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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

UFRJ pode paralisar atividades ainda em agosto por falta de verba. "E agora, carioca que votou em Bolsonaro?" - EDUARDO VASCONCELOS

FOTO: TOMAZ SILVA/ABR

Reitora da universidade federal com mais alunos no País afirmou que hospitais e restaurantes universitários podem ser prejudicados.

Denise Pires de Carvalho, reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou nesta segunda-feira 5 que certas atividades da universidade podem ser paralisadas ainda em agosto por conta dos contingenciamentos orçamentários impostos pelo governo.





Segundo a reitora, em julho, a UFRJ recebeu 15 milhões para despesas consideradas discricionárias – aquelas de custeio, como luz, água e infraestrutura – quando, na verdade, deveria receber 25 milhões. Quarenta e nove porcento das verbas para custeio foram contingenciadas, assim como 89% das destinadas a investimentos.






“Pelos contratos [com a universidade], serviços de manutenção são suspensos quando ficam três meses sem receber. A luz, nós já conseguimos pagar, mas precisamos que o MEC libere os 10 milhões restantes para que possamos pagar as despesas de custeio. Já estamos com atraso de dois meses. Se esse dinheiro não entrar, os serviços param”, disse Carvalho ao G1. Com isso, atividades como cirurgias realizadas pelo hospital universitário estariam sob risco por conta da eletricidade do local.
Em nota, a UFRJ disse que o novo padrão de liberação de verbas exercido pelo MEC a partir de julho piorou a situação já dramática dos bloqueios, já que limitou o orçamento mensal de custeio a 5%. “Mantido esse padrão de liberação pelo MEC, a Universidade está sob o risco de ter vários serviços paralisados ao longo do mês de agosto e, certamente, no mês de setembro”, alertou.
A universidade ainda informou que, caso o cenário não mude, é previsto um novo plano de contingência “com a redução drástica dos serviços oferecidos”, e ainda afirmou que o orçamento previsto em lei tornou-se “inacessível”.
SOLENIDADE DE POSSE DA PROFESSORA DENISE PIRES DE CARVALHO EM JULHO DE 2019 (FOTO: MEC)
“Não só no nível ambulatorial, que também sofre com a falta de limpeza e segurança, mas também dos pacientes internados. São muitas cirurgias por dia que podem ser descontinuadas, caso a alimentação também tenha que ser descontinuada na nossa universidade”, disse. Também destacou que o repasse aos nove hospitais universitários estariam ameaçados.
No último dia 30 de julho, o governo federal anunciou mais uma rodada de contingenciamentos orçamentários, no qual o Ministério da Educação estava incluso – e teve mais 348,47 milhões bloqueados. Até o momento, o MEC foi o que mais sofreu cortes: um total de 6.182.850.753, se somados todos os bloqueios feitos pelo governo em 2019.

A UFRJ é a universidade federal com mais alunos no Brasil; são mais de 68 mil estudantes matriculados entre graduação, pós e demais especializações. Também é a que mais recebe verba do MEC entre as federais. Denise Pires de Carvalho foi nomeada por Jair Bolsonaro em 2019 após participar de lista tríplice sugerida pela instituição, e é a primeira mulher a estar à frente da universidade.
Até o fechamento da reportagem, o MEC não havia se posicionado sobre a afirmação da reitora e da universidade.
Fonte: CARTA CAPITAL

Rosangela Moro defende Dalagnoll e mostra mão de Moro em tentativa de transferência de Lula

A publicação de Rosangela vai na contramão da cautela adotada por seu mairdo, Sérgio Moro, sobre o Dallagnol, e demonstra que o ministro da Justiça pode estar atuando nas sombras para abafar os escândalos do procurador
Rosangela Moro, esposa do ex-juiz federal Sérgio Moro, usou seu Instagram nesta quarta-feira (7) para postar mensagem de apoio ao procurador Deltan Dallagnol, personagem principal das conversas da Vaza Jato ao lado do atual ministro da Justiça. A publicação vai na contramão da cautela adotada por Moro sobre o procurador e demonstra que ele pode estar atuando nas sombras.
“Tempos confusos. Quem faz seu trabalho institucional acaba sendo injustamente ofendido”, publicou a advogada. Ela publicou ainda as hashtags “Lava Jato”, “Brasil sem corrupção” e “Aguenta firme Deltan”.
Até o momento, Moro manteve uma postura de certo afastamento de Deltan Dallagnol, sem defender publicamente o procurador. As conversas entre os dois expuseram uma trama secreta da Lava Jato e desencadearam uma crise na imagem de herói nacional de Moro.
A postagem de Rosangela mostra que a relação de Moro e Dallagnol não foi rompida e ele pode inclusive ter atuado na decisão da Justiça de Curitiba de transferir Lula de Curitiba para São Paulo para bafar os escândalos do coordenador da Lava Jato. A determinação foi cassada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-presidente permanecerá preso na capital paranaense.
 Fonte: Revista Fórum

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Governo do Estado promove solenidade para celebrar 518º aniversário do RN

Foto: Elisa Elsie
Nesta quarta é o aniversário do Rio Grande do Norte, que faz 518 anos. Para comemorar, o Governo do Estado promoveu hoje uma solenidade para resgatar a versão original do Brasão de Armas do Estado.
 
O emblema foi recuperado pelo Instituto Histórico e Geográfico (IHGRN), através do presidente do IHGRN, Ormuz Simonetti, em parceria com o Governo, por meio da Fundação José Augusto, na figura do diretor-geral da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.
 
Resgatado, o brasão agora apresenta um escudo de campo aberto dividido: no plano inferior mostra o mar, onde navega uma jangada de pescadores, simbolizando o sal e a pesca; no terço superior, em campo de prata, mostra duas flores ao lado; ao centro, dois capulhos de algodoeiro com o escudo ladeado por um coqueiro à direita e uma carnaubeira à esquerda, com troncos ligados por duas canas de açúcar unidas por um laço com as cores nacionais. Todos os emblemas representam a flora potiguar. A estrela branca, no alto, simboliza o Rio Grande do Norte entre os estados federativos.

Fonte: Potiguar Notícias

Projeto de Allyson Bezerra que prevê contratação mínima de 30% de artistas do RN para eventos vira lei

Deputado, ALLYSON BEZERRA
A partir de agora as festas públicas no Rio Grande do Norte devem ter no mínimo 30% de artistas locais. A medida é tratada pela Lei Nº 10.577, de 06 de agosto de 2019, publicada na edição desta quarta-feira (07), do Diário Oficial do Estado (DOE).

A Lei, sancionada pelo governo estadual, é de autoria do Deputado Estadual Allyson Bezerra (Solidariedade).

Conforme à lei, "A Administração Pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Norte valorizará as expressões artísticas que têm origem neste Estado ou que sejam realizadas prioritariamente em seu território, fazendo cumprir-se esse princípio quando das contratações de artistas para espetáculos em festejos de época e outros eventos comemorativos e culturais que façam parte de calendário oficial de eventos do Rio Grande do Norte".

A Fundação José Augusto manterá cadastro atualizado dos artistas de origem de atuação prioritária neste Estado, com a finalidade de simplificar sua eventual contração e garantir a aplicação do limite mínimo definido nesta Lei.

A Lei será regulamentada no prazo de 90 dias contado de sua publicação.

"Ficamos felizes em contribuir com o Estado do Rio Grande do Norte através do nosso mandato a partir da valorização dos artistas da nossa terra", comentou Allyson Bezerra.

Lei na íntegra:

LEI Nº 10.577, DE 06 DE AGOSTO DE 2019.

Estabelece critérios para a Administração Pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Norte contratar artistas para espetáculos em festejos de época e outros eventos comemorativos e culturais.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º  A Administração Pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Norte valorizará as expressões artísticas que têm origem neste Estado ou que sejam realizadas prioritariamente em seu território, fazendo cumprir-se esse princípio quando das contratações de artistas para espetáculos em festejos de época e outros eventos comemorativos e culturais que façam parte de calendário oficial de eventos do Rio Grande do Norte.
  • 1º Deverá ser garantida, para os fins do disposto no caput, a difusão das expressões artísticas potiguares por meio das contratações de artistas de origem ou de atuação prioritária neste Estado, no limite mínimo obrigatório de pelo menos 30% (trinta por cento).
  • 2º Consideram-se como de atuação prioritária neste Estado, para os fins desta Lei, os artistas residentes e estabelecidos profissionalmente no Estado do Rio Grande do Norte, onde executam a maior parte de seu trabalho.
  • 3º O remanescente do percentual definido no § 1º incidirá no cômputo da contratação de outros artistas num mesmo espetáculo ou na média aritmética dos eventos realizados num dado período, conforme a regulamentação desta Lei.
Art. 2º A Fundação José Augusto manterá cadastro atualizado dos artistas de origem ou de atuação prioritária neste Estado, com a finalidade de simplificar sua eventual contração e garantir a aplicação do limite mínimo definido nesta Lei.

Art. 3º Esta Lei será regulamentada no prazo de 90 (noventa) dias contados de sua publicação.

Art. 4º As despesas resultantes da aplicação desta Lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 06 de agosto de 2019, 198º da Independência e 131º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Getúlio Marques Ferreira

"Parabéns ao nobre amigo e deputado, ALLYSON BEZERRA pela excelente iniciativa na defesa dos artistas de modo geral! Esta lei dará mais oxigênio e esperança aos profissionais talentosos espalhados pelo nosso querido Rio Grande do Norte, inclusive os esquecidos. O projeto também faz de imediato uma reparação em defesa destes artistas.  Agora é fiscalizar a lei e caso não esteja sendo cumprida é só denunciar, principalmente na Capital e nas grandes outras, como Mossor´, Caicó e por ai vai.

Parabéns mais uma vez ao Dep. Allyson Bezerra e conte conosco para ajudar a fiscalizar."

Abraço,

Eduardo Vasconcelos
Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

UM PAÍS PERDIDO - Banda As Bahias e a Cozinha Mineira critica a falta de ética da sociedade brasileira

Destaque na nova cena da música brasileira, grupo segue colocando o dedo na ferida dos problemas nacionais
“Você não pode conviver com a injustiça e 'fazer a egípcia’”, diz a cantora Raquel Virgínia. Grupo lança terceiro álbum, "Tarântula"
 
São Paulo — Pouco mais de três anos depois de lançar o primeiro álbum, MulherAs Bahias e a Cozinha Mineira apresentam agora o terceiro, Tarântula. Da gravação independente em 2015 ao disco mais recente, os integrantes do grupo concordam que ter assinado com a gravadora Universal Music trouxe vantagens. A maior estrutura de produção tem deixado o trio formado por Raquel Virgínia, Assucena Assucena e Rafael Acerbi mais livre para se dedicar exclusivamente à música, razão pela qual se uniram e rapidamente se tornaram sensação na música brasileira.        
“Agora a gente consegue se voltar mais pra nossa veia artística e isso está reverberando no que a gente entrega”, diz Raquel Virgínia, durante o programa Hora do Rango. Na mesma linha, Rafael Acerbi diz que o grupo está podendo fazer o show e o novo disco “do jeito que sempre sonhou”.
Assucena Assucena cita outro elemento positivo em ter a companhia de uma gravadora: ela acredita que a música do grupo pode ganhar ainda mais ouvintes a partir da melhor estrutura. E isso, avalia, é muito importante por suprir a ausência de mulheres trans no mercado musical. “É uma trajetória importante não só para As Bahias e a Cozinha Mineira, como também para as mulheres trans na música.”
O feminismo e a reflexão sobre temas sociais e políticos seguem presentes no álbum Tarântula. A começar pelo nome, que faz referência não à aranha peluda e assustadora, mas sim à operação da polícia de São Paulo contra os travestis em 1987. Na ocasião, uma verdadeira caçada aconteceu nas ruas da cidade, sob a alegação oficial, e medonha, de prevenir a expansão do vírus da aids.
A canção Carne dos meus versos, composta por Raquel Virgínia, é na opinião da colega Assucena uma das mais bonitas do novo álbum. Uma música sobre pessoas abandonadas que conseguem dar a volta por cima, com referência ao “anjo torto” de Carlos Drummond de Andrade, no Poema de Sete Faces.
“Eu tava num boteco sozinha, no Rio de Janeiro, tomando cerveja e pensei: ‘Caraca, até um anjo torto esnoba uma mulher trans’. É uma vida de muita solidão. Ao mesmo tempo em que você está muito feliz porque está sendo quem é, deixando com que sua natureza exista, também gera muita solidão. A transexualidade é um paradigma muito grande pra sociedade. E isso causa um afastamento das pessoas”, explica Raquel. Para ela, tudo o que foge do padrão acaba sendo abandonado. E a transexualidade, pondera a cantora, foge de todos os padrões. “Embora falando de uma coisa muito pesada, essa música delicadamente aborda isso.”
“Quando eu nasci
Ninguém disse nada
Tomei muitas palmadas
E vi algumas mentiras

O anjo torto
Até me esnobava
Atravessava a calçada
Pedi a mão, me cuspia”
Da escravidão à transfobia

A crítica social contida nas canções da banda é uma decorrência natural vinda de três pessoas que se conheceram cursando História na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLECH). Para Raquel Virgínia, seria até estranho se o grupo não se comprometesse com os dilemas da sociedade brasileira. “As Bahias e a Cozinha Mineira tem essa marca. Óbvio que a gente vem equilibrando o tanto que gente fala disso e o tanto que a gente mostra na nossa música, até porque acredito muito na nossa música.”
Entre os dramas que a sociedade brasileira ainda precisa enfrentar, a cantora destaca os quase quatro séculos de escravidão. “Isso não é qualquer coisa. E acho que nós ainda não conseguimos entender a profundidade disso. Tanto não entendemos que ainda estamos patinando numa série de questões em que a raiz é a escravidão”, afirma Raquel.
A artista acredita ser grave o fato das pessoas ainda desconhecerem o significado da palavra “ética”. “A gente convive com chacinas. A gente convive com prisões arbitrárias. A gente convive com o presidente negando fome num país onde se morre de fome. E todas as convivências que a gente vai aceitando, seja artista ou não, elas estão dentro de um padrão ético. Se você dorme em paz convivendo com tudo isso, é uma questão ética.”
Ciente da força da posição de quem tem microfone na mão e costuma estar diante de câmeras, Raquel reconhece que a palavra do artista pode ter mais projeção, mas defende que todo cidadão atue politicamente e tenha compromisso com o país. “Você não pode conviver com a injustiça e ‘fazer a egípcia’”, diz ela, com referência à gíria para “virar a cara”, fingir que não viu ou demonstrar indiferença. 
Assucena analisa que as maiores heranças políticas dos últimos anos são o crescimento dos movimentos feminista, negro e LGBT. Em comum, a defesa da liberdade como princípio e, mais ainda, a liberdade de corpo e de comportamento. “Não é moda a transgeneridade. Saímos do armário pra não voltar pra ele. A bicha saiu da jaula pra continuar sendo bicha. É um princípio e uma herança que a gente vai ter que lutar por ela. Têm diretos conquistados, mas são poucos ainda.”
Ela acredita que os movimentos sociais estão hoje mais organizados e lembra da participação da banda na Ocupação 9 de Julho, em parceria com  Preta Ferreira. “É um absurdo que aquela menina esteja presa, lutando por seu direito constitucional. A Ocupação 9 de julho é um exemplo de ocupação, de uma comunidade gerindo um espaço que se pretende a casa popular como direito constitucional.”
A herança histórica do Brasil e os tempos conturbados, fazem Rafael Acerbi ter ainda mais convicção na importância da arte. Como exemplo positivo, o guitarrista cita a Virada Cultural, em São Paulo, com seus muitos palcos e intensa programação. “A ilusão que a gente propõe, o tipo de linguagem que a gente constrói, é muito poderoso. A arte educa. Ela pode ser pedagógica, pode ser de confronto, mil facetas possíveis. É uma linguagem que afeta as pessoas. Então é muito delicado esse momento agora e temos que continuar.”
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

As Bahias E A Cozinha Mineira - Carne Dos Meus Versos

Primeira mulher negra a ganhar Nobel de Literatura, Toni Morrison morre aos 88 anos

A escritora norte-americana Toni Morrison, cujo romance “Amada”, de 1987, sobre um escravo fugitivo lhe rendeu um Prêmio Pulitzer e contribuiu para o conjunto de uma obra que fez dela a primeira mulher negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura, morreu aos 88 anos; causa da morte não foi revelada.

(Reuters) - A escritora norte-americana Toni Morrison, cujo romance “Amada”, de 1987, sobre um escravo fugitivo lhe rendeu um Prêmio Pulitzer e contribuiu para o conjunto de uma obra que fez dela a primeira mulher negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura, morreu aos 88 anos, disse sua editora.
Paul Bogaards, porta-voz da editora Alfred A. Knopf, anunciou a morte, mas não informou a causa.
A trama de “Amada” transcorre durante a Guerra Civil dos Estados Unidos e se baseou na história verdadeira de uma mulher que matou a filha de 2 anos para que ela não se tornasse escrava. A assassina foi capturada antes de conseguir se matar, e o fantasma da criança, conhecida como Amada, visita a mãe.
Em 2015, Toni Morrison disse à revista NEA Arts que já havia escrito um terço do livro quando decidiu usar o fantasma para abordar o questionamento moral a respeito de a mãe ter ou não razão de matar a filha.
O livro virou um filme estrelado por Oprah Winfrey, que o coproduziu, e Danny Glover.
O romance faz parte de uma trilogia que a autora disse tratar do amor pela perspectiva da história dos negros. “Jazz”, publicado em 1992, fala de um triângulo amoroso durante o movimento Renascimento do Harlem de Nova York nos anos 1920, e o terceiro livro, “Paraíso”, publicado em 1997, fala de mulheres de uma cidade pequena e predominantemente negra.
Fonte: Brasil 247

APÓS REUNIÃO TODOS UNIDOS PARA O SUCESSO DO ANIVERSÁRIO DOS 16 ANOS DA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ


Ontem (6), o Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos se reuniu com a comissão de organização das comemorações do Aniversário dos 16 anos da Casa de Cultura !LAURO ARRUDA CÂMARA" de Nova Cruz, que ocorrerá dias 08 e 09 de agosto, ou seja próxima quinta e sexta-feira.

Representantes das escolas, secretarias municipais de educação e da assistência social, artesã e artistas "bateram" o martelo! Sonorização, palco, entre outros já estão garantidos.  

Nesta quarta-feira (7) haverá um "mutirão" na casa para dá um ar de festa e deixá-la mais bonita e atrativa para que os participantes, convidados e autoridades possam conhecer de perto a primeira casa de cultura do estado e suas atrações culturais... uma boa parte dela.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO  
Todos estão CONVIDADOS PARA ESTE BELÍSSIMO EVENTO. Sua participação fortalecerá as futuras iniciativas na defesa da cultura popular.

Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos (agente de cultura), a Secretária de Educação, Maria do Socorro Maurício de Queiroz Ângelo, professoras, Claudete Silva e Elizabete Ribeiro,ambas da coordenação da SME, professoras, Patrícia Azevedo (representante da E. E. Firma Francelina), Diego Ramos de Oliveira (cantor e compositor), Maria José Soares Costa (SMAS), Betinho (orquestra) e,professor, Matias Júnior (diretor da E. E. Alberto Maranhão) e Ronaldo Primo, Secretário M. de Esporte, Lazer e Cultura).

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Nova diretoria da UNE toma posse nesta sexta-feira (9), em São Paulo

Evento acontece na FEA-USP, zona oeste da capital, a partir das 18h
por Renata Bars.
A União Nacional dos Estudantes convoca a posse da sua nova diretoria para o próximo dia 9 de agosto, a partir das 18h no auditório 5 da Faculdade de Economia e Administração da USP, na zona oeste da capital paulista. O evento será realizado em parceria com o Centro Acadêmico de direito da Universidade de São Paulo (USP), XI de agosto, e também com a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), que realizará a posse de sua diretoria na mesma ocasião.
A nova diretoria da UNE tem a frente o estudante de economia da Universidade de São Paulo (USP), o goiano Iago Montalvão, eleito no 57º Congresso da UNE, realizado de 10 a 14 de julho em Brasília. Eleito pela chapa “Tsunami da Educação” com 4053 votos (70,92%), Iago sucede a baiana Marianna Dias na condução da entidade.
Essa é a terceira vez que a UNE tem um presidente goiano. Honestino Guimarães e Aldo Arantes antecederam o conterrâneo na presidência da entidade.
Para Iago, a entidade de 82 anos tem todos os mecanismos e pedigree para engajar e organizar uma resistência na sociedade por meio da pauta da educação.
“Mostramos isso nos dias 15 e 30M. As manifestações que paralisaram todos os estados do país só aconteceram porque na véspera diversas assembleias estudantis planejaram os atos em universidades de todo o Brasil. A defesa da educação é uma pauta que reverbera na sociedade e é com organização que vamos mudar os rumos dos retrocessos”.
SERVIÇO
O que? Posse da nova diretoria da UNE
Quando? Dia 9 de agosto a partir das 18h
Onde? Auditório 5 da FEA-USP

Fonte: UNE

A noite em que compreendi Yoko

Foto (divulgação)
A campanha contra a guerra e pela paz, realizada pelos dois, faz pensar nos dias atuais de escalada da violência em suas diferentes formas, com propagação das mensagens fascistóides e de ódio. A mensagem que ambos transmitiram tem tudo a ver com o ato de imaginar e querer: "War is over, if you want it", escreve Lita Lula, em texto especial para o 247.

Por Lita Lula, especial para o 247 – Duas noites antes dessa do título, eu havia participado de uma roda de conversa na qual Leonardo Attuch mencionou algumas passagens do documentário de 2018 ¨Above us only sky¨ (Só o céu como testemunha, em exibição no Netflix). Trata-se de um documentário contando a história da realização do primoroso álbum (e da música) ¨Imagine¨, lançado em 1971 por John Lennon. Attuch se ateve a uma parte na qual Yoko Ono fala sobre como usou a imaginação para driblar a fome junto com seu irmão, certo dia durante a Segunda Guerra Mundial. Naqueles breves segundos, surgiu na minha mente, pela primeira vez, um lampejo de alguns dos motivos pelos quais Yoko foi tão mal vista e mal compreendida pela minha geração, bem como por outras.

FUI ENTÃO ASSISTIR AO DOCUMENTÁRIO. ESTUPENDO! NA MEDIDA EM QUE AS CENAS E MÚSICAS IAM PASSANDO, CRESCIA A ADMIRAÇÃO, QUE JAMAIS TINHA EXPERIMENTADO, POR ESSA ESTRANHA MULHER. PARECIA QUE VIA YOKO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA. ACHEI UMA MULHER INTERESSANTE, EXÓTICA, BONITA. TALVEZ UM POUCO MENOS DE CABELO NO ROSTO PERMITISSE VISLUMBRAR MELHOR O QUE PARECE ESCONDIDO. O PADRÃO DE BELEZA MUDOU OU EU MUDEI? AS DUAS HIPÓTESES SÃO VERDADEIRAS, ALÉM DE EU PREFERIR, AO CONVENCIONAL, ALGO MAIS TRANSGRESSOR. E ISSO YOKO TEM DE SOBRA, DESOBEDECIA SOBREMANEIRA OS MOLDES E AS REGRAS INGLESES. 


O filme é um presente, trazendo um John Lennon como ser humano, não como artista num palco. Ele fala muito, com aquela voz inconfundível, canta muito também, músicas de uma fase na qual ele já não era mais um Beatle. Melodias e letras belíssimas. Momentos junto ao maravilhoso George Harrison, o Beatle com o qual mantinha relação camarada. Os depoimentos daqueles que participaram de sua vida musical nessa etapa nos permitem um mergulho privilegiado na sua existência. São lindas as reflexões de seu filho mais velho, Julian Lennon, sobre a vivência na casa de Tittenhurst Park, distante menos de 40 km de Londres, e a convivência com o pai e com Yoko.
Yoko, ao contrário, fala pouco. Ela está frequentemente na retaguarda, sem a mesma projeção de John. Porém, ela está sempre presente. Mais do que isso, ela está sempre presente em John, na sua fala, nos seus gestos, no seu olhar e no seu pensamento. Os olhares que trocam são de cumplicidade. No final do filme, ele admite que ela é o cérebro por trás de Imagine
O que comecei a perceber dois dias antes de ver o filme e comprovei ao assistir, é o quanto deixamos (a imensa maioria de nós) de compreender que a perseguição que a mídia (sempre ela!) e que outras vozes fizeram a Yoko, alegando que ela teria sido o pivô da separação dos Beatles, não expressava a realidade. Assim, como ainda acontece no século 21 com diferentes pessoas, Yoko foi culpabilizada porque era diferente. Era oriental, não tinha a ¨beleza¨ típica das ocidentais mulheres de celebridades (a bem da verdade, era considerada feia), não era a mãe do filho de John e da qual ele havia se separado, falava mal o inglês (idioma dos impérios), tinha uma vida de artista plástica independente de John e anterior a ele, suas concepções artísticas de vanguarda eram pouco ou mal compreendidas e seu comportamento colocava em prática liberdades já apregoadas na época, mas ainda não amplamente aceitas. Participantes do filme citam algumas dessas questões. O fato é que mulheres que fogem de determinados padrões nunca são vistas com bons olhos pela maioria que se adapta a comportamentos e a pensamentos socialmente tidos como ¨normais¨ e ¨adequados¨. Yoko pensava com liberdade e assim agia também.
Senti que o filme coloca em dúvida se John teria ido tão a fundo no questionamento às guerras se não existisse Yoko na vida dele. Embora ela não fale tanto quanto ele na tela, percebe-se que a relação intelectual deles é intensa, ela o instiga. John discorda de que ela tenha sido a causadora da separação dos Beatles, justifica que os problemas existiam antes mesmo do surgimento dela em sua vida. Seu desassossego enquanto ainda fazia parte do grupo é mencionado por algum entrevistado: John já não se sentia pleno e realizado após um certo período, além de se sentir aprisionado em sendo um Beatle. O rompimento permitiu que ele se sentisse como John de forma plena. Existe um clip onde ele menciona a importância e a influência de Chuck Berry no seu rock, seguido de uma apresentação conjunta dos dois. Isso foi finalmente possível após os Beatles. John se diverte sendo John e fazendo o que ele quer. Yoko deve ter tido papel fundamental na construção dessa liberdade. Li uma análise que diz que ela afinal dava a ele tudo o que ele necessitava.
O álbum ¨Imagine¨ traz a música ¨How¨ na qual John explicita uma série de dúvidas sobre caminhos, rumos e sentimentos. Eu me pergunto se ele se refere de alguma forma à fase de sua existência como Beatle. Já a música ¨How do you sleep¨ é reconhecidamente uma grande crítica a Paul McCartney. Em resumo, após ouvir essas duas canções, como responsabilizar Yoko pela separação do grupo? 
Apesar de alguns autores colocarem em dúvida a estabilidade da relação Lennon-Ono e apesar de John reconhecer sua própria insegurança na música ¨Jealous Guy¨, ele canta seu amor por ela em ¨Oh! Yoko¨ e, em especial, em ¨Oh my love¨. Nesta última, ele declara não apenas amor, mas como finalmente sente com clareza a vida e seus sonhos. Importante acrescentar que na música ¨(Just Like) Starting Over¨, do álbum ¨Double Fantasy¨, ele explicita o encanto da vida conjunta: ¨Our life together is so precious together, we have grown¨. Muitos anos depois da morte do parceiro, Yoko diz que acha que John e ela se conheceram para justamente criar ¨Imagine¨. Esse é um pensamento lindo e reconfortante. 
A famosa última foto do casal, tirada poucas horas antes do assassinato de John, é uma profunda declaração de amor: John nu, envolvendo rosto e corpo de uma Yoko totalmente entregue, segurando seu cabelo e beijando sua face numa associação profunda que só não é ainda mais íntima porque Yoko se recusou a ficar nua para o clique de Annie Leibo.
Yoko completou 86 anos e seu físico está comprometido, mas continua pacifista e ainda propondo performances. Seu projeto ¨Bells for Peace¨ reuniu 4.000 sinos tocando em Manchester (Inglaterra) pela paz, em julho deste ano. Aos amantes do blues, recomendo ver no YouTube a Plastic Ono Band tocando ¨Yer Blues¨, alguns anos atrás, com a participação da própria Yoko, seu filho Sean Lennon e o grande Eric Clapton. Admito que até hoje ainda soam estranhos, aos meus ouvidos, os gritos da artista. Não vou dizer que aprendi a gostar de algumas de suas produções, mas aprendi a respeitar. Gosto, sim, do John que ela nos deu a partir da presença ao seu lado. 
A campanha contra a guerra e pela paz, realizada pelos dois, faz pensar nos dias atuais de escalada da violência em suas diferentes formas, com propagação das mensagens fascistóides e de ódio. A mensagem que ambos transmitiram tem tudo a ver com o ato de imaginar e querer: ¨War is over, if you want it¨. Queria que governos inaceitáveis acabassem, porque assim o queremos. Só precisamos imaginar e agir.
Fonte: brasil247.com

D2 repudia invasão de reunião do Psol pela PM e dispara: a Venezuela é aqui! - "Ditadura NUNCA MAIS!" - Eduardo Vasconcelos

Marcelo D2: vocês não cansam de passar pano pra miliciano?
Marcelo D2: vocês não cansam de passar pano pra miliciano? (Foto: Divulgação)
"Absurdo a invasão da PM no encontro das mulheres do PSOL ... essa porra já é uma Venezuela e o gado vai passando pano pra familicia de 102 pessoas empregadas .... Venezuela é aqui", postou o músico Marcelo D2.
247 – O músico Marcelo D2 repudiou a invasão de uma reunião de mulheres do Psol pela PM, no último sábado. "Absurdo a invasão da PM no encontro das mulheres do PSOL ... essa porra já é uma Venezuela e o gado vai passando pano pra familicia de 102 pessoas empregadas .... Venezuela é aqui", postou. Confira o tweet e saiba mais sobre o caso:
Do Brasil de Fato  – O PSOL acusa a Polícia Militar de São Paulo de tentar intimidar militantes e constranger a realização de uma plenária de mulheres filiadas ao partido que aconteceu na capital paulista no último sábado (3).
Policias chegaram por volta das 9h da manhã, horário marcado para o início do evento, e exigiram documentos de identidade das organizadoras da "Plenária de Mulheres", que acontece no Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), localizado na região central da cidade. 
Paula Coradi, integrante da Executiva Nacional do PSOL e participante da plenária, afirma que os agentes constrangeram militantes presentes no local, sem apresentar qualquer justificativa formal. 
“Eles chegaram com uma postura de se impor. A Polícia chegou aqui pedindo a documentação de quem estava organizando. Falou que está nos monitorando. Tentou intimidar nossas companheiras diversas vezes. A gente falou que tem livre direito de associação, garantido pela Constituição, e não iria passar nada para eles”, relata.
Ainda de acordo com Coradi, os policiais prometeram voltar ao local no período vespertino, e após sua saída do local, carros da corporação tem passado em frente ao espaço de realização da plenária. A plenária segue sendo realizada. 
De acordo com o PSOL, a plenária local é um espaço preparatório para o Encontro de Mulheres do partido, que é realizado regularmente e é o responsável por eleger a direção do Setorial de Mulheres da organização. A legenda planeja questionar o governo estadual pela ação dos policiais. 
Procurada pelo Brasil de Fato, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não se manifestou até o momento do fechamento da edição original desta matéria.  
[Atualização às 13h30]
Os questionamentos da reportagem foram encaminhados à Polícia Militar pela SSP. Em nota, a corporação afirma que as medidas foram tomadas visando a segurança do próprio evento. Leia abaixo a resposta. 
A Polícia Militar esclarece que os patrulheiros, que faziam o policiamento na região, foram ao local para verificar concentração de pessoas que se iniciava. Ao tomar ciência de que eram cidadãos ligados a partido político e em reunião para realização de plenária, questionaram se  as pessoas, após as discussões, iriam sair em ato democrático, que pudessem tomar vias públicas. Tudo visando às providências da Polícia Militar para a segurança do evento. Como os presentes disseram que o evento se consistia em reunião interna, os patrulheiros deixaram o local.
Fonte: brasil247.com
Adaptado pelo CPC/RN, em 06/08/2019.

Herdeiros de João Gilberto estão em pé de guerra por indenização milionária - "Triste mais é verdade!" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN


247 - A morte de João Gilberto não representou apenas o adeus ao maior cantos brasileiros de todos os tempos. Abriu-se uma guerra familiar pelo espólio do criador da bossa nova. São cinco contentores judiciais: os irmãos João Marcelo, 58, Bebel Gilberto, 53, e Luisa Carolina, 15 (a caçula representada pela mãe, Cláudia Faissol). Ainda participa Maria do Céu, namorada de João em seus anos finais. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "em termos de bens, até agora é tudo bem esquálido. Não há imóveis legados, por exemplo, embora uma ou outra peça tenha seu valor histórico-financeiro, como violões dedilhados pelo baiano."

A matéria, no entanto, mostra o que tanto interessa a todos os filhos: "mas há os direitos autorais que João recebia periodicamente, estimados entre R$ 12 mil e R$ 30 mil ao mês, fora uma indenização milionária que a EMI deve ao artista, ainda alvo de impasse judicial. Este é, aliás, o único ponto que une os herdeiros —todos concordam que o pai foi lesado pela gravadora."
Na esfera dos afetos, há também disputa: "outra cizânia, esta não mensurável monetariamente, é pelo afeto a João Gilberto. Seus filhos e amores passados vivem duelando para saber quem mais amou e quem mais falhou com o músico. No ano passado, o cliente mais fiel do Degrau deixou de encomendar o filé que tanto gostava do restaurante. Uma ação de despejo levou João a sair de seu apartamento na rua Carlos Góis, no Leblon."
Fonte: brasil247.com