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quinta-feira, 3 de junho de 2021

Covid matou 900 sobreviventes do Holocausto - " VALE A PENA LÊ DE NOVO PARA NÃO ESQUECERMOS!" - CPC-RN

 

Holocausto em campo de concentração no ano de 1944. Foto: Wikimedia Commons


por 
Diario do Centro do Mundo

Publicado originalmente no RFI:

Por Daniela Kresch

Neste 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o Escritório Central de Estatísticas de Israel revelou que 900 sobreviventes do genocídio nazista morreram em 2020 em consequência da Covid-19. Durante todo o ano, 15 mil sobreviventes faleceram, o que significa que 6% das mortes foram causadas pelo coronavírus.

Setenta e seis anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, vivem em Israel apenas 178,4 mil sobreviventes do Holocausto. Entre eles, 5,3 mil foram contaminados pelo coronavírus.

A média de idade dos sobreviventes é de 84 anos. Por dia, cerca de 40 deles falecem.

Em comunicado conjunto, os presidentes de Israel, Reuven Rivlin, da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmaram que trabalham juntos para “preservar a memória do Holocausto e lutar contra o antissemitismo”.

“Prestamos homenagem aos sobreviventes. Seus testemunhos permanecerão para sempre como uma barreira contra aqueles que negam o passado. Trabalharemos juntos para garantir que as lições do Holocausto e o voto sagrado de ‘Nunca Mais’ sejam transmitidos aos nossos filhos, os filhos dos nossos filhos e todas as gerações futuras”, afirmou o comunicado.

Rivlin inaugurou uma exposição fotográfica de retratos de sobreviventes do Holocausto de todo o mundo em sua residência oficial, em Jerusalém. As fotos também estão expostas no Willy-Brandt Haus, em Berlim, como parte de uma iniciativa especial do Projeto Lonka, que começou há dois anos. Mais de 250 fotógrafos e cinegrafistas de cerca de 35 países imortalizaram sobreviventes do Holocausto em fotos e vídeos.

O Projeto Lonka ganhou esse nome em homenagem à Dra. Eleonora “Lonka” Nass, nascida na Polônia em 1926 e que sobreviveu a cinco campos de concentração: Raghun, Plaszow, Auschwitz-Birkenau, Bergen-Belsen e Terezin. Ela faleceu em Israel em 2018.

Genocídio de 17 milhões de pessoas

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto lembra o genocídio, pelo regime nazista, de 6 milhões de judeus e 11 milhões de pessoas de outros grupos, como ciganos, deficientes físicos e mentais, homossexuais e presos políticos. Ela foi criada pela ONU em 2005 e é celebrada desde 2006 no mesmo dia: 27 de janeiro, que marca a liberação do infame campo de concentração de Auschwitz (em Israel, o Dia Nacional do Holocausto é em abril).

Este ano, por causa da pandemia de coronavírus, a data será lembrada sem grandes eventos ou aglomerações. Em Israel, o Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, e outras instituições adaptaram seus programas, com transmissões ao vivo de cerimônias solenes por redes sociais como YouTube e Instagram. O Yad Vashem, por exemplo, criou uma campanha on-line pela qual internautas podem ler e compartilhar em suas redes sociais histórias de vida de vítimas do Holocausto.

Pelo mundo, a abordagem é semelhante. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) promoverá, nesta quarta-feira, um ato solene que será transmitido por YouTube e Facebook a partir das 19h (horário de Brasília) com presença de sobreviventes do Holocausto, que darão depoimentos. A transmissão contará com as participações de Efraim Zuroff, do Centro Simon Wiesenthal, do ator Dan Stulbach, entre outros.

O Museu do Holocausto de Curitiba prevê a exibição on-line do documentário “Zelda”, de Michel Gawendo, no domingo (31). O filme documenta a viagem de Zelda Shaham de Israel para a Lituânia para agradecer pessoalmente à família que a abrigou, juntamente com os pais e um tio, por mais de dois anos em um esconderijo subterrâneo.

Não é novidade que a lembrança do Holocausto está presente em redes sociais e através de eventos transmitidos na internet. Mas essa transição se tornou ainda mais importante em meio à pandemia do coronavírus.

“O início desta crise global afetou nossas vidas de muitas maneiras e, de fato, a lembrança do Holocausto não é exceção”, diz o Dr. Tobias Ebbrecht-Hartmann, do departamento de Comunicação e Jornalismo da Universidade Hebraica de Jerusalém. “As severas restrições do coronavírus aceleraram esse processo de transição para mídias digitais e criaram uma cultura de aceitação muito maior para o papel dessas mídias”, avalia.

Fonte: PORTAL BRASIL CULTURA

Hoje é Corpus Christi

O Corpus Christi é uma comemoração religiosa celebrada sempre numa quinta-feira. É feriado apenas nos municípios que assim o determinam, uma vez que não é considerado feriado nacional.

Esta data é celebrada anualmente 60 dias depois da Páscoa, sempre na segunda quinta-feira depois do Domingo de Pentecostes.

Corpus Christi é feriado facultativo

No Brasil, o Corpus Christi é um feriado facultativo e pode ser municipal. Isso significa que cada município deve estabelecer, através de decreto, se naquele ano o Corpus Christi será ou não feriado.

Grande parte dos governos municipais e estaduais também decretam ponto facultativo na sexta-feira que sucede o feriado de Corpus Christi.

Significado de Corpus Christi

Santíssimo sacramento

Corpus Christi é uma expressão do latim que significa “Corpo de Cristo”.

O evento é considerado uma das festas mais importantes para a Igreja Católica, pois celebra o mistério da eucaristia, ou seja, o sacramento católico em que os fiéis recebem na missa uma partícula que acreditam ser uma parte do próprio corpo de Jesus Cristo.

Origem da comemoração do Corpus Christi

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo começou no século XIII, mais precisamente em 1264, quando a Igreja Católica viu a necessidade das pessoas sentirem a presença real de Cristo.

De acordo com a história, existia um sacerdote chamado Pedro de Praga que vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Então, decidiu ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé.

Ao passar por Bolsena, na Itália, enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido pela dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva.

O Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada.

(antes da pandemia)

Como a data é comemorada no Brasil?

A celebração de Corpus Christi é marcada por procissões em diversos estados brasileiros. A procissão é feita nas ruas, onde as pessoas podem testemunhar e adorar a representação do Corpo e Sangue de Cristo.

Existem diversas cidades com procissões tradicionais, como em Pirenópolis, no estado de Goiás, que possui a tradição dos tapetes de serragem colorida e flores do Cerrado.

Na cidade de Castelo, no Espírito Santo, as ruas também são decoradas com enormes tapetes coloridos, assim como em alguns municípios de São Paulo, Minas Gerais e outros estados do Brasil.

Comemorações na cidade de Castelo
Tapete colorido na cidade de Castelo, Espírito Santo

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Em live nesta sexta, Guego Favetti lança álbum digital - Por Portal BRASIL CULTURA

Acontece nesta sexta-feira, 4 de junho, a live de lançamento de “Autorretrato”, álbum digital do cantor e compositor Guego Favetti. Gravado no estúdio Gramofone, o disco traz dez músicas do artista, quatro das quais inéditas.

Como o próprio nome ressalta, este novo trabalho é um retrato da carreira musical de Guego sob o ponto de vista autoral. “Cantando na noite curitibana, ou em apresentações com meus irmãos no Trio DFavetti, eu sempre fui mais conhecido como intérprete. Mas de depois de 40 anos de carreira, já estava mais que na hora de encarar o desafio de gravar um disco só com minhas próprias composições”, explica o músico.

A canção que abre o disco é “Auto-retrato”, parceria de Guego Favetti com Aldo Zarbin. O nome da música é assim mesmo, com grafia diferente da do título do álbum. De acordo com Guego, a letra do professor Aldo é um grito contra a indiferença, a injustiça e a falta de oportunidade para todos. “Ela ressalta historicamente a luta de cada segmento social, como os povos latinos, os negros e o movimento anarquista”, diz ele. “Auto-retrato” foi gravada em duas versões. Uma delas acústica, apenas com voz e violão; e outra com arranjo de Guego e Vladimir Urban, tendo a participação da banda curitibana de psicobilly “Os Partigianos”.

“Autorretrato” traz mais duas músicas em que Guego divide a autoria: “Sob proteção” (de Cesar Matoso e Guego Favetti) e “Viola do meu coração” (de Guego Favetti e Gilberto Ferreira). As demais, “Noites curitibanas”, “A cor do samba”, “Não negaceie minha viola”, “Vozes”, “Terra Terra” e “Eu quero esse canto”, são de autoria apenas de Guego. O disco conta com as participações dos músicos André Ribas, Luciano Pasinatto, Julião Boêmio, Márcio Rosa, Cesar Matoso, Alvaro Ramos e Vitor Pinheiro.

Guego Favetti

Já soma mais de meio século a jornada de Guego Favetti no Paraná. Vinda de Paim Filho, no Rio Grande do Sul, sua família se fixou inicialmente em Pato Branco. Com o passar do tempo, os Favetti foram vindo para Curitiba. Aqui, com seu jeito simples, sem pretensão ou alarde, Guego se tornou personagem da vida musical da Capital paranaense.
O primeiro trabalho gravado foi o CD, “Noites Curitibanas” (1998). Depois dele veio “Arretirança” (2005), com seus irmãos Tita e Titi, do Trio D Favetti. Em 2007 foi gravado o terceiro CD, “Branco”. Em 2011 foi lançado o álbum duplo “Degrau do Tempo”, que também virou DVD com a gravação do show de lançamento, realizado no Teatro da Caixa. Em 2017 surgiu “O Troco de Taiguara”, CD com interpretações de Guego e do Trio DFavetti. O disco foi lançado em todo o Brasil pelo selo Kuarup, com shows realizados em Curitiba e São Paulo.
Em 2020 e 2021, por conta da pandemia do Covid, Guego tem se dedicado a realização de lives. Em 15 meses, elas já somam mais de 140. “É a forma que encontrei de resistir nesses tempos tão difíceis, e também de contribuir por meio da minha música para amenizar um pouco a dor das pessoas”, completa o artista.
“Autorretrato”, que estará disponível nas principais plataformas musicais de streaming a partir de 4 de junho, tem produção musical de Alvaro Ramos, com arranjos do próprio Alvaro, de Julião Boêmio, de Vitor Pinheiro e Vladimir Urban. A produção executiva é de Antonio Carlos Domingues. O álbum foi viabilizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo.

SERVIÇO

Live de lançamento do disco “Autorretrato”
Dia: 4 de junho de 2021
Hora: 19h30
Local: www.facebook.com/guegofavetti

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Parlamentares e epidemiologistas criticam Conmebol no Brasil

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O anúncio feito pela Conmebol na manhã desta segunda-feira (31) de que a Copa América seria realizada no Brasil gerou críticas de parlamentares, autoridades e epidemiologistas. Eles alertam os riscos de um torneio deste porte com o país registrando mais de 450 mil mortos e na iminência de uma terceira onda da pandemia . 

A princípio, o torneio seria realizado na Argentina, mas o aumento de casos de Covid-19 obrigou a entidade a suspender os jogos. Hoje, a Argentina ultrapassa a marca de 76 mil mortos.  Antes a Colômbia tinha renunciado ao posto de sede pelo menos motivo, a pandemia.

Pela tarde está previsa uma reunião da Casa Civil para falar sobre os estados-sede.

No twitter, parlamentares fizeram críticas à realização no evento no Brasil e ao governo. 

Baleia Rossi, Deputado federal e presidente nacional do MDB, declarou "Sou corintiano e adoro futebol, mas não tem cabimento o governo do Brasil aceitar realizar a Copa América neste momento. Estamos à beira de uma terceira onda na pandemia."

Marcelo Freixo, deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro e líder do Bloco da Minoria na Câmara, afirmou: "A Argentina recusou a Copa América por causa do agravamento da pandemia. Lá, a média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 470 pessoas... Aqui, é de 1.844. QUATRO VEZES MAIOR. Esse é o retrato de um governo assassino."

A Copa América de 2021 está prevista para ser disputada entre 11 de junho a 10 de julho. A seleção brasileira realiza o primeiro jogo em 14 de junho contra a Venezuela. O Brasil já foi sede e campeão da última edição do evento em 2019. No ano passado, o torneio foi suspenso devido à pandemia. 

Fonte: Congresso em Foco

Com Potiguar Notícias


As festas de junho

 As festas do mês de junho são uma tradição antiga. Já nos tempos da Roma tinha um mês  consagrado a Juno, havia grandes festejos que eram chamados “Junonias”, em homenagem à deusa. O cristianismo encontrou pois esta tradição e as festas dos santos católicos por coincidência de época, se identificaram com o que já havia. A igreja passou a comemorar condignamente os seus santos, embora os vestígios das cerimônias pagãs continuassem. Na Europa, sendo junho o mês em que aparece o verão, o povo se alegra pelo advento do calor e o mês é em si mesmo festivo. Na antiga Paris dos tempos da monarquia a 24 de junho armava-se uma árvore nas praças dos bairros e era o rei em pessoa que vinha com a sua corte atear fogo à árvore armada na praça de Notre Dame.

Queimada a árvore, os parisienses em meio a brincadeiras, disputavam o carvão da mesma, que diziam trazer boa sorte.

A tradição portuguesa dá lugar especialmente importante aos santos deste mês: Antônio, João e Pedro. No Brasil deitaram raízes as tradições trazidas por nossos avôs embora hoje bastante diluídas. Em fins do século passado porém, quando o comércio no Brasil estava praticamente todo em mãos portuguesas, não havia loja que não tivesse a protegê-la um Santo Antônio, grande, pequeno, bonito ou feio com ou sem resplendor porém indispensável.

Começava-se naquela época a 1º de junho. juntamente com as trezenas os preparativos para a festa, as moças cortando papel de seda enrolando arames, encrespando pétalas, armando as flores que iriam ornamentar a imagem do Santo, sendo os lírios brancos os mais usados. A época era de fartura e no dia 13 era servido generosamente o bom vinho do Porto, do qual se molhava uma fatia de pão-de-ló torrado. Para garantir a continuação da fartura, para que não faltasse nunca alimento nos lares daqueles que eram devotos de Santo Antônio distribuía-se entre eles pãezinhos bentos.

Até  hoje são lembradas diversas quadrinhas de origem lusa, feitas em homenagem ao Santo festejado no dia 13 entre as quais uma das mais conhecida é:

Santo Antônio de Lisboa

Feito de pinho de lei

Santo Antônio me perdoa

Os beijos que ainda não dei.

Das festas juninas são parte inseparável a fogueira, os doces e as quadrinhas. Sobre a origem da fogueira variam opiniões: há quem afirme do mês de junho e há quem lhe atribua origem cristã, ligada ao nascimento de São João, cuja mãe fora visitada algum tempo antes pela Virgem Maria, que lhe pedira que quando a criança viesse ao mundo acendesse uma fogueira diante da casa para que todos soubessem do fato.

São João é também santo muito querido dos portugueses e brasileiros, sendo que no Porto seu dia é feriado.

Duas noites há no ano,

Que alegram o coração

É a noite de Natal

E a noite de São João.

A parte da devoção dedicada ao santo, há inúmeras crendices ligadas aos festejos entre as quais a de que as árvores estéreis sendo surradas ao amanhecer do dia de São João frutificam, as verrugas desaparecem passando sobre elas o primeiro ramo que se encontrar ao clarear do dia de São João, morrerá no correr do ano, quem à meia-noite de 23 para 24, olhando-se na água de uma bacia, vir refletida somente a metade de sua imagem.

Na Ilha da Madeira, na noite de São João, seus devotos costumam botar embaixo da cama um prato com terra, outro com um cordão de ouro e outro com água. Antes de amanhecer tocam com a mão sem olhar, num dos pratos se for o que tem terra, a morte o espreita, se for no cordão de ouro terá riqueza, na água fará uma longa viagem.

Em matéria de casamentos, Santo Antônio, é o mais invocado pelas moças solteiras, mas em Portugal também São João tem a fama de casamenteiro, como prova esta quadrinha muito recitada nas aldeias:

O meu rico São João

Casai-me que bom sabeis

O casar é aos quatorze

Eu já tenho dezesseis.

Com São Pedro é que se pegavam as viúvas que desejam casar-se de novo, na Bahia, sobretudo grandes fogueiras são queimadas em sua homenagem.

Entre as tradições que se perderam havia uma que dizia poder-se fazer perguntas a São Pedro, em seu dia pois ele achava maneira de respondê-las, predizendo o que futuro traria. Benzia-se um copo d’água na fogueira e ia-se com ele para detrás da porta, dizendo: Pedro, Pedro, Pedro (bater com o pé direito três vezes no chão) a Cristo três vezes negaste e logo te  arrependeste. Numa laje de pedra te meteste, lágrimas de sangue choraste. Ouviste uma voz na praia da Galiléia dizer: Pedro, Pedro, Pedro! (bater com o pé direito no chão três vezes) toma as chaves do céu, estás perdoado. Assim como estas palavras foram certas e verdadeiras, mostrai-me por boca de inocente ou pecador grande ou pequeno muito claramente o que peço, (Neste ponto se faz a pergunta), reza-se um Padre Nosso em intenção ao santo e bebe-se um copo d’água, tendo o cuidado de reter o último gole na boca. Antes que a água aqueça sucede algo que pode ser tomado como resposta. Sendo São Pedro protetor dos pescadores, suas festas costumam ser praieiras, sobretudo no Norte e Nordeste e praias de Portugal. Pescador que se preza neste dia não vai ao mar. No Brasil, onde haja violeiros, eles se juntam em torno dos barcos, enfeitados com bandeirolas e cantam:

São Pedro é homem velho

Homem de muito juízo

Por isso o Senhor o fez

Chaveiro do Paraíso.

(“As festas de junho”. O Jornal. Rio de Janeiro, 20 de junho de 1965)

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Livro responde campanha que difama a Guerrilha do Araguaia

O jornalista Osvaldo Bertolino é autor de diversas biografias, entre elas a de Maurício Grabois, um dos comandantes da Guerrilha do Araguaia.

O jornalista e escritor Osvaldo Bertolino está lançando o livro “Guerrilha do Araguaia – verdades, fatos e verdades”. O livro mostra como a Guerrilha do Araguaia tem raízes profundas no processo histórico do país.

O jornalista e escritor Osvaldo Bertolino está lançando o livro “Guerrilha do Araguaia – verdades, fatos e verdades”, pela editora Apparte, com polêmicas e argumentos no contexto do avanço de versões sobre o tema com viés de direita na forma de livros, teses acadêmicas e espaços na mídia. A obra, resultado de uma ampla pesquisa sobre a teoria do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que organizou a Guerrilha, responde a uma escalada de versões no âmbito externo ao ideal que formou os guerrilheiros e mergulha na análise da história que resultou no regime de 1964 e no seu enfrentamento.

O autor prospecta a origem da formação histórica das correntes filosóficas e ideológicas que levaram às conflagrações mundiais nos séculos XIX e XX e expõe, como uma reportagem da história, a conjunção de fatores que levou à condensação de dois veios no Brasil, em consonância com os avanços e retrocessos que marcaram esse período histórico. Percorre essa evolução constatando como o processo social e histórico ergueu patamares de superação dos estágios primitivos do capitalismo e gerou o conflito com o desenvolvimento do ideal socialista.

Embrenhando-se nessa seara com espírito crítico, o livro, escrito com leveza e contundência argumentativa, demonstra que o conflito no Araguaia reproduziu essas ideologias que se enfrentam desde a Comuna de Paris, passando pela Revolução Russa e a Segunda Guerra Mundial, chegando às guerras posteriores, tendo como vértice a “Doutrina Truman” e a Guerra Fria. Tudo isso convergiu para os combates entre a Guerrilha do Araguaia e a ditadura militar, segundo a obra. E relata como esse debate perpassou os estágios seguintes da luta política, chegando aos dias atuais.

De acordo com o autor, as versões que surgiram recentemente, assim como outras mais antigas com o mesmo teor e com menos propagação, ignoram essas premissas históricas, filosóficas e ideológicas. Para combatê-las, argumenta na forma de confrontação de dados e informações, numa primeira parte, e, em seguida, recorre à formulação teórica da história do Partido Comunista do Brasil para demonstrar como a Guerrilha do Araguaia tem raízes profundas no processo histórico do país. Ou, como diz o autor, uma reportagem sobre a história dos embates entre campos radicalmente opostos sobretudo ao longo do século XX.

Sobre o autor:
O jornalista Osvaldo Bertolino é autor de diversas biografias, entre elas a de Maurício Grabois, um dos comandantes da Guerrilha do Araguaia

Osvaldo Bertolino é jornalista, historiador e escritor, nasceu em 1962, em Maringá, Noroeste do estado do Paraná. Foi diretor de imprensa do Sindicato dos Metroviário de São Paulo, trabalhou como editor de economia de portais de notícias (Vermelho e Grabois (da Fundação Maurício Grabois), foi assessor de imprensa na Câmara dos Vereadores de São Paulo, na Central Única dos Trabalhadores (CUT) e na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Escreveu os livros Testamento de luta — a vida de Carlos Danielli (2002), Maurício Grabois — uma vida combates (1ª edição em 2004 e 2ª edição em 2012), Pedro Pomar — ideias e batalhas (2013), Amar e mudas as coisas – trinta anos da UJS (2014), Vital Nolasco – vale a pena lutar (2016), Aurélio Peres – vida, fé e luta (2018), todos pela editora Anita Garibaldi; e Da CUT à CTB – a evolução do movimento sindical desde a década de 1970 (Apparte, 2021).


Título: Guerrilha do Araguaia – verdades, fatos e histórias
Editora: Apparte
Autor: Osvaldo Bertolino
ISBN: 978-65-991512-7-9
Edição: 1ª
Páginas: 416
Idioma: Português
Peso: 600g
Formato: 21cm x 14cm x 2cm
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Sinopse:
A Guerrilha do Araguaia faz parte das marcas populares gravadas na história do Brasil de forma indelével. Mas, como convém aos que analisam os acontecimentos históricos à luz dos interesses ideológicos dominantes, a resistência à ditadura militar organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é majoritariamente apresentada como fato passageiro — um mero choque entre grupos extremados à esquerda e à direita, deflagrado pelos primeiros com a opção da luta armada.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

terça-feira, 1 de junho de 2021

Fátima Bezerra anuncia que RN não aceitará jogos da Copa América

 

O anúncio da Conmebol de que após as recusas de Colômbia, Argentina e Chile, a Copa América de 2021 seria realizada agora em julho e julho no Brasil provocou uma série de reações entre gestores e políticos.

Como Natal, a capital do RIo Grande do Norte, foi citada entre as cidades que poderiam receber jogos do torneio continental, a governadora Fátima Bezerra (PT) usou as redes sociais nesta segunda-feira (31) para anunciar que o RN não aceitará receber os jogos da Copa América. 
 
“Apesar de sermos um dos Estados com estrutura física disponível, não temos hoje níveis de segurança epidemiológica para realização do evento. Ao contrário, estamos numa luta diuturna para amenizar os efeitos da pandemia, que está em um momento crescente por aqui. O Governo é, portanto, contrário à realização do evento no nosso estado”, disse Fátima em mensagem publicada no Twitter. Ela disse que ainda não recebeu nenhum comunicado sobre o evento.
 
O torneio virá para o Brasil após negociação do governo Bolsonaro com a Conmebol. O que vem gerando muitas críticas já que o país está em meio à segunda onda da pandemia do Covid-19 que matou mais de 460 mil brasileiros. 
 
Outros governadores que recusam jogos em seus estados são Paulo Câmara, de Pernambuco e Rui Costa, da Banhia.
 
Atualmente o RN vive um momento delicado da pandemia, com lotação de leitos e número de casos e óbitos ainda considerado alto. Um evento esportivo neste período poderia piorar em muito a situação, como colocaram os especialistas.

Fonte: Potiguar Notícias

Usuário do Instagram responderá processo por postagem preconceituosa contra nordestinos - por Diário do Centro do Mundo

Pessoa usando o notebook. Foto: Pixabay

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal instaurou uma ação penal contra um cidadão de Bariri (SP) por prática de preconceito em um comentário no Instagram. O crime ocorreu em 8 de outubro de 2018, dia seguinte ao primeiro turno da eleição presidencial. No texto, o réu proferiu ofensas aos nordestinos ao caracterizá-los como “burros” e “povo preguiçoso”.

“Mas os nordestinos são muito burros ou se fazem de burros. Depois vem aqui no estado de SP, trabalhar e dar trabalho, povo preguiçoso, querem vi[v]er nas custas do governo. O certo era separar os estados que o PT ganhou nas urnas […] e deixar o PT administrar, só esses estados”, dizia a mensagem.

O comentário foi publicado em resposta a uma postagem na qual o poeta Bráulio Bessa exaltava o Nordeste. A mensagem discriminatória acompanhava manifestações de outros usuários com teor semelhante. As investigações sobre o conteúdo preconceituoso tiveram início em Juazeiro do Norte (CE). O MPF identificou os autores após obter autorização judicial para a quebra de sigilos telemáticos. Detectada a origem do comentário postado pelo réu, o caso foi desmembrado e remetido ao MPF em Bauru (SP).

O réu responderá por discriminação contra grupo de procedência nacional, crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/89. De acordo com o parágrafo 2º do dispositivo, a prática desse tipo de delito por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza sujeita o autor à pena de dois a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa.

Atos como o do réu constituem crimes imprescritíveis. Isso significa que autores de manifestações discriminatórias contra grupos sociais em função de sua raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional podem ser processados e julgados a qualquer momento, independentemente de quando o delito foi praticado. Dada a gravidade da conduta, o Supremo Tribunal Federal avalia se a imprescritibilidade também se estende ao crime de injúria racial, que se define pela ofensa a uma pessoa específica com base em características de raça, credo ou origem. A matéria é objeto do HC 154248, em tramitação na corte.

Fonte: Site do MPF/SP

Por Diário do Centro do Mundo - DCM

Museu Paranaense prorroga exposição Educação pela Pedra até setembro

A exposição Educação pela Pedra, que marca a primeira ação da parceria entre o Museu Paranaense e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), de Recife (PE), teve seu período de visitação prorrogado até o dia 26 de setembro. O público terá um pouco mais de tempo para visitar ou revisitar essa mostra tão especial, que tem como eixo temático o centenário de nascimento do escritor e poeta recifense João Cabral de Melo Neto. A curadoria é assinada por Moacir dos Anjos.

As obras apresentadas investigam os afetos canalizados pelos versos do poema que dá nome à exposição, escritos em 1966. “O poema nos apresenta a pedagogia da pedra e a sua capacidade de nos ensinar por ela própria, uma cartilha muda, mas que nos educa. Pode ser entendida como a metáfora de nossa relação com a arte: a capacidade que a arte tem de nos emancipar e educar por ela própria, nos fazer ver o mundo de outra maneira”, diz o curador, que inaugurou a ponte aérea do projeto no final de novembro de 2020 para a montagem da mostra.

Inaugurada oficial e presencialmente para o público no início de 2021, a mostra conta com obras de diversos artistas brasileiros, como Oriana Duarte, Marcelo Moscheta, Jonathas de Andrade, Jimmie Durham, Cinthia Marcelle, Traplev, Agrippina Manhattan, Louise Botkay e Randolpho Lamonier, além de Caetano Veloso, que só entrou na montagem curitibana. A canção do músico baiano “If you hold stone”, que permeia a mostra, foi composta no exílio em homenagem à artista brasileira Lygia Clark e descreve a experiência de interagir com o trabalho da artista, sugerindo que o contato com a pedra gera conhecimento.

Os trabalhos desses artistas contemporâneos dialogam de forma direta ou indireta com as lições do poema de João Cabral: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.

SOBRE A FUNDAÇÃO – A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) é uma fundação pública com regime de direito privado, vinculada ao Ministério da Educação. Sediada no Recife (PE) foi fundada em 1949 pelo sociólogo Gilberto Freyre com o propósito de preservar o legado histórico-cultural do político abolicionista Joaquim Nabuco. A Fundaj é formada por três diretorias: Pesquisas Sociais; Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte; e Diretoria de Formação Profissional e Inovação.

Serviço

Exposição Educação pela Pedra

Lei de Incentivo à Cultura

Patrocínio: BRDE, Sanepar e Copel

Parceria: Fundação Joaquim Nabuco e Ministério da Educação

Realização: SAMP, Museu Paranaense, Secretaria da Comunicação Social e da Cultura, Governo do Estado do Paraná, Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo

Aberta à visitação do público até 26 de setembro de 2021

Confira os horários de funcionamento do MUPA acessando as redes sociais

www.museuparanaense.pr.gov.br

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

segunda-feira, 31 de maio de 2021

A ordem do dia: a eleição para o Senado

Foto: Gazeta do Povo

Está na ordem do dia a eleição para o Senado (renovação de 1/3) com várias pré-candidaturas sendo lançadas, e de certa forma uma rejeição as candidaturas a governador do Estado em face das imensas dificuldades financeiras e de caixa, que obriga uma política de muita austeridade, às vezes, apenas para garantir a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos.

As pré-candidaturas de maior peso político que se apresentam são de Rogério Marinho, Fábio Faria, Carlos Eduardo, Ezequiel Ferreira e do próprio Jean- Paul Prates, todos com muitas dificuldades de fortalecimento das pré-candidaturas e dos arranjos partidários que serão dadas no curso da formação, da coligação que será apresentada aos eleitores e as bases políticas.

            A pré-candidatura do Ministro Rogério Marinho apesar da estrutura de liberação de verbas para obras consideradas estruturantes aos Municípios de todas as regiões do Estado tem a marca da reforma trabalhista e da previdência, que apesar da declaração de apoio de algumas personalidades e prefeitos não consegue alavancar bons índices nas pesquisas.
         A pré-candidatura de Fábio Faria em que pese se mostrar articulado com outros ministérios, como foi o caso da mobilização com o Turismo, e o compromisso da liberação de verbas para a importante obra em Santa Cruz, para fortalecer o polo do turismo religioso, que modificou o Município para melhor, vai precisar se entender com Rogério Marinho e com o governo federal.

            A pré-candidatura de Carlos Eduardo em razão da inexistência da articulação política com os Prefeitos e demais lideranças, ainda recebe a popularidade  em virtude da administração em Natal e das eleições de Álvaro Dias, no entanto ao final da candidatura para governador passou a apoiar Bolsonaro, o que deverá pesar em uma possível articulação com a pré-candidatura de Fátima Bezerra, que vai sedimentando a sua candidatura a reeleição.
            A candidatura de Ezequiel Ferreira ao Senado vai encurtando os espaços, no momento que declara apoio a candidatura a Rogério Marinho, que poderá consolidar a candidatura, no entanto, dizem que a candidatura de Rogério não vai emplacar e o Deputado Presidente da Assembleia ficaria livre para apresentar a sua pré-candidatura, que poderá ser inclusive com o apoio de Fátima Bezerra.
            A pré-candidatura de Jean-Paul Prates é considerada de forma consensual o mais preparado, foi Secretário Extraordinário de Energias, foi o articulador para a chegada da energia eólica no Estado, se coloca bem no Senado e nas entrevistas, no entanto, falta popularidade e não é conhecido no Estado, além do que ao PT para garantir o governo não é possível sair com uma chapa puro sangue.
            Os entendimentos e as estocadas públicas já começaram, poderão surgir outras candidaturas, e a oposição contínua sem um nome que seja alternativo de poder para  governador, que vai prejudicar a candidatura ao Senado. Os acontecimentos vão ocorrer com mais densidade, em todas as esferas das possíveis candidaturas de Deputado Estadual ao Senado, cabendo o acompanhamento de todos.

Fonte: Potiguar Notícias



APÓS MANIFESTAÇÕES! CACETADA! EXPLODE NOVO VÍDEO DE GLAUBER BRAGA


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=LDkd3hjTfao

Universidade brasileira, uma espécie ameaçada de extinção - "VALE A PENA LÊ DE NOVO!" - CPC-RN

Por Vinícius Soares, Biólogo, mestre em Biologia Celular e Molecular Aplicada, Residente de Saúde Coletiva, Diretor de Comunicação da Associação Nacional de Pós-Graduandos e membro da Executiva Nacional da União da Juventude Socialista.

Em 2018, escrevi um texto em que afirmava que a Universidade brasileira era uma espécie ameaçada de extinção. Isso porque nas áreas biológicas para chamar atenção do estado atual de conservação de uma espécie de animal, planta ou outro organismo vivo, lançamos mão da Lista Vermelha, normalmente divulgada pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Se seguíssemos esse modelo e fosse possível publicar uma lista vermelha das instituições brasileiras que estão ameaçadas na atual conjuntura econômica e política, as universidades públicas estariam no topo da lista. 

E, três anos se passaram, mas nada foi feito pelo Governo Federal para salvar essa instituição. Pelo contrário, sucessivamente, temos vistos cortes e contingenciamentos na educação, em nome do “ajuste fiscal”, ao mesmo tempo que vemos uma verdadeira balbúrdia no orçamento público para nutrir a base do governo no Congresso e outras regalias do Executivo, como leites condensados, picanhas, cervejas…Isso tudo ao mesmo tempo que mais da metade da população está em insegurança alimentar ou passando fome. 

Mas voltemos às universidades. Aquelas instituições que, mesmo com apenas um século de vida no Brasil, vem desempenhando papel fundamental para o desenvolvimento do país, contribuindo não apenas para formação de recursos humanos com qualidade, mas também para produção científica, um fator estruturante para o desenvolvimento do país. E em tempos de pandemia, vem exercendo um papel fundamental com seus hospitais universitários, com a produção e aplicação de testes rápidos, e com sua pesquisa científica, da mais alta qualidade, tanto no enfrentamento da pandemia quanto para resolução de outros gargalos da sociedade brasileira. Cabe destacar que, segundo a CAPES, cerca de 90% da ciência brasileira é realizada no âmbito da pós-graduação, e este setor majoritariamente está concentrado dentro das universidades.

E, apesar de toda sua contribuição, o que vemos hoje é uma Instituição à beira de fechar as portas. O orçamento das universidades federais é cerca de 30% menor do que foi em 2010, com o agravante de termos quase dobrado a malha universitária de lá pra cá, isso incluindo tanto em número de alunos quanto em serviços sociais que as universidades oferecem. Ou seja, fica nítido fazer a conta que temos uma estrutura bem maior e com escassos recursos. Essa conta não fecha. 

Entretanto, esse cenário não é coincidência tampouco é para realizar um ajuste fiscal no Estado. Primeiro, porque, o que se vê são escândalos e mais escândalos do ‘Bolsolão”, com os seus orçamentos secretos para alimentar a base congressista. Em segundo, esses cortes e sufocamento financeiro fazem parte de um projeto político antidemocrático e antinacional que visa além de outras coisas, como retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, a expulsão do povo de dentro das universidades e exterminação de qualquer tentativa de execução da função social da Universidade que é a de servir a um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social. Um verdadeiro projeto de subserviência e dependência econômica do Brasil para com outras nações desenvolvidas.  E, em terceiro, a Universidade no Brasil historicamente tem sido lugar de resistência democrática, criando espaços universitários de debates e críticas sobre os rumos do país. Tal fato se torna tão verdadeiro quando observamos que a instituição foi uma das primeiras a ser alvo da Ditadura Civil-Militar que acometeu o país na década de 60. E, assim como foi no passado, após o golpe, a Universidade brasileira voltou a se tornar um dos principais alvos daqueles que detêm a hegemonia do poder. E são ameaças vindas de vários meios e que precisam ser denunciadas!

Ameaças que vão além do estrangulamento do orçamento, são cerceamento da liberdade de cátedra, perseguição à professores, estudantes e cientistas, tentativas de privatização e projetos de lei que estão em tramitação no Congresso Nacional. Por isso, é preciso estarmos atentos e defendermos esta Instituição tão importante para construção de um Brasil independente, soberano e com qualidade de vida para o seu povo. Precisamos nos mobilizar e estarmos unidos na defesa da Universidade brasileira. Essa espécie, tão necessária para o ecossistema brasileira, está pedindo SOCORRO, e talvez seja seu último suspiro de resiliência. Como na Ecologia falamos, o sistema universitário está para além de sua capacidade de suporte. Já não consegue mais exercer suas funções sem um alívio financeiro, e um projeto robusto de urgente recomposição orçamentária. Não podemos medir esforços de retirá-las da lista de extinção. Se não for pelas mãos dos brasileiros, a universidade brasileira fechará as portas.  E, com isso, não apenas o futuro do país que estará em jogo, mas a própria vida da população que depende diretamente dos serviços prestados pela universidade brasileira.

Fonte: UJS - União da Juventude Socialista