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domingo, 7 de julho de 2019

Utilizar o banheiro tem se tornado uma luta para pessoas trans no Brasil, que aguardam decisão do Supremo sobre o tema

Alexandre Putti 

Juliana Perez, de 24 anos, é fluminense e veio para São Paulo aproveitar as férias da universidade. Nos dias em que esteve na capital paulista, a estudante de arquitetura foi conhecer um dos principais museus da cidade: o Masp.

Após realizar a visita, ela e suas duas amigas decidiram ir até o Mirante 9 de Julho, um café que fica atrás do museu e sobre uma das principais avenidas de São Paulo. Ao chegar no local, Juliana foi ao banheiro e se surpreendeu com o que viu. Não havia distinção entre masculino e feminino.
Dentro do Mirante 9 de Julho o banheiro é unissex, homens e mulheres dividem o mesmo espaço. “Essa foi a primeira vez que entrei em um banheiro assim. Achei diferente, mas não me incomodou. Acho que é uma tendência que deve ser adotada em outros lugares”, diz a estudante.
Juliana é moradora de Teresópolis, uma cidade no interior do Rio. Lá, ela conta, não existem banheiros assim. “Acho que o ideal seriam três banheiros, pois como mulher me sinto um pouco insegura. Ou talvez uma fiscalização dentro já resolvesse. Devemos nos adaptar”, defende.
JULIANA PEREZ SAINDO DA SUA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA EM UM BANHEIRO UNISSEX. FOTO: WANEZZA SOARES
O que acontece no Mirante 9 de Julho não é um caso único. Desde que o debate sobre identidade de gênero começou a ganhar força na sociedade, bares e restaurantes da região central de São Paulo têm adaptado seus banheiros para que todos se sintam confortáveis. Alguns fazem banheiros unissex, outros constroem uma terceira cabine que ambos os gêneros podem utilizar ou apenas colocam uma sinalização dizendo que quem decide é o usuário.
O Mirante sobre a avenida 9 de Julho era um local histórico abandonado, que acabou virando um café e retomou uma das vistas mais lindas da cidade. Desde que foi inaugurado, quatro anos atrás, o local conta com um banheiro sem gênero definido. Uma das sócias, a produtora cultural Roberta Youssef, conta que desde o começo acreditava que não existia a necessidade de dividir os sanitários. “Estamos passando por uma nova maneira de entender a sociedade e suas diferenças, precisamos respeitar isso.”
A paulistana conta que nunca teve nenhum problema pelo banheiro ser unissex. Não houve queixa de clientes, apenas olhares assustados e espantados com algo novo. “Temos uma funcionária trans e, por incrível que pareça, a presença dela dentro do banheiro incomoda mais as pessoas do que o banheiro em si. É muito triste isso”, conta.
O banheiro do Mirante fica em um lugar amplo e aberto. Roberta explica que, por esse motivo, não vê preocupação sobre mulheres e homens utilizarem o mesmo espaço. Se fosse em um ambiente mais fechado e sozinho, porém, pensaria em investir em fiscalização para que pessoas como a fluminense Juliana se sintam mais seguras.
ROBERTA YOUSSEF NAS ESCADARIAS QUE LIGAM O MIRANTE 9 DE JULHO AO MASP. FOTO: WANEZZA SOARES

Uma batalha no Supremo Tribunal Federal

Utilizar o banheiro tem se tornado uma luta para pessoas trans no Brasil. No Supremo Tribunal Federal há um processo que questiona se transexuais podem usar o banheiro público designado para o gênero com o qual se identificam.  A ação começou a ser julgada em 2015 e, depois de Luiz Roberto Barroso e Edson Fachin votarem a favor, o ministro Luiz Fux pediu vista e o julgamento encontra-se parado.
Papa acredita que o STF deve tornar isso um entendimento para garantir o direito dos mais fracos. “Demos um passo importante e a partir de agora precisamos caminhar nessa direção. O MIS é uma instituição aberta e, para nós, o que importa é o ser humano”, diz. O diretor, que tem 66 anos e é avô, conclui: “O pensamento aqui é plural e sempre será”.
Além de instituições de artes, como o MIS e o Centro Cultural do Banco do Brasil, alguns festivais de músicas também têm adaptado seus banheiros, mesmo sem ter nenhuma legislação que obrigue a isso. É o caso do Coala.
Em sua sexta edição na cidade de São Paulo, que acontece em setembro deste ano,  o festival terá novamente banheiros unissex, para que todos os gêneros possam utilizar juntos. O fundador e curador Gabriel de Andrade conta que a organização do festival atentou que o banheiro dividido por gênero poderia gerar constrangimento na edição do ano passado. ”Fizemos uma adaptação simples. Em vez de termos sinalização de banheiro feminino e masculino, nós sinalizamos apenas com “Banheirx””, conta.
BANHEIRO DO FESTIVAL COALA 2018. FOTO: WESLEY ALLEN / I HATE FLASH
Além de ser inclusivo, e impedir que constrangimentos ocorram, um banheiro unissex, conta Andrade, auxilia na experiência das pessoas no festival. “O banheiro em conjunto impacta positivamente a logística do evento, reduzindo as filas. Nos outros anos, às vezes o banheiro masculino estava vazio e o feminino cheio. Ou vice-versa. Gerando um gargalo desnecessário, já que tinha cabines vazias.”
Fonte: CARTA CAPITAL

"O BRASIL E O MUNDO ESTÁ DE LUTO!" - EDUARDO VASCONCELOS - BIM BOM João Gilberto e o melhor show de sua vida. Não sai de mim, não sai

João Gilberto dizia ter feito o melhor show de sua vida no 3º Festival de Água Claras, em 1983.
 

Elo entre o "Antigo" e o "Novo Testamento" da música brasileira, o baião de João Gilberto foi só isso. Não tem mais nada não.

Aquela madrugada de domingo, 5 de junho de 1983, não foi uma madrugada qualquer. Ela marcou a transição de uma das noites mais ricas da história da música do Brasil, para o amanhecer mais inimaginável dessa mesma história. A chegada de João Gilberto àquela fazenda enlameada em Iacanga, no interior de São Paulo, parecia um detalhe pouco importante para a maioria dos acampados na Fazenda de Águas Claras.

Os mais barulhentos estavam ali em nome do rock. Pois, se ali era uma versão brasileira de Woodstock, ali era lugar de rock. Mas para os produtores, capitaneados por Antonio Cechin Júnior, o Leivinha, era muito mais do que isso. E João Gilberto até que mereceria a Limousine que reivindicou para chegar à fazenda. Mas acabou tendo de ir de trator mesmo.

O Brasil é um lugar especializado em assimilar o espírito da coisa, e dar-lhe um corpo peculiar. Os modernistas de 22, quase um século atrás, captaram esse talento antropofágico. Que o diga o samba que dormiu com o jazz e acordou com a Bossa Nova.

O ritmo de Woodstock era o rock, mas a atmosfera era de guerra do Vietnã. E ainda que a inspiração de Águas Claras fosse Woodstock – paz, amor, justiça e liberdade em tempos de Guerra Fria –, o ritmo por aqui, após duas décadas de ditadura e repressão cultural, era maior do que o rock. Maior do que a bossa, mas filho dela.

Foram quatro dias chuvosos naquele festival. Para chegar lá, aos 18 anos, desempregado, como não pouca gente naquele 1983, rifei um três-em-um da marca Grundig. Meia-boca. Toca-discos, toca-fitas e rádio. Deu para pagar o frete do ônibus que saiu de Santo André e para entrar na fazenda pela porta da frente, comprar os enlatados para comer e a garrafa de Domeq que duraria até o último acorde de João Gilberto.

Fui, ao lado de pessoas queridas, movido ao repertório. Adoro rock, mas “só” o rock não valeria o sacrifício. Iacanga prometia Dodô e Osmar. Oswaldinho do Acordeon. Premê. Língua de Trapo. Raul Seixas. Sá e Guarabira. Expresso Rural. Sivuca. Paulinho Boca de Cantor. Wanderléia e Erasmo Carlos (ela foi num dia, ele noutro, vai entender), Wagner Tiso. Arthur Moreira Lima. Paulinho da Viola. Fagner. Moraes Moreira. Sandra Sá (não era “de” Sá ainda). Jorge Mautner. Luli e Lucina. Tinha muito mais, não vou lembrar.

Dedico a Walter Franco, com sua espinha ereta, o grande momento de transição da impaciência do público com a falta de “Raul” e de “rock”, para uma noite sublime de música pura. Da noite do sábado para a manhã de domingo, depois dele, vi roqueiros alucinados trocando o “toca Raul” por um bis de Arthur Moreira Lima. Vi uma transição natural de Erasmo para Paulinho da Viola. Sempre com a obrigação do “mais um”.

E consegui ver João Gilberto entrar no palco sob céu ainda escuro. A paz geral da nação que estava começando ali a enterrar a ditadura esteve sob sério risco. É que a primeira saudação de João Gilberto foi acompanhada de uma microfonia. Suspense. O momento de tensão fez lembrar os violinos eternizados da cena do banho em Psicose. Mas, surpreendentemente, João Gilberto tocou em frente, e fez ali o melhor show de sua vida – segundo dizem que ele disse. E eu acredito.

Para quem deu o toque mágico que fez de Chega de Saudade um divisor histórico entre Antigo e Novo Testamento da música brasileira; para quem some por meses para reaparecer com Oba-Lá-lá (Quem ouvir o oba-lá-lá/ Terá feliz o coração/ O amor encontrará/ Ouvindo esta canção) e Bim Bom (É só isso o meu baião/ E não tem mais nada não/ O meu coração pediu assim, só); para quem fica exageradamente transtornado diante de uma tosse ou um pedido de música durante um show para grã-finos… aquilo tudo era inacreditável. Ou tudo o que ele sempre quis.

Era verdade. João Gilberto foi capaz de cantar para um público sedento por rock, entre 5h30 e 7h da manhã, por aí, todas as canções que caberiam em um álbum de greatest hits de sua bossa. Fez três noites de chuva, iniciadas numa quinta-feira cinza, culminarem num nascer de sol deslumbrante e inexplicável de uma manhã fria de domingo.

João Gilberto morreu neste sábado (6), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. Foi um dos criadores da bossa nova, junto com Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A informação da morte foi dada pelo filho João Marcelo, que mora nos Estados Unidos. “Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência” – Via Sputinik 

Não posso dizer que tiro de memória tudo que escrevo. Vi recentemente no festival É Tudo Verdade um documentário precioso dirigido por Thiago Mattar. O Barato de Iacanga. É um dos mais bem elaborados documentos sobre o que foram as três, quase quatro, edições do Festival de Águas Claras (1975, 1981, 1983 e 1984). Duvido que apareça algum inventário tão rico desses eventos como o reunido nesse filme do Thiago e companhia. Melhor do que isso, só estando lá. Eu estive. Nos dois baratos de Iacanga.

Talvez aquele amanhecer catártico possa explicar um pouco o significado de João Gilberto para a música do mundo. De cada três pessoas que ali estavam, duas pularam as cercas por falta de grana. E não era por mal, era um misto de aventura com não tem outro jeito. Do outro lado, tanta gente boa da música, que estava ali tocando e que não estava, deve a João Gilberto pelo menos dois terços de sua inspiração.

João fez de sua obra uma mina de ouro, material e imaterial, exposta a céu aberto. Seu tesouro não cabe num baú. No fim da vida, escondeu-se da pequenês humana em seu pijama. E numa melancolia que “não sai de mim, não sai”.

O Barato de Iacanga
Quem viu, viu. João Gilberto tocou até o amanhecer

Literatura de Cordel

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro do Renascimento, quando se iniciou impressão de relatos tradicionalmente orais feitos pelos trovadores medievais, e desenvolve-se até à Idade Contemporânea. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que introduziram o cordel no Brasil desde o início da colonização.
Evolução no Brasil
Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com suas características próprias. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
O grande mestre de Pombal, Leandro Gomes de Barros, que nos emprestou régua e compasso para a produção da literatura de cordel, foi de extrema sinceridade quando afirmou na peleja de Riachão com o Diabo, escrita e editada em 1899:
“Esta peleja que fiz
não foi por mim inventada,
um velho daquela época
a tem ainda gravada
minhas aqui são as rimas
exceto elas, mais nada.”
Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste. A pergunta que mais inquieta e intriga os nossos pesquisadores é “Por que exatamente no nordeste?”. A resposta não está distante do raciocínio livre nem dos domínios da razão. A primeira capital da nação foi Salvador, ponto de convergência natural de todas as culturas, permanecendo assim até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro.
Na indagação dos pesquisadores no entanto há lógica, porque os poetas de bancada ou de gabinete, como ficaram conhecidos os autores da literatura de cordel, demoraram a emergir do seio bom da terra natal. Mais tarde, por volta de 1750 é que apareceram os primeiros vates da literatura de cordel oral. Engatinhando e sem nome, depois de relativo longo período, a literatura de cordel recebeu o batismo de poesia popular.
Foram esses bardos do improviso os precursores da literatura de cordel escrita. Os registros são muito vagos, sem consistência confiável, de repentistas ou violeiros antes de Manoel Riachão ou Mergulhão, mas Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865, teria escrito a peleja de Manoel Riachão com o Diabo, em fins do século passado.
Sua afirmação, na última estrofe desta peleja (ver em detalhe) é um rico documento, pois evidencia a não contemporaneidade do Riachão com o rei dos autores da literatura de cordel. Ele nos dá um amplo sentido de longa distância ao afirmar: “Um velho daquela época a tem ainda gravada”.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.
Carlos Drummond de Andrade, reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do século XX, assim definiu, certa feita, a literatura de cordel: “A poesia de cordel é uma das manifestações mais puras do espírito inventivo, do senso de humor e da capacidade crítica do povo brasileiro, em suas camadas modestas do interior. O poeta cordelista exprime com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econômica sentem realmente. A espontaneidade e graça dessas criações fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e análise de eruditos universitários. É esta, pois, uma poesia de confraternização social que alcança uma grande área de sensibilidade”.
Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.
Referências: 
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983.
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983.
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983. 
http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordel.htm Obras e Autores da Literatura de Cordel.
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/BUOS-8FMH5A
Esta página tem por objetivo divulgar a cultura do povo nordestino; Especialmente o cordel. Com isso, espero contribuir para despertar o interesse dos visitantes pela cultura do nosso povo.
Brasil Cultura
"Aqui na cidade de Nova Cruz, Rio Grande do Norte tem grandes POETAS/TROVADORES, como o professor, Antônio Barbosa, Domimgos Matias, entre outros. Inspiram e respiram poesias! Mas preciso que os POETAS tenham mais oportunidades para apresentarem seus trabalhos, para isso precisa que os governos federal, estaduais e municipais invistam e incentivem nossos artistas poetas, com políticas emergenciais e não paliativas. O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara", juntos buscarão caminhos para que os mesmos tenham oportunidades de mostrarem seus talentos e sua valorização que merecem" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN - Agente de Cultura - Radialista e Ativista.

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS - Reitor se reúne com senadores do RN

Reitor se reúne com senadores do RN
Cumprindo agenda em Brasília, Wyllys foi recebido por Styvenson Valentim e por Zenaide Maia
Entre as discussões das quais participou na 97ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), o reitor do IFRN, professor Wyllys Farkatt Tabosa realizou também uma visita a dois dos senadores da bancada do Rio Grande do Norte, a senadora Zenaide Maia e o senador Styvenson Valentim. Entre as pautas, Wyllys tratou de parcerias e apoios para demandas do Instituto, entre elas o Centro de Tecnologia Mineral (CT-Mineral) e o Centro de Tecnologia de Energia Eólica (CT-Eólica), localizados em Currais Novos e João Câmara, respectivamente.
Zenaide Maia
No encontro com a senadora – realizado no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – junto ao reitor estavam o assessor especial do Ministro da Educação, Marco Antônio Juliatto, o coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Setoriais, Eduardo Soriano Lousada e Francisco Soares da Costa, secretário parlamentar da senadora. Na reunião tratou-se das perspectivas de investimento em energia eólica offshore (captação em plataformas marítimas) no Rio Grande do Norte. A reunião, articulada por Zenaide, partiu do interesse de Soriano Lousada em saber mais sobre o recém-inaugurado CT-Eólica: “O coordenador mostrou-se surpreso com o nível de adiantamento do IFRN na área de pesquisa em energias renováveis”, disse o reitor.
Na prática, o IFRN saiu da reunião com o convite para tornar-se mais um parceiro no desenvolvimento de tecnologia que permita a implantação de usinas de energia eólica offshore no RN. “Nosso potencial, além de muito vento, reside na nossa plataforma marítima, tida como rasa – variando entre 15 e 30m de profundidade – e em mar calmo, o que facilita a implantação dessas usinas. Nesse sentido, o Rio Grande do Norte está fazendo essa parceria com o MCTIC no sentido de construir uma base teórica conceitual para viabilização desse projeto que, possivelmente, levará à implantação das usinas eólicas offshore”, explicou Wyllys. Se confirmada, a parceria unirá IFRN e outras instituições ao Ministério, para que esses conjunto de órgãos trabalhem nesse diagnóstico funcional das condições objetivas para prover informações científicas com vistas à implantação futura das usinas.
Styvenson Valentim
A visita ao gabinete do senador Styvenson partiu de um convite do parlamentar para atualizar o reitor acerca do comprometimento com a educação no Rio Grande do Norte. “Em uma visita muito amistosa e muito gentil, estivemos com o senador, que queria informar a respeito da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ele apresentou - e que destina verbas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) - à Comissão Mista de Orçamento do Senado da República”, relatou o reitor. Segundo Wyllys, Styvenson demonstrou interesse em temas como os projetos de educação a distância mantidos pelo IFRN, perguntando sobre a possibilidade de expansão dos polos para outros municípios do Rio Grande do Norte. “O senador, na oportunidade, voltou a colocar seu mandato à disposição do nosso Instituto para construirmos projetos de desenvolvimento e educação no RN, com especial atenção voltada à educação básica”, complementou.
“Na oportunidade, falei com o senador sobre o projeto do CT mineral, que foi entregue no Ministério das Minas e Energia (MME), Styvenson nos disse que já tinha ouvido falar do projeto, que estava muito interessado no tema e que queria estudar com calma. Aproveitando o ensejo, o senador convidou-nos para um novo encontro, onde discutiremos projetos estruturantes da instituição para ele conhecer”, finalizou o reitor.
Portal IFRN DE NOVA CRUZ/RN

sexta-feira, 5 de julho de 2019

RODA DE CONVERSA - Direitos Humanos e Educação Inclusiva


Direitos Humanos e Educação Inclusiva
O IFRN Campus Nova Cruz sediará Roda de Conversa sobre o tema.
Em nome do Diretor Acadêmico do IFRN Campus Nova Cruz, Prof. Allan Nilson de Sousa Dantas, e de toda a equipe organizadora do projeto Direitos Humanos em Perspectiva, temos o prazer de anunciar e convidar toda a comunidade para participar da I Roda de Conversa sobre o tema Direitos Humanos e Educação Inclusiva que acontecerá no auditório do Campus Nova Cruz no dia 10 de julho de 2019 às 8h50min. O evento contará com a participação da pedagoga, Mestre em Educação, Eva Lídia Manicoba de Lima

Fonte: IFRN - NOVA CRUZ/RN

JUSTIÇA SELETIVA - Conflito na Jureia expõe desamparo e criminalização dos povos caiçaras

Uma das casas de família caiçara que foi derrubada pela Fundação Florestal

Lei que criou a Estação Ecológica da Jureia desconsiderou a presença de remanescentes de antigos caiçaras, transformando o direito das famílias em crime ambiental.

Publicado por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – Sobreviventes da especulação imobiliária na década de 1970 e do malsucedido projeto de construção de usina nuclear nos últimos anos do governo militar, remanescentes de antigos caiçaras da região da Jureia, no litoral sul de São Paulo, atualmente são ameaçados pela legislação ambiental que deveria protegê-los.  Ontem (4), sem mandado judicial, agentes da Polícia Ambiental derrubaram duas casas na comunidade de Rio Verde, deixando três famílias, incluindo uma gestante, sem terem onde morar. Uma terceira casa só não foi derrubada pela resistência do caiçaras, ativistas e demais apoiadores. São pessoas que vivem da pesca artesanal e da roça que cultivam, como faziam seus antepassados. A comunidade está instalada naquela região há mais de 200 anos.

O truculento “processo de desfazimento” das casas autorizado pela Procuradoria Geral do governo de João Doria (PSDB) é considerado pelos caiçaras como mais um flanco do crescente processo de criminalização dos povos tradicionais pelo poder público.

“Vinham sendo feitas conversas mediadas pelo Ministério Público Federal, segundo as quais nada seria feito no sentido de destruir as casas. Mas fomos pegos de surpresa com a quebra do diálogo pela Fundação Florestal”, disse a presidenta da União dos Moradores da Jureia, Adriana Lima.

Truculência
Liderança caiçara, Adriana afirma que a luta não é só contra a truculência dos agentes do Estado, que “está cada vez pior”. Mas também pelo debate em torno de uma nova legislação ambiental, cuja construção inclua a participação das populações tradicionais locais. “Fomos excluídos de todo o processo legislativo, que foi construído e aprovado como se nós não existíssemos aqui há mais de 200 anos.”

“A lei vem sendo aplicada seletivamente para restringir nosso modo de vida, desconsiderando nosso papel para a conservação e defesa da natureza e para a manutenção da biodiversidade. Para o governo de São Paulo, moramos em Estação Ecológica, área totalmente restritiva à habitação, mas não revelam que a lei criada em 1986 ignorou a presença de 22 comunidades na época, tornado-as ilegais da noite para o dia.”

Integrante de diversos coletivos, a ativista avalia a legislação ambiental paulista como uma das mais atrasadas que conhece, daí a necessidade de atualização. “As leis mais avançadas garantem  a permanência dos povos tradicionais porque entendem se tratar de aliados justamente pelo modo que lidam com a natureza. São parceiros da preservação. Ninguém protege mais o meio ambiente dos que as populações tradicionais”.

Adriana destaca ainda que além da preservação ambiental, a permanência dos caiçaras nos territórios contribui ainda para a preservação cultural e da memória reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No caso das famílias da Jureia, há ainda a manutenção da pesca artesanal, os roças, as casas de farinha.

Povos tradicionais

Embora ainda não haja legislação que trate da demarcação de territórios caiçaras, há diversos instrumentos legais e tratados internacionais que consolidam os direitos dos povos tradicionais. Os artigos 215 e 216 da Constituição Federal, a Convenção 169 da OIT, no Sistema Nacional de Unidades de Conservação e na Lei da Mata Atlântica, que prevê a utilização de recursos naturais por comunidades tradicionais.

Tanto que o defensor Andrew Toshio Hayama, da regional Registro da Defensoria Pública do Estado, havia recomendado a manutenção de diálogo no caso da comunidade Rio Verde, além da análise da concessão de termo de uso, já que um dos moradores preenche todos os requisitos, e cumprimento dos artigos 13 e 14 da Lei 14.982/13 para o reconhecimento dos territórios caiçaras.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente  informou à RBA, por meio de nota, que a decisão respaldada pela Procuradoria Geral do Estado se deu pelo descumprimento, pelas famílias, do embargo das construções, “tipificadas como crime ambiental conforme a Lei nº 9.605/98″.  Em meados de junho, após uma denúncia, agentes da Polícia Ambiental e da Fundação Florestal haviam  constatado a supressão de 100 metros quadrados de vegetação nativa de restinga alta, considerada o “coração da Jureia”.

O órgão informou ainda que, em 2013, a Fundação Florestal, entidade privada criada para administrar os recursos do Instituto Florestal, criou duas reservas dentro no Mosaico da Juréia  para abrigar as comunidades tradicionais da região. E que nesses locais ainda é possível construir novas unidades para habitação. Ao contrário da área do Rio Verde,  declarada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, com aproximadamente 60 estudos em andamento. “O local é inabitado, remoto e abriga o maior espaço preservado da Mata Atlântica no Brasil e no mundo. Portanto, não é habilitado para ocupação”.

 Comissão Arns de Direitos Humanos também entende como arbitrárias as ações naquele território. Esta semana, divulgou nota de repúdio às ações das autoridades e de apoio aos caiçaras. Confira:

Prezadas famílias caiçaras, 

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, fundada em 20 de fevereiro de 2019, cuja missão é a promoção e defesa dos Direitos Humanos, vem por intermédio desta carta reconhecer a luta por direitos e manifestar apoio às famílias caiçaras que resistem a ações arbitrárias em territórios tradicionais sobrepostos por Unidades de Conservação de Proteção Integral desde a criação, sem consulta ou oitiva das comunidades afetadas, da Estação Ecológica da Jureia. 

_Diante da notícia de que, no dia 18 de junho de 2019, família caiçara residente no território tradicional do Rio Verde sofreu ameaça de execução de ordem administrativa de demolição e despejo por parte da Fundação Florestal, sem autorização judicial e sem garantia de direito de defesa, a Comissão Arns, externando preocupação com a situação de violação de direitos relatada, recomenda que as instituições públicas responsáveis pela ação dialoguem e consultem a comunidade afetada. 

Mais que isso, a Comissão adverte que as instâncias governamentais que administram as Unidades de Conservação de Proteção Integral criadas, por equívoco histórico da política ambientalista brasileira, sobre os Territórios Tradicionais Caiçaras na região da Jureia, observem o arcabouço socioambiental produzido a partir da Constituição Federal de 1988 e da vigência da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, marcos normativos fundantes de direitos culturais e territoriais das Comunidades Tradicionais Caiçaras. 

Por fim, além de reiterar repúdio a qualquer ofensa a direitos fundamentais de comunidades etnicamente diferenciadas, a Comissão Arns se coloca à disposição para integrar espaços de diálogo voltados à resolução pacífica do conflito, a pedido dos/as interessados/as. 

Assista matéria da TVT sobre a derrubada das casas de caiçaras na Jureia:

REGISTRADO

Chapada Diamantina e Gramado são os destinos mais procurados por turistas da Bahia

Localizada no Rio Grande do Sul, a charmosa Gramado foi o segundo destino mais procurado pelos baianos. Crédito: Renato Soares/MTur
Chapada Diamantina (BA), Gramado (RS), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) são os cinco destinos mais procurados, entre os meses de junho e julho, em agências de turismo da Bahia. A constatação é da Pesquisa de Sondagem Empresarial, realizada pelo Ministério do Turismo com 835 empresas de comércio de viagens do estado.
O levantamento mostrou que 32% dos viajantes baianos procuram destinos onde possam aproveitar os momentos de lazer com sol e praia. Passeios culturais ou em patrimônios históricos ocupam a segunda posição (18%). A maioria das viagens são feitas por casais (28%), seguido de famílias (26%), casais com filhos (25%) e pessoas viajando sozinhas (21%).
Além destas informações, o estudo trouxe a perspectiva das empresas baianas em relação ao desempenho, faturamento, demanda de serviços e geração de empregos de maio a outubro de 2019. Para 14% delas a perspectiva é de que o número de empregados aumente. Além disso, 52% acreditam que a demanda pelos serviços ofertados cresça no período. Outro dado positivo é de que 60% indicaram um cenário com perspectiva de aumento no faturamento para os próximos meses. CONFIRA A SONDAGEM NA ÍNTEGRA.
Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, os números demonstram otimismo e corroboram a virada que a nova gestão está realizando no setor. “Precisamos monitorar o comportamento do setor turístico brasileiro e ver se as ações chegam na ponta. Isso é um importante impulso para continuarmos trabalhando ainda mais para desenvolver o setor turístico nacional, gerando emprego e renda”, finalizou.
Com a pesquisa, o Ministério do Turismo tem o objetivo de auxiliar as empresas da Bahia a avaliarem nichos de mercados a serem melhor explorados. Com esta sondagem, por exemplo, é possível identificar que os turistas das agências baianas consultadas não têm Espírito Santo, Tocantins, Amapá e Paraná como opção para viagens no período de junho e julho.
ESTUDO – A Pesquisa de Sondagem Empresarial das Agências e Organização de Viagens está em sua primeira edição e será realizada semestralmente pelo Ministério do Turismo. O estudo é uma expansão da sondagem já realizada com o setor hoteleiro e pretende avaliar a percepção de desempenho, no cenário atual e futuro, das agências e operadores turísticos, além de identificar o comportamento do consumidor sob a perspectiva dos empresários para os períodos de alta temporada.
Para o subsecretário de Inovação e Gestão do Conhecimento do Ministério do Turismo, Marcelo Garcia, área responsável pelo estudo, este novo nicho atua diretamente com o consumidor (potencial ou real) de viagens. “Além de informações sobre o desempenho da empresa, o setor de agências e operadores representa uma potencial fonte de informações sobre o comportamento de consumo do mercado doméstico, em especial para a projeção da demanda com informações sobre motivo de viagem, segmento turístico de interesse e principais destinos demandados”, destaca Moreira. Segundo o subsecretário, a ideia é aumentar cada vez mais as agências consultadas pela pesquisa.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Forró da Maré #6

Forró da Maré, projeto que surgiu do link dos costumes do sertão com da beirada da maré. Em um ano de circulação pelo Litoral do Paraná, há dois meses se reformatou numa de ocupação do espaço público, tendo o Largo do Itiberê como local, Baile de pé-de-calçada. Sem financiamento público, só é possível graças a pessoas que contribuem, da bandeirinha dependurada a intera no chapéu. Para a sexta edição os convidados são Discotecário Bob e Forró Manacá.

Discotecário Bob

Otavio Zucon, alcunha artística ‘Discotecário Bob’, é historiador e pesquisador das áreas de patrimônio imaterial e culturas populares. Na música, há cerca de 20 anos atua como dj, centrando suas seleções nas vertentes do samba e da música popular brasileira em geral. Apresentou-se em diversos eventos em Curitiba e outros Estados.

Tocou em shows de artistas e grupos importantes, como Elza Soares, Mart’nália, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Otto, Cidadão Instigado entre outros. Atuou também em festas como Boteco Bohemia (2007 e 2008), Mercado Mundo Mix (2008) e Virada Cultural de São Paulo (2010). Suas discotecagens, desde os anos 2000, sempre valorizaram a tradicional mídia do vinil, com sua sonoridade marcante e que encanta o público pela plasticidade dos toca-discos.

Bob, além de acompanhar bandas trabalha com discotecagens personalizadas para eventos sociais – casamentos, bailes e festas particulares – e já foi ‘residente’ de bares como Era Só o Que Faltava e Café do Teatro.

Mais informações, fotos e eventos em que participa no endereço https://www.facebook.com/discotecariobob/ ou através do google, procurando por “Discotecário Bob”, onde há várias publicações sobre participações em trabalhos anteriores.

Forró Manacá

Embalados pela tradicional Sanfona de 8 Baixos, Triângulo e Zabumba, o Forró Manacá passeia pelo universo do Forró Pé de Serra, como diria Ary Lobo, o genuíno ritmo do povo! Formado por Cássia Train, Janina Huk e Lucas Sequinel o grupo desenvolve releitura de clássicos de Luiz Gonzaga, Anastácia, Dominguinhos, João do Vale, Petrúcio Amorim, Genival Lacerda, e canções consagradas na voz das musas Marinês, Elba Ramalho, Clemilda, Chiquinha Gonzaga, além de fazer uma referência aos mestres do Fole de 8 baixos.

Serviço:

Forró da Maré #6
Discotecário Bob e Forró Manacá
6 de julho, 20 horas
$ contribuição voluntária
Largo do Itiberê (em frente ao Pier Bar)
Rua General Carneiro, 350, Centro Histórico, Paranaguá, Paraná
Mais informações:
Thiago Moreira 41.99782.2238

AMANTES DA CULTURA VOLTAM A SE REUNIR EM PROL DA CULTURA NOVACRUZENSE

  Clic da reunião
Professor Narciso Genuíno no clic da reunião
Ontem (05) ensaio na Casa de Cultura do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, sob o comando do professor, DERLEY


Ontem (4) artistas e professores voltaram a se reunirem para discutirem a programação para o aniversário dos 16 anos da Casa de Cultura,após o adiamento da festa, que seria realizada dia 16 e foi adiada para o DIA 09 DE AGOSTO!

Para os presentes foi muito bom o adiamento, já que o recesso das escolas terminam esta semana.  Os agentes de cultura CONVIDARÁ os diretores e secretários municipais de educação, cultura, assistência social , além do diretor da DIREC, entre outros para fortalecerem a agenda de julho a dezembro 2019.

Todos concordaram com o adiamento e prontificaram se a ajudar.

É bom lembrar que com isso haverá mais atrações para se apresentarem, além exibições de filmes, exposições, entre outras atividades culturais. Concluiu, Eduardo Vasconcelos, agente de cultura.

Participaram da reunião além de Eduardo Vasconcelos, os professores Francinaldo Soares, Lene Rosa, Narciso Genuíno, Maria José Genuíno, Diego Dias, Marcone Souza, Amarildo Oliveira, entre outros.