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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Zumbi dos Palmares - Pela Professora de História JULIANA BEZERRA

Zumbi dos Palmares
Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Professora de História
Zumbi dos Palmares (1655-1695) foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares e também o de maior relevância histórica.
Era sobrinho do líder Ganga Zumba, o qual, por sua vez, era filho da princesa Aqualtune dos Jagas (ou imbangalas), um povo de tradições militares com ótimos guerreiros.
Ilustração de Zumbi dos Palmares

Resumo

Zumbi ganhou respeito e admiração de seus compatriotas quilombolas devido suas habilidades como guerreiro, a qual lhe conferia coragem, liderança e conhecimentos de estratégia militar.
Lutou pela liberdade de culto e religião, bem como pelo fim da escravidão colonial no Brasil. Apesar disso, este líder também ficou conhecido pela severidade despótica com que conduzia Palmares, onde, inclusive, havia um tipo mais brando de escravidão.
De todas as maneiras, não admitia a dominação dos brancos sobre os negros e, portanto, tornou-se o maior símbolo pela liberdade dos negros da história brasileira.
A palavra “Zumbi” ou “Zambi”, nome adotado pelo herói, é de origem 'quimbunda', e faz alusão à seres espirituais, como fantasmas, espectros e duendes.
Para saber mais: Escravidão no Brasil.

Biografia

Nascido aproximadamente em 1655, no Quilombo dos Palmares, Capitania de Pernambuco, região da serra da Barriga. Hoje, União dos Palmares, no estado brasileiro de Alagoas.

Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver..
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
 Imagem relacionada
Foto: Google
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
Fonte: Brasil Cultura

Dia da Bandeira 19 de Novembro - "COMO POSSO SER 100% PATRIOTA EM PAÍS DE MILHÕES DE DESEMPREGADOS E MILHÕES QUE VIVEM NA MISÉRIA?" - EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN

bandeira
bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca.
Normas
Existem normas específicas nas dimensões e proporções do desenho da Bandeira Brasileira. Ela tem o formato retangular, com um losango amarelo em fundo verde, sendo que no centro a esfera azul celeste, atravessada pela faixa branca com as palavras Ordem e Progresso em letras maiúsculas verdes. Essa faixa é oblíqua,  inclinada da esquerda para direita. No círculo azul estão 27 estrelas, que retratam o céu do Rio de Janeiro, incluindo várias constelações, como, por exemplo, o Cruzeiro do Sul. As estrelas representam simbolicamente os 26 Estados e o Distrito Federal. A única estrela que fica na parte superior do círculo representa o estado do Pará.
Bandeira Nacional é hasteada de manhã e recolhida na parte da tarde. Ela não pode ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada. É obrigatório o seu hasteamento em órgãos públicos (escolas, ministérios, secretarias de governo, repartições públicas) em dias de festa ou de luto nacional. Nos edifícios do governo, ela é hasteada todos os dias. Também é exposta em situações em que o Brasil é representado diante de outros países como, por exemplo, em congressos internacionais e encontros de governos.
Dia da Bandeira
dia 19 de Novembro é comemorado, em todo o território nacional, como o Dia da Bandeira. Nesta data ocorrem comemorações cívicas, acompanhadas do Hino à Bandeira.
Bandeiras presidencial e vice-presidencial
Além da Bandeira Nacional do Brasil que todos conhecemos muito bem, existem duas outras bandeiras brasileiras oficiais: a bandeira presidencial e a bandeira vice-presidencial.
 Bandeira Presidencial      
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Bandeira Vice-Presidencial
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Curiosidades:
– As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto,  o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil.
– A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas (antes eram 23 estrelas) representando os estados do Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.
– A maior bandeira do Brasil hasteada fica na capital brasileira, na Praça dos Três Poderes. Ela tem 20 metros por 14,30 metros. O mastro em que ela fica hasteada possui 110 metros de altura. Quando ela fica velha, rasgada ou desbotada deve ser substituída por uma nova. A antiga é entregue a uma unidade militar para ser incinerada no dia 19 de novembro (Dia da Bandeira).
Portal Brasil Culturra

AGENDA NOVEMBRO/DEZEMBRO DO CPC/RN, CONFIRAM!!!

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN
Logomarca/simbolo resistência do CPC/RN
O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN neste final de ano, ou seja o resto do mês de novembro e dezembro/2018 intensifica as ações.  Veja a AGENDA ABAIXO:

De 20 a 23 de novembro viagens aos interiores do estado (Santa Cruz, Currais Novos, Caicó e Mossoró), participação de eventos e reuniões, cujos temas são CONSCIÊNCIA NEGRA, CAMPUS DA UERN - Nova Cruz, II Noite das Homenagens (30/11), Aniversário de 9 (nove) anos do CPC/RN (30/12), viagem a Brasília (inicio de dezembro), entre ouros.

Ainda este ano a direção irá se reunir para definirem o calendário de lutas e ações para o ano de 2019 e sua retrospectiva de 2018.

domingo, 18 de novembro de 2018

Confira onde é feriado no Dia da Consciência Negra

Confira onde é feriado no Dia da Consciência Negra
O dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, será feriado em sete estados e mais de mil cidades. No Maranhão, será feriado pela primeira vez este ano em todo o Estado.

O Dia da Consciência Negra, comemorado por ativistas do movimento negro há mais de 30 anos em 20 de novembro, marca a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do maior quilombo do período colonial.

A data foi incluída no calendário oficial do país apenas em 2011, quando a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.519 que instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, mas não instituiu o feriado nacional porque o Congresso Nacional não legislou sobre o tema. Para aprovar o feriado, cada estado ou cidade brasileira tinha de aprovar uma lei regulamentando a data.

Atualmente, seis estados brasileiros aprovaram leis estaduais que determinam o feriado de 20 de novembro em todos os seus municípios: Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Maranhão.
O Estado de São Paulo não tem uma lei estadual, mas legislações municipais determinam o feriado em 106 cidades, incluindo a capital paulista.

No Distrito Federal e em oito estados – Acre, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe não é feriado em nenhuma cidade.

Mais de 1.260 cidades brasileiras regulamentaram o feriado via leis estaduais como no caso dos seis estados, ou municipais. Confira no fim deste texto a lista das cidades onde é feriado.

“O Dia da Consciência Negra é uma vitória importante para a população negra no Brasil. A data serve para reflexão da importância da etnia na história e da luta contra o racismo, mas foi uma conquista que nós não conseguimos concretizar do jeito que nós gostaríamos”, explica a secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Reis, se referindo a não regulamentação do feriado nacional.

A luta continua

Um Projeto de Lei (PL) nº 296/2015, do deputado Valmir Assunção (PT-BA), que determina que o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, seja feriado nacional já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e da Cidadania (CCJC) em outubro de 2017 e está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, mas segue engavetado.

Para Maria Júlia, não existe vontade política para aprovar o PL devido à falta de representatividade.  “54% da população é formada por negros, apenas 20% dos parlamentares, eleitos em 2018, se declaram pretos ou pardos. Os 80% dos não negros não sabem da importância desta conquista para contribuir com o fim do preconceito e discriminação”.

Confira onde é feriado em 20 de novembro:

Alagoas: é feriado em todos os municípios do estado
Amazonas: é feriado em todos os municípios do estado
Amapá – é feriado em todos os municípios do estado
Bahia: Alagoinhas, Camaçari e Serrinha
Espírito Santo: Cariacica e Guarapari
Goiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Flores de Goiás e Santa Rita do Araguaia
Maranhão - é feriado em todos os municípios do estado
Mato Grosso - é feriado em todos os municípios do estado
Mato Grosso do Sul: Corumbá
Minas Gerais: Belo Horizonte, Betim, Guarani, Ibiá, Jacutinga, Juiz De Fora, Montes Claros, Santos Dumont, Sapucai-Mirim, Paraíba e Uberaba
Paraná: Guarapuava e Londrina
Rio de Janeiro – é feriado em todos os municípios
Santa Catarina: Florianópolis
São Paulo: 102 municípios paulistas comemoram a data com feriado: Aguai - Águas Da Prata , Águas De São Pedro , Altinópolis, Americana, Americo Brasiliense, Amparo, Aparecida, Araçatuba, Araçoiaba da Serra, Araraquara, Araras, Bananal, Barretos, Barueri, Bofete,  Borborema, Buritama, Cabreuva, Cajeira, Cajobi, Campinas, Campos do Jordão , Canas, Capivari, Caraguatatuba, Carapicuíba, Charqueada, Chavantes, Cordeirópolis,  Cruz das Almas, Diadema, Embu, Embu Das Artes, Estância De Atibaia, Florida Paulista, Franca, Franco Da Rocha, Francisco Morato, Franco da Rocha, Getulina, Guaira, Guarujá, Guarulhos, Hortolândia,  Ilhabela, Itanhaem, Itapecerica da Serra, Itapeva, Itapevi, Itararé, Itatiba, Itu, Ituverava, Jaguariuna, Jambeiro, Jandira, Jarinu, Jaú, Jundiaí, Juquitiba, Lajes, Leme, Limeira, Mauá,  Mococa, Olímpia, Paraiso, Paulo de Faria, Pedreira, Pedro de Toledo, Pereira Barreto, Peruíbe, Piracicaba, Pirapora do Bom Jesus, Porto Feliz, Ribeirão Pires, Ribeirão Preto, Rincão, Rio Claro, Rio Grande Da Serra, Salesópolis, Salto, Santa Albertina, Santa Isabel, Santa Rosa de Viterbo, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São João Da Boa Vista, São Paulo, São Vicente, Sete Barras, Sorocaba, Sumaré, Suzano e Votorantim.
Tocantins: Porto Nacional

REDESCOBRINDO A CASA DO IMPERADOR

Museu Nacional Atualmente
Museu Nacional Antigamente
Ao longo do tempo, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu em um período de longa duração, tornando este edifício testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.
O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.
A moradia do imperador era dividida em três pavimentos: o primeiro era destinado a serviços gerais e primeiras recepções; o segundo era um pavimento mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e o terceiro era constituído de dormitórios e demais áreas da família.
Hoje, o Museu Nacional dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas: 63 salas do primeiro pavimento, 36 no segundo e 23 no terceiro. Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em 1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação ocorre até os dias de hoje.
Infelizmente não se tem atualmente uma perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à época do Império. As informações constantes nesta apresentação tiveram por base o trabalho da historiadora Regina Dantas*, referido abaixo, a que se pode reportar para maior aprofundamento sobre a casa no período de Dom Pedro II.
* DANTAS, Regina Maria Macedo Costa A Casa do Imperador: do Paço de São Cristóvão ao Museu Nacional/ Regina Abreu. Rio de Janeiro, 2007. Dissertação (Mestrado em Memória Social). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em Memória Social, 2007.
CLIQUE EM UMA DAS PLANTAS ABAIXO PARA COMEÇAR A EXPLORAR O PAÇO:
1º Pavimento
1º PAVIMENTO
 2º Pavimento
2º PAVIMENTO
 3º Pavimento
3º PAVIMENTO


EQUIPE DE PRODUÇÃO DO SÍTIO "REDESCOBRINDO A CASA DO IMPERADOR":
Antonio Ricardo Pereira de Andrade - Coordenação
Regina Maria Macedo Costa Dantas - Supervisão
WebDesigners

Jenyfer Lima;
Marcos Fonseca Junior;
Rodrigo Vidal da Silva

LOCALIZAÇÃO - Quinta da Boa Vista, São Cristóvão

Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20940-040

EXPEDIENTE
Nossas exposições estão fechadas ao
público por tempo indeterminado em
virtude do incêndio que destruiu

grande parte de nossas coleções.

O papel da educação no combate ao racismo

Conheça as diretrizes da Lei de ensino da história e cultura africana e afro-brasileira.

Escravidão, abolição e Dia da Consciência Negra. Estas são as situações nas quais a história do negro africano e brasileiro costumam aparecer no âmbito escolar. Para propor novas diretrizes curriculares sobre o tema, em 9 de janeiro de 2003, o então presidente Lula sancionou a Lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica.

No mesmo documento, também ficou estabelecido o dia 20 de novembro como a data que as escolas deveriam comemorar a consciência negra.
“Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”
Porém, somente em 10 de novembro de 2011, a Lei foi atualizada para nº 12.519 tornando a data oficial,  sem obrigatoriedade de que fosse feriado ficando à critério dos municípios. A data faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, que lutou para que aos costumes dos escravos fossem mantidos nos quilombos.  Zumbi foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares e era filho de africanos escravizados.
O Dia da Consciência Negra é importante para promover o reconhecimento da contribuição negra na construção da sociedade brasileira, além de fortalecer o combate ao racismo e a luta contra a desigualdade racial. Somente conhecendo sua própria história é possível que um povo respeite suas raízes, e a educação é fundamental para que isso aconteça.

Diretrizes da Lei

  • Ensino obrigatório da história e cultura afro-brasileira nos ensinos fundamental e médio, em escolas públicas e particulares;
  • A história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional devem estar presentes no conteúdo programático, com o intuito de resgatar a cultura do povo negro em todas as áreas da sociedade ao longo da história do Brasil;
  • O conteúdo referente ao tema deve estar presente em todo o  currículo escolar, em especial as áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileiras;
  • O dia 20 de novembro deve fazer parte do calendário escolar como “Dia Nacional da Consciência Negra”.

Na prática

A abordagem da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas auxilia no autoconhecimento e aceitação da identidade de jovens e crianças negras, além de contribuir para a igualdade étnico-racial desde a infância. A Lei também aponta para currículos menos etnocentristas e uma formação mais ampla e plural.
Mas, de acordo com o Censo Escolar de 2015, apesar da lei estar em vigor há 15 anos, a diversidade racial não está na pauta de 52% das escolas públicas no Brasil. Para Dandara Tonantzin, Conselheira no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), que esteve presente na mesa de debate “Combate ao Racismo” durante o Seminário de Educação da UBES, este dado reflete a invisibilização da história negra e acredita que “a educação tem um papel fundamental na luta contra o racismo”:
“Na escola, passamos a maior parte da nossa infância e adolescência. Precisamos romper com a lógica Eurocêntrica dos currículos, descolonizar os saberes e práticas educativas. A implementação da Lei 10.639 é fundamental neste processo”.
Fonte: UBES 

CIANORTE – A cidade que se redescobriu e se tornou a Capital nacional do Vestuário

Cianorte foi fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – da qual herdou o nome: Cia (Companhia) e norte (de Norte do Paraná) – em 26 de Julho de 1953. Era o início da colonização das regiões Norte e Nordeste do Paraná, que atraiu desbravadores de outros estados, principalmente do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Vinham em grandes levas, motivados pelas perspectivas de prosperidade e de um futuro melhor divulgadas pelas notícias de que a região era um verdadeiro eldorado de solo roxo e fértil. E foi a partir da terra, especialmente da cultura do café, que Cianorte prosperou e se firmou como uma das mais promissoras cidades do Norte paranaense.
Até os anos 1970, o café sustentou a economia do município, mas, no final da década, as fortes geadas e mudanças na política econômica nacional, que afetaram drasticamente o setor cafeeiro, alteraram o curso da história. Como os demais municípios da região, Cianorte enfrentou o desemprego e o êxodo rural, mas não se deixou abater. O espírito desbravador e forte de sua gente viu na crise um desafio para novas oportunidades. Na busca de alternativas para manter seu ritmo de desenvolvimento, Cianorte descobriu uma vocação para o setor de confecções e apostou na industrialização. Empresários, comerciantes e antigos produtores rurais passaram a investir em maquinário, a construir fábricas e buscar mão-de-obra para o novo ofício. Preocupado com a qualidade das peças produzidas, o Governo Municipal, em parceria com entidades representativas de classe, buscou apoio técnico e instrutores especializados, o que resultou na instalação de vários cursos de aperfeiçoamento e qualificação de mão-de-obra na cidade.
Expansão contínua
Com o esforço na busca de melhorias para produzir com qualidade a evolução foi rápida. Em pouco tempo, Cianorte se destacou no cenário nacional como o maior pólo atacadista do Sul do País e passou a ser conhecida como a “Capital do Vestuário”. Hoje, a indústria de confecções de Cianorte soma mais de 450 empresas e 600 grifes, emprega mais de 15 mil pessoas (a cada cinco cianortenses, dois trabalham no setor de confecções) e movimenta uma série de setores paralelos, como corte e costura, bordados, lavagem de tecidos e cursos de moda, gerando cerca de 30 mil empregos indiretos. Responde, ainda, pela realização da maior feira do vestuário do Sul do País: a Expovest. No PIB do município, a indústria é responsável por 44,30%, enquanto os setores de comércio e serviço representam 38,30%. Os 17,40% restantes vêm das atividades rurais.
Com a consolidação da indústria de confecções, a cidade ganhou grandes centros atacadistas, como os shoppings e a Rua da Moda, que recebem, diariamente, centenas de compradores de todas as partes do Brasil. Hoje, Além das confecções,  o parque industrial de Cianorte, que começou com uma fábrica de refrigerantes ainda na década de 50,  inclui empresas dos mais variados ramos, como metalúrgicas, fábricas de barbantes, reciclagens, embalagens plásticas, móveis e estopas. Há, ainda, o setor alimentício com produção de enlatados, doces, bebidas (refrigerantes) e frios; e uma forte atuação dos setores avícola, frigorífico e de laticínios, com produtos que vêm, gradativamente, conquistando o mercado brasileiro.
A diversificada oferta de oportunidades profissionais geradas pela expansão econômica do município nos últimos anos vem atraindo famílias inteiras de pequenas cidades da região e de outros Estados, o que movimenta também o setor de habitação. Somente de 2007 a 2008 foram registrados três novos loteamentos residenciais no município
Também é crescente o número de profissionais liberais como advogados, dentistas, médicos de variadas especialidades, professores, designers, arquitetos, contadores, entre tantos outros, que escolheram a cidade para atuar.
Reforçando sua posição de pólo regional, Cianorte passou a abrigar um campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e outro da Unipar (Universidade Paranaense) e a oferecer uma série de opções de entretenimento e lazer – outro setor em franca ascensão na economia local.

A Capital do Vestuário

Referência no mercado de moda no Brasil, Cianorte vem, há quase três décadas, ancorando sua economia em torno das indústrias de confecção. Foram anos de luta e investimentos em prol do desenvolvimento de um setor para o qual a cidade descobriu ter uma vocação inata.
De um lado o governo municipal, que sempre incentivou a instalação das fábricas, concedendo terrenos e serviços como terraplanagem e construção de vias de acessos, além da isenção de impostos; e de outro, os empresários que buscaram qualificação e diversidade para oferecer produtos de qualidade inquestionável.
Foi justamente essa característica que atraiu marcas famosas do Brasil e do exterior, que passaram a transferir para as confecções cianortenses a produção de suas peças.
As grifes locais, aos poucos, também foram se expandindo e conquistando espaço no competitivo mercado nacional, projetando Cianorte como forte polo de moda, a ponto de ser reconhecida como a Capital do Vestuário. Cianorte, hoje, é responsável por 20% de todo jeans comercializado no país, o que representa 12 milhões de peças por mês.

TURISMO EM CIANORTE

A Igreja Matriz
O Santuário Eucarístico Diocesano Nossa Senhora de Fátima, a Igreja Matriz, é a maior construção católica de Cianorte. Localiza-se na região central da cidade, na Praça João XXIII, ao lado do bosque de vegetação nativa. A atual obra arquitetônica em arcos conta com um sino de 82 quilos tocado diariamente. Começou a ser construída em 1966 e quatro anos depois substituiu a pequena capela de madeira construída na década de 50 com recursos dos pioneiros católicos, na área determinada pela Companhia Melhoramentos.
Enquanto a nova Igreja Matriz era construída, a igrejinha foi mantida dentro dela onde continuaram a ser realizadas as manifestações religiosas. No ano de 1967, a capela foi transportada para outro bairro da cidade onde foi tombada como patrimônio histórico e, hoje, funciona a Casa da Memória.
O prédio mais bonito da cidade abriga obras em madeira do paranaense Dirceu Rosa como a “Via Crucis” e o “Cristo”, que foi esculpido em 1973 e é considerada a primeira grande obra do artista. A arte de Dirceu Rosa sintetizada nas mãos representando a fraternidade é um dos maiores acervos artísticos do município e não pode deixar de passar pelo olhar dos visitantes.
Casa da Memória
A Casa da Memória Padre Luiz Mark é um resgate do passado e guarda a memória do município, a começar pelo edifício em madeira construído no início dos anos 50 onde funcionou a primeira igreja matriz de Cianorte. Em 1967, a igreja foi transportada do local onde hoje é atual igreja matriz para a Zona Sete, levando o nome de Igreja Sagrado Coração de Jesus. Com a ajuda da Prefeitura Municipal ela foi reconstruída com uma base mais alta, mas aproveitando a parte de madeira e telhas originais. Também foi pintada nas mesmas cores: azul e branco.
A igreja foi tombada em 1990 e em 2002 se encerrou as celebrações passando a ser a Casa da Memória. Em 2006, a construção foi restaurada pelo Instituto Morena Rosa a fim de conservar o aspecto original. Mantém ainda, uma exposição permanente de fotos que revelam a história da cidade desde a sua fundação.
O local tem capacidade para 150 pessoas e se tornou palco para as apresentações artísticas de Cianorte. A Casa da Memória ganhou painéis nas janelas e um novo sistema de som para proporcionar um ambiente adequado para os artistas e expectadores.
Igreja Sagrada Família
Visita imperdível, a Paróquia Sagrada Família tem arquitetura moderna e arrojada com obras em metal do artista plástico Aristeo Piovesan como a “Via Sacra”.
Memorial 500 anos
O monumento foi criado pela arquiteta Rosalice Ioshini Uehara em homenagem aos 500 anos do Brasil. Localizado próximo à rodoviária, a obra representa a mistura das raças que construíram o nosso país. Cada um dos três pilares que sustentam o mapa do Brasil é representado pela figura do negro, do português e do índio. As cores verde e dourado foram escolhidas por conta da grande riqueza natural e prosperidade existente no país.
Praça Francisco Kanô
Planejada para homenagear os imigrantes japoneses, a praça recebe o nome do advogado Francisco Kanô que fez parte da Câmara Municipal no mandato de Ramon Máximo Schulz (1963-1968). Conhecida pelos cianortenses como a “Pracinha do Japonês”, foi construída em meados dos anos de 1980, inspirada nos espaços públicos orientais constituídos por pedras, lago, pagode (torres sobrepostas com múltiplas beiradas), jardins e pontes.
A vegetação é um misto de plantas japonesas e brasileiras. A tranquilidade e os detalhes orientais deixam a praça graciosa e encantadora.
Haras Ribeiro
Fundando em 1998, o Haras Ribeiro localiza-se na Rodovia Aeroporto a quatro quilômetros do centro. Com profissionais experientes, o centro de treinamento oferece lazer e qualidade de vida por meio de aulas de equitação e da equoterapia. Cuidadosamente estruturado pela família Ribeiro, o encanto e beleza do local atrai visitantes de todo o Brasil.
Pesqueiro Pantanal
O ambiente familiar e acolhedor faz do pesqueiro um ponto de encontro diferenciado para os apreciadores da natureza e de uma boa pescaria. Quiosques, churrasqueiras e lanchonete complementam o ambiente de paz e descontração. Os tanques para pescaria contrastam com o verde das árvores que circundam o local. O pesqueiro serve pratos como o “Tilápia à Mineira”, criado especialmente para receber os visitantes.
Rancho Urbano
Combina o cenário de antigos saloons com o charme de um antiquário. Em meio a móveis e peças antigas, é possível degustar um farto café colonial com pratos típicos preparados pela Vó Mira e sua família de origem alemã.
Chácara Viola de Ouro
O lugar tranquilo e agradável é rodeado de mata nativa tendo os doces e conservas caseiras o principal atrativo. A Chácara dispõe de salão de festas com capacidade para 200 pessoas e pousada com 80 acomodações, além de oferecer café da manhã, almoço e jantar.
Hidroponia 
Em Cianorte, a técnica e o manejo do cultivo de hortaliças (agrião, alface, almeirão e salsa) na água foram introduzidos pelos irmãos Bataglini. São eles que explicam aos visitantes o sistema de plantio chamado de hidroponia.
Orquidário
Voltado para a produção e cultivo de orquídeas, conta com enorme variedade somando aproximadamente seis mil plantas de mais de 150 híbridos e espécies. Além de preservar espécies brasileiras, fornece mudas para cultivadores e colecionadores desta fascinante flor.
Viveiro Totibana
Chácara especializada no plantio e comercialização de rosas, gérberas e crisântemos. Abriga também um Memorial Fotográfico com imagens históricas de Cianorte e registros da evolução tecnológica da fotografia.
Pátio Colonial
Situado nas antigas instalações da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, o prédio passou por transformações arquitetônicas para o estilo colonial. Além da beleza externa, possui galeria comercial, restaurante, pizzaria e cafeteria. No interior, conta ainda com amplo pátio gramado.
Portal
Quem passa pela rodovia PR-323, de longe percebe que está na Capital do Vestuário. O primeiro e único Portal da Moda do Paraná – localizado pouco depois da Polícia Rodoviária Estadual, no sentido Maringá – mostra ícones da potência local no setor têxtil numa estrutura gigantesca. O monumento conta com sofisticada iluminação noturna.
O portal é uma iniciativa da administração municipal, em parceria com o Ministério do Turismo. O projeto é do arquiteto cianortense Luiz Herrera que elaborou um grande cone, com um zíper em aberto cruzando a rodovia, sustentado por uma agulha e um alfinete. Em toda a extensão há uma linha. E simbolizando todos os trabalhadores do setor, uma manequim. Para construí-lo, foram necessárias 31 toneladas de ferro e concreto.
O Portal da Moda era um sonho antigo, desde a primeira gestão do prefeito Edno Guimarães (88/92), quando Cianorte projetou-se como a Capital do Vestuário, principalmente depois da concepção da Expovest, em 1990. A obra exigiu quase R$ 500 mil para ser concluída, pela Construtora Nabhan. O projeto foi concebido a partir de sugestões e opiniões de empresários e lideranças do setor.
Parque Cinturão Verde
Criado em 28 de abril de 2000, pela lei muncipal 2.067, o Parque Cinturão Verde é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral composta por 313 hectares de Mata Atlântica. O parque circunda toda a cidade abrigando animais silvestres como macacos, quatis, cobras, ouriços, lagartos, pássaros, tamanduás e jaguatiricas.
É a segunda maior reserva florestal urbana do país e um dos poucos remanescentes da grande floresta que cobria quase toda a região noroeste do Paraná. Pelo interior da floresta, foram construídas trilhas como a Trilha da Peroba e a do Fantasminha. Já na beira de toda a extensão do Parque, há pistas de caminhadas que são um convite à prática de hábitos saudáveis em meio à natureza.
Em 2009, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) começou a implantar o Plano de Manejo do Parque Cinturão Verde, um amplo programa para estabelecer diretrizes de uso e ocupação do espaço, por meio do zoneamento ambiental e, assim, assegurar a manutenção dos recursos naturais para o correto usufruto das gerações atuais e futuras.
Uma das metas é ampliar a área total para 900 hectares e também definir prioridades na recuperação de áreas degradadas indicando as benfeitorias que deverão ser feitas para garantir o máximo de proteção à flora e à fauna da reserva.
Trilhas
Trilha da Peroba
A trilha recebe o nome da árvore símbolo de Cianorte e comporta também inúmeras outras espécies nativas, animais silvestres e nascentes de rios. Caminhar por ela é garantia de encanto, tranquilidade e harmonia com a natureza.
Trilha do Fantasminha
Cheia de histórias e lendas, esta trilha exige conhecer um pouco da história do Ribeirão São Tomé, conhecido popularmente como Rio Fantasminha. Diz a lenda que em noites de lua cheia, um estranho fenômeno acontece: as águas do rio correm em sentido contrário ao do seu curso natural. Nessas noites, no mês de agosto, há quem jure que o guardião da floresta pode ser visto caminhando por ela. Pontes estreitas e caminhos bifurcados completam os atrativos dessa trilha.
Pistas de caminhada
Construídas no entorno do Cinturão Verde, as pistas de caminhada proporcionam mais do que saúde e lazer. Também contribuem para a conscientização ecológica, uma vez que proporcionam aos usuários o contato com a flora e a fauna da reserva florestal cianortense.
As pistas comportam as Academias da Terceira Idade (ATIs) e aparelhos para alongamento. Ao todo, são 12 pistas interligadas que juntas têm aproximadamente 105 mil metros quadrados de área. É um espaço de confraternização e ponto de encontro para os moradores dos bairros.
Duas delas são acompanhadas em toda extensão por uma ciclovia. Assim, além da prática de exercícios, essas pistas oferecem maior segurança e agilidade às pessoas que utilizam bicicletas como meio de transporte, principalmente no trecho entre Cianorte e o distrito de Vidigal.
Fonte: BRASIL CULTURA