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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

RN: Supermercado Nordestão demite por justa causa trabalhador que foi a ato pró-Lula - "INACREDITÁVEL!" - CPC-RN

Trabalhadores e dirigentes sindicais realizaram ato, terça-feira (11), em frente à uma unidade da rede supermercados Nordestão, para protestar contra a demissão por justa causa de um trabalhador, dispensado dias após participar de um ato a favor da eleição do ex-presidente Lula (PT), candidato a presidência da República no segundo turno da eleição, no próximo dia 30. Lula, que está em primeiro lugar nas pesquisas, disputa com o presidente Jair Bolsonaro (PL), o preferido por patrões que querem retirar mais direitos, como indica a lista entregue por empresários bolsonaristas de Minas Gerais ao mandatário, pedindo redução de pagamento de horas extras e trabalho aos domingos, entre outros itens.  

Segundo relato do ex-funcionário do Nordestão, a demissão ocorreu porque, durante o período em que estava de licença médica, ele participou de manifestação pró-Lula.


Razões políticas provocaram a demissão, reagiram os sindicalistas que participaram do protesto. Segundo eles, em casos como esse a empresa deveria dar advertência. E mais, a demissão por justa causa não pode ocorrer dias depois da suposta conduta inadequada do trabalhador. O sindicato vai recorrer à Justiça pare reverter a decisão da empresa.


A demissão imediata ou “momento correto” está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Significa que o empregador, se decidir demitir por justa causa, deve fazê-lo de imediato, não pode esperar dias para desligar o trabalhador. E é importante ressaltar que a demissão precisa estar embasada em um dos motivos previstos no artigo 482 – confira aqui o que diz a lei.


Segundo advogados trabalhistas, nos tribunais superiores, em casos similares, os ministros admitem a advertência e não a demissão do trabalhador e ainda por cima por justa causa, ou seja, sem receber nenhum direito.


Denúncie assédio eleitoral


Todos os dirigentes sindicais da CUT estão empenhados em denunciar assédio eleitoral em todo o país e também injustiças e ilegalidades como essa cometida contra o trabalhador de Natal. O PortalCUT, inclusive, tem uma página onde o trabalhador pode denunciar patrões que estão ameaçando de demissão, caso Lula vença a eleição. Em uma semana, a página já recebeu mais de 90 denúncias. Se você foi vítima, denuncie. Isso é crime. Nem precisa se identificar, se tiver receio de reepresálias.

O Sindicato dos Empregados em Supermercados/Sindsuper-RN e Central Única dos Trabalhadores CUT-RN, divulgaram nota de Repúdio contra a rede de supermercados Nordestão, que utilizou-se de forma equivocada do que dispõe a CLT,  e o Sindsuper irá formalizar uma denúncia contra a empresa à órgãos ministeriais pela grave conduta.

Participaram do ato contra a demissão arbitrária do trabalhador representantes da CUT, de sindicatos filiados, da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços do RN (Fetracs) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), além de movimentos sociais, entre eles, Olinto Teonácio, presidente da Fetracs/Contracs; Ana Maria Evangelista, secretária Jurídica da Contracs/Hoteleiros;  Marcos Santana, presidente do Sindsuper; Eliane Bandeira, presidenta da CUT-RN/Sinte; Sandoval Lopes, presidente do SindHoteleiros; Esiêdla Andrade, presidenta do Sintect-RN; Irailson Nunes, secretário Administração CUT/Sindmetal; e José Nogueira, da CUT Nacional/Sindtextil.

REPRODUÇÃO

Quando o patrão pode demitir por justa causa

É importante que o trabalhador saiba que a demissão por justa causa só pode ser feita quando há falta grave com base nos parâmetros definidos no artigo 482 da CLT, ou alguma situação que justifique que o trabalhador não deva mais permanecer na empresa. Em caso de dúvida, o trabalhador deve consultar sempre o setor jurídico do seu sindicato.

Confira abaixo as situações que podem justificar uma justa causa, quais são seus direitos e quais são os procedimentos que a empresa deve seguir para a demissão, em que situações vale a pena o trabalhador recorrer à Justiça para reverter a demissão por justa causa - e se a justa causa “suja a ficha” laboral do trabalhador.

Quais os motivos para uma justa causa?

De acordo com a CLT, são 14 as situações que podem caracterizar a justa causa:

1 - Ato de improbidade, por exemplo, falsificar documentos, furtar objetos

2 - Incontinência de conduta ou mau procedimento;

Quando o trabalhador apresenta condutas consideradas inadequadas ou com conotação de natureza sexual como manter relações (sexuais) no ambiente de trabalho

3 - Negociação no ambiente de trabalho sem permissão;

4 - Condenação criminal do empregado;

Quando um trabalhador for julgado culpado por eventuais crimes cometidos

5 - Desídia no desempenho das respectivas funções;

Refere-se à preguiça, procrastinação, ou seja, quando o funcionário deixa de cumprir com suas funções por desleixo, má-vontade.

6 - Embriaguez habitual em serviço;

7 - Violação de segredo da empresa;

8 - Ato de indisciplina ou insubordinação;

Quando o trabalhador não cumpre regras ou acata ordens internas da empresa.

9 - Abandono de emprego;

Saiba aqui quando fica caracterizado o abandono de emprego

10 - Ato lesivo da honra ou da boa fama;

Refere-se a casos de agressões verbais a qualquer pessoa do ambiente de trabalho, com exceção a casos de legítima defesa

11 - Agressões físicas;

Brigas, desentendimentos, com exceção a casos de legítima defesa

12 - Prática constante de jogos de azar;

13 - Perda da habilitação profissional;

Em casos de perda dos requisitos exigidos por lei para execução da profissional por motivos dolosos, ou seja, por culpa e responsabilidade de atos praticados pelo trabalhador;

14 - Atos atentatórios à segurança nacional.

Que direitos o trabalhador perde em caso de justa causa?

O trabalhador não poderá sacar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);

Perde o direito à multa de 40% do FGTS, calculada sobre do valor total que a empresa depositou ao longo do contrato de trabalho,

Perde o direito ao 13° salário proporcional,

Não tem direito a férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional;

Não tem direito a guia para receber as parcelas do seguro desemprego.

Quais direitos permanecem?

Saldo de salários; Férias vencidas, com acréscimo de 1/3 de férias, confome determina a CLT;

Salário-família (quando for o caso);

Horas extras realizadas ou pagamento de saldo de banco de horas;

Depósito do FGTS do mês anterior e/ou do mês da rescisão, que ficará na conta individual do trabalhador no fundo.

Neste caso, o valor do saldo do FGTS só poderá ser utilizado nos casos:

Quando o trabalhador se aposenta;

Compra da casa própria;

Doença grave: se a pessoa estiver em estágio terminal em decorrência de doença grave, é possível que um representante faça o saque para auxiliar no tratamento.

Idade igual ou superior a 70 anos;

Se o trabalhador falecer, os filhos, cônjuge ou herdeiro legal podem retirar o dinheiro.


Fonte: https://rn.cut.org.br

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Profecias sobre Jesus no Antigo Testamento que se provaram verdadeiras - Por Stars Insider

Confira os 10 piores insultos de Bolsonaro aos nordestinos - Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

Foto/imagem:  ALEX CAPUANO


Desde que era deputado, Bolsonaro ofende os nordestinos com palavras e frases preconceituosas, como se nascer na região fosse sinônimo de inferioridade, agora pede os votos daqueles a quem sempre insultou.

Depois de perder de lavada na Região Nordeste, onde 66,7% dos eleitores (21 milhões) votaram no ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, que ficou com 27% (8,7 milhões) dos votos, está pedindo para os nordestinos dobrarem sua votação no segundo turno.

O pedido é endereçado aos analfabetos, aratacas, cabeçudos, paus de arara, paraíbas e outros termos preconceituosos usados por Bolsonaro para se referir aos nordestinos.

O presidente quer que o povo que ele ataca com ofensas racistas, preconceituosas e xenofóbicas, ignorando a contribuição de milhares de brasileiros da região ao país,    diminua a vantagem de Lula de 12,9 milhões de votos em relação a ele. dissemina a intolerância contra os nordestinos, com ofensas racistas, preconceituosas e xenofóbicas e ignora a contribuição de milhares de brasileiros da região ao país.

Na última quarta-feira (5), revoltado com o massacre dos nordestinos, Bolsonaro associou o suposto analfabetismo da população dos 9 estados à votação expressiva que Lula teve na região. A declaração desencadeou uma série de ataques xenofóbicos a nordestinos promovidos por bolsonaristas de outras partes do país. Uma delas foi a advogada bolsonarista Flávia Aparecida Rodrigues Moraes, que perdeu o cargo de de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada de Uberlândia depois que um ataque cruel que ela fez aos nordestinos viralizou nas redes sociais. 

Gerou também indignação e reações de anônimos e famosos nas redes sociais, como relata o jornalista Edson Sardinha, do Congresso em Foco, que listou as declarações insultuosas do presidente aos nordestinos.

Veja declarações preconceituosas de Bolsonaro em relação aos nordestinos:

“Lula venceu em nove dos dez estados com maior taxa de analfabetismo. Vocês sabem quais são os estados? No nosso Nordeste, não é só a taxa de analfabetismo alta o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nas regiões, porque esses estados no Nordeste estão há 20 anos sendo administrados pelo PT.”

Bolsonaro, em live na qual tenta justificar derrota para Lula no Nordeste. Em 6 de outubro de 2022.

“Falaram que eu revoguei o luto de Padre Cícero. Lá do Pernambuco, é isso mesmo? Que cidade que fica lá? Cheio de pau de arara aqui e não sabem em que cidade fica Padre Cícero, pô? Juazeiro do Norte, parabéns aí. Ceará, desculpa aí.”

Em live em 3 de fevereiro de 2022.

“Eu sempre me referi com os amigos, né, cabra da peste, pau de arara. Eu me chamo de alemão também, sem problema nenhum. Arataca, cabeçudo, pô, é isso aí, valeu.”

Em entrevista em Pernambuco na qual tenta explicar por que chamou nordestino de “pau de arara”. Em 8 de fevereiro de 2022.

“Dentre os (ou aqueles) governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara.”

Declaração dada no início de café da manhã com jornalistas de veículos estrangeiros. Em 19 de julho de 2019.

“Só tá faltando crescer um pouquinho a cabeça.”

Bolsonaro em resposta ao deputado Cláudio Cajado (BA) sobre o aumento da frequência de suas viagens ao Nordeste. Em 5 de agosto de 2019.

“Acho que foi primeiro estado que tivemos grande recepção em aeroporto. Tudo começou por aí, se não me engano, um dos grandes articuladores disso acho que foi Alex Ceará, um cara cabeçudo. Se bem que chamar cearense de cabeçudo você não consegue identificar ninguém, lá todo mundo é cabeçudo.”

Bolsonaro em live, em janeiro de 2020.

“A única coisa boa do Maranhão é o presídio de Pedrinhas. É só você não estuprar, não sequestrar, não praticar latrocínio que tu não vai [sic] para lá. Vai dar vida boa para aqueles canalhas?”,

Bolsonaro, em entrevista na Câmara, em 2014, quando era deputado.

“Você tem algum parente pau-de-arara?”, perguntou Bolsonaro a Tarcísio de Freitas durante live. Quando o então ministro respondeu que tem família no Piauí e no Rio Grande do Norte, o presidente disse: “Com esta cabeça aí, tu não nega, não”.

Em live com o então ministro da Infraestrutura em 2019.

“O voto do idiota, o voto do idiota é comprado com Bolsa Família. Se você for no Nordeste, você não consegue uma pessoa para trabalhar na tua casa. Você vê meninas no Nordeste, batem a mão na barriga, grávidas, e falam o seguinte. Esse aqui vai ser uma geladeira, esse aqui vai ser uma máquina de lavar, e não querem trabalhar. Aqui, ó!”

Bolsonaro, quando era deputado

“Um deles é cearense, um cabeçudo aqui do meu lado também. Porra, eu acho que o estômago é maior do que a cabeça dele. Imaginou como ele come, né?”

Em live, quando era deputado, com Olavo de Carvalho

Veja algumas reações nas redes sociais às falas do presidente:

Hoje é dia do nordestino e passo pra lembrar que Bolsonaro odeia o Nordestepic.twitter.com/DchhAZB9HA

George Marques

Fonte: CUT NACIONAL

NOTÍCIAS: Leia a Edição número 2 do Digital Classista

Já está no ar a edição número 2 do Digital Classista, jornal eletrônico da CTB. Nesta edição trazemos informações sobre o endividamento crescente da população, bem como o descaso de Bolsonaro com a fome no Brasil.

Leia a edição aqui.

Fonte: CTB NACIONAL

Ministério Público do Trabalho já registrou 173 denúncias de assédio eleitoral nestas eleições

 Foto: Marcelo Camargo/ABr

O Ministério Público do Trabalho (MPT) já registrou 173 denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2022. O assédio eleitoral é crime e ocorre quando um empregador age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato. 
 
A região Sul do país foi a que mais registrou casos de assédio eleitoral: 83. Os três estados da região também ocupam a primeira, segunda e terceira posição no ranking, sendo o Rio Grande do Sul o campeão de denúncias. 
 
Na segunda posição está a região Sudeste, com 43 denúncias registradas. Seguida pelo Nordeste (23), Centro-Oeste (13) e Norte (11). 
 
Na Bahia, o MPT também investigou e firmou termo de ajustamento de conduta com a ruralista Roseli Vitória, após a empresária incentivar em suas redes sociais que os empresários do setor agropecuário “demitam sem dó” quem votasse no ex-presidente Lula.
 
No acordo extrajudicial, ela se comprometeu a custear campanhas em emissoras de rádio da região para reforçar a liberdade do voto e a ilegalidade de qualquer atitude empresarial que vise coagir empregados a votar ou deixar de votar em alguém. Ela também publicou uma retratação em suas redes sociais.
 
Uma psicóloga da rede de recursos humanos Ferreira Costa, em Pernambuco, ameaçou demitir funcionários que declarassem apoio a Lula (PT) nas eleições.
 
No Pará, um empresário foi multado em R$ 300 mil após prometer R$ 200 a cada funcionário que não votasse no ex-presidente.


Fonte: Conteúdo G1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS

Mayara Aguiar conquista tricampeonato mundial de judô - "PARABÉNS, Mayra Aguiar, ! Eduardo Vasconcelos, presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN"

 Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

Mayra Aguiar conquistou nesta terça-feira (11), o tricampeonato mundial de judô. Já tendo vencido nos anos de 2014 e 2017, ela se tornou a primeira atleta brasiliera entre homens e mulheres, a conseguir três conquistas na competição.  
 
A gaúcha de 31 anos venceu a chinesa Zhenzao Ma na decisão por wazari na categoria 78kg e garantiu sua medalha de número sete em Mundiais. A competição está sendo realizada em Taskhent, no Uzbequistão e segue até quinta-feira (13).
 
Essa é a terceira medalha do Brasil no mundial de judô deste ano. Rafaela Silva foi bicampeã da categoria até 57kg, enquanto Daniel Cargnin foi bronze no peso até 73kg. O Brasil entra em ação nesta quarta (12) com Rafael Silva e Beatriz Souza no peso pesado e, no dia seguinte, compete por equipes. 
 
Além das duas conquistas enteriores, Mayra Aguiar conquistou um medalha de prata em 2010 e bronze em 2011, 2013 e 2019. Por equipes, a brasileira foi vice-campeã em 2013.
 
Para chegar até a final, Mayra Aguiar começou sua trajetória no Mundial de judô de 2022 vencendo nas punições a croata Petrunjela Pavic. Na segunda rodada, ela passou pela cazaque Arena Jangeldina por ippon. Depois, teve uma luta incrível e venceu a atual campeã olímpica, a japonesa Hamada Shori, nas quartas. Já na semifinal, a judoca superou a alemã Alina Boehm, que é a atual campeã europeia. 
 
Vale ressaltar, que além das sete medalhas conquistadas por Mayra Aguiar em mundiais, a brasileira também é dona de três medalhas em Jogos Olímpicos seguidas. Ela garantiu a medalha de bronze em Londres 2012, Rio de Janeiro 2016 e Tóquio 2020.

Fonte: Conteúdo Globo Esporte

Com  POTIGUAR NOTÍCIAS

terça-feira, 11 de outubro de 2022

MIS-PR lança “Criança, a qualquer tempo”, exposição virtual sobre Dia das Crianças

Com fotos de crianças do século passado, a exposição captura diferentes costumes, vestimentas e contextos, na mesma proporção em que se reconhece a inocência, as brincadeiras e a alegria de viver de toda criança.

Para todos que são ou já foram crianças, em celebração à aurora da vida, o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) lança nesta semana a exposição fotográfica e virtual “Criança, a qualquer tempo”, com fotos de coleção do acervo do museu, como as coleções de Guilherme Glück e de Dario Velloso, que se encaixam nessa temática.

Com fotos de crianças do século passado, a exposição captura diferentes costumes, vestimentas e contextos, na mesma proporção em que se reconhece a inocência, as brincadeiras e a alegria de viver de toda criança.

Além da curadoria de imagens iconográficas que exaltam a subjetividade e a simplicidade dessa fase da vida, encaixam-se na exposição textos que misturam prosa, poesia e reflexão sobre a infância, além de trechos de vídeos e músicas que exaltam o tom nostálgico.

As imagens e os vídeos de coleções do MIS-PR mantêm traços de memória e permitem um entrelaçamento entre cenas infantis do passado e a vivência atual das crianças.

A exposição vai ao ar nesta quarta-feira (12), Dia das Crianças, no site do MIS-PR.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

DAMARES SE FERROU!!! MPF VAI PRA CIMA DELA!!! FAKE NEWS CRIMINOSA!!! - por: Nogueira Jr.


FONTE: https://nogueirajr.blogspot.com

“Pra que amanhã não seja só um ontem, com um novo nome”

  

Por Valdete Souto Severo (Foto: Carolina Antunes)

A música da qual tomo emprestado o título desse artigo é do Emicida, com outros artistas. Chama “AmarElo”. Começa com trecho do Belchior: “tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro; ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. A verdade é que desde 2016 tenho essa sensação: de chorar demais, sangrar demais, sofrer demais. O golpe; a aprovação da “reforma” trabalhista; a eleição; a “reforma” da Previdência; a pandemia e com ela a explicitação da violência contra a vida. Ouvir esta música, enquanto arrumo a casa e vejo, pela janela, alguém a procura de alimentos na lixeira da rua, me fez querer escrever. Faz um mês que não ocupo esta coluna.

Não escolhi esse silêncio. Ele se impôs.

Como diz a mesma música, “tanta dor rouba nossa voz, sabe o que resta de nós? Alvos passeando por aí”. É assim que me sinto. Um alvo andando por aí. Os atiradores são parentes, amigos próximos, colegas de trabalho. Eufóricos com a possibilidade de emular seu mito, parecem nem perceber que somos todos alvos de uma política de espoliação e morte.

As notícias de violência contra trabalhadoras e trabalhadores, na tentativa de obrigá-los a votar no candidato do patrão, reproduzindo explicitamente a prática do cabresto tão intimamente relacionada ao escravismo no Brasil, é o exemplo mais eloquente disso. Ao contrário do que ocorreu quando ainda nem havia vacina disponível, não vejo discussão acerca da gravidade dessa atitude, da necessidade de proibição de funcionamento de suas empresas. Não são trabalhadoras e trabalhadores com garantia de emprego, salários decentes, condições de mínima previsibilidade na vida. Ao contrário, são pessoas, cujos trabalhos, mesmo tão precarizados, as tornam privilegiadas, diante da quantidade de desempregados e desalentados que lutam diariamente para sobreviver. A ameaça da despedida, nesse caso, equipara-se a uma ameaça de morte. 

Confesso meu desajuste. Difícil falar diante de um quadro tão claro e ao mesmo tempo tão distorcido. Convivo com a estranha sensação de que tudo já foi dito. Elogio à tortura. Racismo explícito. Sexismo. Admissão de práticas de corrupção. Ode contra direitos sociais. Deboche com quem sofreu a asfixia causada pela covid-19.

As agressões se repetem e não são apenas simbólicas. Não se trata somente de ouvir, como ouvimos em março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil, que “brasileiro pula em esgoto e não acontece nada”. Àquela época, 77 pessoas tinham morrido com diagnóstico de covid-19. Menos de um mês depois, já eram mais de 2.500 mortes. Quando esse número dobrou, ouvimos: “lamento, quer que eu faça o quê”? E havia tanto a ser feito: distanciamento, garantia de emprego, incentivo ao uso de máscaras, contratação emergencial de mais profissionais da saúde, incentivo à ciência para potencializar as possibilidades de desenvolvimento da vacina, garantias sociais.

Difícil ter que lembrar, eu sei. Mas é preciso. É necessário.

É a única forma que temos de enfrentar o trauma. Em novembro de 2020, quando já eram mais de 162 mil mortes, ouvimos que éramos um “país de maricas”. “Machões”, sob essa perspectiva, eram os que se expunham ao vírus fatal, sob o imperativo de que a economia não podia parar. Faz sentido, “machão” é violento, ameaça, impõe seu ponto de vista, interdita o diálogo.

É de violência que estamos falando. Violência contra a vida. A mesma violência que normaliza o que se tem denominado “assédio eleitoral”, contra uma classe espoliada, cujos direitos foram ceifados por uma lei também eufemisticamente chamada “reforma”, com apoio de todas as estruturas sociais que agora se dizem espantadas com o monstro que ajudaram a criar.

É discurso de morte, portanto. Por isso, mesmo durante a pandemia, todas as medidas adotadas seguiram sendo de precarização do trabalho. Nem quando atingimos 260 mil mortes houve mudança na política que acusava o sofrimento de “frescura”, “mimi”. A CPI da COVID-19 documentou a materialização dessa violência. Foi apontada a prática de atos que indicam prevaricação, infração a medidas sanitárias, charlatanismo, emprego irregular de verba pública e crime contra a humanidade. Nenhum setor organizado da sociedade, porém, problematizou a supressão de direitos, a precarização das condições de trabalho, como causa direta da maior exposição à morte pelo vírus. Não houve quem efetivamente propusesse garantia contra a despedida, redução da jornada, aumento de salários, aposta na contratação sob a modalidade constitucional do vínculo de emprego.

O que mais é preciso dizer?

Todo limite foi ultrapassado: da educação, da civilidade, do respeito à vida, ao luto, à dor, à natureza. Essa violência é palpável, podemos senti-la como se adotasse uma forma física. Quase 700 mil mortes, sem velório, sem a possibilidade de realizar o luto. Milhões de desempregados, desalentados, desabrigados. Comida envenenada. Florestas desmatadas. E um governante que imita a falta de ar. Distribui orçamento secreto. Debocha. Nega-se a comprar vacina. Veta o fornecimento de absorventes a meninas e mulheres pobres. Retira direitos sociais. Faz tudo isso diante de um silêncio cúmplice que altera a linguagem, naturalizando o que não pode ser naturalizado, porque serve aos interesses de quem ocupa postos de poder.

Compartilho o receio coletivo de que essa violência se prorrogue. Compartilho o cansaço. A dor. É agressão demais e talvez seja por isso que muitos fingem esquecer. Ou talvez seja porque lhes sirva enfrentar a distopia como um desvio de percurso, passível de ser corrigido com uma eleição. Não é, e se não compreendermos a relação entre todas essas violências, não conseguiremos avançar. Talvez a mais simbólica – já que estamos em uma sociedade de trabalho obrigatório – é justamente aquela que, com apoio e cumplicidade de tantos, destroçou o sistema de proteção social representado pelas legislações trabalhista e previdenciária. E agora reedita a coação eleitoral, lembrando-nos que ainda somos um país de senhores e escravizados.

O que nos serve de estímulo, é compreender que a história segue. Temos tarefas imediatas a cumprir. Ocupar nossos espaços, insistir no diálogo, reafirmar nossa fé em um futuro que ainda não foi escrito. E não desistir, nem normalizar a violência. Como canta Emicida, na mesma música:

“Levanta essa cabeça
Enxuga essas lágrimas, certo? (Você memo)
Respira fundo e volta pro ringue (vai)
Cê vai sair dessa prisão
Cê vai atrás desse diploma
Com a fúria da beleza do Sol, entendeu?
Faz isso por nóis
Faz essa por nóis (vai)
Te vejo no pódio”

Fonte: CTB NACIONAL

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A neutralidade impossível: ou Lula ou barbárie "Eleger Lula é um imperativo para a sobrevivência da democracia e da vida humana"

 

Lula arrasta multidão em Belo Horizonte - 09.10.2022 (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Jeferson Miola, no 247*

Na eleição de 2018 as oligarquias dominantes fizeram ordem unida contra o petista Fernando Haddad.

Como numa avalanche indomável, não havia lugar para a razão, para o argumento racional e, nem mesmo, para um mínimo de sanidade mental. Os estamentos políticos, até mesmo aqueles segmentos autodefinidos como expoentes de uma “burguesia dinâmica, moderna e metropolitana”, estavam totalmente entorpecidos pela onda da extrema-direita lavajatista que criminalizou e estigmatizou Lula, o PT e a esquerda.

Essas elites padeceram duma sinistra amnésia; fingiram não lembrar que do lado oposto ao da civilização, ou seja, contraposto ao candidato Haddad, estava ninguém menos que o capitão expulso do Exército que idolatra torturadores, cultua ditaduras, faz ode à morte, odeia mulheres e defende o extermínio de adversários convertidos em “inimigos da pátria”.

Nesta eleição de 2022, no entanto, é impossível a alguém decente e com ínfimo apego aos ideais de democracia, humanidade e civilidade, alegar desconhecimento sobre a gravidade da situação do país e sobre o que está em jogo.

É impossível, enfim, a alguém de sã consciência e de boa-fé ética e democrática, não apoiar e não votar em Lula.

É absolutamente inaceitável, diante de tantas e espantosas ameaças à democracia, de tamanha devastação nacional e de destruição de direitos sociais e humanos, que algum democrata de verdade, mesmo de direita, ainda possa apoiar Bolsonaro.

Depois da tragédia dos últimos quatro anos; depois do genocídio que ceifou mais de 680 mil vidas; depois de cruel descompaixão e da avassaladora destruição ambiental; depois da fome, do desamparo e da miséria, depois do extermínio programado de negros e povos originários, nem mesmo o maior dos cínicos pode dizer que se sente diante de “uma escolha muito difícil”, como cinicamente as elites disseram em 2018.

Na busca de apoios para combater Lula no segundo turno, Bolsonaro reconheceu que seu governo é sofrível, mas ameaçou que “a mudança – com a volta do Lula – pode ser pior”.

O fantasma anticomunista, resquício embolorado da guerra fria que ainda viceja nos quartéis e povoa mentes deturpadas, se manifesta hoje na forma dum antipetismo doentio e odioso.

O fascismo, de igual modo que o nazismo, precisa eleger um inimigo capital; precisa de um inimigo interno como destinatário do ódio mortal. Para os fascistas, este inimigo é um mal a ser extirpado, para que a sociedade seja “purificada e limpa” de “seres impuros e inferiores”.

Na literatura nazista documentada, o campo de concentração de Auschwitz era considerado o “o ânus da Europa” – quer dizer, fator de expurgo do mal, de purificação da sociedade para o “renascentismo” com uma nova ordem, livre das impurezas e dos “excrementos” ideológicos, étnicos, religiosos …

É exatamente disso que se trata. Nesta eleição, estaremos fazendo muito mais que eleger o governo dos próximos quatro anos.

No dia 30 de outubro decidiremos o destino do Brasil diante da trágica encruzilhada em que o povo brasileiro se encontra: entre a democracia e o fascismo, entre a vida e a barbárie.

Não existe neutralidade. É simples assim: quem não está com Lula e com a democracia, está com o fascismo e a barbárie. Eleger Lula é um imperativo para a sobrevivência da democracia e da vida humana.

*Via https://www.brasil247.com

BRASIL - Pecuária lidera nova ‘lista suja’ do trabalho escravo no Brasil

 

Divulgada na última semana pelo Ministério do Trabalho, a “lista suja” do trabalho escravo ampliou. Reportagem do Portal Repórter Brasil aponta que, no topo da lista, estão os pecuaristas, com 15 empresários, alguns deles fornecedores da JBS, Marfrig e Minerva, os três maiores frigoríficos do país.

Além dos pecuaristas, entraram também para a lista madeireiros, cafeicultores, aliciadoras de trabalhadoras do sexo, empresários da construção, entre outros – alguns deles financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que usa recursos públicos para oferecer empréstimos a juros mais baixos que os de mercado.

Com a atualização, o cadastro totaliza 183 empregadores autuados por auditores -fiscais do trabalho nos últimos anos e incluídos após exercerem o direito de defesa em duas instâncias na esfera administrativa. Confira a relação completa neste link.

Confira aqui a íntegra da matéria do Repórter Brasil.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

A hierarquia na Umbanda

 

A hierarquia é o nome dado as funções relacionadas a organização de uma gira de umbanda. Segundo a Mãe Rita de Oxum, cada membro da hierarquia tem sua importância. “Os pais e mães de santo são responsáveis pelo comando da gira e pela abertura dos trabalhos espirituais. Os pais e mães pequenos são responsáveis pela gira no momento em que o pai ou mãe de santo estão incorporados ou ausentes. Já os capitães são auxiliares do terreiro, servem para ajudar os membros da corrente em suas necessidades. Os ogans são responsáveis pela engoma e atabaques, pela harmonia dos pontos, que é a chamada dos espíritos e os sambas são membros da engoma, assim como os ogans, que ajudam na harmonia do som, músicas e pontos cantados durante a gira”, explica.

“A hierarquia serve para organização material e espiritual dos trabalhos de Umbanda. Penso que hierarquia é cabeça, braços, mãos, olhos e ouvidos de uma gira. Na sua organização tudo tem que estar em equilíbrio para que um bom trabalho seja realizado. Todos precisam estar conectados ao trabalho espiritual, como fossem membros de um corpo humano”, relata.

Mãe Rita ressalta que a gira acontece na mais perfeita ordem e equilíbrio quando todos estão conectados. “As curas acontecem, as demandas são vencidas, os médiuns saem equilibrados, recarregados e prontos para mais uma semana de lutas e batalhas”, acrescenta.

“A hierarquia é fundamental para um bom trabalho de Umbanda, assim como a assistência. Sem assistência não há necessidade de trabalhos sem corrente não a necessidade de hierarquia”, conclui.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA