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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Jovem indígena Pankará é aprovado em 1º lugar para medicina na Universidade de Brasília

Emanuel Lopes Pereira Basto, 17 anos, irá ingressar no 1° bimestre de 2020.
Enquanto Bolsonaro faz de tudo para exterminar os povos indígenas, eles resistem, e ocupam espaços de poder que são dominados pelas elites do país.
Emanuel Lopes Pereira Basto, 17 anos, 1° Lugar para medicina na Universidade de Brasília, irá ingressar 1° bimestre de 2020, índio do Povo Pankará da Serra do Arapuá- Carnaubeira da Penha PE.

Seus pais estão entre as maiores lideranças indígenas do Nordeste, Cacique Ary Pankará e Luciete Pankará. Mais uma conquista e fruto da luta dos povos indígenas de Pernambuco, uma vitória da nação Pankará, povos geográficamente com uma certa distância, cada um com sua cultura própria, porém unidos nas mesma luta, a preservação e manutenção do seus territórios, das suas culturas e costumes.

O guerreiro Pankará afirma que não será fácil sair do aconchego da sua família é se afasta um pouco da sua cultura, mais com as forças dos encantos de Luz, irá vencer, ate porque ele estará representando seu povo.

JORNALISTAS LIVRES

Parasitário é o governo federal


ARTIGO
Prof. Dr. Alexandre Santos de Moraes, do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense
                Bolsonaro e demais personagens que ocupam Brasília se especializaram no conflito. Um bom manual de governabilidade recomendaria parcimônia e negociação, mas, por ignorância, incompetência ou truculência, o presidente e seus porcos fazem o perfeito oposto. O último grunhido veio do ministro Paulo Guedes, que em palestra realizada na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas, equiparou servidores públicos a parasitas.
                Como sou servidor da Educação, área tão desprestigiada e combatida pela horda de que ocupa momentaneamente o governo, decidi consultar o pai de todos eles para que soubesse precisamente o que Guedes pensa a meu respeito. No reino animal, parasita seria “organismo que […] se encontra ligado à superfície ou ao interior de outro organismo, dito hospedeiro, do qual obtém a totalidade ou parte de seus nutrientes”, mas a metáfora de que o ministro se utilizou é tão célebre que já foi dicionarizada: “Indivíduo que não trabalha, habituado a viver, ou que vive, à custa alheia”.
                O governo, mais uma vez, se equivoca. Falo não apenas por mim, que trabalho mais do que deveria ou poderia, tanto por vocação como por necessidade, mas em nome dos garis, de médicos, de técnicos administrativos, bombeiros, policiais, militares e dos milhares de brasileiros que foram brutalmente aviltados pelo relincho de Guedes. Somos muitos, e apesar dos constantes ataques, é bom que se diga que somos menos do que deveríamos ser. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os funcionários públicos representam 12% dos trabalhadores do Brasil, ao passo que a média dos países ligados à Organização é de 21%. No Reino Unido, por exemplo, são 23%; na Dinamarca, país que possui o mais alto índice de igualdade de riqueza do mundo, 35%. Estamos longe das melhores práticas internacionais.
                Mais do que uma ofensa pessoal a cada um dos servidores, Guedes ofende o povo brasileiro que não assume a ladainha liberal e defende a constante melhoria dos serviços públicos. A maioria sabe que o funcionalismo existe para que o país siga funcionando, apesar da incompetência de quem se instala em Brasília. As universidades públicas, por exemplo, além de formarem milhares de profissionais qualificados todos os anos, ocupam sempre as primeiras posições em qualquer ranking do país, além de serem responsáveis por mais de 90% do conhecimento produzido por aqui. É também por responsabilidade dos servidores públicos que a maioria dos brasileiros tem acesso à saúde, que crianças seguem estudando, que vítimas são resgatadas, que assaltos são combatidos, que nossas fronteiras são protegidas.
                É bem verdade que entre os funcionários públicos há parasitas, e talvez Guedes esteja tomando a si próprio e seus patrões como régua para medir quem não conhece. Parasita não é o professor que trabalha obstinadamente, mas alguém que se reformou aos 33 anos, passou outros 30 como deputado medíocre e hoje atua como presidente sem qualquer projeto ou direção. Parasitas talvez sejam seus filhos, que nunca calejaram a mão e sempre gozaram de privilégios fazendo de muletas o sobrenome do papai. Parasita é o próprio Paulo Guedes, que se formou com dinheiro público para se tornar lacaio do mercado financeiro, bajulando rentistas que enriquecem com base em juros, banqueiro inútil que nunca produziu um único prego que servisse para melhor apensar a vergonha em sua cara de pau.
                Parasita é, por fim, o funcionário público que assume um ministério para fazer serviço para particulares, desprezando o bem-estar do povo brasileiro e as necessidades urgentes que cada dia mais se acumulam por força de um projeto medonho que apenas aprofunda as desigualdades que deveriam ser combatidas. Por sorte, não tarda para que eles abandonem o hospedeiro, seja porque o tempo se encarregará da mudança, seja porque encontraremos, através da luta, o remédio necessário para expeli-los do lugar que jamais deveriam ter ocupado.  
Fonte: Jornalistas Livres

Saco de gatos - Mercadores da Noite

Caro leitor,
 
Durante muitos meses, boa parte dos analistas, inclusive este que escreve para vocês, disse que em 2020 a Bolsa de Nova York seria fortemente influenciada pelas eleições presidenciais americanas de 3 de novembro.
 
Pois bem, se achei, não acho mais. Penso que, a não ser que se descubra um fato terrivelmente escabroso (porque escabroso de primeiro grau já surgiram diversos) na vida de Donald Trump, sua eleição será um passeio pela raia.
 
Isso no colégio eleitoral, quero dizer. Na contagem do voto popular, pode até ser que ele perca, por causa dos votos da Califórnia e de Nova York.
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São duas as razões para essa minha quase certeza.
 
Trump está bem nas pesquisas de avaliação de seu governo, acaba de ser absolvido no processo de impeachment e a economia vai bem, apesar do coronavírus chinês, que pouco está afetando os Estados Unidos.
 
No caucus republicano de Iowa, o primeiro desta campanha eleitoral, Donald Trump conseguiu 97,1% dos votos, contra 1,3% de seu adversário, Bill Weld. Com esses números, Trump leva, para a convenção republicana, 39 delegados. Weld, apenas 1.
 
Do lado democrata, o caucus foi uma zona completa, um verdadeiro saco de gatos. Numa votação muito contestada, e que poderá até ser anulada, Pete Buttigieg e Bernie Sanders chegaram praticamente empatados: 26,2% dos votos, o primeiro; 26,1%, o segundo. Em terceiro lugar, aparece Elizabeth Warren (a Pocahontas), com 20,4%, seguida por Joe Biden (vice-presidente de Barack Obama), com 13,7%, e Amy Kobluchar, 12,2%. Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, surge lá na rabeira.
 
Esses resultados não são ainda definitivos, mas a contagem final, se mudar, será muito pouco.
 
Mas quem são essas pessoas que estão loucas para levar uma sova de Donald Trump?
 
Comecemos por Pete Buttigieg, 38 anos, apenas três a mais do que o mínimo necessário para assumir a presidência dos Estados Unidos. Sua experiência administrativa (é verdade que Trump não tinha nenhuma na área pública) se resume à prefeitura da pequena cidade americana de South Bend, no estado de Indiana.
 
Buttigieg é gay assumido. Em minha opinião, os americanos ainda não estão num estágio de avanço liberal para aceitar um presidente com esse perfil pessoal. Essa rejeição deve se manifestar no escondidinho das urnas.
 
 Os eleitores dos Estados Unidos levaram 219 anos para eleger um presidente negro. Nunca puseram uma mulher, nem um hispânico, nem um nativo americano (índio) no cargo. Os gays, julgo eu, ainda vão levar um bom tempo para atingir esse estágio, que ainda está em nível escandinavo.
 
Bem, mas Pete Buttigieg está empatado com Bernie Sanders.
 
E quem é Sanders? Para começar, tem minha idade: 79 anos. E terá oitenta ao (e se) assumir a presidência. Já sofreu um ataque cardíaco. É senador pelo estado de Vermont e extremamente popular entre os jovens, que constituem a grande maioria de seus eleitores.
 
Socialista declarado, promete um sistema universal e gratuito de saúde nos Estados Unidos, investimento maciço em educação, também gratuita. Quer promover a desconcentração de renda no país. É crítico feroz de Wall Street.
 
Vamos à terceira colocada entre os democratas no caucus de Iowa: Elizabeth Warren. O apelido de Pocahontas foi dado por Donald Trump. A história é a seguinte: Loiríssima, de olhos azuis, Elizabeth se declarou descendente de cherokees.
 
Como duvidaram, ela fez um teste de DNA que revelou uma percentagem irrisória de sangue indígena, retroativa a dez gerações. Os cherokees não gostaram nem um pouco e Trump aproveitou para chamá-la de Pocahontas. Ser cherokee não é problema. Mas seria um problemaço obter, em impostos, os US$ 20,5 trilhões necessários ao programa Medicare-for-All, que consta da plataforma de Warren.
 
Joe Biden, que seria bem acolhido pelo mercado financeiro, surge em quarto lugar na primeira disputa democrata da campanha.
 
Mas qual o peso de Iowa no colégio eleitoral? Seis votos num total de 538, ou seja, 1,1%.
 
Então, por que se dá tanta importância ao caucus desse estado agrícola do Meio-Oeste? Primeiro, porque é lá que se se trava a disputa inaugural. Segundo, porque quase sempre os vencedores em Iowa costumam ficar com a indicação na convenção decisiva de seu partido.
 
Barack Obama, George W. Bush, George H. W. Bush (Bush pai) venceram os caucus em Iowa e levaram a indicação (mais tarde, a presidência). Donald Trump foi a exceção que confirma a regra.
 
O sistema eleitoral americano favorece muito a reeleição. Enquanto a oposição se destrói, cada candidato tentando descobrir podres dos adversários, o presidente em exercício não costuma ser desafiado por ninguém, a não ser simbolicamente.
 
Fora isso, há de se admitir que a economia americana está indo bem. O nível de desemprego é baixíssimo (3,5%, praticamente pleno emprego). Os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq estão próximos de suas máximas históricas, a despeito do susto do coronavírus chinês.
 
Raramente o Fomc (Federal Open Market Committee – Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed), mexe nas taxas de juros em ano eleitoral.
 
Por esses motivos, acho que Donald Trump será reconduzido ao cargo. Portanto, a disputa eleitoral não afetará a Bolsa de Nova York, tal como a gente pensava no ano passado. Isso pelo menos é o que o script do momento está mostrando.
 
Para quem opera ações no Brasil, é melhor se ligar nos fundamentos internos (como a recuperação da economia) e externos (como o coronavírus) não eleitorais. Eles darão o tom do mercado ao longo de 2020.
Um abraço,

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A CENSURA, AOS POUCOS, SE INSTALA


Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.

por Daniel Filho
“Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve.
Inchado e feliz (…).

Às vezes, somos sapos fervidos. Não percebemos as mudanças.”

Paulo Coelho
O excerto acima (cujo texto integral pode ser conferido ao final) ilustra o método em que o esfacelamento da democracia e implantação de uma censura vai se colocando em nossas vidas.

Não surge a maioria das ditaduras num rompante, com tanques, sangue e gritos, mas, aos poucos, testando a receptividade…

Em nome da “moral cristã, da família e dos bons costumes” pregam a vigilância e o cerceamento do livre pensamento e a liberdade de expressão.

Há poucos anos foram exposições: “Queermuseu” (2017), “La Bête” (2018) que, segundo os vigilantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), faziam apologia à pedofilia, zoofilia, pornografia e ou atacavam a fé cristã. Há poucos meses foram as Histórias em Quadrinhos, onde o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela (PRB) censurou uma revista em quadrinhos dos Vingadores por conter uma cena de beijo entre dois personagens masculinos. Pouco tempo depois o secretário de Cultura Roberto Alvim fez um pronunciamento cujo discurso continham frases semelhantes às do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels.
Dia 6 de fevereiro, as Coordenadorias Regionais de Educação de Rondônia receberam uma lista de livros que deveriam ser recolhidos do acervo das bibliotecas escolares por conterem “conteúdo inadequado”.
Os casos mais recentes, em pouco tempo, obtiveram ampla rejeição popular e repercussão negativa nos principais portais de notícias do país, custando o cargo do secretário de cultura e, em Rondônia, recuos.

O secretário de educação, Suamy Vivecananda, afirmou inicialmente que a lista vazada se tratava de “fake news” e que não haveria memorando ou qualquer ordem para recolhimento. No entanto, reportagens investigativas comprovaram a existência de memorando forçando o governo, mais uma vez, recuar e desistir de continuar a negar a tentativa frustrada de censura.

Tanto a demissão como o recuo revela uma práxis quando algum ato de governo não repercute bem: demissão, recuo e ou negação dos fatos. A água começando a ferver.
Na lista do governo de Rondônia, clássicos da literatura nacional e universal: “Macunaíma, o herói sem caráter”, clássico de Mário de Andrade; todos os 10 volumes de “Mar de Histórias”, de Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai; “Bufo & Spallanzani”, “Diário de Um Fescenino” de Rubens Fonseca; Carlos Heitor Cony com “A Volta por Cima”, “O ato e fato”, “O Irmão que tu me deste” e o “O Ventre”; Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”; Euclides da Cunha com “Os sertões”; Franz Kafka com o clássico “O Castelo”, são apenas alguns dos diversos nomes presentes.
Um detalhe assustador (como se pudesse ter algo ainda mais) da lista dos livros a serem recolhidos é que no rodapé consta uma observação a indicar: “Todos os livros do Rubem Alves devem ser recolhidos”. O psicanalista, educador, teólogo, pastor presbiteriano e, junto com Paulo Freire, um dos principais pedagogos brasileiros, falecido em 2014, seria o mais novo “energúmeno comunista que precisa ser retirado de circulação”?
Projeto de extermínio do pensamento da pedagogia popular começando pelos ícones até chegar aos contemporâneos? Ou mera coincidência?
Tal qual a água presente no excerto que inicia esse texto, já ferve a sanha ditatorial de vigiar, punir e queimar livros em praça pública…

Quanto a nós e a democracia? Morreremos inchados e felizes?

Ou só inchados?

Ou só infelizes?

Daniel Filho é professor da rede estadual de ensino de Pernambuco em Petrolândia, sertão de Pernambuco.
Fonte: JORNALISTAS  LIVRES

Enredo e Samba 2020: Alcione será Maria no desfile da Mangueira

Alcione será Maria, mãe de Jesus, no enredo em que a Mangueira vai retratar Cristo. A Marrom — presença assídua nos desfiles da Verde e Rosa — aceitou um convite do carnavalesco Leandro Vieira.
A sambista e o artista são alguns dos convidados do primeiro capítulo da série especial “Enredo e Samba”. Milton Cunha e a equipe do RJ1 visitam a comunidade de cada escola e mostram o que as 13 agremiações planejam para o carnaval 2020.
“É a mãe da humanidade que eu venho representando”, lembra Marrom.
“Esse Cristo vem dizendo muitas coisas: ele pode ser negro, pode ser índio, pode ser mulher — que é a parte mais mastigada deste país”, destaca.

Enredo questionador

É justamente dessa “parte mastigada” que vem o Jesus da Verde e Rosa. “O Cristo da Mangueira é cria do morro. A gente vislumbra que ele nasceu preto, pobre, nas ladeiras, com a cara da comunidade”, diz Leandro.
“Será que as pessoas estão preparadas para enxergar Cristo nas pessoas que têm a cara do morro?”, indaga.
Leandro diz ainda que fez um enredo biográfico. “Assim como o cinema olhou, o teatro olha, assim como a TV olha”, compara.
“O que aconteceria com Cristo se ele viesse à Terra novamente para viver do mesmo jeito, para defender as mesmas ideias, o que ele encontraria?”, propõe.
A Mangueira é a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval.
Portal BRASIL CULTURA

Evangélicos de escola de música de universidade do Rio se recusam a cantar Villa-Lobos


Músicas de Villa-Lobos são
executadas por orquestras
internacionais, mas enfrentam
resistência no Brasil
por motivo religioso
Pode parecer absurdo que alunos de música de uma universidade do país se recusem a tocar ou cantar músicas do genial compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), mas isso está ocorrendo com frequência.
Andrea Adour, professora de Canto da Escola de Música da UFRJ, informa que alunos evangélicos que se recusam a cantar “Xango” [reprodução abaixo], de Villa-Lobos, porque acharem que se trata de uma reverência a um demônio de religiões de origem africanas.
A estupidez se manifesta com outros compositores, como Guerra Peixe (autor de “Toadas de Xangô”), Francisco Mignone (“Cânticos de Obaluayê”) e Waldemar Henrique (“Abalogun”).
A professora explica aos estudantes que a universidade é um espaço laico e, portanto, de diversidade cultural e que, ali, a música está vinculada à arte e não a qualquer prática religiosa.
Além do mais, é impossível estudar música do Brasil sem falar em Villa-Lobos e até entender as origens da cultura popular.
Nem sempre a professora convence os evangélicos, e alguns deles desistem do curso ou trancam matrícula.
Andrea é coordenadora do Africanias, um grupo de pesquisa sobre as influências negra e indígena no repertório brasileiro.
Ela diz que a recusa de alunos ao estudo de músicas com referência a religiões de afrodescendentes é um comportamento recente, mas em ascensão.
Valéria Matos, professora de Regência do Coral da UFRJ confirma: “É comum alunos de formação religiosa mais fechada questionarem, se recusarem a cantar, quando apresentamos alguma obra que usa termos de origem afro, referindo-se a entidades como Oxalá, Oxum”.
Para ela, o que está ocorrendo na escola de música é reflexo do atraso cultural que o Brasil vive no momento, o que serve de incentivo à intolerância religiosa.
Por isso mesmo, segundo ela, aumentou a responsabilidade da universidade em ensinar a diversidade aos estudantes.
Nem todos os estudantes evangélicos estão atrelados ao retrocesso cultural.
Paulo Maria, da Escola de Música, por exemplo, denuncia a existência de um racismo cultural.
“Cantar essas músicas não afeta minha religiosidade. Quando canto peças que se referem a religiões afrobrasileiras, canto como artista. Mas essa situação faz parte da História brasileira. O negro foi feito escravo, a cultura afro foi jogada de lado pelos europeus. Nossa formação histórica é essa”, diz.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 8 de fevereiro de 2020

*NOTA DE REPÚDIO DA FENAJUFE*


*Parasita é a sua história, Paulo Guedes. Fenajufe estudará medidas jurídicas por assédio institucional*_
Paulo Guedes extrapolou.

Ao comparar Servidores Públicos a parasitas, o verdadeiro ZeroUm de Jair Bolsonaro mostra a que veio: vender postos de trabalho público ao setor privado.

A declaração, feita em palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE) no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo, foi mais um afago ao mercado financeiro.
Ao taxar o funcionalismo como “privilegiados”, o banqueiro Guedes foi desonesto, pois não há privilégio onde a tarefa é servir ao cidadão.

Privilégio por acaso é o esforço monumental que o servidor é obrigado a fazer para impedir que apaniguados de políticos roubem os cofres públicos, nomeiem parentes e surrupiem o erário? Privilégio, sim, é poder recuperar dinheiro público roubado, como o fazem os Servidores do Judiciário que repatriam essas quantias.

Guedes é desonesto ainda ao afirmar que 88% da população é favorável à demissão de servidores, sem esclarecer que essa mesma população foi enganada e adestrada a criticar o salário do servidor e não lutar para que seus próprios salários, sejam equiparados ao do funcionalismo.

O hospedeiro está doente sim. Mas a doença vem dos bancos parasitas e do sistema financeiro parasita, que roubam dos cofres públicos e remuneram a você, ministro, para defender os interesses deles no governo.

A doença vem dos empresários parasitas sonegadores que não pagam seus impostos e fazem tudo para manter seus próprios empregados na miséria, porque o desfortúnio os torna mais dóceis.

A doença vem dos políticos parasitas que fazem da propina e da corrupção, as verdadeiras religiões. Isso sim, ministro, adoece o País.

Falta a Paulo Guedes a honestidade de assumir publicamente que a ele, ao governo e ao próprio presidente da República, não interessa manter serviço público para atender ao pobre. Falta honestidade de assumir publicamente que O objetivo do governo, é exterminar a população pobre. Não erradicar a pobreza.

A _*Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União*_ – REPUDIA não só a fala do ministro Paulo Guedes, mas tudo o que ele representa enquanto porta-voz de um governo que não tem nada em sintonia com as reais necessidades do Povo Brasileiro.

Diante do absurdo que se tornou o atual governo e a escalada crescente de ataques aos direitos dos pobres, minorias, trabalhadores – tanto da iniciativa privada quanto do serviço público – a Fenajufe conclama a todos e todas a tomarem as ruas em *18 de Março*. *Greve Geral, Já!*

Paraisópolis: PM considera que PM fez tudo certo no baile funk que acabou com 9 mortos

Inquérito da PM passa o pano, apesar dos vídeos chocantes, que mostravam policiais encurralando e bombardeando jovens pelas vielas de Paraisópolis.
A corregedoria da PM, que é um órgão da própria Polícia Militar, achou legal a ação de 31 policiais, durante um baile funk na favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo), que resultou em nove jovens inocentes mortos.
A tragédia aconteceu em dezembro e foi filmada por centenas de pessoas, que colocaram os vídeos nas redes sociais. E o que se viu foi o absurdo: policiais entrando em alta velocidade em ruas estreitas, depois jogando bombas, espancando, aterrorizando. O show de violência ocorreu em um baile funk que reunia cerca de 5.000 pessoas. O resultado foi o pânico, a correria, o desespero. Jovens tentavam fugir pelas vielas estreitas da favela enquanto os policiais arremessavam contra eles bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
As vielas estreitas não permitem a dispersão da substância tóxica que compõe o gás lacrimogêneo, o CS (2-clorobenzilideno malononitrilo), que em contato com os olhos causa lacrimejamento intenso e queimação, além de coriza, náuseas, tosse e asfixia. De fato, das nove vítimas fatais, pelo menos 8 morreram asfixiadas. Mas os laudos do Instituto Médico Legal de São Paulo atribuíram a sufocação até a morte das vítimas a um suposto pisoteamento, algo que familiares dos mortos rejeitam, já que as peças de roupas que eles vestiam no momento do baile não tinham vestígios de pisadas de calçados.
Segundo reportagem da revista “Galileu”, “um número considerável de mortes relacionadas a bombas de gás lacrimogêneo já foi registrado. Uma mulher de 36 anos morreu por insuficiência respiratória e parada cardíaca durante um protesto na Palestina, em 2012. No Bahrein, 36 mortes foram catalogadas (inclusive a de um garoto de 14 anos) pelo organização internacional Physicians for Human Rights, que ao lado da Facing Tear Gas e da Anistia Internacional são as maiores ONGs contra o uso das bombas de gás, que enquadram como arma química.”
A conclusão da Corregedoria da PM foi de que, apesar das nove mortes, a ação dos policiais foi lícita e eles agiram em “legítima defesa”. O documento assinala ainda que os PMs nem sequer praticaram infração militar. Assina o relatório o encarregado do inquérito, capitão Rafael Oliveira Cazella. As conclusões dele foram referendadas pelo subcomandante da Polícia Militar de São Paulo.

“Assumiram o risco de matar”

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual do Direito da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, o resultado dos laudos não isenta os policiais de responsabilidade nas mortes. “Foi a conduta violenta dos policiais, que incluiu o uso de fuzis de balas de borracha e o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, além das agressões contra a multidão que lá estava, que causou o pânico, a correria, os pisoteamentos e as mortes. Em suma, os policiais assumiram o risco de ferir e gerar mortes”.
Uma ação desastrosa como a ocorrida em Paraisópolis, uma comunidade pobre, jamais ocorreria se a festa tivesse como endereço uma área nobre de São Paulo, cercada por seguranças vestidos de ternos e gravatas, ou cobrando ingressos caros.
AH, MAS HAVIA DROGAS NO BAILE FUNK DE PARAISÓPOLIS. A PM TINHA DE FAZER O SEU TRABALHO”, DIRÁ O INGÊNUO, COMO SE NAS RAVES E NAS FESTAS DOS RICAÇOS TODO MUNDO SÓ TOMASSE LIMONADA…

Leia mais sobre o Massacre de ParaisópolisO inquérito de 1.600 páginas sobre o Massacre de Paraisópolis está nas mãos do juiz Ronaldo João Roth, da 1ª Auditoria do Tribunal da Justiça Militar. Na segunda-feira (10/2), segue para o Ministério Público, que pode pedir novas diligências, concordar com o arquivamento ou apresentar denúncia. Agora, é continuar lutando, para que pelo menos encontrem Justiça as famílias de Gustavo Cruz Xavier, 14, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16, Denys Henrique Quirino da Silva, 16, Luara Victoria Oliveira, 18, Gabriel Rogério de Moraes, 20, Eduardo da Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22, e Mateus dos Santos Costa, 23.F
Fonte: Jornalistas Livres

Absurdo! Rondônia manda recolher Macunaíma e outros 42 livros – e recua

O governo de Rondônia ordenou nesta quinta-feira (06/02/2020) o recolhimento de dezenas de livros das bibliotecas das escolas, entre eles clássicos da literatura brasileira, como Macunaíma (de Mário de Andrade), Agosto (Rubem Fonseca) e Os Sertões (Euclides da Cunha). A alegação era de que as obras tinham “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. O governo chegou a negar a existência do documento, mas depois passou a alegar que o secretário de Educação não o assinou.
Tivemos acesso ao memorando no início da tarde, que incluía uma lista com 43 livros brasileiros que deveriam ser “entregues ao Núcleo do Livro Didático” da Secretaria Estadual da Educação. O texto estava em nome do secretário de Educação, Suamy Lacerda de Abreu, mas a assinatura eletrônica no sistema era da diretora de Educação do órgão, Irany de Oliveira Lima Morais, terceira na hierarquia da pasta. Irany foi procurada por meio de uma assessora, mas não retornou o contato. O secretário também não respondeu às ligações.
Portal BRASIL CULTURA

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões no setor turístico


Foliões festejam o Carnaval de Ouro Preto (MG). Crédito: MTur
A movimentação econômica para o Carnaval tem deixado o setor do turismo bem otimista. De acordo com estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2020, a festa deve injetar R$ 8 bilhões na economia do país, um aumento de R$ 80 milhões em relação ao ano passado. O valor é o maior desde 2015, quando foram registrados R$ 9,07 bilhões durante a festa do Momo. Destaque para os bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões) e empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão).
Entre os estados, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia devem movimentar a maior parte do montante, sendo R$ 2,32 bilhões para o estado fluminense, R$ 1,95 bilhão no paulista e R$ 1,13 bilhão na terra do axé. Outros locais, como Minas Gerais (R$ 748,9 milhões) e Pernambuco (R$ 457,8 milhões), devem atingir cifras milionárias.
A CNC ainda trouxe a expectativa na geração de empregos no país. São esperadas a contratação de 25,4 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro deste ano – 2,8% a mais do que no carnaval de 2019 (24,7 mil). O setor de alimentação segue despontando, com aproximadamente 18,2 mil vagas oferecidas, gerando sete em cada 10 oportunidades de emprego. O total de vagas ofertadas, também, pode ser o maior dos últimos anos, só perdendo para 2014, ano da realização da Copa do Mundo no país.
Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, os números são reflexo do trabalho realizado pelo governo federal no desenvolvimento do Brasil. “Esse resultado só comprova que o país está no caminho certo da recuperação econômica, e o turismo tem papel importante nisso. Vamos continuar trabalhando para elevar o Brasil ao merecido patamar, com geração de emprego e renda para a população”, celebrou.
De acordo com Fábio Bentes, economista da CNC e responsável pelo estudo, a recuperação econômica do país e a baixa inflação foram fatores positivos para o dado. “Nos meses que antecedem o carnaval, a taxa de câmbio teve uma desvalorização de 10% ante o mesmo período de 2019, estimulando, portanto, gastos com turismo no território nacional, em 2020”, comentou.
Edição: Cecília Melo

PRESIDENTE DO CPC/RN MANTEVE AGENDA EXTENSA EM NATAL - CONFIRAM!

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - FUNDADO EM 30/12/2009
CPC/RN: Dandara, SIMBOLO DA RESISTÊNCIA
Na última quarta-feira e quinta-feira - (05 e 06), Eduardo Vasconcelos, agente de cultura de Nova Cruz/RN e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, esteve em Natal com uma agenda administrativa e ao mesmo tempo entregou os Diplomas de Honra ao Mérito a autoridades que tem contribuído com a CULTURA POTIGUAR, levantando cada vez a bandeira da preservação e memória da cultura, bem como a os apoios a caminhada de luta do CPC/RN.

Agenda:

Chefe de Gabinete da SEEC/RN - Profª Maria do SOCORRO da Silva Batista

Na quarta-feira (5) pela manhã reuniu-se com a Chefe de Gabinete da SEEC/RN, professora, SOCORRO. Assunto: Apoio a Casa de Cultura; Passagem p/ Brasilia (Projetos) e Sonorização para o Centro Potiguar de Cultura). A mesma ficou de rever os ofícios, pois os pedidos foram feitos final do ano passado e o mais brevemente possível a mesma nos dará uma resposta, que achamos que será positiva.

Após a audiência com a professora, Socorro Batista (SEEC/RN), Eduardo Vasconcelos esteve na Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social - SETHAS, cujo objetivo foi procurar saber se a Casa de Cultura de Nova Cruz tem algum convênio com a mesma.  Eduardo Vasconcelos foi recebido pelo, JAIR Macedo de Lima, coordenador de Projetos Especiais para sondar quais os projetos que a casa de cultura tem com a SETHAS.

Após uma conversa franca e aberta, Jair falou que a SETHAS tem 2 (dois) projetos e esses dois projetos foram celebrados com o Ponto de Cultura, que são as ORQUESTRAS (Banda Filarmônica)e que brevemente uma comissão irão visitar as referidas casas e ao mesmo tempo se reunirá com o Ponto de Cultura para falarem sobre os referidos projetos.  Eduardo agradeceu as orientações do Jair e o convidou para que retornasse a casa de cultura o breve possível.

Da esquerda p/ direita: Poeta, GÉLSON PESSOA,Eduardo Vasconcelos-CPC/RN, JEFFERSON e MESSIAS, ambos, Coordenadores das Casas de Cultura do RN.

Em seguida, Eduardo Vasconcelos se deslocou-se até a Fundação José Augusto - FJA e reuni-se com os Coordenadores, MESSIAS e JEFFERSON, além do poeta, Gélson Pessoa, que após uma breve conversa, Eduardo Vasconcelos entregou-lhes o Diploma de Honra ao Mérito, os quais ficaram muito agradecidos pela honraria. Para Eduardo os mesmos fazem um excelente trabalho na Coordenação das Casas de Cultura e pensam em cultura 24 horas por dia! "São AMANTES da CULTURA POTIGUAR". Os mesmos receberam também os diplomas dedicado a FJA e ao nobre presidente, CRISPINIANO NETO, que não se encontrava no momento.

Deputado, SANDRO PIMENTEL e Eduardo Vasconcelos - CPC/RN

No final da manhã, Eduardo Vasconcelos entregou o Diploma de Honra ao Mérito ao nobre Deputado Estadual, SANDRO PIMENTEL um defensor da CULTURA e dos ANIMAIS, na cultura Sandro Pimentel trava uma LUTA INCANSÁVEL na Defesa do Teatro SANDOVAL WANDERLEY, localizado no Centro do Alecrim (ATÉ HOJE "ABANDONADO-FECHADO). Uma merecida honraria, concluiu, Eduardo Vasconcelos

Na parte da tarde, Eduardo Vasconcelos esteve na Escola de Música da UFRN e marcou uma audiência com a Coordenação da Escola de Música, cujo objetivo é fechar uma parceria com a mesma para manutenção dos violinos da Casa de Cultura. Eduardo foi bem recebido por alguns diretores e ficaram de agendar no inicio da próxima semana com o Diretor Geral da Escola de Música esta reunião, pois o mesmo estava de férias e só retornará as suas atividades na próxima segunda feira.

Em seguida, Eduardo Vasconcelos se deslocou até a reitoria da UFRN e reuniu-se com o professor, Anailson (ex pró reitor de Administração) e após uma longa conversa entregou-lhes na presença de seus colegas/funcionários o Diploma de Honra ao Mérito do CPC/RN pela força que o mesmo deu e ainda dá as lutas do CPC/RN, bem como as orientações fundamentais para os avanços das nossas conquistas.

Ontem (6/02) na Casa do Professor/SINTE/RN:. Da esquerda p/ direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, dirigente do SINTE-Mossoró, RÔMULO e companheira dirigente do SINTE Regional de Mossoró.

Ontem (6) pela manhã na Casa do Professor, Eduardo entregou o Diploma de Honrar ao Mérito ao SINTE/RN, entregue ao professor, José RÔMULO Arnaud Amâncio um dos coordenadores gerais do SINTE. 

O SINTE/RN dispensa comentário! Disse, Eduardo. Um SINTE, além de ser um sindicato forte e de luta, o SINTE tem uma dedicação exclusiva com a CULTURA POTIGUAR! Seu papel é fundamental não nas lutas e defesa da EDUCAÇÃO, mas na PRESERVAÇÃO DA CULTURA POPULAR!  Mais do que merecido esta HONRARIA AO SINTE! Disse, Eduardo Vasconcelos.

Após o recebido do Diploma, professor, Rômulo agradeceu também em nome dos nossos companheiros lutadores, FÁTIMA CARDOSO e ZÉ TEIXEIRA  e os demais dirigentes a honraria e ficou muito maravilhado pelo ato do CPC/RN.

Por fim, o presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se prepara para buscar apoios aos órgãos públicos, autarquias, instituições de classe, poderes executivo, legislativo e judiciário (através de projetos) para fortalecer as lutas no resgate da memória da cultura e origens, bem como o fortalecimento das instituições culturais do País, Estado e Municípios.  Só depende de VOCÊ e de TODOS NÓS! Resumiu, Eduardo Vasconcelos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

CPC/RN RECEBE CONVITE PARA PARA PARTICIPAR DA JORNADA PEDAGÓGICA 2020 - REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR - 3ª DIREC/SEEC/RN


Agradecemos o CONVITE enviado pelo amigo, poeta e dirigente da Regional de Merenda Escolar, vinculada a 3ª DIREC/SEEC/RN, Antonio Barbosa para participar da Abertura da 3ª JORNADA PEDAGÓGICA 2020 será amanhã, 04, ás 14 horas no Auditório do IFRN - Nova Cruz/RN. ás 14 horas no Auditório do IFRN - Nova Cruz/RN. 

Com certeza estaremos participando contribuindo com idéias, buscando a união para o fortalecimentos da CULTURA e da EDUCAÇÃO no nosso querido Estado do Rio Grande do Norte.

As instituições sabem da importância das parcerias para com os movimentos sociais e com o CPC/RN não será diferente.

Eduardo Vasconcelos
Presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

"CPC/RN EM UTILIDADE PÚBLICA EM PROL DA SAÚDE CULTURAL!" - Isso limpa os RINS, FÍGADO e PÂNCREAS rapidamente, é excelente para DIAB...

Brasileira representa Portugal na Copa do Mundo de Poesia Falada

Foto: Reprodução Instagram

Competidora do poetry slam em São Paulo desde 2013, Maria Giulia Pinheiro se apresentará na Coupe de Mónde Slam, em Paris.

Em Maio, duas brasileiras participarão da Copa do Mundo de poesia falada. Kimani, representando o Brasil, e Maria Giulia Pinheiro, representando Portugal. Maria Giulia, também conhecida como Magiu, já participou de grandes eventos ligados ao poetry slam no Brasil. Desde 2019 vive em Portugal e, neste amo, representará o país lusitano na Copa do Mundo de poesia falada.
A Coupe de Mónde de poetry Slam é um evento organizado em Paris desde 2004. Ao total, 20 poetas do mundo todo se apresentam e competem pelo título de campeão mundial de palavra falada. Nenhum brasileiro levou ainda este título para casa, mas Roberta Estrela Dalva (terceiro lugar, em 2011) e Emerson Alcade (segundo lugar, em 2014) já estiveram entre os finalistas.
Maria Giulia Pinheiro tem três livros publicados, é atriz, dramaturga e poeta e apresenta diversos eventos ligados à poesia, entre eles o “Todo Mundo Slam”, um poetry slam para migrantes e portugueses, que acontece em Lisboa, e a “Ginginha Poética”, um sarau itinerante que mistura poesia e bebidas típicas de cada lugar. Magiu também é criadora, projeto desenvolvido com Anna Zêpa, do poetry slam de poetas mortos “Ciranda: Jogo de Palavra Falada” em que artistas contemporâneos escolhem autores já falecidos para ler em um jogo parecido com o campeonato de poesia falada.
“Para mim, a graça dos eventos é promover a leitura, o encontro e abrir espaços de comunicação profunda entre as pessoas”, diz a poeta.
Neste momento, Maria Giulia Pinheiro está em uma turnê com o espetáculo “A Palavra Mais Bonita”, em que recolhe as palavras mais bonitas da plateia e escreve poemas ao vivo com elas. A peça é uma homenagem ao pai de Magiu, Hemelson, que morreu em abril de 2018, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) do tipo Bulbar. Um ano antes de morrer, ele perdeu a fala. A Palavra Mais Bonita é uma homenagem a esta última palavra do pai da poeta, que ela não sabe exatamente qual foi, e tem o objetivo de circular por todos os países que falam a língua portuguesa.
Em 2019, ano da estreia do espetáculo, Maria Giulia apresentou a performance em São Paulo, no Centro da Terra, Sesc Pinheiros e no Teatro Pequeno Ato, em Lisboa (Portugal), em Maputo (Moçambique) e em Santiago (na Galiza, Espanha) região onde predomina  o idioma Galego. Este ano, Maria Giulia retoma a turnê logo após a Coupe de Mónde.
A Coupe  de Mónde de poetry Slam acontece de 16 a 24 de maio, em Paris.