 Dedé Araújo - SINDIPETRO/RN presente a manifestação ao lado grandes mulheres de luta!

 "Enterro simbólico!" - Centro: RENE - SINTAEMA/SP, EDUARDO e outros líderes sindicais paulistas
 Delegação de SP - Marcineiros 

 Radialista e Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos presente ao ATO dos TRABALHADORES,,, de fundo o Senador pelo Rio de Janeiro, Lindemberg Farias/PT
 MAIS DE 100 MIL PESSOAS EM BRASÍLIA NO FORA TEMER E ELEIÇÃO DIRETA JÁ!
Hoje (24) o movimento sindical entra para a história na promoção das maiores mobilizações de trabalhadores/as brasileiros/as! A união da centrais sindicais CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, CONLUTAS, CSP, INTERSINDICAL, UGT, NOVA CENTRAL, entre outras fez com quer fosse registrado nas mentes dos participantes e observadores como a maior mobilização já registrada no país!  Mais de 100 mil pessoas foram a Brasília nesse dia glorioso dizer FORA TEMER e ELEIÇÃO DIRETA PARA PRESIDENTE!

Trabalhadores/as, entidades estudantes e a população se uniram e mostraram a força da união. Ficará na memória daqueles presentes e na mente daqueles que assistiram nas televisões de credibilidade, que por sinal são poucas.

Isso mostra que o Brasil rejeita não só as reformas que querem fazer, tirando direitos dos trabalhadores já adquiridos pela Constituição Brasileira, como também as mudanças na previdência social! Além das falcatruas que uma grande parte dos políticos vem fazendo dia a dia, mostrando a falta de ética, vergonha e de nenhum respeito com o povo brasileiro.

Mas a população brasileira é guerreira e não foge da raia e DIZ NÃO A TUDO ISSO!  Continuaremos lutando e denunciando as malvadezas que o atual governo/sistema vez fazendo com o POVO BRASILEIRO!

Iremos continuar firmes na luta para que em muito em breve alcançamos os nossos sonhos, por um BRASIL melhor e com liberdade para avançarmos nas transformações que o homem trabalhador e honesto querem fazer junto com todos aqueles que acredita em pais melhor, fraterno, humano, ético e sem desigualdades sociais.

Iremos mais quantas vezes necessários as ruas para mostrar a nossa insatisfação com as políticas adotadas no atual desgoverno.

BRASIL MOSTRA A TUA CARA!

As centrais sindicais agradecem a todos que de forma direta ou indireta que contribuíram para o sucesso da manifestação pacífica e o ocorrido foram fatos isolados, que não ferem os princípios do verdadeiro objetivo da manifestação, que é mostrar ao governo que o povo brasileiro não aceita tiradas de direitos daqueles que tanto lutaram para se ter um trabalho e salário digno e uma aposentadoria miníma para a sua sobrevivência.

Centrais participantes: CTB - CUT - NCST - UGT - FORÇA SINDICAL - CSP - CONLUTAS - INTERSINDICAL - CGTB - ENTIDADES ESTUDANTIS: UNE - UBES - CPC-RN, entre outras.