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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

terça-feira, 25 de setembro de 2018

É HOJE!!! CPC/RN CONVOCA ASSEMBLEIA GERAL



O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, em reunião realizada no dia 01 de setembro do ano em curso em sua sede - Nova Cruz/RN, deliberou convocação de Assembleia Geral, que ocorrerá HOJE, dia 20 de outubro próximo, conforme Edital Publicado no Diário Oficial do Estado (DOE/RN), no último dia 22 de setembro, conforme EDITAL e CARTAZ acima exposto.

Dando assim ciência nos termos estatutários aos demais diretores, associados, convidados.e a sociedade em geral.



Personalidades lançam abaixo-assinado pela democracia e contra Bolsonaro

‘Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial’, diz o documento
Um grupo de personalidade, de diferentes posições políticas, lançou o abaixo-assinado Democracia Sim. O manifesto, que até a noite deste do domingo 23 reunia 333 nomes, conta com o endosso principalmente de artistas e intelectuais com trajetórias pessoais e públicas variadas e está aberto para colher a assinatura de cidadãos que se identifiquem com o que eles defendem.
O texto lembra que o Brasil enfrenta desafios e que o desgaste da classe política disseminou um sentimento de descrença. “Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial”, afirma.
O manifesto afirma também que as assinaturas unem brasileiros que votam em pessoas e partidos diversos, que defendem causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.
“Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.”
Em comum, os signatários repudiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.”
As 333 assinaturas reúnem artistas como Alessandra Negrini, Leandra Leal e Tulipa Ruiz, que já se manifestaram aliadas às candidaturas à esquerda, sem dar nomes, e Patrícia Pillar, que publicamente vota em Ciro Gomes. O casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, também apoiadores públicos de Ciro, estão na lista.
A lista conta ainda com o economista Bernard Appy, que foi do governo Lula e desenhou uma proposta de reforma tributária endossada por diversos presidenciáveis, e com o advogado Miguel Reale Jr, historicamente ligado ao PSDB. Outros tucanos aderiram, entre eles Andrea Calabi e Celso Lafer, que foram ministros de Fernando Henrique Cardoso, e Claudia Costin.
O médico Drauzio Varella, a historiadora Lilia Schwarcz, o empresário Guilherme Leal, antigo apoiador de Marina Silva, a socióloga Esther Solano, o ator Wagner Moura, o comentarista esportivo Walter Casagrande Jr, o jornalista Juca Kfouri, o cineasta Walter Salles e Danilo Santos de Miranda, presidente do Sesc em São Paulo, são outros nomes que assinam o manifesto.
No fim, o texto afirma que é a democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. “Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós… Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.”
Confira a íntegra do manifesto:
Democracia Sim
– MANIFESTO –
Pela Democracia, pelo Brasil
Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.
Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.
Como todos os brasileiros e brasileiras sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.
Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.
Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.
Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.
Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.
Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.
Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.
É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.
Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.
Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.
  • Assinam este manifesto

Adriana Lisboa
Alê Youssef
Alessandra Negrini
Alessandra Orofino
Alexandre Brasil Fonseca
Alexandre Nero
Alexandre Schneider
Alice Braga
Amon Barros
Ana Carolina Evangelista
Ana Claudia Souza
Ana Helena Altenfelder
Ana Lucia Carneiro da Cunha
Ana Moser
Ana Toni
André Corradi Moreira Luthier
Andre Degenszajn
André Fischer
André Pereira de Carvalho
Andre Perosa
André Vallias
Andrea Alvarez
Andrea Barata Ribeiro
Andrea Calabi
Andrea Magri
Andreia Horta
Anete Abramowicz
Angela Alonso
Anna Penido
Antonia Pelegrino
Antonio Grassi
Antônio Nóbrega
Antônio Prata
Ariovaldo Ramos
Arnaldo Antunes
Aron Zylberman
Ary Oswaldo Mattos Filho
Astrid Fontenelle de Brito
Aurea Vieira
Bárbara Musumeci Mourão
Beatriz Bracher
Bel Coelho
Bel Melo
Bela Gil
Belisario dos Santos Junior
Bernard Appy
Beth Pessoa
Beto Ricardo
Beto Vasconcelos
Beto Verissimo
Bia Barbosa
Binho Marques
Braulio Mantovani
Bruno Carazza dos Santos
Bruno Carvalho
Bruno Mazzeo
Bruno Torturra
Cadão Volpato
Caetano Veloso
Caio Magri
Caio Tendolini
Camila Pitanga
Carlos Mello
Carlos Nobre
Carlos Pitchu
Carlos Ritl
Carolina Bueno
Carolina Kotscho
Cazé Pecini
Cecilia Boal
Celia Cruz
Celso Athayde
Celso Lafer
Cesar Callegari
Chico Buarque
Chico Diaz
Chico Whitaker
Cicero Araujo
Ciro Biderman
Claudia Abreu
Claudia Costin
Cláudio Couto
Clemente Ganz Lucio
Clemir Fernandes
Cléo Regina Todaro Santos de Miranda
Daniel Augusto
Daniel Cerqueira
Daniel De Bonis
Daniel Ganjaman
Daniela Bianchi
Daniela Di Bonito Mônaco de Moraes
Daniela Frozi
Daniela Gleiser
Danilo Miranda
Danilo Santos de Miranda
Dario Guarita Neto
Dario Menezes
Débora Lamm
Denis Mizne
Dira Paes
Doriam Borges
Drauzio Varella
Edson Fernando de Almeida
Eduardo Calil Ohana
Eduardo Marques
Eliane Dias
Eliane Giardini
Elisandro Lotin de Souza
Enrique Diaz
Estevão Ciavatta
Esther Solano
Eugenia Moreyra
Eugenio Bucci
Fabiana Luci de Oliveira
Fabiana Pereira
Fabio Feldman
Felipe Roseno
Fernand Alphen
Fernanda Abreu
Fernanda Lima
Fernanda Thompson
Fernanda Torres
Fernando Abrucio
Fernando Burgos
Fernando Grostein Andrade
Fernando Meirelles
Fernando Morais
Flávia Gusmão Eid
Flávia Lacerda
Flávio Conrado
Flavio Tavares de Lyra
Flora Gil
Floriano de Azevedo Marques Neto
Francisco Sandro Rodrigues Holanda
Franklin Feder
Gabriel Feltran
Galeno Amorim
George Avelino Filho
Gerorgiana Goes
Gilberto Dimenstein
Gilberto Gil
Gilberto Saboia
Gisele Froes
Glória Kalil
Gregorio Duvivier
Gui Amabis
Guilherme Casarões
Guilherme Leal
Guilherme Werneck
Haroldo Torres
Heitor Dhalia
Helder Vasconcelos
Helena Kerr
Helio Santos
Helivete Ribeiro
Heloisa Buarque de Holanda
Heloísa Perisse
Henri Philippe Reichstul
Henrique Silveira
Hugo Possolo
Humberto Dantas
Ilona Szábo
Ilza Jorge
Inês Lafer
Ivam Cabral
Ivanir dos Santos
Ivo Herzog
Jailson Silva
Joana Jabace
João Biehl
Joaquim Falcao
Joel Zeferino
Joel Zito Araújo
Jorge Abrahao
Jorge Hage
Jorge Romano
Jorge Schwartz
Jose Carlos Dias
José Jobson de Andrade Arruda
José Marcelo Zacchi
Juana Kweitel
Juca Kfouri
Julia Michaels
Juliana Braga de Mattos
Juliana Sakai
Julita Lemgruber
Jurandir Freire Costa
Jussara Silveira
Karina Buhr
Karine Carvalho
Katia Maia
Laerte
Lauro Gonzales
Leandra Leal
Leonardo Avritzer
Leonardo Letelier
Leopoldo Nosek
Leticia Colin
Lilia Schwarcz
Luana Lobo
Lúcia Nader
Luciana Guimarães
Lucio Maia
Luedji Luna
Luis Bolognesi
Luiz Armando Badin
Luiz Camillo Osorio
Luiz Eduardo Soares
Luiz Felipe de Alencastro
Luiz Nascimento
Luiz Ruffato
Luiz Weis
Luiza Lima
Lusmarina Campos Garcia
Malak Poppovic
Mano Brown
Manoela Miklos
Marcelo Behar
Marcelo Burgos Santos
Marcelo Furtado
Marcelo Issa
Marcelo Madureira
Marcelo Masagão
Marcelo Rubens Paiva
Marcia Pereira das Neves
Márcio Tavares Amaral
Marco Antônio Carvalho Teixeira
Marcos Cavalcanti
Marcos Fernandes
Marcos Flaksman
Marcos Fuchs
Marcos Joaquim Alves
Marcos Rolin
Marcus Vinícius Faustini
Marcus Vinicius Matos
Maria Alice Setubal
Maria Arminda do Nascimento Arruda
Maria Augusta Gomes Reichstul
Maria da Glória Bonelli
Maria de Medicis
Maria Filomena Gregori
Maria Gadu
Maria Hermínia Tavares de Almeida
Maria Ignez Barbosa
Maria Martha Cassiolato
Maria Stella Gregori
Maria Victoria Benevides
Mariana Lacorte Camponez do Brasil
Mariana Pamplona
Marília Librandi
Marina Dias Werneck
Marina Lima
Marina Person
Mário Aquino Alves
Mário Monzoni
Mário Shapiro
Marisa Moreira Salles
Mariza Abreu
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Renato Sergio de Lima
Rica Amabis
Ricardo Abramovay
Ricardo Borges Martins
Ricardo Chaves
Ricardo Henriques
Ricardo Lisias
Ricardo Sennes
Ricardo Teperman
Ricardo Young
Roberta Maiorana
Roberta Martinelli
Roberto Amorim
Roberto Andrés
Roberto Dias
Roberto Waack
Rodrigo Martins Constante
Ronaldo Lemos
Rubens Barbosa
Rubens Naves
Rudi Rocha
Ruth Goldberg
Samira Bueno
Sarah Oliveira
Sergio Abranches
Sergio Adorno
Sergio Leitão
Sergio Miletto
Silvia Noronha dos Santos
Silvia Ramos
Silvia Taques Bittencourt
Silvio Eid
Sueli Carneiro
Tadeu Jungle
Tadeu Valadares
Tainá Müller
Talita Todaro Santos de Miranda
Tasso Azevedo
Tati Bernardi
Tereza Cristina
Theo Dias
Thiago Amparo
Thiago Lacerda
To Brandileone
Tulipa Ruiz
Valeria Macedo
Valerie Tomsic
Valmir Ortega
Valter Roberto Silverio
Valter Silvério
Vanessa Elias de Oliveira
Vera Iaconelli
Vítor Marchetti
Vítor Oliveira
Wagner Moura
Walter Casagrande Jr
Walter Salles
Washington Olivetto
Wilson Simoninha
Xis
Xixo Mauricio Piragino
Zeca Camargo
Zuza Homem de Mello

Fonte: BRASIL CULTURA

Cartas contra o fascismo de Bolsonaro

Multiplicam-se as manifestações coletivas antifascistas que repudiam o conservadorismo e a truculência de Jair Bolsonaro, candidato de extrema-direita à Presidência da República.
O grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro” arregimentou, em poucos dias, o apoio de mais de dois milhões de eleitoras que não aceitam o autoritarismo do candidato que se apoia na pregação do ódio contra a democracia e a esquerda, e investe contra os direitos dos trabalhadores, pobres, negros, mulheres, grupos LGBT e todos aqueles que defendem bandeiras democráticas, populares e igualitárias.
A onda democrática antifascista pode ser vista na profusão de manifestos e cartas que circularam nos últimos dias, e que exprimem sentimentos democráticos que estão no coração de milhões de brasileiros e movem sua ação política antiautoritária.
As centrais sindicais difundiram o documento “Sindicalistas contra o projeto fascista de Bolsonaro”, no qual repudiam sua candidatura e pedem eleições democráticas e melhores dias para o Brasil. E conclamam que “todos digam não a Bolsonaro!”
Várias torcidas organizadas se posicionaram igualmente em defesa da democracia e dos direitos do povo e dos trabalhadores, contra aquele que se apresenta como o campeão da exclusão social e a favor dos privilégios da pequena minoria que domina a sociedade brasileira. São as torcidas organizadas de times como Corinthians, Palmeiras, Santos, Bangu e Flamengo (RJ), e Internacional (RS).
Mesmo policiais já haviam se manifestado em igual sentido. Em novembro do ano passado o coletivo de Policiais Baianos Progressistas e pela Democracia divulgou manifesto contra a candidatura de Jair Bolsonaro na eleição deste ano.
Estas manifestações são movidas pela rejeição às posições racistas, misóginas, homofóbicas, fortemente autoritárias do candidato da extrema direita. E, sobretudo, contra as ideias antidemocráticas e antipopulares que Bolsonaro defende, e que poderão aprofundar ainda mais a calamidade causada aos brasileiros pela ditadura financista imposta por Michel Temer. O programa de Bolsonaro ameaça agravar a situação de pobreza, desemprego e perda de renda que aflige os brasileiros. Tornar pior a situação que a indústria, o comércio e os setores produtivos da economia enfrentam sob o governo imposto pelo golpe de 2016. Prostrar ainda mais o Brasil perante as potências imperialistas, com mais ameaças contra a soberania nacional.
São cartas antifascistas que reforçam a opção pela democracia, pela volta do desenvolvimento e respeito à soberania nacional que os eleitores brasileiros poderão fazer no dia 7 de outubro. São manifestações explícitas de amplos e diversos segmentos da sociedade da brasileira que não querem ver o país de volta ao passado já distante vivido na ditadura militar, mas ainda muito presente devido aos graves traumas que provocou. Outras iniciativas deverão surgir e tantas mais devem ser estimuladas para que o Brasil siga firme de volta à plena democracia, rejeite a intolerância fascista e retome o caminho do desenvolvimento econômico soberano, com geração de emprego, renda e inclusão.
Fonte: BRASIL CULTURA

Racismo contra indígenas: o discurso que alimenta a violência


Daiana Lopes

Lideranças indígenas se reúnem na Bahia para debater o preconceito contra povos originários e defendem o combate a discursos que incitam a violência

Vinte anos se passaram desde a morte do indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos,  queimado vivo por quatro jovens enquanto dormia em um ponto de ônibus, em Brasília. O caso que ganhou repercurssão nacional é apenas um entre incontáveis crimes cometidos contra indígenas, que passam despercebidos, ocultos por seus autores ou ignorados pela grande mídia.

Galdino foi à capital com outras sete lideranças para reinvindicar a  recuperação da Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, em conflito fundiário com fazendeiros – que vitimou anos antes seu irmão. Passa o tempo, mudam etnias e aldeias, mas a problemática persiste ao longo do território nacional.

E a violência, institucionalizada, muitas vezes incitada pelos próprios  representantes políticos do país, acaba por alimentar o preconceito e o racismo contra os povos originários – como alguns exemplos, a polêmica fala do Deputado Federal, Luis Carlos Heinz – ao afirmar que índios, quilombolas e homossexuais “são tudo o que não presta” e a firmações preconceituosas do ministro Gilmar Mendes, na discussão sobre o marco temporal.


É o que aponta Kretã Kaingang, representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e coordenador do programa indígena da 350.org  Brasil. Kretã  participou nesta quinta-feira (18) do Debate Público “De Galdino a Marcondes”, ao lado de diversas lideranças indígenas na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, para debater propostas para uma luta nacional contra o racismo – evento organizado Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (MUPOIBA).

Fonte: 350.org,br

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O CPC/RN É TOTALMENTE CONTRA A INTERVENÇÃO DA CASA DO ESTUDANTE DO RN!!!

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN vem de público declarar que é TOTALMENTE CONTRA a INTERVENÇÃO na Casa do Estudante do Rio Grande do Norte. O MP/RN deve rever esse pedido e procurar outras formas de solucionar a  "Crise" que vem ocorrendo e não interditar! Por que não interditaram quando estudantes residentes na casa vivia em estado de calamidade pública?

Não se pode fazer uma intervenção sem diálogo, é preciso ouvir as partes, a sociedade e o principal, é preciso respeitar a HISTÓRIA DA CASA!

Vamos resistir! Não podemos deixar isso acontecer; O MP deveria buscar outras formas. A Casa do Estudante do RN, teve, tem e terá um papel importante na história do nosso estado.

Na casa passaram muitos jovens oriundos das regiões diversas do nosso estado, resistindo e se tornando, após muitas lutas se formarem e hoje são exemplos de superação, como hoje temos juízes, advogados, professores, políticos, entre outros, que moraram na CASA DO ESTUDANTE.

O MP/RN tem mais é defender a CASA, patrimônio do POVO POTIGUAR!

Surgiremos que a SOCIEDADE SEJA OUVIDA, através de entidades representativas, os poderes Legislativo, Judiciário, Executivo e o principal a SOCIEDADE e é claro os ESTUDANTES!

Estamos ligados! 

Vamos á luta!

Brasil ganhou 6 novos bens culturais; lista inclui 2 terreiros de Candomblé

O Brasil ganhou  seis novos patrimônios culturais. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou a concessão de títulos À literatura de cordel; À Procissão do Senhor dos Passos, em Florianópolis, Ao Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, em São Paulo.
Também foi anunciado o tombamentos do Acervo do Sergipano Arthur Bispo do Rosário, formado por mais de 800 peças, elaboradas em diversos materiais, como vidro, madeira, plástico, tecidos, linhas,  gesso e material recolhido no lixo.
A lista inclui, ainda, os terreiros de candomblé Sítio Pai Adão, em Recife e Tumba Junsara, em Salvador, o que representa um marco na história da religião de matriz africana..
O anúncio dos novos bens culturais foi feito após dois dias de reuniões no Forte Copacabana, zona sul carioca.
Para o diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Andrey Rozenthal, as conquistas demonstram um avançado no conceito do que representa patrimônio cultural brasileiro.
O Brasil, segundo o diretor, possui 1.270 patrimônios culturais, incluindo os conjuntos urbanos tombados. Rozenthal ressalta que os novos títulos revelam a diversidade cultural do país e emocionam.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é composto por representações de ministérios, do IAB- Instituto dos Arquitetos do Brasil- e do próprio IPHAN, entre outras entidades.
Fonte: BRASIL CULTURA

entidades entidentidades.

Essas pessoas na sala de jantar

O banquete, de Daniela Thomas, não é um filme agradável. Nem poderia. O mal-estar é seu tema, seu método e sua substância. Concentrado num jantar que reúne personagens da política, do teatro e da mídia, pode ser lido como um retrato corrosivo da sociedade patriarcal brasileira num momento de crise (os anos Collor).
Por José Geraldo Couto*
O pretexto para o evento é a comemoração dos dez anos de casamento entre o editor e dono de jornal Mauro (Rodrigo Bolzan) e a atriz Bia (Mariana Lima). Mas o clima será pouco festivo, apesar da embriaguez e da hilaridade geral, feita de risos mais sarcásticos e nervosos do que propriamente alegres. Aos poucos, por retalhos de conversas e telefonemas truncados, ficamos sabendo que Mauro publicou em seu jornal uma veemente carta aberta ao presidente Collor e está na iminência de ser preso.
À tensão em torno da ameaça de prisão somam-se as farpas trocadas sobretudo entre as mulheres presentes, expondo ressentimentos, ódios e traições. Na figura de Mauro se condensa uma carga pesada de sexo e poder, que parece ter semeado destruição à sua volta. Mas é um poder agora apequenado, constrangido, um sexo emasculado. O jantar é, de certa forma, o espetáculo da sua ruína e da sua humilhação.
Sexo e poder
Sexo e poder estão presentes em todos os gestos, todos os diálogos, dentro e fora do quadro. As altas ideias formuladas em falas sagazes – sobre política, filosofia, história, teatro e sexo propriamente dito – são contrabalançadas, ou antes trazidas ao rés do chão, pelas piadas e insinuações mais chulas, e todas as máscaras caem. A única personagem que entra em cena (literalmente) com uma máscara, a jovem stripper sem nome (Bruna Linzmeyer), é a única que não tem nada a esconder e, com sua cínica candura, ajuda a desnudar (metaforicamente) todos os outros.
A crise é política, psicológica e moral. Se a referência básica é o Banquete de Platão, onde se discutiam o amor e a amizade, há aqui também um misto de última ceia cristã (aludida num dos primeiros diálogos) com o orgíaco e decadente banquete de Trimalquião, do Satyricon de Petrônio. No cinema, podemos evocar o hedonismo autodestrutivo de A comilança, de Marco Ferreri, que Buñuel definiu como “grande tragédia da carne”.
Como em todos esses casos, temos aqui uma concentração dramática extrema, respeitadora da unidade de tempo e espaço. Simula-se na duração do filme a duração real do jantar. Nisso O banquete se aproxima também do recente O animal cordial, de Gabriela Almeida.
Na orquestração engenhosa das falas, gestos e olhares, que não deixa a tensão afrouxar nem por um momento, talvez o que tenha faltado sejam uns poucos planos de conjunto que pudessem nos dar uma ideia mais clara da posição dos personagens em relação uns aos outros. Ou quem sabe essa relativa confusão quanto a quem está olhando para quem seja deliberada, para aumentar a sensação de entropia e embriaguez.
Nesse caso, a escolha da ambientação na era Collor (início dos anos 1990) não terá sido aleatória. Além de marcar um momento de “crepúsculo do macho”, em que as mulheres começam, ainda de modo desesperado e fratricida, a contestar e colocar em xeque a dominação masculina, aquela foi, no plano simbólico, uma época de aceleração e intensidade: as corridas de jet-ski, a ilusão de saltar de imediato para o Primeiro Mundo, a percepção de grandes mudanças em curso, enfim, uma euforia análoga à de uma overdose de cocaína.
Do teatro ao cinema
Embora os personagens – o dono de jornal, a atriz, um advogado, uma jornalista cultural, um colunista social etc. – sejam fictícios, é evidente que Mauro é inspirado, predominantemente, no então jovem diretor de redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho. Não só pela composição do personagem (os óculos, o figurino, o laconismo tenso, a ironia ferina), mas pela circunstância histórica de que Otavio publicou de fato em seu jornal uma carta aberta a Fernando Collor. A referência ficou ainda mais clara quando, dias depois da morte prematura do jornalista, a diretora Daniela Thomas decidiu retirar o filme da competição do festival de Gramado, para evitar um possível mal-estar (outra vez a palavra) num momento de luto.
Mas não se trata, propriamente, de um roman à clef. São criaturas imaginárias, ainda que possam estar muito próximas das que vemos à nossa volta. Procurar correspondências diretas seria apequenar o alcance (auto)crítico da obra.
Concebido originalmente como peça teatral, O banquete consegue a quase sempre manter as potências do palco – a preponderância dos atores (excelentes), a força dos diálogos, o peso dos silêncios, a compressão espaço-temporal – e ao mesmo tempo servir-se dos recursos especificamente cinematográficos: os closes reveladores, os movimentos sutis de câmera que fazem deslizar os pontos de vista, o uso dramático do foco. Já a primeira e eloquente imagem – um arranjo floral em que uma planta carnívora de repente abocanha uma incauta mosca – se anuncia como puro cinema e ao mesmo tempo como pista para o sentido do que virá a seguir. Entre taças de Brunello di Montalcino e doses de uísque doze anos, entredevoram-se os convivas daquilo que a diretora definiu como “intragável banquete canibal”. A ressaca, ao que parece, dura até hoje.
Assista ao trailer:

domingo, 23 de setembro de 2018

MP 841: O arcabouço do sonho

Estudantes e artistas protestam contra a MP que vai transferir recursos da Cultura e Esporte para a pasta de Segurança Pública.
O que esperar do corte na Cultura e Esporte promovidos pela nova medida provisória de Temer? Confira no texto escrito pela jornalista e cuqueira Brenda Amaral.
Lançada no começo de junho, a Medida Provisória 841 de 2018 é mais uma fissura aberta pelo governo Temer contra direitos sociais conquistados há décadas. A proposta é transferir para a pasta da segurança pública o dinheiro destinado ao esporte e à cultura, arrecadado pelas loterias federais.
São 450 milhões de reais que levantam e dão vida a milhares de ações sociais por todo o país e que, para além da concretude das aulas, oficinas e vivências proporcionadas pelos projetos, permitem às crianças e sujeitos brasileiros a possibilidade de reinventarem seus cotidianos. E isso não é pouco.
Uma criança que tem acesso a atividades esportivas e culturais abre-se para um mundo novo, que certamente o investimento na segurança pública não pode garantir, como vimos ainda há pouco, com a morte dilacerante de Marcos Vinicius, justamente a caminho da escola.
A escolha de se priorizar os investimentos bélicos é a escolha de dar voltas sem fim em círculos perigosos. O problema da segurança pública é real, mas se resolve através da observação de um Brasil profundo e lendário em que só medidas transversais, transhumanas e transdisciplinares resultariam em soluções de enfrentamento à violência e à ordem vigente.
Essa obstinação do atual governo em investir na segurança pública, no financiamento de caveirões, tropas de choque e tanques de guerra é o resumo de um sistema raso e insensível. Temer e sua trupe são insensíveis e o sonho é muito importante para a sobrevivência de uma sociedade.
Por isso, a cultura precisa ser entendida como infraestrutura da vida e ocupar um lugar central na mesa em que se discutem as políticas de desenvolvimento do país, o que é muito distante do que vemos hoje, com orçamentos baixíssimos destinados à área e inumeráveis golpes sofridos diariamente contra essa força política que tem a cultura; a força de mover a base do redemoinho e de fazer girar a roda viva que é, ou que pode ser o Brasil – que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Brenda Amaral – jornalista pela Faculdade Casper Líbero, estudante da Escola de Comunicação e Artes da USP – ECA USP, mídia tática do teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e universidade antropófaga.

27 de Setembro festa popular - Cosme & Damião ( Ibejis)...



O Dia de São Cosme e Damião é comemorado em 27 de setembro pelos seguidores do candomblé,xangô, xambá, umbanda e batuque, no dia 26 de setembro é celebrado pelos católicos.

São Cosme e Damião, ao lado de São Lucas, são conhecidos como os santos padroeiros dos médicos e dos farmacêuticos.
Nesta data, em praticamente todo o país, existe o hábito de dar doces e brinquedos para as crianças, que vão para as ruas para receberem essas recompensas.

História de São Cosme e São Damião
Cosme e Damião eram dois irmãos árabes, provavelmente gêmeos, que residiam na região da Ásia Menor. Eles eram médicos cristãos, sendo que demonstravam grande compaixão pelos doentes, seres humanos e animais, curando-os sem cobrar dinheiro.

Eles ficaram conhecidos como inimigos do dinheiro e, posteriormente, foram acusados de serem inimigos dos deuses romanos. Por esse motivo, os jovens foram condenados à morte por ordem do Imperador Diocleciano, por volta do século IV d.C.


Sincretismo como resistência :

Com o sincretismo religioso, os negros africanos escravizados cultuavam a imagem de São Cosme e Damião como se fossem os correspondentes aos orixás gêmeos Ibejis. Esses são representados pela imagem de irmãos gêmeos, que indicam a boa sorte que seus pais tiveram em ter dois filhos ao mesmo tempo.

Neste dia, nos terreiros, celebra-se a alegria e a inocência das crianças. Daí vem o costume de oferecer às crianças doces no dia 27 de setembro

Distribuição de balas 
Apesar de ser um evento que veio do Candomblé, através do sincretismo, uma das tradições do “Caruru” faz parte da história dos santos São Cosme e São Damião: a distribuição de balas. Isso porque eles, desde pequenos, eram médicos e cuidavam de doentes, em grande parte crianças, na região da Península Arábica sem cobrar dinheiro. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir
os doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.


Cosme e Damião morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Eles também são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

Oração a São Cosme e Damião

“São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.

Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: 'Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu'. São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém”.


As Divindades Gêmeas da Vida e do Nascimento

Os Ibejis são filhos de Iansã e Xangô. Ao dar a luz as crianças, ela os repudiou, os abandonando nas águas de um rio.

Oxum estava a passear por perto e escutou o choro das crianças, sem hesitar correu na direção do som e encontrou os dois pequeninos recém nascidos. Diz a lenda que ambos irmãos sorriram para Oxum quando a viram, o que fez o coração da Orixá derreter de amor pelos pequenos. Oxum então passou a ser a mãe dos Ibejis e os deu os nomes: Taiwo e Kehinde. Ibejis é o único Orixá que possui dupla representação e eles simbolizam o nascimento de todas as coisas.
A História da vida humana dos Ibejis – Antes de serem Orixás

Os gêmeos eram dois príncipes capazes de trazer sorte a todos que os consultassem. Com muita alegria e sabedoria o jeito infantil de enxergar as situações os possibilitavam a encontrar as melhores respostas para qualquer tipo de problema questionado. Em troca, eles pediam como pagamento doces
.

Como toda criança levada, eles adoravam fazer traquinagens e um dia brincando próximo a uma cachoeira um deles caiu, na queda das águas e morreu afogado.

O irmão sobrevivente não conseguia mais encontrar a felicidade em viver e em meio aos seus prantos de saudades implorava a Orunmila que o levasse para perto de seu irmão. Tocado pelo sofrimento do pequeno, Orunmila resolveu atender ao seu pedido, e o desencarnou. Para confortar a todos que os amavam ele deixou em seu lugar duas estátuas de barro representando os príncipes gêmeos.

Por isso é muito comum oferendas aos Ibejis no pé da estátua de gêmeos.

Oferenda para Ibejis

Para os Ibeji, doces são as melhores oferendas, quanto mais doce melhor, de preferência regadas com muito mel. As oferendas podem ter brinquedos acompanhando, mas lembre-se que precisam ser dois e não pode haver um brinquedo com melhor qualidade que o outro, os gêmeos devem receber brinquedos de igual valia.

Sincretismo de Ibejis
Os Ibejis foram sincretizados com os Santos Católicos Cosme e Damião. Também gêmeos, os dois dedicaram suas vidas a curar as pessoas através da medicina e da fé. Mas não só o fato de serem gêmeos os sincretizaram, o dom de guardar a vida também é um motivo para essa comparação.
" Ibejis sincretisados com Cosme e Damião são simbolizados por duas crianças frente a frente, que representam também a dualidade do ser humano, as duas faces que todos temos dentro de nós, os dois pesos que devem ser colocados na balança antes de se tomar qualquer decisão".
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.
fontehttp://varelanoticias.com.br/
Fonte: UNEGRO

Veja 11 grandes filmes para que você possa entender melhor a ditadura militar no Brasil

bit.ly/filmes-ditadura | 

Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.


Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria. “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi seu conterrâneo baiano Olney São Paulo, que registrou protestos de rua e levou para a tela em forma de parábola, o que olhe custou primeiro a liberdade e depois a vida.

Os onze filmes que compõem esta lista, se não são os melhores, fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura brasileira.


1. MANHÃ CINZENTA (1968)


Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.


2. PRA FRENTE, BRASIL (1982)


Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.


3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984)


Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.


4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984)


Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.


5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997)


Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.


6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998)


Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.


7. CABRA CEGA (2005)


Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.


8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006)


Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.


9. HOJE (2011)


Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.


10. TATUAGEM (2013)


Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.


11. BATISMO DE SANGUE (2007)


Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.

Fonte: Pragmatismo Político