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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Justiça intima Governo Federal e Petrobras, em ação movida pela deputada Natália Bonavides, para explicarem o aumento nos preços do gás de cozinha e da gasolina

 


Justiça intima Governo Federal e Petrobras, em ação movida pela deputada Natália Bonavides, para explicarem o aumento nos preços do gás de cozinha e da gasolina.

 

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte intimou a Petrobras e o Governo Federal para que apresentem, no prazo de até 72 horas, explicações sobre os novos aumentos nos preços do gás de cozinha, da gasolina e do diesel. A intimação é decorrente da ação movida pela deputada federal Natália Bonavides (PT/RN), que acionou o judiciário contra o aumento dos preços.

 

“A política de preços praticada pela Petrobras, com aumentos periódicos nos preços do gás e dos combustíveis, tem tornado ainda mais difícil a situação do povo brasileiro, que vem buscando alternativas para sobreviver à pandemia e ao governo Bolsonaro.

Não podemos aceitar que o povo pague a conta da política econômica desastrosa do Governo Federal. Fundamental que a justiça tenha intimado o governo e a Petrobras para que expliquem essa política totalmente equivocada”, destacou Natália Bonavides.

 

O aumento no preço do gás de cozinha tem feito o botijão custar mais de cem reais. Com isso, diversas pessoas estão utilizando lenha e carvão para cozinhar. Os casos de acidentes domésticos com queimaduras graves estão se tornando frequentes e é um dos sintomas da elevação do preço. Em algumas cidades o valor tem chegado à R$ 105 reais.

 

A ação da parlamentar leva em conta o fato da Petrobras ter em seu regimento o dever de tomar suas decisões visando não apenas o retorno financeiro de seus acionistas, mas considerando a responsabilidade social que possui, conforme estabelecem os artigos 219 e 170 da Constituição de 1988.

Assim a empresa não pode ser contrária aos interesses sociais e coletivos do povo brasileiro.


Fonte:Natália Bonavides Imprensa

Superprodução potiguar circense estreia neste domingo (22)

 

Pense você em uma comunidade perfeita, regida por afeto, responsabilidade, igualdade social e respeito às diferenças. Essa é a Feliz Cidade de Bisteca & Bochechinha, reduto de alegria comandado pela dupla de palhaços que faz parte da história de milhares de famílias do Rio Grande do Norte. A série dividida em quatro episódios tem estreia marcada para este domingo, às 16h, no canal do Youtube de Bisteca e Bochechinha.

No roteiro, uma bruxa malvada decide preparar uma maldição capaz de fazer os moradores da Feliz Cidade serem atingidos pela “onda da melancolia”. Só os guardiões deste lugar, Bisteca & Bochechinha, poderão resolver o problema.

“Usamos elementos-chave para despertar a atenção das crianças, como as cores, as músicas e a própria condução da história, envolta por personagens marcantes e divertidos, como a bruxa e o seu comparsa Tristonho, além do professor Peteca”, conta Victor Ferreira, autor do espetáculo.

“A linguagem do audiovisual é diferente da usada pelo teatro, à qual estamos acostumados, mas prontamente nos adaptamos a este formato. Na pandemia, fomos desafiados a descobrir novas possibilidades artísticas e encontramos outras maneiras de chegar a quem está casa”, conta Everardo Muniz, ator que vive o Bisteca.

A produção protagonizada por Bisteca e Bochechinha reúne 15 atores e bailarinos, conta com direção de Rogério Ferraz e coreografias de André Rosa.

O primeiro episódio será lançado neste domingo, 25 de julho, às 16h. Os outros três serão exibidos nos domingos seguintes. A websérie tem o patrocínio da Unimed Natal, através do Programa Djalma Maranhão, da Prefeitura do Natal.

Sobre Bisteca e Bochechinha

Eles são cearenses. Fazendo jus à terra, fascinados pelo humor. Mas o fascínio maior é pelo público infantil. Desde a década de 90, Everardo Muniz e Dadá Figueiredo fizeram um escolha: semear sorrisos. Foi através do ofício de palhaço que a dupla alcançou destaque, executou projetos, e construiu uma família, sediada em Natal.

A dupla Bisteca e Bochechinha surgiu no ano de 2003 com uma proposta inovadora, oferecer ao público infantil um espetáculo que preservasse a magia do circo reunindo brincadeiras, teatro de bonecos, mágica e muito bom humor, tudo isso num show saudável, dinâmico e interativo; adaptado ao entendimento dos pequeninos e agradando também adultos. Hoje, Bisteca e Bochechinha realizam uma média de 25 apresentações por mês.

Mais tarde, os artistas e empresários passaram a comandar a “Brinquedos & Brincadeiras”, empresa que dispõe de personagens vivos, esquetes teatrais, artistas circenses, recreadores, camarim, banda da fanfarra e Banda Brincantos, que aposta em um repertório infantojuvenil executado ao vivo.

Em dezembro de 2015, para comemorar os 12 anos de carreira, a dupla lançou o CD “A Alegria Chegou”, resultado de toda a vivência pedagógica junto a criançada nos palcos. O repertório desenvolve a música através da ludicidade e dos ritmos, numa proposta pedagógica e educativa. São faixas como “Tudo fica mais animado”, “Basta só obedecer” e “Meu aniversário”, além das músicas já conhecidas pelo público, como “100% Alegria”, “A comidinha” e “Tombei, tombar”.

A dupla também lançou o DVD “100% Alegria” e a “Revista Pintando o Sete com Bisteca e Bochechinha”

Fonte: https://papocultura.com.br

Cascudo na Academia de Medicina

Para proferir palestras sob o título “Cascudo: uma janela de ser e ver o mundo”, a Academia de Medicina do Rio Grande do Norte teve a honra de receber, na noite de 06 de julho/2021, as pesquisadoras Daliana Cascudo Roberti Leite e Camilla Cascudo Barreto Maurício, Presidente e Vice-Presidente do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo. Em ambiente virtual, as duas convidadas, netas do patrono do Ludovicus, foram fluentes na abordagem do tema proposto, bem como mostraram-se seguras quanto ao conhecimento da vasta e significativa obra de Luís da Câmara Cascudo, a quem o escritor Diogenes da Cunha Lima chamou de “símbolo de brasilidade”.

Recebi da Presidente da Academia Selma Jerônimo, e do Vice-Presidente Alexandre Sales, a missão de fazer a saudação às ilustres convidadas, além de coordenar os debates. Foi uma noite memorável vivida pela Academia de Medicina, conforme as próprias palavras da confreira Selma Jerônimo, ao encerrar o evento, no qual palestrantes e participantes interagiram de forma brilhante, descontraída e animada sobre a vida e o legado cultural de um autor que soube reunir erudição clássica com os saberes da alma do povo.

Na saudação que fiz às duas palestrantes, ressaltei o grande mérito de Daliana e de Camilla Cascudo, pois têm a responsabilidade pela preservação e pela difusão do legado cultural do escritor, antropólogo, sociólogo, etnógrafo, poeta, historiador, folclorista e professor Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898-30/07/1986). Na gestão do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, ambas se desdobram para manterem o objetivo principal dessa instituição, missão exercida com muito amor, devoção e conhecimento de causa.

Anna Maria Cascudo

Relembrei que Luís da Câmara Cascudo foi casado com a senhora Dáhlia Freire Cascudo, e o casal teve dois filhos: Fernando Luís e Anna Maria. Fernando logo cedo deixou a casa paterna e se mudou de Natal, enquanto Anna Maria seguiu sempre os passos intelectuais do pai. Formou-se em Direito e integrou o Ministério Público do RN, o Instituto Histórico e Geográfico do RN e a Academia Norte-rio-grandense de Letras.

Com a morte de Câmara Cascudo, em 1986, e de dona Dáhlia, em 1997, Anna se viu no dever de tudo fazer para preservar a memória cultural do seu pai, um dos maiores escritores do Brasil, de todos os tempos. Assim, Anna Maria, mãe de Newton, Daliana e Camilla, criou o Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, em 2010, contando com o apoio da família e, em especial, do esposo Camilo Barreto, com quem foi casada em segundas núpcias.

Já viúva, em 2015 faleceu Anna Maria Cascudo Barreto e, dessa forma, as filhas Daliana e Camilla Cascudo assumem a Direção do Ludovicus, ou seja, assumem a grande responsabilidade de manterem viva uma das mais relevantes memórias culturais do nosso país, missão que vem sendo exercida com muito amor, preparo e competência. O Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo é um orgulho do RN e do Brasil.

Fonte: https://papocultura.com.br

Tempo de nos aquilombar

Tempo de nos aquilombar: É tempo de formar novos quilombos, em qualquer lugar que estejamos, e que venham os dias futuros, salve 2021, a mística quilombola persiste afirmando: “a liberdade é uma luta constante”

Por Conceição Evaristo

É tempo de caminhar em fingido silêncio,

e buscar o momento certo do grito,

aparentar fechar um olho evitando o cisco

e abrir escancaradamente o outro.

É tempo de fazer os ouvidos moucos

para os vazios lero-leros,

e cuidar dos passos assuntando as vias

ir se vigiando atento, que o buraco é fundo.

É tempo de ninguém se soltar de ninguém,

mas olhar fundo na palma aberta

a alma de quem lhe oferece o gesto.

O laçar de mãos não pode ser algema

e sim acertada tática, necessário esquema.

É tempo de formar novos quilombos,

em qualquer lugar que estejamos,

e que venham os dias futuros, salve 2021,

a mística quilombola persiste afirmando:

“a liberdade é uma luta constante”.

Fonte: https://culturadorn.blogspot.com

Sobre os índios que levei para a escola

Ana Paula Campos

Semana passada li a crônica do indígena tapuia, intelectual e colunista do Jornal Potiguar Notícias, Fábio de Oliveira, e fiquei completamente desestruturada. Passei a semana pensando nas suas palavras e refletindo sobre a minha prática como professora. Seu texto falava sobre a situação dos indígenas Warao, segundo maior grupo étnico da Venezuela e sua atual situação. Fábio expunha nossa cegueira racial ao relatar as violências enfrentadas por esse povo e nossa inércia diante deles nos sinais de trânsito de Natal. 

Senti vergonha de mim. Precisei me recolher uns dias para pensar e aceitar o óbvio: eu passei anos e anos levando uma narrativa completamente equivocada e esvaziada de sentido para a minha sala de aula sobre os indígenas. Eu tinha boa intenção e realmente queria fazer uma homenagem aos povos originários, mas o que eu fiz, na verdade, foi reforçar uma estrutura racista de exploração. 
 
Quem me acompanha nesta coluna já sabe que costumo ser muito honesta nas minhas falas. Acredito que precisamos ultrapassar o nível da vergonha de reconhecer nossa prática medíocre e estudar para ir além, afinal de contas, são vidas que estão em jogo. Não dá para sermos levianes com isso. Reconhecer meus erros pode despertar em outres educadores o desejo semelhante de mudança. Sigamos. 
 
Enquanto uma barragem obstruía o rio Manamo na Venezuela, provocando enchentes e destruindo os recursos naturais e fontes de vida para os Warao, eu falava nas aulas em índios de forma generalizada, sem especificar as diversas étnicas e as diversidades de tantos povos. Eu reforçava a lógica do colonizador em desconsiderar a pluriversalidade ao reduzi-los a um pacote homogêneo: apenas índios. 
 
Um surto de cólera levava a óbito cerca de 500 indígenas Warao na década de 90, mas eu estava presa em um looping temporal no passado. Os índios das minhas histórias tinham ficado para trás. Estavam presos no contexto colonial, tinham sofrido um breve período de escravidão e fim. Foram essas inverdades que reproduzi por anos. Além disso, eu não reconhecia nem discutia a existência de indígenas urbanos. Eu não os via ao meu redor, e por esta razão, seus problemas não me diziam respeito. 
 
O etnocídio e o ecocídio seguiam seu curso em velocidade acelerada com as políticas de Nicolás Maduro entre 2014 e 2016, e eu estava em outra parte da América fazendo o mesmo, apresentando índios que usavam tanga, nadavam no rio, usavam arco e flecha para caçar e viviam em paz com a natureza. O tempo verbal sempre no passado. Eu desconhecia totalmente a realidade violenta pela qual todes estavam passando naquele momento. 
 
Eu acreditei no discurso de um branco burguês. Se Câmara Cascudo afirmou que não havia mais indígenas no Brasil, por que eu perderia tempo pesquisando? Elxs estavam o tempo todo ali, ao meu lado. Nas escolas, universidades, nas ruas, nos sinais de trânsito. Mas a minha cegueira racial não me permitia vê-lxs.
 
Resolvi fazer algo útil da minha vergonha. Pedi ajuda a quem entende. Fábio me indicou vários sites confiáveis para pesquisa. Eu já vinha estudando filósofes como Ailton Krenak, Eliana Potiguara e Davi Kopenawa, e lendo as crônicas semanais deste colunista de etnia Tapuia. Mas ainda não tinha parado para pensar nas questões que estão acontecendo agora ao meu redor e como tudo isso poderia estar presente nos meus planos de aula. 
 
Que eu conheça a diversidade. Que eu leia filosofia indígena, mas que no fim, eu saiba fazer a transposição didática de tudo isso para crianças do Fundamental. A educação é o caminho, mas descolonizar a mente e tirar o véu do racismo é essencial. Obrigada, Fábio de Oliveira, por tanto. 
 
Obs: As informações sobre os Warao têm como referência a crônica de Fábio de Oliveira. Para leitura, segue o link: 
https://www.potiguarnoticias.com.br/colunas/post/4169/Histrias-para-alm-do-que-se-v

Senador Jean cumpre agenda com a governadora Fátima no Alto Oeste

 


Por: Andrezza Tavares

 Foto: Assessoria de Imprensa - Gabinete Jean Paul Prates

O Senador Jean estará no Alto Oeste durante o fim de semana, para agendas junto com a governadora Fátima Bezerra em diferentes cidades da região. Essa é uma da série de viagens que Jean tem feito para ouvir as demandas da comunidade dos municípios e também das prefeitas e prefeitos do interior.

O senador já esteve na região do Mato Grande, inclusive, dialogando com os gestores municipais de Pureza/RN (21), na Região metropolitana e também no Oeste e na região do Vale do Açu. Nesta quinta-feira (22), Jean sai de Natal e passa por Riachuelo e Lajes, onde também cumpre agendas, em direção ao Alto Oeste. Já na sexta (23), o Senador Jean cumpre agenda em Martins e na cidade de Pau dos Ferros, esta acompanhando a governadora Fátima.

Ainda na sexta, o senador estará em São Miguel e Venha Ver. No sábado (24), Fátima e Jean seguem para Francisco Dantas, Riacho de Santana, Alexandria e Almino Afonso.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Gabinete Jean Paul Prates

Homem passa em seleção, mas perde o emprego: patrão descobriu que ele era trans - " No mínimo ABSURDO!" - CPC-RN

Jovem tinha sido aprovado na entrevista de emprego (Reprodução/@eduardoprinciperocha/Instagram)

Esse é um dos muito casos de transfobia por parte de empresas que, na maioria dos casos, dizem que a vaga já foi preenchida assim que identificam uma pessoa trans como candidata.

O caso de Eduardo se entendeu um pouco mais  devido a sua “passabilidade”,  por ele ter uma expressão de gênero lida pelo senso  comum como a de um homem cisgênero. O Sr. Erlanio em sua mensagem afirma que não seguiu o roteiro correto das entrevistas e não o identificou na primeira hora.

Ao enviar uma mensagem por Whatsapp justificando sua atitude transfóbica, o empregador não sabia que produzia provas contra si mesmo.

A mensagem evidencia a “violação de várias matérias do direito” inclusive a penal porque desde 13 de junho de 2019 o STF decidiu que até que o Congresso Nacional edite uma lei específica, as condutas homofóbicas e transfóbicas devem se enquadrar na tipificação da lei do racismo.

“Em matéria de direito civil nós temos os danos morais. O cara passou no teste, foi convocado, tudo certinho e, de repente, ele é desconvocado, e ainda -pra piorar pra esse empregador- ele envia essa mensagem que configura prova dizendo os motivos pelos quais ele não vai empregar”, afirma o homem trans  Léo Paulino Barbosa, bacharel em direito e ativista de direitos humanos com ênfase em transgeneridades.

Léo ainda reforça que se esse caso acontecesse no estado de SP ainda caberia um processo administrativo baseado na lei 10.948/01 contra a empresa. Segundo essa lei, à empresa restariam duas opções:  pagar uma multa ou promover uma sensibilização de seu quadro de funcionários através de palestras ou oficinas, adequando o seu ambiente de trabalho para acolher as pessoas lgbtqia+.

“FUI ATROPELADO POR UM TREM”, DIZ GENERAL RAMOS SOBRE DEMISSÃO DA CASA CIVIL

“Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem”. Foi assim que reagiu o atual ministro da Casa Civil, general Luis Eduardo Ramos, ao saber que será demitido para dar lugar ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão.

Apesar de ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) longamente na tarde de segunda-feira (19), quando ele voltou ao Planalto depois da internação em São Paulo, o general da reserva não fazia a menor ideia de que seria demitido dois dias depois.

VEJA TAMBÉM – VÍDEO: Cotado para a Casa Civil, Ciro Nogueira chamou Bolsonaro de “fascista” e elogiou Lula

Considerado um dos mais leais colaboradores e amigos de Bolsonaro, Ramos disse que foi comunicado nesta quarta (21) por Bolsonaro sobre sua saída do comando da pasta para dar lugar a Ciro Nogueira.

No entanto, não foi informado de que irá para a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Onyx Lorenzoni, como noticia a imprensa.

Com informações do Estadão.

Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

The War on Cuba, documentário sobre Cuba com o povo cubano

The War on Cuba é um documentário dividido em três curtas de aproximadamente 12' cada. 

O documentário foi filmado durante a pandemia e lançado em outubro pela Belly of the Beast, um coletivo formado por jornalistas e ativistas cubanos e norte-americanos que busca contar histórias sobre Cuba de uma perspectiva popular e independente. O documentário é o primeiro grande projeto do coletivo, que tem compromisso em moldar seu jornalismo em torno das vozes cubanas e fornecer contexto em um cenário de mídia fortemente influenciado pelos interesses do Estado. 

Os três vídeos do coletivo The Belly of the Beast são sensacionais. Curtos, com falas do povo, ótimas imagens, entrevistas, edição ágil, excelente ritmo e uma repórter, Liz Oliva Fernández, simplesmente encantadora. 

Não percam. Legendado.
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Fonte: https://www.blogdomello.org/2021/07/the-war-on-cuba-documentario-sobre-cuba.html

terça-feira, 20 de julho de 2021

15ª Primavera dos Museus

 

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) abrirá na próxima segunda-feira (26/07/2021) as inscrições para a 15ª Primavera dos Museus.

Com o tema “Museus: perdas e recomeços”, a temporada deste ano acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro.


Museus, instituições de memória, espaços e centros culturais de todo o país interessados em participar da 15ª Primavera dos Museus deverão realizar suas inscrições preenchendo o formulário disponível na página eventos.museus.gov.br e cadastrar as atividades propostas.


O texto de referência que inspira a discussão em torno do tema e a identidade visual serão apresentados junto com a abertura das inscrições, no dia 26 de julho.

 

Fique atento às nossas redes sociais /museusbr e ao site https://www.museus.gov.br/ para acompanhar, em primeira mão, as novidades.

 

Participe da 15ª Primavera dos Museus!

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[Mensagem cortada]  Exibir toda a mensagem

Fonte: museus.gov.br

Um exército para se orgulhar: o Batalhão Sagrado de Tebas, formado por homossexuais, que venceu Esparta - por Kiko Nogueira

Guerreiros gregos retratados em vaso de cerâmica

Me peguei pensando no quanto o Exército brasileiro é desprezível depois de ler sobre o Batalhão Sagrado de Tebas, célebre pelas vitórias sobre os espartanos.

Meu sobrinho Pedro escreveu sobre isso em seu site, El Hombre. A história fascinante desses homens estava numa New Yorker. Fico imaginando um Pazuello, um Braga Netto, um Bolsonaro, tentando a vida aqui:

Em junho de 1818, durante uma visita à Grécia, um jovem arquiteto inglês chamado George Ledwell Taylor saiu cavalgando com alguns amigos a fim de explorar as ruínas de uma antiga cidade denominada Queronéia.

Conforme o grupo de Taylor se aproximava de seu destino, seu cavalo “tropeçou com medo”, como ele lembrou mais tarde, em uma pedra na estrada; em uma inspeção posterior, ele viu que a pedra era, de fato, parte de uma escultura. A escavação acabou revelando uma cabeça de animal com quase um metro e oitenta de altura – ou, como disse Taylor, uma “cabeça colossal de Leão”.

Esse artigo definido e a maiúscula “L” são cruciais. Taylor percebeu que havia descoberto um monumento famoso, mencionado em algumas fontes históricas, mas já perdido, conhecido como o Leão de Queronéia.

O inglês estava estudando a obra “Descrição da Grécia”, de Pausanias, um geógrafo do século II d.C., que afirma que a figura gigantesca do animal sentado havia sido erguida para comemorar uma unidade militar notável que havia morrido ali. O leão, presumiu Pausânias, representava “o espírito dos homens”.

A unidade à qual esses homens pertenciam era conhecida como Bando Sagrado. Composto por trezentos guerreiros da cidade de Tebas, o batalhão estava entre as forças de combate mais temíveis da Grécia, invicto até ser exterminado na Batalha de Queronéia, em 338 a.C. – um combate durante o qual Filipe da Macedônia e seu filho, o futuro Alexandre, o Grande, esmagou uma coalizão de cidades-estado gregas lideradas por Atenas e Tebas.

Os estudiosos vêem Queronéia como a sentença de morte da Era Clássica da história grega.

Outros podem achar a história interessante por diferentes razões. Não menos importante é que o Bando era composto inteiramente de amantes: precisamente cento e cinquenta casais, cujo valor, assim pensavam os gregos, se devia ao fato de que nenhum homem jamais exibiria covardia ou agiria desonrosamente diante de seu amado.

No “Banquete” de Platão, um diálogo sobre o amor, um personagem observa que um exército formado por amantes “conquistaria toda a humanidade”.

Sessenta anos depois que o cavalo de George Taylor tropeçou, novas escavações revelaram um grande cemitério retangular perto do Leão. Os desenhos feitos no local mostram sete fileiras de esqueletos, duzentos e cinquenta e quatro ao todo.

Em “The Sacred Band” (editora Scribner), livro do classicista James Romm, o ilustrador Markley Boyer colou aqueles desenhos do século XIX para produzir uma reconstrução de toda a vala comum. Marcas pretas indicam feridas. Vários guerreiros foram enterrados de braços dados; se você olhar de perto, verá que alguns estavam de mãos dadas.

Fonte: Diário do Centro do Centro - DCM

Eduardo Bolsonaro tem conta suspensa no Facebook após publicar frases atribuídas a Hitler

Eduardo Bolsonaro alega que entrou na justiça para reaver seu direito de “liberdade de expressão”. reprodução: Top notícias

O Facebook suspendeu o perfil do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por 30 dias.

O motivo foi uma postagem do parlamentar citando frases supostamente atribuídas ao líder nazista Adolf Hitler.

Bloqueado desde 14 de julho, o parlamentar recorreu ontem à Justiça do DF contra a rede social, pedindo liminar para derrubar a punição.

O filho do presidente já havia sido suspenso por sete dias por ferir as regras de interação no Facebook. Por isso, a punição desta vez foi mais rígida.

Eduardo está proibido de publicar ou comentar posts no Facebook até 14 de agosto.

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Frutas nativas fortalecem a geração de renda e a preservação ambiental no Rio Grande do Sul

 

Produtos Encontro de Sabores

 POR EDUARDO SÁ

A partir da criação de uma Cadeia Produtiva Solidária de Frutos Nativas no Rio Grande do Sul, diversos setores da sociedade civil estão movimentando a economia local e promovendo a conservação ambiental por meio da agroecologia. Os saberes e sabores nativos espalhados por todo o estado estão sendo potencializados em sistemas agroflorestais e geridos de forma dinâmica através da economia solidária. Esta é mais uma experiência identificada pela iniciativa Agroecologia nos Municípios, da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

Butiá, guabiroba, açaí da juçara e goiaba serrana são alguns dos muitos frutos que compõem a biodiversidade no estado. Cada um deles é característico em suas regiões, como o pinhão das araucárias nos campos de Cima da Serra, fazendo parte das paisagens socioculturais e naturais. A partir deles são produzidos diferentes produtos, como sucos, doces, sorvetes, geleias e salgados com alto valor nutricional. É neste contexto que as comunidades locais se articulam em redes, que vão desde a produção à comercialização dos alimentos.

Há pelo menos 30 anos, organizações locais, movimentos, cooperativas e associações, entre outros setores, têm se dedicado à produção agroecológica no estado. A Cadeia Produtiva surgiu em 2011 e,  hoje, conta com a participação direta de cerca de mil pessoas e o envolvimento de, aproximadamente, 500 famílias agricultoras. Ao todo, são 16 unidades de processamento, 8 entrepostos de armazenamento e distribuição de produtos,  12 parceiros comerciais com mais de 45 espaços de comercialização e  cerca de 94 toneladas de alimentos comercializados. Para participar, é preciso estar de acordo com as concepções e valores da cadeia solidária das frutas nativas, além de ser indicado por alguns dos membros, o que acontece durante o encontro estadual.

De acordo com Alvir Longhi, membro da coordenação da Cadeia Solidária das Frutas Nativas do RS, o diferencial dessas cadeias é que, ao invés de uma empresa ou cooperativa, envolve uma rede de diferentes atores que executam funções de forma complementar de uma etapa a outra da cadeia produtiva. Toda a dinâmica é desenvolvida na perspectiva da cooperação, trazendo a dimensão da economia solidária dentro de outra lógica de geração e gestão da economia. Segundo ele, a ideia é avançar gradativamente na agroecologização dos sistemas produtivos e agroflorestais, ao invés de orgânicos em larga escala. 

“O preço da polpa de guabiroba, por exemplo, é definido entre todos os atores que fazem parte da cadeia solidária. Desde os agricultores que coletam, passando pela agroindústria que processa até  o empreendimento responsável pela comercialização. Esse é um dos elementos centrais da cadeia, que se constrói a partir da  economia solidária e da agroecologia. Se antes era necessário gerar experiências tecnológicas e socioprodutivas, hoje o desafio é gerar processos de cooperação entre essas organizações numa mesma perspectiva. Não focar só no ponto de vista econômico individual, que muitas vezes disputa o mesmo mercado”, afirmou. 

As operações são integradas de forma interdependente, desde os setores de fornecimento de serviços e insumos, bem como os setores de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, serviços de assistência técnica e crédito. Tudo visando a conservação do meio ambiente pelo uso da biodiversidade, no fortalecimento da soberania alimentar e a construção de novas dinâmicas de comercialização. Com a valorização da gastronomia e identidade de cada região, a fim de preservar a ancestralidade cultural, é também garantida a preservação dos recursos naturais gerando renda para as comunidades e autonomia para as/os agricultoras/es  e extrativistas. É uma forma de dar visibilidade também aos frutos que são cultivados por gerações da população local e muitas vezes são pouco conhecidos ou utilizados, de forma a sensibilizar também os consumidores urbanos. 

Na última reunião estadual, foram apontadas algumas perspectivas: novos produtos estão sendo testados e há uma ampla campanha de promoção, assim como melhorias das condições de armazenamento das frutas e na logística de distribuição e comercialização. A continuidade da assessoria para produção, melhorias de gestão das agroindústrias e soluções de energias renováveis para redução de custo são algumas das estratégias para o fortalecimento da cadeia, até o final do ano. Segundo alguns integrantes, essas iniciativas são formas de quebrar o antagonismo entre a produção predatória e a preservação que não gera renda e alimentos. É possível produzir alimentos e renda com conservação ambiental a partir dessas espécies.

Sucos de frutas nativas

O resgate dos sabores locais 

O projeto  Encontro de Sabores, no município de Passo Fundo, na região norte e nordeste gaúcha, é um dos que envolvem produtos à base de pinhão, picolés de frutas nativas, conserva de crem (um tubérculo, chamado de batata crem ou raiz forte) e frutas congeladas. Criado em 2007 com o apoio do  Centro de Tecnologias Alternativas e Populares (Cetap), fortalece as ações de promoção dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) e do consumo sustentável. A iniciativa envolve 21 famílias na cidade, além de  dezenas de famílias nos municípios do entorno, com uma capacidade estimada em 10 mil quilos de polpas de frutas por ano.

Segundo Lidia da Rocha Figueiró, uma das idealizadoras do projeto, a capacidade de produção é muito maior, mas ainda encontram dificuldades com o armazenamento, logística e  transportes. A quantidade de matéria-prima só do pinhão, por exemplo, chegou a 5 mil quilos neste ano, gerando diversos produtos para comercialização. As frutas também são guardadas em grande quantidade e vendidas às/aos chefes de cozinha para desenvolverem pratos locais, assim como as polpas.

“A ideia desse empreendimento é mostrar a diversidade de frutas nativas que temos em nossa região e que o público urbano não conhece ou que  tive contato na infância e nunca mais viu esses alimentos. Buscamos  mostrar que agora tem um local com doces, pães, sucos, sorvetes etc, para comer coisas “de antigamente”. Porque as crianças de hoje não têm esse paladar para diferenciar que essa fruta é nativa do Rio Grande do Sul, mas antes,  todos comiam muito quando criança. A ideia é trazer essa história para todo mundo”, afirmou.

Guariroba

Apoio do governo do Estado

A Cadeia solidária das Frutas nativas conta com diversos parceiros, como cozinheiras/os (movimento slow food), ONGs, universidades, entidades internacionais financiadoras, redes de agroecologia, como a Rede Ecovida de Agroecologia,  entre tantos outros setores. O poder estadual gaúcho, por sua vez, se faz presente como um importante parceiro por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA), que promoveu e fortaleceu a Cadeia nos últimos anos visando a valorização e conservação da biodiversidade nativa. O assessoramento técnico, por meio da certificação agroflorestal e extrativista, com suporte técnico de  algumas entidades, como o Centro de Tecnologias Alternativas e Populares (CETAP), ajudou a impulsionar a produção e comercialização dos alimentos.

De acordo com Joana Bassi, analista ambiental da Divisão de Flora da SEMA, uma das formas de apoio da Secretaria é através  da medida de compensação das empresas públicas que têm débito dos processos de licenciamento florestal. Os recursos do Projeto Técnico de Reposição Florestal Obrigatória (RFO) são convertidos em projetos proponentes, que compõem o banco de projetos da SEMA. Tudo isso está em diálogo com as políticas internacionais de conservação pelo uso e fomento a arranjos produtivos sustentáveis.

“Temos dado suporte no processo de certificação e regularização agroflorestal. O último projeto com a Cadeia Solidária possibilitou, em  dois anos, a emissão de  certificação de 140,4 hectares de agroflorestas em várias regiões, totalizando cerca de mil hectares no estado até o momento. A iniciativa está amparada em Planos de Ação Nacional de Conservação com atuação direta da SEMA, que atuam em escala e abordagem territorial. Os projetos possibilitam o desenvolvimento de ações de conservação, incluindo espécies ameaçadas e ecossistemas associados, assim como de promoção e apoio aos modos de vida tradicionais e sustentáveis”, afirmou.


Fonte: Mídia Ninja