Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

segunda-feira, 29 de julho de 2019

ANTI-INTELECTUALISMO, A DOENÇA SENIL DO CAPITALISMO AGÔNICO

Num interessante artigo do último domingo (28/07), o filósofo e jornalista Helio Schwartsman atribuiu o atual "anti-intelectualismo cada vez mais exacerbado e do qual as pessoas têm cada vez menos vergonha" ao fato de que muitos cidadãos recebem agora uma "profusão de narrativas sobre tudo", sem que estejam aptos a decidir sobre boa parte desses temas.

Daí a hipótese formulada por Schwartsman, de que, nestas condições, "as pessoas estejam simplesmente desistindo da ideia (...) de que suas crenças —ou pelo menos parte delas— devam estar amparadas por fatos verificáveis e raciocínios lógicos e estejam optando por adotar a opinião que mais lhes dá prazer", mesmo que seja a de que a Terra é plana, a de que os estadunidenses não pisaram na Lua ou de que Adão e Eva realmente existiram. 

Tentarei lançar mais algumas luzes sobre os motivos do gritante retrocesso civilizatório atual, igualmente sem a pretensão de esgotar o assunto.

A transição do sociedade patriarcal para a de massas correspondeu à evolução do capitalismo industrial para o pós-industrial, em que as máquinas trabalham e os seres humanos se ocupam predominantemente de atividades financeiras, burocráticas e de serviços. 
Uma das consequências de o capitalismo haver concluído sua etapa ascendente, entrando em crise cada vez mais acentuada e vergando sob o peso de suas contradições, foi terem se tornado desnecessários ou bem menos necessários os titãs do passado, que lideravam conquistas e avanços. Diluiu-se, portanto, a autoridade dos expoentes nos quais a sociedade patriarcal se mirava. 

Líderes empresariais e associativos, governantes, cientistas, pensadores, professores, engenheiros, médicos, juízes, etc., deixaram de ser vistos como exemplos a serem imitados e como pessoas cuja opinião devesse merecer especial respeito. A integridade, o saber ou a competência passaram a pesar muito menos que a riqueza e a fama.

A ênfase da sociedade de consumo é toda no cliente: ela se organiza para proporcionar a cada consumidor em potencial tudo aquilo que ele tiver grana para bancar. Endinheirados serão sempre tratados como príncipes, mesmo que não passem de repulsivos sapos.
E, existindo mercado, surgirá inevitavelmente quem ultrapasse quaisquer limites para explorá-lo, nem que seja proporcionando drogas pesadas, pedofilia, snuff ou mesmo pessoas para serem pessoalmente torturadas pelo tarado (a Operação Bandeirantes foi uma das pioneiras neste nicho), partes do corpo para transplante extraídas de gente viva, etc. O freguês tem sempre razão.

Completaram esse tão admirável quanto detestável mundo novo:
1. uma desrepressão sexual quase ilimitada (mas acompanhada de uma desvinculação do amor, a ponto de muitas pessoas praticarem o Kama Sutra inteiro com parceiros catados ao léu, mas rejeitarem peremptoriamente envolvimento sentimental e, como as prostitutas de outrora, não beijarem...); e, claro,
2. as redes insociáveis nas quais qualquer boçal ignaro emite opiniões sobre assuntos dos quais não entende bulhufas, sempre encontrando boçais ignaros que o aplaudem. Antes, para difundir suas opiniões, os indivíduos precisavam ter como colocá-las em livros, jornais, revistas, obras de arte, microfones, palanques, etc. Agora basta tuitar.

Como cantaram Carlos Gardel e Caetano Veloso, 
"¡Todo es igual! / ¡Nada es mejor! / Lo mismo un burro / que un gran profesor. / No hay aplazaos ni escalafón, / los ignorantes nos han igualao..."  

Então, não deve nos espantar que a idiotia religiosa, da qual a humanidade vinha aos poucos se libertando desde o iluminismo, tenha voltado com tudo exatamente a partir da segunda metade do século passado.

E que agora, à medida que a crise capitalista se agudiza e as pessoas se tornam cada vez mais miseráveis e desesperadas, recrudesça um populismo de extrema-direita tão grosseiro e turbulento que chega a nos lembrar os nefandos tempos do nazifascismo. 

Tal pesadelo, no Brasil, já conduziu à Presidência da República um sujeito que é quase um analfabeto funcional, mas consegue tuitar seus zurros e encontrar os que com ele se identificam, para juntos tentarem destruir uma civilização que, mesmo com tantos defeitos e mazelas, eles jamais teriam sido capazes de construir. (por Celso Lungaretti).

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Para evitar o fim que Bolsonaro quer dar ao mundo

Há pouco mais de duas semanas, quando apoiadores de Sérgio Moro atiraram rojões contra o Barco Flipei na Festa Literária Internacional de Paraty, onde o jornalista Glenn Greenwald participava de um debate, acontecia, quase ao mesmo tempo, um outro encontro no auditório principal da Flip, ao lado da Igreja Matriz. Nele se reuniam o ator e diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, e o líder indígena Ailton Krenak para, mais do que uma conversa, uma comunhão.
Os poucos e ruidosos apoiadores de Sérgio Moro certamente não sabiam quem eram os homens que estavam na praça. Se soubessem, talvez compreendessem que aquele era um encontro menos óbvio, porém ainda mais eminentemente político do que o que acontecia no barco pirata ancorado do rio Perequê-Açú. Numa poltrona, o representante de uma arte que não apenas resiste, mas reexiste; na outra, o rosto que entrou para a história, há mais de 30 anos, coberto de tinta preta de jenipapo em defesa da inclusão dos direitos indígenas na Constituição da República.
Ouvindo o foguetório violento, foi Krenak quem comentou: “Quando decidiram homenagear Euclides da Cunha na Flip, não sabiam que estavam trazendo Canudos junto”.
Todos esses personagens estão, de certa forma, no centro das tragédias que se descortinam agora (e, provavelmente, nem a imaginação encenadora de Zé Celso ousaria tanto). Pouco mais de 15 dias depois, a violência daqueles rojões se materializa na perseguição de Moro a Greenwald, inclusive com a tentativa de intimidação por meio da perigosa Portaria 666. Enquanto isso, Canudos se revive no Amapá, onde um grupo de homens armados invadiu a aldeia indígena Waiãpi, depois de ter assassinado o cacique Emyra Waiãpi e, com ele, os direitos dos povos indígenas de cuja luta Krenak se tornou símbolo.
É contra tudo isso que a Contee expressa seu repúdio, seu pesar, sua indignação. O governo Bolsonaro é uma ameaça à liberdade de imprensa. O governo Bolsonaro é uma ameaça à arte, à ciência, à cultura. O governo Bolsonaro é uma ameaça aos povos da floresta — e à própria floresta. O governo Bolsonaro — como discutimos na semana passada, bem no meio desse turbilhão, durante o Conatee Extraordinário — é uma ameaça aos trabalhadores, ao movimento sindical, à educação.
O governo Bolsonaro é uma ameaça.
“Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamada humanidade”, escreveu Krenak, no livro lançado na Flip, defendendo que é essencial preservar os vínculos profundos com nossa memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade. Incluamos nisso o comprometimento total e coletivo com nossa luta.
O livro de Krenak tem um título provocador: “Ideias para adiar o fim do mundo”. De certo modo, não é também isso o que o Conatee discutiu? Propostas para evitar o fim que Bolsonaro e as forças nefastas que o sustentam querem dar ao mundo pelo qual lutamos?
O governo Bolsonaro é uma ameaça. E enfrentá-la é preciso e urgente. Copiando o que diz o texto na orelha do livro, “só assim poderemos ressignificar nossa existência e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo”.
Por Táscia Souza
Fonte: CONTEE

domingo, 28 de julho de 2019

10 fotos do Natal Shopping há uns anos atrás pra você relembrar por Henrique Araujo

Imagem do Google (Curiozzzo)
O Natal Shopping Center foi inaugurado em 4 de Junho de 1992 (tem vídeo da inauguração no fim do post), e foi um dos primeiros shoppings da capital potiguar. O investimento nele foi de 32 milhões de dólares.
E aqui estão registros raros do passado pra você relembrar deste que foi ponto de encontro oficial de toda uma geração, principalmente nos anos 90.

Quem não lembra desse cinema?

Ou do Mc Donald’s desta forma?

Você já tomou um sorvete aqui?

Ou já jantou uma comidinha chinesa aqui?

Ou quem sabe já se arriscou a comer um sushizinho aqui?

Você com certeza já percorreu este corredor

Indo até aqui…

E quando você olhava lá pra baixo via isso aqui

Ou isso aqui

E pra fechar, lembra daquela lan house?

Pois é, melhor que isso só vendo esse vídeo inédito da inauguração né?

Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje

Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje
A UBES faz 71 anos, mas o espírito de luta e esperança não envelhece

Muita coisa mudou ao longo dos 71 anos de existência da UBES, que se completam nesta quinta (25/7), mas a defesa de um Brasil soberano e justo sempre esteve presente ao longo destas décadas. É o que mostra as respostas abaixo de três antigas lideranças da entidade em diferentes momentos.

Convidamos Juca Ferreira, Manoel Rangel e Manuela Braga para mostrar o que mudou – ou não – nas suas lutas e suas crenças sobre educação, comparando quando eram secundaristas e agora. 

As frases dos ex-presidentes evidenciam que o movimento secundarista é apenas o primeiro passo para a participação cidadã e democrática – um papel que nunca mais se deixa para trás.

JUCA FERREIRA, 1968

O sociólogo baiano passou pela UBES em um dos anos mais intensos e conturbados da história recente, 1968: teve a morte do estudante Edson Luís, o acirramento da luta estudantil contra a Ditadura Militar e o Ato Institucional número 5 (AI-5). Pouco depois, a UBES seria desmantelada e Juca iria para o exílio por nove anos.

Atualmente secretário da Cultura de Belo Horizonte, ele já foi por duas vezes ministro da Cultura.
Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje
À esquerda, Juca Ferreira em Estocolmo durante exílio de 9 anos
Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje
Quando eu era secundarista, eu lutava por liberdade, contra a ditadura, pela democratização da educação, contra o acordo MEC-USAID*.

Hoje, eu luto por liberdade, democracia, sustentabilidade e, principalmente, por justiça social.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação era inacessibilidade, baixa qualidade imposta pela Ditadura.

Hoje, o grande problema da educação é qualidade. A Educação tem que ser libertadora.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era música, artes visuais, cinema.

Hoje, a arte que mais me toca é música, artes visuais, cinema.
Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje

O ex-ministro da Cultura e ex-presidente da UBES durante a Bienal dos Estudantes, em Salvador
MANOEL RANGEL, 1988
O cineasta brasiliense esteve à frente da UBES na transição para a democracia, no ano em que a atual Constituição Brasileira foi promulgada, 1988. Fazia apenas quatro anos que a entidade funcionava na legalidade.

De 2006 a 2017 Manoel Rangel dirigiu a Agência Nacional de Cinema (Ancine), importante para o desenvolvimento do cinema nacional e atualmente ameaçada. 

Ex-presidente da Ancine e da UBES durante Bienal dos Estudantes, em Salvador
Quando eu era secundarista, eu lutava por democracia, por meia passagem, contra aumento de mensalidade e em defesa da escola pública.

Hoje, eu luto por democracia, pela continuidade de políticas públicas de cultura, pela diversidade, em defesa da soberania brasileira e dos direitos dos trabalhadores.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação eram currículos e ensino descolados da vida cotidiana real, baixos salários dos professores.

Hoje, o grande problema da educação é não ter superado os problemas de 30 anos atrás e agora ter que enfrentar o autoritarismo e obscurantismo das autoridades federais.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era o cinema e a música.

Hoje, a arte que mais me toca é o cinema, a música e a literatura.
Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje
MANUELA BRAGA, 2011
Quando dirigia a UBES, a pernambucana participou da intensa luta pelo aumento do investimento na Educação. Lutava-se para que o país fosse obrigado a investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação e que 50% do recente Fundo Social do Pré-Sal também fosse destinado para a área. Hoje, Manu se forma em arquitetura.
Resultado de imagem para imagens Ex-presidentes da UBES comparam a luta quando eram secundas e hoje
Manu tomou posse como presidenta da UBES em 2011
Quando eu era secundarista, eu lutava por Plano Nacional de Educação, 10% do PIB para Educação e royalties do pré-sal investidos em educação.

Hoje, eu luto por defesa da educação e dos direitos conquistados, contra cortes de investimentos em áreas sociais e pela democracia.

Quando eu era secundarista, o grande problema da educação era e é um problema estrutural! A Educação precisa estar a serviço do povo, do desenvolvimento e da emancipação. Não é o que acontece.

Hoje, o grande problema da educação, além da questão estrutural, é a falta de liberdade de ensino, os cortes de investimentos atuais e os ataques a alunos e professores pelo governo.

Quando eu era secundarista, a arte que mais me tocava era música.

Hoje, a arte que mais me toca é ainda a música, que pode ser ao mesmo tempo luta, arte e resistência.

Manuela Braga em São Paulo

Fonte: UBES

CONFIRAM A PROGRAMAÇÃO ALUSIVA AOS 16 ANOS DA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN!!!

No dia 16 de julho de 2003 a Governadora na época, Vilma de Faria ao lado do prefeito na época, Cid Arruda Câmara e François Silvestre, presidente da Fundação José Augusto - FJA, presidente em 2003, inaugurava a 1ª Casa de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte e a cidade contemplada foi Nova Cruz/RN!, Denominada de Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" I'memória ao ex prefeito.

A atual gestão da Casa em parceria com a Prefeitura Municipal de Nova Cruz, Governo do Estado, FJA, SEEC/RN, entre outras instituições promoverá nos dias 8 e 9 de agosto sua AGENDA CULTURAL alusiva aos 16 anos da casa, conforme programação acima.

Para Eduardo Vasconcelos um dos Agentes de Cultura este será um momento importante, pois a casa voltará aos "Trilhos da Cultura", com uma vasta programação até dezembro de 2019.  Agenda já estar pronta e o mês de agosto iniciaremos com CHAVE DE OURO! Disse, Eduardo.

Desde já, os agentes de cultura, Eduardo e Teobanio Tavares CONVIDAM todos os amantes da cultura e da sociedade em geral a se fazerem presentes a este momento tão significativo para a cultura local e porque não dizer significativo também para a região e para o estado do RN.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPC/RN PROMOVERÁ DIA 23 DE AGOSTO "RODA DE CONVERSA CULTURA E CAMPUS JÁ NA REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR!"

Resultado de imagem para FACHADA DO IFRN DE NOVA CRUZ RN
Imagem do Google
Agosto é o mês das comemorações ao DIA DO ESTUDANTE, diante da importância o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN promoverá dia 23 de agosto uma "RODA DE CONVERSA: CULTURA E CAMPUS  NA REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR, JÁ!"

O evento servirá para ampliar o debate em torno das recentes perdas que a Região do Agreste vem tendo constantemente com saídas de instituições constantes na região, se não bastasse os cortes de verbas para a educação e o fechamento do MINC (Ministério da Cultura).

A Mesa de Conversa servirá para refletirmos estas perdas. É preciso unir, refletir, ousar e LUTAR! Caso contrário outras perdas virão!

O evento ocorrerá na Sala de VÍDEO CONFERÊNCIA - IFRN - NOVA CRUZ/RN, a partir das 8 horas ao MEIO DIA! Serão inscritos 70 (setenta) pessoas, entre (estudantes, sindicalistas, professores, funcionários e convidados), lembrando que não haverá taxas de inscrições. Os participantes receberão CERTIFICADOS.

Mais uma iniciativa do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, que este ano completará 10 anos!!! (30/12/2019).

Maiores informações: (84) 98805 6338 ou pelo email: centropotiguardecultura@gmail.com

AGENTE DE CULTURA E PRESIDENTE DO CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS RECEBE ALUNAS/DANÇARINAS DA E. E. ALBERTO MARANHÃO



Hoje (25) pela manhã o Agente de Cultura da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz, Eduardo Vasconcelos recebeu a visita de adolescentes da Escola Estadual ALBERTO MARANHÃO, representantes também do Grupo de Dança da referida escola, cujo objetivo foi mais informações sobre atividades culturais dos dias 08 e 09 de agosto, momento em que a casa comemorar seus 16 anos, ocorrido no último dia 16/07.

Eduardo esclareceu a importância do evento, incentivando-as a participar ativamente das ações da Casa!  As/passaram as músicas que as mesmas irão dançar, Eduardo elogiou. Elas irão se apresentar no dia 09, mas antes, ou seja dia 08/08 a E. E. Alberto Maranhão também se fará presente com a apresentação do Grupo de Percussão.

Após os esclarecimentos necessários as mesmas agradeceram ao agente, prometendo voltar mais vezes para conhecer melhor a casa e o que ela representa para o município.

Eduardo Vasconcelos em nome da casa agradeceu a visita,

Advogado de suposto hacker diz que cliente ouviu da PF: “cala a boca, você aqui não tem direito a nada”

Gustavo Elias Santos, apontado pela PF como um dos supostos hackers (Foto: Reprodução)



O advogado afirmou ainda que seus clientes demoraram a ter autorização para ligar para a defesa e viajaram de São Paulo a Brasília algemados.

De acordo com Ariovaldo Moreira, advogado de Elias Santos e sua mulher, Suelen Oliveira, dois dos quatro suspeitos de terem hackeado o celular do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, seus clientes demoraram a ter autorização para ligar para a defesa e viajaram de São Paulo a Brasília algemados.

“[Elias Santos] tentou falar comigo o todo o tempo, da casa dele até a PF de São Paulo, e a todo momento: ‘cala a boca, você aqui não tem direito a nada’. Foi essa frase que ele me falou”, disse o advogado Moreira.
Questionado se eu cliente tem alguma vinculação ou simpatia partidária, Ariovaldo respondeu. “Ele [Santos] me disse: ‘Rapaz, eu detesto isso’”. O advogado disse que seu cliente já foi a uma passeata de Bolsonaro e a filmou com um drone. Mas afirmou que ele não é apoiador do presidente.
Com informações da Folha
Fonte: Revista Fórum

Este halterofilista potiguar está entre os 10 melhores do mundo

Cazaquistão, Ásia Central. 24 halterofilistas de várias partes do mundo desafiavam seus próprios limites em busca do sonhado título mundial. O potiguar Júnior França (na foto abaixo) era um deles:

Júnior França. Foto: CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro)

Júnior é da SADEF, Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN, e estava disputando o Campeonato Mundial pela segunda vez em 4 anos de carreira. Ele integrava um seleto grupo de apenas 11 brasileiros convocados.
Em sua vez de se “apresentar” Júnior deu tudo de si, e quebrou o próprio recorde. Ele segurou 146kg, 2kg a mais de sua capacidade atual (144kg), e quase 3 vezes o seu próprio peso, deixando muitos adversários para trás.

Júnior França. Foto: CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro)

Ele não ganhou medalha, ficou na décima colocação, mas voltou pra casa com a satisfação de quem quebrou o recorde das Américas, que já era dele. O atleta continua liderando os rankings brasileiro e das Américas.
“Dei o meu melhor. Agora é ganhar força e consertar os erros. Estou feliz e sigo confiante na corrida por uma vaga nos Jogos Paraolímpicos de Tóquio”, relata. “Isso já é suficiente para deixar todo mundo orgulhoso”, comemorou o presidente da Sociedade, Tercio Tinoco.
Além de Júnior França, outros três potiguares integraram a seleção brasileira na disputa do Mundial. Os técnicos da SADEF, Carlos Williams e Jeferson Rego, e o médico Rodrigo Braga.
Parabéns Júnior! Me lembrou até aquele atleta anão potiguar que levanta mais de 100kg
Informações de CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) e Edmo Sinedino via Nominuto.com.
Fonte: Curiozzzo

Prêmio Braztoa de Sustentabilidade: inscreva o seu projeto!

Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para o edital Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania – Cultura 2019. Por meio do processo seletivo, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cidadania, concede bolsas para a realização de residências artísticas em Estações Cidadania de todas as regiões do Brasil.
Serão concedidas 18 bolsas, no valor de R$ 20 mil, para residências com três meses de duração cada uma. Os projetos devem contemplar circo, dança, teatro, música e artes visuais. Somente pessoas físicas podem concorrer no processo seletivo. Os candidatos devem ser brasileiros (natos ou naturalizados), ou estrangeiros residentes no País. Podem ser inscritos apenas projetos individuais.

As Estações Cidadania

As Estações Cidadania são equipamentos culturais públicos localizados em áreas de vulnerabilidade social, em cidades de todas as cinco regiões do país. O objetivo dessas instituições é oferecer ações culturais, práticas esportivas e de lazer, atividades de formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, bem como promover a cidadania.
Esses espaços públicos são construídos por meio de parceria entre a União, por meio do Ministério da Cidadania, e os municípios. Já a gestão de cada unidade é compartilhada entre as prefeituras, a comunidade e as entidades locais, por meio de um grupo gestor tripartite formalmente constituído.
A lista das Estações Cidadania aptas a receber projetos para o edital está disponível no anexo VI do texto. Obrigatoriamente, o artista deverá escolher uma unidade fora da região geográfica onde reside. As Estações Cidadania – Cultura estão ligadas à Secretaria de Cultura do Ministério da Cidadania.

Experimentação, intercâmbio cultural e transformação social

As residências contempladas deverão promover o deslocamento do artista inscrito para um espaço de experimentação, pesquisa e criação que possibilite a troca de experiências e conhecimentos e intercâmbio entre linguagens, além do compartilhamento das realidades entre os artistas e outros profissionais envolvidos. Essa troca deve alcançar as comunidades onde as estações se localizam. O foco das propostas deve ser contribuir para a transformação social dos territórios de vulnerabilidade onde estão localizadas as Estações.

Alcance em todas as regiões

Para contemplar todas as cinco regiões do País, as 18 bolsas serão distribuídas com um critério. Serão quatro para cada uma das regiões: Sul, Sudeste e Nordeste; três para a Região Norte; e três para a região Centro-Oeste. No caso de não haver nenhum classificado em uma ou mais regiões, um dos selecionados de outra área geográfica poderá ser remanejado para a região desassistida – obedecendo à ordem de classificação e o disposto no item 6.2 do edital.

Mais sobre os projetos

Os candidatos à Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania – Cultura 2019 podem concorrer somente com uma proposta. Esta pode ser desenvolvida em qualquer tipo de suporte, formato ou mídia. O texto do edital esclarece ainda: “O programa de residência é baseado na experiência do processo criativo, e, portanto, sem a expectativa de um trabalho acabado”.
Com a Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania, um dos principais objetivos da Funarte é estimular a troca de experiências entre artistas e o exercício da invenção coletiva.

Recursos investidos

Serão destinados R$ 369.639, dos quais R$ 360 mil serão concedidos em bolsas e R$ 9.639 serão destinados a despesas administrativas. Esse total provém do orçamento da Funarte.

Inscrições

Gratuitas, as inscrições deverão ser realizadas exclusivamente via internet mediante o preenchimento e envio do formulário eletrônico disponível na página do edital. O interessado deverá preencher todos os campos obrigatórios do formulário de inscrição. O eventual preenchimento incompleto inviabilizará o envio. A partir do formulário, devem ser anexados diversos documentos, previstos no edital.

Mais informações

Para saber mais sobre as condições de participação, o processo e os critérios de seleção e outros direitos e obrigações relativos ao edital, leia atentamente e na íntegra o texto do documento, disponível na página do edital (link abaixo).
Estarão disponíveis também arquivos para auxiliar o candidato na inscrição, como Dúvidas Frequentes e Passo a Passo para o Preenchimento do Formulário de Inscrição, além de um e-mail para retirada de outras eventuais dúvidas.
Correção: A Fundação Nacional de Artes – Funarte informa que houve o seguinte erro no texto do edital do programa Bolsa Funarte de Residências Artísticas nas Estações Cidadania-Cultura 2019 poublicado no dia 17 de junho de 2019: no item 1.3.1 , onde se lê “epracas.cultura.gov“, leia-se “epracas.cultura.gov.br“.
Portal BRASIL CULTURA

Celso Marconi: O pioneiro filme Crônica de um Verão

Apesar do título simples, esse Chronique d’ un Été, criado no final dos anos 50 por Jean Rouch e Edgar Morin, e lançado e premiado no Festival de Cannes de 1961, é uma das mais importantes obras do ponto de vista histórico para o cinema, tendo começado o cinéma verité (cinema verdade).
Por Celso Marconi*
Cena do documentário Crônica de um Verão, de Edgar Morin e Jean Rouch.
Certamente, ainda existem moradores em João Pessoa (PB) que lembram da passagem demorada de Jean Rouch pela cidade e muitos dos seus ensinamentos, que ficaram plantados para o pessoal dos anos 70. Mas todos os outros estudantes de cinema, não só da Paraíba, poderão retomar os debates da época se colocarem a obra Crônica de um Verão no acervo ativo das suas escolas.
Por sinal, o crítico e professor André Dib, que mora e atua na Paraíba, me avisa que o filme está programado para passar no próximo dia 1º de agosto em João Pessoa, às 18 horas, no IFPB Jaguaribe.
Foram dois cientistas sociais que criaram o nome cinéma verité a partir desse filme feito em Paris. Ambos eram ligados aos estudos sociais. Jean Rouch era antropólogo, e Edgar Morin, sociólogo e antropólogo. Nos anos 50, Edgar Morin já era conhecido no Brasil – e no Recife lemos alguns dos seus trabalhos.

Edgar Morin e Jean Rouch, a dupla por trás de Crônica de um Verão
Vendo o filme agora, sentimos que a presença de Rouch é preponderante para a criação de um contexto cinematográfico. Embora ele pense tanto no que deve ser o novo cinema, demonstra uma extraordinária capacidade para a criação de uma linguagem esteticamente notável.
Mesmo que o principal seja criar um conteúdo, isso não impede que o filme tenha em todos os momentos um muito bom ritmo narrativo. E tenha momentos de grande beleza plástica, como nas imagens em que uma das moças caminha pela praça Concorde e também quando segue por um imenso túnel e a cena termina com uma dança coletiva ao som de uma banda de harmônica.
Edgar Morin certamente influencia mais na composição conteudística, estabelecendo as pesquisas nas ruas de Paris sobre o que é felicidade e depois conduzindo os estudos mais aprofundados em torno do que cada um faz para construir suas vidas. Mas são muito importantes todos os debates que se desenvolvem durante grande parte do filme sobre como se comportar ou não diante das câmeras. É bom lembrar que a produção contou com Jean-Jacques Tarbès, Michel Brault, Roger Maurice e Raoul Coutard – este se transformou num dos maiores fotógrafos do cinema europeu.
Com o chamado “cinema verdade”, os cineastas ficaram dispensados de criar um roteiro acadêmico, um som para acompanhar todas as cenas, o ambiente conduzir a estrutura cinematográfica, e a câmera ou o cameraman ficou livre para criar movimentos no próprio momento da filmagem, o que modificou também muitos outros elementos fílmicos.
O filme é pensado com antecedência, mas durante a produção há sempre uma maior liberdade para criar. Artistas como Glauber Rocha e Jean-Luc Godard se interessaram muito pelos ensinamentos do cinéma verité.
* Celso Marconi, 89 anos, é crítico de cinema, referência para os estudantes do Recife na ditadura e para o cinema Super-8