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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pixinguinha


Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música "Carinhoso". Arranjador, instrumentista e compositor, é um dos maiores representantes do "choro" brasileiro.

Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época. Filho de um flautista recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Em 1911, começou a tocar na orquestra do rancho carnavalesco Filhas da Jardineira, onde conheceu Donga e João da Baiana.

Estudou no colégio São Bento, mas seu interesse era a música. Seu primeiro emprego foi na casa de chope A Concha, na Lapa Boêmia. Com 15 anos já era músico da orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1917 gravou o disco com o choro “Sofres” e a valsa “Rosa”. Em 1918 Pixinguinha e Donga foram convocados pelo proprietário do cinema Palais, na Av. Rio Branco, para formar uma pequena orquestra que tocaria na sala de espera.

O grupo “Oito Batutas” foi formado por Pixinguinha na flauta, Donga e Raul Palmeri no violão, Nelson Alves no cavaquinho, Jacob Palmieri e Luis de Oliveira na bandola e reco-reco, China (irmão de Pixinguinha) no canto e violão, José Alves de Lima no bandolim e ganzá.

O grupo passou a viajar pelo Brasil e, em 1921 foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. Permaneceram em Paris entre janeiro e agosto de 1922, tocando em diversas casas. Nessa época, Pixinguinha ganhou de Arnaldo Guinle o saxofone que mais tarde iria substituir a flauta. Donga ganhou um banjo, com o qual faria diversas gravações.

Quando retornou ao Brasil, o grupo fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Em novembro do mesmo ano, iniciou uma turnê na Argentina, onde passou cinco meses. Na década de 30, gravou vários discos como instrumentista e compôs várias músicas, entre elas “Rosa” e Carinhoso, com letra de João de Barros, que foram gravadas por Orlando Silva.

Na década de 40 passou a atuar como arranjador. Em 1942 fez sua última gravação como flautista em 


um disco com dois choros de sua autoria: “Chorei” e “Cinco Companheiros”. Em 1945 participou da estreia do programa “O Pessoal da Velha Guarda” dirigido e apresentado pelo radialista Almirante.

Em 1951 foi nomeado, pelo prefeito do Rio de Janeiro, João Carlos Vital, para lecionar música nas escolas cariocas. A parir de 1953 passou a frequentar o Bar Gouveia com tanta assiduidade que acabou tendo uma cadeira permanente com seu nome gravado, onde só ele poderia sentar.

Em 1955 gravou seu primeiro LP, “Velha Guarda”, que teve a participação de seus músicos e de Almirante. Nesse mesmo ano, se apresentou na casa noturna Casablanca. Em 1962 escreveu uma música para o filme “Sol Sobre a Lama”, com letra de Vinícius de Moraes.

Pixinguinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Juca Ferreira: não há inocentes na destruição do Museu Nacional

Crítico à Lei Rouanet, ex-ministro da Cultura afirma que as formas de financiamento para cultura e patrimônio são injustas,
Projeto que reorienta política de investimento na Cultura está paralisado pelo Senado
No domingo 2, todo o País e a comunidade internacional assistiram estarrecidos a mais antiga instituição cientifica do Brasil sendo completamente tomada pelo fogo. Ainda é difícil calcular o que representa a perda das milhares de peças que compunham o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
A tragédia reacende o debate sobre os muitos casos semelhantes, em que museus e centros culturais foram destruídos por falta de segurança, e em que condições estão outros espaços de preservação e fomento da cultura e da memória.
O ex-ministro da Cultura no governo da presidente Dilma Rousseff e atual secretário de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, afirma que as formas de investimento público destinadas ao patrimônio cultural e cientifico são injustas, e beneficiam grandes grupos privados, como é o caso da Lei Rouanet.
“Aqui a lei serve para reforçar as marcas e investir em institutos e fundações privadas. É injusta”, afirma Ferreira, acrescentando ainda que no Brasil não há nem investimento, nem apego pelos espaços culturais. “Não há inocentes. Todos têm responsabilidade.”
Como o senhor recebeu a notícia do incêndio no Museu Nacional?
Juca Ferreira: Nas últimas décadas, foi o fato (a destruição do Museu Nacional) que mais me emocionou. Ainda estou sob o impacto da imagem do museu completamente tomado pelas chamas. Consegui dormir duas horas naquela noite e chorei na mesma hora. Eu sou uma dessas pessoas que acha que a Cultura é uma das coisas mais elevadas da existência humana, é o que nos diferencia; a capacidade de gerar simbolismos, a memória, a necessidade de expressão. Perdemos duzentos anos de pesquisas, referências da existência da humanidade no planeta, estudos de animais pré-históricos. Tive a impressão naquele momento (do incêndio) que o Brasil chegou a um lugar que nunca deveria ter ido. Estamos mais pobres e menos humanos.
A que o senhor atribui essa tragédia?
JF: Não se pode banalizar o que aconteceu. Primeiro, o Brasil não valoriza devidamente a sua Cultura. O Estado brasileiro não disponibiliza recursos suficientes para a gestão da Cultura. Não existe ainda consciência no Brasil da importância dessa dimensão, principalmente agora com o crescimento do pensamento neoliberal que reduz tudo a produção e circulação de mercadorias, como se o Estado tivesse apenas o papel de financiar e respaldar a economia. Os recursos sempre foram poucos e insuficientes para a preservação da memória, desenvolvimento cultural, para o acesso pleno por parte de todo o povo brasileiro, tampouco temos dinamização da política cultural.
Uma das primeiras coisas que este governo fez depois do afastamento da presidenta Dilma foi tentar extinguir o MinC. Só não fez porque houve uma reação gigantesca, não só por parte dos artistas, mas de toda sociedade. Optaram, então, por uma corrosão interna do ministério, que resultou no esvaziamento dos programas que tinham sido construídos.
Essa corrosão é o que provoca incidentes como o do Museu Nacional?
JF: É fundamental considerar que os investimentos são insuficientes para manter os equipamentos culturais no Brasil. Os museus, os teatros, os centros culturais estão ameaçados na sua política de segurança porque não há recurso para isso.
O atual gestor do Museu Nacional havia indicado algo em torno de dois milhões e meio para a montagem de uma estrutura de segurança satisfatória para o Museu Nacional, e esse repasse simplesmente não foi feito. Não existe a compreensão de desenvolvimento cultural, de memória, de preservação, e esse atual governo é a expressão mais líquida e definitiva desse sistema, que é uma boçalidade.
O senhor diz isso em referência aos políticos?
JF: A gente ouviu uma pessoa pública falando que não precisamos de Ministério da Cultura. Vamos virar uma republiqueta de bananas, a maior delas, e talvez isso sirva de consolo. O que aconteceu pode fazer a gente perder a dimensão civilizatória do País, perder a coesão, porque sem Cultura não há coesão social suficiente para administrar um País das dimensões que nós temos. Não há inocentes. Todos têm um nível de responsabilidade.
O Louvre (museu francês) conta com uma visitação maior de turistas brasileiros do que os museus brasileiros. Não há apego, não há uma relação, um afeto, e olha que esse museu era um museu considerado mundialmente, tanto que a comoção internacional com a tragédia foi enorme.
E quais são as maneiras de preservar a nossa memória e cultura?
JF: As leis de incentivo – estou falando da Lei Rouanet e de outras – possibilita que o empresário deixe de pagar um percentual – se não me engano 6% do imposto devido – para investir na cultura, mas o mecanismo de realização é perverso porque esse dinheiro é publico. O empresário deixa de pagar o imposto e ele mesmo escolhe no que vai investir. É uma falsa contribuição, porque a dedução fiscal é total, eles não colocam nada.
Se você for ver a lista do que é financiado pela lei de incentivo, é de chorar. Tem algumas relevantes, mas a maioria são iniciativas que servem para reforçar a marca da empresa, ou são coisas absolutamente banais.
É possível reformular esse mecanismo, porque ele não é pequeno, não é algo irrelevante. A Lei Rouanet conta com mais recursos que todo o MinC conta para fazer todo o seu trabalho. Podemos fazer outro modelo, como um Fundo de Financiamento Nacional de Cultura, como é no mundo inteiro.
A Lei Rouanet desperta bastante controvérsia, e há quem defenda…
JF: Uma vez, um jornal de São Paulo quis fazer um evento para debater com o que seria o ministro da Cultura da Inglaterra – porque lá não existe exatamente esse cargo -, para discutir a Lei Rouanet.  Nessa época eu era ministro e queria reformar a lei, e eles (o jornal) acharam que iam conseguir refutar. O inglês se negou, e disse ainda que a Lei Rouanet não seria possível na Inglaterra porque a legislação deles proíbe dinheiro público para reforçar a marca da empresa. Aqui a lei serve para reforçar as marcas e investir em institutos e fundações privadas. É injusta.
E qual é alternativa de investimento?
JF: Se a verba fosse depositada num fundo de cultural, com critérios de interesse público, daríamos melhores opções para os museus, faríamos transferências fundo a fundo para as secretarias municipais poderem financiar sua programação cultural. A Lei Rouanet é predatória. O projeto ProCultura, que pretendia rever essa política, foi aprovada na Câmara e está parado no Senado. Os grupos que manipulam esses recursos são poderosos.
Fonte: BRASIL CULTURA

Ser patriota é amar a diversidade histórica, cultural e social

Ser patriota não significa, exclusivamente, marchar no dia 7 de setembro, torcer para o Brasil na Copa ou saber cantar o Hino Nacional. Nas escolas, vemos a prática do que entendemos ser patriota na comemoração da Independência do Brasil (1822), nos ensaios das bandas, ou seja, em tudo que nos remete às homenagens à pátria.
Mas, ser patriota é muito mais que tudo isso. De acordo com o dicionário Aurélio, patriotismo é o que demonstra devoção e amor ao país e ser patriota significa ser uma pessoa que ama, protege e guarda a pátria. Porém, o significado do dicionário é conciso. É o que entende a historiadora, doutora em história cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sara Nunes.
Segundo ela, ser patriota é se identificar com os valores, a história e a cultura do país em que se vive. “Neste sentido, não sei exatamente se a nossa população conhece de forma digna a nossa história a ponto de se identificar com ela”, reflete.
Ela explica que como o futebol é uma paixão nacional, lugar de identificação de diferentes grupos, torcer para a seleção é também um exercício de identidade. Muitas vezes, as pessoas se interessam mais pelo resultado da Copa do Mundo de Futebol, do que com o processo eleitoral, por exemplo. Sobre a paixão nacional, Sara comenta que é um patriotismo muito específico, cujas as ações não se traduzem da mesma forma e com a mesma paixão para além do futebol. A doutora afirma que, participar do desfile do 7 de setembro é mais um ritual social construído para relembrar a nossa Independência de Portugal do que exatamente um exercício de patriotismo.
>>Conceito muda_ Para a professora e historiadora, doutora em história social pela Universidade de São Paulo (USP), Miriam Branco, o conceito de patriotismo não é algo estanque. Na verdade, sua definição está sempre em movimento, e isso é necessário para que possamos atualizar os dois principais elementos que definem o termo, que segundo ela, são dedicação e solidariedade. “Se pensarmos na sociedade brasileira em sua atualidade perceberemos que devemos ser patriotas sim, mas no sentido de que nossa dedicação à pátria deve vir em forma de escolhas conscientes que conduzam a nação para formas de desenvolvimento que baseado na solidariedade todos sejam contemplados”.
>>Política_ Para Miriam, a desilusão política pode até nos fazer perder a confiança nas instituições momentaneamente. “Mas nosso patriotismo visto no sentido de dedicação ao bem comum é que nos deve dar a força para reverter o processo. O que se deve pensar é em dar condições às nossas crianças de se tornarem adultos conscientes e solidários, respeitadores da diversidade e da pluralidade, isso é ser patriota. A educação é sempre o melhor caminho”, acredita.
Sara diz que não somente a desilusão com a política, faz a pessoa não ser patriota, mas também a falta de conhecimento histórico e consciência social. “Tornar alguém patriota é conscientizar que todos fazem parte de uma coletividade e que existir é ir além de ser indivíduo do espaço privado, é ser cidadão na esfera pública”.

Estudantes conhecem a história

Através do conhecimento da história do Brasil, estudantes do 9º ano do Caic Nossa Senhora dos Prazeres, do Bairro Santa Catarina, aprendem a ser patriotas. Mesclando a história do país com a realidade atual, as aulas de história ficam mais atrativas e os alunos compreendem melhor os fatos. Dois deles, mostraram que entendem o patriotismo como algo mais amplo do que somente marchar nos desfiles cívicos.
Para Emanuele dos Santos, 17 anos, ser patriota é ser cidadão, lutar pelos direitos e sempre tentar fazer o melhor. Seu colega de classe, Victor França, 14 anos, acredita que ser patriota é valorizar mais o país e lutar para que não aconteçam injustiças. “Assisto programas de política para tentar entender melhor o país e também fico atento às notícias”.
O professor de história, Gustavo Waltrick alerta que quando não se entende a história, os mesmos erros podem ser cometidos.
BRASIL CULTURA

domingo, 9 de setembro de 2018

Tudo sobre o voto nulo e branco

Saiba o que é verdade ou mito e porque escolher um candidato é importante para a democracia.

Você sabe o que significa o voto em branco e nulo? Em todas as eleições, os eleitores têm dúvidas sobre estes dois tipos de voto, mas é importante saber que ambas as modalidades não são computadas, portanto, não são válidas na contagem dos votos. O que diferencia o branco do nulo é somente a forma como são registrados. Muitas pessoas ainda não sabem disso e superstições são propagadas em correntes nas redes sociais.

Voto em branco

O voto em branco é aquele em que o eleitor clica na tecla “branco” da urna eletrônica e em seguida “confirma”, assim não escolhe nenhum candidato.

Voto nulo

É considerado voto nulo quando o eleitor clica em um número de candidato inexistente, invalidando seu voto. Por exemplo, selecionar “000” ou números não registrados para candidatura.

Mitos eleitorais

Anular o voto não cancela a eleição! Mesmo se mais da metade dos votos forem nulos, não é possível cancelar uma eleição.
O voto em branco não vai para quem está ganhando! Somente são computados os votos considerados válidos, aqueles com a seleção do número de um candidato ou da legenda de um partido.

Vamos defender a educação nas urnas?

Muitos eleitores, cansados de falsas promessas e da velha política, veem em anular seu voto ou votar em branco uma forma de protestar e não votar em nenhum candidato. “Estamos vivendo um momento político crítico no Brasil, atentados à democracia e falta de investimentos e a única forma de mudar isso é por meio do voto”, enfatiza Pedro Gorki, presidente da UBES.
Ele acrescenta que a participação democrática é fundamental para a construção “da escola que a gente quer e precisa”. Este ano, a campanha Se Liga, 16! da UBES foi a maior de todos os anos, levando milhares de jovens de todas as regiões do país a tirarem o título de eleitor.
O voto é a principal ferramenta para construir uma sociedade mais justa e democrática, e ao ocupar as urnas a voz do eleitor é manifestada. Escolher um candidato é fundamental, pesquise sobre políticos que defendam a educação e que tenham propostas para o desenvolvimento no setor.
Fonte: UBES

De acordo com monitoramento da FGV, ataque não aumentou apoio a Bolsonaro nas redes

Lula permanece desde ontem como o ator político de maior associação ao ataque a Bolsonaro, com 185,9 mil menções, citado por conta dos tiros à caravana pelo Sul.
O projeto Observa 2018, realizado pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV, analisou o volume e a inclinação de posts em redes sociais após o ataque ao candidato Jair Bolsonaro. O monitoramento chegou à conclusão que a facada não fez aumentar o apoio ao candidato, ao menos no primeiro momento; ao contrário, foi recebido com descrença e piadas.
O DAAP FGV diz que o ataque foi o evento de maior repercussão imediata no Twitter desde as eleições de 2014. O monitoramento calculou impressionantes 3,2 milhões de referências discutindo os procedimentos médicos, referências ao discurso de ódio do candidato, a violência das eleições e, acima de tudo, questionamentos quanto à veracidade do acontecimento.
Embora as hashtags mais populares sejam de apoio a Bolsonaro — #forçabolsonaro, com 197,3 mil recorrências, seguida de #bolsonaropresidente17 (21,4 mil), #direitaunida (11,3 mil), #bolsonaro (10,1 mil) e #somostodosbolsonaro (6,2 mil), segundo o instituto — “os tuítes de maior compartilhamento, permanecem em evidência publicações que abordam se, de fato, houve um ataque a Bolsonaro ou se o dano provocado pela facada foi grave como parece”.
Ciro Gomes e João Amoêdo foram os dois presidenciáveis que mais repercutiram nas redes além do próprio Bolsonaro. As mensagens de condolências e de desejos de recuperação tweetadas por ambos alcançaram juntas 20 mil retweets e 117,9 mil curtidas. Lula também foi destaque:
“O ex-presidente Lula permanece desde ontem como o ator político de maior associação ao ataque a Bolsonaro, com 185,9 mil menções, citado por conta dos tiros à caravana pelo Sul do Brasil, em março (…). Perfis falam dos ataques a ambos como exemplos da agressividade que marca os debates políticos na atualidade e do colapso da manutenção institucional na condução do processo eleitoral”, diz o texto.
Fonte: REVISTA FÓRUM

CONHEÇA A PRIMEIRA MULHER POTIGUAR A PILOTAR UM AVIÃO

Em 1918 – 100 anos atrás – nascia em Natal a primeira mulher do Rio Grande do Norte a pilotar um avião. Seu nome era Lucy Garcia Maia:
Nascida em uma família com boas condições financeiras, estudou na Escola Doméstica e desde cedo sonhou em se tornar pilota de avião, uma profissão extremamente masculina naqueles tempos.
Mas ela era audaciosa e isso não a impediu de penetrar nesse universo. Em 1942, aos 24 anos, mesmo precisando lidar com olhares e comentários machistas da sociedade da época, ela concluiu as aulas de voo, somando 800 horas no ar, o que lhe rendeu, em 1943, a carta de autorização para pilotar aviões dos tipos Piper J-3, Culver e PT-19.
Lucy aos 20 e poucos anos com sua turma de vôo
Mas seu destino não era a carreira de pilota, mais tarde ela descobriu que sua vocação eram os esportes. Lucy largou os céus e foi atleta de tênis, vôlei, basquete e remo – outro ambiente cercado de homens. Era tão apaixonada por esportes que fundou o Centro Desportivo Feminino, incentivando as mulheres a praticar os mais variados esportes.
Viva Lucy!
Fonte> curiozzzo.com

Churrasco a Gengis Khan

Preparar um churrasco no final de semana sempre é uma ótima pedida! Mas e quem não tem churrasqueira nem quintal? Se você é uma dessas pessoas que adoram um bom churrasco mas não têm infraestrutura para preparar um em casa, saiba que há uma solução prática e deliciosa: a Gengis Khan, …

SUGESTÃO DE CARNES

– 2kg de carne limpa (pode ser alcatra, coxão mole, picanha, contra-filé) – 400g por pessoa
– Procure cortar filés bem finos ( 3 a 4mm de espessura) e pequenos (+ ou – 3cm x 6cm), pensando que serão porções individuais.

MARINADA

Ingredientes:
350 ml de molho shoyo
100ml de água
150 ml de saque
1 cebola
3 dentes de alho
1 maçã
3 a 4 colheres de sopa de cebolinha picada
2 colheres de açúcar
1 colher de sopa de sal
3 pedaços pequenos de gengibre
* Bata todos os ingredientes no liquidificador por 5 minutos.
* Deixe a carne na marinada por no mínimo uma hora.

LEGUMES PARA ACOMPANHAR

Abobrinha
Cebola
Couve-flor
Acelga
Brocoli
Berinjela etc.
* Corte os legumes em pedaços pequenos, de aproximadamente 3cm x 6cm.

DICA!!!

Para que os legumes e os pedaços de carne não grudem na chapa e queimem, unte a Churrasqueira a Carvão Modelo Gengis Khan com bacon ou toucinho de porco, e mantenha o pedaço no topo do aparelho, para que a cordura continue derretendo.
Fonte: BRASIL CULTURA

As mentiras do Estadão sobre o incêndio do Museu Nacional

Como diz o povo, o vetusto jornalão do bairro do Limão, em São Paulo, perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.
Por José Carlos Ruy*
Ilustração: Brum/Tribuna do Norte O conservador Estado de São Paulo jogar na esquerda o descaso com o Museu Nacional O conservador Estado de São Paulo jogar na esquerda o descaso com o Museu Nacional
No editorial intitulado Os donos do incêndio, publicado nesta quarta-feira (5), o jornal O Estado de São Paulo trata da lamentável tragédia do Museu Nacional e, a pretexto do apoio à assim chamada “responsabilidade fiscal”, defende incondicionalmente os cortes nas verbas da educação feitos pelo ilegítimo Michel Temer e acusa, como responsáveis pelo fogo, os dirigentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O flerte com o fascismo trai os farrapos de tradição democrática que o jornal ainda tinha, e condena aqueles dirigentes universitários por exercerem seu legitimo direito de opção partidária. No afã acusatório que está de volta no Brasil do golpe de 2016, atribui também a seus partidos a responsabilidade pelo incêndio. E lamenta a autonomia universitária que dá à entidade acadêmica o direito de gerir livremente os recursos que obrigatoriamente o governo federal lhe repassa. “A responsabilidade pela manutenção e conservação do Museu Nacional cabe, portanto, à UFRJ” diz, abstraindo o fato de que o dinheiro repassado é mesmo escasso. Mal dá para pagar os salários de professores e funcionários, como o próprio editorial reconhece. “Em 2014, a universidade recebeu R$ 2,6 bilhões. Em 2017, foram R$ 3,1 bilhões. O problema é que, nesse período, o valor gasto pela UFRJ com pagamento de pessoal saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,6 bilhões. O aumento de R$ 500 milhões foi para o funcionalismo”.
Mas a queda no repasse de verbas do governo federal para o Museu Nacional é real e está na origem da incúria cujo resultado foi a tragédia de domingo. Em 2011, o Museu recebeu, do governo federal, mais de um milhão de reais (R$ 1.053.000,00); em 2017, caiu para 643 mil – quase um terço a menos; em 2018, até agosto, diminuiu ainda mais: foram 98,3 mil reais, menos de 10% do que recebeu em 2011. Este é o retrato frio do descaso do governo federal, que está de costas para o país, desmonta o estado nacional, a cultura, a ciência e a pesquisa, e que o editorial do Estadão quer esconder, atribuindo, falsamente, a responsabilidade pelo incêndio aos partidos de esquerda aos quais os dirigentes da UFRJ escolheram para se filiar. Partidos que prestam grandes serviços à cultura e a democracia no Brasil, e rejeitam e combatem a “democracia” meramente formal e postiça dos ultraliberais expressos no Estadão e demais veículos da imprensa patronal e hegemônica.
A crueza do credo neoliberal do Estadão está clara nesta afirmação que lamenta, sem esconder, o pagamento a funcionários e professores.
Nesta altura o argumento do jornal conservador e ultraliberal cruza o limite entre o debate de ideias e a mera acusação, sempre repetida, que nega àqueles funcionários públicos o direito de filiação partidária – ainda pior se for a partidos de esquerda! – do tal “aparelhamento” pelos partidos: “chama a atenção na atual reitoria da UFRJ o seu aparelhamento político”. E lista, impudicamente: o reitor da UFRJ, Roberto Leher, a vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento, os pró-reitores Maria Mello de Malta e Agnaldo Fernandes, cometem o crime de serem filiados ao PSOL. E os pró-reitores Eduardo Gonçalves e Roberto Antonio Gambine Moreira são filiados ao PCdoB.
Considera isso “um acinte”, e diz que a maior universidade federal do país é “controlada por dois partidos políticos”, e alinha as costumeiras mentiras da direita contra o PSOL e o PCdoB: “como se sabe, difundem uma ideologia excludente, avessa ao diálogo e tantas vezes inimiga das liberdades e garantias fundamentais”. Era mesmo melhor ter ficado calado do que proferir tamanhas falsidades, contra aqueles dirigentes universitários e os partidos de esquerda a que são filiados.
*José Carlos Ruy é jornalista e escritor.

Fonte: BRASIL CULTURA

sábado, 8 de setembro de 2018

“A Cultura deve ser central em projeto de desenvolvimento nacional”

O incêndio que destruiu o Museu Nacional fez intensificar o debate sobre como o Brasil cuida de seu patrimônio. Para o secretário nacional de Cultura do PCdoB, Javier Alfaya, é preciso usar o impacto que este episódio trágico causou para dar sequência a uma ação política capaz de mudar a forma como a administração pública encara a Cultura, uma vez que esta deve ser tratada de forma central para o desenvolvimento nacional.
Fachada do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista antes do incêndio
Alfaya, que é mestre em Desenvolvimento e Cidades pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), defende que a Cultura deve ser pensada também como uma questão estratégica para o desenvolvimento nacional. Portanto, precisa receber investimentos proporcionais à importância da pasta. Para isso, o orçamento público deve ser gerido de forma a estabelecer uma distribuição equilibrada entre os ministérios. “O orçamento deve ser executado com organização e planejamento, evitando que certas pastas fiquem na condição de pedintes, como é o caso da Cultura”.
Para o especialista o país não tem condições de implementar um novo modelo de desenvolvimento se determinadas áreas não estiveram articuladas entre si, neste caso, especificamente, ele cita as pastas de Ciência e Tecnologia, Artes e Cultura, Educação e Comunicações. “Elas devem funcionar sem concorrência e sim de maneira solidária, diferente do que acontece hoje”.
Neste sentido, a prioridade da nova gestão, que vai assumir o governo em 2019, deve ser ativar a economia de forma a “preservar uma poupança nacional e assim destinar 20% do PIB em investimentos, e em segundo lugar assumir uma nova narrativa que não force mais os ministérios a agirem como concorrentes entre si numa disputa pelo orçamento”.
Biblioteca Nacional
O Museu Nacional, por exemplo, tinha sua manutenção ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro que passa, atualmente, por um processo de sucateamento sistêmico. Porém, este é um problema crônico que afeta diversos aparelhos públicos de cultura. Alfaya destaca que durante os governos progressistas houveram avanços importantes com a intenção de sanar esta deficiência, mas ainda assim não foram suficientes.
Em 2009, por exemplo, foi criado o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura. Este é o órgão responsável agora por desenvolver e aplicar a Política Nacional de Museus, cujo objetivo é preservar, melhorar os serviços e ampliar o setor.
“O pedido de socorro era antigo”

O acontecimento desastroso e as consequências desse episódio que ficará marcado na nossa memória cultural é a expressão de um processo que se arrasta a décadas, lembra Javier. O governo de Temer, o governo da destruição, de fato tem a maior responsabilidade; mas é um processo que se arrasta há décadas. “A UFRJ pediu verba para resolver a situação crítica, e foi feito um levantamento de inúmeras matérias nos últimos anos sobre a situação do Museu, sobre a luta da Universidade Federal do rio, dos pesquisadores, funcionárias e funcionários. Chegaram a fazer vaquinha digital para combater a presença dos cupins na madeira de um prédio do século 19”, cita, para ilustrar a situação degradante vivida pela instituição.

“A madeira está muito presente na estrutura desses prédios, usada junto com a argamassa; os pisos também eram de madeira”, conta Javier, arquiteto de formação. Essa estrutura somada com o material altamente inflamável, como papéis e o formol usado para a preservação de matéria orgânica exposta, causou a tragédia. Com todo o seu material irrecuperável, o Museu era uma mescla de universos.
O grito por socorro pra salvar o museu já era antigo: o desastre era previsível, e foi a prova do descaso atual. Somam-se ainda elementos históricos: “o museu não chegou nessa situação de vulnerabilidade em poucos meses nem em dois anos, foi também um acumulo de problemas de anos anteriores”.

“Nós estamos falando de um edifício de 200 anos atrás. Ele precisava de cuidados muito especiais, de manutenção continua”, relembra Javier. Ele explica que o Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional são uma tentativa da sociedade brasileira, através do Estado, de concentrar a simbologia nacional. “Essas instituições guardam a história social, política, natural e artística do país: essa coleção de referências compõem a história do Brasil, assim como mostram objetos simbólicos da de outros países”, reitera. Esses museus tentam mostrar, de maneira organizada, boa parte da história brasileira e o que constitui a identidade do país.
A Biblioteca Nacional também carece de cuidados. Nos últimos anos, a fachada do prédio foi reformada porque corria risco de cair. Do lado de dentro, funcionários relatam que o principal problema é a questão elétrica, que não pode ser expandida. Em 2015, um incêndio de grandes proporções tomou o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O trabalho de recuperação custará ao todo 77 milhões de reais, com dinheiro público e privado, sendo que 22,1 milhões de reais já foram gastos nas primeiras e segundas fases da obra, para a restauração da fachada e do teto, segundo o G1.
Em 1978, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) também foi atingido por um incêndio. As chamas se espalharam pelos três andares do pavilhão de exposição e queimaram quase todo o acervo do museu, incluindo obras de Picasso, Salvador Dalí, Matisse, Portinari e Di Cavalcanti, entre outras. Grande parte das obras do grande pintor uruguaio modernista Torres Garcia foram destruídas. nesta ocasião, o prédio era de concreto, o que preservou sua estrutura.

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
As causas do fogo não foram esclarecidas, mas as investigações apontaram que uma faísca causada por curto-circuito em meio a instalações elétricas em mau estado foi a responsável pelo desastre. Na época, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) se manifestou dizendo que o incêndio representava “apenas uma das manifestações concretas do processo de negação e abandono da cultura brasileira”. O Museu só reabriu em 1990. Mas, em março deste ano, anunciou a intenção de vender uma obra para a criação de um fundo patrimonial, uma maneira de ajudar a equilibras as contas.
Se não é incêndio, é chuva. Telhados que caem, água que danifica documentos ou que destrói a tela das pinturas, esculturas que oxidam devido a exposição prolongada. “É a tragédia da falta de manutenção, do trato equivocado, da falta de preparo técnico dos ambientes. Esse é um problema antigo e estratégico a ser resolvido na área da cultura. Museus e casas de cultura não são apenas depósitos de peças para serem mostradas, mas lugares de pesquisa acadêmica e cientifica, de desenvolvimento artístico e atividades pedagógicas”, argumenta Javier; são instituições vivas.
Com a quantidade de informação que chega da internet, os Museus precisam ser mais dinâmicos, segundo o arquiteto. O público não encontra nas redes a informação tão organizada quanto nos Museus. “Lá o público irá para se divertir, claro, mas irá também refletir, sentir espanto; arte e memória provocam reflexão e espanto. O espanto e a admiração também fazem parte do processo de formação”, completa.
Reconstrução do Museu Nacional e modelos de administração

Ainda não se sabe com exatidão qual foi o estrago causado pelo incêndio no Museu Nacional, há esperança de que alguns objetos – dos 20 milhões de itens que eram abrigados na mais antiga casa de pesquisa do país – tenham resistido, mesmo que parcialmente às chamas. A estrutura do prédio, porém, poderá ser recuperada e um novo acervo deverá ser constituído, ao longo do tempo. Alfaya alerta que este novo museu deve ser reconstruído com um sistema tecnológico de forma a evitar novos acidentes. “Obviamente isso não é barato, mas cercas coisas se justificam o investimento, este é o caso do Museu Nacional porque trata-se de uma instituição referência para o país e para a sociedade”.
Alfaya defende que estes aparelhos estratégicos como é o caso do Museu Nacional, ou da Biblioteca Nacional – que contém objetos fundamentais para a preservação da identidade da nação – devem ser mantidos e administrados pelo Estado. “Devido ao modelo de formatação do capitalismo neoliberal, existe uma onda internacional que prega a gestão privada como melhor solução. Isso é uma mentira. Nós precisamos melhorar a gestão pública direta sobre certos equipamentos [estratégicos]”.

Segundo o especialista, é necessário, porém, estudar e desenvolver formas de administração híbridas também. Ele cita exemplos de museus e equipamentos de cultura mundo a fora que conseguiram ativar um mercado no entorno a fim de fomentar a economia. “A França é um bom exemplo, eles perceberam o potencial de preservar e fomentar a cultura e hoje fazem disso um mercado importante”, explica, mas faz ressalvas: “apesar de ser um país imperialista”.

“Existem várias possibilidades de administração possíveis levando-se em conta o que é público e privado, isso é algo que deve ser discutido. É preciso defender mais explicitamente a cultura como elemento de centralidade do projeto de desenvolvimento, e não como enfeite ao lado de coisas sérias; tudo é sério”.

Do Portal Vermelho

Wilson Moreira deixa mais belas composições das rodas de samba


Se tem um compositor que deixou relevante repertório para as rodas de samba, este é Wilson Moreira. Suas composições são as mais belas executadas e possuem enorme capacidade de interação entre músicos e público.
Por Augusto Diniz
Mas, infelizmente, o cantor e compositor Wilson Moreira morreu aos 81 anos nesta quinta-feira (6/9) depois de apresentar problemas renais ocasionados por um câncer iniciado na próstata.
Wilson Moreira foi autor de músicas que não ficam de fora de rodas de samba pelo País afora há anos, como “Não tem veneno” (com Candeia), “Judia de mim” (com Zeca Pagodinho), “Deixa clarear”, “Morrendo de saudade”, “Senhora liberdade”, “Goiaba cascão”, “Gotas de veneno”, “Coisa da antiga” (estas no Nei Lopes), entre outras.
Seu parceiro mais constante e de várias composições que se tornaram sucesso na voz de grandes intérpretes da música brasileira foi Nei Lopes.
Eles se conheceram nos anos 1970 através de um outro grande compositor: Délcio Carvalho. Nei trabalhava em um estúdio de jingle no centro do Rio quando foi apresentado a Wilson Moreira por Délcio – Nei Lopes já tinha admiração por Wilson como compositor.
A primeira música gravada de Wilson Moreira e Nei Lopes foi “Leonel Leonor”, interpretada por Roberto Ribeiro. Ambos deixaram mais de 300 composições gravadas e fizeram dois discos antológicos: “A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes” (1980) e “O partido (muito) alto de Wilson Moreira e Nei Lopes” (1985).
Wilson Moreira Serra nasceu em Realengo, na Zona Norte do Rio. Participou do grupo Partido em 5, que contava entre seus membros com o inesquecível Candeia, com quem compôs algumas músicas – como a “Me alucina” e a já citada anteriormente.
Passou pela ala dos compositores das escolas de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela.
Trabalhou por mais de 30 anos na carceragem do Complexo Prisional de Bangu. Segundo Wilson, ele era muito respeitado e chegou a salvar alguns presos da morte dentro do sistema.
Gostava também de sambas de roda, de terreiro e de Jongo. Registrou como cantor importantes composições dentro dessa vertente do samba. Foi o caso de “Yaô”, de João da Baiana, e “Benguelê”, de Pixinguinha e Gastão Viana. E também produziu composições com referências africanas.
Antes de sofrer um derrame, em 1997, afetando a mobilidade de parte de seu corpo, lançou os discos solos “Peso na balança” e “Okolofé”. Em 2002 gravou mais um disco solo e outro de temas afros com um quarteto só de percussionistas (2011).
Ano passado, apresentou projeto de financiamento coletivo de um disco de composições inéditas remetendo à sua infância, mas o trabalho não chegou a ser lançado.
Wilson Moreira deixa imenso legado à música, diariamente apresentado nas rodas de samba pelo País afora.
Fonte: GGN