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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A VITÓRIA FASCISTA NO 1º TURNO TEM UMA MARCA REGISTRADA: A COVARDIA.

Não há episódio mais emblemático da vitória de Jair Bolsonaro no 1º turno da eleição brasileira do que a morte do mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katendê, assassinado por Paulo Sérgio Ferreira de Santana.

O episódio ocorreu por volta da meia-noite de domingo (7), na região central de Salvador, após uma discussão sobre política: Moa do Katendê votou em Haddad e Ferreira de Santana, no fascista.
 
Mas, por que emblemático? Por causa da repulsiva covardia do homicida, que tem 36 anos e desfechou 12 facadas num capoeirista... de 63 anos!

Ou seja, apesar de estar lutando com um idoso, não hesitou em sacar uma arma branca contra o adversário desarmado.

E mais emblemático ainda porque o covarde seguiu fielmente o exemplo do seu ídolo, o oficial do Exército que em 1995 entregou sua arma a bandidos sem nenhuma reação; e que, na semana passada, escondeu-se atrás de um atestado médico para fugir de um debate com seus adversários, preferindo ser entrevistado, na mesma noite, pela emissora de TV de um apoiador seu.

Postado por (naufrago-da-utopia.blogspot.com)

"GENTE QUE ABSURDO!" - EDUARDO VASCONCELOS - Saiba como denunciar postagens de ódio contra nordestinos

Centenas de pessoas, principalmente eleitores de Bolsonaro, já começaram a espalhar postagens de ódio contra nordestinos nas redes sociais, já que eles formam o maior eleitorado de Haddad; trata-se de xenofobia, que é crime no Brasil. Saiba como denunciar.
Assim como ocorre em quase todas as eleições que o PT tem um bom desempenho no Nordeste, as mensagens de ódio e preconceito contra nordestinos já começaram a se espalhar pelas redes sociais. A maior parte das postagens são de eleitores de Jair Bolsonaro (PSL). O candidato e seus apoiadores acreditavam que ele venceria a eleição já no primeiro turno, o que não aconteceu muito por conta dos votos de nordestinos em Fernando Haddad (PT).
Para os autores dessas postagens, nordestinos são desqualificados, “burros” ou votam por “esmola”. Fórum reuniu uma série dessas postagens, que podem ser usadas para fazer denúncias [confira ao final da matéria].
O nome desta prática é xenofobia, que é crime no Brasil previsto pela Lei nº 7.716, de 05 de janeiro de 1989.
Há diferentes maneiras de denunciar xenofobia e ódio contra nordestinos, seja ele proferido verbalmente ou via internet.
Uma delas é através da plataforma SaferNet.
Outra alternativa é denunciar diretamente no site do Ministério Público Federal. Clique aqui.
A denúncia pode ser feita ainda pelo telefone, basta discar 100.
GENTE OS ABSURDOS DESTES FASCISTAS!!!

Fonte: REVISTA FÓRUM
Adaptado pelo CPC/RN, 08/10/2018.

O NORDESTE FEZ SEU DEVER DE CASA! É TOTALMENTE CONTRA O FASCISMO!

Resultado de imagem para imagens da região nordeste do brasil
Somos uma região importante para o DESENVOLVIMENTO DO BRASIL! Temos petróleo, sal, pesca, turismo, agricultura, entre outros potenciais.

Merecemos respeito! Somos uma região de homens e mulheres que amamos o BRASIL, que sempre tivemos na linha de frente defendo a soberania do nosso país!

Somos resistentes, somos pessoas que também acreditamos em DEUS! Somos pais, que tem filhos em outras regiões, como o Sudeste e Centro Oeste, que precisaram se deslocar para estas regiões na tentativa de um trabalho melhor, de uma vida melhor, mas sobre tudo lutar pela organização dos trabalhadores/as, através dos seus sindicatos, federações e confederações, formas de lutarem por salários dignos e igualdade para todos!

O Brasil passa por um dos momentos mais difícil de sua história, mas o POVO saberá encontrar mais uma vez uma forma de tira-lo desta atual crise! Sabemos que existe dois caminhos: Um caminho é da solidariedade humana, do amor, da reflexão, da união, da soberania, da liberdade de expressão, da conquista e do amor, ou outro é caminho é o do ódio, do extermínio das idéias, dos sonhos, das conquistas trabalhistas, do respeito, enfim é o caminho do verdadeiro FASCISMO declarado publicamente! Um caminho que se for seguido não terá mais volta, mas sim a volta da DITADURA MILITAR, a volta das perseguições, das perdas de direitos, da liberdade, que tentam de todas as formas nos impor através de discursos falsos carregado de ódio e de um falso moralismo!

Talvez o nosso povo não tenha em sua maioria estudado em "grandes escolas ou mesmos em grandes faculdades", mas tem em si o AMOR, A UNIÃO e a SOLIDARIEDADE e isso fortalece o AMOR e a ESPERANÇA POR UM BRASIL SEM ÓDIO E SEM FASCISMO!

Povo BRASILEIRO LUTEMOS ANTES QUE SEJA TARDE! FORA OS FASCISTAS!

O BRASIL É FORTE E O SEU POVO SABERÁ DECIDIR CONSCIENTEMENTE SEU DESTINO!

NÃO AO ÓDIO, NÃO AO FASCISMO !

domingo, 7 de outubro de 2018

CIÊNCIA: Exames de sangue diagnosticando cânceres

Exames de sangue que diagnosticam cânceres: uma promessa para os próximos anos

Em breve, exames de sangue poderão ser importantes ferramentas para o diagnóstico de cânceres precoces;

Em 2018, uma empresa californiana investiu mais de 1 bilhão de reais em biotecnologia, para que nos próximos anos pequenos tumores sejam rapidamente identificados, aumentando a possibilidade de cura e remissão do paciente.
Só quem tem (ou já teve) uma pessoa próxima com câncer, sabe o quanto essa situação é complicada. Entre a descoberta, a remissão e a cura, são longos anos de tratamento. Hoje, no Brasil, a principal ferramenta de detecção precoce da doença é feita através da prevenção, com o desenvolvimento de programas e eventos que contam com ações educativas e informativas destinadas à toda a população brasileira.
A quimioterapia é um dos métodos mais comuns de tratamento de câncer. Ela consiste na utilização de medicamentos com o objetivo de destruir ou bloquear o crescimento de células cancerígenas. O tratamento é eficaz mas acaba fragilizando o organismo do paciente.

Apesar de parecer bem-sucedido na teoria, na prática as coisas não acontecem sempre dessa forma. Pacientes que realizam exames periódicos (ou até mesmo tratamentos) pela rede pública de saúde têm que enfrentar uma longa espera. Na rede privada, a situação pode até ser facilitada, mas não é muito diferente, já que o paciente encara a burocracia de conseguir a autorização do convênio para a realização e cobertura de procedimentos. Isso quer dizer que a principal arma de detecção do câncer nem sempre funciona...
Este ano, pesquisadores desenvolveram um novo exame pode solucionar uma grande parte desses problemas, ao identificar cânceres em estágios iniciais. Chamado de CancerSEEK, o exame busca compostos que podem ser considerados sinais precoces do câncer, no sangue. Estes compostos incluem 16 “genes que controlam” a doença, ou seja, que estão associados ao câncer, e 8 proteínas.
Em um estudo apresentado no início do mês de junho do ano corrente, pesquisadores aplicaram o exame de sangue em 878 pessoas que foram recentemente diagnosticadas com cânceres (em diferentes estágios) e em 749 pessoas que não tinham câncer. Os resultados mais eficazes foram obtidos em cânceres de ovário, com 90% de precisão nos diagnósticos. Coincidentemente, em 70% das mulheres que são diagnosticadas com câncer de ovário, a doença já se encontra em estágio avançado.
Dados do Instituto do Câncer do Estado São Paulo, demonstraram que em cada 10 mulheres que chegam no hospital com câncer de ovário, 7 delas apresentam uma forma avançada da doença. Apesar de não ser a forma de câncer mais frequente entre as mulheres, é a mais agressiva, apresentando menores chances de cura.

Os resultados também foram promissores em outros tipos de cânceres: pancreático (80% de precisão), cânceres hepatobiliares (do fígado, do duto biliar ou da vesícula biliar), linfomas, mielomas múltiplos (câncer dos glóbulos brancos) e colorretal com grande precisão (todos com precisão acima de 73%). Através do exame de sangue, também foram detectados cânceres de pulmão, esôfago, pescoço e crânio, com precisão de 50 a 60%.
Os resultados parecem bastante promissores e deixam a comunidade científica esperançosa. Hoje, o diagnóstico do câncer só é realizado a partir da queixa de um paciente de algo que não está certo. A intenção dos pesquisadores é fazer com que o câncer seja identificado em seus estágios iniciais, antes mesmo do paciente sentir algum sintoma e/ou receber o diagnóstico da doença.
Os estudos têm aproximadamente 5 anos pela frente para a realização de testes com 10 mil pessoas, e se tudo der certo, os exames de sangue são colocados à disposição da população. É importante ressaltar que esse diagnóstico precoce nem sempre representa uma maior longevidade, ainda que seja um critério fundamental para um tratamento efeito. Ainda assim, eles representam uma revolução no método de investigação e tratamento de cânceres.
www.bayerjovens.com.br

MCTIC LANÇA EDITAL PARA CONCESSÃO DE RÁDIO COMUNITÁRIA

Serão contemplados municípios dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Sergipe, São Paulo e Tocantins
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações publicou edital para selecionar fundações e associações comunitárias, localizadas em municípios de sete estados para prestação de serviço de radiodifusão comunitária. O prazo de inscrição é de 60 dias.
Serão contemplados municípios localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Sergipe, São Paulo e Tocantins. A íntegra do edital, e seus anexos, encontram-se disponível no site do MCTIC (http://www.mctic.gov.br ), disponível no Espaço do Radiodifusor => Rádio Comunitária => Publicações.
Fonte: BRASIL CULTURA

sábado, 6 de outubro de 2018

Eleições: 5 dicas para o 7 de outubro

Site da UNE preparou um guia para você votar com tranquilidade e consciência neste domingo
A votação para o 1º turno das eleições 2018 estão quase aí. No domingo (7), brasileiros e brasileiras vão às urnas para decidir os rumos do país nos próximos quatro anos. Mais do que escolher um novo presidente, candidatos à senadores e deputados também serão escolhidos. Por isso, votar consciente e com seriedade é importante para defender um projeto de país justo para todos e todas.
Pensando nisso, a UNE, os Diretórios Centrais dos Estudantes, as Executivas de curso e as Uniões Estaduais dos Estudantes do Brasil apresentaram, nos últimos meses, aos candidatos à Presidência da República e ao Congresso Nacional uma plataforma dos estudantes para as eleições de 2018. Com essa plataforma, eles mostram o compromisso com a Educação, com a Democracia e a defesa do Brasil que querem dos pleiteantes ao cargo. Confira aqui.
O Brasil é um Estado democrático de direito no qual “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente” (art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988). O voto é a soberania popular e símbolo de nossa democracia. Confira as dicas da UNE para o dia das eleições e vote consciente:
  1. Candidatos – conhecer o passado, ideias e valores do seu candidato é importante para a construção do Brasil que você deseja. Estar por dentro dos planos de governo de cada um também é essencial para entender se as propostas são satisfatórias ou não. Informe-se!
  2. Leve uma colinha – Neste pleito serão escolhidos seis candidatos: presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. Decorar os números de todos não é tarefa fácil. Leve uma colinha com os números do seu candidato para não correr o risco de esquecer nenhum deles.
  3. Boca de urna é crime – não é permitido o uso de camisetas de candidato, de acordo com a determinação do Tribunal Superior Eleitoral. Porém, o uso de bandeiras, adesivos e broches é liberado, com a ressalva de que a manifestação deve ser individual e silenciosa. Manifestações coletivas são expressamente proibidas.
    Fazer boca de urna é proibido, por isso o eleitor não pode tentar influenciar outras pessoas a votar em um candidato. Também não é permitido fazer a distribuição de santinhos e panfletos no dia da eleição.
  1. Não perca a hora – o período para a votação em todo o Brasil começa as 8h e termina ás 17h. Fique atento!
  2. Local de votação – O local de votação pode ser conferido no site do Tribunal Superior Eleitoral pelo nome, número do título de eleitor ou endereço do seu último local de votação. Verifique antecipadamente para chegar ao local com tranquilidade.
Fonte: UNE

Lula escreve bilhete ao “querido povo brasileiro”

“Dia 06 de outubro é o meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 07 de outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para Presidente”, escreveu o ex-presidente
O ex-presidente Lula, que segue preso na sede da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, impedido de votar ou de conceder entrevistas, enviou um recado ao povo brasileiro, ou como ele mesmo se refere, ao “querido povo brasileiro”. Lula destacou que neste sábado (6) é seu aniversário oficial e pediu de presente o voto em Haddad nas eleições de domingo (7). Veja o bilhete de Lula:
“Ao meu querido povo brasileiro. Dia 06 de outubro é o meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 07 de outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para Presidente. Haddad e 13. Haddad é Lula. Um grande abraço do Lula. Sem medo de ser feliz”.
Fonte: Revista FÓRUM

30 anos da Constituição

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988.
Referência da história política contemporânea do país, a promulgação da Constituição Cidadã em 5 de outubro de 1988 foi marcada por discursos e emoção. O principal símbolo do processo de redemocratização nacional completa 30 anos nesta sexta-feira (5). Emendado 99 vezes, o texto exige aperfeiçoamentos constantes, segundo especialistas. Mas a essência de preservação da cidadania, das instituições e da unidade do Estado são mantidos.
Após 21 anos de ditadura militar, passou a vigorar a Constituição como instrumento que proporcionou a criação de mecanismos para evitar abusos de poder do Estado.
O presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (então PMDB-SP), ao promulgar o texto, ressaltou que a nova Constituição não era perfeita, mas seria pioneira no país.
“Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados. É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los”, disse o “doutor Ulysses”, como era chamado por todos.

Mudanças

“A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca”, afirmou Ulysses Guimarães.
“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988.

Promulgação da Constituição Federal de 1988 – Arquivo/Agência Brasil
Durante a Assembleia Constituinte, foi cogitada a possibilidade de revisão do texto constitucional a cada cinco anos. No entanto, os parlamentares consideraram que esse dispositivo poderia abrir margem para que, ao passar dos anos, a Constituição fosse desfigurada. Dessa forma, prevaleceu a tese de uma única revisão e nela foram feitas apenas modificações de redação.
Autor do livro A Constituinte de 1987-1988: progressistas, conservadores, ordem econômica e regras do jogo, o professor de Direito Constitucional da PUC-RIO, Adriano Pilatti, afirmou que, mesmo contemporânea, a Constituição exige aperfeiçoamentos.
“Assim como outras constituições modernas e contemporâneas, ela prevê a necessidade de aperfeiçoamento ao estabelecer o rito das reformas constitucionais. Isso é necessário para que justamente se possa tentar atualizar permanentemente o ordenamento fundamental com relação às mudanças sociais, econômicas, culturais, que naturalmente acontecem em toda a sociedade – pelo menos nas sociedades que não estão sujeitas ao regime de força que coagula tudo, calcifica tudo”.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

TENTE NÃO SE EMOCIONAR COM ESTE AXÉ QUE É UMA VERDADEIRA DECLARAÇÃO DE AMOR À NATAL

A música se chama “Abraço do Mar”, é do compositor, violeiro e educador Arcesio Andrade e foi lindamente interpretada pela cantora potiguar Nara Costa juntamente com a baiana Margareth Menezes. Se liga no som…
Que hino! Impossível ouvir só uma vez.
Foto da capa: Carla Belke.
Fonte: curiozzzo.com

HÁ 35 ANOS GETÚLIO VARGAS EDITAVA A LEI Nº 2004 QUE CRIAVA A PETROBRAS!!! CONFIRAM!!!

Em 04 outubro de 1953, o presidente Getúlio Vargas editava a Lei nº 2004 que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo:  estava criada a Petrobras.
Apresentação Jose Carlos Andrade
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
Após a Segunda Guerra Mundial, havia começado no país um grande debate sobre a exploração do petróleo.
O assunto era polêmico pois envolvia questões como soberania, a importância dos recursos minerais estratégicos , a política de industrialização e os limites da atuação de empresas multinacionais no país.

HISTÓRIA 

A história da Petrobrás tem início no ano de 1953, com sua fundação. Pela Lei 2.004, à Petrobrás S.A. concentrava-se a responsabilidade de estudo, extração, refino e distribuição do petróleo do país.
A maior empresa petrolífera do país, e uma das maiores do mundo. Idealizada e fundada durante o Governo de Getúlio Vargas, em seu último mandato, sua criação marcou o século XX.
O nome original da empresa, na realidade, é Petróleo Brasileiro S.A. Presente em vários países ao redor do mundo, ela tem sua sede no Rio de Janeiro.
É uma empresa que funciona por meio do capital aberto. A União, ou seja, o Governo Federal Brasileiro, é sua maior acionista junto de vários outros empresários.
A história da Petrobrás provém de altos e baixos. Com a sua criação com Getúlio, a nacionalização e a capitalização de Lula. A Petrobrás passou por gigantes reformas em pequenos períodos de tempo. E constantemente grupos entreguistas querem repassa-la ao capital internacional.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.
Fonte: BRASIL CULTURA
Adaptado pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN 

VOCÊ SABIA QUE ONTEM DIA (4) FOI COMEMORADO O DIA DOS ANIMAIS? NÃO? ENTÃO LEIA ESTA MATÉRIA!

No dia 04 de outubro é comemorado o dia dos animais. A homenagem surgiu para São Francisco de Assis, na data de seu falecimento, pois tinha grande apreço pelos bichos, criava algumas espécies e dava-lhes carinho e atenção, cuidando de seus ferimentos e dando-lhes alimentos e água.
É importante que os homens respeitem os animais, pois várias espécies encontram-se em extinção, podendo ser totalmente eliminadas do planeta. Isso é muito ruim, pois existe uma cadeia alimentar, onde uns animais se alimentam de outros, que pode ficar prejudicada com o desaparecimento de algumas espécies. Algumas espécies de plantas também dependem dos animais para sua reprodução e se estes estiverem extintos teremos também o fim das espécies vegetais.
Além disso, os animais têm vida e devem ser tratados com respeito. A natureza é seu habitat natural e os humanos não tem o direito de destruí-la e de afastá-los para outros locais.
Espécies diferentes de animais numa demonstração de respeito mútuo
Porém o problema do desrespeito aos animais não acontece somente no Brasil. Em quase todo o mundo existem espécies ameaçadas e isso ocorre tanto pela poluição da natureza como pela eliminação predatória feita pelos homens.
Na Antártida, por exemplo, temos visto a matança de focas bebês, de forma brutal, como esporte. No Brasil, a criação de enormes lagos e praias artificiais, destroem grande parte do cerrado, afastando os animais de seu habitat, além de causarem a morte de várias espécies que não conseguem correr das águas, como no Tocantins. No Japão matam baleias para a fabricação de cosméticos, sendo que também já estão em extinção. Na África elefantes são mortos para a retirada de suas presas, de marfim.
Os circos são um grande atrativo, mas aqueles que ainda ilegalmente colocam animais em seus shows estão sendo duramente criticados, pois os animais ali presentes sofrem de maus tratos para aprenderem a se portar diante da plateia.
De uns anos para cá, temos visto a sociedade se unindo na luta contra a degradação da natureza e dos animais. O Greenpeace é um desses sérios grupos, que defendem a natureza, e no Brasil já criaram áreas de preservação ambiental.
É mais do que merecido que os seres humanos se conscientizem da importância dos animais para a natureza e vice-versa, que respeitem e preservem estes de forma a melhorar as condições do planeta em que vivemos.
Fonte: BRASIL CULTURA
Adaptado pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN, em 05/10/2018.

A atuação da Funai na defesa dos direitos dos povos indígenas

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(foto de capa: "Xingu 50 anos" - Mário Vilela/Funai)
No último dia 28, foi lançado o relatório do Conselho Indigenista Missionário "Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil", com os dados de 2017, que cita os desafios encontrados nas atividades voltadas à proteção dos indígenas. O documento aborda os obstáculos encontrados nos processos de demarcação, proteção, monitoramento, fiscalização e regularização fundiária, assim como nas atividades voltadas à proteção dos povos em situação de isolamento. 

Em 2017, a Funai registrou um alto número de ações voltadas à Proteção, Monitoramento e Fiscalização das Terras Indígenas do Brasil. No âmbito da Prevenção de Ilícitos, atividades voltadas ao combate a incêndios florestais e manejo integrado do fogo foram desenvolvidas por meio das Brigadas Federais. Na temática de prevenção, foi feito o acompanhamento à formação e capacitação de vigilantes indígenas e, ainda, o incentivo às expedições e vigilâncias indígenas no interior do território, considerando a importância do indígena no processo de proteção.
No campo da Informação Territorial, foram realizados levantamentos e diagnósticos aéreos e terrestres das vulnerabilidades das Terras Indígenas, principalmente aquelas consideradas críticas. Estas informações fornecem subsídio para o planejamento e execução das ações de fiscalização, realizadas em parceria com outros órgãos de controle, de esferas regionais e federal.
Ainda em 2017, a Funai atendeu terras indígenas prioritárias e identificou, em outras, uma maior vulnerabilidade, incluindo-as no planejamento do exercício de 2018. Em 2017, foram atendidas 187 Terras Indígenas e realizadas 275 ações de Fiscalização, 121 de Prevenção de Ilícitos, 9 de Informação Territorial e 15 iniciativas de Capacitação.
Já a regularização fundiária de Terras Indígenas é composta por três atividades distintas, cada uma ocorrendo em momentos diferentes do Processo de Demarcação de uma Terra Indígena: o levantamento de benfeitorias, a indenização daquelas instaladas na condição da boa-fé pelos ocupantes não indígenas e o registro de terras indígenas.
De 2017 até o ano corrente foram realizadas diversas atividades em cada uma dessas etapas, são elas: levantamento e avaliação de benfeitorias nas Terras Indígenas Tremembé da Barra do Mundaú/CE (parcial); Tremembé de Queimadas/CE; Tupinambá de Olivença/BA; Kariri-Xocó/AL (parcial); Vale do Guaporé/MT e Kawahiva do Rio Pardo/MT.
Já em relação à indenização por benfeitorias de não índios consideradas de boa-fé nas Terras Indígenas, temos como exemplo: Arara do Rio Amonia/AC; Arary/AM; Arara da Volta Grande do Xingu/PA; Apurinã do Igarapé São João/AM; TI Lago do Beruri/AM; Cajuhiri Atravessado/AM, Deni/AM; Igarapé Grande/AM; Maranduba/PA/TO; Paraná do Arauató/AM; Rio Gregório/AC; Rio Urubu/AM; Serrinha/RS; Setemã/AM; Tabocal/AM; Xucuru/PE. Ao todo, foram indenizadas benfeitorias de 179 ocupações não indígenas.
Ainda, foram levadas a registros imobiliários (CRI) e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) as Terras Indígenas Mapari/AM (CRI-parcial); Banawá/AM (CRI-parcial); Cachoeira Seca/PA (CRI); Pequizal do Naruvôto/MT (CRI); Arary/AM (SPU); Cajuhiri Atravessado/AM (SPU); Setemã/AM (CRI/SPU); Estrada do Mar/SC (SPU); Águas Claras/SC (SPU).
A Funai, por meio da Política de Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas Isolados, tem como uma de suas diretrizes mais eficazes a garantia da posse plena do território, devido à extrema vulnerabilidade à qual estes povos estão sujeitos. Para tanto, as Frentes de Proteção Etnoambiental (FPEs) mantêm, de forma permanente e ininterrupta, atividades de vigilância, fiscalização e promoção dos direitos dos povos de recente contato em 23 Bases de Proteção Etnoambiental (BAPEs), nas áreas mais remotas da Amazônia, com extremo empenho das equipes, colaboradores e participação dos povos indígenas do entorno. No último ano, foram ainda reabertas duas BAPEs, e a Fundação tem buscado sempre o aumento de recursos humanos e orçamentários, visando à ampliação do número de bases.
Outro ponto fundamental da Política de Proteção dos Isolados é o avanço permanente na qualificação das informações e no monitoramento da territorialidade desses povos. Neste eixo, o último ano foi um dos que houve mais avanços, sendo realizadas 19 expedições de localização e monitoramento de vestígios de isolados, com objetivo de melhor compreender as dinâmicas desses povos e a proteção de seus territórios e sobrevivência.

Fonte: FUNAI

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O descaso com o Museu Nacional e a defesa dos museus públicos

Foto Tomaz Silva Agência Brasil
O incêndio do Museu Nacional representou uma perda irreparável para a ciência, para a cultura mundial, e para a historia brasileira. É difícil mensurar sua perda. A instituição de pesquisa é a mais antiga do país, fundada nos princípios aristocratas da monarquia portuguesa, foi responsável pelo nascimento da produção de conhecimento científico no país recém independente.

Contraditória à sua fundação, o Museu Nacional possuía um dos maiores acervos arqueológico e etnográfico da América Latina. Embora fundado por portugueses, era a casa de milhares de objetos que representavam a profunda história indígena, aquela que os colonizadores tentaram apagar, e que só não conseguiram devido à resistência dos próprios indígenas, e da vontade de poucos pesquisadores que, por centenas de anos, se dedicaram ao estudo e coleção da cultura material de povos esquecidos pela sociedade.
Foram 30 mil objetos etnográficos ligados à cultura indígena consumidos pelas chamas. Com eles, foi destruído também o maior acervo fonográfico indígena da América Latina, registros em som de milhares de línguas indígenas que, vitimadas pela colonização, não existem mais nem nos cassetes do Museu Nacional. A biblioteca, que continha o material original dos trabalhos de campos de 200 anos de estudos etnográficos também foi reduzida às cinzas.
O passado indígena no Museu Nacional era destaque, não só pela presença de Luzia, os vestígios ósseos da indígena mais antiga das América, mas pela coleção de milhares de objetos arqueológicos, provenientes de dois séculos de pesquisa, de diversas regiões do Brasil. Instrumentos, ferramentas, vestígios botânicos, esqueletos, 12.000 anos de história irrecuperáveis. Se o Brasil como um todo perdeu muito com o incêndio do Museu Nacional, sem dúvida os indígenas perderam muito mais, invisibilizados constantemente pela burguesia nacional, centenas de etnias perderam os últimos elos materiais com o seu passado.
Além das coleções ligadas à história do Brasil, era reconhecido internacionalmente pelo acervo de história natural: a maior coleção de fósseis da América Latina, dinossauros, cetáceos, as primeiras forma de vida na terra. No campo da biologia, perdeu-se também a maior coleção-tipo de insetos do mundo, um acervo que servia como base para a designação de novas espécies. Coleções de milhões de aranhas, carrapatos, escorpiões não foram salvas pelas chamas.
O Museu Nacional e a produção científica pública
Das imagens que correram a internet nessa semana, chamou a atenção a de pesquisadores, desesperados, buscando entre as chamas, peças, objetos e instrumentos de laboratório, na tentativa de salvar qualquer coisa que ainda não tivesse sido consumida pelo fogo.

A verdade é que, além dos objetos expostos nas vitrines, o Museu Nacional é um dos maiores centros de pesquisa científica do país. Já nasceu com essa vocação, de não ser apenas um repositório de objetos de história natural e humana, mas de ser um centro de produção de conhecimento.
Desde que foi fundido com a Universidade do Brasil (predecessora da UFRJ) em 1946, tornou-se um centro público de excelência em ensino e pesquisa. Possui cinco programas de pós-graduação, com destaque para o de Antropologia Social e Zoologia, os mais importantes do Brasil em suas áreas. Mais de 600 alunos de pós-graduação tiveram suas pesquisas interrompidas, e talvez destruídas, já que funcionava também, no prédio do museu, quase todos os laboratórios de pesquisa.
O incêndio de grande parte do acervo biológico e histórico interrompeu não só os estudos em andamento, mas acabou com qualquer possibilidade de novas pesquisas. O que se perdeu no Museu Nacional não foram só as coleções, o Brasil perdeu um centro de pesquisa, perdeu oportunidades de avanço da ciência nos mais variados campos.
O Museu Nacional ainda corre perigo
Diante do incêndio, os políticos de Brasília e do Rio de Janeiro logo correram para dar explicações sobre essa tragédia anunciada, e as mais variadas desculpas foram ouvidas. A verdade, é que o Museu Nacional, assim como a UFRJ e as demais instituições de pesquisa e ensino no país vivem uma situação de penúria. Com cortes recorrentes em seus orçamentos, o incêndio é resultado dessa política consciente de desvalorização da cultura e da ciência.

Os órgãos de fomento à ciência no Brasil tiveram cortes nos últimos anos de mais de 6 bilhões de reais, um orçamento que caiu 12%. E isso não é obra só do governo Temer, de 2014 para 2015, os valores repassados ao Museu Nacional diminuíram de 571 mil para 134 mil, e no ultimo ano, o montante R$33.000,00[1] destinado à manutenção do museu beira o ridículo, é menos do que o valor pago em auxílio a um deputado federal.
As últimas declarações [2] vindas do Planalto parecem indicar que a reconstrução do Museu Nacional, de seu acervo e de suas pesquisas, será feito com capital privado de grandes bancos e empresários, o desvinculando da UFRJ, e isso é um perigo enorme. Colocar diretamente nas mãos da burguesia, com todos seus interesses de classe dominante a história do nossa sociedade, é fazer com que a sua versão dos processos históricos sejam predominantes. Se hoje, os museus públicos que já estão sob controle do estado, refletem os aspectos de seu caráter burguês, essa característica tende a se acentuar.
Da mesma maneira, aceitar os fundos privados como financiamento para a pesquisa é colocar algumas das mentes mais capacitadas do país à serviço não do desenvolvimento científico, mas dos interesses próprios dos ricos e empresários.
Lembremos que Lenin, em abril de 1919[3], foi pessoalmente responsável pela publicação de um decreto que nacionalizou todos os museus da União Soviética, acabou com as coleções particulares da antiga burguesia, e criou fortes instituições de pesquisa e de resguardo de materiais históricos e arqueológicos. Colocou as pesquisas científicas a serviço dos trabalhadores soviéticos, popularizando e democratizando os museus.
Da mesma maneira, é preciso defender e avançar no projeto de museus públicos no Brasil. Fazê-los mais atrativos, mais interessantes, e mais conectados com a nossa sociedade Remodelá-los de uma maneira que eles contem as contradições de nossa história, a resistência da população mais pobre, é preciso fazer museus mais indígenas e mais negros, dar voz aos que nunca tiveram, e não entregar a possibilidade de contar nossa historia para aqueles que sempre a contaram.
Guilherme Mongeló é militante do PSTU, arqueólogo, e membro da diretoria da Sociedade de Arqueologia Brasileira – Seção Norte
[1] Fonte: Portal da Transparência do Governo Federal- valores corrigidos pela inflação medida pelo IPCA de Julho de 2018
[2] http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1525598
[3] https://www.marxists.org/archive/childe/1942/soviet-archaeology.htm

ELEIÇÕES 2018: Juliano Medeiros | Um voto inútil

Juliano Medeiros | Um voto inútil
Artigo publicado originalmente na Carta Capital
Faltam menos de três dias para o primeiro turno das eleições presidenciais e o Brasil segue diante de profundas incertezas. A crise social, que gerou um contingente de mais de 14 milhões de trabalhadores desempregados, se aprofunda.
A violência urbana alcança níveis alarmantes que nenhuma intervenção federal é capaz de deter, enquanto a alta cúpula do governo golpista se enreda em novos escândalos de corrupção, como revelaram as recentes gravações que mostram um aliado de Temer negociando propina junto a Odebrecht.
É nesse contexto que o país irá às urnas no próximo dia 7 de outubro. Entre os eleitores democráticos e progressistas há muita dúvida e também muito medo. Se por um lado, o indeferimento arbitrário da candidatura de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral e sua posterior substituição por Fernando Haddad finalmente definiram o quadro da disputa presidencial no primeiro turno, por outro, deu início a muitas especulações sobre a capacidade do campo de oposição ao golpe contar com um de seus nomes no segundo turno.
O atentado contra Bolsonaro não gerou uma disparada do candidato do PSL nas pesquisas eleitorais, como esperavam seus aliados, mas parece ter consolidado um potencial que alcança, hoje, não menos que 25% das intenções de voto. Isso, na avaliação de muitos especialistas, pode ser suficiente para levar o candidato da extrema-direita ao segundo turno. Seria necessário, portanto, lutar para garantir que a outra vaga seja de um nome do campo democrático.
Nesse contexto, muitos eleitores progressistas passaram a manifestar uma opção pelo chamado “voto útil”. Ou seja, mostram-se   dispostos a deixar de votar em um candidato com o qual se identificam para escolher um nome que simplesmente esteja mais bem posicionado nas pesquisas. Enquanto durou a indefinição em relação à candidatura do PT, Ciro Gomes (PDT) se beneficiou desse fenômeno. Agora que o partido de Lula oficializou o nome de Fernando Haddad como substituto, vemos muitos eleitores progressistas manifestando sua intenção de votar no candidato do PT apenas pelo potencial que ele demonstra ter para chegar ao segundo turno.
O medo de uma vitória de Bolsonaro ou de um segundo turno entre dois candidatos do campo do golpe é compreensível. Para qualquer eleitor que defende posições progressistas esse seria um cenário desesperador. Mas as últimas pesquisas apontam que é quase impossível um segundo turno sem um candidato do campo democrático. Essa é uma boa perspectiva. Por isso, o raciocínio que justifica o voto útil mostra-se incompleto, porque desconsidera ao menos uma variável importante: o que vem depois de outubro.
Derrotar Bolsonaro é, sem dúvida, muito importante. Mas contar com um governo capaz de enfrentar a crise que o país atravessa e retomar a normalidade democrática também. Por isso, é preciso vencer a eleição com um programa que expressa o rechaço do povo brasileiro não só à extrema-direita e à intolerância, mas também ao programa do golpe. E aqui está o problema do chamado “voto útil”.
Sem se dar conta, o eleitor progressista e democrático, ao optar pelo “voto útil”, empurra o candidato mais bem posicionado nas pesquisas – neste momento, Fernando Haddad – para o centro do espectro político no segundo turno, já que sua disposição será a de conquistar o apoio do grande empresariado e não dos eleitores de esquerda, que tendem a ser naturalmente seus.
Em outras palavras: “desidratar” as demais candidaturas desse campo (Ciro e Boulos), ao invés de garantir a chegada de Haddad ao segundo turno – o que é quase certo, dado a forte capacidade de transferência do apoio de Lula em muitas regiões do país – serve apenas para diminuir o peso de uma agenda verdadeiramente de esquerda na disputa contra Bolsonaro.
Um exemplo simples: se Boulos alcançar, digamos, 10% dos votos no primeiro turno, o peso de sua agenda – legalização das drogas, descriminalização do aborto, desmilitarização das polícias, combate aos privilégios, etc. – será muito maior no segundo turno. Se sua votação, ao contrário, ficar abaixo de 1%, porque o candidato que disputará o segundo turno contra Bolsonaro se sentiria na obrigação de dialogar com essas pautas, já que muitas delas são impopulares para uma parte mais conservadora do eleitorado?
O mais provável, portanto, é que ele acabe priorizando o diálogo com posições mais à direita, para conquistar votos de Alckmin ou Álvaro Dias, engavetando boas propostas de Ciro, Boulos e do próprio PT.
Por isso, o voto útil é uma espécie de “cheque em branco” para o pragmatismo. Ao reduzir as perspectivas eleitorais das demais candidaturas de esquerda, o eleitor progressista diminui o peso relativo de suas bandeiras no segundo turno, aumentando proporcionalmente a relevância do apoio que as candidaturas da direita podem oferecer.
Para quem só quer derrotar Bolsonaro, pode parecer um bom negócio. Mas para quem acredita que o Brasil precisa de um governo que, além de combater a extrema-direita, também ponha os golpistas pra correr, o voto útil é inútil. Nesse caso o melhor mesmo é votar para fortalecer candidaturas que representem uma mudança clara de rumos. Só isso pode deter a escalada de pragmatismo que, no segundo turno, costuma contaminar a esquerda brasileira.
Fonte: www.psol50.org.br
Adaptado pelo CPC/RN, em 04/10/2018.