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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Paulo Freire: 17 livros para baixar em PDF

 

O patrono da educação brasileira, o educador Paulo Freire, completaria hoje, 19 de setembro, 99 anos. O educador tornou-se referência na educação mundial e brasileira por sua teoria do conhecimento, sua coerência e ética, além da forma com a qual educava, sempre priorizando o diálogo e o respeito na busca de um mundo, como ele mesmo dizia “menos feio, mais justo, menos malvado e onde fosse menos difícil amar.”

Freire nasceu em Recife, no dia 19 de setembro de 1921. Ao longo de sua trajetória tornou-se um dos mais importantes pensadores do século XX. Devido a sua prática político-pedagógica libertadora, considerada subversiva no período da ditadura, viveu exilado por 16 anos (1964-1980).

Sempre defendeu que o objetivo da escola é ensinar o aluno a “ler o mundo para poder transformá-lo”. Para ele, os educadores(as) devem levar os alunos a conhecer os conteúdos, mas não como verdade absoluta. Dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas.

“Os homens se educam entre si mediados pelo mundo”, ressaltava. Isso implica em um dos seus princípios fundamentais: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor. Ou seja, em sala de aula, os dois lados aprenderão juntos, um com o outro e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar.

O educador pernambucano foi homenageado em muitos países e publicou dezenas de obras, traduzidas em mais de 20 idiomas. Recebeu 39 títulos de Doutor Honoris Causa – 34 em vida e cinco in memoriam – e mais de 150 títulos honoríficos e/ou medalhas. Em 2012, foi declarado patrono da educação brasileira.

Difamado e atacado pelo governo Bolsonaro no Brasil, o educador Paulo Freire é celebrado no em todo o mundo, 23 anos depois da sua morte. Professores da Suíça e do Brasil se reuniram na Universidade de Genebra, num seminário de dois dias, para analisar a obra de Paulo Freire, que continua a inspirar especialistas da educação em todo o mundo.

O X Congresso Estadual do CPERS, realizado em 2019 em Bento Gonçalves, homenageou o educador, através do tema Educar é Lutar e Resistir.

Suas obras: seu maior legado

Freire escreveu mais de 20 livros como único autor e 13 em coautoria. Seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, foi traduzido em mais de 20 idiomas e, somente em inglês, já foram publicados mais de 500 mil exemplares.

Já a publicação Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Seus livros são comercializados em 80 países. É considerado o educador brasileiro mais lido no mundo.

Não há melhor forma de -lo do que estudando suas obras, refletindo sobre seu legado e buscando assim formas de resistir aos ataques à educação.

Livros de Paulo Freire para Baixar

1. A Importância do Ato de Ler

2. A Propósito de uma Administração

3. Ação Cultural para a Liberdade

4. Cartas à Guiné-Bissau

5. Educação como Prática da Liberdade

6. Educadores de Rua, uma Abordagem Crítica – Alternativas de Atendimento aos Meninos de Rua

7. Extensão ou Comunicação

8. Medo e Ousadia

9. Pedagogia da Autonomia

10. Pedagogia da Esperança

11. Pedagogia da Indignação

12. Pedagogia: Diálogo e Conflito

13. Pedagogia do Oprimido

14. Política e Educação

15. Por uma Pedagogia da Pergunta

16. Professora Sim, Tia Não

17. Carta de Paulo Freire aos professores

Fonte: PORTAL BRASIL CULTURA

Receita de Natal: Rabanada portuguesa

Dona Deolinda Rezende, nos passou esta receita de rabanada portuguesa  maravilhosa que ela fazia sempre nas noites de Natal com sua família em Londrina no Paraná. Parecidas com as tradicionais rabanadas brasileiras, o diferencial desta está na adição do vinho do Porto, que dão um sabor ainda melhor. Confira:

Ingredientes

  • 4 pães francês amanhecidos cortados em fatias
  • 3 ovos
  • 3 taças de Vinho do Porto
  • açúcar a gosto
  • canela em pó a gosto
  • óleo para fritura

Modo de Preparo

Bata os ovos com garfo em um recepiente e reserve.

Coloque o vinho em um recipiente e passe o pão pelo vinho do porto e, em seguida, passe pelos ovos.

Frite as fatias em óleo bem quente, até que os dois lados fiquem dourados.

Retire do fogo e deixe descansar em uma travessa com papel absorvente.

Polvilhe açúcar e canela.

donadeolinda receitas









Dona Deolinda Rezende com seus bem vividos 97 anos

Fonte: BRASIL CULTURA

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

DIRIGENTES DA 3ª DIREC DE NOVA CRUZ-RN PARTICIPARAM ONTEM (13) DA ENTREGA DO PRÊMIO CARCARÁ -NO FESTIVAL POTIGUAR DE AUDIOVISUAL

Ambas escolas pertencentes a 3ª REGIONAL - NOVA CRUZ-RN, que foram contempladas no FESTIVAL

MARCELO JÚNIOR

Momento da Entrega da premiação as Escolas de Santo Antônio e Espirito Santo

Eduardo Vasconcelos - CPC-RN

Tema do Prêmio: "MEU OLHAR, MEU LUGAR!"
Janilson - Coordenador do Pedagógico

O Diretor Geral da 3ª DIREC - Regional de Nova Cruz - RN, MARCELO JÚNIOR DE ASSIS DA SILVA, acompanhado do Coordenador Pedagógico, IVANILSON, participaram da Entrega do Prêmio CARCARÁ - Festival Potiguar de Audiovisual, ocorrido ontem (12) na Escola de Governo do RN.

A iniciativa do concurso teve premiação em dinheiro para os 03 melhores vídeos e os 20 vídeos selecionados terão a oportunidade de participar de uma capacitação gratuita em audiovisual com profissionais da área.

O Tema da Premiação: "MEU OLHAR, MEU LUGAR".

Participaram do concurso várias escolas, mas apenas 10 (dez) foram contempladas com premiações do primeiro ao décimo lugar.

Para estimular a participação dos alunos foram destinados prêmios em dinheiro no valor de R$ 3 mil reais para os 03 melhores vídeos. As 20 melhores equipes terão seus vídeos veiculados num festival virtual e também serão capacitadas na linguagem do audiovisual com profissionais da área.

A 3ª DIREC - Regional de NOVA CRUZ foram comtempladas duas (2) escolas, são elas: ESCOLA ESTADUAL DR. MANOEL DANTAS - SANTO ANTONIO, ficou em segundo lugar e a Escola Estadual JOAQUIM DA LUZ da cidade do ESPIRÍTO SANTO, que ficou em 5º lugar.

Para Marcelo Junior, diretor da 3ª DIREC e o Coordenador Pedagógico Janilson, que participaram do evento ficaram super felizes com as premiações e classificações de duas cidades (escolas) pertencentes a Regional de NOVA CRUZ, parabenizando-as pelas colocações no referido festival. Além das presenças dos dirigentes da DIREC de NOVA CRUZ estiveram presentes técnicos, professores, coordenadores e alunos.

Para Marcelo e Janilson este evento serviu para mostrar que a Região do Agreste Potiguar tem jovens talentosos com potenciais fora do comum. Que venha outros eventos culturais, bem como desportivo.

"Para a todos e a todas que participaram deste evento parabenizo-os pelos esforços que culminou com estas premiações. Que venham outros festivais!" - Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN.


Exposição "Cubos de Luz" leva o melhor da arte potiguar à praça Pedro Velho - Fonte: Tribuna do Norte

 

Imagem do Google

A exposição itinerante “Cubos de Luz” põe o melhor da arte potiguar em praça pública. A mostra será aberta nesta terça-feira, às 18h, na Praça Pedro Velho, em Petrópolis. Consiste numa grande estrutura cúbica que reúne trabalhos de 30 artistas locais, de variadas gerações e estilos. 

No dia 17 de janeiro a exposição estará em Caicó, e em 07 de fevereiro, em Mossoró. O projeto tem apoio da Cosern através do edital “Transformando Energia em Cultura” e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo.

O cubo luminoso tem nove metros de altura. Sob a curadoria de Sanzia Barbosa, estarão expostos trabalhos de Francisco Nilson dos Santos, Djalma Paixão, Erasmo Xavier, Ivanise do Vale, Jotó, Maria do Santíssimo, Roberto Medeiros, Rosa Mc, Adonay Dantas, Evana Macedo, Fernando Gurgel, Frederico Marcos, Isaias Ribeiro, Ítalo 
Trindade, João Natal, Luiz Elson, Nôra Aires, Artur Carvalho, Claudia Moreira, Franco Fonseca, Judson An-drade, Laíza Ferreira, Malu e Meysa Medeiros. 
 
A mostra traz pinturas e fotos. Para Marcos Sá de Paula, idealizador do projeto, “Cubo de Luz” será um marco inédito na divulgação das artes visuais do Rio Grande do Norte, que facilitará o acesso dos potiguares ao melhor da produção artística local, consolidando um intercâmbio importante entre cidades-polo de três das principais regiões do estado. “É também uma solução para quem tem receio de entrar numa galeria fechada em tempos de pandemia. Está tudo aqui, ao ar livre”, diz. 

A estrutura contará com monitores para explicar as obras aos passantes curiosos, além de um QR code que vai conduzir a um site com todas as informações e históricos sobre a exposição. 

Serviço:
Cubos de Luz. Mostra itinerante na Praça Pedro Velho (Praça Cívica), em Petrópolis. Abertura na terça, às 18h. 

Retomando sonhos: - UBES convoca seu 44° Congresso para maio Natália Pesciotta

 

44° Congresso da UBES foi aprovado neste sábado pelo CONEG em São Paulo; Secundas estão prontos para reconstruir o país.

O 21° Conselho Nacional das Entidades Gerais terminou nesse sábado (11/12), após dois dias de atividades em São Paulo, com a convocação do próximo Congresso da UBES para 2022: será de 12 a 15 de maio, em Brasília.

A urgência de se recuperar sonhos e perspectivas deu o tom das falas, debates e conversas na Faculdade Zumbi dos Palmares, na primeira vez que lideranças se encontraram presencialmente desde o início da pandemia. Este fôlego e desejo de retomada está refletido na resolução aprovada na Plenária Final de sábado, que deve nortear os rumos da entidade no próximo período (Confira abaixo todos os documentos aprovados neste 21º CONEG).

Ao longo do 21º CONEG da UBES, secundaristas trocaram experiências e opiniões sobre os desafios da educação no pós-pandemia e o papel da juventude diante das crises sociais.

“Um dos maiores desafios que a educação básica terá de enfrentar no próximo período é o de garantir que os estudantes que ficaram quase dois anos sem ter acesso à sala de aula, e em muitos casos nem mesmo às aulas remotas, não desistam da sua possibilidade de sonhar. De sonhar em ingressar na universidade, de sonhar em se formar em um curso técnico, de sonhar em construir aquilo que deseja.”

Mesa diretora da UBES faz leitura dos documentos durante Plenária Final do 21º CONEG

Prepare-se para o CONUBES do reencontro!

O Congresso da UBES é a instância máxima da democracia da entidade, quando milhares de secundas do Brasil todo se encontram para trocar experiências, ideias e eleger a próxima gestão da UBES. 

Nosso último congresso teria acontecido em maio de 2020, mas foi adiado com a chegada do novo coronavirus. Com a importância dos cuidados sanitários, o movimento estudantil defendeu as medidas pautadas pela ciência e se reinventou para seguir mobilizado pela vacinação e direitos de estudar. Agora é hora de, com toda a responsabilidade, se preparar para nosso reencontro tão aguardado por longos meses!

Acompanhe mais informações e novidades pelas redes da UBES.


Novo por aqui? A gente explica

O QUE É:

Plenária Final – Momento dos encontros secundaristas deliberativos, para aprovar as pautas, moções e documentos que vão reger a entidade. Lideranças podem se inscrever para colocar ideias e opiniões antes das votações.

CONEG – O Conselho Nacional de Entidades Gerais é um fórum organizado anualmente para reunir lideranças secundaristas. Além de promover discussão, troca de experiências, conhecimentos e pautas, o CONEG prepara e convoca o Congresso da UBES

CONUBES – Um dos mais amplos espaços secundaristas, acontece a cada dois anos para reunir milhares de secundas do Brasil todo e eleger a direção da entidade.

O acervo do Museu Câmara Cascudo

O acervo do Museu Câmara Cascudo foi constituído e vem se desenvolvendo ao longo de sua história, desde a época de funcionamento do Instituto de Antropologia (1960-1973), de diferentes maneiras:

- com o material resultante de pesquisas realizadas pelo próprio museu ou com seu apoio;

- graças a doações;

- através de compras;

- a partir de parcerias com instituições públicas e privadas.

Tal acervo – composto por mais de 162.000 peças registradas em 2020 – se divide em quatro conjuntos principais: Arqueologia, Documentação e Memória, Etnologia e Paleontologia.

O acervo do MCC está sendo progressivamente cadastrado e disponibilizado, juntamente com acervos de diversas unidades da UFRN, na plataforma ACERVUS.

Em breve: saiba mais sobre o histórico e conheça alguns destaques das coleções do acervo do MCC.

Fonte: MUSEU CÂMARA CASCUDO

domingo, 12 de dezembro de 2021

São Gonçalo: a solução policial é a chacina, mas vidas negras importam, dizem as crianças

 


A solução policial é a da chacina. Mas vidas pobres e negras importam, dizem as crianças.

Por Raimundo Rodrigues Pereira*

A ocupação da vila das Palmeiras, em São Gonçalo, nos dias 20 e 21 de novembro pelo 7º Batalhão da Polícia Militar e pelo Bope, Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, foi justificada na segunda-feira, 22, no telejornal Bom Dia Rio, da TV Globo, pelo tenente-coronel Ivan Blaz, porta-voz da corporação, pelo fato de que um sargento da PM teria sido morto durante uma operação de patrulhamento e de “os bandidos estarem fazendo o uso de escolas inclusive para o tráfico”. Em nota, a PM disse também que as duas equipes “foram atacadas nas proximidades de uma área de mangue com mata, ocorrendo um intenso confronto”. Disse ainda que na ação foram apreendidas duas pistolas, munições, um uniforme camuflado, além de “813 tabletes de maconha, 3.734 sacolés de pó branco e 3.760 sacolés de material assemelhado ao crack”. 

A polícia não disse que os oito corpos retirados do manguezal pelos moradores durante a noite do domingo e exibidos desde então no lado sudeste da comunidade, num canto próximo do manguezal, tinham sido mortos num ataque dos policiais. Omitiu também que a operação não havia sido comunicada ao Ministério Público Estadual, como era obrigatório tendo em vista decisão do Supremo Tribunal Federal que, desde junho do ano passado, proibiu incursões policiais em comunidades durante a pandemia, salvo casos excepcionais que deveriam, obrigatoriamente, serem comunicados com antecedência ao ministério público. 

Em resumo a polícia mentiu por omissão deliberada. E a justificativa para a operação foi quase como a que foi dada para outra chacina, a do Jacarezinho, pouco antes: a polícia teria agido para defender as crianças das escolas da comunidade. Só faltou, desta vez, ter encarregado da operação uma Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, como fez naquele caso. 

A nova chacina tem um agravante. As incursões policiais contra o povo pobre desses confins de São Gonçalo são sistemáticas, há tempos. A de maior repercussão foi a de 11 de novembro de 2017, durante o período de vigência do decreto GLO, para Garantia da Lei e da Ordem, no Rio de Janeiro, no governo de Michel Temer, após o impeachment de Dilma Rousseff, quando as forças armadas tomaram conta da segurança do estado. Quem nos conta agora essa história teve dois parentes muito próximos que morreram, um nessa última chacina, e o outro, antes, na de quatro anos atrás. O nome dessa pessoa e dos dois parentes é omitido por razões de segurança.

Na de quatro anos atrás tinha havido um baile de rua, no centro de Salgueiro. O bairro tem uma praça que fica na parte alta de uma colina na qual começa a rua das Palmeiras, para quem vem da BR101 e passou pela praça central do bairro de Itaúna. Essa colina de Salgueiro é um divisor de águas. Depois dela, indo em direção à vila das Palmeiras, se passa por uma ponte sobre o rio Salgueiro que é um dos formadores do Guaxindiba que contorna a vila, forma o manguezal onde ocorreu a última chacina e depois corre para o sul para desembocar na baía de Guanabara.

O baile na rua terminou por uma ordem da polícia, diz a pessoa que nos contou essa história, cujo parente estava lá. E várias pessoas, como esse parente, voltavam a pé do centro de Salgueiro para suas casas na vila das Palmeiras. Depois de passarem pelo grande grupo escolar existente no local, numa curva da estrada antes da Vila encontraram homens mascarados com fuzis guiados por raio laser que dispararam contra eles e deixaram sete mortos, entre os quais a parente próxima da pessoa que entrevistamos que foi chamada por amigos para ir ao local e identificar seu parente.

Tinha havido uma megaoperação policial na área quatro dias antes com a participação de 1500 militares, inclusive da marinha com um cerco da área. No nosso trabalho, andamos por uma trilha que sai do ponto onde ocorreu a matança de 2017 e subimos pelos morros na direção norte até o ponto mais alto onde estão as ruínas do que seria um hotel de décadas passadas quando se sonhava em fazer da área um polo turístico. 

Na investigação que se seguiu, os militares acusados pela matança a rigor revelaram o absurdo do plano que tinham para purificar a área: disseram que tinham se instalado nos morros naqueles dias num plano mais amplo de fechar saídas para os traficantes que seriam varridos pela limpeza que seria feita na vila.

A investigação daquelas mortes não andou. O presidente Temer baixou a lei 13.491/17 que ampliou a competência da justiça militar para julgar crimes dolosos cometidos por militares quando no exercício de funções “de garantia da lei e da ordem”. Como consequência da nova lei, a polícia civil não pôde requisitar as armas dos militares. E o Ministério Público Militar, que poderia fazer a investigação, não a julgou necessária. A Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, parlamentares e várias outras entidades protestaram, mas em vão.

A nova chacina ainda está sendo investigada. Ao que tudo indica há muitos sobreviventes do massacre. Brasil 247 ouviu através de pessoa intermediária um desses que escaparam do ataque policial no manguezal. Segundo ele, mais de 20 se salvaram, além dele, porque o manguezal é conhecido local de refúgio de gente do local em situação semelhante.

A Faferj – Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro – que participou de diligências na Vila das Palmeiras, junto com a Defensoria Pública do Estado e outras entidades, diz que a região é uma das mais pobres do Rio e tem um IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – muito baixo. As ruas não são asfaltadas na sua maior parte. Para viabilizar a construção dos conjuntos da Marinha e da PM foram feitos grandes aterramentos. Mas o resultado, hoje, é que a via principal do bairro, a estrada das Palmeiras, mesmo nestes dias secos de dezembro, é uma sucessão de poças d´água que só se ultrapassa com muito cuidado e grandes dificuldades. Pode-se dizer até que, no fundo, as chacinas são a contribuição do poder público, através da polícia, para tentar resolver o problema, expulsando ou mesmo matando os moradores. 

Uma gurizada branca, negra e parda frequenta o grupo escolar Marinheiro Marcílio Dias. Brasil 247 visitou as escolas nesses dias de início de dezembro, quando desmontavam as séries de desenhos e painéis da comemoração do dia da Consciência Negra. Como se diz, a vida dos negros importa. Tentar derrotá-los seus inimigos estão fazendo. Mas, como se sabe, onde há opressão, haverá resistência e luta.

*Marcelo Macedo conduziu o repórter em suas duas semanas de viagens pelos confins de São Gonçalo

Leia a parte 1 aqui.

Fonte: BRASIL 247