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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

RECORDAR É VIVER: LEMBRAM DO AUGE DA DITADURA, QUANDO MINO CARTA LAMBIA AS BOTAS DOS MILICOS?


Incorrigível, Mino Carta volta a engrossar o lobby italo-brasileiro na caça a Cesare Battisti, em besteirol  publicado na Carta Capital e reproduzido pela Folha de S. Paulo, com o evidente objetivo de influenciar a decisão que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal tomará amanhã (24), salvando o escritor da tramoia eivada de ilegalidades com que se pretende entregá-lo à vendeta italiana ou repetindo a ignóbil decisão adotada em 1936, quando autorizou a extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista.

Quando li o texto do Mino, tão rancoroso quanto inconsistente, pensei até em refutá-lo ponto por ponto. Mas, isto caberia caso houvesse algo a refutar. Não há nada. 

É uma narrativa que não se sustenta em evidência nenhuma, testemunha nenhuma, comprovação nenhuma, citação nenhuma. Apenas na megalomania desmedida de um indivíduo que pensa ser tão superior aos comuns mortais a ponto de apenas 
comunicaro que seria a verdade definitiva e incontestável, ponto final. Chamavam-no, não sem um tanto de ironia, de imperador, mas ele já ultrapassou tal fase. Agora seu discurso é de quem, intimamente, acredita ser Deus. Pena que, para a maioria dos leitores dotados de espírito crítico, não passe de um Napoleão de hospício...

Eis a 
tábua dos 10 mandamentos que Mino Carta entrega a seus leitores, para serem aceitos sem a mais remota discussão:  
1.                 que o Cesare não nasceu e foi criado numa família comunista;
2.                 que teria sido um criminoso comum antes de politizar-se na prisão;
3.                 que, nos anos de chumbo, a Itália continuava sendo um Estado democrático de Direito e não a democracia com áreas cinzentas a que se referiu Tarso Genro(havia eleições, as instituições funcionavam, mas a Justiça e a polícia agiam como as piores ditaduras, o que foi reconhecido até pelo grande Norberto Bobbio);
4.                 que não teriam ocorrido arrependimentos arrancados sob torturas na Itália, sendo, portanto, mentirosos todos quantos os denunciaram, todos os que os documentaram e todas as entidades de defesa dos direitos humanos que cansaram de protestar contra os maus tratos e mortes (principalmente suicídios) deles decorrentos;
5.                 que o imenso desencanto dos jovens militantes de esquerda, motivo de sua adesão à luta armada, não se teria devido à traição histórica cometida pelo Partido Comunista Italiano quando se mancomunou com a reacionária, corrupta e mafiosa Democracia Cristã, mas, principalmente, à instigação da CIA (!!!);
6.                 que Battisti não correria perigo se extraditado para a Itália, embora carcereiros tenham declarado à imprensa que ansiavam por matá-lo e um ministro de Estado haja afirmado quase a mesma coisa, babando de ódio;
7.                 que os processos italianos dos anos de chumbo teriam sido "conduzidos por uma Justiça independente dentro de um conceito democrático inquestionável", embora as leis de exceção vigentes naquele momento possibilitassem até que umsuspeito permanecesse em prisão preventiva durante 10 anos e meio (!!!), tendo sido revogadas quando a Itália acordou de sua histeria antibrigadista;
8.                 que os Proletários Armados pelo Comunismo assaltariam "para garantir seu sustento, de açougues a joalherias", não sendo, portanto, retaliação contra ultradireitistas o motivo dos quatro atentados que terminaram em morte (nem nos delírios dos promotores italianos encontramos afirmação tão estapafúrdia, a história reescrita ao sabor de preconceitos!):
9.                 que o relatório mais tendencioso jamais apresentado por um ministro em toda a história do STF, o de Cezar Peluso contra Battisti em 2009, teria sido um "impecável pronunciamento";
10.             e que eu, identificado pelo pseudônimo de "setores da chamada esquerda nativa" teria encarado o "terrorismo como um movimento de resistência similar à luta armada em que alguns brasileiros se engajaram contra a ditadura" (o que nunca declarei, tendo apenas constatado que aqueles equivocados contestadores italianos, levados ao desespero pela traição histórica do PCI, sofreram uma repressão que, em tudo e por tudo, se assemelhou à pancadaria dos DOI-Codi's e aos julgamentos igualmente farsescos que tinham lugar nas auditorias militares).

Já que o Mino não se deu ao trabalho de tentar comprovar qualquer um destes disparates (tarefa impossível), deixo aos leitores as conclusões. Que necessidade haveria de repisar o que já é do conhecimento geral (pelo menos entre os que procuram informar-se e têm espírito crítico)?

Encerro com a reedição de um artigo meu de abril de 2014, que diz tudo que faltava dizer sobre Mino Carta:

Fora Temer: Artistas convocam para ato no RJ a favor da denúncia

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Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por formação de quadrilha e obstrução de justiça após serem apontados como operadores de propinas do grupo JBS ao PMDB.
É a segunda denúncia contra Michel Temer, que escapou da primeira denúncia da PGR que foi a de corrupção passiva. Na ocasião, foi a primeira vez que um presidente da República se tornou alvo de um pedido de investigação no exercício do mandato.
O ator e diretor teatral Michel Melamed convocou o público para estar presente ao ato. “É inaceitável o trabalho escravo, Aécio de volta ao Senado. É inaceitável um presidente denunciado duas vezes por obstrução da justiça e organização criminosa, comprando votos. Por isso eu vou pra Candelária no Rio de Janeiro.”
A poetisa Elisa Lucinda e o músico Tico Santa Cruz também gravaram vídeos convidando a população. Santa Cruz lembrou que quando se fala de Temer as diferenças desaparecem. O atual presidente tem alta rejeição entre a população.
“É inaceitável que Temer continue comprando deputados para se livrar de mais uma grave denúncia. É inaceitável que ele use o trabalho escravo para fazer trocas e poder ganhar apoio”, declarou Tico.
Elisa defendeu que “todos os que querem um Brasil melhor devem ir para as ruas”. Na opinião da poetisa e atriz somente a mobilização popular vai evitar que Temer se livre de mais esta denúncia.“A entrega de nossas riquezas, a contínua matança dos índios, a volta do trabalho escravo, a desnutrição das universidades. È o nosso dinheiro sendo usado pra comprar votos pra manter esse homem no poder sem que o Brasil queira. Inaceitável”, enfatizou Elisa.

Fonte: BRASIL CULTURA

8º ENCONTRO ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA É ANTECIPADO PARA O DIA 17 DE NOVEMBRO, CONFIRA!

A diretoria do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, COMUNICA aos interessados, que o 8º ENCONTRO ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA foi antecipado para o dia 17 de novembro no Auditório do IFRN - Ca,pus de Nova Cruz/RN, das 8h as 16h, em virtude do SESC LER, local que seria realizado dia 19/11 está em reforma, inviabilizando data e local.

As inscrições serão feitas entre os dias 25/10 a 10/11, ou seja serão antecipadas. No máximo serão 150 (centro e cinquenta) inscrições com direito a certificados, pasta e almoço (provavelmente no restaurante Popular)

Desde já, agradecemos a compressão de todos/as! 20 DE NOVEMBRO, DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA! VIVA ZUMBI! Viva o povo Potiguar!

Internacional - Armas Nucleares - O desastre nuclear à espera de um erro

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Foto: Oliver Klillig/DAP/Fotoarena
A inconsequência dos EUA pode tornar a proliferação inevitável
Em maio de 2017, faleceu na Rússia um militar aposentado chamado Stanislav Petrov. O nome dificilmente constará algum dia dos livros-texto de história, mas sem ele talvez estivéssemos mortos, ou invejássemos os mortos.
Em 26 de setembro de 1983, o então tenente-coronel das forças estratégicas soviéticas comandava uma estação de ras­treamento de mísseis balísticos nos arredores de Moscou quando o radar apontou cinco mísseis intercontinentais estadunidenses a caminho da União Soviética.
Leia mais

Seu dever seria avisar imediatamente os superiores e provavelmente deflagrar a retaliação e a III Guerra Mundial. Decidiu não o fazer por achar improvável um ataque à URSS com apenas cinco mísseis, mas só teve certeza disso meia hora depois. Como se investigou mais tarde, o sistema de alerta confundiu reflexos incomuns do sol sobre nuvens de alta altitude, captados por satélites, com rastros de foguete.
Mesmo naquela época, a história poderia ter acabado de outra forma e as chances de um final feliz estão se reduzindo. Um míssil balístico intercontinental leva 25 minutos dos EUAà Rússia, ou vice-versa, e, uma vez lançado, tem uma trajetória previsível.
Não é muita coisa, mas permite pensar duas vezes. Em tese, se Petrov seguisse o protocolo e avisasse imediatamente o Kremlin, Iúri Andropov e seus assessores teriam, digamos, cinco ou seis minutos para avaliar a informação antes de decidir a reação. Também em tese, a previsibilidade da trajetória permite antecipar o alvo e interceptar o ataque, ou parte dele, por antimísseis.
Petrov
Ele evitou uma guerra nuclear em 1983. Mas os Petrov estão ficando mais raros
Daqui a dez anos, talvez antes, isso será muito difícil, ou impossível. Hoje existem mísseis balísticos, muito velozes, mas previsíveis e mísseis de cruzeiro, manobráveis, mas não mais rápidos do que um avião. Entretanto, Rússia, EUA, China, França e Índia, pelo menos, estão próximos de pôr em serviço mísseis hipersônicos, que são ao mesmo tempo muito velozes – 5 mil a 25 mil quilômetros por hora – e manobráveis em voo.
Conforme a plataforma da qual forem lançados, podem atingir seu alvo em cinco ou seis minutos e mudarem sua trajetória de forma a driblar quaisquer tentativas de prever sua trajetória e interceptá-los.
Ante essa perspectiva, o sistema de decisão centralizado usado em Moscou e Washington desde a Guerra Fria estará obsoleto.

Não haverá tempo de pensar e consultar superiores. Segundo a Rand Corporation, instituição que assessora o Pentágono, os governos poderão ter de renunciar a ter a última palavra e delegar a decisão de usar armas nucleares a oficiais de médio escalão, responder à primeira advertência ou lançar “ataques preventivos” ante uma situação tensa.
Se tiverem um pequeno arsenal nuclear, serão tentados a aumentá-lo e dispersá-lo para garantir sua capacidade de retaliação depois de um ataque inimigo imprevisto. Isto praticamente garante que alguém cometerá um erro fatal a médio prazo, além de aumentar o risco de armas nucleares serem capturadas por terroristas.
Com um relatório que menciona, entre outros, Austrália, Japão, Brasil, Canadá, Irã, Israel, Paquistão, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan como interessados em tecnologia hipersônica, a Rand recomenda que EUA, Rússia e China façam um acordo de não proliferação, ou seja, não forneçam a terceiros essas armas ou meios de consegui-las.
Mas essa é uma alternativa realista quando os EUA recorrem a uma empresa privada como a SpaceX para abastecer a Estação Espacial Internacional e seu criador, Elon Musk, sonha com voos comerciais hipersônicos para levar passageiros de Nova York a Paris em 30 minutos?
Mesmo que não seja fútil tentar deter a difusão de uma tecnologia acessível ao setor privado, talvez seja muito ingênuo pensar que limitá-la a umas poucas grandes potências resolva o problema. Em entrevista em 2013 à BBC, Petrov disse ter sido uma sorte ter sido ele o oficial de plantão, pois fora o único em sua equipe a ter recebido uma educação civil.
“Meus colegas eram todos soldados profissionais, ensinados a dar e obedecer ordens.” Não sabemos muito sobre a qualidade dos militares formados desde então por Rússia e China, mas, ao menos no caso dos EUA, talvez hoje haja razões para se preocupar ainda mais com os civis.
A superficialidade, o déficit de atenção, a facilidade para acreditar em alegações sensacionalistas e a propensão a reações furiosas e irracionais não só dominam o debate político de base como são assumidos pelas próprias lideranças, a começar pelo presidente Donald Trump. As redes sociais têm sido responsabilizadas pelo fenômeno, mas não são as únicas culpadas.
O desaparecimento da cultura crítica e humanista na educação, a transformação de escolas e faculdades em fábricas de diplomas, a precarização dos empregos e a pressão ao conformismo criada pelas formas de trabalho e vida social do século XXI reduzem a maioria das pessoas, mesmo em posição de responsabilidade, a engrenagens amedrontadas e fáceis de manipular e, às vezes, por reação exasperada, a suicidas e assassinos de massa em potencial, praticamente impossíveis de se detectar antes de explodir em fúria.
A ONU ter adotado um tratado para proibir as armas nucleares em julho, apoiado pela maioria dos países da América Latina (inclusive o Brasil, um dos articuladores), África e Ásia, e a Academia Sueca ter atribuído o Nobel da Paz à Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (Ican, em inglês), a organização cujo esforço obteve esse resultado, indicam a apreensão crescente com o tema.
Os efeitos práticos podem ser nulos, pois as nações detentoras de armas nucleares reais – exceto, ironicamente, a Coreia do Norte – recusaram-se até a participar das negociações, bem como seus satélites militares, inclusive o Japão e as nações da Otan, aliás, convidados a desenvolver suas próprias bombas atômicas por Trump, avesso a “protegê-los” de graça. Mas só nos resta a utopia, pois o realismo não é mais uma solução.
Mais que os testes de Kim Jong-un, o sinal de alarme mais imediato são os gestos do presidente dos EUA para romper o acordo com o Irã. É o único sucesso da política oficial de não proliferação, uma nação claramente capaz de desenvolver e testar armas nucleares que foi persuadida a não o fazer.
mísseis hipersônicos
Nos anos 2020, a presença de mísseis hipersônicos aumentará o risco de um mal-entendido fatal (Foto: Brendan Smalowski/AFP)
Se Trump der esse passo para agradar aos belicistas no Congresso, os xenófobos na base e os lobbies de Israel e das monarquias árabes, vai enfraquecer o presidente Hassan Rohani e seus aliados, fortalecer os radicais de Teerã e possivelmente levá-los a dar os últimos passos para suas próprias armas nucleares. Mais que isso, acabará com qualquer esperança de persuadir Pyongyang ou qualquer outro governo a abrir mão de tais projetos em troca de garantias do Ocidente.
Os fiscais da ONU afirmam que o Irã tem cumprido inteiramente os termos do acordo e Trump de má vontade os confirma, mas insiste em rompê-lo assim mesmo, porque Teerã não respeita seu “espírito” e sua manutenção não atende aos interesses dos EUA.
Por “espírito” deve-se entender que Teerã insiste em desenvolver drones e mísseis de médio alcance e outras tecnologias militares e “desestabilizar” o Oriente Médio, ou seja, contrariar os planos de Washington, Tel-Aviv e Riad para desestabilizá-lo em outra direção e se atrever a existir como potência independente de médio porte.
Nada disso diz respeito, porém, ao pactuado em 2015 entre Rohani, o governo de Barack Obama e os representantes dos demais integrantes do grupo P5+1, a saber, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha.
Os aliados europeus da Otan, apesar de também não estarem felizes com a política de Teerã, não querem pôr a perder o único recurso hoje disponível para conter ou pelo menos adiar a proliferação nuclear.
Trump
O acordo nuclear com o Irã de 2015 é o maior sucesso de política de não proliferação. E Trump quer jogá-lo fora
De seu ponto de vista, querer estender o tratado além dos dez anos de vigência previstos ou fechar supostas brechas como a inspeção de locais secretos que o Irã alega não terem relação com o programa atômico pode ser razoável, mas não o romper ou desviar sua finalidade.
E, sem a colaboração dos europeus, as sanções às exportações de petróleo do Irã que Trump quer restaurar (e tanto agradariam à Arábia Saudita e aos produtores dos EUA) teriam muito pouco efeito.
Também não está claro se Trump persuadiu seus próprios militares. Na semana passada, ao posar para fotos antes de um jantar com os comandantes do Pentágono, disse à imprensa ser a “calma antes da tempestade”, prometeu “fazer o necessário” para prevenir o Irã de desenvolver armas nucleares e esperar dos comensais “um amplo leque de opções militares, quando necessárias, a um ritmo muito mais rápido”.
Sinal de que está pouco satisfeito com os conselhos e avisos dos generais. Estes, mais conscientes do custo das intervenções no Afeganistão e Iraque e do fato de que o Irã seria um desafio muito maior do que os dois juntos mesmo que a Rússia não se envolvesse, talvez sejam a última barreira à obsessão belicista de civis cuja noção sobre a guerra não vai além de filmes patrióticos e videogames.
Mas apenas por enquanto, porque o mundo continua a caminhar para uma situação na qual será inevitável que um lado ou outro cometa, mais cedo ou mais tarde, um erro fatal.
Fonte: CARTA CAPITAL

TEMPOS MODERNOS...REFLEXÃO!




Estes tempos modernos eram ruins. Os atuais são muito piores.

domingo, 22 de outubro de 2017

Mulheres tecem resistência em filme sobre atingidas por barragens

resistencia
“Pra mim está sendo uma experiência muito boa porque eu nunca tinha participado. Vim pela primeira vez e fiquei muito emocionada porque nunca tinha visto na minha vida”, contou Elvira, após a sessão.
Ela vive no quilombo São Pedro, região do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo e integra o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entidade que organizou o filme de forma coletiva e autônoma.
A direção é assinada pelo coletivo de mulheres do Movimento e a narração é feita pela atriz Dira Paes. O filme exibe histórias das integrantes do MAB que utilizam técnica de bordado chilena chamada arpillera como meio para denunciar os crimes ambientais e as violações aos direitos humanos que as construções trazem para as comunidades delas.
“É muito gratificante estar divulgando através delas o nosso direito, nossa luta, o pedacinho da história que vivemos em cada comunidade. Temos algumas diferenças entre uma comunidade e outra, mas vivemos a mesma luta”, conta Elvira.
Neudicléia de Oliveira, do coletivo nacional de comunicação do MAB, pontuou a importância da exibição do filme em um espaço tradicional do circuito de cinema paulistano.

“Para nós é uma conquista romper esse latifúndio também da cultura e da arte. Para o movimento, isso tem uma importância muito grande porque as próprias personagens do filme, muitas delas não tiveram acesso até hoje a uma sala de cinema”, relata.

No filme, arpilleras de cinco regiões do Brasil tecem em conjunto, trocam cartas e experiências. O documentário tem depoimentos e cenas fortes que retratam a violência das famílias desalojadas de seus territórios por conta de grandes construções.
Mas, além das violações, o documentário também foca nas histórias de resistência como a Claides Helga Kowahld, única mulher entre os 119 homens que participavam do movimento na década de 1980.
Liciane Andrioli, da coordenação nacional do MAB, destaca o processo de construção coletiva do filme, do financiamento ao roteiro:
“A gente fez o filme rodando as cinco regiões principais do Brasil destacando mulheres atingidas por Barragens, militantes do movimento que são as personagens do filme e abordam sua realidade, do ponto de vista desde a construção e da participação do movimento até análise delas do modelo energético e a consequência na vida das mulheres”, destaca.
O documentário “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência” permanece em cartaz no Cine Belas Artes até o dia 26 de novembro.
Confira o trailer:

Hoje Domingo tem “Feira de Histórias” para Crianças

Contação de Histórias
A coordenação de literatura da Fundação Cultural de Curitiba preparou uma programação especial para as crianças. É a “Feira de Histórias” – um encontro entre vários contadores de histórias e o público leitor – que vai acontecer no próximo domingo (22), das 11h às 13h, na Praça Jacob do Bandolim (Conservatório de Música Popular Brasileira).
A Feira de Histórias é uma nova proposta de ação literária do programa “Curitiba Lê”. O objetivo é ampliar as trocas de experiências e o repertório dos contadores de histórias, fortalecendo os laços com a comunidade de leitores. Essa é a terceira edição da feira e, em comemoração ao mês das crianças, nela serão compartilhadas narrativas populares e obras literárias que tenham a criança como personagem principal, além de sorteio de livros e varal de poemas infanto-juvenis.
“O nome da atividade se baseia no pensamento de que numa feira podemos ofertar o que produzimos de bom, e também levar conosco aquilo que nos encanta”, diz a coordenadora de Literatura da FCC, Mariane Torres. “Além disso, aproveitamos para nos aproximar da Feirinha do Largo da Ordem, importante feira turística da cidade, voltada para o artesanato, a arte e a cultura popular, mas que pode ficar ainda mais gostosa com um pouco mais de literatura”, completa.
           Serviço:
Feira de Histórias
Local: Praça Jacob do Bandolim – Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66)
Data e horário: 22 de outubro de 2017 (domingo), das 11h às 13h
Entrada franca
Fonte: BRASIL CULTURA

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

“Embaixador do Samba de São Mateus”, Yvison Pessoa apresenta álbum “Trajetória”

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O artista Yvison Pessoa já apresentou o samba para o mundo em shows da extinta banda “Quinteto em Branco e Preto”, desfeita em 2014. Ele tocou com músicos como Beth Carvalho, Wilson Moreira, João Nogueira, Almir Guineto, Dona Ivone Lara, Seu Jorge, Maria Rita, entre inúmeros outros e seguiu sua trajetória, fiel as suas raízes e a sua comunidade, São Mateus, na zona Leste de São Paulo.
Pessoa coordenou workshops sobre o samba na América do Sul, Estados Unidos, Europa e África do Sul. Articulador cultural, co-fundador do Quinteto em Branco e Preto, ganhador do Prêmio da Música Brasileira (categoria Samba), compositor do Samba da Vela são algumas das funções que exerceu como “Embaixador do Samba de São Mateus”.
Sambista mostra trabalho lançado em CD e nas plataformas de streaming com shows em São Paulo. Projeto marca nova fase do músico que também preside a ONG, Instituto Cultural de Tradição e Memória do Samba de São Mateus, periferia de São Paulo
O músico também já se apresentou em festivais internacionais como o de Montreux, na Suíça, em Johannesburg, no bairro de Soweto, na África do Sul, Quito, no Peru e no bairro do Harlen, em Nova Iorque, Estados Unidos. Em São Paulo já tocou no Teatro São Pedro com a Filarmônica Afro Brasileira, com a Orquestra Jazz Sinfônica, no Memorial da América Latina, com a Sinfonia Paulistana, na Sala São Paulo e com a Orquestra Brasileira no Auditório do Ibirapuera, sob a regência dos maestros Branco e Naylor Proveta.
“Trajetória” veio logo depois da dissolução da banda, com 14 anos de estrada. Vocalista e percussionista, Yvison apresenta sua caminhada como artista e compositor e apresenta uma proposta completamente autoral com participações especiais como a de Leci Brandão, Graça Braga e a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco.
O álbum abre com um poema autobiográfico, “Memórias de uma trajetória encantada”, e conta com 16 canções. Para o artista, a verdadeira arte é a que vem do povo. Que nasce da simplicidade, no seio da comunidade e da coletividade. Palavra que se traduz na verdade de sua obra. “Sou apaixonado pela nossa cultura, pelo samba, o umbigo desse universo. Tão reverso e controverso, feito a história da nossa nação”, poetiza Pessoa na canção.
Para Nei Lopes, estudioso da cultura africana, que escreveu no encarte do álbum e se apresenta no primeiro dos cinco shows que acontece no Sesc Ipiranga, em 29 de outubro, o “Batucada do Instituto”, “Trajetória” é uma mescla de manifesto, crônica e romance. “Um disco marcadamente pessoal de um músico, cantor e autor de múltiplos talentos. Em branco e preto, sem coloridos enganosos”, afirma o historiador.
Serviços dos shows:
29/10 – 16h Batucada do Instituto convida Nei Lopes
Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822. Ipiranga. Tel 3340-2000
10/11 – 21h30 Yvison Pessoa convida Velha Guarda da Camisa Verde e Branco e Graça Braga
Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho. Tel: 20769700

15/11 – 15h30 Memória Negra do Samba Paulista. 15h30
Sesc Interlagos
Av.  Manuel Alves Soares, 1.100. Parque Colonial. Tel:  5662-9500

18/11 – 20h Memória Negra do Samba Paulista
Sesc Osasco
Avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1.300. Jardim das Flores. Osasco. Tel: 3184-0900

Mais informações para a imprensa:
Germinare Comunicação
Roberta Vieira
(11) 3825-7476
BRASIL CULTURA

Wagner Moura: Portaria do trabalho escravo é cruel e covarde

Wagner Moura
O ator Wagner Moura publicou um vídeo nas redes sociais declarando que é preciso resistir à portaria 1.129/2017 publicada pelo governo de Michel Temer atacando a legislação que combate o trabalho escravo. “Pessoas que comem com animais, que dormem em lona no mato, que trabalham por uma comida qualquer e trabalham até morrer. Não vai mais ser considerado trabalho escravo”, alertou. Segundo Wagner, é preciso trabalhar para revogar a portaria, que ele classificou de “covarde, cruel e absurda”.
O ator lembrou que o Brasil detinha uma das legislações mais modernas do mundo no enfrentamento ao trabalho escravo.
“Isto está sendo destruído pelo governo Temer sob pressão da bancada ruralista que vota e sempre votou para salvar o Temer”, ressaltou. Na opinão de Wagner, a chegada de Temer ao Planalto teve como objetivo “o desmonte dos direitos trabalhistas”.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

PRESIDENTE DO CPC-RN PARTICIPOU DO II ENCONTRO ESTADUAL DA MULHER TRABALHADORA PROMOVIDO PELO SINTEST/RN










 Palestras, sorteios e seresta, foi assim o II ENCONTRO ESTADUAL DA MULHER TRABALHADORA - SINTEST/RN


Banner do CPC/RN em destaque

O Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos participou ontem (18) do II Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora, promovido pelo SINTEST/RN (Sindicato Estadual dos Trabalhadores do Ensino Superior, ocorrido no Auditório da UFRN.

Em sua intervenção, Eduardo Vasconcelos propôs mudanças na Lei Maria da Penha e um Encontro Estadual denominado "Encontro Estadual Contra o Machismo";  Eduardo também lembrou que o SINTEST/RN é parceiro na Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar, (Nova Cruz). Concluiu Edaurdo.

Principal tema foi a palestra, "Assédios Moral e Sexual e Violência Contra a Mulher, além de orientação sobre como diagnóstica o Câncer de Mama, com orientadora profissional.  Foram distribuídos folhetos explicativos, entre outros.  Após as palestras foi realizado um sorteios entre as mulheres presentes, ao final terminou com seresta ao vivo.

O evento teve café da manhã, almoço e lanche.


7 motivos por que é justo estudante ter meia-entrada

UNE pressiona pelo direito estudantil com campanha “O direito na mão de quem tem direito”

por Cristiane Tada.
Como forma de garantir um complemento para a formação acadêmica dos jovens a UNE conseguiu na década de 40, o direito do estudante pagar somente metade do valor dos ingressos em shows, teatros, cinemas e atividades esportivas e culturais. A entidade passou então a confeccionar a carteira de identificação estudantil, para garantir o cumprimento deste direito. De lá pra cá o direito a meia-entrada foi ameaçado por governos, extinto durante a ditadura militar, restabelecido na redemocratização e finalmente padronizado nacionalmente em 2015.
Agora em 2017 a entidade que há 80 anos representa os estudantes pressiona pela garantia do direito estudantil com campanha “O direito na mão de quem tem direito”.
Confira os 7 motivos por que é justo estudante ter meia-entrada:

1- A MEIA-ENTRADA É FUNDAMENTAL PARA O ACESSO A CULTURA E A COMPLEMENTAÇÃO DA FORMAÇÃO ESTUDANTIL;

Os jovens são comprovadamente a parcela mais vulnerável da população brasileira e atualmente são os que mais sofrem com o desemprego e subemprego. O reconhecimento da meia-entrada para atividades culturais, esportivas e educacionais como um direito de todos os estudantes brasileiros é uma bandeira histórica da UNE. A entidade sempre reconheceu a arte, cultura e o lazer como imprescindíveis aliadas para a educação formal. Além disso é uma poderosa ferramenta de formação de plateia.

2- É UM INSTRUMENTO DE AUTONOMIA DA ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL;

Durante o governo FHC, em retaliação a uma greve histórica dos estudantes nas universidades federais do país que pressionavam por melhorias, o governo aprovou a Medida Provisória (MP) 2.208/01 que permitia que qualquer escola, curso, agremiação, entidade estudantil ou até mesmo empresas, produzir a carteira, sem nenhum parâmetro ou fiscalização. A medida enfraqueceu a organização estudantil como um todo e facilitou a falsificação do documento estudantil.

3- LEI NACIONAL RECONHECIDA E APROVADA;

A Lei da meia-entrada (12.933/2013) foi regulamentada pelo governo federal em 2015. Antes disso, apenas as legislações locais regiam o acesso a esse direito. A confusão gerava também falta de fiscalização no cumprimento do direito e os estabelecimentos sequer se viam obrigados a ofertar a meia-entrada. O direito também foi reafirmado com a aprovação do Estatuto da Juventude que define quais são os direitos da população jovem entre 15 e 29 anos. Além de prever a concessão de meia aos estudantes, o Estatuto ampliou o direito dos jovens de baixa renda e deficientes.

4- EMITIDA UNICAMENTE POR ENTIDADES ESTUDANTIS;

Com a Lei também foi estabelecido uma padrão nacional definido pelas entidades nacionais, UNE, UBES e ANPG, regido por estritas medidas de segurança e fiscalização. Dessa forma, a lei determina que somente as entidades representativas do movimento estudantil possam emitir o documento. Essa medida contribui para o auto-financiamento da rede que pode arcar de forma independente com os custos de suas atividades, como palestras, debates, internet e comunicação.

5- O DIREITO NA MÃO DE QUEM TEM DIREITO;

De acordo com a regulamentação da meia-entrada, os estabelecimentos deverão também avisar, “de forma clara, precisa e ostensiva”, o total de ingressos disponíveis para meia-entrada, deixando tudo mais transparente. Um mínimo de 40% deve ser reservado exclusivamente para a meia.
A UNE tem feito parcerias nos Estados como com o Procon Carioca para aumentar a fiscalização para que o estudante pague efetivamente a metade do preço do ingresso cobrado do público em geral. A entidade também pressiona para responsabilizar os eventos que tentam simular o cumprimento da lei, mas na verdade estão praticando preço único como o Lollapalooza que em 2017 aumentou o preço de todos os ingressos de forma que a meia é praticamente o valor da inteira do evento do ano passado. Leia mais aqui.

6- A LEI É UMA VITÓRIA TANTO PARA OS QUE TÊM DIREITO À MEIA-ENTRADA, QUANTO PARA O MUNDO DA CULTURA E DA ARTE;

Com a Lei somente quem tem de fato o direito de pagar meia vai usufruir do benefício. Além disso, o percentual de 40% de meia-entrada permite que os produtores culturais tenham um melhor planejamento dos eventos, mantendo a arrecadação prevista mesmo cobrando mais barato dos estudantes, e assim atraindo mais público.

7- A CONJUNTURA DO PAÍS ESTÁ CASTIGANDO MAIS A JUVENTUDE.

A instabilidade econômica, a falta de investimento em educação e políticas públicas específicas tem feito sofrer essa parcela da população. Na faixa de 14 a 24 anos, a taxa de desemprego já ultrapassou os 30%. Há 1,265 milhão de adolescentes de 14 a 17 anos procurando trabalho, quase 10% do total de 14 milhões de desempregados. Uma faixa etária que deveria estar nas escolas e não na fila do desemprego. Sem perspectivas e sob a ameaça crescente da violência urbana, que mata mais os jovens, põe o futuro de toda uma geração em risco.

QUEM TEM DIREITO DO DOCUMENTO ESTUDANTIL?

Todo estudante tem direito ao Documento do Estudante. Ele só precisa estar regularmente matriculado no ensino infantil, fundamental, médio e técnico, Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado, seja no ensino presencial ou a distância.
O Documento do Estudante só é feito por meio do site www.documentodoestudante.com.br
Fonte: UNE

Pornografia, censura e política

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Franklin Cunha*
Este “moralismo“ é pregado e praticado por setores da direita política radical, ligados às correntes neoliberais, às igrejas neopentecostais, ao estilo e filosofia de vida da classe média norte-americana e ao viés político fascista. J.M. Coetzee assinala, (Contra la Censura- Ensayos sobre la pasión por silenciar) que ao pesquisar o mercado, se percebe uma gama de pornografia visual sádica que é particularmente vista e divulgada nos países ricos do ocidente cristão, onde um de seus Papas, o bilionário Hugh Hefner acaba de falecer. Coetzee observa que este sadismo sexual não é encontrado e executado com e nas mulheres dos países árabes onde esse tipo de divulgação é rigorosamente proibido.
O estranho disso tudo é que os grupos moralizadores citados combatem apenas o que julgam ser imoral em obras de arte de maior ou menor valor artístico. Ao passo que os movimentos de controle dos filmes, vídeos, revistas pornográficas, de ampla divulgação no Ocidente, têm sido encabeçado por mulheres, politicamente situadas fora desse espectro proto-moralista da direita política. Argumentam elas que os consumidores desses materiais – na maioria absoluta, homens – não somente os adquirem por gosto pela violência sexual, como também por neles apreenderem técnicas de sadismo físico e psicológico, praticado em mulheres. É notório o fato de que revistas pornográficas cujos atores são homens, não prosperaram por ter baixo consumo. Assim, na medida que essas publicações submetem mulheres a relações sexuais degradantes, estas, como coletividade, sentem-se humilhadas e ultrajadas , ao serem tratadas como mercadorias e objetos de uso e de troca no mercado financeiro do capital. Por outro lado, é estimulante se observar que o núcleo das lutas femininas atuais também coloca em questão o imaginário masculino através dos tempos, o qual – como se discutiu num dos medievais Concílios de Macon – não considerava as mulheres como seres humanos.
Na verdade, a coisificação das mulheres como estratégia característica do poder masculino não só na pornografia como em geral nos processos sociais, não é tema que sensibiliza ou causa indignação e lutas, aos savonarolas incultos e incautos que atacam museus e exposições de arte as quais retratam as legítimas e autênticas expressões do momento histórico e social que se vive em nosso país.
 *Franklin Cunha é médico e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.
Fonte: Sul21
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