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sábado, 6 de janeiro de 2018

CARLOS HEITOR CONY (1926-2018): GRANDE ESCRITOR! MAS NÃO TINHA A TÊMPERA DOS IMPRESCINDÍVEIS E ABDICOU DOS IDEAIS.


Carlos Heitor Cony morreu no final da noite desta 6ª feira (5), aos 91 nos, em decorrência da falência de múltiplos órgãos.
Cony-vente com Adolpho Bloch na Manchete

Se eu seguisse a norma geralmente adotada nos círculos dos intelectuais e das celebridades, resumida numa conhecida máxima latina de Quilão (De mortuis nil nisi bene, algo como Não se deve falar dos mortos senão benevolamente), esqueceria que cheguei a admirar muito a obra de Cony mas depois me decepcionei na mesma medida com certas posturas por ele adotadas a partir da década de 1970.

Pensei, pensei e não consegui me inspirar para escrever algo mais benevolente, confesso. Ele, para mim, já não passava ultimamente de mais um afeto que se encerrou; e, como tal, uma página virada.

Então, decidi apenas reproduzir o artigo no qual fiz em 2009 um balanço nada benevolente, mas sincero, da trajetória do Cony: O ato: Cony sepultou os ideais. O fato: agora apóia até censura! 

Na verdade, tal texto já equivaleu a uma espécie de necrológio precoce. Nada de muito importante sucedeu, desde ele, que me fizesse reconsiderar os juízos que emiti então. [E até a fonte de seus escritos mais ambiciosos secou, pois, daí em diante, Cony se limitou a escrever as crônicas publicadas na imprensa, algumas inspiradas, a maioria repetitiva.]

Infelizmente, a chama que o inflamou um dia foi consumida pelos desencantos que se sucedem na vida dos brasileiros mais sensíveis e idealistas. Foi guerreiro um dia, mas morreu como um idoso melancólico, disfarçando o amargor com o brilho intelectual.

Foi, claro, um dos melhores escritores brasileiros de todos os tempos. E, como ser humano, merece respeito principalmente pelos anos que viveu perigosamente, assumindo os riscos de navegar contra a corrente. 

Constatou, no entendo, que não possuía a têmpera dos imprescindíveis a que aludiu Brecht. Então, conformou-se em ser apenas outro privilegiado desfrutando seus privilégios, a ponto de envergar sem pudor o fardão da torre de marfim, com a atenuante de haver conquistado sua posição graças a real talento e não por herança ou velhacarias.
...decerto se envergonharia deste aqui...
O ATO: CONY SEPULTOU OS IDEAIS. O FATO: AGORA APÓIA ATÉ CENSURA!
Pete Townshend, o guitarrista e compositor das músicas do The Who, produziu em 1965 uma canção-manifesto, My Generation, que trazia um verso fortíssimo: "Prefiro morrer antes de envelhecer".

Só que ele não morreu, envelheceu. E se tornou o oposto dos jovens rebeldes de outrora, capaz de proferir verdadeiras catilinárias contra os downloads gratuitos do MP3 e até de rasgar seda para o então presidente George W. Bush: "Bush se esforça para dar uma vida digna ao povo dos Estados Unidos, e não tenho o direito de dizer como ele deve dirigir o país".

Daí o sarcástico cala-boca que levou de Kurt Cobain, do Nirvana: "Prefiro morrer antes de virar Pete Townshend".
...e respectiva turma.
Como tenho duas filha que amo demais e quero ver crescerem, não irei ao ponto de afirmar que prefiro morrer antes de virar Carlos Heitor Cony. Não se brinca com essas coisas.

Mas, a minha decepção com Cony deve equivaler à de Cobain com Townshend.

Antes mesmo de aderir ao marxismo, eu já o admirava. Tive uma fase existencialista, lá pelos 14 anos, e o Cony era o escritor que, no Brasil, seguia os passos de meus ídolos Jean-Paul Sartre e Albert Camus.

Li muita coisa da sua fase despolitizada e gostei, principalmente, de Antes, o Verão e Informação ao Crucificado.

E ele mudou de postura a partir do golpe de 1964.

Até então sua matéria-prima era a impossibilidade de realização plena dos indivíduos de classe média na sociedade burguesa, focada no plano pessoal.

A partir daí ele tomou lugar na trincheira dos que lutavam diretamente contra a burguesia e seus cães de guarda, os militares.

Mas, não foi uma opção tão ideológica assim, pelo menos de acordo com o que ele mesmo afirmou.

Antonio Calhado: Outra decepção
Disse que, como benjamim de uma extraordinária redação do Correio da Manhã (RJ), na qual pontificavam grandes jornalistas de esquerda como Otto Maria Carpeaux, Paulo Francis, Antonio Callado, Jânio de Freitas, Sérgio Augusto, Márcio Moreira Alves e Hermano Alves, sentia-se desobrigado de abordar temas políticos, pois havia quem o fizesse melhor do que ele.

Com a quartelada, entretanto, essas figurinhas carimbadas não puderam dar sequência ao seu trabalho costumeiro, pois se tornaram alvos prioritários de prisões, intimidações e todo tipo de cerceamento.

Cony teria entrado nesse vácuo, substituindo-as na missão de denunciar a nudez do rei. Como tinha prestígio literário (seu livro de estréia, O Ventre, foi sucesso de crítica e de vendas) e reputação de apolítico, os milicos acabaram engolindo seus arroubos de indignação. Devem ter pensado que a fase seria passageira.
OPÇÃO PELA LUTA ARMADA
 
Cony-vente com Adolpho Bloch na Machete

Mas Cony perseverou. Depois desses artigos combativos que escreveu no pós-golpe e reuniu no livro O Ato e o Fato, faria a opção pela luta armada.

Cheguei a vê-lo discursar numa manifestação estudantil aqui em São Paulo, em meados de 1968, quando afirmou que a vitória contra o arbítrio não seria conquistada nas cidades. Apontava-nos, implicitamente, o caminho da guerrilha rural.

Esta guinada foi expressa em seu livro de 1967, Pessach, a Travessia. O personagem principal é uma óbvia projeção dele mesmo: um escritor de meia idade, em crise existencial, que envolve-se casualmente com um grupo guerrilheiro.

O que ele quer mesmo é sair dessa fria. Mas, no final, mortos os combatentes, ele tem a chance de transpor a fronteira e pôr-se a salvo. Prefere empunhar a arma de um deles e permanecer no Brasil para dar sequência à sua luta.

A travessia pessoal do Cony, infelizmente, não foi tão altaneira. Algumas prisões (sem maus tratos, claro, pois era vip) e o desemprego quebraram sua espinha.

Ainda fez um último grande romance, o melhor de sua carreira: Pilatos (escrito em 1972 e publicado dois anos depois). Mostra, com jeitão de pesadelo, um Brasil desumanizado, em que as pessoas são movidas apenas por apetites e ambições, sem nenhum sentimento nobre.

Era, claro, o Brasil do milagre econômico.
Pilatos sinalizou o fim do bom combate de Cony
CURVANDO-SE À EVIDÊNCIA DOS FATOS
 

E Cony deixou evidenciados seus sentimentos ao derivar o título destes versos do Samba Erudito, de Paulo Vanzolini: "Aí me curvei/ Ante a força dos fatos/ Lavei minhas mãos/ Como Pôncio Pilatos".

Ou seja, se é nessa pocilga que vocês optaram por viver, voltando as costas a quem combatia por um Brasil melhor, então chafurdem à vontade. Não tenho nada a ver com isso.

O desencanto com o País e as mágoas por não encontrar companheiros de esquerda que o socorressem quando ficou na rua da amargura tiveram, como resultado, uma nova travessia, desta vez negativa, de Cony. Tornou-se, ele próprio, um homem sem ideais.

Pediu emprego a Adolfo Bloch que, talvez em nome da ascendência judaica comum, o acolheu muito bem em sua editora.
De vez em quando, uma frase contundente Fogo fátuo?
Mas, o diabo sempre exige algo de quem lhe vende a alma: além de cuidar de uma revista, Cony era obrigado a redigir, como ghost writer, os editoriais arquirreacionários de Bloch, fazendo apologia da ditadura. Seus colegas de redação, pelas costas, referiam-se a ele como Cony-vente.

No ano 2000 ingressou na Academia Brasileira de Letras, que decerto lhe provocaria náuseas em 1958, quando iniciou a carreira.

Em 2004, embora seja profissional muito bem pago como jornalista e escritor, fez questão de obter reparação de ex-preso político.

Pior: foi duplamente favorecido, passando à frente de quem estava mofando há anos na fila e recebendo uma pensão mensal (e respectiva indenização retroativa) extremamente exagerada, segundo os próprios critérios do programa. Tratamento vip, de novo!
"CERTOS SETORES
DA IMPRENSA"


E chegamos aos dias de hoje, quando não só defende fervorosamente seu colega de Academia, José Sarney, do clamor público pela justa punição dos delitos em que foi flagrado, como chega a apoiar a censura de jornais!

Isto mesmo, está na sua coluna desta 5ª feira [20/08/2009] na Folha de S. Paulo:
Ele foi grande um dia, mas teve final melancólico 
"Acho exagerado o fervor de certos setores da imprensa em reclamar de processos ou de sentenças da Justiça, considerando violação de uma liberdade a qual todos têm direito, desde que não fira direito de terceiros.

Afinal, a imprensa não é uma vestal inatacável, acima de qualquer valor da sociedade. Ela está sujeita ao Estado de Direito, que dá liberdade a qualquer cidadão, jornalista ou não. O fato de um juiz aceitar um processo não é uma violação
"
Ou seja, um juiz ligado a José Sarney proíbe um jornal de noticiar um inquérito envolvendo falcatruas da família Sarney e a única coisa que Cony encontrou para criticar foi... a solidariedade que O Estado de S. Paulo está recebendo de "certos setores da imprensa"!


Pensando bem, eu não preciso mesmo dizer que preferiria morrer antes de virar Carlos Heitor Cony. Por um motivo simples: nem que viva 100 anos decairei tanto.

Fonte: naufrago-da-utopia.blogspot.com.br

Toque do editor

Carlos Heitor Cony morre aos 91 anos

Cony
O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu na noite desta sexta-feira (5), aos 91 anos, de falência de múltiplos órgãos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, que confirmou o horário da morte às 23h10. Ocupante da cadeira de número três Academia Brasileira de Letras (ABL) desde maio 2000, Cony era comentarista da rádio CBN e colunista da Folha de S.Paulo.
Segundo a assessoria de imprensa da ABL, o escritor será cremado no Memorial do Carmo, no Rio, na tarde da próxima terça-feira (9).
Publicou 17 romances, mas sua obra também se divide em contos, crônicas, ensaios e peças de teatro. A estreia na literatura aconteceu com “O Ventre”, de 1958, seguido de “A Verdade de Cada Dia” e “Tijolo de Segurança”. Também foi o autor de “Quase Memória”, que vendeu mais de 400 mil cópias, e “O Piano e a Orquestra”, obras que renderam a ele o Prêmio Jabuti.
Fonte: Brasil Cultura

Arquivo Nacional completa 180 anos; saiba como a instituição preserva a História do Brasil

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Arquivo Nacional
Mais de 55 km de documentos textuais, cerca de 2 milhões de fotografias e negativos fotográficos, 75 mil mapas e plantas, 7 mil discos e 2 mil fitas áudio magnéticas, 90 mil filmes e 12 mil fitas vídeo magnéticas, de natureza pública e privada. Imaginar todo esse acervo é difícil, mas ele existe e faz parte do Arquivo Nacional, que nesta terça-feira (2) completa 180 anos.  
Embora tenha sido criado apenas em 1838, como Arquivo Público do Império, a instituição guarda documentos que datam o século XVI. No início, a intenção era guardar os documentos públicos, mas ao longo de quase 200 anos de história, o Arquivo Nacional se tornou a principal instituição arquivista do País, tendo um papel relevante na preservação da memória nacional.  
Por meio do Sistema de Informações do Arquivo Nacional (Sian), é possível pesquisar leis, decretos e portarias que organizaram a estrutura e o funcionamento de órgãos da administração central e da administração pública federal nos séculos XIX e XX, respectivamente.
Qualquer pessoa também pode pesquisar por livros, folhetos, mapas, plantas, desenhos, fotografias, filmes, discos, papéis e objetos que contam, de alguma forma, a História do Brasil. Para isso, basta fazer um cadastro no site. 
Além da importância histórica, o Arquivo Nacional tem papel de destaque no cumprimento da Lei de Acesso à Informação, já que pelos arquivos é possível saber como se dá a atividade de políticas públicas em áreas como a saúde, educação, cultura e economia. 
180 anos 
Em comemoração aos 180 anos da instituição, o ano de 2018 contará com uma série de exposições, seminários, publicações, entre outros eventos. O selo comemorativo já foi lançado e foi construído a partir de formas geométricas que compõem a fachada do prédio histórico da sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.  
Fonte: Governo do Brasil, com informações do Arquivo Nacional 

Costa-Gravas assina manifesto em defesa de Lula e a democracia Divulgação

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Uma das obras emblemáticas de Costa-Gravas denuncia as ditaduras na América do Sul nas décadas de 60 e 70. Trata-se de Estado Sítio, o filme ambientado no Uruguai que narra a luta dos Tupamaros pela democracia.
O cineasta assinou o manifesto a pedido do ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim. Em uma mensagem, disse saber “da situação exata do Brasil sobre o golpe de Estado muito sofisticado”.
Disse ainda estar a disposição para defender o retorno a normalidade no país.”Por favor, não hesite em me procurar novamente se precisar de mais alguma coisa, para Lula, para um Brasil democrático”.
Do Portal Vermelho, com Brasil247

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR - ANDES: INFORMANDES ONLINE de N° 502


Nacional
ANDES-SN divulga segundo vídeo sobre Ciência e Tecnologia

O Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia (GTC&T) do ANDES-SN divulgou, nesta quarta-feira (3), o vídeo “Dependência, Desenvolvimento e Política de Ciência e Tecnologia na América Latina”.
Servidores estaduais iniciam 2018 mobilizados contra salários atrasados e por 13º
Servidores públicos de diversos estados iniciaram o ano de 2018 sem receber todos os seus salários de 2017, e alguns sequer receberam seu 13º. É o caso de categorias do serviço público do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Entidades Nacionais dos Servidores Públicos requerem direito de resposta à Globo
Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, entre elas o ANDES-SN, encaminharam à Rede Globo de Televisão, no dia 19 de dezembro, um pedido de direito de resposta relativo às matérias veiculadas pela emissora no Jornal Nacional dos dias 4 e 5 de dezembro de 2017.
Pressão da sociedade obriga governo a mudar portaria do trabalho escravo
Depois de sofrer uma enxurrada de críticas dentro e fora do país, o Ministério do Trabalho publicou uma nova portaria sobre as regras de combate ao trabalho em condições análogas à escravidão no Brasil. O texto foi publicado na última edição do ano do Diário Oficial da União, na última sexta-feira (29).
Reforma Trabalhista acentua demissões e precarização
Os dados divulgados na última quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho, referente ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro, revelam os efeitos nefastos que a reforma Trabalhista está provocando na força de trabalho, historicamente, precarizada: o fechamento de postos de trabalho, a demissão de trabalhadores com salários maiores com substituição por outros com salários menores e a criação de vagas precarizadas.
Instruções do Banco Mundial podem levar ao fim da pesquisa científica no Brasil
A conclusão do relatório do Banco Mundial, intitulado “Um Ajuste Justo. Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, de que o Estado brasileiro gasta mais do que pode e gasta mal, é muita “vaga” quando se trata de analisar os gastos com o ensino superior nas universidades públicas, defende o professor Peter Schulz.
Seções Sindicais
Terceirizadas da UFPel enfrentam precarização e sobrecarga de trabalho
Após a eliminação de 60 postos de trabalho terceirizados da limpeza da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), as 139 funcionárias que permanecem contratadas enfrentam sobrecarga e condições degradantes de trabalho. Situações de assédio moral e acúmulo de afazeres intensificaram-se após o corte de cerca de 1/3 das trabalhadoras, ocorrido em novembro.
Docentes da Uern decidem manter greve contra atrasos salariais
Professores e professoras da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte se reuniram em assembleia na manhã desta quinta-feira (4), para avaliar o movimento paredista na universidade e encaminhar estratégias de luta para fortalecer a greve, iniciada em 10 de novembro.
Após negociação, reitoria da Uepb começa a liberar retroativo das progressões
Os professores e técnico-administrativos da Universidade Estadual da Paraíba (Uepb) já começaram a receber, no final de 2017, o pagamento do retroativo referente às progressões de carreira no período de 2015 a 2017. O pagamento foi confirmado, na última semana de dezembro, para a direção da Associação dos Docentes da Uepb (Aduepb Seção Sindical do ANDES-SN) pela reitoria da instituição. A entidade vinha negociando o pagamento com os gestores da universidade e já possui uma ação na justiça com o mesmo objetivo.
PEC da autonomia financeira das universidades é aprovada no RJ
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47 foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no dia 21 de dezembro, por unanimidade. A PEC garante a autonomia financeira das universidades estaduais fluminenses, a partir do ano de 2020, obrigando o governo a transferir mensalmente os duodécimos (um doze avos) do orçamento aprovado das instituições – o que não vem ocorrendo nos últimos anos.
Docentes das Estaduais baianas apresentam pauta de reivindicações para 2018
O Fórum das ADs, que reúne as seções sindicais do ANDES-SN das quatro universidades estaduais da Bahia, protocolou junto ao governo do estado a pauta de reivindicações dos docentes da Uneb, Uesb, Uesc e Uefs para 2018. O documento foi apresentado à governadoria e às secretarias estaduais da Educação (SEC), da Administração (Saeb) e das Relações Institucionais (Serin) ainda em dezembro. A categoria reivindica a abertura da mesa de negociação de maneira imediata, reforçando o cenário de indicativo de greve aprovado pelos docentes das quatro universidades estaduais.
Ato reúne servidores públicos em Mossoró (RN) na luta contra atrasos salariais
Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e se reúnem a servidores estaduais de diversas categorias, nesta quarta-feira (3), em um ato público unificado, para denunciar a falta de pagamento dos salários de novembro, dezembro e do 13º.
Outras Lutas
198 argentinos foram condenados em 2017 por crimes de lesa-humanidade
Segundo a Procuradoria de Crimes Contra a Humanidade (PCCH) da Argentina, 198 pessoas foram condenadas no país, em 2017, por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura civil-militar (1976-1983).
Petroleiros estão em estado de greve contra privatização da Petrobras
Petroleiros realizaram um dia de paralisação, na última quarta-feira (3), contra a privatização da Petrobras e em rejeição ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) proposto pela empresa, que retira direitos como benefício-farmácia, auxílio-alimentação e garantias aos membros da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa), além de reajustar os salários em 1,73%, valor muito abaixo da inflação.
Agenda
Janeiro
22 a 27 - 37º Congresso do ANDES-SN, com tema central “Em defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora. 100 anos da reforma universitária de Córdoba”. Local: Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Salvador (BA).
Para receber este informativo escreva para suporte@andes.org.br

Contos Africanos:O coração do chacal não deve ser comido



Eles (os bosquímanos) consideram que uma criança não deva ser tímida, por isso, as crianças não devem comer coração de chacais “, porque o chacal é muito medroso e foge de medo.

O coração do leopardo é que deve ser comido pelas crianças, pois ele não teme a nada, portanto, se uma criança torna-se covarde por causa do coração do chacal, e vai ter medo de tudo.

Portanto, nós não damos a uma criança o coração do chacal, porque sabemos que o chacal costuma para fugir, mesmo quando ainda não nos viu, apenas quando ele ouve o farfalhar de nosso pé, ele foge, mesmo quando ainda não nos avistou.

"O meu avô, Tssatssi, havia comprado um bando de cães de gappem-ttu, e ele lhe deu um cão. E ele pegou o cachorro, amarrou e levou ele embora, segurando a corda com a qual ele tinha amarrado o cachorro. Num primeiro momento, ele manteve o cão amarrado, mas


depois o soltou para farejar e ele matou alguns chacais".

Ele (meu avô) esfolou os chacais, e minha avó costurou a pele deles e as vestiu.
Ele matou depois outro chacal e um Lalandii Olocyon, ele os trouxe para casa para os esfolar.
E ele fez uma kaross (1) para gappem -ttu, um kaross de pele de chacal, enquanto ele ficou com o karossos de Otocyon, a pele do Otocyon.

E levou o kaross para gappem-ttu, o kaross de chacais, porque o gappem-ttu foi o único que


lhe deu um cachorro. Portanto, ele fez uma kaross para gappem-ttu em troca do cachorro que ganhou. Então gappem-ttu lhe deu um pote em troca do kaross. E meu avô voltou para casa.

Então, meu avô costumava agir dessa maneira, quando ele estava cozinhando um chacal, ele dizia: “Você pensa que nós comemos corações de chacais? Se fizéssemos isso seríamos covardes, portanto não comemos os corações dos chacais.

Pois, o meu avô não costumava comer o chacal, ele só o cozinhava para seus filhos.

Nota: Kaross é uma casaco feito de pele de carneiro, ou de outros animais, e que mantém o pêlo deles. Não tem mangas e é usado pelos khoikhoi e bosquímanos da África do Sul. Esses casacos pode ser substituídos por um lençol. Os chefes dessas tribos usam karosses de peles de gatos selvagens, leopardos ou caracais. A palavra pode ser empregada para designar também aqueles de pele de leopardo usados por chefes e pessoas ilustres da tribo

kaffir. Kaross é provavelmente uma palavra de origem khoikhoi, ou ainda uma adaptação do holandês kura, um cuirass. No vocabulário datado de 1673 karos é descrita como uma corruptela de uma palavra holandesa. Hoje em dia o kaross é uma lembrança comum para turista, sendo até feito de pele de vaca. O termo é comumente aplicado para designar lençóis de pele vendido como colchonete.

"Chacal dourado (Canis aureus bea), Serengeti National Park, Tanzania. Os bosquímanos não deixam crianças comer o coração de um chacal. O chacal é um animal medroso e eles acreditam que se uma criança comer o coração dele, vai se tornar uma pessoa medrosa."

Um afro abraço.
Claudia Vitalino

Fonte:http://www.sacred-texts.com/afr/sbf/sbf74.htm

A história do Marquinhos é um triste exemplo de covardia e violência no futebol brasileiro

LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C

Marquinhos Calazans, do Fluminense, recuperava-se de uma cirurgia no joelho quando foi agredido por torcedores rivais — e agora vai passar quase o ano todo em recuperação.
Resultado de imagem para imagens de Marquinhos Calazans
Foto Google
Conhecido como Marquinhos Calazans, o jogador foi vítima de mais um caso de violência e covardia no futebol brasileiro. E mostra que nem atletas profissionais estão imunes às brigas de torcidas.

Tudo começou em agosto do ano passado. Até ali, a história de Calazans era comum entre atletas profissionais. Ele sofreu uma ruptura do ligamento do joelho direito.

Naquele dia, ele saiu chorando do campo.
. O resultado foi uma cirurgia no joelho, com expectativa de retornar ao gramado apenas nos primeiros meses de 2018.
Como vários jogadores em início de carreira, Calazans é um atleta promissor, mas com um longo caminho pela frente.
Foram 24 partidas e nenhum gol marcado. Mas o suficiente para ser sondado para jogar na Itália.
Essa trajetória mudou em dezembro do ano passado. Era quarta-feira à noite, dia 13. No Maracanã, o Flamengo jogava a final da Copa Sul Americana. O estádio foi palco de cenas de vandalismo. O time brasileiro acabou derrotado pelo clube argentino Independiente.
Calazans estava a mais de 15 quilômetros dali, em Vista Alegre, zona norte do Rio.
Era de se esperar, portanto, que ele estivesse longe de qualquer confusão envolvendo a partida ou torcedores.
O jogador estava em um restaurante, acompanhado da namorada e de um casal de amigos, quando após a partida do Flamengo ele foi identificado por duas pessoas vestidas com a camisa do rival.
No relato publicado pelo Globo Esporte, os torcedores provocaram o atleta, que se retirou do local e foi para uma lanchonete ao lado. Eles perseguiram Calazans e tentaram agredir sua namorada.
O jogador acabou sendo atacado — justamente no joelho operado.
O médico do Fluminense resumiu o caso para a ESPN: ele sofreu um pisão no joelho."Segundo a versão do atleta, ele foi reconhecido e implicaram com ele. Ele foi para uma lanchonete. Ele foi seguido e teria ocorrido uma série de agressões que infelizmente acabou gerando um trauma. Ele teria recebido uma pisada no joelho, que voltou a romper o ligamento cruzado e o enxerto da primeira cirurgia", disse o médico Michael Simoni.
Antes, Calazans deve aguardar que o inchaço no joelho diminua. Ele deve fazer a cirurgia nas próximas semanas.
O Fluminense soltou uma nota, repudiando o episódio de violência. O jogador, por sua vez, decidiu manter o silêncio.
Até agora, nenhum suspeito foi identificado pela polícia.
Filipe Coutinho é repórter do BuzzFeed News, em Brasília
Contact Filipe Coutinho at filipe.coutinho@buzzfeed.com.
Fonte: https://www.buzzfeed.com/filipecoutinho/a-historia-jogador-triste-exemplo-covardia-futebol?origin=shp&utm_term=.ftGrEWvex#.xbB3B7wkv

Crivella nega verba e casa de cultura afro no Rio fecha as portas.

Do BuzzFeed:
Beth Santos/ Prefeitura RJ
Inaugurada em novembro de 2015 com um investimento de R$ 2,5 milhões da Prefeitura do Rio, a Casa do Jongo no Morro da Serrinha, em Madureira, fechou as portas esta semana por falta de verba.
“Em um ano de governo, a secretária de Cultura [Nilcemar Nogueira] nunca nos recebeu”, disse uma das diretoras da Casa do Jongo, Lazir Sinval.
Lazir é sobrinha de Tia Maria, que no dia 30 de dezembro completou 97 anos. Ela é a jongueira mais velha da Serrinha. O jongo é um ritmo que veio da África com os escravos e é uma das origens do samba.
O imóvel ocupado pelos jongueiros é da prefeitura, concedido a elas por 12 anos. Apesar de a Casa do Jongo da Serrinha ter sido inaugurada apenas em 2015, na gestão de Eduardo Paes (PMDB), o trabalho da entidade existe há mais de 50 anos para a preservação das tradições.
Em 2005, o Jongo da Serrinha passou a ser considerado Patrimônio Imaterial do Sudeste pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional).
Há quase 20 anos a Prefeitura do Rio vinha mantendo vínculo de patrocínio para o Jongo da Serrinha. Com a inauguração da Casa do Jongo, as despesas passaram a ser de R$ 400 mil ao ano, atendendo cerca de 400 alunos, entre crianças e adultos, em diversas atividades.
No ano passado, a situação se deteriorou. Segundo a prefeitura, a casa de cultura africana não faz parte da rede mantida pela administração, mas foi beneficiada por recursos da lei de captação de recursos do ISS (Imposto sobre Serviços) em 2017.
Fonte: DCM

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

PRESIDENTE DO STRAF DE NOVA CRUZ CONVIDA A SOCIEDADE ORGANIZADA PARA UMA IMPORTANTE REUNIÃO

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz/RN - STRAF, Edmilson Gomes da Silva (Negão), tem a honra de convidar a Prefeitura de Nova Cruz, EMATER, FETARN, BNB, Igreja Católica de Nova Cruz, CDL, CPC/RN, Representante da Agência da Previdência Social, sede de Nova Cruz, para uma reunião com os representantes das Associações Rurais e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário de Nova Cruz/RN - CMDRSS, que realizará-se-a no dia 11 de janeiro do corrente ano na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz/RN, sito a Rua 13 de maio, 94 - Centro - Nova Cruz, a partir das 09:00 horas, Cuja pauta será após debates e discussões a elaboração de um calendário de Reuniões.  com a presença do Articulador do Território Terrasul.

Desde já nós que fazemos o STRAF de Nova Cruz agradecemos antecipadamente as presenças de todos e de todas.

Saudações sociais e sindicais,

Nova Cruz/RN, 03 de janeiro de 2018

EDMILSON GOMES DA SILVA (NEGÃO)
Presidente do STRAF - Nova Cruz/RN