Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

A Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP) pede ajuda

A CPP recebeu investimento para uma reforma, foi construída uma biblioteca e agora está faltando apenas a matéria prima: os livros.
A CPP (Comunidade dos Pequenos Profetas) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que atende crianças e adolescentes do centro do Recife em situação de vulnerabilidade extrema.
A instituição atua no bairro de São José há três décadas e ao longo de sua história precisou firmar parcerias com instituições internacionais, atualmente não recebe nenhum recurso do Governo Estadual ou Federal.
Recentemente a CPP recebeu investimento de uma multinacional para uma reforma, foi construída uma biblioteca na instituição, a estrutura ficou pronta, faltando apenas a matéria prima: os livros.
A organização pede apenas que não enviem livros didáticos (utilizados na escola) e que o material doado esteja em bom estado para manuseio.
O endereço de entrega é Av. Sul Gov. Cid Sampaio, 110 – São José, Recife – PE, CEP 50090-010
Vídeorreportagem: Veetmano Prem e Daniel Barros
Fonte: Jornalistas Livres

Oscar vai para Parasita e Industria Americana, o horror econômico

Temas sociais e trabalhistas estão nas telas e suscitam reflexões sobre a crise econômica global e o mundo do trabalho.
No clima de temas sociais da cerimônia de premiação do Oscar de 2020, dois documentários pouco comentados chamam a atenção. The Social Dilemma tenta interpretar o papel das redes sociais e seus algoritmos na vida das pessoas. Coded Bias também fala desse tema; o documentário analisa os aplicativos com reconhecimento facial que costumam ser falhos e, em muitos casos, racistas.
Na disputa do Oscar, os documentários Democracia em vertigem, da brasileira Petra Costa — que escancarou ao mundo a vergonhosa trama do golpe do impeachment de 2016 contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, iniciada pelo submundo da política representado pela Operação Lava Jato —, e o vencedor Indústria Americana — sobre o cotidiano dos operários da fábrica da General Motors em Ohio que passou para as mãos de um milionário chinês — mostram o conceito de luta de classes.
Os filmes O irlandês e Parasita — este, o vencedor do Oscar — também enveredam por esse tema. A luta de classes não é nominada, mas facilmente perceptível. Especialmente em Indústria Americana e Parasita, os problemas econômicos que demarcam os mundos de ricos e pobres aparecem como ponto central. Eles ficam mais nítidos quando vistos com os dados recentemente divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Divisões domésticas
Em seu relatório anual, publicado em 21 de janeiro de 2020, a organização questiona “se a taxa de desemprego é a medida mais confiável do mau funcionamento do mercado de trabalho”. O emprego não é mais garantia de segurança pessoal e familiar e de perspectiva de futuro, pois a remuneração e os direitos têm piorado, afirma o documento.
Enquanto isso, diz a OIT, a riqueza está cada vez mais concentrada nas mãos de bancos, empresários e ricos em geral. Em 2004, 54% do PIB global eram distribuído para os trabalhadores. Em 2017, o montante diminuiu para 51%. A queda foi puxada pelas crises nas Américas, na Europa e na Ásia Central. Na América Latina e no Caribe a tendência é de piora, prevê a OIT. A situação é mais crítica para os jovens.
Já o Relatório Global de Riscos 2020 do Fórum Econômico Mundial prevê que este ano será de embates, divisões domésticas e internacionais e desaceleração econômica. Isso porque a turbulência geopolítica está levando a um mundo unilateral “instável”, de grandes rivalidades de poder.
Tigres asiáticos
O tema do filme Parasitas chama a atenção também para outro problema — a influência histórica da economia dos Estados Unidos na região asiática. Uma parte significativa dos problemas sociais da Coreia do Sul e de outros países asiáticos se deve a esse domínio. Mesmo o rico Japão enfrenta sérios problemas para se levantar, também por estar umbilicalmente ligado à economia norte-americana.
Os Estados Unidos exportam sua crise. A debacle de 1997-1998 foi o ponto mais crítico para os chamados tigres asiáticos, países que ostentavam um crédito monumental em títulos do Tesouro norte-americano — recursos que financiam os gigantescos déficits estadunidenses. Foi o repatriamento de uma parte dessas aplicações que provocou a “crise asiática”.
A região era tida como o paraíso de tigres que cresciam e afiavam as garras. Taiwan, Coréia do Sul, Cingapura e Hong Kong formavam as poderosas NIEs (Newly Industrialized Economies). Malásia, Tailândia, Indonésia e Filipinas eram as maiores economias do grupo Asean (Associacion of the South-East Nations).
Mas a crise abateu os tigres, um a um. O furacão começou a girar na Tailândia, com os especuladores do “mercado” apostando contra o baht — a moeda local. Era a jugular da presa. Com um tigre caído, a insegurança se alastrou pela floresta. A crise ganhou proporções amazônicas quando os especuladores resolveram estender sua ação para o centro financeiro da Ásia, cercando o tigre que dominava aquelas paragens: Hong Kong e o seu dólar.
Aquelas economias se ergueram por meio de um alto endividamento externo — em grande parte pelo setor privado, com o aval dos governos. Assim, acabaram criando para si um problema insolúvel: capacidade industrial ociosa e montanhas de dívidas. O fluxo de empréstimos e investimentos estimulou o crescimento inicial, centrado nas exportações, e criou a armadilha que capturou os tigres.
Produção de alimentos
Já Indústria Americana, que levou o Oscar de melhor documentário, remete às relações de trabalho. Tema muito debatido, sobretudo após a incorporação de novas tecnologias e de novos métodos de organização do trabalho, ele ganha mais relevância na crise que fez o desemprego mundial explodir, como revela o relatório da OIT.
De fato, há uma revolução tecnológica em andamento. As projeções são de um admirável mundo novo em que as fábricas serão dominadas por robôs supervisionados por especialistas digitais. Os softwares também substituirão os trabalhadores na agricultura. Empresas especializadas em softwares agrícolas já estão fornecendo tecnologia que permite ao agricultor monitorar o meio-ambiente, coletar dados sobre mudanças meteorológicas, condições do solo e outras variáveis.
A revolução tecnológica em desenvolvimento e a biotecnologia prenunciam uma nova era de produção de alimentos dissociada da terra e do clima. A agricultura tradicional, centrada em grandes extensões de terra ao ar livre, deverá dar lugar à manipulação de moléculas no laboratório.
Homem em massa
Essa torrente tecnológica está deixando para trás o modelo preponderante de produção do século XX: o fordismo, que ultrapassa o limite da organização do trabalho e se constitui num modelo de desenvolvimento. Ele assentou suas bases na fórmula de que o Estado deve intervir na economia para garantir rendimentos mínimos aos trabalhadores.
O fordismo nasceu associado à ideia do consumo de massa e da elevação da produtividade. Numa época em que o capitalismo era pressionado por suas crises e ao mesmo tempo pelo projeto socialista, seu surgimento foi saudado em muitos setores da economia como o modelo de desenvolvimento capaz de equilibrar o aumento da produtividade com o crescimento do poder aquisitivo dos trabalhadores.
O fordismo na prática ajudou a selar o fim do capitalismo concorrencial do final do século XIX e inaugurou uma nova etapa das relações de trabalho. O trabalhador que até então detinha os conhecimentos técnicos e culturais do processo de trabalho cedeu sua capacidade para o processo de produção.
Antônio Gramsci, o fundador do Partido Comunista Italiano, diz, no trabalho Americanismo e Fordismo, que ao implantar, em 1913, o seu sistema de produção e gestão na Ford Motor Company, em Highland Park, Detroit, Henry Ford deu início a um novo modo de vida. “Um novo tipo humano, em conformidade com o tipo de trabalho e de processo produtivo (…), uma mão-de-obra estável, um conjunto humano (o trabalho coletivo), (…) uma máquina que não deve desmontar nem avariar demasiadas vezes suas peças individuais”, diz ele. Ou seja, a produção em massa trazia também o “homem em massa”.
Relações públicas
A adulação com a qual o fordismo foi recebido passou a ser substituída por críticas ásperas. Até a imprensa liberal trocou os elogios efusivos com os quais saudava as ideias de Ford pela hostilidade. Em 1928, o jornal The New York Times descreveu Ford como “um industrial fascista — o Mussolini de Detroit”.
O homem milagroso começou a ser retratado como vilão. Charles Chaplin, no filme Tempos Modernos, mostrou o operário esmagado pela linha de montagem. O fazedor de milagre também foi condenado por Aldous Huxley no livro Admirável Mundo Novo, publicado em 1931. Huxley imaginou um futuro tecnocrático, desencantador, no qual os homens eram embargados pela coerção e desnorteados por uma nova religião — o fordismo.
O conceituado economista norte-americano John Kenneth Galbraith diz que Ford foi o primeiro personagem a fazer amplo uso das relações públicas. “Ele foi o primeiro embromador”, diz o economista. Em 1960, o especialista em marketing Theodore Levitt escreveu em seu livro A miopia do marketing: “Nós habitualmente celebramos Ford pela razão errada: sua genialidade em produção. Sua real genialidade era em marketing.”
Algo ainda indefinido
Sobre a linha de montagem de Ford, Peter Drucker, espécie de oráculo da administração empresarial norte-americana, disse nos anos 1950 que “se de fato analisarmos essa chamada nova tecnologia, descobriremos que não se trata de ‘tecnologia’ alguma”. “Não é uma combinação de forças físicas. É um princípio de ordem social”, afirmou.
O que se vê no lugar do fordismo é algo ainda indefinido — o ponto central de Indústria Americana. A impressão é de transição para uma situação social mais brutal. Mercados restritos e “modernos” convivem com a miséria absoluta e global. É, enfim, uma situação que evolui rapidamente para novos paradigmas.
Talvez seja o caso de concordar com Viviane Forrester, que em seu livro O Horror Econômico afirma: “Vivemos em meio a um engodo magistral, um mundo desaparecido que teimamos em não reconhecer como tal e que certas políticas artificiais pretendem perpetuar. Milhões de destinos são destruídos, aniquilados por esse anacronismo causado por estratagemas renitentes, destinados a apresentar como imperecível nosso mais sagrado tabu: o trabalho.”

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Jovem indígena Pankará é aprovado em 1º lugar para medicina na Universidade de Brasília

Emanuel Lopes Pereira Basto, 17 anos, irá ingressar no 1° bimestre de 2020.
Enquanto Bolsonaro faz de tudo para exterminar os povos indígenas, eles resistem, e ocupam espaços de poder que são dominados pelas elites do país.
Emanuel Lopes Pereira Basto, 17 anos, 1° Lugar para medicina na Universidade de Brasília, irá ingressar 1° bimestre de 2020, índio do Povo Pankará da Serra do Arapuá- Carnaubeira da Penha PE.

Seus pais estão entre as maiores lideranças indígenas do Nordeste, Cacique Ary Pankará e Luciete Pankará. Mais uma conquista e fruto da luta dos povos indígenas de Pernambuco, uma vitória da nação Pankará, povos geográficamente com uma certa distância, cada um com sua cultura própria, porém unidos nas mesma luta, a preservação e manutenção do seus territórios, das suas culturas e costumes.

O guerreiro Pankará afirma que não será fácil sair do aconchego da sua família é se afasta um pouco da sua cultura, mais com as forças dos encantos de Luz, irá vencer, ate porque ele estará representando seu povo.

JORNALISTAS LIVRES

Parasitário é o governo federal


ARTIGO
Prof. Dr. Alexandre Santos de Moraes, do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense
                Bolsonaro e demais personagens que ocupam Brasília se especializaram no conflito. Um bom manual de governabilidade recomendaria parcimônia e negociação, mas, por ignorância, incompetência ou truculência, o presidente e seus porcos fazem o perfeito oposto. O último grunhido veio do ministro Paulo Guedes, que em palestra realizada na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas, equiparou servidores públicos a parasitas.
                Como sou servidor da Educação, área tão desprestigiada e combatida pela horda de que ocupa momentaneamente o governo, decidi consultar o pai de todos eles para que soubesse precisamente o que Guedes pensa a meu respeito. No reino animal, parasita seria “organismo que […] se encontra ligado à superfície ou ao interior de outro organismo, dito hospedeiro, do qual obtém a totalidade ou parte de seus nutrientes”, mas a metáfora de que o ministro se utilizou é tão célebre que já foi dicionarizada: “Indivíduo que não trabalha, habituado a viver, ou que vive, à custa alheia”.
                O governo, mais uma vez, se equivoca. Falo não apenas por mim, que trabalho mais do que deveria ou poderia, tanto por vocação como por necessidade, mas em nome dos garis, de médicos, de técnicos administrativos, bombeiros, policiais, militares e dos milhares de brasileiros que foram brutalmente aviltados pelo relincho de Guedes. Somos muitos, e apesar dos constantes ataques, é bom que se diga que somos menos do que deveríamos ser. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os funcionários públicos representam 12% dos trabalhadores do Brasil, ao passo que a média dos países ligados à Organização é de 21%. No Reino Unido, por exemplo, são 23%; na Dinamarca, país que possui o mais alto índice de igualdade de riqueza do mundo, 35%. Estamos longe das melhores práticas internacionais.
                Mais do que uma ofensa pessoal a cada um dos servidores, Guedes ofende o povo brasileiro que não assume a ladainha liberal e defende a constante melhoria dos serviços públicos. A maioria sabe que o funcionalismo existe para que o país siga funcionando, apesar da incompetência de quem se instala em Brasília. As universidades públicas, por exemplo, além de formarem milhares de profissionais qualificados todos os anos, ocupam sempre as primeiras posições em qualquer ranking do país, além de serem responsáveis por mais de 90% do conhecimento produzido por aqui. É também por responsabilidade dos servidores públicos que a maioria dos brasileiros tem acesso à saúde, que crianças seguem estudando, que vítimas são resgatadas, que assaltos são combatidos, que nossas fronteiras são protegidas.
                É bem verdade que entre os funcionários públicos há parasitas, e talvez Guedes esteja tomando a si próprio e seus patrões como régua para medir quem não conhece. Parasita não é o professor que trabalha obstinadamente, mas alguém que se reformou aos 33 anos, passou outros 30 como deputado medíocre e hoje atua como presidente sem qualquer projeto ou direção. Parasitas talvez sejam seus filhos, que nunca calejaram a mão e sempre gozaram de privilégios fazendo de muletas o sobrenome do papai. Parasita é o próprio Paulo Guedes, que se formou com dinheiro público para se tornar lacaio do mercado financeiro, bajulando rentistas que enriquecem com base em juros, banqueiro inútil que nunca produziu um único prego que servisse para melhor apensar a vergonha em sua cara de pau.
                Parasita é, por fim, o funcionário público que assume um ministério para fazer serviço para particulares, desprezando o bem-estar do povo brasileiro e as necessidades urgentes que cada dia mais se acumulam por força de um projeto medonho que apenas aprofunda as desigualdades que deveriam ser combatidas. Por sorte, não tarda para que eles abandonem o hospedeiro, seja porque o tempo se encarregará da mudança, seja porque encontraremos, através da luta, o remédio necessário para expeli-los do lugar que jamais deveriam ter ocupado.  
Fonte: Jornalistas Livres

Saco de gatos - Mercadores da Noite

Caro leitor,
 
Durante muitos meses, boa parte dos analistas, inclusive este que escreve para vocês, disse que em 2020 a Bolsa de Nova York seria fortemente influenciada pelas eleições presidenciais americanas de 3 de novembro.
 
Pois bem, se achei, não acho mais. Penso que, a não ser que se descubra um fato terrivelmente escabroso (porque escabroso de primeiro grau já surgiram diversos) na vida de Donald Trump, sua eleição será um passeio pela raia.
 
Isso no colégio eleitoral, quero dizer. Na contagem do voto popular, pode até ser que ele perca, por causa dos votos da Califórnia e de Nova York.
Aproveite o sábado e assista à aula gratuita do investidor de ações que vem batendo os profissionais há 3 anos. Ele vai te ensinar, na prática, como escolher as melhores ações e comprar e vender na hora certa. Clique na imagem abaixo e veja agora.
São duas as razões para essa minha quase certeza.
 
Trump está bem nas pesquisas de avaliação de seu governo, acaba de ser absolvido no processo de impeachment e a economia vai bem, apesar do coronavírus chinês, que pouco está afetando os Estados Unidos.
 
No caucus republicano de Iowa, o primeiro desta campanha eleitoral, Donald Trump conseguiu 97,1% dos votos, contra 1,3% de seu adversário, Bill Weld. Com esses números, Trump leva, para a convenção republicana, 39 delegados. Weld, apenas 1.
 
Do lado democrata, o caucus foi uma zona completa, um verdadeiro saco de gatos. Numa votação muito contestada, e que poderá até ser anulada, Pete Buttigieg e Bernie Sanders chegaram praticamente empatados: 26,2% dos votos, o primeiro; 26,1%, o segundo. Em terceiro lugar, aparece Elizabeth Warren (a Pocahontas), com 20,4%, seguida por Joe Biden (vice-presidente de Barack Obama), com 13,7%, e Amy Kobluchar, 12,2%. Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, surge lá na rabeira.
 
Esses resultados não são ainda definitivos, mas a contagem final, se mudar, será muito pouco.
 
Mas quem são essas pessoas que estão loucas para levar uma sova de Donald Trump?
 
Comecemos por Pete Buttigieg, 38 anos, apenas três a mais do que o mínimo necessário para assumir a presidência dos Estados Unidos. Sua experiência administrativa (é verdade que Trump não tinha nenhuma na área pública) se resume à prefeitura da pequena cidade americana de South Bend, no estado de Indiana.
 
Buttigieg é gay assumido. Em minha opinião, os americanos ainda não estão num estágio de avanço liberal para aceitar um presidente com esse perfil pessoal. Essa rejeição deve se manifestar no escondidinho das urnas.
 
 Os eleitores dos Estados Unidos levaram 219 anos para eleger um presidente negro. Nunca puseram uma mulher, nem um hispânico, nem um nativo americano (índio) no cargo. Os gays, julgo eu, ainda vão levar um bom tempo para atingir esse estágio, que ainda está em nível escandinavo.
 
Bem, mas Pete Buttigieg está empatado com Bernie Sanders.
 
E quem é Sanders? Para começar, tem minha idade: 79 anos. E terá oitenta ao (e se) assumir a presidência. Já sofreu um ataque cardíaco. É senador pelo estado de Vermont e extremamente popular entre os jovens, que constituem a grande maioria de seus eleitores.
 
Socialista declarado, promete um sistema universal e gratuito de saúde nos Estados Unidos, investimento maciço em educação, também gratuita. Quer promover a desconcentração de renda no país. É crítico feroz de Wall Street.
 
Vamos à terceira colocada entre os democratas no caucus de Iowa: Elizabeth Warren. O apelido de Pocahontas foi dado por Donald Trump. A história é a seguinte: Loiríssima, de olhos azuis, Elizabeth se declarou descendente de cherokees.
 
Como duvidaram, ela fez um teste de DNA que revelou uma percentagem irrisória de sangue indígena, retroativa a dez gerações. Os cherokees não gostaram nem um pouco e Trump aproveitou para chamá-la de Pocahontas. Ser cherokee não é problema. Mas seria um problemaço obter, em impostos, os US$ 20,5 trilhões necessários ao programa Medicare-for-All, que consta da plataforma de Warren.
 
Joe Biden, que seria bem acolhido pelo mercado financeiro, surge em quarto lugar na primeira disputa democrata da campanha.
 
Mas qual o peso de Iowa no colégio eleitoral? Seis votos num total de 538, ou seja, 1,1%.
 
Então, por que se dá tanta importância ao caucus desse estado agrícola do Meio-Oeste? Primeiro, porque é lá que se se trava a disputa inaugural. Segundo, porque quase sempre os vencedores em Iowa costumam ficar com a indicação na convenção decisiva de seu partido.
 
Barack Obama, George W. Bush, George H. W. Bush (Bush pai) venceram os caucus em Iowa e levaram a indicação (mais tarde, a presidência). Donald Trump foi a exceção que confirma a regra.
 
O sistema eleitoral americano favorece muito a reeleição. Enquanto a oposição se destrói, cada candidato tentando descobrir podres dos adversários, o presidente em exercício não costuma ser desafiado por ninguém, a não ser simbolicamente.
 
Fora isso, há de se admitir que a economia americana está indo bem. O nível de desemprego é baixíssimo (3,5%, praticamente pleno emprego). Os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq estão próximos de suas máximas históricas, a despeito do susto do coronavírus chinês.
 
Raramente o Fomc (Federal Open Market Committee – Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed), mexe nas taxas de juros em ano eleitoral.
 
Por esses motivos, acho que Donald Trump será reconduzido ao cargo. Portanto, a disputa eleitoral não afetará a Bolsa de Nova York, tal como a gente pensava no ano passado. Isso pelo menos é o que o script do momento está mostrando.
 
Para quem opera ações no Brasil, é melhor se ligar nos fundamentos internos (como a recuperação da economia) e externos (como o coronavírus) não eleitorais. Eles darão o tom do mercado ao longo de 2020.
Um abraço,

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A CENSURA, AOS POUCOS, SE INSTALA


Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.

por Daniel Filho
“Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve.
Inchado e feliz (…).

Às vezes, somos sapos fervidos. Não percebemos as mudanças.”

Paulo Coelho
O excerto acima (cujo texto integral pode ser conferido ao final) ilustra o método em que o esfacelamento da democracia e implantação de uma censura vai se colocando em nossas vidas.

Não surge a maioria das ditaduras num rompante, com tanques, sangue e gritos, mas, aos poucos, testando a receptividade…

Em nome da “moral cristã, da família e dos bons costumes” pregam a vigilância e o cerceamento do livre pensamento e a liberdade de expressão.

Há poucos anos foram exposições: “Queermuseu” (2017), “La Bête” (2018) que, segundo os vigilantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), faziam apologia à pedofilia, zoofilia, pornografia e ou atacavam a fé cristã. Há poucos meses foram as Histórias em Quadrinhos, onde o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela (PRB) censurou uma revista em quadrinhos dos Vingadores por conter uma cena de beijo entre dois personagens masculinos. Pouco tempo depois o secretário de Cultura Roberto Alvim fez um pronunciamento cujo discurso continham frases semelhantes às do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels.
Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.
Os casos mais recentes, em pouco tempo, obtiveram ampla rejeição popular e repercussão negativa nos principais portais de notícias do país, custando o cargo do secretário de cultura e, em Rondônia, recuos.

O secretário de educação, Suamy Vivecananda, afirmou inicialmente que a lista vazada se tratava de “fake news” e que não haveria memorando ou qualquer ordem para recolhimento. No entanto, reportagens investigativas comprovaram a existência de memorando forçando o governo, mais uma vez, recuar e desistir de continuar a negar a tentativa frustrada de censura.

Tanto a demissão como o recuo revela uma práxis quando algum ato de governo não repercute bem: demissão, recuo e ou negação dos fatos. A água começando a ferver.
Na lista do governo de Rondônia, clássicos da literatura nacional e universal: “Macunaíma, o herói sem caráter”, clássico de Mário de Andrade; todos os 10 volumes de “Mar de Histórias”, de Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai; “Bufo & Spallanzani”, “Diário de Um Fescenino” de Rubens Fonseca; Carlos Heitor Cony com “A Volta por Cima”, “O ato e fato”, “O Irmão que tu me deste” e o “O Ventre”; Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”; Euclides da Cunha com “Os sertões”; Franz Kafka com o clássico “O Castelo”, são apenas alguns dos diversos nomes presentes.
Um detalhe assustador (como se pudesse ter algo ainda mais) da lista dos livros a serem recolhidos é que no rodapé consta uma observação a indicar: “Todos os livros do Rubem Alves devem ser recolhidos”. O psicanalista, educador, teólogo, pastor presbiteriano e, junto com Paulo Freire, um dos principais pedagogos brasileiros, falecido em 2014, seria o mais novo “energúmeno comunista que precisa ser retirado de circulação”?
Projeto de extermínio do pensamento da pedagogia popular começando pelos ícones até chegar aos contemporâneos? Ou mera coincidência?
Tal qual a água presente no excerto que inicia esse texto, já ferve a sanha ditatorial de vigiar, punir e queimar livros em praça pública…

Quanto a nós e a democracia? Morreremos inchados e felizes?

Ou só inchados?

Ou só infelizes?

Daniel Filho é professor da rede estadual de ensino de Pernambuco em Petrolândia, sertão de Pernambuco.
Fonte: JORNALISTAS  LIVRES

Enredo e Samba 2020: Alcione será Maria no desfile da Mangueira

Alcione será Maria, mãe de Jesus, no enredo em que a Mangueira vai retratar Cristo. A Marrom — presença assídua nos desfiles da Verde e Rosa — aceitou um convite do carnavalesco Leandro Vieira.
A sambista e o artista são alguns dos convidados do primeiro capítulo da série especial “Enredo e Samba”. Milton Cunha e a equipe do RJ1 visitam a comunidade de cada escola e mostram o que as 13 agremiações planejam para o carnaval 2020.
“É a mãe da humanidade que eu venho representando”, lembra Marrom.
“Esse Cristo vem dizendo muitas coisas: ele pode ser negro, pode ser índio, pode ser mulher — que é a parte mais mastigada deste país”, destaca.

Enredo questionador

É justamente dessa “parte mastigada” que vem o Jesus da Verde e Rosa. “O Cristo da Mangueira é cria do morro. A gente vislumbra que ele nasceu preto, pobre, nas ladeiras, com a cara da comunidade”, diz Leandro.
“Será que as pessoas estão preparadas para enxergar Cristo nas pessoas que têm a cara do morro?”, indaga.
Leandro diz ainda que fez um enredo biográfico. “Assim como o cinema olhou, o teatro olha, assim como a TV olha”, compara.
“O que aconteceria com Cristo se ele viesse à Terra novamente para viver do mesmo jeito, para defender as mesmas ideias, o que ele encontraria?”, propõe.
A Mangueira é a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval.
Portal BRASIL CULTURA

Evangélicos de escola de música de universidade do Rio se recusam a cantar Villa-Lobos


Músicas de Villa-Lobos são
executadas por orquestras
internacionais, mas enfrentam
resistência no Brasil
por motivo religioso
Pode parecer absurdo que alunos de música de uma universidade do país se recusem a tocar ou cantar músicas do genial compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), mas isso está ocorrendo com frequência.
Andrea Adour, professora de Canto da Escola de Música da UFRJ, informa que alunos evangélicos que se recusam a cantar “Xango” [reprodução abaixo], de Villa-Lobos, porque acharem que se trata de uma reverência a um demônio de religiões de origem africanas.
A estupidez se manifesta com outros compositores, como Guerra Peixe (autor de “Toadas de Xangô”), Francisco Mignone (“Cânticos de Obaluayê”) e Waldemar Henrique (“Abalogun”).
A professora explica aos estudantes que a universidade é um espaço laico e, portanto, de diversidade cultural e que, ali, a música está vinculada à arte e não a qualquer prática religiosa.
Além do mais, é impossível estudar música do Brasil sem falar em Villa-Lobos e até entender as origens da cultura popular.
Nem sempre a professora convence os evangélicos, e alguns deles desistem do curso ou trancam matrícula.
Andrea é coordenadora do Africanias, um grupo de pesquisa sobre as influências negra e indígena no repertório brasileiro.
Ela diz que a recusa de alunos ao estudo de músicas com referência a religiões de afrodescendentes é um comportamento recente, mas em ascensão.
Valéria Matos, professora de Regência do Coral da UFRJ confirma: “É comum alunos de formação religiosa mais fechada questionarem, se recusarem a cantar, quando apresentamos alguma obra que usa termos de origem afro, referindo-se a entidades como Oxalá, Oxum”.
Para ela, o que está ocorrendo na escola de música é reflexo do atraso cultural que o Brasil vive no momento, o que serve de incentivo à intolerância religiosa.
Por isso mesmo, segundo ela, aumentou a responsabilidade da universidade em ensinar a diversidade aos estudantes.
Nem todos os estudantes evangélicos estão atrelados ao retrocesso cultural.
Paulo Maria, da Escola de Música, por exemplo, denuncia a existência de um racismo cultural.
“Cantar essas músicas não afeta minha religiosidade. Quando canto peças que se referem a religiões afrobrasileiras, canto como artista. Mas essa situação faz parte da História brasileira. O negro foi feito escravo, a cultura afro foi jogada de lado pelos europeus. Nossa formação histórica é essa”, diz.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 8 de fevereiro de 2020

*NOTA DE REPÚDIO DA FENAJUFE*


*Parasita é a sua história, Paulo Guedes. Fenajufe estudará medidas jurídicas por assédio institucional*_
Paulo Guedes extrapolou.

Ao comparar Servidores Públicos a parasitas, o verdadeiro ZeroUm de Jair Bolsonaro mostra a que veio: vender postos de trabalho público ao setor privado.

A declaração, feita em palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE) no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo, foi mais um afago ao mercado financeiro.
Ao taxar o funcionalismo como “privilegiados”, o banqueiro Guedes foi desonesto, pois não há privilégio onde a tarefa é servir ao cidadão.

Privilégio por acaso é o esforço monumental que o servidor é obrigado a fazer para impedir que apaniguados de políticos roubem os cofres públicos, nomeiem parentes e surrupiem o erário? Privilégio, sim, é poder recuperar dinheiro público roubado, como o fazem os Servidores do Judiciário que repatriam essas quantias.

Guedes é desonesto ainda ao afirmar que 88% da população é favorável à demissão de servidores, sem esclarecer que essa mesma população foi enganada e adestrada a criticar o salário do servidor e não lutar para que seus próprios salários, sejam equiparados ao do funcionalismo.

O hospedeiro está doente sim. Mas a doença vem dos bancos parasitas e do sistema financeiro parasita, que roubam dos cofres públicos e remuneram a você, ministro, para defender os interesses deles no governo.

A doença vem dos empresários parasitas sonegadores que não pagam seus impostos e fazem tudo para manter seus próprios empregados na miséria, porque o desfortúnio os torna mais dóceis.

A doença vem dos políticos parasitas que fazem da propina e da corrupção, as verdadeiras religiões. Isso sim, ministro, adoece o País.

Falta a Paulo Guedes a honestidade de assumir publicamente que a ele, ao governo e ao próprio presidente da República, não interessa manter serviço público para atender ao pobre. Falta honestidade de assumir publicamente que O objetivo do governo, é exterminar a população pobre. Não erradicar a pobreza.

A _*Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União*_ – REPUDIA não só a fala do ministro Paulo Guedes, mas tudo o que ele representa enquanto porta-voz de um governo que não tem nada em sintonia com as reais necessidades do Povo Brasileiro.

Diante do absurdo que se tornou o atual governo e a escalada crescente de ataques aos direitos dos pobres, minorias, trabalhadores – tanto da iniciativa privada quanto do serviço público – a Fenajufe conclama a todos e todas a tomarem as ruas em *18 de Março*. *Greve Geral, Já!*

Paraisópolis: PM considera que PM fez tudo certo no baile funk que acabou com 9 mortos

Inquérito da PM passa o pano, apesar dos vídeos chocantes, que mostravam policiais encurralando e bombardeando jovens pelas vielas de Paraisópolis.
A corregedoria da PM, que é um órgão da própria Polícia Militar, achou legal a ação de 31 policiais, durante um baile funk na favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo), que resultou em nove jovens inocentes mortos.
A tragédia aconteceu em dezembro e foi filmada por centenas de pessoas, que colocaram os vídeos nas redes sociais. E o que se viu foi o absurdo: policiais entrando em alta velocidade em ruas estreitas, depois jogando bombas, espancando, aterrorizando. O show de violência ocorreu em um baile funk que reunia cerca de 5.000 pessoas. O resultado foi o pânico, a correria, o desespero. Jovens tentavam fugir pelas vielas estreitas da favela enquanto os policiais arremessavam contra eles bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
As vielas estreitas não permitem a dispersão da substância tóxica que compõe o gás lacrimogêneo, o CS (2-clorobenzilideno malononitrilo), que em contato com os olhos causa lacrimejamento intenso e queimação, além de coriza, náuseas, tosse e asfixia. De fato, das nove vítimas fatais, pelo menos 8 morreram asfixiadas. Mas os laudos do Instituto Médico Legal de São Paulo atribuíram a sufocação até a morte das vítimas a um suposto pisoteamento, algo que familiares dos mortos rejeitam, já que as peças de roupas que eles vestiam no momento do baile não tinham vestígios de pisadas de calçados.
Segundo reportagem da revista “Galileu”, “um número considerável de mortes relacionadas a bombas de gás lacrimogêneo já foi registrado. Uma mulher de 36 anos morreu por insuficiência respiratória e parada cardíaca durante um protesto na Palestina, em 2012. No Bahrein, 36 mortes foram catalogadas (inclusive a de um garoto de 14 anos) pelo organização internacional Physicians for Human Rights, que ao lado da Facing Tear Gas e da Anistia Internacional são as maiores ONGs contra o uso das bombas de gás, que enquadram como arma química.”
A conclusão da Corregedoria da PM foi de que, apesar das nove mortes, a ação dos policiais foi lícita e eles agiram em “legítima defesa”. O documento assinala ainda que os PMs nem sequer praticaram infração militar. Assina o relatório o encarregado do inquérito, capitão Rafael Oliveira Cazella. As conclusões dele foram referendadas pelo subcomandante da Polícia Militar de São Paulo.

“Assumiram o risco de matar”

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual do Direito da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, o resultado dos laudos não isenta os policiais de responsabilidade nas mortes. “Foi a conduta violenta dos policiais, que incluiu o uso de fuzis de balas de borracha e o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, além das agressões contra a multidão que lá estava, que causou o pânico, a correria, os pisoteamentos e as mortes. Em suma, os policiais assumiram o risco de ferir e gerar mortes”.
Uma ação desastrosa como a ocorrida em Paraisópolis, uma comunidade pobre, jamais ocorreria se a festa tivesse como endereço uma área nobre de São Paulo, cercada por seguranças vestidos de ternos e gravatas, ou cobrando ingressos caros.
AH, MAS HAVIA DROGAS NO BAILE FUNK DE PARAISÓPOLIS. A PM TINHA DE FAZER O SEU TRABALHO”, DIRÁ O INGÊNUO, COMO SE NAS RAVES E NAS FESTAS DOS RICAÇOS TODO MUNDO SÓ TOMASSE LIMONADA…

Leia mais sobre o Massacre de ParaisópolisO inquérito de 1.600 páginas sobre o Massacre de Paraisópolis está nas mãos do juiz Ronaldo João Roth, da 1ª Auditoria do Tribunal da Justiça Militar. Na segunda-feira (10/2), segue para o Ministério Público, que pode pedir novas diligências, concordar com o arquivamento ou apresentar denúncia. Agora, é continuar lutando, para que pelo menos encontrem Justiça as famílias de Gustavo Cruz Xavier, 14, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16, Denys Henrique Quirino da Silva, 16, Luara Victoria Oliveira, 18, Gabriel Rogério de Moraes, 20, Eduardo da Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22, e Mateus dos Santos Costa, 23.F
Fonte: Jornalistas Livres

Absurdo! Rondônia manda recolher Macunaíma e outros 42 livros – e recua

O governo de Rondônia ordenou nesta quinta-feira (06/02/2020) o recolhimento de dezenas de livros das bibliotecas das escolas, entre eles clássicos da literatura brasileira, como Macunaíma (de Mário de Andrade), Agosto (Rubem Fonseca) e Os Sertões (Euclides da Cunha). A alegação era de que as obras tinham “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. O governo chegou a negar a existência do documento, mas depois passou a alegar que o secretário de Educação não o assinou.
Tivemos acesso ao memorando no início da tarde, que incluía uma lista com 43 livros brasileiros que deveriam ser “entregues ao Núcleo do Livro Didático” da Secretaria Estadual da Educação. O texto estava em nome do secretário de Educação, Suamy Lacerda de Abreu, mas a assinatura eletrônica no sistema era da diretora de Educação do órgão, Irany de Oliveira Lima Morais, terceira na hierarquia da pasta. Irany foi procurada por meio de uma assessora, mas não retornou o contato. O secretário também não respondeu às ligações.
Portal BRASIL CULTURA