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sábado, 6 de fevereiro de 2021

CRÔNICA: Como apertar o botão do elevador quando se tem covid? Por Paula Corrêa

 Por DCM

A escritora Paula Corrêa
(Crédito: Fernando Cavalcanti)

O botão do elevador para um portador

Por Paula Corrêa*, especial para o DCM

Passei tantas vezes as mãos no álcool que já não me lembro.

Era a certeza de que poderia matar alguém? Era.

Na ponta do meu indicador teria essa partícula invisível da morte? Teria.

Os velhinhos do meu prédio, pessoas que nem conheço ainda – mudei na pandemia-  poderiam tocar aquele mesmo botão que eu.

Seria uma opção subir de escadas?

(Eu realmente não queria TOCAR nada. Porque TOCAR poderia ser uma morte. Ou algumas). E eu não tinha forças para subir nenhum degrau.

Ter forças.

É tão bom, né? Acordar, tomar café, trabalhar, almoçar, ficar com o filho, jantar, dormir. Fazer exercício, tomar um vinho, ver jornal. A vidinha pacata, normal, regradinha.

Mas aí se instala no seu corpo (como? por quê?) uma doença inédita, a doença que o MUNDO todo teme. E você também.

E apertar o botão do elevador? Pode ou não pode? Alguém criou essa regra? Que, veja bem, não é bem de boa convivência… Não é não querer dividir o elevador. Não é não querer dar bom dia. É, digamos assim, matar alguém. Aperto ou não aperto? E se o infeliz do vírus está na ponta do meu dedo? E vai ficar no botão do elevador esperando um velhinho meio desavisado apertar, e depois, subitamente, seu olho coçar veementemente? Ele pode apertar o botão com o dorso do dedo. Aí na hora de coçar o olho, ele também coça com o dorso, afinal, não é uma parte do corpo que ele use muito, então, na dúvida, usa o dorso que não usa muito. Mas ele apertou o botão com o dorso também!

Na dúvida, e repleta de culpa e confusão, passei muito álcool na ponta do dedo que iria usar para apertar o botão do elevador, e apertei. Ao abrir a porta, outro dilema. Bem, entrei. Lá dentro, outros tantos dilemas. Ao abrir a porta para sair do elevador, mais outros. No hall…

Entrei em casa, de onde só saí depois de quase 20 dias. Para garantir.

Bem… o que passei lá dentro, não importa muito agora.

Mas o que mais importa, mesmo, é que o interfone não tocou aqueles dias todos. E não tive notícia dos velhinhos do prédio terem covid.

*Paula Corrêa é escritora, poeta e jornalista. Nascida em São Paulo em 1978, cursou Comunicação e Artes do Corpo e é formada em Jornalismo pela PUC-SP. Escreveu os livros de poesia “In Vitro” (2004), “As Calotas Não Me Protegem do Sol (2010)” e “Tudo o que Mãe Diz É Sagrado”, este último pela editora Leya, com quarta capa de Eliane Brum e Ignácio de Loyola Brandão.

 por
 Vinicius Segalla

FONTE - DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Curta o Curta faz 20 anos com Festival e premiação para 20 filmes produzidos desde 2000

Inscrições abertas a partir de 1º de fevereiro

Pioneiro na exibição de curtas na internet brasileira, antes da febre do YouTube, o site Curta o Curta completa 20 anos. E para celebrar a efeméride realizará, através da Lei Aldir Blanc, o Festival Curta o Curta, selecionando 20 filmes feitos a partir do ano 2000. Cada curta selecionado ganhará 500 reais pela participação no evento, que será online, dias 12, 13 e 14 de março. As inscrições serão de 1 a 22 de fevereiro pelo site www.curtaocurta.com, podendo participar curtas com até 15min de duração, de todos os gêneros, feitos por brasileiros/as, mesmo que no exterior. Um júri formado por Cavi Borges e Helena Ignez, dois ícones do cinema brasileiro, definirão três destaques que ganharão mais 500 reais de premiação – totalizando mil reais em prêmio.

O Festival Curta o Curta foi criado por Guilherme Whitaker, que inventou o site Curta o Curta (COC) em 2000, uma novidade na ocasião. “O COC foi criado para dar mais espaço e visibilidade ao curta-metragem, porque na época não havia nenhum site que fizesse isso. Depois, ficamos 10 anos trabalhando como uma empresa de distribuição de filmes. Hoje, somente o site segue em frente, embora tenha ficado pausado nos últimos três anos, sem atualizações”, diz.

O projeto nunca teve um patrocinador, e segue 100% independente. “Estávamos preparando o relançamento do site por conta dos 20 anos, quando ganhamos este edital para fazer o festival, o que vai ajudar muito nesta nova fase que se inicia, com o site repaginado e focado apenas na difusão de filmes e notícias relacionadas ao curta nacional. Nosso lema segue sendo o de que ‘a luta por mais arte e mais cultura nunca foi, não é, nem nunca será em vão’ “, complementa Whitaker.

O festival é uma realização da WSET Multimídia em parceria com a KZL Filmes, com produção de GuiWhi e curadoria de Christian Caselli e Simone Rodrigues, e somente foi possível através da Lei Aldir Blanc.

Mais e etc. em www.curtaocurta.com

www.instagram.com/cultura_rio

www.facebook.com/SMCulturaRio

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Um lutador sóbrio, rigoroso

José Carlos Ruy, pesquisador competente e curioso, escritor cioso da precisão, com sua seriedade, discrição e calma em qualquer discussão, vai fazer muita falta

Acho que eu conheci o Ruy pessoalmente em 1978, na sede do jornal Movimento, em São Paulo. De início ele trabalhou no arquivo do jornal, com o Samuel Rodrigues e o Miguel Jimenez, depois foi para a redação. Desde então participamos juntos de várias publicações dirigidas pelo jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, como a enciclopédia Retrato do Brasil, a revista Reportagem e a revista Retrato do Brasil.

Algumas das características que me chamaram a atenção nele, desde o início, foi a seriedade, a discrição, e a calma em qualquer discussão. Talvez fosse sério demais, embora soltasse sonoras gargalhadas volta e meia.

Uma vez me disse, para meu espanto, que não suportava o Woody Allen, um dos meus ídolos, a despeito das tentativas criminosas de seu cancelamento por parte da Mia Farrow.

Pesquisador competente e curioso e escritor cioso da precisão, por mais de uma vez mencionou para mim a ex-mulher, a bióloga e escritora Verônica Bercht, como exemplo a ser seguido, por sua “cautela de cientista”. “A gente só deve escrever depois de estar muito seguro dos dados, levantados com rigor”, dizia.

Ficamos afastados muitos anos, durante os quais continuei a acompanhar o seu trabalho, sóbrio e entusiasmado, na revista Princípios e no portal Vermelho.

Mais recentemente, quando passei a colaborar com o Vermelho com algumas das minhas crônicas atrevidas, voltamos a nos falar. Foi quando soube que ele enfrentava, com o espírito de luta de sempre, graves problemas nos olhos.

O Ruy vai fazer muita falta entre as fileiras dos que batalham para transformar o Brasil numa república democrática, popular e socialista.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Lava Jato monitorava minuto a minuto defesa e Lula

Provas de um crime: Lava Jato monitorava minuto a minuto defesa e o próprio Lula. E o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirma que “Lula merece um julgamento justo”

Os crimes da Lava Jato estão vindo à tona a cada dia e a indignação só cresce. A turma da Vaza Jato e Moro querem esconder a verdade e pedem sigilo no processo, fazem isto, porque não existe  defesa para provas contundentes e claras da falta de imparcialidade e do conluio desta operação contra Lula e seu partido. Outro ponto e a ação partidária e política de setores do Ministério Publico Federal em parceria com setores da mídia para condenar sem provas Lula, como muitas vezes já foi demonstrado. A injustiça tem de ser reparada e que se faça justiça para Lula e milhares de brasileiros e brasileiras que vivem o mesmo drama.

Provas de um crime: Lava Jato monitorava minuto a minuto defesa e o próprio Lula.

Do comitê Nacional Lula Livre. Os procuradores eram informados minuto a minuto do que ocorria e articulavam os próximos passos em função das conversas grampeadas.

Outro relatório do perito contador Cláudio Wagner levantou as conversas da Lava Jato sobre o monitoramento dos telefones dos advogados de Lula e do próprio Lula, segundo o site GGN, confirmando que servia para identificar as estratégias da defesa e se antecipar.

Os procuradores eram informados minuto a minuto do que ocorria e articulavam os próximos passos em função das conversas grampeadas.

Do GGN.

(Brasília – DF, 05/02/2020) Reunião com Sergio Moro, Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública e Secretários.\rFoto: Marcos Corrêa/PR

“Lula merece um julgamento justo”: assista aqui à declaração de Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes declarou em entrevista à TV Bandeirantes que “Lula merece um julgamento justo”. Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, o ministro, que pretende pautar a suspeição de Moro este semestre na Segunda Turma, também comentou as mensagens vazadas de Moro e Dallagnol.

Assista e compartilhe!

Gilmar Mendes: Lulla Merece um julgamento justo
Fonte: JORNALISTAS LIVRES

“Decoloniedade Afrofuturista”, com Rafael Bqueer

 


Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

 POR NINJA

Por Amanda Olbel, para o @planetafoda

A entrevistada da semana para #ArtistaFOdA é a artista e performer Rafael Bqueer que atua hoje com investigações sobre arte política, sexualidade, afrofuturismo e decolonialidade. Drag queen e  ativista LGBTQIA+, Bqueer tem um trabalho que dialoga também com vídeo e fotografia, utilizando de sátiras do universo pop para construir críticas atentas às questões da  contemporaneidade. Atua de forma transdisciplinar com vivências entre a moda, escolas de samba e arte contemporânea. 

Rafael Bqueer, graduade em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), nasceu em  Belém/PA, 1992, e atualmente vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda na adolescência começou seus primeiros trabalhos como figuriniste e carnavalesque de escolas de samba e grupos juninos de Belém do Pará, e essa paixão a levou, posteriormente, ao  curso de Artes Visuais da UFPA. Durante sua graduação ganhou uma bolsa de intercâmbio para estudar na UFRJ e enfim poder trabalhar no carnaval do Rio de Janeiro. 

Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

Rafael conta que o espaço acadêmico lhe trouxe o desafio de lidar com as narrativas eurocêntricas da história da arte oficial, onde se enxergava como ume alienígena nestes lugares, mas aos poucos foi entendendo a necessidade de ocupar esses espaços para legitimar narrativas pretas e LGBTQIA+ dissidentes . Diz ainda que buscar o imaginário popular para falar de arte contemporânea sempre foi algo bastante natural para elu e também a aproximou dos professores Zélia Amador e Arthur  Leandro, dois importantes pesquisadores e ativistas paraenses do movimento negro dentro da universidade. 

“É preciso reescrever a história da arte institucionalizada, acredito muito no conceito de ‘escrevivência’ de  Conceição Evaristo como importante ferramenta metodológica para a produção de novos conhecimentos e  de reação ao racismo epistêmico. É preciso reconhecer a arte contemporânea preta que existe nos subúrbios e periferias do Brasil, nossas vivências e nossa presença são marcadores importantes para desafiar o  projeto hegemônico do colonialismo.” 

Seu trabalho tem muitas naturezas: um verdadeiro caldeirão de referências e misturas que vão da  cultura popular aos espaços institucionais de arte. Bqueer se considera ume artista em constante  processo experimental, cuje suas pesquisas surgem nas vivências entre a moda, figurino, escola de  samba, arte Drag Themônia, artes visuais, fotografia e performance . Atualmente está produzindo  seu primeiro filme, recentemente contemplado pela bolsa de fotografia da revista ZUM do Instituto Moreira Salles.

Aos seus 16 anos, em Belém, conheceu os carnavalescos Jean Negão e Claudio Rêgo de Miranda,  importantes artistas da cena paraense. Tornaram-se amigues, e generosamente foi convidade para  acompanhar seus processos e, assim, ser introduzide na cena do carnaval paraense. Suas práticas  sempre foram multidisciplinares, com vivências que atravessavam cultura popular, ópera, teatro,  cinema, arte-educação, etc.

“Sem dúvida muito do meu olhar amplo para experimentação vem desse berço. Meus trabalhos tem o corpo como principal questão e se desdobram em pesquisas sobre afrofuturismo, gênero, decolonialidade e tudo que atravessa minha subjetividade como bixa preta amazônica/paraense no mundo.”

Durante seu processo de imersão ao universo drag, ouviu falar pela primeira vez em afrofuturismo,  e viu na personagem da comandante Nyota Uhura da série Star Trek, uma potente representação de  poder na luta contra o racismo e para questionar os estereótipos brancos da arte da montação.

Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

Quando questionade sobre sua personagem nos trabalhos de Drag Queen, diz que costuma  apresentar Uhura Bqueer, brilhantemente, como: 

“A panterona afrofuturista e intergalática do Pará.
É a primeira rainha drag-Themônia coroada na festa Noite Suja, em 2014.
Uma artista e ativista LGBTQIA+ que mistura diversos materiais e referências do trabalho de Gaby  Amarantos e do tecnobrega paraense.
É a filha de Grace Jones com Vera Verão.” 

Suas inspirações partem de todos os lugares possíveis: filmes, desenhos, vídeo-clip’s, livros,  revistas, Instagram, de onde destaca algumas artistas da região norte, como Lúcia Gomes, Uyra  Sodoma, Coletivo Noite Suja, Gaby Amarantos, Zélia Amador de Deus, Arthur Leandro . Diz não  se cansar de assistir desfiles das escolas de samba de vários anos: um de seus vícios. Também conta  ser fã das narrativas dos carnavalescos Joãosinho Trinta, Fernando Pinto e Rosa Magalhães. 

Já seus estudos sobre fotografia e performance tem referências também da moda e artistas visuais  de diversos países, incluindo artistes contemporânees negres e indígenas que atuam politicamente  dentro e fora do circuito de arte. 

Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

Durante o início de seu trabalho com performance, a infância aparecia de forma recorrente para  pensar suas memórias com os anos 90 e a ausência de representatividade afro-indígena na televisão, cercada por conteúdos de origem eurocêntrica, japonesa e estadunidense, muito bem apreentada na  apresentação “Super Zentai”. 

“Eu adoro trabalhar com signos ditos globais, que ganham caráter irônico ao se confrontarem com a  realidade social e colonial do Brasil.” 

Em seu trabalho “Alice e o chá através do espelho”, atravessa diversos cenários do Brasil,  caminhando do Rio de Janeiro ao Pará, com seu corpo “lúdico, negro e gay”, onde o maravilhoso e  a destruição andam juntos, coexistem constante e simultaneamente. Reúne o imaginário  carnavalesco e a imagem de Jorge Lafond como importante referência para levantar  questionamentos sobre gênero, racismo e representatividade no campo da arte. A paisagem cercada  pelo lixão em meio ao território amazônico cria um diálogo com o trabalho “Sanitário Santuário”,  da performer e artista paraense Lúcia Gomes. 

Brinca com os espaços urbanos, que não carregam a mesma mágica da história original, de Lewis  Carroll, trazendo mesmo assim esse universo onírico e utópico do conto infantil, para essa realidade distópica, cruel, da desigualdade, do que é precário nas cidades e nas relaçoes entre os moradores  desses espaços. E nisso questionando as heranças coloniais do absurdo e as contradições dos tempos atuais. 

“A personagem na verdade não ignora o seu entorno, ela está a todo momento na dúvida de qual o seu  lugar em um mundo, que se mostra distópico e sufocante. No começo da ação em 2013, o figurino causava  uma sensação de contraste com as paisagens e com o corpo que o vestia. Com o passar dos meses o vestido  foi apodrecendo, sobrepondo camadas de sujeiras das cartografias, fazendo muitas pessoas associarem minha imagem de Alice a uma empregada doméstica, uma afirmação que revela muito sobre o olhar  colonial e racista do Brasil.” 

Em um de seus trabalhos performaticos mais potentes, “Sem título”, elaborado durante o curso de  formação para artistas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, levanta discussões sobre corpo,  objetificação e fetiche. Construindo criaturas híbridas de caráter surrealista, juntando corpos e  objetos em uma ação que questiona os padrões normativos e o corpo como objeto de arte. Bqueer aparece mimetizada a uma poltrona, revestida de um tecido de lycra, progressivamente  fazendo movimentos, por debaixo do pano colorido. Nos passa uma tremenda angustia a ver  enclausurada, sem possiblidades de libertação, e remete ao famoso quadro do pintor espanhol  Salvador Dalí, “Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo “. Desenvolvida  durante a Segunda Guerra Mundial, a pintura transmite a preocupação do artista com o futuro da  humanidade diante da perspectiva sombria da época, e temos uma figura de um homem se esticando por dentro de uma casca de ovo. 

Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

Rafael demonstra então esse desejo de sair de um estado de objeto artístico e social. Uma tentativa  de deslocar-se desse espaço estigimatizado dos corpos que não seguem a “regra” heteronormativa,  que cada dia mais se aproxima da falência e do desgaste. Estar mimetizado na poltrona, não parece somente um estado primário de “nascimento”: de formatação original, da qual deseja-se  desvincular, parte muito mais de pressuposto de castigo, de punição, sendo obrigade a se adequar a  essa “caixinha” sistemática. Foucault diria que dentro da sociedade existem mecanismos de  disciplina e sequestro dos corpos, os quais devem ser continuamente exercitados, treinados  modelados, remodelados, remendados, corrigidos através de recompensas e punições. Portanto,  abre-se um espaço para resitência e o delinquente aqui, para a nossa felicidade, tem como sinonimo  a liberdade transviada. 

Rafael Bqueer já participou de exposições nacionais e internacionais, destacando : “Against, Again:  Art Under Attack in Brazil”- Shiva Gallery em Nova York (2020) e a individual “UóHol” no Museu de Arte do Rio (2020). Foi artista premiade na 8º Edição da Bolsa de fotografia da Revista ZUM – Instituto Moreira Salles (2020) e na 7º edição do Prêmio FOCO Art Rio(2019) . Suas obras fazem parte das coleções do Museu de Arte do Rio (MAR) , Museu de Arte Moderna do  Rio de Janeiro (MAM) e Museu do Estado do Pará (MEP). 

Para ver mais de seus trabalhos, acompanhe-a pelo perfil @rafaelbqueer no Instragram, onde  compartilha fotos e informações, e suas performances como Drag Queen, no perfil @uhurabqueer.  Acompanhe a página do @planetafoda para ficar por dentro dos próximos Artistas FOdA’s, publicados todas as quintas-feiras. 

Fotos desta edição: Paulo Evander Castro, Alice Ninn, Alex Korolkovas e Lou Pipa

Rafael Bqueer, #artistafoda da semana

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Alfândega cobra R$ 1,600 para entregar prêmio a Kleber Mendonça Filho, diretor de Bacurau

O diretor de Bacurau, premiado pela New York Film Critics Circle, diz esperar que a situação não passe de apenas um "mal entendido"

247 - Kleber Mendonça Filho, diretor de 'Bacurau', longa recentemente premiado como melhor estrangeiro do ano pela New York Film Critics Circle, considerada por muitos a prévia não-oficial do Óscar, revelou que a alfândega está em posse do prêmio e que ela cobra R$ 1.600 para liberá-lo. 

Kleber diz esperar que a situação seja apenas um "mal entendido".

Além desta premiação, Bacurau foi indicado nesta terça-feira (2) a melhor filme internacional pela Associação de Críticos de Hollywood.

O filme brasileiro vai concorrer com "Deux" (França), "Another round" (Dinamarca), "Ya no estoy aquí'" (México) e "La Llorona" (Guatemala)..

Fonte: BRASIL 247

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

O compositor de Macau (RN) que foi um dos precursores da Bossa Nova brasileira - Por HENRIQUE ARAÚJO


Cantor e compositor Hianto Almeida, de Macau-RN

Você sabia que o Rio Grande do Norte tem um filho que foi um dos criadores da Bossa Nova, inspirando até Tom Jobim?

Pois é! Você provavelmente não sabe, mas a cidade de Macau (Rio Grande do Norte) que fica há 175km de Natal, deu luz a um dos precursores da Bossa Nova, o cantor e compositor Hianto Ramalho de Almeida Rodrigues, ou, simplesmente, Hianto Almeida.

A Bossa Nova é o termo pelo qual ficou conhecido um movimento de renovação do samba irradiado a partir do Rio de Janeiro no final da década de 1950. Depois o movimento passou a dar nome ao estilo de interpretação e acompanhamento rítmico dele surgido, conhecido por “batida diferente”. O estilo ganhou o mundo e levou a música brasileira para fora do país.


Hianto de Almeida foi um dos precursores da Bossa Nova. O humorista e compositor Chico Anysio, em entrevista à Playboy no ano de 1987, declarou que Tom Jobim descobriu a batida da bossa nova com Hianto:"Tenho a grande honra de dizer que o primeiro arranjo do Tom foi em cima de uma música com letra minha, Conversa de sofá. Acho que até foi aí que ele aprendeu a compor, porque descobriu que a música de Hianto de Almeida, tinha uma sequência e foi em cima".

Entre os artistas que registraram suas composições, estão "simplesmente": Elza Soares, Cauby Peixoto, Raul de Barros, João Gilberto, Jair Rodrigues, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, entre outros.

Nos dias de hoje grandes nomes do movimento "bossanovista" reconhecem a importância das composições de Hianto de Almeida no cenário inicial Bossa Nova, a exemplo do samba-canção “Meia luz”, em parceria com João Luiz, que foi gravado por João Gilberto, em 1952.

Cantor e compositor Hianto Almeida, de Macau-RN

Hianto viveu apenas quatro décadas, mas nesse curto espaço de tempo produziu 237 composições, sendo 81 gravadas em discos 78 rotações, 7 discos de dez polegadas, 7 compactos, 89 LPs e 23 CDs.

A cidade de Macau já teve um teatro em sua homenagem: O Teatro Municipal “Hianto de Almeida”, erguido em 2003, mas que infelizmente veio desabar em menos de 3 anos de atividade.

O precursor potiguar da Bossa Nova faleceu em 27 de setembro de 1964.

Se gostou veja 30 músicas potiguares que você precisa ouvir [lista inédita]

Fonte: CURIOZZO

Entrevista: Gilberto Calil – Vacinação para todas/os, já! - ANDES SN

Desde o início da pandemia, o ANDES-SN vem defendendo a vida acima dos lucros e o retorno seguro às atividades escolares presenciais, o que, na avaliação do Sindicato Nacional só é possível com a vacinação de todas e todos. Para ampliar o debate sobre o Plano Nacional de Vacinação e sobre a omissão do governo federal em atuar no combate à pandemia e necessidade de defesa da vacinação pública e gratuita para toda a população, conversamos com o professor Gilberto Calil. "É absolutamente imprescindível que esta vacinação seja inteiramente organizada a partir do Sistema Único de Saúde (SUS) e das prioridades estabelecidas no Plano Nacional de Vacinação, e gratuita", afirma o docente.

Gilberto Calil é doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), integrando o Grupo de Pesquisa História e Poder. Integra a atual diretoria do ANDES-SN como 2º Tesoureiro da Regional Sul do ANDES-SN e é Presidente da Adunioeste Seção Sindical (Sindicato de Docentes da Unioeste). Desde abril de 2020, Calil apresenta o quadro "Números da Pandemia", no canal de youtube do Esquerda Online. Confira a entrevista.

Até o momento, não temos um Plano Nacional de Vacinação estabelecido e doses suficientes de vacinas para atender, pelo menos, a parcela mais vulnerável da população. Como você avalia a disponibilidade de vacinas no país, a postura dos governos Federal, estaduais e Distrital na compra de vacinas e os critérios de vacinação?

GC: A rigor existe um Plano Nacional de Vacinação. Existe um documento público do governo federal, cuja segunda edição é datada de 25 de janeiro, há uma semana, que estabelece 27 grupos prioritários. 
O problema é que este plano é uma absoluta ficção até que tenhamos as vacinas em quantidade suficiente para que, ao menos num primeiro momento, estes 27 grupos prioritários, que somam 77,2 milhões de brasileiros, ou 36% da população do país, possam ser atendidos. 
A grande contradição é entre o que o documento estabelece e o que são as políticas públicas efetivas do governo em relação à sua disposição clara em atrasar o processo de vacinação, em recusar a negociação para a compra de vacinas, o que torna, efetivamente, algo muito distante, do ponto de vista temporal, o cumprimento daquilo que está colocado no plano. 

Do ponto de vista mais geral, esses 27 grupos que estão estabelecidos incluem todos aqueles que se considerariam como sendo os grupos prioritários: os profissionais de saúde, a população idosa, num primeiro momento aquela em condição institucionalizada - em asilos e espaços como esses -, e os mais idosos, num escalonamento, inicialmente, acima de 80 anos, depois por faixa etária de 5 em 5 anos e uma série de outras categorias, que estão dentro de um ordenamento no plano, que não é claro se ele estabelece de forma rigorosa que essa sequência seja definida. 
Um aspecto que chama a atenção e que é bastante questionável é que a população privada de liberdade, que tem alto índice de contaminação, assim como a população em situação de rua, não está entre as primeiras prioridades, estão lá em 14º e 15º grupo, o que demoraria bastante tempo para serem atingidas. 
Do ponto de vista da comparação internacional, aqui tem algo complicado, que parece atender à uma perspectiva ideológica do governo de deixar essas populações mais para trás.

No entanto, de forma geral, o conjunto mais importante está contemplado, mas contemplado em abstrato. No concreto, o que temos é um volume muito baixo de vacinas. Hoje [no dia 02 de fevereiro], temos registradas 2,3 milhões de pessoas vacinadas no Brasil, o que significa basicamente 1% da população, ou poderia se dizer, menos de 1/30 do que está previsto como sendo a população prioritária.

Do ponto de vista das negociações que o governo fez em relação à compra de vacinas, das vacinas fundamentais, que seriam necessárias para isso, não há nenhuma previsão. O número que se tem nesse primeiro momento é muito inferior, e o governo vem recusando a estabelecer negociações, reiteradamente. Talvez, o mais digno de registro foi o fato de ter ficado vários meses recusando o consórcio internacional do Covax, que  permitiria, só a partir dali, vacina para 50% da população brasileira, o que já é mais do que o conjunto desses grupos prioritários. O Brasil aderiu muito tardiamente ao convênio e com uma carga de doses muito inferior a essa, porque aderiu com a cota mínima. E o exemplo mais recente disso foi que a gente teve a liberação da vacina da Johnson e Johnson, que é uma vacina extremamente promissora e que tem a vantagem de ser dose única, e o governo também não estabeleceu negociação e não demonstrou interesse e permanece nessa postura de postergar a resolução da situação, ao contrário de todos outros governos do mundo que disputam as doses.


Diante do cenário que vivenciamos, com aumento no número de casos, com mais de mil mortes diárias e fim do Auxílio Emergencial, quais parcelas da população você avalia que deveriam estar nas prioridades de vacinação?

GC: Em relação a quais parcelas da população devem ser prioridades, o critério internacional que a maior parte dos países utiliza é iniciar com os trabalhadores de saúde, não apenas pelo risco pela superexposição, mas também por garantir a manutenção do funcionamento dos equipamentos de saúde e seguir numa ordem que privilegie as populações com maior risco de agravamento da doença. Ou seja, os mais idosos e os  portadores de comorbidades graves, a população privada de liberdade e, a partir disso, estabelecer um escalonamento que leve em consideração estes elementos. Não é muito diferente do que está colocado no Plano Nacional de Vacinação. O problema é que para que se atenda a isso, precisaríamos de um número de doses de vacina muitíssimo superior ao que está anunciado em médio prazo. 
Os trabalhadores em educação básica estão em 17º, são 2,7 milhões, e os trabalhadores em educação superior são outros 720 mil, estão em 18º. 
Até que se chegasse a eles, aos trabalhadores em educação, a gente teria em torno de 60 milhões de pessoas vacinadas, mas a imensa maioria deste grupo são idosos e portadores de comorbidades, além de trabalhadores em saúde. Portanto, não haveria muita margem para que se pleiteasse que os trabalhadores em educação estivessem mais acima. O que se deve fundamentalmente pleitear é, primeiro, que há a absoluta urgência de se ter este quantitativo de doses [de vacina] e, em segundo lugar, que não há nenhuma possibilidade de cogitar o retorno presencial às aulas antes que isso se dê.


Uma das questões em pauta é o retorno presencial às atividades escolares. Você acredita que esse é o momento para retomar as atividades presenciais nas escolas?

GC: A possibilidade ou a cogitação de retorno às atividades  presenciais nesse momento é um completo absurdo, por um conjunto de razões que, para simplificar, a gente pode citar talvez quatro. A primeira delas é que a condição, especificamente em relação aos professores, de exposição é de superexposição, em diversas turmas, e um contato com um número muito grande de estudantes, mesmo que dividindo-se a turma e, portanto, seria completamente absurdo colocar um trabalhador nessa condição de exposição sem que ele esteja vacinado. No entanto, esta condição [vacinação] ela é prévia, mas ela é absolutamente insuficiente, porque há um segundo fator que é de que a maior parte dos estudantes tem familiares em casa que são idosos, que são portadores de comorbidades, que têm as mais diversas características e, portanto, eles também têm que ser vacinados antes que se tenha a possibilidade de retomada, ainda que gradativa, das aulas presenciais.

Então, é imprescindível a vacinação dos professores, dos trabalhadores em educação, mas também de todos os demais grupos que são prioritários e que devem ser efetivamente prioritários. 
Só que, além disso, nós estamos numa condição de desenvolvimento, de avanço de uma nova cepa que é ainda mais transmissível, e isso coloca um terceiro fator que é o fato de que o índice de transmissão tende a aumentar e muitos calculam que até o final de fevereiro essa nova cepa pode se tornar dominante, o que modificaria para pior a dinâmica da pandemia no Brasil. E o quarto fator tem a ver com o fato de que os dados oficiais desmentem uma série de compreensões simplórias em relação ao suposto baixo risco de contaminação das crianças e a baixa letalidade das crianças, uma vez contaminadas.
Nos números oficiais, até o dia 04 de janeiro - isso está no boletim epidemiológico 44 - nós tínhamos já 1.203 crianças e adolescentes que foram a óbito, vítimas comprovadamente da Covid-19. E outras 1.970 crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, que foram a óbito vítimas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Não especificada, ou seja, que faleceram por problemas respiratórios com um quadro análogo ao da Covid-19, mas que não tem a comprovação final de que foi Covid-19. E outros 63 óbitos que estavam ainda em investigação. Isso soma, entre Covid-19 e SRAG, 3.242 crianças e adolescentes que faleceram até o dia 4 de janeiro de 2021. É um número absolutamente significativo, relevante, ainda que proporcionalmente indique que o risco é menor, mas o montante de óbitos dessa categoria, dessas faixas etárias, não é, em absoluto, desprezível. E, ainda, se deveria considerar que as pesquisas recentes têm indicado um índice de transmissibilidade muito elevado nas crianças. Uma pesquisa recentemente publicada na revista Lancet indica que as crianças têm 60% mais transmissibilidade do que os adultos, o que significa que, mesmo aquelas que não venham a desenvolver sintomas, levam o vírus para suas casas, transmitem, propagam o vírus.
Então, o conjunto desses fatores nos indica que é absolutamente despropositado pensar em qualquer modalidade de retorno às aulas presenciais neste momento. Quando nós tivermos todos os grupos prioritários vacinados e, nesse caso, com o montante que temos hoje seria 36% da população, provavelmente ainda não existam as condições, mas aí os dados epidemiológicos vão dizer qual é o patamar de circulação e qual seria o impacto e, ao menos, nós teremos os grupos mais vulneráveis já protegidos. O mais provável é que se demande algo próximo de 70% da população vacinada, para que haja essa possibilidade [de retorno às aulas presenciais]. O que é certo é que neste momento é um completo absurdo.


Como seria possível pensar o retorno presencial às escolas e universidades? Com quais condições?

GC: A condição fundamental que se deveria considerar para o retorno às aulas em escolas e universidades é a interrupção do  contágio comunitário do vírus. Pode parecer algo absolutamente distante, mas países que tomaram medidas concretas e efetivas conseguiram interromper o contágio comunitário do vírus. Seja na China, no Vietnã, em Taiwan, seja na Nova Zelândia, na Austrália, são inúmeros os países com distintas características que tiveram políticas públicas capazes de, pela contenção da propagação, interromper a transmissão comunitária.  Nós já sabemos que no Brasil isso é absolutamente inviabilizado pelas políticas públicas e pelos exemplos que vêm da autoridade máxima do país e que, portanto, não teremos isso. E, portanto, a nossa única possibilidade de interromper a transmissão comunitária é através da vacinação massiva da maior parte da população. Consequentemente, essa é a condição fundamental.


Há o debate sobre incluir professores e professoras nas prioridades de vacinação. Como você avalia essa questão? Você acha que adianta vacinar só professores e professoras e não os demais trabalhadores escolares e também os estudantes?

GC: O debate sobre a inclusão de professores e professoras no grupo prioritário de vacinação me parece que coloca uma falsa questão na medida em que já estamos colocados entre os grupos prioritários. 
Como eu disse antes, são 27 grupos prioritários e que reúne 77 milhões de pessoas. Isso significa que estamos entre os prioritários, mas não há, em curto prazo, nenhuma perspectiva de vacinação dos professores. O que não me parece razoável seria propor que a vacinação dos professores se dê antes da população mais idosa, dos profissionais da saúde e da população com comorbidade, porque há um ordenamento que tem sentido e que tem a ver com o risco de agravamento e com o risco de óbito. Então, para acelerar o processo de retomada das aulas presenciais, subverter esta sequência me parece insustentável. Como é insustentável propor a retomada das aulas presenciais sem a vacinação dos professores. Então, acho que o que tem de mal colocado nesse debate é a ideia de que os professores deveriam ser incluídos, eles já estão. Nós já estamos incluídos entre os grupos prioritários, dentro de um ordenamento que tem a ver com o risco de agravamento das condições e que, portanto, nos coloca, dentro desse grupo, em 17º e 18º lugar [os trabalhadores da educação básica e superior, respectivamente]. Como eu disse antes, talvez o que mais salte à vista nesse ordenamento é que a população privada de liberdade deveria estar mais acima pelas condições de surto no ambiente carcerário. 
Não me parece que haja muitas possibilidades de mudança da ordem dos docentes, sem que se passe a frente da população mais idosa e da população com comorbidades, o que a meu ver seria injustificável. 


Qual a argumentação do ANDES-SN para a defesa da consigna "Vacina para todos e todas já"?

GC: A consigna “Vacina para todos e todas, já!” é absolutamente fundamental. É uma consigna que pode unificar um conjunto de lutas na medida em que identifica qual é a única possibilidade real, efetiva e concreta de retomada da normalidade, de superação da pandemia e de fim dessa nova normalidade, que implica em rotinizar mil óbitos diários por Covid-19. Não há, infelizmente, no estágio que estamos hoje, com a desinformação, com a descrença, com a deseducação de medidas de contenção, alguma possibilidade de superação da pandemia no Brasil sem que a maior parte da população esteja vacinada. Efetivamente, alguns países conseguiram a contenção tomando as medidas corretas. Mas isso hoje é de tal forma distante no Brasil, que a campanha pela vacinação, a conquista da vacinação geral do conjunto da população, para que se chegue o mais rápido possível ao patamar necessário para reverter a transmissão comunitária é o que efetivamente coloca as possibilidades de superação da pandemia.

E é absolutamente imprescindível que esta vacinação seja inteiramente organizada a partir do Sistema Único de Saúde (SUS) e das prioridades estabelecidas no Plano Nacional de Vacinação, e gratuita. 
No momento em que tivermos um sistema paralelo de vacinação paga, a probabilidade de que setores minoritários, setores economicamente dominantes sintam-se protegidos e, portanto, defendam políticas ainda mais radicalmente negacionistas é muito grande. É claro que isso seria uma incorreção porque a imunização que a vacina produz ela se dá no coletivo. Por isso, deve ser fundamental a consigna “Vacina para todos e todas, já”, mas sempre lembrar (a defesa) da Vacina pública, gratuita e distribuída pelo SUS, dentro das prioridades estabelecidas no Plano Nacional de Vacinação.

Fonte: ANDES SN