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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A CENSURA, AOS POUCOS, SE INSTALA


Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.

por Daniel Filho
“Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve.
Inchado e feliz (…).

Às vezes, somos sapos fervidos. Não percebemos as mudanças.”

Paulo Coelho
O excerto acima (cujo texto integral pode ser conferido ao final) ilustra o método em que o esfacelamento da democracia e implantação de uma censura vai se colocando em nossas vidas.

Não surge a maioria das ditaduras num rompante, com tanques, sangue e gritos, mas, aos poucos, testando a receptividade…

Em nome da “moral cristã, da família e dos bons costumes” pregam a vigilância e o cerceamento do livre pensamento e a liberdade de expressão.

Há poucos anos foram exposições: “Queermuseu” (2017), “La Bête” (2018) que, segundo os vigilantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), faziam apologia à pedofilia, zoofilia, pornografia e ou atacavam a fé cristã. Há poucos meses foram as Histórias em Quadrinhos, onde o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela (PRB) censurou uma revista em quadrinhos dos Vingadores por conter uma cena de beijo entre dois personagens masculinos. Pouco tempo depois o secretário de Cultura Roberto Alvim fez um pronunciamento cujo discurso continham frases semelhantes às do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels.
Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.
Os casos mais recentes, em pouco tempo, obtiveram ampla rejeição popular e repercussão negativa nos principais portais de notícias do país, custando o cargo do secretário de cultura e, em Rondônia, recuos.

O secretário de educação, Suamy Vivecananda, afirmou inicialmente que a lista vazada se tratava de “fake news” e que não haveria memorando ou qualquer ordem para recolhimento. No entanto, reportagens investigativas comprovaram a existência de memorando forçando o governo, mais uma vez, recuar e desistir de continuar a negar a tentativa frustrada de censura.

Tanto a demissão como o recuo revela uma práxis quando algum ato de governo não repercute bem: demissão, recuo e ou negação dos fatos. A água começando a ferver.
Na lista do governo de Rondônia, clássicos da literatura nacional e universal: “Macunaíma, o herói sem caráter”, clássico de Mário de Andrade; todos os 10 volumes de “Mar de Histórias”, de Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai; “Bufo & Spallanzani”, “Diário de Um Fescenino” de Rubens Fonseca; Carlos Heitor Cony com “A Volta por Cima”, “O ato e fato”, “O Irmão que tu me deste” e o “O Ventre”; Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”; Euclides da Cunha com “Os sertões”; Franz Kafka com o clássico “O Castelo”, são apenas alguns dos diversos nomes presentes.
Um detalhe assustador (como se pudesse ter algo ainda mais) da lista dos livros a serem recolhidos é que no rodapé consta uma observação a indicar: “Todos os livros do Rubem Alves devem ser recolhidos”. O psicanalista, educador, teólogo, pastor presbiteriano e, junto com Paulo Freire, um dos principais pedagogos brasileiros, falecido em 2014, seria o mais novo “energúmeno comunista que precisa ser retirado de circulação”?
Projeto de extermínio do pensamento da pedagogia popular começando pelos ícones até chegar aos contemporâneos? Ou mera coincidência?
Tal qual a água presente no excerto que inicia esse texto, já ferve a sanha ditatorial de vigiar, punir e queimar livros em praça pública…

Quanto a nós e a democracia? Morreremos inchados e felizes?

Ou só inchados?

Ou só infelizes?

Daniel Filho é professor da rede estadual de ensino de Pernambuco em Petrolândia, sertão de Pernambuco.
Fonte: JORNALISTAS  LIVRES

Enredo e Samba 2020: Alcione será Maria no desfile da Mangueira

Alcione será Maria, mãe de Jesus, no enredo em que a Mangueira vai retratar Cristo. A Marrom — presença assídua nos desfiles da Verde e Rosa — aceitou um convite do carnavalesco Leandro Vieira.
A sambista e o artista são alguns dos convidados do primeiro capítulo da série especial “Enredo e Samba”. Milton Cunha e a equipe do RJ1 visitam a comunidade de cada escola e mostram o que as 13 agremiações planejam para o carnaval 2020.
“É a mãe da humanidade que eu venho representando”, lembra Marrom.
“Esse Cristo vem dizendo muitas coisas: ele pode ser negro, pode ser índio, pode ser mulher — que é a parte mais mastigada deste país”, destaca.

Enredo questionador

É justamente dessa “parte mastigada” que vem o Jesus da Verde e Rosa. “O Cristo da Mangueira é cria do morro. A gente vislumbra que ele nasceu preto, pobre, nas ladeiras, com a cara da comunidade”, diz Leandro.
“Será que as pessoas estão preparadas para enxergar Cristo nas pessoas que têm a cara do morro?”, indaga.
Leandro diz ainda que fez um enredo biográfico. “Assim como o cinema olhou, o teatro olha, assim como a TV olha”, compara.
“O que aconteceria com Cristo se ele viesse à Terra novamente para viver do mesmo jeito, para defender as mesmas ideias, o que ele encontraria?”, propõe.
A Mangueira é a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval.
Portal BRASIL CULTURA

Evangélicos de escola de música de universidade do Rio se recusam a cantar Villa-Lobos


Músicas de Villa-Lobos são
executadas por orquestras
internacionais, mas enfrentam
resistência no Brasil
por motivo religioso
Pode parecer absurdo que alunos de música de uma universidade do país se recusem a tocar ou cantar músicas do genial compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), mas isso está ocorrendo com frequência.
Andrea Adour, professora de Canto da Escola de Música da UFRJ, informa que alunos evangélicos que se recusam a cantar “Xango” [reprodução abaixo], de Villa-Lobos, porque acharem que se trata de uma reverência a um demônio de religiões de origem africanas.
A estupidez se manifesta com outros compositores, como Guerra Peixe (autor de “Toadas de Xangô”), Francisco Mignone (“Cânticos de Obaluayê”) e Waldemar Henrique (“Abalogun”).
A professora explica aos estudantes que a universidade é um espaço laico e, portanto, de diversidade cultural e que, ali, a música está vinculada à arte e não a qualquer prática religiosa.
Além do mais, é impossível estudar música do Brasil sem falar em Villa-Lobos e até entender as origens da cultura popular.
Nem sempre a professora convence os evangélicos, e alguns deles desistem do curso ou trancam matrícula.
Andrea é coordenadora do Africanias, um grupo de pesquisa sobre as influências negra e indígena no repertório brasileiro.
Ela diz que a recusa de alunos ao estudo de músicas com referência a religiões de afrodescendentes é um comportamento recente, mas em ascensão.
Valéria Matos, professora de Regência do Coral da UFRJ confirma: “É comum alunos de formação religiosa mais fechada questionarem, se recusarem a cantar, quando apresentamos alguma obra que usa termos de origem afro, referindo-se a entidades como Oxalá, Oxum”.
Para ela, o que está ocorrendo na escola de música é reflexo do atraso cultural que o Brasil vive no momento, o que serve de incentivo à intolerância religiosa.
Por isso mesmo, segundo ela, aumentou a responsabilidade da universidade em ensinar a diversidade aos estudantes.
Nem todos os estudantes evangélicos estão atrelados ao retrocesso cultural.
Paulo Maria, da Escola de Música, por exemplo, denuncia a existência de um racismo cultural.
“Cantar essas músicas não afeta minha religiosidade. Quando canto peças que se referem a religiões afrobrasileiras, canto como artista. Mas essa situação faz parte da História brasileira. O negro foi feito escravo, a cultura afro foi jogada de lado pelos europeus. Nossa formação histórica é essa”, diz.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 8 de fevereiro de 2020

*NOTA DE REPÚDIO DA FENAJUFE*


*Parasita é a sua história, Paulo Guedes. Fenajufe estudará medidas jurídicas por assédio institucional*_
Paulo Guedes extrapolou.

Ao comparar Servidores Públicos a parasitas, o verdadeiro ZeroUm de Jair Bolsonaro mostra a que veio: vender postos de trabalho público ao setor privado.

A declaração, feita em palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE) no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo, foi mais um afago ao mercado financeiro.
Ao taxar o funcionalismo como “privilegiados”, o banqueiro Guedes foi desonesto, pois não há privilégio onde a tarefa é servir ao cidadão.

Privilégio por acaso é o esforço monumental que o servidor é obrigado a fazer para impedir que apaniguados de políticos roubem os cofres públicos, nomeiem parentes e surrupiem o erário? Privilégio, sim, é poder recuperar dinheiro público roubado, como o fazem os Servidores do Judiciário que repatriam essas quantias.

Guedes é desonesto ainda ao afirmar que 88% da população é favorável à demissão de servidores, sem esclarecer que essa mesma população foi enganada e adestrada a criticar o salário do servidor e não lutar para que seus próprios salários, sejam equiparados ao do funcionalismo.

O hospedeiro está doente sim. Mas a doença vem dos bancos parasitas e do sistema financeiro parasita, que roubam dos cofres públicos e remuneram a você, ministro, para defender os interesses deles no governo.

A doença vem dos empresários parasitas sonegadores que não pagam seus impostos e fazem tudo para manter seus próprios empregados na miséria, porque o desfortúnio os torna mais dóceis.

A doença vem dos políticos parasitas que fazem da propina e da corrupção, as verdadeiras religiões. Isso sim, ministro, adoece o País.

Falta a Paulo Guedes a honestidade de assumir publicamente que a ele, ao governo e ao próprio presidente da República, não interessa manter serviço público para atender ao pobre. Falta honestidade de assumir publicamente que O objetivo do governo, é exterminar a população pobre. Não erradicar a pobreza.

A _*Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União*_ – REPUDIA não só a fala do ministro Paulo Guedes, mas tudo o que ele representa enquanto porta-voz de um governo que não tem nada em sintonia com as reais necessidades do Povo Brasileiro.

Diante do absurdo que se tornou o atual governo e a escalada crescente de ataques aos direitos dos pobres, minorias, trabalhadores – tanto da iniciativa privada quanto do serviço público – a Fenajufe conclama a todos e todas a tomarem as ruas em *18 de Março*. *Greve Geral, Já!*

Paraisópolis: PM considera que PM fez tudo certo no baile funk que acabou com 9 mortos

Inquérito da PM passa o pano, apesar dos vídeos chocantes, que mostravam policiais encurralando e bombardeando jovens pelas vielas de Paraisópolis.
A corregedoria da PM, que é um órgão da própria Polícia Militar, achou legal a ação de 31 policiais, durante um baile funk na favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo), que resultou em nove jovens inocentes mortos.
A tragédia aconteceu em dezembro e foi filmada por centenas de pessoas, que colocaram os vídeos nas redes sociais. E o que se viu foi o absurdo: policiais entrando em alta velocidade em ruas estreitas, depois jogando bombas, espancando, aterrorizando. O show de violência ocorreu em um baile funk que reunia cerca de 5.000 pessoas. O resultado foi o pânico, a correria, o desespero. Jovens tentavam fugir pelas vielas estreitas da favela enquanto os policiais arremessavam contra eles bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
As vielas estreitas não permitem a dispersão da substância tóxica que compõe o gás lacrimogêneo, o CS (2-clorobenzilideno malononitrilo), que em contato com os olhos causa lacrimejamento intenso e queimação, além de coriza, náuseas, tosse e asfixia. De fato, das nove vítimas fatais, pelo menos 8 morreram asfixiadas. Mas os laudos do Instituto Médico Legal de São Paulo atribuíram a sufocação até a morte das vítimas a um suposto pisoteamento, algo que familiares dos mortos rejeitam, já que as peças de roupas que eles vestiam no momento do baile não tinham vestígios de pisadas de calçados.
Segundo reportagem da revista “Galileu”, “um número considerável de mortes relacionadas a bombas de gás lacrimogêneo já foi registrado. Uma mulher de 36 anos morreu por insuficiência respiratória e parada cardíaca durante um protesto na Palestina, em 2012. No Bahrein, 36 mortes foram catalogadas (inclusive a de um garoto de 14 anos) pelo organização internacional Physicians for Human Rights, que ao lado da Facing Tear Gas e da Anistia Internacional são as maiores ONGs contra o uso das bombas de gás, que enquadram como arma química.”
A conclusão da Corregedoria da PM foi de que, apesar das nove mortes, a ação dos policiais foi lícita e eles agiram em “legítima defesa”. O documento assinala ainda que os PMs nem sequer praticaram infração militar. Assina o relatório o encarregado do inquérito, capitão Rafael Oliveira Cazella. As conclusões dele foram referendadas pelo subcomandante da Polícia Militar de São Paulo.

“Assumiram o risco de matar”

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual do Direito da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, o resultado dos laudos não isenta os policiais de responsabilidade nas mortes. “Foi a conduta violenta dos policiais, que incluiu o uso de fuzis de balas de borracha e o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, além das agressões contra a multidão que lá estava, que causou o pânico, a correria, os pisoteamentos e as mortes. Em suma, os policiais assumiram o risco de ferir e gerar mortes”.
Uma ação desastrosa como a ocorrida em Paraisópolis, uma comunidade pobre, jamais ocorreria se a festa tivesse como endereço uma área nobre de São Paulo, cercada por seguranças vestidos de ternos e gravatas, ou cobrando ingressos caros.
AH, MAS HAVIA DROGAS NO BAILE FUNK DE PARAISÓPOLIS. A PM TINHA DE FAZER O SEU TRABALHO”, DIRÁ O INGÊNUO, COMO SE NAS RAVES E NAS FESTAS DOS RICAÇOS TODO MUNDO SÓ TOMASSE LIMONADA…

Leia mais sobre o Massacre de ParaisópolisO inquérito de 1.600 páginas sobre o Massacre de Paraisópolis está nas mãos do juiz Ronaldo João Roth, da 1ª Auditoria do Tribunal da Justiça Militar. Na segunda-feira (10/2), segue para o Ministério Público, que pode pedir novas diligências, concordar com o arquivamento ou apresentar denúncia. Agora, é continuar lutando, para que pelo menos encontrem Justiça as famílias de Gustavo Cruz Xavier, 14, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16, Denys Henrique Quirino da Silva, 16, Luara Victoria Oliveira, 18, Gabriel Rogério de Moraes, 20, Eduardo da Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22, e Mateus dos Santos Costa, 23.F
Fonte: Jornalistas Livres

Absurdo! Rondônia manda recolher Macunaíma e outros 42 livros – e recua

O governo de Rondônia ordenou nesta quinta-feira (06/02/2020) o recolhimento de dezenas de livros das bibliotecas das escolas, entre eles clássicos da literatura brasileira, como Macunaíma (de Mário de Andrade), Agosto (Rubem Fonseca) e Os Sertões (Euclides da Cunha). A alegação era de que as obras tinham “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. O governo chegou a negar a existência do documento, mas depois passou a alegar que o secretário de Educação não o assinou.
Tivemos acesso ao memorando no início da tarde, que incluía uma lista com 43 livros brasileiros que deveriam ser “entregues ao Núcleo do Livro Didático” da Secretaria Estadual da Educação. O texto estava em nome do secretário de Educação, Suamy Lacerda de Abreu, mas a assinatura eletrônica no sistema era da diretora de Educação do órgão, Irany de Oliveira Lima Morais, terceira na hierarquia da pasta. Irany foi procurada por meio de uma assessora, mas não retornou o contato. O secretário também não respondeu às ligações.
Portal BRASIL CULTURA

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões no setor turístico


Foliões festejam o Carnaval de Ouro Preto (MG). Crédito: MTur
A movimentação econômica para o Carnaval tem deixado o setor do turismo bem otimista. De acordo com estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2020, a festa deve injetar R$ 8 bilhões na economia do país, um aumento de R$ 80 milhões em relação ao ano passado. O valor é o maior desde 2015, quando foram registrados R$ 9,07 bilhões durante a festa do Momo. Destaque para os bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões) e empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão).
Entre os estados, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia devem movimentar a maior parte do montante, sendo R$ 2,32 bilhões para o estado fluminense, R$ 1,95 bilhão no paulista e R$ 1,13 bilhão na terra do axé. Outros locais, como Minas Gerais (R$ 748,9 milhões) e Pernambuco (R$ 457,8 milhões), devem atingir cifras milionárias.
A CNC ainda trouxe a expectativa na geração de empregos no país. São esperadas a contratação de 25,4 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro deste ano – 2,8% a mais do que no carnaval de 2019 (24,7 mil). O setor de alimentação segue despontando, com aproximadamente 18,2 mil vagas oferecidas, gerando sete em cada 10 oportunidades de emprego. O total de vagas ofertadas, também, pode ser o maior dos últimos anos, só perdendo para 2014, ano da realização da Copa do Mundo no país.
Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, os números são reflexo do trabalho realizado pelo governo federal no desenvolvimento do Brasil. “Esse resultado só comprova que o país está no caminho certo da recuperação econômica, e o turismo tem papel importante nisso. Vamos continuar trabalhando para elevar o Brasil ao merecido patamar, com geração de emprego e renda para a população”, celebrou.
De acordo com Fábio Bentes, economista da CNC e responsável pelo estudo, a recuperação econômica do país e a baixa inflação foram fatores positivos para o dado. “Nos meses que antecedem o carnaval, a taxa de câmbio teve uma desvalorização de 10% ante o mesmo período de 2019, estimulando, portanto, gastos com turismo no território nacional, em 2020”, comentou.
Edição: Cecília Melo

PRESIDENTE DO CPC/RN MANTEVE AGENDA EXTENSA EM NATAL - CONFIRAM!

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - FUNDADO EM 30/12/2009
CPC/RN: Dandara, SIMBOLO DA RESISTÊNCIA
Na última quarta-feira e quinta-feira - (05 e 06), Eduardo Vasconcelos, agente de cultura de Nova Cruz/RN e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, esteve em Natal com uma agenda administrativa e ao mesmo tempo entregou os Diplomas de Honra ao Mérito a autoridades que tem contribuído com a CULTURA POTIGUAR, levantando cada vez a bandeira da preservação e memória da cultura, bem como a os apoios a caminhada de luta do CPC/RN.

Agenda:

Chefe de Gabinete da SEEC/RN - Profª Maria do SOCORRO da Silva Batista

Na quarta-feira (5) pela manhã reuniu-se com a Chefe de Gabinete da SEEC/RN, professora, SOCORRO. Assunto: Apoio a Casa de Cultura; Passagem p/ Brasilia (Projetos) e Sonorização para o Centro Potiguar de Cultura). A mesma ficou de rever os ofícios, pois os pedidos foram feitos final do ano passado e o mais brevemente possível a mesma nos dará uma resposta, que achamos que será positiva.

Após a audiência com a professora, Socorro Batista (SEEC/RN), Eduardo Vasconcelos esteve na Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social - SETHAS, cujo objetivo foi procurar saber se a Casa de Cultura de Nova Cruz tem algum convênio com a mesma.  Eduardo Vasconcelos foi recebido pelo, JAIR Macedo de Lima, coordenador de Projetos Especiais para sondar quais os projetos que a casa de cultura tem com a SETHAS.

Após uma conversa franca e aberta, Jair falou que a SETHAS tem 2 (dois) projetos e esses dois projetos foram celebrados com o Ponto de Cultura, que são as ORQUESTRAS (Banda Filarmônica)e que brevemente uma comissão irão visitar as referidas casas e ao mesmo tempo se reunirá com o Ponto de Cultura para falarem sobre os referidos projetos.  Eduardo agradeceu as orientações do Jair e o convidou para que retornasse a casa de cultura o breve possível.

Da esquerda p/ direita: Poeta, GÉLSON PESSOA,Eduardo Vasconcelos-CPC/RN, JEFFERSON e MESSIAS, ambos, Coordenadores das Casas de Cultura do RN.

Em seguida, Eduardo Vasconcelos se deslocou-se até a Fundação José Augusto - FJA e reuni-se com os Coordenadores, MESSIAS e JEFFERSON, além do poeta, Gélson Pessoa, que após uma breve conversa, Eduardo Vasconcelos entregou-lhes o Diploma de Honra ao Mérito, os quais ficaram muito agradecidos pela honraria. Para Eduardo os mesmos fazem um excelente trabalho na Coordenação das Casas de Cultura e pensam em cultura 24 horas por dia! "São AMANTES da CULTURA POTIGUAR". Os mesmos receberam também os diplomas dedicado a FJA e ao nobre presidente, CRISPINIANO NETO, que não se encontrava no momento.

Deputado, SANDRO PIMENTEL e Eduardo Vasconcelos - CPC/RN

No final da manhã, Eduardo Vasconcelos entregou o Diploma de Honra ao Mérito ao nobre Deputado Estadual, SANDRO PIMENTEL um defensor da CULTURA e dos ANIMAIS, na cultura Sandro Pimentel trava uma LUTA INCANSÁVEL na Defesa do Teatro SANDOVAL WANDERLEY, localizado no Centro do Alecrim (ATÉ HOJE "ABANDONADO-FECHADO). Uma merecida honraria, concluiu, Eduardo Vasconcelos

Na parte da tarde, Eduardo Vasconcelos esteve na Escola de Música da UFRN e marcou uma audiência com a Coordenação da Escola de Música, cujo objetivo é fechar uma parceria com a mesma para manutenção dos violinos da Casa de Cultura. Eduardo foi bem recebido por alguns diretores e ficaram de agendar no inicio da próxima semana com o Diretor Geral da Escola de Música esta reunião, pois o mesmo estava de férias e só retornará as suas atividades na próxima segunda feira.

Em seguida, Eduardo Vasconcelos se deslocou até a reitoria da UFRN e reuniu-se com o professor, Anailson (ex pró reitor de Administração) e após uma longa conversa entregou-lhes na presença de seus colegas/funcionários o Diploma de Honra ao Mérito do CPC/RN pela força que o mesmo deu e ainda dá as lutas do CPC/RN, bem como as orientações fundamentais para os avanços das nossas conquistas.

Ontem (6/02) na Casa do Professor/SINTE/RN:. Da esquerda p/ direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, dirigente do SINTE-Mossoró, RÔMULO e companheira dirigente do SINTE Regional de Mossoró.

Ontem (6) pela manhã na Casa do Professor, Eduardo entregou o Diploma de Honrar ao Mérito ao SINTE/RN, entregue ao professor, José RÔMULO Arnaud Amâncio um dos coordenadores gerais do SINTE. 

O SINTE/RN dispensa comentário! Disse, Eduardo. Um SINTE, além de ser um sindicato forte e de luta, o SINTE tem uma dedicação exclusiva com a CULTURA POTIGUAR! Seu papel é fundamental não nas lutas e defesa da EDUCAÇÃO, mas na PRESERVAÇÃO DA CULTURA POPULAR!  Mais do que merecido esta HONRARIA AO SINTE! Disse, Eduardo Vasconcelos.

Após o recebido do Diploma, professor, Rômulo agradeceu também em nome dos nossos companheiros lutadores, FÁTIMA CARDOSO e ZÉ TEIXEIRA  e os demais dirigentes a honraria e ficou muito maravilhado pelo ato do CPC/RN.

Por fim, o presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se prepara para buscar apoios aos órgãos públicos, autarquias, instituições de classe, poderes executivo, legislativo e judiciário (através de projetos) para fortalecer as lutas no resgate da memória da cultura e origens, bem como o fortalecimento das instituições culturais do País, Estado e Municípios.  Só depende de VOCÊ e de TODOS NÓS! Resumiu, Eduardo Vasconcelos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

CPC/RN RECEBE CONVITE PARA PARA PARTICIPAR DA JORNADA PEDAGÓGICA 2020 - REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR - 3ª DIREC/SEEC/RN


Agradecemos o CONVITE enviado pelo amigo, poeta e dirigente da Regional de Merenda Escolar, vinculada a 3ª DIREC/SEEC/RN, Antonio Barbosa para participar da Abertura da 3ª JORNADA PEDAGÓGICA 2020 será amanhã, 04, ás 14 horas no Auditório do IFRN - Nova Cruz/RN. ás 14 horas no Auditório do IFRN - Nova Cruz/RN. 

Com certeza estaremos participando contribuindo com idéias, buscando a união para o fortalecimentos da CULTURA e da EDUCAÇÃO no nosso querido Estado do Rio Grande do Norte.

As instituições sabem da importância das parcerias para com os movimentos sociais e com o CPC/RN não será diferente.

Eduardo Vasconcelos
Presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

"CPC/RN EM UTILIDADE PÚBLICA EM PROL DA SAÚDE CULTURAL!" - Isso limpa os RINS, FÍGADO e PÂNCREAS rapidamente, é excelente para DIAB...

Brasileira representa Portugal na Copa do Mundo de Poesia Falada

Foto: Reprodução Instagram

Competidora do poetry slam em São Paulo desde 2013, Maria Giulia Pinheiro se apresentará na Coupe de Mónde Slam, em Paris.

Em Maio, duas brasileiras participarão da Copa do Mundo de poesia falada. Kimani, representando o Brasil, e Maria Giulia Pinheiro, representando Portugal. Maria Giulia, também conhecida como Magiu, já participou de grandes eventos ligados ao poetry slam no Brasil. Desde 2019 vive em Portugal e, neste amo, representará o país lusitano na Copa do Mundo de poesia falada.
A Coupe de Mónde de poetry Slam é um evento organizado em Paris desde 2004. Ao total, 20 poetas do mundo todo se apresentam e competem pelo título de campeão mundial de palavra falada. Nenhum brasileiro levou ainda este título para casa, mas Roberta Estrela Dalva (terceiro lugar, em 2011) e Emerson Alcade (segundo lugar, em 2014) já estiveram entre os finalistas.
Maria Giulia Pinheiro tem três livros publicados, é atriz, dramaturga e poeta e apresenta diversos eventos ligados à poesia, entre eles o “Todo Mundo Slam”, um poetry slam para migrantes e portugueses, que acontece em Lisboa, e a “Ginginha Poética”, um sarau itinerante que mistura poesia e bebidas típicas de cada lugar. Magiu também é criadora, projeto desenvolvido com Anna Zêpa, do poetry slam de poetas mortos “Ciranda: Jogo de Palavra Falada” em que artistas contemporâneos escolhem autores já falecidos para ler em um jogo parecido com o campeonato de poesia falada.
“Para mim, a graça dos eventos é promover a leitura, o encontro e abrir espaços de comunicação profunda entre as pessoas”, diz a poeta.
Neste momento, Maria Giulia Pinheiro está em uma turnê com o espetáculo “A Palavra Mais Bonita”, em que recolhe as palavras mais bonitas da plateia e escreve poemas ao vivo com elas. A peça é uma homenagem ao pai de Magiu, Hemelson, que morreu em abril de 2018, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) do tipo Bulbar. Um ano antes de morrer, ele perdeu a fala. A Palavra Mais Bonita é uma homenagem a esta última palavra do pai da poeta, que ela não sabe exatamente qual foi, e tem o objetivo de circular por todos os países que falam a língua portuguesa.
Em 2019, ano da estreia do espetáculo, Maria Giulia apresentou a performance em São Paulo, no Centro da Terra, Sesc Pinheiros e no Teatro Pequeno Ato, em Lisboa (Portugal), em Maputo (Moçambique) e em Santiago (na Galiza, Espanha) região onde predomina  o idioma Galego. Este ano, Maria Giulia retoma a turnê logo após a Coupe de Mónde.
A Coupe  de Mónde de poetry Slam acontece de 16 a 24 de maio, em Paris.

Não deixe a privacidade morrer, não deixe a privacidade acabar

 POR NINJA
Foto: Piqsels
Por João Pimenta
O volume de dados que geramos e compartilhamos cresce com uma velocidade sem precedentes, redes sociais, serviços, smartphones, sensores, inteligência artificial, casas inteligentes, assistentes de voz, estão todos presentes em nossas vidas e vieram pra ficar.
A primeira coisa a deixar claro por aqui é que o objetivo não é causar aversão ou demonizar qualquer uma dessas tecnologias, mas sim trazer para a mesa o quão importante é o debate sobre a privacidade, um direito fundamental.
Constantemente fazemos concessões entregando nossos dados para receber uma experiência personalizada, preços mais baixos, uma facilidade aqui, outra ali. Essa lógica foi arquitetada e vem sendo aprimorada para a monetização dos dados dos usuários, toda essa conveniência tem seu preço e você não é o culpado por isso.

O Facebook sabe dos eventos que você tem interesse, com o que você se identifica, se é de direita ou de esquerda, se você fez a barba, se visitou um site, por onde tem andado, que filmes viu, que aplicativos usa.
O Google sabe tudo o que você pesquisa, em quais sites navega, onde você mora, onde estacionou seu carro, com quem trocou e-mails, quem são as pessoas que estão nas fotos do seu celular.
A Uber sabe tudo sobre seus trajetos, o Tinder sobre seus crushs, inclusive sobre quais horários você se sente mais sozinho, a Amazon sobre seus livros, o Instagram sobre sua autoestima e seus desejos narcísicos, essa lista não tem fim e vale muito dinheiro.
A conveniência perfeitamente desenhada não é inofensiva.
O gerenciamento e poder sobre os dados afeta de forma direta a sociedade. Quando falamos da Uber, surge a questão da precarização do trabalho, mobilidade urbana, alternativas sustentáveis de transporte, pautas essas que deveriam estar presentes numa visão política de estado e que evidentemente não são prioridades do setor privado.
O poder econômico dos dados vem atropelando o bem-estar social e violando sem qualquer pudor a privacidade. Convivemos com muitas decisões arbitrárias tomadas por algoritmos de código fechado.
Temos como alguns exemplos a exclusão do acesso a esses serviços por pessoas que moram na periferia, aumento especulativo em aluguéis gerados pelo Airbnb, manipulação de eleições, criação de bolhas gerando redução do pensamento coletivo e aumentando a polarização.
Também é importante olharmos quem são as empresas que hoje concentram os dados do mundo: Apple, Microsoft, Google, Amazon, Facebook, Instagram, WhatsApp, IBM, Broadcom, Intel, Dropbox.
Os EUA concentram um volume desproporcional de participação no mercado tecnológico e na detenção de dados. China, Rússia, Índia e União Europeia também são atores nessa peça, mas a balança está longe de um equilíbrio.
Esse assunto traz também a discussão sobre como os pilares da soberania ficam em cheque quando tantos serviços de comunicação, computação e gerenciamento de dados estão em uma zona cinza de legislação. Não vamos subestimar a vigilância, jamais.
As pessoas precisam ser convidadas para esse debate. Ele deve ser participativo, democrático!
O Estado precisa entender a prioridade em regular os dados assim como fez a União Europeia (GDPR).
A Europa tem sido pioneira na compreensão de como os dados podem afetar seus cidadãos. Além de iniciativas para regular e proteger os dados, tem investido em soluções de tecnologia que visam o bem comum, resgatar o controle dos dados aos seus respectivos donos descentralizando esse circuito.
Um projeto interessantíssimo que tem ganhado corpo na Europa é o Decode, vale a pena conferir.

Para os leitores mais técnicos:
É de extrema importância que exista investimento e capacidade de execução nessas frentes, isso diz muito sobre como vão se configurar as relações de poder e o bem-estar social no mundo.
Desenvolver e estimular soluções tecnológicas de código aberto e que agreguem valor coletivo devem estar na pauta de qualquer governo progressista, assim como a preocupação com privacidade e soberania.

Fonte: Mídia Ninja