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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Festival Lula Livre reúne multidão em defesa da democracia e do Brasil

Cerca de 100 mil pessoas tomaram os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, neste sábado para defender o restabelecimento da democracia no Festival Lula Livre. Chico Buarque e Gilberto Gil encerraram o evento com o clássico da música brasileira Aquele Abraço, mas o ápice da participação dos dois foi quando cantaram juntos a canção Cálice, que lembra os tempos da censura durante a ditadura civil-militar.
“Todos nós que aqui representamos, hoje, o desejo nacional de libertação do nosso líder, manifestamos o processo de luta democrática permanente que temos que ter no país e no mundo inteiro. Viva a democracia. Lula Livre!”, pediu Gil, enquanto Chico puxou o grito “Lula Livre!”. “São quase 100 mil que estão aqui para cantar e mandar essa mensagem de esperança pela libertação do Lula”, completou Chico.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) participou do evento. “A Lapa deu a mostra de que o Brasil não vai aceitar as arbitrariedades tidas como “normais”. A ficha tá caindo, galera. Lula é um preso político e sua liberdade é a luta de milhares”, afirmou a deputada.
Pelas redes sociais, a pré-candidata do PCdoB, Manuela D´’Avila, comentou a mobilização. “Que lindo ver tanta gente no Rio lutando pela liberdade do presidente Lula! Povo que luta pela democracia!”, escreveu.
Desde às 14 horas, dezenas de artistas brasileiros e latino-americanos se apresentaram e fizeram manifestações em defesa da democracia e pela liberdade de Lula. A sambista Beth Carvalho pediu a união da esquerda na disputa eleitoral. “O povo sabe, o povo quer, o povo diz, nós queremos Lula andado livre no país”, afirmou a cantora.

Jards Macalé cantou os versos de Nelson Cavaquinho: “o sol há de brilhar mais uma vez”, versos da música Juízo Final. O cantor e compositor Chico César emocionou quando misturou seu sucesso Mama África com versos de Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré, que também marcou a luta contra a ditadura.
O evento ainda contou com a participação dos grupos Heavy Baile, as cantoras Dani Negra e Craca, MC Carol e o rapper Renegado que trouxeram os ritmos da periferia.
O ator Herson Capri fez a leitura da carta que Lula escreveu para o festival. “Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?”, diz um trecho da carta.
Marielle, presente!
Apesar do clima festivo, o evento foi marcado por muitos protestos. Em vários momentos, artistas e lideranças políticas cobravam justiça pelo assassinato de Marielle Franco, que completaria 39 anos neste final de semana.
Os protestos também chamaram atenção para o combate à opressão contra o povo negro. O rappers Flavio Renegado, Dani Nega e o grupo Gotam Cru & Os Curingas trouxeram a cultura da periferia para o centro da festa.
“O Brasil que queremos é feito por lideranças pretas e pelo fim do genocídio e da intervenção militar”, afirmou Caio Prado e os integrantes da Intrépida Trupe durante a homenagem à vereadora.
A banda Gotam Cru destacou que Lula é preso político, vítima do “grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”, e também criticaram o governo Michel Temer e seus retrocessos “a galope”.
Outro ponto alto da noite foi quando o músico Odair José cantou Eu vou Tirar Você Desse Lugar, em referência indireta ao ex-presidente Lula, mantido preso em Curitiba. O cantor Daniel Téo, levou para a Lapa a canção You’re not alone, que presta homenagem a Lula, Nelson Mandela, Dalai Lama, Desmond Tutu, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, John Lennon, Rosa Parks e outros ícones globais da luta pela paz, justiça e igualdade.
Do Portal Vermelho, com informações da Rede Brasil Atual e Brasil de Fato

domingo, 29 de julho de 2018

Cinco cidades vão receber apoio federal para se candidatarem à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

O Ministério da Cultura (MinC) vai oferecer, pela primeira vez na história, apoio técnico às cidades brasileiras que queiram se candidatar ao título de cidade criativa da UNESCO. O MinC lançou o edital nesta sexta-feira (27), durante oficina de capacitação sobre leis federais de incentivo para produtores culturais em Vitória (ES).
As cidades selecionadas receberão consultoria especializada para a elaboração do dossiê de candidatura. Cada cidade deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa na cultura e na economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas na segunda quinzena de agosto. 
"Na prática, ao ganhar o selo da UNESCO, a cidade passa a ter suporte e condições de desenvolver sua vocação criativa, fortalecendo a cadeia de empreendimentos e atividades da área temática pela qual foi escolhida, seja ela gastronomia, design, cinema ou outra. Isso resulta na atração de mais turistas, na geração de emprego, renda e desenvolvimento para a região. Por isso é tão importante investir na candidatura ao título", enfatiza o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, com o edital, o MinC quer ajudar as prefeituras a apresentarem propostas mais competitivas na próxima seleção de cidades criativas, que acontecerá em 2019.
Oito cidades brasileiras já fazem parte da Rede de Cidades Criativas: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema. O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da rede.
O edital tem como objetivo estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que, além de estimular a economia criativa e que tenham a cultura como base, contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Podem participar do certame quaisquer municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não tenham sido eleitas cidades criativas pela UNESCO. 

Rede de Cidades Criativas

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; de realizar estudos, pesquisas e de criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.
Para serem integrantes da Rede, as cidades precisam passar por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da UNESCO. A proposta de candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade em contribuir com os compromissos das cidades criativas. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas que serão executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Novo artigo na Brasiliana Iconográfica: É plágio? A repetição de personagens e cenas nos registros dos artistas viajantes

Obra Danse de sauvages de la Mission de St: José, de Jean-Baptiste Debret, do álbum Voyage Pittoresque dans le Brésil.
Obra Danse de sauvages de la Mission de St: José, de Jean-Baptiste Debret, do álbum Voyage Pittoresque dans le Brésil.

Por BIBLIOTECA NACIONAL

BRASILIANA ICONOGRÁFICA

Tomar como referência o trabalho de outro artista ou copiá-lo era prática comum entre os estrangeiros que registraram o Brasil no século XIX, como Debret, Rugendas e Chamberlain. Novo texto publicado na Brasiliana Iconográfica sinaliza que registros feitos por artistas viajantes que integram o acervo da Brasiliana Iconográfica permitem identificar personagens que se repetem em obras de diferentes autores.

A observação direta nem sempre era praticada, pois as viagens eram caras, e os lugares, distantes entre si. Assim, era comum desenhar cenas, lugares e pessoas jamais vistos pessoalmente, embasados por registros de terceiros. A prática, que hoje pode ser considerada plágio, era bastante utilizada no século XIX para ampliar o conteúdo dos livros dos artistas viajantes. Tais obras pretendiam mostrar, de forma abrangente, a paisagem, a sociedade e a economia dos locais por onde os artistas passavam. O francês Jean-Baptiste Debret, por exemplo, ilustrou um grupo de índios da missão de São José, que ele não presenciou. Tudo indica que ele usou como base imagens de índios norte-americanos feitas pelo naturalista Georg Heinrich von Langsdorff que registrou, em 1812, uma missão de São José na Nova Califórnia.

Acesse

XIII Encontro Nacional de Acervos Raros – convocatória para apresentação de trabalhos

EVENTO

A Biblioteca Nacional, por meio do PLANOR – Plano Nacional de Obras Raras –, comunica que está aberta a convocatória de trabalhos para serem apresentados durante o XIII ENAR - Encontro Nacional de Acervos Raros, a ser realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2018, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, de 9h às 17h.

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O tema deste ano será Políticas deSegurança e Salvaguarda de Acervos Raros e Especiais. Os trabalhos deverão ser encaminhados até o dia 1º de junho de 2018, de acordo com as normas de apresentação a seguir.

Apresentação de trabalhos

  • Os autores dos trabalhos selecionados deverão confirmar sua participação através de e-mail até 45 dias antes do evento.
*Serão excluídos da relação de trabalhos aprovados, aqueles em que nenhum dos autores possa vir apresentá-lo na data do Evento.

Publicação e exposição dos trabalhos

Os trabalhos poderão ser publicados nos Anais da Biblioteca Nacional e/ou no Boletim Informativo e página do PLANOR, se devidamente autorizado pelos autores em formulário específico.

Procedimentos para o envio de trabalhos completos

A padronização dos trabalhos técnico-científicos deverá seguir as versões mais atualizadas das seguintes normas:
  • NBR 6022 Informação e documentação Artigo em publicação periódica científica impressa Apresentação;
  • NBR 6023 Informação e documentação: elaboração de referências;
  • NBR 6028 Resumo/Abstract (Tipo Informativo);
  • NBR 10520 Informação e documentação: citações em documento Apresentação.

Formatação do texto

  • O trabalho todo deverá conter no máximo entre 10 (dez) e 15 (quinze) páginas, incluindo imagens em alta resolução (300 dpis), anexos, tabelas e gráficos;
  • Cada trabalho deverá conter na primeira página, o título em letras maiúsculas, o nome do(s) autor(es), o nome e o endereço da instituição onde atua, incluindo o nome do país e os respectivos endereços eletrônicos;
  • As tabelas e os gráficos na mesma versão (fonte Times New Roman), corpo 11);
  • Espaçamento entrelinha de 1,5 cm e espaçamento duplo entre os parágrafos;
  • Margens superior e esquerda da página, de 3 cm e margens inferior e direita da página, de 2,5 cm;
  • Para a elaboração do trabalho deverá ser utilizada no mínimo a versão 7 do Windows e a versão mais atual do editor de texto.

Comunicação oral

  • Tempo para exposição de 20 minutos, seguido de 5 minutos para debate;
  • Priorizar o problema da pesquisa, a metodologia e os resultados obtidos;
  • O autor deverá informar à Comissão Técnica, em até 10 dias antes do evento, os equipamentos necessários para sua apresentação.
  • Será permitido apenas a dois autores, no máximo, apresentarem oralmente o trabalho, desde que tenham preenchido e assinado o formulário específico para este fim.

Envio do trabalho

Encaminhamento da documentação via e-mail: planor.eventos@bn.gov.br.
  1. Carta de solicitação para apreciação do trabalho;
  2. Trabalho original e completo em formato PDF.
# Serão encerrados os recebimentos de trabalhos antes do prazo estabelecido, caso tenhamos completado o número de trabalhos aceitos para o Evento (16 trabalhos).

Contatos

  • Rosângela Rocha Von Helde
    Bibliotecária
    Chefe do PLANOR
    Tel. 21- 22202588
  • Silvia Fernandes Pereira
    Bibliotecária
    Chefe Substituta do PLANOR
    Tel.: ( 21) 30953892

Ouça a Rádio Brasil Cultura pelo seu celular ou tablet via internet.

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Fonte: BRASIL CULTURA

sábado, 28 de julho de 2018

AUTO ESCOLA AGRESTE COM VISUAL NOVO E DE UM PROFISSIONALISMO FORA DO COMUM, VISITE-NOS!!!

 Novo visual da AUTO ESCOLA - CENTRO DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES - CFC - NOVA CRUZ/RN

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Festival Lula Livre reúne no Rio gerações e estilos musicais em defesa da democracia

Programação musical terá nomes como Ana Cañas, Beth Carvalho, Noca da Portela, Nelson Sargento, MC Carol e Renegado, além de Chico Buarque, Gilberto Gil, Jards Macalé, Chico César e Odair José
Está chegando a hora. Neste sábado (28), a partir das 14h, no Rio de Janeiro, nos Arcos da Lapa, região central da cidade, o Festival Lula Livre reunirá artistas e intelectuais latino-americanos em ato cultural e político em defesa da democracia e contra a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os mais de 40 nomes da música brasileira confirmados, estão Chico Buarque, Gilberto Gil, Jards Macalé, Ana Cañas, Beth Carvalho, Chico César, Noca da Portela, Nelson Sargento, Odair José, e Manno Góes, assim como artistas da nova geração, como Filippe Catto, Tomaz Miranda, Cecilia Todd, Marcelo Jeneci, Lyza Milhomem, Marcos Lucenna, Maria Rivero e MC Carol.
O cantor Odair José, remanescente da chamada cultura brega dos anos 1970 e que acabou se tornando cult, voltou a se encontrar com o grande público nas edições da Virada Cultural paulistana e, em janeiro deste ano, participou pela primeira vez de um ato político em mais de 40 anos de carreira. Para o show no Rio, os organizadores afirmam que pedirão para que cante outro clássico do seu repertório, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar.
O evento é organizado por um coletivo de artistas e pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, como parte de uma série de atividades que culminarão com o registro da candidatura de Lula à Presidência da República, em 15 de agosto. Diverso, o festival começa à tarde e se estenderá noite adentro, com oficinas, DJs e apresentações teatrais, culminando com um grande ato-show.
A ideia do evento nasceu a partir de um manifesto elaborado por Chico Buarque, Martinho da Vila, Ziraldo, Leonardo Boff e mais de 800 signatários. O documento afirma que “todo o julgamento do presidente Lula foi um erro jurídico sem limites”. Para os signatários, não é possível aceitar que ula, líder em todas as pesquisas, não participe das eleições. “Inadmissível é mantê-lo preso num flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça.”
 Festival Lula Livre
Mesmo preso injustamente, Lula é líder em todas as pesquisas eleitorais. Candidatura será registrada dia 15 de agosto

Eventos simultâneos
De acordo com a organização, o festival será dividido em duas partes. A chamda parte lúdica, que começa às 14h, na praça diante dos Arcos e do Circo Voador, será aberta pela trombonista Ju Storino e o Palhaço Zé Catimba, que farão o anúncio da abertura. Está previsto um cortejo, reunindo poetas, músicos, atores e artistas circenses. Em seguida, cada participante se destinará aos espaços reservados para atividades – música, teatro, poesia, oficinas.
Em seguida, começam as intervenções de rua, como montagem de pipas, oficina literária (com Márcia Tiburi, segundo informa Hildergard Angel em sua coluna no Jornal do Brasil), estêncil, bordados e flores (com as Bordadeiras pela Democracia), fotojornalismo, grafite e pintura em tecidos.
Os organizadores estimam que sejam feitas cerca de 500 pipas na oficina da própria praça, que comporão junto com 10 pipas artísticas gigantes uma espécie de balé. Um ecobalão de 4 metros subirá com uma faixa com a mensagem do festival.
A praça será tomada pelos grupos circenses Tropa de Palhaços, Grande Circo Trapézio, Tá Na Rua, e Mistérios e Novidades, seguidos dos coletivos de dança Passinhos Carioca e Efeito Urbano. Haverá ainda uma revoada das pipas e ecobalões produzidos, tendo ao fundo o som do DJ Rodrigo Penna. Por volta de 17h, a primeira parte do festival será encerrada com samba levado pela Orquestra Voadora, que tem 120 integrantes.
Na sequência, começam as apresentações musicais no palco central. O reencontro de Chico e Gil encerrará o Festival Lula Livre, em defesa da democracia e pela libertação do ex-presidente de sua prisão política.
Fonte: BRASIL CULTURA

Costela fogo de chão

Há várias formas de se preparar uma boa costela. Você pode fazê-la em uma churrasqueira, enrolando a costela em papel alumínio ou celofane e “encostando” a dita cuja na brasa ou no fogo de chão. Não há dúvida de que a costela ficará muito mais saborosa e com uma consistência muito melhor se assada ao fogo de chão.
Finalmente, segue abaixo algumas dicas:
Ingredientes
1 costela de 10 a 15 kg
1 (a 2) kg de sal grosso (pode ser temperado)
1/2 (a 1)L de cachaça
Acessório(s)
1 espeto especial para costela fogo de chão
1,5m2 de lenha
Opcional
2 (a 3) L de álcool combustível
2 sacos de carvão (5 a 7 kg cada)
Modo de preparo – Terreno
Prepare um espaço plano de 2 por 2 metros
No centro, enfie o espeto para demarcar o local da costela.
O carvão opcional, serve para facilitar o início do fogo. Se for utilizá-lo, faça duas carreiras de carvão onde ficarão a parte da frente e de trás da costela, cerca de 1/2 metro de distância do ponto central.
Se não vai utilizar carvão, faça as mesmas carreiras, com as lenhas.
Umedeça com bastante álcool e aguarde uns 5 a 10 minutos para que o álcool penetre nas lenhas (e no carvão).
Modo de preparo – Costela
Prenda a costela no espeto.
Umedeça levemente um lado da costela com cachaça.
Faça uma camada de sal por todo o lado da costela.
Volte a colocar cachaça, misturando-a com o sal, deixando uma camada homogênea com essa “paçoca” de sal e cachaça por todo o lado da costela.
Faça o mesmo do outro lado.
Não precisa ser tão caprichoso no lado dos ossos.
Leve o espeto ao local demarcado e enfie novamente no solo.

Acenda o fogo e mantenha-o sempre ardente, com labaredas. Para isto, vá alimentando com lenhas durante todo o processo.
As labaredas não podem encostar na costela. Devem apenas, fazer muito calor.
Em 4 a 6 horas a costela estará pronta.

“A Biografia da Nação”, uma obra necessária para entender o Brasil

A leitura do livro Biografia da Nação merece entrar para aquela lista de obras preferenciais para toda pessoa que queira compreender de modo mais profundo o que é o Brasil, como foi possível ao povo e às principais forças políticas e econômicas construir uma das maiores nações do mundo, considerando o período histórico iniciado a partir da invasão e ocupação dos portugueses, na esteira do processo de expansão da Europa, singelamente conhecido como “As Grandes Navegações”.
 Por Altair Freitas
 José Carlos Ruy, autor da obra “Biografia da nação – história e luta de classes” José Carlos Ruy, autor da obra “Biografia da nação – história e luta de classes”
Biografia da nação, história e luta de classes, tem a marca registrada do seu autor, o jornalista e pesquisador marxista José Carlos Ruy: o manejo de conceitos e instrumentos fundamentais do marxismo como a Luta de Classes e o Materialismo Histórico e Dialético, não apenas como referenciais teóricos, mas como verdadeiros equipamentos da ciência histórica e social para analisar o desenvolvimento do Brasil à luz do estudo de uma vasta bibliografia que remonta à fantástica carta descritiva de Pero Vaz de Caminha sobre a chegada da esquadra Cabralina em 1500. O livro é, portanto, também, uma deliciosa viagem pela produção literária de gerações a fio de portugueses, estrangeiros e, especialmente, de brasileiros – desde as primeiras gerações de descendentes dos primeiros colonizadores lusitanos que se aventuraram por aqui. Uma viagem que abrange praticamente todos os matizes e variantes ideológicos que nortearam aqueles (as) que escreveram sobre o Brasil. É um livro sobre livros e sobre as variadas interpretações sobre o que foi o Brasil, sobre o que era o nosso país e suas perspectivas futuras quando analisado pelas “penas” dos diversos escritores, historiadores, pensadores, com particular acento no estudo sobre como o pensamento marxista brasileiro buscou compor uma visão sobre o nosso desenvolvimento, contradições, lutas, limites e potencialidades.
Mas o grande mérito do livro não são as referências bibliográficas, uma “biografia da biografia” mas a efetiva compreensão sobre a enorme complexidade envolvida na construção do Brasil como nação. Sendo inicialmente uma colônia clássica do tipo “por exploração”, destinada a ser um anexo da economia portuguesa, fornecedora de produtos agrícolas e ouro para Portugal – processo que nos aproxima de modo profundo às demais nações da América Latina, resultantes do mesmo processo histórico – o Brasil superou Portugal a partir de um determinado momento em pujança econômica. E a partir daí vivenciou-se nestas terras tropicais lutas renhidas, complexas, envolvendo as classes sociais fundamentais – senhores de engenho e escravos e burguesia e proletariado – mas também a profunda dicotomia crescente entre colônia e metrópole, país independente e imperialismo, tudo isso emaranhado às lutas entre facções, segmentos, frações das classes dominantes entre si pelo controle do Estado, colonial e, posteriormente, nacional. Um livro, enfim, para ser lido, relido, estudado.
Fonte: Brasil Cultura

quinta-feira, 26 de julho de 2018

PRESIDENTE DA BIBLIOTECA NACIONAL RECEBE EDUARDO VASCONCELOS EM AUDIÊNCIA







Hoje (26), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, foi recebido em audiência pela presidente da Biblioteca Nacional, sede matriz no Rio de Janeiro, a professora HELENA SEVERO.  Cujo objetivo foi a exposição feita pelo Eduardo sobre o Projeto da Biblioteca, denominada de "Se o estudante não vai a biblioteca, a biblioteca vai ao estudante".

Eduardo Vasconcelos também ouviu da professora, Helena Severo as informações e explicações das ações desenvolvidas pela Biblioteca Nacional e que apesar das dificuldades, irá sim apoiar a ideia do CPC/RN e que após levar ao conhecimento aos demais diretores/coordenadores enviará um acervo de livros e revistas para colaborar com o projeto. O que Eduardo, logo agradeceu.

"Esse projeto está em fase de análise e adequação, pois em uma próxima fase parceiros irão criar uma "arca volante, que após pronta segurá uma agenda para aos poucos chegar aos interiores (escolas), ficarão em exposição uma dia e neste mesmo dia emprestará-os aqueles alunos que se prontificarem a após lê-lo devolvê-lo em prazo de 10 (dez) dias."  Mais detalhes brevemente no lançamento do projeto." Explicou Eduardo Vasconcelos a presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo.

Fotos: Patricia - Biblioteca Nacional



Letícia Sabatella interpreta Edith Piaf e Fernando Alves Pinto é Bertolt Brecht em ‘A Vida em Vermelho’

A atriz paranaense Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto interpretam Edith Piaf (1915-1963) e Bertolt Brecht (1898-1956) em A Vida em Vermelho, espetáculo que faz quatro apresentações gratuitas no Itaú Cultural  de 26 a 29 de julho. Apresentada pela primeira vez em 2016, a peça sugere um encontro entre a cantora francesa e o poeta e dramaturgo alemão, artistas cujas visões de mundo eram tidas como radicalmente opostas.
Enquanto Piaf expunha em suas canções a intensidade e a solidão da alma, o que atraía a atenção de Brecht eram as relações humanas desenvolvidas dentro do sistema capitalista. Inicialmente discordantes, suas visões vão provando que podem coexistir conforme os artistas discutem no palco de um antigo cabaré.
Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto apresentam as principais canções de Piaf e Brecht, além de músicas famosas de suas épocas, ao lado de três outros músicos. Os medos, anseios e realizações de dois dos principais artistas do século 20 servem de inspiração para o espetáculo, cujo texto é assinado pela dramaturgo Aimar Labaki e a direção fica a cargo de Bruno Perillo.
Com 90 minutos, as apresentações gratuitas acontecem às 20h na quinta, sexta e sábado, e às 19h no domingo. Os ingressos são distribuídos uma hora antes da peça, na bilheteria do Itaú Cultural. Indicado para maiores de 12 anos, o espetáculo conta com interpretação em libras.
Brasil Cultura

Parque Nacional do Iguaçu antecipa recorde de visitantes

Parque Nacional do Iguaçu, palco das mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu, superou no último domingo (22) a marca de um milhão de visitantes desde o início do ano. O recorde, impulsionado especialmente pela presença de frequentadores do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e dos Estados Unidos, foi atingido sete dias antes do mesmo número ser alcançado em 2017 (29 de julho).
Referência na conservação da biodiversidade, o parque, situado na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu (Brasil, Argentina e Paraguai), no Paraná, registra uma alta de 6% na procura entre 1º de janeiro e 21 de julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente neste mês, o aumento chegou a 4%, segundo a concessionária que administra a visitação na unidade, totalizando 144.509 pessoas.
O ranking de nacionalidades que mais estiveram no local em 2018 é composto ainda por turistas da França, Alemanha, Espanha, Chile, Japão, Inglaterra, México, Colômbia, Bolívia, China, Peru e Coreia do Sul. Desde o último dia 7, o horário de funcionamento do parque foi ampliado, passando a operar das 8h às 17h, uma hora mais cedo. A mudança será mantida até 29 de julho.
Primeira unidade de conservação ambiental brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, no ano de 1986, o local foi o segundo parque nacional mais visitado em 2017 (1,8 milhão de pessoas). A informação é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pela gestão de parques, florestas, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas no país, entre outras.
A liderança no ano passado coube ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que abriga o Cristo Redentor (3,3 milhões). Já o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que desde o ano passado ganhou um aeroporto para voos diretos, foi o terceiro em número de visitantes (800 mil).
IMPULSO – A fim de aprimorar o atendimento a visitantes e reforçar a geração de emprego e renda, o ICMBio anunciou que sete unidades de conservação nacionais terão serviços delegados a concessionários. O instituto elabora editais envolvendo os parques do Pau Brasil (BA), Chapada dos Veadeiros (GO), Lençóis Maranhenses (MA), Itatiaia (RJ), Caparaó (MG), Jericoacoara (CE) e da Serra da Bodoquena (MS).
Os processos, precedidos da realização de consultas públicas, vão incluir atividades como transporte interno, alimentação, hospedagem, opções de aventura, venda de produtos com a marca da unidade e estacionamento, entre outras. Atualmente, os parques nacionais da Serra dos Órgãos e da Tijuca (RJ), de Fernando de Noronha (PE) e do Iguaçu já contam com serviços administrados por meio de concessões.
Fonte; Brasil cultura

Ariano Suassuna, nacionalista e popular

Na segunda-feira (23), completaram-se quatro anos do falecimento de Ariano Suassuna. E por astúcias da vida, nesta quarta-feira celebra-se o Dia do Escritor. Para os dois dias, é natural que recuperemos este autor universal do Nordeste e do Mundo.
Por Urariano Mota*
Ariano Suassuna, pelo menos em seus últimos 30 anos, esteve sempre em pleno exercício da glória. Contrariando o adágio de que ninguém é profeta em sua terra, Ariano Suassuna é, foi querido em Pernambuco, na Paraíba, no Brasil e no mundo. Sem deixar Pernambuco. Sem deixar o bairro de Casa Forte, onde morava. Em 2014, na semana anterior a seu falecimento, as filas dobravam esquinas, quarteirões, para ouvi-lo no Festival de Inverno de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco.
 Caso raro também de escritor, ele sabia falar, tão bem ou melhor que escrevendo. Ele usava a fala, o dom de contar estórias, como poucos atores já vi até hoje. Os atores de palco, os humoristas de profissão, até mesmo os do gênero que chamam agora de comédia stand-up, um nome que Ariano teria horror, stand-up, fiquem de pé, em pé, por favor, para melhor estudá-lo. E não adiantava fazer dele a caricatura, os traços exteriores, porque o fundamental do escritor, a complexidade do ser, a cultura e vivência são irreproduzíveis.
Ele dizia: “A minha voz é feia, fraca, baixa e rouca, eu tenho essa dificuldade”. E ganhava de imediato o auditório, com um sem se dar importância, como um ótimo ator e estudioso da psicologia humana, do público, que ele mantinha na rédea, à mão. “Eu sou um palhaço frustrado”, ele dizia nas palestras. Insuperável em contar histórias, todas acontecidas. Como a história dos doidos, na inauguração de um hospital para loucos na Paraíba. Ele contava que na inauguração do sanatório, que aplicava a psicoterapia do trabalho, os doidos entraram em fila com os carros de mão. Um deles entrou com o carro invertido, virado. Ao ser recriminado, o louco diferente respondeu:
– Eu sei, doutor, que o meu carro está errado. Mas se eu botar o carro certo, eles botam pedra pra eu carregar.
Ariano dizia que admirava os loucos, porque eles têm um ponto de vista original, como os escritores devem ter.
Noutra, ele contava que o doido oficial de Taperoá, terra natal, ficou uma vez com o ouvido colado num muro da cidade, e as pessoas começaram a imitá-lo, pondo o ouvido no muro também. Até que uma pessoa normal, com o ouvido no muro, reclamou pro doido oficial:
– Eu não estou ouvindo nada.
Ao que o doido respondeu:
– Não é? Desde manhã que tá assim.
Era um sucesso absoluto no auditório. Na homenagem que faço a ele, no Dicionário Amoroso do Recife, escrevi:
“…Tudo o que Chico Anysio, Lima Duarte e Rolando Boldrin tentam fazer na televisão, conversando, há muito Ariano vem fazendo: ele é um humorista narrador de casos, ajeitados à feição de vivíssimos causos. Ele é um showman sem smoking, metido em roupa de caroá, ou em calça e camisa de brim cáqui… (Mas em se tratando de Ariano Suassuna, melhor dizê-lo palhaço sem fantasia na vestimenta)
A gente não sabe se Ariano Suassuna criou o seu personagem, ele próprio, Ariano, ou se o seu personagem criou o narrador de auditório, Ariano. Conversando, ou melhor, somente ele falando, parece que conversa, porque ele narra de um modo que nos mergulha no meio da sua narração. Ele gera a ilusão da conversa pela comunhão, até mesmo pela cumplicidade, com os fatos narrados.
Ariano, ‘conversando’, é ator de picadeiro sem trejeitos ou caretas, que substitui pelos movimentos da voz, pelas inflexões na fala, pela escolha de palavras chãs, pelo rasgo de olhos pícaros que nos fitam, acompanhando o efeito das armadilhas que lança. Ele narra nesse ator – ele próprio – pela ambientação que situa, uma ambientação absolutamente econômica de cenários, cenários só personagens, e, o que reforça a ilusão de conversa, ele aparenta ser também ouvinte, quando na verdade faz pausas de radar, para ver como se refletiram aqueles sinais que lançou”.
Ariano Suassuna foi um nacionalista sem trégua. Amante do povo brasileiro, amante incurável, sem remédio ou subserviência. Dizia ele, lembrando Machado de Assis: “No Brasil existem dois países: o Brasil oficial e o Brasil real. Eu interpreto que o Brasil oficial é o nosso, dos privilegiados. E o país real é o do povo. E Machado dizia: ‘o país real é bom, revela os melhores instintos. Mas o país oficial é caricato e burlesco’”. Falava mais Suassuna: “a classe dirigente do Brasil quer que o Brasil seja uns Estados Unidos de segunda ordem. Eu não quero nem que seja Estados Unidos de primeira. Eu quero que o Brasil seja o Brasil de primeira..”. Amado por todos, até mesmo pela vanguarda, que ele mais de uma vez hostilizou. É verdade, ele era um conservador em matéria de costumes e de arte. Pra se ter uma ideia, nunca aceitou o teatro de Nelson Rodrigues, por achá-lo um amontoado de perversão e perversidade. Mas isso pouco importa agora. O mais importante é destacar que ele era um humanista, um conhecedor de humanismo clássico, um homem cultíssimo, que falava sobre a literatura picaresca na Espanha antes de Cervantes. Um erudito que se disfarçava bem na fala de sertanejo, no sotaque pernambucano, nordestino entranhado.
No seu amor pelo povo, no nacionalismo que buscava o melhor da civilização brasileira, ele foi, é um exemplo a ser seguido por todos escritores brasileiros.
*Urariano Mota é jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”.