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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Dia do Historiador 19 de agosto

 

Imagem: JOAQUIM NABUCO

O 
Dia Nacional do Historiador é comemorado anualmente em 19 de agosto.

O principal objetivo desta data é homenagear os profissionais que se dedicam a estudar e conhecer sobre a história das civilizações e comunidades.

Segundo o historiador e professor André de Melo Araújo, a importância da data se dá, pois:

“Para os historiadores, interessa ver como as sociedades se configuraram no passado a partir dos vestígios documentais deixados. Um dos suportes materiais da informação que mais resiste ao tempo é o papel, em seus diversos tipos, sobretudo no século 18.”

Origem do Dia do Historiador

A criação do Dia do Historiador foi oficializada a partir do Decreto de Lei nº 12.130, de 17 de dezembro de 2009.

A escolha do dia 19 de agosto é uma homenagem a Joaquim Nabuco (1849- 1910), nascido nesse dia em Pernambuco. Ele foi um dos historiadores mais importantes do país e um dos responsáveis pela fundação da Academia Brasileira de Letras.

Joaquim também ficou conhecido por ser um dos maiores abolicionistas do país. Aliás, Nabuco é o autor da célebre frase: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”.

Fonte: Portal BRASIL CULTUA

Criolo e Emicida declaram apoio a Boulos e Erundina

 Criolo, Erundina, Boulos e Emicida

Criolo, Erundina, Boulos e Emicida (Foto: Divulgação)
O artistas assinaram o manifesto em apoio à candidatura de Boulos e Erundina em São Paulo. Caetano Veloso, Chico Buarque, Marilena Chaui, Raquel Rolnik, Renato Janine Ribeiro, Wagner Moura, Zélia Duncan, Ferréz, Rita Von Hunty também já prestaram apoio à chapa.

247 - Os músicos Criolo e Emicida  assinaram nesta terça-feira (18) um  manifesto em apoio à candidatura de Guilherme Boulos e Luiza Erundina em São Paulo.

A chapa ganha apoio de importantes nomes do meio artístico, cultural e intelectual. Entre os que assinam o manifesto estão Caetano Veloso, Chico Buarque, Marilena Chaui, Raquel Rolnik, Renato Janine Ribeiro, Wagner Moura, Zélia Duncan, Ferréz, Rita Von Hunty e outros. 

A carta leva o título de "São Paulo precisa de Boulos e Erundina" e faz elogios à chapa do PSOL. "As eleições municipais de 2020 serão decisivas para o Brasil. No meio de uma crise sanitária e social definiremos nosso futuro. Em São Paulo, a maior cidade do país, temos o desafio de derrotar o projeto autoritário de Bolsonaro e projeto elitista dos tucanos, que relega os territórios populares ao esquecimento. Mais do que isso: temos o desafio de propor uma alternativa que faça a cidade voltar a sonhar. É isso que representa a chapa Boulos e Erundina", diz o texto.

Fonte: Brasil 247

COMO SE TRAVAVA O ESTRUPO EM 1833

 


Enviado via e-mail

terça-feira, 18 de agosto de 2020

*Editora UFPB libera livro sobre líder camponesa paraibana para download gratuito*

UFPB divulga primeira chamada da lista de espera do Sisu |

Imagem da UFPB - (Foto: Jornal CORREIO)

 _Nome e história de luta de Margarida Maria Alves inspiram Marcha das Margaridas_

O nome e história de luta sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira, natural de Alagoa Grande, no Brejo paraibano, inspiram a Marcha das Margaridas, manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil.

A marcha acontece sempre no dia 12 de agosto porque foi em um dia como esse, só que em 1983, que Margarida Maria Alves foi assassinada. Na quarta-feira (12), o movimento celebrou 20 anos de atuação.

O livro “Margarida, Margaridas: Memória de Margarida Maria Alves (1933-1983) através das Práticas Educativas das Margaridas”, de autoria de Ana Paula Romão de Souza Ferreira, publicado em dezembro de 2017, pela Editora UFPB, integra a Coleção Nordestina.

Na apresentação do livro,  intitulada “No corpo de margarida, as pétalas feridas da nação” e assinada por Wilma Martins de Mendonça, a articulista relata que, no dia 12 de agosto, do ano de 1983, novas mortes assombraram o mundo camponês brasileiro.

“Desta feita, atingiriam a Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB), Margarida Maria Alves, assassinada, covarde e barbaramente, pelos senhores de terras do Brejo paraibano. Seus algozes seriam amparados pela justiça paraibana, permanecendo impunes até os dias de hoje”.

📰 *Clique aqui para ler a matéria completa no site da UFPB e acessar o livro*: https://bit.ly/3iO5H0R

📖 *Clique aqui para acessar diretamente o livro (PDF):* https://bit.ly/3kTbC6I

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Com UFPB

Taxação de livros é obscurantista, diz Sindicato dos Escritores de SP

 

Entidade prevê agravamento de crise no setor e defende que livros devem ser subsidiados, não taxados.

O Sindicato dos Escritores de São Paulo divulgou nota neste sábado (15) em que classifica o governo de “obscurantista” devido à proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de incluir o setor dos livros na cobrança de uma alíquota de 12% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), uma nova contribuição que unifica Pis/Pasep e Cofins.

Atualmente, o livro é isento de imposto e, no caso das contribuições Pis/Pasep e Cofins, a lei 10.865/2004 isenta a tributação sobre vendas e importações. Com a proposta do governo, as vendas de livros perderiam a isenção, encarecendo o produto.

A nota cita o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Vitor Tavares, que afirmou que “a taxação pode inviabilizar as atividades de livrarias e distribuidoras”. Argumenta ainda que a taxação agravaria a situação de um setor já em crise.

De acordo com o Sindicato dos Escritores de SP, devido à combinação da crise sanitária com a crise econômica, o mercado de livro, que já vinha caindo desde 2018, amarga uma queda nas vendas com recuo de 48% até abril. Já as vendas nas livrarias despencaram 70% no período em que permaneceram fechadas. “ O livro, em lugar de ser taxado, deve ser subsidiado”, defende.

Confira a íntegra da nota.

Fonte: https://www.brasilcultura.com.br

Diante da omissão do governo, arte e cultura se mobilizam na pandemia

 O voluArtigo da “Revista Extraprensa Cultura e Comunicação da América Latina” faz um balanço do cenário sombrio para a cultura, desde a eleição de Bolsonaro e suas consequências

O volume 13 da Revista Extraprensa Cultura e Comunicação da América Latina traz um ensaio que trata da ausência de políticas públicas para minimizar os efeitos desastrosos que a pandemia trouxe para a cultura e as artes brasileiras. O artigo foi escrito pela historiadora Lia Calabre, coordenadora da Cátedra Unesco de Políticas Culturais e Gestão, professora dos Programas de Pós-Graduação: Memória e Acervos (Fundação Casa de Rui Barbosa) e Cultura e Territorialidade (Universidade Federal Fluminense) e autora de livros e artigos sobre políticas culturais.

A pesquisadora propõe uma discussão sobre as urgências impostas pela pandemia do coronavírus e as especificidades do setor cultural, com enfoque no Projeto de Lei nº 1.075 de 2020, que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural. Segundo a autora, vivemos “tempos sombrios” com o desmonte de programas, projetos e ações culturais em razão do descaso das autoridades em relação à arte e à cultura no Brasil. Ela destaca que o ano de 2020 foi marcado pelo empenho de artistas e setores ligados à cultura em conter a diminuição grave de investimentos federais e da manutenção das leis de incentivo, quase exauridos em virtude de falas governamentais na mídia com a intenção de acusar o meio artístico de apropriação indébita de recursos desviados e direcionados a interesses que pretendem causar prejuízo à imagem do País.

Para Lia, “a gestão Bolsonaro elegeu a cultura como inimiga, em conjunto com a educação, as ciências, as artes, as universidades públicas e os temas relativos às chamadas minorias”, destacando os ataques à liberdade de criação e expressão, com a temida volta da censura aos setores culturais.

Lives

A pesquisadora destaca ainda em seu artigo que, no sentido de driblar a ausência de arte no País e em virtude do isolamento social, a tecnologia veio oferecer possibilidades de levar alento ao público. Em demonstração de criatividade inesgotável, as lives impediram que fossem perdidos os benefícios incontestáveis da arte. As iniciativas artísticas “foram saudadas como canais de escape fundamentais da solidão, como alimento da alma, como alento e esperança de tempos e vidas sãs”. Nesse contexto, o artigo questiona a gestão pública da cultura no Brasil perante a pandemia, indagando sobre as condições de sobrevivência dos que trabalham na área, apontando a necessidade de um plano de retorno das atividades quando o isolamento social já não for mais necessário.

A autora chama a atenção para o fato de que aqueles que trabalham com cultura e artes “não conseguiram ser incluídos sequer no grupo dos primeiros trabalhadores a receberem o auxílio emergencial de R$ 600,00”. O Projeto de Lei (PL) n. 1.075 de 2020, que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural, encontra-se em tramitação no Congresso Nacional, e seguirá ainda para sanção presidencial. Só depois disso serão determinadas providências para a descentralização dos recursos para os Estados e municípios. A mobilização do setor cultural se iniciou com o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, o Fórum de Conselhos Estaduais e Municipais de Cultura, a Rede Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, entre outros, na busca por “medidas legais que garantissem um nível mínimo de renda emergencial que permitisse a sobrevivência aos tempos de pandemia”.

Lia Calabre  aponta que “as atividades de cultura e arte estão entre as primeiras que foram suspensas em todo o país”, não sendo poucos os projetos interrompidos ou recusados pela atual gestão governamental. O texto cita ainda o caso de Niterói, no Rio de Janeiro, como exemplo de ações que podem assegurar alguma sobrevivência para os setores culturais.

Artigo

CALABRE, Lia. “A arte e a cultura em tempos de pandemia” . Revista Extraprensa, v. 13, n. 2, p. 7-21, 2020.

Com o Portal BRASIL CULTURA

Veja o que está faltando para a liberação do dinheiro da lei Aldir Blanc

Imagem: https://registro.portaldacidade.com - (Google).

Um dos setores mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus foi o cultural. Dessa forma, milhões de trabalhadores dessa área estão esperando pela liberação da lei Aldir Blanc, sancionada pelo governo federal. Mas o que está faltando para esta liberação?

De acordo o próprio governo, trabalhadores do setor cultural estão esperando o dinheiro. Veja o que está faltando para sua liberação.

Vale lembrar que esta lei já foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 29 de junho. Neste momento, só o que está faltando é a regulamentação do próprio presidente. E é justamente esta última barreira que está explicando essa demora.

Mas a Associação dos Produtores de Teatro disse que mesmo após a regulamentação, esse dinheiro pode demorar ainda mais para chegar ao bolso do trabalhador. É que, pela lei, a entrega desse dinheiro vai ficar como responsabilidade dos estados e os municípios.

Pelas regras, os governos estaduais têm até 120 dias para realizar essa entrega após a regulamentação, que ainda não aconteceu. Já as prefeituras precisam fazer essa entrega em, no máximo, 60 dias. Alguns estados até começaram a realizar um processo de credenciamento. Mas a maioria ainda não começou sequer a informar como vai funcionar essa entrega.

De acordo com a Lei Aldir Blanc, milhões de profissionais do setor cultural serão beneficiados com a entrega do valor de 3 bilhões de reais do governo federal. Além dos profissionais individuais, estabelecimentos como teatros também terão direito a pedir o dinheiro.

As pessoas que solicitarem esse recurso poderão receber o dinheiro nos mesmos moldes do Auxílio Emergencial. Ou seja, três parcelas de 600 reais. No caso dos estabelecimentos, esse valor pode ser de 3 a 10 mil reais. As regras gerais para o recebimento do dinheiro serão decretadas por cada estado.

Vale lembrar que esse dinheiro não é destinado apenas para artistas. Mas todo e qualquer profissional que tenha sido prejudicado pela pandemia do novo coronavírus. Ou seja, liste aqui também as pessoas que trabalham como técnicos, profissionais de som ou de eventos, por exemplo.

O Ministério do Turismo, que atende pela pasta da Cultura, disse que o presidente Jair Bolsonaro deve regulamentar o projeto nos próximos dias. Mas o ministério não deu uma data exata para isso.

Fonte: https://brasil123.com.br

domingo, 16 de agosto de 2020

CENTENÁRIO PAULO FREIRE!

 Centenário Paulo Freire

Clic no link: https://cnte.org.br/centenariopaulofreire/

Fonte: SINPRO-DF

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA SE SOLIDARIZA COM OS ESTUDANTES DO IFRN!!!

Estudantes do IFRN realizam ato em Natal contra cortes no ...

MANIFESTAÇÃO PACÍFICA - NATAL - IFRN - Imagem do  Google (Tribuna do Norte)

Estudantes do IFRN protestam contra nomeação de reitor que nem ...

Imagem - esquerdaonline.com.br - (Google) 

Alunos e servidores da UFRN e do IFRN protestam contra cortes no ...

Aluna exibe cartaz! - Imagem do G1 (Google)

Na terça feira passada (11/08), data comemorativa ao DIA DO ESTUDANTE os estudantes do IFRN Central fizeram uma manifestação pacífica, democrática e de liberdade de expressão de fronte ao IFRN-REITORIA, cujo objetivo foi de restabelecer a democracia e o DIREITO de eleger pelo voto o diretor da instituição, mas foram surpreendidos pela intervenção da Polícia Militar do RN, de forma arbitrária e com violência!

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN se SOLIDARIZA com a ESTUDANTADA e REPUDIA toda forma de violência! As manifestações pacíficas são garantidas na Carta Magna (Constituição Federal).

A governadora, FÁTIMA BEZERRA de imediato tomou providência, primeiro se solidarizando-se com os estudantes e segundo tomando medidas cabíveis para punir este ato covarde! Os militares estão para proteger os cidadãos e não para espancar!

Portanto, fica aqui o total repúdio a estes atos não tolerados em País que já sofreu e muito na ditadura militar e não pode de forma nenhuma compactuar com este tipo de comportamento de quem deveria proteger o cidadão, espancam?  A sociedade (POVO) está de olho!

Eduardo Vasconcelos

Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

Shilton Roque comenta atropelamento, violência policial e intervenção no IFRN - (Autor: Ascom SINASEFE)

Na última terça-feira (11/08), estudantes e trabalhadores do IFRN enfrentaram o ataque truculento e absurdo da equipe interventora e da PM do Rio Grande do Norte. Para divulgar os detalhes do triste episódio, o SINASEFE conversou com Shilton Roque, um dos lutadores agredido na ocasião.

Shilton Roque tem 31 anos, é trabalhador (assistente em administração) do IFRN desde 2010, além de ser aluno da mesma instituição (doutorando em Educação Profissional). Ele atuou na Direção Nacional do SINASEFE entre 2014 e 2016.

O contexto do IFRN em 2020 é delicado, já que a comunidade escolar foi completamente desrespeitada pelo MEC e governo Bolsonaro. Como você resumiria este contexto?

Enfrentamos uma intervenção de desde abril, quando o ex-ministro foragido Weintraub nomeou um interventor do PSL para o IFRN e não nomeou o professor José Arnóbio, eleito pela comunidade.

Qual é a realidade enfrentada pelos estudantes e trabalhadores neste período de intervenção?

Tem sido um caos, instituição não anda, não funciona, há muita luta e mobilização contra tudo isso, mas a equipe interventora segue suspendendo reuniões dos Conselhos com as piores manobras burocráticas. Seguem desrepeitando a comunidade escolar com uma atuação autoritária nesses espaços, para além de imoralidades como o processo, recentemente denunciado, de aquisição de computadores de cifras altíssimas para a equipe gestora.

Os estudantes receberam como “presente” a truculência e a violência policial no dia em que deveriam ser homenageados. Pode comentar os acontecimentos deste dia lamentável?

Pela manhã os estudantes estavam nesse espaço que é deles, que é a reitoria, faziam uma manifestação pacífica, colocando palavras de ordem e fazendo exigências, quando esse interventor chamou a polícia militar para dentro a instituição. E os estudantes foram tratados com a truculência que lhe é característica: foram apreendidos, de forma ilegal, celulares dos estudantes, um estudante menor de idade foi agredido fisicamente, foi impedido acesso à instituição por parte do interventor e da polícia. Quando soubemos que a polícia estava na instituição, nós servidores fomos lá para evitar justamente esses abusos, para evitar que esse tipo de coisa acontecesse e para fazer parte da mobilização em conjunto. 

Qual o cenário que vocês encontraram ao chegar na instituição?
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Chegando lá a gente foi recebido com grosserias pela polícia, que nos chamou de palavrão, nos tratou com truculência, da pior maneira possível, jogando gás de pimenta na nossa cara de forma gratuita, gratuita mesmo. Eles despejaram gás de pimenta sem estar ocorrendo nada, não como forma de dispersar nada do que estava acontecendo ali, foi de forma totalmente irresponsável e maldosa.

Logo após a chegada à reitoria você foi atropelado, à pé, no portão da instituição onde  trabalha e estuda, pode contar os detalhes?

Alguns pró-reitores desse grupo da gestão do interventor estavam saindo do prédio com manobras rápidas e cantando pneu. Um deles avançou sobre nós servidores que estávamos ali na entrada, sem possibilidade de entrar na instituição. Ele me atropelou com a lateral do carro. Felizmente estávamos nos afastando do portão, porque ele avançou, ele ameaçou passar por cima de todos que ali estavam. O golpe do carro não me jogou ao chão tanta força, pois o corpo girou antes de eu cair, então não tive escoriações graves. É absurdo constatar que pedalo há dez anos numa cidade sem ciclovias e fui ser atropelado à pé, por um pró-reitor.

Além desta violência que você sofreu, os policiais agrediram estudantes menores de idade?

Sim, numa destas saídas abruptas de veículos, um policial tentou expulsar um estudante adolescente e o camarada resistiu, disse: “Eu estou aqui, não posso sair daqui, por que você está me retirando daqui?” Ele teve os óculos e relógio quebrados, além de escoriações nos braços.

Como você classifica a atitude da equipe interventora do IFRN?

Foi assim – com violência, truculência e desrespeito – que o interventor quis comemorar o Dia do Estudante na nossa instituição. Isso também revela a necessidade de levarmos até as últimas instâncias a nossa luta e nossa mobilização. Isso revela quem são as pessoas que são nomeadas pelo governo, de forma ilegal, de forma ilegítima, para intervir não digo nem administrar, nas nossas instituições. Instituições que temos construído com afinco, e que são reconhecidas no país. Trata-se de um projeto de desmonte e de destruição da educação dos trabalhadores dos estudantes bons lutadores.

Qual mensagem você envia para a categoria que o SINASFE organiza?

Sabemos que sua luta só a luta muda a vida. Reitero que estamos bem, estamos com a nossa integridade física mantida. A gente seguirá na luta, ainda muito maior, não vamos deixar isso barato. Vamos reagir, não vamos deixar que tomem, destruam a Rede Federal, e que nos tratem dessa maneira. É necessário, para além da reação, que partamos para uma ofensiva, não podemos simplesmente ficar correndo atrás dos desmandos dessa escalada autoritária, anulando e denunciando suas ações, precisamos estar à frente deles, paralisá-los materialmente. Um forte abraço, saúde à todos, agradeço a solidariedade, força na luta pra nós.


Adaptado pelo CPC/RN, em 16/08/2020